Economia global enfrenta seu maior desafio desde a crise de 2008


Publicado originalmente em: 24/01/2016

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O tom de chumbo que predominou nas reuniões desta edição do Fórum Econômico Mundial tem uma explicação imediata: muitos dos participantes perdiam bilhões na Bolsa enquanto estavam na reunião na Suíça. As dúvidas em torno da China surgem como primeira explicação, mas não a única. As previsões de crescimento são progressivamente reduzidas, a queda do preço do petróleo ameaça provocar uma onda de quebras no setor, os países emergentes têm que lidar com uma crescente desconfiança dos investidores, e as moedas despontam como próximo ponto de conflito entre as economias.

“Não é 2008… ainda. Mas os Governos precisam agir rápido”, alertou num dos debates em Davos o economista Nouriel Roubini, apelidado de Doutor Catástrofe. Roubini perdeu parte de sua autoridade em razão de seu pessimismo empedernido, mas suas palavras não caem nunca totalmente no vazio. Com uma queda do índice acionário norte-americano S&P 500 de 6,7% neste ano, não é de estranhar que os executivos de Davos passem por episódios de ansiedade. O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou logo antes da reunião na Suíça uma redução das previsões globais de crescimento, para 3,4% neste ano e 3,6% no próximo, 0,2 ponto percentual abaixo do previsto em outubro e o terceiro corte em menos de um ano. “Em 2016 o crescimento será modesto e desigual. Há um otimismo moderado, mas os riscos são significativos”, disse no sábado a diretora gerente do FMI, Christine Lagarde.

Os investidores estão desconfiados, e a prova disso é que pedem juros mais altos para os empréstimos de curto prazo que no horizonte de dez anos, fato que é chamado de curva invertida de taxas de juro e é um dos indicadores que sinalizam uma recessão. Embora nem sempre, segundo o presidente da empresa de investimentos Bridgewater, Ray Dalio, que considera mais provável que a economia continue sofrendo com uma notável fraqueza. “Mas, caso tenhamos uma recessão, ela será mais difícil de reverter. Este é o momento de maior desafio desde a crise financeira”, explica, numa sala com lareira e vista para a montanha que por estes dias é seu escritório temporário.

A bala de prata que se acreditava estar nos bancos centrais e nas novas medidas de estímulo monetário não consegue tirar da letargia a economia global. “Apesar da enorme quantidade de dinheiro posta em circulação ao longo destes anos, as pressões deflacionárias são constantes”, diz Dalio, que põe o dedo na ferida de um dos temores mais profundos dos analistas: a falta de ferramentas para responder a uma nova crise.

Na atual conjuntura, todas as estradas levam à China. A transição para um modelo de maior demanda interna e os passos em direção a maior abertura financeira estão se mostrando uma combinação difícil de manejar para Pequim –e difícil de interpretar, para os investidores. As autoridades chinesas em Davos insistiram que a segunda maior economia do mundo está se adaptando a uma nova normalidade, de crescimento mais baixo, e que se trata de um problema somente na hora de comunicar suas políticas. “O setor financeiro está mais desconectado que nunca da economia real”, afirmou Shi Wenchao, presidente da Unionpay. Mas há uma longa lista de tarefas ainda a resolver. “A China precisa reestruturar suas dívidas e sua economia, que se está debilitando e exige um relaxamento da política monetária, enquanto está sofrendo uma considerável saída de capitais”, rebate Dalio.

A desaceleração provocada por esse caminho para uma nova normalidade chinesa provocou um terremoto nos mercados de matérias-primas, como mostra o colapso do petróleo. “A baixa do preço do petróleo vai forçar muitas empresas a suspender pagamentos, e isso vai trazer muita instabilidade”, disse Larry Fink, presidente da maior gestora de ativos do mundo, a BlackRock. Após uma quebra de empresas fica uma dívida sem pagar, e os balanços dos bancos não têm condição de suportar maiores exigências de capital.

Fuga de capitais na China

O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) revelou que, pela primeira vez na história recente, a China sofreu no ano passado uma saída de capitais, de 676 bilhões de dólares, 90% de todos os fluxos que deixaram os mercados emergentes (735 bilhões de dólares). A entidade prevê outro saldo negativo para este ano, de 448 bilhões de dólares. “As perspectivas para esses países ficam mais sombrias”, afirmou o presidente do IIF, Tim Adams. O futuro escurece, e as moedas se desvalorizam, o que deixa em sérios apuros as economias com elevada dívida em dólares, como Brasil, África do Sul e Turquia.

