Comércio Brasil-Japão em 2015


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01 de Fevereiro de 2016

De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a troca de comércio Brasil-Japão alcançou, em 2015, USD 9,72 bilhões (FOB), 22,96% inferior ao volume registrado em 2014 (USD 12,62 bilhões, FOB). As exportações brasileiras ao Japão chegaram a USD 4,84 bilhões, resultando em diminuição de 27,89%, em relação ao ano anterior. As importações do Japão sofreram retração menor, de 17,35%, contabilizando USD 4,88 bilhões. As trocas comerciais com o Japão registraram saldo negativo para o Brasil de USD 32,24 milhões. Trata-se do primeiro déficit comercial brasileiro desde 2009 (USD 1,1 bilhão).

Em 2015, o Japão recebeu 2,53% das exportações brasileiras, nível aquém dos 2,98% registrados em 2014, o que o classificou na posição de sexto maior comprador (5º em 2014). O Japão respondeu por 2,84% das importações brasileiras, parcela superior à de 2,58% do ano anterior, passando da nona para a sexta colocação como principal fornecedor para o País.

Os principais produtos exportados para o Japão foram os seguintes:

  1. minérios de ferro e seus concentrados, USD 1,21 bilhão (variação de -50,60%);
  2. carne de frango congelada, USD 837 milhões (-22,16%);
  3. milho em grãos, USD 461 milhões (+98,11%);
  4. café cru em grão, USD 440 milhões (-10,01%);
  5. alumínio em bruto, USD 367 milhões (-16,91%);
  6. ferro-ligas, USD 231 milhões (-24,17%);
  7. soja mesmo triturada, USD 185 milhões (-38,23%);
  8. celulose, USD 103 milhões (+2,23%);
  9. suco de laranja congelado, USD 90 milhões (-11,64%); e
  10. aviões, USD 87 milhões (+52,88%).

Os principais produtos importados pelo Brasil foram os seguintes:

  1. partes e peças para veículos automóveis e tratores, USD 505 milhões (variação de -13,48%);
  2. automóveis de passageiros, USD 326 milhões (-22,02%);
  3. instrumentos e aparelhos de medida, verificação etc., USD 224 milhões (-17,42%);
  4. rolamentos e engrenagens, suas partes e peças, USD 185 milhões (-18,89%);
  5. partes de motores para automóveis, USD 173 milhões (-14,81%);
  6. tubos de ferro fundido, ferro ou aço e seus acessórios, USD 164 milhões (+82,39%);
  7. compostos heterocíclicos, seus sais e sulfonamidas, USD 137 milhões (-10,49%);
  8. motores para veículos automóveis e suas partes, USD 119 milhões (-12,03%);
  9. partes e acessórios de motocicletas, bicicletas e outros ciclos, USD 114 milhões (+0,62%); e
  10. elementos de vias férreas de ferro fundido, ferro ou aço, USD 102 milhões (+142,47%).

Fonte: Invest & Export Brasil

5 respostas em “Comércio Brasil-Japão em 2015

  1. As relações diplomáticas entre o Brasil e Japão tiveram início em em 1895, com a assinatura do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação. O ano de 2015 foi marcado pelos 120 anos de relação entre os países, sendo o Japão o maior parceiro do Brasil na Ásia e o quinto parceiro no mundo. Como se percebe na notícia, é nítida a diferença entre os produtos os quais os países exportam. Enquanto no brasil as vendas se concentram em produtos primários, a pauta exportadora do Japão se concentra em manufaturados: automóveis, motores e pecas de aviões.
    Há lastro para o estabelecimento de bases econômico-institucionais que promovam uma
    parceria mais profunda e sustentável entre os dois povos. Brasil e Japão possuem um extenso
    potencial para encorpar suas transações econômicas, desenvolver políticas comerciais
    mais equilibradas e promover um maior intercâmbio tecnológico, turístico e cultural.

