Adolescência perdida dos garotos do ISIS


20150102_ISIS_combatentes_

Publicado originalmente em: 23/12/2015

Fala de jovem terrorista condenado à morte ajuda a compreender o que torna extremismo atraente: não os dogmas religiosos, mas o ódio à invasão estadunidense e a esperança de recuperar a dignidade

Tão logo eu me acomodo na sala de entrevistas na estação de polícia de Kirkuk, Iraque, o primeiro prisioneiro que fui ver é trazido, acompanhado por dois policiais, e em algemas. Eu me levanto desajeitadamente, incerta sobre a etiqueta envolvida em uma entrevista com um combatente condenado à pena de morte. Ele é pequeno, bem menor do que eu: à primeira vista, apenas um garoto com problemas com a polícia, seus olhos fixos no chão, seu rosto como uma máscara. Nós nos sentamos em poltronas alinhadas contra paredes opostas, em uma sala nevoenta com fumaça de cigarro e iluminada com lâmpadas fluorescentes — uma sala tão pequena que meus joelhos quase tocam os do prisioneiro, mas ele ainda não levanta o rosto. Já entrevistei vários soldados do outro lado desta luta, a maioria das forças curdas (também conhecidas como peshmerga), mas também soldados do exército iraquiano (conhecidos como Forças de Segurança Iraquianas ou ISF em inglês), tanto árabes quanto curdos. Combatentes do ISIS, é claro, são bem mais esquivos, a não ser que você esteja viajando para o Estado Islâmico propriamente dito, mas eu prefiro manter minha cabeça sobre os ombros.

Há vários boatos sobre execuções sumárias, sem o devido processo legal, de guerrilheiros do Estado Islâmico aprisionados, mas é claro que ninguém vai relatar oficialmente tais abusos de direitos humanos. Como uma anedota, nos contaram sobre um prisioneiro que foi interrogado por 30 dias mas que apenas disse “Allahu Akbar” (Deus é grande) durante todo o mês. “Você não atiraria nele?”, eles perguntaram. Um peshmerga relatou ter testemunhado a captura, interrogatório e execução de cinco prisioneiros. Nós conversamos com vários líderes que disseram que eles não querem pegar prisioneiros, já que corpos feridos frequentemente contém armadilhas e matam soldados que se aproximam; por essa razão o PKK tem como política não fazer nenhum prisioneiro. (o PKK, ou Partido Trabalhista Curdo, é o grupo separatista curdo sediado na Turquia e no norte do Iraque que está na lista de terrorismo internacional; ao se provarem como indispensáveis na luta contra o ISIS, eles criaram um dilema para os governos ocidentais. Mas eles aparentemente não são tão indispensáveis a ponto desses governos se sentirem compelidos a se oporem aos recentes bombardeios da Turquia sobre eles).

Outra fonte nos contou sobre a futilidade de manter prisioneiros por seu valor de barganha: “Com o ISIS, não há conciliação, não há negociação… eles não estão interessados em trocar prisioneiros porque acreditam ser melhor morrer”. Independente da verdade por trás do comportamento dos serviços militares e de segurança, o fato se mantém: prisioneiros do ISIS são difíceis de achar.

Em uma noite, assistimos a um documentário na BBC Árabe com o perfil do General Brigadeiro Sarhad Qadir, o chefe de polícia do governo iraquiano em Kirkuk. Ele é filmado policiando a cidade, patrulhando pessoalmente as ruas e casas, prendendo pessoas suspeitas de lutar para o ISIS. Kirkuk, então, parece ser um bom lugar para começar: pelo menos lá há prisioneiros, de acordo com a BBC.

