Jovem Negro Vivo


56.000 pessoas foram assassinadas no Brasil. Destas, 30.000 são jovens entre 15 a 29 anos e, desse total, 77% são negros. A maioria dos homicídios é praticado por armas de fogo, e menos de 8% dos casos chegam a ser julgados.

Apesar dos altíssimos índices de homicídio de jovens negros, o tema é em geral tratado com indiferença na agenda pública nacional. As consequências do preconceito e dos estereótipos negativos associados a estes jovens e aos territórios das favelas e das periferias devem ser amplamente debatidas e repudiadas.

Todos os jovens têm direito a uma vida livre de violência e preconceito. Vamos lutar por isso, e exigir políticas públicas de segurança, educação, saúde, trabalho, cultura, mobilidade urbana, entre outras, que possam contribuir para transformar esta realidade.

Com o objetivo de mobilizar a sociedade e romper com a indiferença, a Anistia Internacional Brasil lança a campanha Jovem Negro Vivo.

Fonte: Anistia Internacional.

2 respostas em “Jovem Negro Vivo

  1. Acompanhada da arte de um dos artistas atuais mais importantes acerca da representatividade e de questões sociais, o rapper Criolo, o vídeo retrata um cenário corriqueiro tanto em terras brasileiras quanto internacionais, a mínima importância dada a vida do jovem negro. Fica claro esse desinteresse proposital de todo um ambiente midiático social acerca dessa situação quando mesmo como com pesquisas que contém dados tão relevantes a respeito do assunto como os apresentados no texto, esse tipo de informação é suprimido para o grande público em geral. A extinção do negro, agravando a situação por ser jovem, é visto ainda por muitos como a solução para que todos os problemas do país desapareçam. Em um país onde se clama que o racismo não existe e em um período onde que o negro é acusado muitas vezes de vitimista pela situação de busca de igualdades ainda não alcançadas é ainda imprescindível esse tipo de campanha de conscientização. O racismo e a violência precisam ser combatidos para que esse tipo de situação se altere, para que campanhas como essa não sejam mais necessárias e que artistas como Criolo não precisem mais cantar a respeito do sofrimento de um povo.

  2. Racismo estrutural. Ao meu sentir, não há expressão que melhor caracterize os dados constantes da matéria acima. A desproporção de jovens negros assassinados é assustadora. Desalentadora. Um país forjado, durante mais de 300 anos, pela escravidão e que não se preocupou com a efetiva integração de negros no ambiente social, pós-Lei Áurea, não poderia colher índices distintos. Democracia racial: mito implodido pelas estatísticas, sonho invadido pela realidade inerte dos poderes públicos.
    Evidentemente, faz-se imprescindível a adoção de medidas que atenuem/eliminem tal quadro de violência sistêmica.
    Dentre as raríssimas políticas públicas implementadas para a integração fática de negros, exsurge o exitoso modelo das cotas raciais. Levantamentos recentes assinalam que o número de negros em universidades (graduandos ou graduados) elevou-se de 1,8%, em 1997, para 8,8%, atualmente. A luta, doravante, deve ser para que tais políticas não sejam raio em céu azul. As cotas cumprem seu papel, contudo, torna-se mister elastecer o rol de atuação em benefício de segmentos populacionais prejudicados pela engrenagem social excludente.

    Link para a checagem de informação:

    http://revistaforum.com.br/digital/138/sistema-de-cotas-completa-dez-anos-nas-universidades-brasileiras/

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