“A situação na América Latina se parece cada vez mais com a crise da dívida dos anos oitenta, embora ela não deva ser tão danosa”, afirma Dalio. Se houve algum consenso em Davos é que as quatro reduções de taxas de juros esperadas do Federal Reserve (banco central dos EUA) serão diminuídas para no máximo duas. A combinação de dólar forte e pressões deflacionárias pode ser fatal para a recuperação. “O dólar pode aguentar durante um tempo, acho que em torno de um ano, como a moeda forte”, crava o financista.

Fonte: El País

29 respostas em “Economia global enfrenta seu maior desafio desde a crise de 2008

  1. A temida crise econômica mundial é algo que vem se tornando algo tão recorrente tanto para os estudiosos da área quanto para a população comum, alertada e amedrontada a respeito das consequências que podem ser geradas. Desde a recessão de 2008 as nações se encontram nessa tentativa de se realinhar de forma que consigam se sustentar de forma autônoma , lutando por um crescimento anual e também por uma diminuição em suas dívidas tanto externas quanto internas. Tentar apontar um culpado para toda essa situação é um reação natural ao problema, o economista Ladislau Dowbor ao discorrer sobre as origens e responsabilidades pela atual crise econômica mundial diz “Quando se pensa que os principais bens do planeta estão com 16 corporações, vemos que há um controle da economia mundial sem que se tenha um governo mundial.” retratando o monopólio atual. A solução que se busca, independente se seja encontrada em um país como a China, ou em algum tipo de nova tecnologia, segurança a economia, ou produto, é que todo um ecossistema monetário seja estabelecido de forma que as todos esses países não se prejudiquem de forma permanente e consequentemente nem a sua própria população.

  2. O capitalismo por si só é feito de ciclos e essas crises periódicas acontecem por um excedente de “mercadorias” que acaba desvalorizando alguns aspectos da compra e venda assim como a oferta e a procura. Com ele sendo cíclico, esses tempos de crises são renovações para que o capitalismo possa se manter frente a tantos desafios e recessões. A crise que teve um marco histórico bastante importnate foi a crise de 1929 nos Estados Unidos que pediu medidas como o New Deal para a sua recuperação.

    Desde então viemos passando por crises como a da Grécia, e agora no Brasil, em 2008, 2016. Essa crise afeta quase todo o mundo, assim também as grandes potências mundiais como China, grande parceira do Brasil no minério e nos grãos que também sofre com a crise e volta seu efeito para p Brasil com a queda das exportações, desvalorização da moeda e menor poder de compra.

    Não é possível identificar culpados para as crises, mas sabemos que com o tempo e algumas medidas de forma a recuperar a economia, é possível restabelecer o mercado e assim prosseguir mais um ciclo.

  3. A crise que envolve o conjunto do sistema capitalista e, especialmente os países centrais, é devastadora. Estamos apenas no início de um processo que envolverá a derrocada do sistema financeiro internacional tal como conhecemos hoje, queda brusca no comércio mundial, uma grande recessão, desemprego generalizado, e graves tensões sociais no centro e na periferia. O capitalismo está em crise, e os resultados são visíveis não só no desempenho econômico dos países como nos aspectos social e ambiental. Estaria se desenhando ainda, em resposta à crise, um movimento mais violento à qualidade de vida dos trabalhadores e à soberania dos países. Desde a recessão de 2008 as nações se encontram nessa tentativa de se realinhar de forma que consigam se sustentar de forma autônoma , lutando por um crescimento anual e também por uma diminuição em suas dívidas tanto externas quanto internas. Soluções podem e devem ser buscadas por cada país, mas resultados teriam limites, já que a economia se expressa em escala mundial. A saída deveria se colocar em uma esfera global, mas também se revela em iniciativas como as do Movimento dos Trabalhadores.