  2. Com a assinatura do Tratado de Amizade, As relações diplomáticas entre o Brasil e Japão tiveram início . Hoje, o Japão o é o maior parceiro do Brasil na Ásia e o quinto parceiro no mundo. Na notícia, é nítida a diferença entre os produtos os quais os países exportam. Enquanto no brasil as vendas se concentram em produtos primários, a pauta exportadora do Japão se concentra em manufaturados: automóveis, motores e pecas de aviões.
    Há lastro para o estabelecimento de bases econômico-institucionais que promovam uma
    parceria mais profunda e sustentável entre os dois povos. Brasil e Japão possuem um extenso
    potencial para encorpar suas transações econômicas, desenvolver políticas comerciais
    mais equilibradas.

  3. As relações internacionais entre Japao e Brasil tiveram inicio em 1895 com a assinatura do Tratado da amizade, sendo o Japão atualmente um dos países que mais negociam com o Brasil. Porém esse ano notamos uma queda no comércio entre estes, de acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Com rcio exterior (MDIC) a troca de comércio entre Brasil-Japao alcançou em 2015, 22,96% volume inferior ao registrado em 2014 (USD 12,68 bilhoes para 9,72 bilhoes USD). No fim das contas as trocas comerciais com o Japao registraram saldo negativo para o Brasil de USD 32,24 milhões. Alem disso nota-se a diferença tecnológica entre os países, baseado nos produtos que estes trocam entre si, enquanto o Brasil exporta minérios de ferro,carne de frango congelada, milho em grãos, café cru em grão, alumínio bruto e etc, o Japao exporta para o Brasil partes e peças para veículos e tratores, automóveis de passageiros, instrumentos e aparelhos de medida ,verificação e etc. Portanto percebe-se a diferença não apenas na quantidade, mas também na qualidade dos produtos.

  4. Diante da crise política e econômica que se vive hoje, muitos países retiraram do Brasil seus investimentos devido a sensação de insegurança que esse momento traz. Prova disso, foi deficit de exportação que o Brasil teve em relação ao Japão. A relação entre os dois países teve início com o Tratado de Amizade em 1895, no entanto, em 1942 houve o rompimento das relações, devido ao início da Segunda Guerra Mundial, sendo restabelecidas em 1952, o que demonstra que o momento é de tanta incerteza que ate um país que ja tinha uma relaçao de muito tempo com o Brasil mostra insegurança.
    É possível perceber que por mais que ainda seja muito forte na agricultura , o Brasil ainda possui um deficit grande no que diz respeito a tecnologia e indístria, o que pode ser comprovado com os materiais pelos principais materiais que importa. Seria bom se houvessem mais investimentos nessas area, uma vez que a dependencia de outros países nao seria tão grande, diminuiria os gastos com importação e aumentaria com exportação pois assim Brasil nao ficaria preso somente a agricultura.

  5. A reportagem acima revela que houve uma queda no volume de produtos exportados entre o Brasil e o Japão em 2015, quando comparado ao ano de 2014. Além disso, segundo o texto, as exportações brasileiras sofreram um certa redução, o que, indubitavelmente, teve como causa o cenário de crise vivenciado pelo Brasil. Consta ainda que as trocas comerciais feitas por esses dois países registaram um saldo negativo para a economia brasileira e que este foi o primeiro déficit comercial desde 2009. Outro dado que merece destaque está ligado ao fato de que as importações de produtos japoneses aumentaram. Todas essas informações trazidas pela reportagem fazem concluir que a economia, na data em foi publicado o texto, estava abalada, com pouco crescimento. E, apesar dessas informações se referirem ao ano de 2015, que segundo especialistas foi um período de pouco desenvolvimento, até hoje esse cenário de crise econômica, política e social se verifica. Segundo economistas a previsão para os próximos anos é tanto quanto pessimista, mas mesmo assim, acredito que é importante pensar de forma positiva, confiando que a economia, o comércio, a indústria nacional irão melhorar, trazendo, assim, crescimento e riquezas para o país.

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