E então meus colegas e eu dirigimos até Kirkuk a partir da capital do Curdistão Iraquiano, Erbil, para encontrar Qadir. Apesar da carga de trabalho na manutenção da segurança, nessa cidade inquieta de misturas étnicas (em maioria árabes, curdos e turcos), repleta de células adormecidas do ISIS, ele é hospitaleiro e envia guardas armados para nos escoltar da estrada até a cidade. Nós somos servidos com chá em seu escritório e ele senta conosco por meia hora, até que somos levados para a sala de interrogatórios com dois coronéis. (Na semana seguinte após eu sair do país, ele e outros oficiais foram atingidos por uma enorme explosão de carro bomba. Qadir foi ferido pela décima quarta vez servindo pelo Curdistão).

Assim que o primeiro prisioneiro chegou, e que não havia nenhuma possibilidade de conversa fiada, nós partimos direto para as perguntas de pesquisa que eu devo fazer, as mesmas questões feitas a lutadores e não-lutadores em todo o país, perguntas que eu também fiz no Líbano e que vêm sendo replicadas em outras partes do mundo por meus colegas da Artis International, um consórcio para o estudo científico a serviço da resolução de conflitos. A pesquisa é baseada em psicologia moral e cognitiva, explorando quando e por que seres humanos cometem os sacrifícios mais extremos – incluindo suas vidas e as vidas de suas famílias – por causas abstratas, pelos assim chamados “valores sagrados”. Nossa pesquisa tenta determinar por que as pessoas mudam de ideia acerca desses valores sagrados, se e como elas mudam seu comportamento em sua defesa. Nós esperamos descobrir como persuadir pessoas a abandonar vias violentas, apesar de que eu estou rapidamente perdendo a fé nessa possibilidade, nesta parte do mundo.

Nesta viagem, sou acompanhada por colegas experientes: Scott Atran, um acadêmico baseado na França e Doug Stone, um general norte-americano aposentado que passou mais de dois anos no Iraque durante a ocupação dos EUA, entrevistando prisioneiros diariamente. Isso, é claro, muda fundamentalmente a experiência da entrevista, lotando a sala e dando ao evento mais importância, mas formalidade, mas também trazendo à tona perguntas totalmente diferentes, ênfases e expertise e, assim, desenhando muitos ângulos diferentes sobre os entrevistados. De qualquer maneira, nunca haverá informalidade com prisioneiros que aguardam no corredor da morte.

As primeiras perguntas são sobre a percepção da força de vários grupos — com alguns dos quais o entrevistado pode ter simpatias (mesmo que ele possa não expressá-las). Outros grupos, ele pode claramente considerar como o Outro, o Inimigo. Eu apresento um cartão com fotos de homens semi-nus, variando desde o razoavelmente franzino até o maior halterofilista — cada cabeça foi substituída por uma bandeira do Estado Islâmico. Fosse lá o que este jovem estivesse esperando, fosse lá o que já perguntaram a ele — isto não era nem uma coisa nem outra. Ele levanta os olhos, surpreso, na direção do meu colega Hoshang Waziri — sua primeira reação humana — que começa a explicar.

“Este é o Estado Islâmico — veja, aqui está a bandeira”, Hoshang diz, apontando para o halterofilista e flexionando seus bíceps. “Esta figura mostra o Estado Islâmico tão forte quanto ele possa ser. Aqui eles são muito, muito fracos; e aqui estão todas as coisas que ficam no meio. Quão fortes você acha que eles são?” O menino timidamente aponta para o mais fraco — o que é esperado, já que ele não quer parecer um fã — e nós passamos para uma figura semelhante, mas com a bandeira curda ao invés do Estado Islâmico sobreposta aos corpos. “Agora os peshmerga: Quão fortes eles são?”