  4. Desde a recessão de 2008 o cenário econômico mundial está oscilando, os países estão sofrendo e tentam contornar a situação da melhor forma possível. A atual queda do preço do petróleo e a desconfiança dos investidores que passam a aumentar os juros marcam uma desaceleração nesse cenário caracterizando novamente uma recessão. Essa desaceleração afetou diretamente o mercado de matérias primas da China, país que agora mais do que nunca precisa de uma restruturação da economia e dívidas. O maior problema dessa “nova crise” é que não existem ferramentas para combate-la, ou seja, os países, principalmente os países emergentes, irão sofrer significativamente. A recessão atual fez com que as moedas fossem desvalorizadas o que causa um menor poder de compra e um grande desafio para os países que possuem dívidas em dólar. Precisamos encontrar uma forma de enfrentar e superar ou pelo menos amenizar a crise e seus efeitos, ela já atinge de forma direta a população com o aumento de taxas e impostos e o desemprego.

  5. Amanda Barroca Dayrell – 7° período – FDMC
    A crise econômica vivenciada internacionalmente desde o pior momento em 2008 vem afetando país por país, ao ponto em que as consequências não são somente internas, mas também mundial.
    Com a crise, há pouco investimento, há muito desemprego, há insegurança. É notável perceber que a crise internacional atinge todos os tipos de economia: desde a mais avançada, como se pode perceber pela reportagem, na qual demonstra a recessão que atinge inclusive a China, até aos países emergentes e subdesenvolvidos. Aqueles países que estavam crescendo ficam estagnados e os países que sequer tiveram a oportunidade de crescer, ficam piores.
    Com a oscilação da economia, o mercado fica instável, pois os financiamentos ficam restritos e a confiança dos governos pode ser facilmente quebrada.
    Para que haja uma superação na economia, é necessário controlar a inflação, incentivar os grandes investidores, fomentar a indústria e o comércio, tornar seguro o contato internacional, realizar tratados. Mas não há dúvidas que as providências a serem tomadas devem ser no âmbito mundial.

  6. Encontramo-nos, atualmente, no início de uma devastadora crise, que já está interferindo e ainda irá interferir mais nas relações internacionais. Desde a recessão de 2008º cenário mundial é uma luta das nações para se realinharem de forma que consigam se sustentar de forma autônoma , lutando por um crescimento anual e também por uma diminuição em suas dívidas. A desaceleração da economia afetou diretamente o mercado de matérias primas da China, fazendo com que o país precise de uma restruturação da economia e dívidas. A recessão atual fez causou a desvalorização de moedas, levando a um menor poder de compra e um grande desafio para os países que possuem dívidas em dólar. Não é possível apontar os exatos culpados para essa crise, mas com o tempo e com medidas sendo tomadas de forma a recuperar a economia, é possível restabelecer o mercado.

  7. Oito anos após a crise de 2008,a economia mundial está caminhando para uma nova crise. A economia internacional vem apresentando baixas taxas de crescimento, com elevada instabilidade financeira e tendência à deflação de preços, das commodities , principalmente do petróleo, dado o excesso de oferta de produtos. Somado a isso, a desaceleração da China.
    Uma nova recessão global começa a atingir países como os Estados Unidos, na Europa e o Japão, que podem ter uma desaceleração na economia. No entanto, o brasil também está sofrendo com os efeitos da crise econômica mundial.
    A recessão brasileira também é um reflexo da economia mundial. Com a valorização do dólar, o mercado interno do país passa a ser pressionado pelos juros e fuga de capital estrangeiro, agravando nosso quadro . Somado a isso, está o governo que vem aumentando impostos e a crise política e econômica do país, que interfere negativamente em decisões de investimentos.

  8. A atual situação econômica internacional é preocupante, começando a adquirir os contornos de uma crise tão grande quanto à que assolou a economia em 2008, tendo afetado os mais diversos países e havendo, inclusive, começado os sinais de recessão. As novas medidas de estímulo monetário que são criadas não surtem efeito e analistas temem que faltem meios para reverter uma futura crise. Uma grande preocupação é da desvalorização de moedas que vem acontecendo em alguns países (como o Brasil), que pode acarretar aumento dos preços, queda de investimentos e desestabilização da indústria nesses locais. É necessário criar novas medidas para combater a crise econômica mundial, e rapidamente, antes que tome proporções mais difíceis de contornar. E, mais importante, é preciso que, ainda que ocorram decisões internas na tentativa de aquecer a economia de cada país, sejam buscadas soluções em escala mundial, visto a proporção da crise.

