Brasil e Equador têm uma relação muita próxima e solidária, afirma Dilma ao chegar em Quito


Publicado em: 27/01/2016

Presidenta está no Equador para participar da IV Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (26), ao desembarcar no Aeroporto Internacional Mariscal Sucre, na cidade de Quito, ser “um prazer muito grande” estar no Equador. Segundo ela, os dois países têm uma relação muito próxima e muito solidária.

“Precisamos da cooperação regional, e entre os nossos dois países, para sempre melhorar a condição de vida dos nossos povos”.

Confira a integração da declaração da presidenta Dilma após reunião ampliada com o presidente do Equador, Rafael Correa:

Eu tenho imensa, enorme satisfação em retornar a Quito. Eu estive aqui em Quito em dezembro de 2014, para participar da Cúpula Extraordinária da Unasul, quando da inauguração da moderna sede da Secretaria-Geral dessa organização.

Hoje, em  meu encontro, um encontro de trabalho e de amizade com o presidente Rafael Correa, nós, juntos, tivemos oportunidade de examinar os principais pontos de nossas agendas bilateral e regional.

Analisamos o complexo quadro econômico internacional e a sua incidência preocupante sobre nossos países e sobre toda a região, em especial o impacto da queda do preço das commodities do petróleo, dos minérios, dos grãos e a desaceleração da economia chinesa que hoje transita de um padrão baseado em investimento e infraestrutura para outro, baseado no consumo e em serviços.

Além das medidas internas que nossos governosestão adotando, nós concordamos sobre a necessidade de  intensificar a cooperação econômica e comercial entre os países da América Latina e do Caribe, para que possamos superar mais rapidamente os desafios impostos pela crise. Na verdade concordamos em estreitar ainda mais as nossas relações para que, também, as nossas relações bilaterais possam contribuir como uma ponte para essa travessia que todos nós estamos enfrentando.

Assim, ao examinarmos temas de nosso relacionamento, abordamos as questões relativas ao nosso comércio bilateral e, também, aos investimentos de empresas brasileiras no Equador, especialmente em infraestrutura. Para ambas as questões, nós marcamos uma reunião para a primeira semana de março, que tem por objetivo resolver as pendências fitossanitárias entre nós, em dois produtos – banana e camarão – e também resolver questões relativas a pescado. Também consideramos muito importante os investimentos que as empresas brasileiras e empresas equatorianas queiram fazer nos nossos respectivos países.

Hoje, em vários projetos, o Brasil tem sido parceiro do Equador. A hidroelétrica de Manduriacu e o projeto de irrigação Daule Vinces dão testemunho de nosso comprometimento com a promoção de uma cooperação intensa com o Equador.

Demos destaque, também, a um projeto igualmente estratégico, um projeto de médio e longo prazo, que deve ser o de  impulsionar o Eixo Multimodal Manta-Manaus. Esse projeto,de Manta-Manaus, ele é um projeto estratégico nessa região. Trata-se da integração de toda a região amazônica da América do Sul e aproximando as regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, tanto aproximando o Equador do Atlântico quanto o Brasil do Pacífico.

Enfatizo que estamos empenhados em adotar medidas para incrementar nossa corrente de  comércio e promover novos investimentos, daí a reunião das primeiras semanas de março. Neste sentido, também, manifestamos, nossa disposição de negociar, um Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos, capaz de oferecer um marco sólido para estimular inIciativas de empresas equatorianas e brasileiras. Estou segura que assim estaremos fortalecendo nosso relacionamento econômico.

De outra parte, queria destacar um ponto. Nos últimos tempos, a humanidade vem assistindo, estarrecida, a dramática saga dos refugiados do Norte da África e do Oriente Médio que, pelas estradas e os mares, tem sofrido uma série de verdadeiros desastres humanitários. Não queremos essa sina para os migrantes latino-americanos e caribenhos que chegam aos nossos países. Por essa razão, agradeci ao presidente Correa o importante apoio do Equador no combate à rede ilegal de “coiotes” que vêm atuando na região.

No encontro de hoje também comprovamos a coincidência entre os dois governos na prioridade que atribuímos aos programas na área social.