O prisioneiro entendeu as perguntas, e aponta para a segunda foto mais forte. Em outras imagens, ele decide que o exército iraquiano está no meio, o Irã é um pouco mais fraco do que isso, e os Estados Unidos são o mais forte (Ele não ouviu falar do PKK, apesar de suas repetidas vitórias sobre o ISIS). Nós pedimos para ele ranquear todas as forças, usando as cartas e então percebemos que ele ainda está algemando e eu peço para que as algemas sejam retiradas. No hiato subsequente, com os policiais procurando chaves e andando para lá e para cá, e procuro bater papo mais informalmente e finalmente ele olha para mim, respondendo questões com respostas de uma palavra sobre sua idade, passado, educação, família. Lentamente, com fragmentos surgindo ao longo do resto da entrevista, eu monto uma imagem que depois vai se repetir, com apenas pequenas diferenças, em outros prisioneiros com quem conversamos naquele dia. São histórias familiares ao general Stone da época da ocupação aliada e também a jornalistas e pesquisadores com quem tenho conversado desde então.

20150102_ISIS_combatentes

Este homem tem 26 anos, é o mais velho entre 17 crianças de duas mães (ou seja, seu pai teve duas esposas ao mesmo tempo) e é de Kirkuk. Completou a sexta série, ao menos é alfabetizado, diferentemente de outros que entrevistamos. É casado, tem dois filhos, um menino chamado “Rasuul”, que quer dizer Profeta, e uma menina chamada “Rusil”, que é o plural de Profeta – o que indica a centralidade do Islã em sua vida. Estava empregado como trabalhador braçal para sustentar sua família imensa, quando machucou suas costas e perdeu o emprego. Foi então, de acordo com ele, que um amigo, da mesma tribo mas apenas um parente distante, aproximou-se e ofereceu-lhe um trabalho com o ISIS. Sua história já foi aparada por inúmeros interrogatórios e pelo julgamento, por isso sai um tanto amenizada. A vida sob o Estado Islâmico era puro terror, ele diz; ele lutou apenas porque estava aterrorizado. Outros podem ter feito isso pela fé, mas não ele. Sua família precisava do dinheiro, e essa era a única oportunidade de consegui-lo.

Mais tarde, na entrevista, nós descobrimos o quanto ele está comprometido com sua família, primeiro com os cartões que usamos para testar o grau de fusão entre os indivíduos e diferentes grupos. Nós perguntamos sobre o Iraque, o Islã, família, amigos e o Estado Islâmico. As escolhas são feitas pictograficamente: nós usamos um conjunto de dois círculos crescentemente sobrepostos (em um extremo do espectro, os círculos nem se tocam, no outro eles estão totalmente sobrepostos, e há quatro círculos com graus variados de sobreposição entre os extremos), e, novamente, eles são inesperados e confusos para o prisioneiro – não há uma resposta “certa” óbvia para a maioria deles. O homem foi atraído para fora de sua concha e contra a sua vontade perdeu sua auto-consciência na sua concentração e nas suas perguntas para Hoshang. Ao fim, ele decide que está quase, mas não totalmente, fundido com o Iraque e com o Islã, completamente separado do Estado Islâmico (novamente, isso era esperado), levemente conectado com seus amigos (“Eu não tenho amigos”), e totalmente fundido com sua família. De fato, sua família é o único grupo com o qual ele estava totalmente fundido, uma decisão que foi tomada instantaneamente. Durante um questionamento mais informal sobre sua família e sua tribo saiu essa afirmação reveladora: “Nós precisamos que a guerra acabe, nós precisamos de segurança, estamos cansados de tanta guerra… tudo o que eu quero é estar com minha família, meus filhos”.

Quando ele foi retirado da sala, tivemos a oportunidade de descobrir por que ele foi condenado, como foi encontrado e quais as provas condenatórias. Ele era um mestre em carros-bombas, detonou pelo menos quatro deles em Kirkuk mesmo e também uma lambreta-bomba que explodiu em um mercado lotado de lojas de armas, matando muitas pessoas e também enfraquecendo a capacidade de residentes locais lutarem contra o ISIS. Ele foi descoberto a partir da captura de um dos financiadores da “célula adormecida” em Kirkuk, que o tinha registrado numa lista com pseudônimos, junto com números de telefone e quantidades de dinheiro. A polícia fez este homem ligar para cada pessoa na lista, uma célula de seis, e agendar encontros, em que foram capturados – todos em um dia. Quando o bombardeador do ISIS percebeu que eles estavam ali “ele entrou em colapso e fez uma confissão de cinco páginas”. Manteve sua confissão na corte, onde foi julgado segundo o Artigo 40 da lei iraquiana sobre terrorismo, que estabelece a pena de morte.