  9. Atualmente, a diminuição da expectativa de crescimento da China e a baixa no preço do petróleo, tem levado o mundo a entrar em uma crise econômica, longe de ser tão forte como a de 2008 mas, mesmo assim, uma crise com que se preocupar. A China, como uma das maiores importadoras de comodities do mundo, devido a baixa expectativa de crescimento dentre outros motivos, diminuiu sua importação de comodities. Isso levou países em desenvolvimento (os quais dependem muito desse tipo de exportação) a entrarem em crise, a qual foi agravada pela baixa do petróleo, que gerou a diminuição da produção da indústria petrolífera, que é responsável por grande parte do PIB destes países. Tudo isso leva também a desvalorização monetária, o que agrava ainda mais a crise, aumentando a inflação e fazendo com que seja cada vez mais difícil reverter a resseção. Deve-se, o quanto antes, buscar políticas econômicas no âmbito mundial voltadas para a diminuição dos impactos da crise, para que não se corra o risco de enfrentar novamente uma crise nas proporções daquela sofrida 2008.

  10. Em 2008, a economia mundial enfrentou uma grande crise, gerada pelo desequilíbrio da economia dos Estados Unidos, que por ser uma das maiores potencias mundiais, afetou o restante dos países. Atualmente, vivemos novamente uma crise, a qual corre o risco de alcançar as mesmas proporções da de 2008. Apesar de não saberem ao certo o motivo dessa vez, uma das causas apontadas foi a adaptação da China a um modelo mais democrático.
    As conseqüências dessa crise são evidentes, os investidores, por estarem mais apreensivos, estão cobrando juros mais altos, logo, o investimento é menor, menos empregos são gerados e mais pessoas permanecem desempregadas. Os governos, portanto, devem adotar as medidas necessárias para reverter essa situação o mais rápido possivel.

  11. Após mais de 7 anos que a crise econômica mundial varreu os mercados globais, e atingiu praticamente todos os países do globo sem distinção, seus efeitos parecem finalmente terem chegado na América Latina e mais específicamente no mercado interno brasileiro.É evidente que a crise econômica de proporções mundiais, que primeiramente se instaurou nos Estados Unidos, posteriormente se alastrou para o continente europeu e afetou todo o globo, atinge claramente a vida de todos os consumidores do planeta, seja de forma direta ou indireta.A crise teve seu epicentro localizado na bolha imobiliária, onde as casas dadas como garantias aos agentes financeiros passaram rapidamente a ter um valor muito menor e, devido a baixa procura, os preços caíram tanto que não mais interessava aos bancos executar as hipotecas.
    Os investidores estão desconfiados, e a prova disso é que pedem juros mais altos para os empréstimos de curto prazo que no horizonte de dez anos, fato que é chamado de curva invertida de taxas de juro e é um dos indicadores que sinalizam uma recessão.Apesar da enorme quantidade de dinheiro posta em circulação ao longo destes anos, as pressões deflacionárias são constantes.
    Um ‘Mercado de Comodites’, significa o lugar onde as comodites são negociadas no âmbito global, e onde o seus preçõs são definidos, não por um agente ou Estado, mas sim pelo equilíbrio de oferta e procura em escala global.
    Deste modo o ‘Mercado de Comodites’ influencia enormemente a economia brasileira, pois se trata na verdade do mercado onde são negociados os itens básicos e matérias primas, como o minério de ferro extraido pela grande Vale Do Rio Doce, como o mercado de energia elétrica, onde Itaipu (Binacional) exporta mais da metade da energia do Paraguai, o mercado de Petróleo, comandado em monopólio estatal no país por ninguém menos do que a Petrobrás, até pouco tempo a maior empresa do país.
    O futuro escurece, e as moedas se desvalorizam, o que deixa em sérios apuros as economias com elevada dívida em dólares, como Brasil, África do Sul e Turquia.

