Leonardo Sakamoto: Fighting slavery in the 21st Century


Publicado originalmente em: 11/02/2016

Journalist, political scientist and President of the NGO Réporter Brasil Leonardo Sakamoto, provides insights to what it takes to fight slavery in the 21st Century.

Fonte: International Labour Organization

2 respostas em “Leonardo Sakamoto: Fighting slavery in the 21st Century

  1. As novas formas de escravidão no mundo podem se manifestar desde a escravidão por dívida, até os mais atuais tipos de escravidão, como o originário da imigração. O tráfico de pessoas e o comércio sexual também podem ser considerados formas contemporâneas de escravidão.
    O Brasil, apesar de ter um dos menores índices do continente americano (atrás de Canadá, EUA e Cuba), ainda abriga 155,3 mil pessoas nessa situação. O trabalho quase escravo se concentra nas indústrias madeireira, carvoeira e de mineração, de construção civil e nas lavouras de cana, algodão e soja. Outro campo sensível é o turismo sexual no Nordeste e a exploração da mão de obra de imigrantes bolivianos em oficinas de costura.
    Para tentar minimizar essa quadro, o jornalista Leonardo Sakamoto fundou a ONG Repórter Brasil, focada em denúncias de trabalho escravo no Brasil. Segundo a ONG, para que essa violação aos direitos humanos cesse é necessário, além das denúncias, informação de qualidade. Ou seja, reportagens que mostrem onde o problema está, investigações que desvendem quem ganha com ele, análises que indiquem como resolvê-lo. Ainda nesse contexto, as informações da Repórter Brasil são usadas, há 13 anos, pelo poder público, o setor empresarial e a sociedade civil como instrumentos de combate a esse crime e na promoção da dignidade de milhões de brasileiros.

  2. O trabalho escravo que nos parece tão distante e muitas vezes é considerado apenas como um passado histórico, na verdade está sendo negligenciado nos dias atuais. A escravidão ainda persiste, embora se apresente de outras formas e em menor proporção e mais discreta que em tempos passados. Leonardo Sakamoto, jornalista e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, vem desenvolvendo um árduo trabalho denunciando a prática da escravidão moderna. Além de péssimas condições de trabalho, em lugares as vezes muito úmidos ou muito quentes, sem proteção adequada, ou de grande risco à saúde, como o trabalho desenvolvido em carvoarias, não só adultos são expostos a essas condições, mas também crianças. O que gera grande revolta e questionamentos acerca de qual futuro estamos querendo construir. Infelizmente, algumas pessoas ainda são vendidas, compradas, comercializadas, o que viola gravemente e inquestionavelmente todos os seus direitos. O jornalista afirma em uma entrevista que há uma iniciativa em pressionar grandes companhias a fiscalizarem com maior rigor seus fornecedores e subsidiárias, assim como a tecnologia está sendo utilizada por órgãos competente como aliada para achar os locais onde há o trabalho escravo moderno. Além disso, é importante ressaltar que os consumidores têm o poder de influenciar investidores, ou seja, a demanda faz com que o produto seja mais ou menos fabricado, assim como consumidores mais exigentes com os processos de produção, farão com que as empresas também o sejam.

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