Por que ele fez todas essas coisas? Muitos assumem que estes lutadores são motivados pela crença no Estado Islâmico, um califado dominado por um califa que tem o título tradicional de Emir al-Muminiin, “Comandante dos fiéis”, um papel atualmente desempenhado por Abu Bakr al-Baghdadi; que lutadores de todas as partes do mundo estão acorrendo à região, atrás de uma chance de lutar pelos seus sonhos. Mas isso não corresponde aos prisioneiros que estamos entrevistando. Eles são tristemente ignorantes sobre o Islã e tem dificuldades em responder questões sobre a lei sharia, jihad militante e o califado. Ocorre que um conhecimento detalhado, ou ao menos superficial, sobre o Islã não é necessariamente relevante para o ideal de lutar pelo Estado Islâmico, como vimos pelo caso da compra, via Amazon, do livro Islã para principiantes, por um combatente britânico que se juntou ao ISIS.

De fato, Erin Saltman, pesquisador sênior em contra-extremismo do Instituto para Diálogo Estratégico (Institute for Strategic Dialogue), diz que agora há menos ênfase em conhecimentos sobre o Islã, na fase de recrutamento. “Nós estamos vendo um afastamento do treinamento religioso rigoroso como requisito para o recrutamento”, ele me disse. “Se entrevistássemos lutadores recrutas estrangeiros dirigindo-se ao Afeganistão, há dez ou vinte anos, veríamos que havia muito treinamento religioso e teológico ligado ao recrutamento. Hoje, vemos que a estratégia de recrutamento ramificou-se para uma audiência mais ampla com muitos fatores de atração”.

Não há dúvidas de que esses prisioneiros que estou entrevistando estão comprometidos com o Islã; é apenas seu próprio tipo de Islã, que está distantemente relacionado com aquele do Estado Islâmico. Da mesma forma, lutadores ocidentais que viajam para o Estado Islâmico também estão profundamente comprometidos, mas é com sua própria ideia de jihad ao invés de uma concepção solidamente fundamentada em argumentos teológicos ou mesmo em evidências do Corão. Como disse Saltman, “o recrutamento [do ISIS] joga com desejos de aventura, ativismo, romance, poder, pertencimento, junto com realização espiritual”. Ou seja, o Islã desempenha um papel, mas não necessariamente na forma rígida, salafista, preconizada pelos líderes do Estado Islâmico.

Além da teologia islâmica, há outras explicações, bem mais convincentes, sobre por que eles escolheram lutar pelo lado em que vêm lutando. Ao final da entrevista com o primeiro prisioneiro, nós perguntamos: “Você tem alguma pergunta para nós?” Pela primeira vez desde que chegou na sala, ele sorri – com surpresa – e finalmente nos diz o que realmente o motiva, sem nenhum roteiro. Ele sabe que há um norte-americano na sala, e talvez consiga adivinhar, pelo seu jeito e por suas perguntas, que é um ex-militar. Direcionada sua “pergunta”, na forma de uma afirmação raivosa, para ele. “Os americanos vieram”, ele diz, “Eles retiraram Saddam, mas eles também retiraram nossa segurança. Nós não gostávamos do Saddam, nós estávamos esfomeados com ele, mas ao menos nós não tínhamos guerra. Quando vocês vieram, a guerra civil começou”.

Toda essa experiência tem sido bastante familiar para Doug Stone, o general americano que recebe esta diatribe. “Ele absolutamente se encaixa no perfil típico”, Stone disse a seguir. “A idade média de todos os prisioneiros no Iraque, quando eu estive aqui era 27; eles eram casados; tinham dois filhos; haviam estudado entre a sexta e a oitava séries. Ele tem exatamente o mesmo perfil de 80% dos prisioneiros de então… e sua reclamação número um sobre segurança e contra todas as forças americanas foi exatamente a mesma reclamação de cada prisioneiro”.