  12. Nicole Meireles Sacco – 7º. Período – FDMC

    A crise financeira de 2008, iniciada nos EUA após o colapso do mercado especulativo imobiliário e expansão da concessão de créditos bancários no cenário norte-americano, em pouco tempo espalhou-se pelo mundo revelando uma busca pela liquidez e estabilidade econômica. A crise ficou marcada por ser um período de rápida e profunda queda da produção industrial e da retração do comércio internacional em todo o mundo. Além disso, tal crise ficou marcada por um processo de venda de ativos financeiros em larga escala, ocasionando uma queda súbita e violenta dos preços dos ativos financeiros, e contração do crédito bancário para transações comerciais e industriais.
    Em edição recente do Fórum Econômico Mundial, os rumores de uma nova crise econômica mundial voltaram a alarmar os governos mundiais. Tais rumores ficaram evidenciados pela queda no valor de ações em bolsas de valores, pela retração do crescimento econômico mundial, pela desvalorização do valor do petróleo e a desconfiança em relação aos países emergentes por parte de investidores, marcada pela elevação da taxa de juros em relação aos empréstimos concedidos. Desta vez, porém, quem se mostra como protagonista de uma nova e suposta crise mundial é a China. Isto porque a combinação de um novo modelo econômico baseado em uma maior abertura financeira do mercado, somado a uma crescente demanda interna, e consequente desaceleração do crescimento, vem se tornando difícil de controlar por parte da economia chinesa. Outro fator relevante, diz respeito a uma eventual desvalorização das moedas, o que aponta como um grave risco Às economias que apresentam dívidas em dólar, como é o caso do Brasil. Portanto, ainda que apenas suspeita, torna-se alarmante a sombra de uma nova crise, colocando em risco o processo de recuperação que a economia mundial parecia ter alcançado, desde a catastrófico cenário vivenciado no ano de 2008.

  13. Pessimismo dita o teor dos depoimentos daqueles que foram ao Fórum Econômico Mundial. A atual situação econômica global é comparada à crise de 2008, mas com uma grande e decisiva diferença: em 2008, os Bancos Centrais tinham condições de reverter à situação. Hoje, parece que não.
    Nos EUA, o Banco Central já trabalha com taxa de juros real negativa. Sua meta nominal está entre 0,25% e 0,50%, enquanto que a inflação deve se aproximar de 2%. É como se o Tesouro americano cobrasse uma taxa para receber investimentos, algo bastante incomum na economia, visto que os investidores normalmente exigem um retorno positivo sobre seus investimentos. Com juros negativos, o Banco Central fica sem meios de fomentar o crescimento econômico, já que tal meio tradicionalmente é reduzir as taxas de juros.
    Talvez uma política fiscal executada pelo governo americano poderia contribuir para a reversão da situação atual. Tal política poderia ser feita através de isenção ou redução tributária para investimentos produtivos (e.g. para empresas com planos de expansão, para empreendedores), subsídios para mercados críticos e construção de estruturas públicas que permitem redução de custos das empresas (e.g. estradas de ferro, pontes, portos).
    A desvantagem da política fiscal versus a política monetária (aquela exercida pelo Banco Central) é que seus resultados tendem a demorar mais para se concretizar. Tal expectativa poderia fazer com que a crise se aprofundasse ainda mais, de forma a exigir uma política fiscal ainda mais incisiva.

  14. A crise econômica que tanto assusta no cenário internacional, vem agravando também a crise interna do país. As oscilações das moedas no câmbio internacional e a variação de investidores nas bolsas mundiais causa uma sensação de insegurança econômica que deixa muitos com medo do futuro. Para melhorar este cenário, o mais aconselhável na minha opinião seria uma maior intervenção dos Estados nas economias nacionais e uma maior presença dos órgãos reguladores internacionais. Desta forma, através de concessões mútuas e fiscalização mais pesada o mercado voltaria a funcionar de forma melhor. Não existe hora que necessite mais de uma intervenção com intuito de compensar desvantagens de um país para o outro. Além disso, se os investidores soubessem da intervenção do Estado, se sentiriam mais seguros em manter seu dinheiro nas empresas, evitando a desvalorização tão crescente dos mercados antes tidos como seguros. A auto-regulação do mercado atualmente resultaria na “quebra” de diversos países e na falência de várias empresas multinacionais, como por exemplo a Petrobras,que sempre foi forte no mercado e agora se deteriora cada dia mais.

  15. A crise mundial é um assunto polêmico e que faz com que todos temam suas conseqüências, uma vez que atinge qualquer tipo de economia. Instaurou-se em 2008 uma crise que veio do desequilíbrio da maior economia do mundo, os Estados Unidos, crise esta que tomou enormes proporções e desestabilizou vários países. Hoje, o rumor de uma nova crise de tamanha relevância já assusta muita gente. Desta vez, quem ocupa o ponto central da crise é a China, com a transição para um modelo de maior demanda interna e maior abertura financeira, combinação esta, que está se revelando de difícil manuseio. Sendo assim, o cenário se torna um tanto quanto preocupante e, os países devem buscar políticas econômicas a fim de solucionar ou diminuir os impactos da crise.

