PNUD alcança neutralidade climática em suas operações globais


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Foto: Kibae Park/ONU

Publicado Originalmente: 06/01/2016

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) anunciou na terça-feira, 5 de janeiro, que alcançou na esfera global a neutralidade climática em suas operações em 2015. “Estamos comprometidos em minimizar o impacto ambiental de nossas operações”, afirmou Helen Clark, administradora global da agência da ONU. “Ao demonstrar que podemos conduzir nossas operações de maneira eficiente em termos de recursos, sustentável e transparente, o PNUD reforça sua posição global como parceiro forte e confiável”, acrescentou.

A neutralidade climática é o processo de mensuração, redução e compensação das emissões dos gases de efeito estufa. Ao seguir as práticas em geral das indústrias, organizações como o PNUD avaliam as emissões de gases de efeito estufa (GEE), toma atitudes para reduzir as emissões totais, e quando as emissões não poder ser evitadas, compra créditos que financiam projetos de mitigação da mudança global do clima.

Praticamente a cada ano, o PNUD conduz um inventário de operações relacionadas às emissões dos GEE de sua sede, escritórios regionais e nacionais. Em 2014, a agência contabilizou 68,733 toneladas métricas. As mensurações são então realizadas para reduzir as emissões, como através do uso de energia suficiente na iluminação, transporte, equipamentos de TI, e por meio da renovação de construções ecológicas.

Até o momento, mais de 20 escritórios do PNUD instalaram ou estão em processo de instalação de sistemas de eletricidade fotovoltaica para reduzir a emissão de GEE e melhorar a segurança energética do escritório.

Crédito de carbono
Enquanto o foco dos esforços de curto e longo prazo estão na redução de emissões, alguns aspectos, como para as viagens aéreas e aquecimento dos prédios, não podem ser facilmente evitados. Para eliminar esse fardo restante, o PNUD compra Redução Certificada de Emissão (RCEs) do Fundo de Adaptação estabelecido sob o Protocolo de Kyoto da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas.

Os RCEs são uma espécie de crédito de carbono emitido pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) para redução de emissões alcançadas e verificadas quantitativamente sob as regras do protocolo de Kyoto. A receita do Fundo de Adaptação advinda das vendas de RCEs, por sua vez, apoia projetos que promovem o desenvolvimento econômico resistente à mudança global do clima e os meios de subsistência sustentáveis em algumas das comunidades mais pobres do mundo.

Reduzir e compensar
Globalmente, o objetivo de cinco anos do PNUD é continuar a compensar as emissões, enquanto simultaneamente reduz as emissões gerais em 10%. A agência exorta outros parceiros, tanto públicos como privados, a assumir reduções similares assim como a contribuir com as metas globais sobre a mudança global do clima.

O avanço do PNUD se dá enquanto as 196 partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima adotam um novo acordo global histórico sobre a mudança global do clima. O Acordo de Paris, que compromete todas as nações a limitar suas emissões de GEE a um nível que mantenha a temperatura global ‘bem abaixo dos 2 graus Celsius superiores aos níveis pré-industriais’, é amplamente considerado um passo fundamental no esforço geral para enfrentar a mudança global do clima.

O PNUD auxiliou 43 países a finalizar seus planos climáticos nacionais, ou Contribuição Pretendida Nacionalmente Determinada (INDC, na sigla em inglês) – um elemento chave no acordo de Paris.

FONTE: Eco Desenvolvimento 

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