Esses garotos atingiram a maioridade sob a desastrosa ocupação estadunidense após 2003, na parte caótica e violenta do Iraque, dominado pelo governo xiita cruelmente sectário de Nouri al-Maliki. Crescer como um árabe sunita não foi nada divertido. Outro entrevistado descreveu sua vida crescendo sob a ocupação norte-americana: não podia sair, não tinha vida e mencionou especificamente que não tinha namoradas. O maior ressentimento de um lutador do Estado Islâmico é a falta de uma adolescência. Outro dos entrevistados foi deslocado na idade crítica dos 13 anos, quando sua família fugiu para Kirkuk de Diyala, uma província no auge da guerra civil sectária iraquiana. Eles são crianças da ocupação, muitas sentiram falta de seus pais em períodos cruciais (devido a encarceramentos, mortes por execução ou lutas na insurgência) cheios de raiva contra os Estados Unidos e seu próprio governo. Eles não são movidos pela ideia de um califado islâmico sem fronteiras; ao invés disso, ISIS é o primeiro grupo desde a Al Qaeda a oferecer a esses jovens humilhados e enraivecidos uma maneira de defender sua dignidade, família e tribo. Essa não é uma radicalização no sentido de um estilo de vida do ISIS, mas uma promessa de um caminho para além das suas vidas inseguras e indignas; a promessa de viver como árabes sunitas orgulhosos, que não é apenas uma identidade religiosa, mas também cultural, tribal e ligada à terra.

Uma ilustração do compromisso menor-do-que-completo à causa do Estado Islâmico por iraquiano veio do peshmerga curdo General Aziz Waysi, comandante das forças de elite Zerevani (“Dourados”). Ele relatou uma conversa entreouvida entre um lutador do ISIS no campo de batalha e seu líder, via rádio portátil previamente confiscado de um cadáver do ISIS. “Meu irmão está comigo, mas ele está morto e nós estamos cercados. Precisamos de ajuda pelo menos para recolher o corpo do meu irmão”. Foi o que General Waysi ouviu, e depois a resposta: “O que mais você poderia querer? Seu irmão está no paraíso e você logo estará lá”. Essa resposta não era o que o pobre homem cercado estava esperando. “Por favor, venham e me resgatem”, ele disse, “Esse paraíso, eu não o quero”. Mas eles não vieram, o deixaram para qualquer paraíso que o estivesse esperando.

Fonte: Outras Palavras, Por Lydia Wilson | Tradução: Gilberto Schittini

22 respostas em “Adolescência perdida dos garotos do ISIS

  1. Além desta reportagem, tive acesso a alguns vídeos do recrutamento de crianças pelo Estado Islâmico e a minha reação foi de total espanto! Crianças que deveriam estar brincando, estão em treinamento pesado, bárbaro em desertos. O Estado Islâmico recruta crianças a partir de cinco anos para se tornarem soldados e homens-bomba. Meninos que são obrigados a participar de execuções. Crianças que passam por treinamentos pesados de guerra. E até jovens recrutados para convencer outros a entrar para o exército jihadista. Eles são ensinados com táticas suicidas, passam por um tipo de lavagem cerebral e são doutrinados sob os ensinamentos de crueldade do Estado Islâmico, que forneceu treinamento militar e de combate para o campo de batalha. Isso tudo porque os pequenos acabam sendo mais fáceis de se manipular que os adultos. Muitas destas ‘crianças-soldados’ treinados são capturados de minorias religiosas e passam pela lavagem cerebral para aceitar os conceitos jihadistas. Crianças com problemas mentais também são enganadas para tornarem-se pequenos ‘homens-bomba’. Outras crianças foram forçadas a participar de campos de treinamento do Estado Islâmico depois do grupo militante ter fechado suas escolas. Para muitas das crianças que já se ‘formaram’ no campo de treinamento do EI, a realidade cruel das suas tarefas suicidas é forçada sobre eles, uma vez que atingem a linha de frente do campo de batalha. Essas crianças perdem sua infância, sua adolescência e viram verdadeiros monstros dispostos a tudo pelo seu “califa”. É de extrema preocupação esse cenário, pois as crianças são a esperança de uma nação. Penso que a mudança almejada por todos nós deve ser iniciada por elas, devolvendo o direito de ser criança para esses jovens que perdem toda uma infância sendo recrutados pelo temeroso Estado Islâmico. Uma intervenção há de ser feita e não é algo que devemos deixar para amanhã. No amanhã, eles já serão adultos dispostos a matar e morrer pelo seu líder. Essa intervenção é algo que precisa ser feito no agora, enquanto roubam dessas crianças a fase mais importante de suas vidas: a infância!!