  16. Estamos vivenciando um momento preocupante e realmente amedrontador. Não há perspectivas de melhoras e a crise econômica, financeira e política abrange a cada dia mais setores de nossa economia. E os efeitos são explícitos: desemprego, queda no consumo, perda de credibilidade no cenário internacional, queda do preço dos produtos, dentre outros prejuízos. A queda no preço do petróleo agrava ainda mais a situação da empresa brasileira Petrobrás. Esse nome já foi referência mundial e atraiu investidores de muitos países. O que se vê hoje, com o Brasil mergulhado nessa crise, é uma perda de credibilidade, diante de escândalos envolvendo o nome da Petrobrás, alta do dólar e queda no preço do petróleo. Não é possível saber quando o nome da empresa mencionada adquirirá novamente seu prestígio mundial, mas é certo de que até la, será um árduo caminho.

  17. Tudo começou com a crise imobiliária dos EUA. Essa crise começou por lá porque os bancos estavam oferecendo uma quantidade muito grande de crédito imobiliário, o que acabou incentivando por demais o setor. O problema é que os bancos não faziam um estudo decente sobre as possibilidades financeiras dos clientes, achando que bastaria cobrar juros mais altos para se protegerem da inadimplência e aumentar os lucros. Insatisfeitos por pagarem preços exorbitantes nos imóveis e nos juros da sua hipoteca, os americanos começaram a deixar de pagar os bancos. O problema é que essa situação não aconteceu apenas em alguns casos isolados, aconteceu em massa.
    A economia mundial está vivendo um momento único na história. Estamos vivendo uma crise causada por outras crises. E é nisso que os governantes e grandes economistas estão trabalhando: uma forma de proteger outros países quando uma crise acontece em algum ponto isolado.

  18. A crise de 2008 iniciou-se nos Estados Unidos por conta da crise imobiliária e atingiu praticamente todos os países do globo, já o Brasil, até então, parecia ter passado por ela sem sequelas. Porém, no cenário atual é que podemos observar a imensa bola de neve feita pelo governo brasileiro que, há 8 anos atrás, tentou esconder os efeitos da crise econômica mundial. As oscilações da moeda de câmbio são constantes e a inflação é vivenciada mais uma vez pelos brasileiros.
    Além disso, uma nova crise econômica global vêm tomando forma e dessa vez foi iniciada na China. O problema é que o país vive também uma crise política interna, o que faz com que os governos estrangeiros não achem atrativo cultivar investimentos no Brasil, principalmente depois da queda da Petrobrás.
    Portanto, a junção de crises faz com que dessa vez seja mais difícil fugir do desanimador cenário econômico e político que começa a se formar no Brasil, que se encontra cada vez mais sem apoio econômico.

  19. Hoje, temos visto diariamente que as bolsas de valores mundiais tem acompanhamento também mundial. Se algo acontece em Hong Kong, já se reflete em outros países, inclusive no Brasil.
    A economia dos países está praticamente 100% atada uma à outra. De modo que, se uma crise econômica atinge a um país, ou centro financeiro, os outros centros automaticamente entram em crise também.
    Em 2008 ocorre nova crise econômica mundial, inciada em uma crise imobiliária nos EUA. Logo, o mundo todo sofre o efeito da recessão americana.
    Na segunda metade da Tribulação, a economia mundial terá quase que uma falência total, devido a perda de metade da população mundial e dos estragos deixados pelos julgamentos e pela guerra mundial.
    A recessão atual é nítida, pois exerce forte influência social, visto que desencadeia uma falta de interesse dos investidores que reflete no desemprego e falta de poder aquisitivo da população.

  20. O último Fórum Econômico Mundial revelou preocupações em relação ao cenário econômico mundial, que se revela como um dos maiores desafios desde a crise de 2008. Baixa previsão de investimentos, queda no preço do petróleo, juros altos para empréstimo, desconfiança dos credores e desvalorização das moedas sinalizam o contexto de uma possível recessão. Dentre os principais temores está a falta de ferramentas para enfrentar a crise e a principal aposta é China, que ainda está se adaptando com ao cenário atual de baixo crescimento, abertura financeira e fuga de capitais. Os países emergentes sofrem em especial com a crise, em decorrência de suas dívidas externas em dólares e à perda de investidores devido ao alto risco dos negócios. Resta torcer para que as previsões do economista Nouriel Roubini não se concretizem para que o mundo não enfrente uma verdadeira catástrofe.