Nós compartilhamos o entendimento de que, mesmo diante de um cenário econômico de desafios e limites, nossa obrigação e compromisso primordiais são o bem-estar de nossas populações e o combate ativo à pobreza e à desigualdade. O Brasil está sempre pronto a continuar cooperando com o governo equatoriano na definição e execução de políticas nessa área. Sobretudo porque temos um compromisso que é superar, em nossos países, a pobreza.

Além desta minha reunião, muito produtiva, com o Presidente Correa, participarei amanhã da IV Cúpula da Celac.

O Brasil e Equador têm em comum o compromisso com a integração regional. Neste último ano, o Equador exerceu com grande dedicação e competência a Presidência da Celac. É, também, sede da Secretaria-Geral da Unasul, cujo Tratado Constitutivo nós assinamos em Brasília em 2008.

Quero destacar o apreço do governo brasileiro pelo empenho do governo equatoriano em favorecer iniciativas que fortaleçam nossa integração continental.

Tenho certeza de que a cúpula de amanhã, como esse encontro de hoje, que tem o protagonismo e a presidência equatoriana, será muito exitosa e marcada pelo espírito da integração, do diálogo em benefício do desenvolvimento  e da cidadania em toda a América Latina e Caribe.

Agradeço, mais uma vez, a recepção calorosa do presidente Rafael Correa e do povo do Equador.

Muito obrigada.

 Fonte: Portal Brasil

3 respostas em “Brasil e Equador têm uma relação muita próxima e solidária, afirma Dilma ao chegar em Quito

  1. É importante considerar que os países Sul-americanos serviram como considerável suporte para ampliar a projeção internacional do nosso país e legitimar as pretensões brasileiras de se posicionar na política internacional como principal liderança emergente. O atual aprofundamento da crise econômica e as frequentes tenções internacionais concomitante com a redução do crescimento da economia e a alteração no perfil da política externa fizeram com que refluísse o protagonismo brasileiro no governo atual.
    Os pesquisadores em geral reconhecem que não prevalece mais na atualidade o tradicional quadro de rivalidades e disputas entre os estados nacionais que caracterizou a América do Sul até aproximadamente o início dos anos noventa. Da mesma maneira, e enquanto mudança de certo modo conjunta, também perderam força as antigas estratégias geopolíticas de fundamentação competitiva e expansionista que predominaram durante muitas décadas os segmentos dos aparelhos de estado dos países sul- americanos. A grande questão é que o atual cenário político mundial, carrega a marca da transição, na qual essas forças muitas vezes antagônicas podem submeter um país á realização de práticas controversas e muitas vezes ineficazes.

  2. É sempre fundamental destacar a importância de uma boa relação entre países. Um bom exemplo a ser sempre lembrado é o que ocorreu com a formação da União Europeia e a formação do Mercosul. Com boas relações diplomáticas e mútuas, os países conseguem obter vantagens não apenas econômicas, apesar de estas serem as mais notáveis. Na notícia apresentada, a até então presidente Dilma Rouseff afirma estar muito feliz com a visita ao Equador e frisa a importância da cooperação solidária entre Brasil e Equador buscando melhorar as condições de vida dos povos. Dois dos exemplos de benefícios claros que podemos destacar ao ler essa notícia são os projetos da hidroelétrica de Manduriacu e o projeto de irrigação Daule Vinces que formam empregos e o fortalecem o laço criado entre dois países ao se ter uma comunicação clara e precisa do que seja necessário para obter vantagens mútuas econômica e socialmente, tentando reduzir cada vez mais a diferença entre si (como dois países em desenvolvimento) e a diferença entre eles mesmos e os chamados países de primeiro mundo nos quesitos como índice de desenvolvimento humano, alfabetização e distribuição de riquezas.

  3. Com tantos problemas que o Brasil tem enfrentado nos últimos tempos, o bom relacionamento e solidário que um país tem com o outro é muito importante.
    O país é também cercado a leste pela maior floresta tropical do mundo, a floresta amazônica que está, em parte, ameaçada pela existência de importantes reservas de petróleo, essa boa relação entre os dois países tem como um ponto bom que é a melhoria de vida , combatendo a desigualdade e a pobreza como essa noticia menciona.
    Ter A hidroelétrica de Manduriacu e o projeto de irrigação Daule Vinces são um comprometimento que nosso pais tem com o Equador, e cada tempo que passa com essa relação dos país só tem de positivo e interessante para a economia.

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