  21. O Fórum Econômico Mundial (FEM) é uma organização internacional localizada em Genebra (Suíça).Os líderes do FEM deste ano demonstram estarem temerosos com a economia dos países emergentes tendo contudo o momento em que tem estado a economia, como a desaceleração da economia chinesa a segunda maior economia do mundo teve o seu menor crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), no ano de 2015 comparado com o ano de 2014; a crise do preço do petróleo; a onda migratória sem precedentes na Europa e atentados extremistas no mundo todo. Tendo também o Fundo Monetário Internacional (FMI) uma organização internacional que resultou da Conferência de Bretton Woods (1944), que possui objetivo de promover a cooperação econômica internacional, também faz um acompanhamento periódico da política econômica de seus membros e faz recomendações, no qual para o FMI, os mercados emergentes e economias em desenvolvimento estão enfrentando agora uma nova realidade de crescimento mais baixo, com forças cíclicas e estruturais afetando o tradicional paradigma de crescimento.

  22. Em 2008, a economia mundial enfrentou uma grande crise, atualmente, diante do cenário politico e econômico, enfrentaremos um novo período de crise que, apesar de ainda não ser tão grave quanto a de 2008, virá com todos os problemas e consequências de uma crise mundial.
    Com a crise, há pouco investimento, há muito desemprego, há insegurança. Ao que parece ser, o grande protagonista da atual crise é a China. País esse que tem como base de sua economia a exportação de commodites.
    As comodites são a base da economia de muitos países em desenvolvimento, com a crise nesse setor, muitos países estão sendo levados a essa condição de crise. Além disso, outro problema enfrentado no momento é a baixa do petróleo, matéria prima básica utilizada em quase todas as produções, levando a uma crise da indústria petrolífera.
    Outra questão alarmante é a desvalorização da moeda de países como o Brasil e a China. Essa diminuição causa queda de investimento, desestabilização das industrias e comércios, aumentos dos preços.
    Com todas essas questões econômicas se chocando e a crise política enfrentada no ano atual, fica difícil a tomada de decisões que visa resolver essa situação

  23. A crise financeira de 2008 se deu a partir de uma sucessão de falências de instituições financeiras, nos Estados Unidos e na Europa. Instituições estas que participavam de todo complexo sistema financeiro mundial. Essa crise começou a se tornar mais grave quando o Congresso americano aprovou a liberação de 700 bilhões de dólares para socorrer o sistema financeiro. Paralelamente com isso, tem-se a preocupação com a atual situação econômica do Brasil que vem fazendo com que empresários adiem investimentos e novos empreendedores aguardem momentos menos incertos para iniciar seus projetos. O mais recente cenário politico que vivemos faz com que fique nítido que enfrentaremos um novo período de crise que, apesar de ainda não ser tão grave quanto a de 2008, virá com todos os problemas e consequências de uma crise mundial.
    Portanto, pode-se concluir que diante da atual configuração politica do país, se torna mais inevitavel fugir do desanimador cenário econômico que começa a se formar no Brasil, que se encontra cada vez mais sem apoio econômico e diante disso, a crise cada vez mais deixa de ser ameaça e passa a se tornar cada vez mais real.

  24. Desde a crise de 2008 o cenário mundial vem se mostrando como uma luta das nações para se realinharem de forma que consigam se sustentar de forma autônoma, lutando por um crescimento em vários âmbitos e também por uma diminuição em suas dívidas. Não há dúvidas de estamos enfrentando um novo período de recessão e crise, marcado pela baixa previsão de investimentos, queda no preço do petróleo, juros altos para empréstimo, entre outros. O principal fator que alimenta a crise econômica atual é a completa falta de credibilidade do governo e sua equipe econômica, tendo como característica principal a perda de credibilidade, não só no governo, como também de sua política econômica. O reflexo disso será a perda do grau de investimento do Brasil, o que fará com que a moeda americana suba ainda mais. As empresas sofrerão bastante com os efeitos dessa crise, principalmente aquelas que dependem de crédito abundante para manutenção dos seus negócios. Com a instabilidade na economia e no cenário político, o risco de inadimplência cresce e isso faz com que imediatamente os bancos aumentem a rigidez das suas condições para concessão de crédito. Talvez seja o momento de retardar alguns investimentos, adiar decisões estratégicas que envolvam expansão de negócios onerosos e esperar para que se tenha uma visão melhor do que está para vir.

  25. Patrícia Caetano do Amaral Cerqueira – 7º período – FDMC
    A crise econômica de 2008, começou a se tornar cada vez mais próxima ainda em 2007 com a chamada bolha imobiliária que afetou os Estados Unidos. Foram feitos muitos financiamentos, empréstimos sem garantias e, como resultado, dívidas enormes que não poderiam ser pagas. Essa situação gerou inadimplência e consequentemente a falência de grandes instituições financeiras americanas que, sem dinheiro, aumentaram as taxas de juros para tentar diminuir a liberação de crédito. Vendo isso, o Brasil comprou dólares diminuindo a circulação de moeda americana, desvalorizando portanto o real e aumentando a procura por produtos nacionais. No Brasil atual a crise se torna cada vez mais presente no dia-a-dia dos brasileiros, moeda desvalorizada, desemprego, pouco dinheiro em circulação, produtos caros. A insegurança está cada vez maior, e os países emergentes são os que mais sofrem com essa crise, devido a grande quantidade de dívidas em dólares e pouca confiabilidade em seu mercado afastando ainda mais possíveis investidores. Providências para frear esta crise devem ser tomadas urgentemente

  26. Desde a crise econômica de 2008, o mundo, de um modo geral, vem sofrendo com grandes dificuldades econômicas de modo que os países, ainda tentando se recuperar da anterior crise, vem se encontrando diante de uma situação nada favorável economicamente. como demonstrado pelo título do texto, a economia global vem enfrentando enormes desafios desde a crise de 2008, principalmente no que se trata da China, que é a 3ª economia mais forte do mundo e que vem passando por dificuldades para se adaptar a um cenário onde há uma desaceleração no seu crescimento econômico devendo se ajustar no que tange a sua política ditatorial com a sua economia “A transição para um modelo de maior demanda interna e os passos em direção a maior abertura financeira estão se mostrando uma combinação difícil de manejar para Pequim”. Outra grande questão é a situação econômica da America Latina, onde os países que a integram vem passado por dificuldades econômicas, que como dito no texto “se parece cada vez mais com a crise da dívida dos anos oitenta”. Desse modo percebe-se uma situação preocupante no que se trata da situação econômica global e da tentativa de reverter a situação que esta cada vez mais complicada.

  27. O artigo remete o cenário atual da economia mundial à crise vivida em 2008. Embora a situação ainda não esteja tão alarmante como há sete anos, os dados são bem preocupantes. Aos poucos, a crise vai chegando aos países e atingindo desde os emergentes até as grandes potências, como a China.
    Diante disso, os investidores ficam desconfiados, a economia fica estagnada, as moedas sofrem desvalorização, os juros aumentam de forma absurda e os governos tem sua credibilidade cada vez mais questionada.
    O momento em que estamos vivendo é muito delicado, porém serão necessárias medidas drásticas de forma urgente para tentar reverter essa situação.

  28. 7° PERÍODO

    A crise financeira de 2008 ocorreu devido à diversas falências de instituições financeiras nos EUA e na Europa. Por participarem de todo o sistema financeiro mundial, a crise em tais instituições acabou atingindo a economia de todo o mundo. O cenário é de luta das nações para se realinharem, e superar tal situação de maneira independente e gerando crescimento em todos os setores. Estamos enfrentando um período de recessão, crise, falta de investimentos, e junto à atual situação brasileira, empresários acabam adiando investimentos e ideias de iniciar novos projetos empreendedores, o que gera uma situação preocupante, e só afasta a ideia de recuperação. É portanto, cada vez mais difícil fugir desse cenário instável, e com ausência de credibilidade do governo brasileiro na economia e política. Diante desse cenário, vale ressaltar as medidas adotadas pelos bancos, que aumentam a rigidez de suas condições para empréstimos. É importante que o país procure uma solução para amenizar o cenário, e recuperar sua credibilidade diante do mundo.

  29. Desde a recessão de 2008, as nações se encontram numa tentativa de se realinhar de forma que consigam se sustentar de forma autônoma. Essa crise afeta todo mundo até as grandes potências mundiais. O maior problema dessa nova crise é que não existem mecanismos para combate – lá,ou seja, os países principalmente os emergentes irão sofrer significativamente.

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