    • O que mais gera espanto é a habilidade de recrutar garotos.Os pegam em seus âmbitos familiares, onde psicologicamente foram estruturados os seus laços e os destroem, gerando assim um choque metal capaz de os tornarem seres humanos cruéis, e acima de tudo,vítimas de um sistema onde a violência é a principal arma para a criação de seguidores cegamente leais.Triste reparar que a esperança de uma nação é perdida a cada momento de brutalidade,onde meninos que deveriam possuir um ambiente propício a um desenvolvimento saudável para um jovem.Infelizmente,eles crescem exatamente no meio de um área conflituosa,gerada por interesses econômicos e políticos .A intervenção é extremamente aguardada,porém utópica, já que as pessoas que detém o poder são justamente aqueles que provocam a guerra,movidas pelo seu interesse pessoal.A humanidade caminha cada vez mais para a podridão, e desastres como esse são inevitáveis em um mundo onde o jogo de poder é o mais importante, e vidas e mortes são apenas um número para estatísticas.

  2. Atualmente o Estado Islâmico tem dezenas de crianças sobre o seu controle, essas crianças são recrutadas a partir de oito anos para se tornarem soldados e homens bomba em territórios da Síria e do Iraque chamados de “os filhotes do califado”. Meninos que são obrigados a participarem de execuções. Crianças que passam por treinamentos pesados de guerra. E até jovens recrutados para convencer outros a entrar para o exército jihadista.
    Jovens que deveriam estar na escola, brincando, passam por um treinamento bárbaro e acreditam cegamente em serem o “exercito de Deus”. Isso porque o ISIS atua nos pequenos desde cedo, fazendo algum tipo de lavagem cerebral que deixam estas crianças cegas para jurar fidelidade ao Estado Islâmico mesmo que para isso elas tenham que vir a morrer.
    Para que eu pudesse discutir o assunto com mais clareza, busquei alguns documentários sobre este tema e realmente é algo chocante! Em que mundo estamos vivendo e aonde iremos parar?
    Talvez por estas crianças serem facilmente influenciadas e por não terem discernimento claro sobre os reais fatos é que o Estado Islâmico se aproveita desta situação, para doutrinar estes jovens a cometer as barbárie que estão aprendendo a cometer.
    Porem, muitas das vezes, esses jovens não tem escolha, como, por exemplo, em casos em que o Estado Islâmico se apodera, invade uma cidade, e impõe aos jovens a ingressarem no exercito e a começarem a seguir a sua doutrina, ou, sofrem as sanções aplicadas como o amputamento de membros e em alguns casos até mesmo a morte.
    Portanto, é muito fácil discutir o tema estando em segurança em sua casa, o que é difícil é ver as providencias necessárias serem tomadas principalmente por parte das Nações Unidas que é o órgão responsável em prol desses jovens que além de ter a sua infância destruída, estão se transformando nos monstros que serão dificilmente combatidos amanha.

  3. O grupo terrorista Estado Islâmico ganha força, todos os dias, no cenário internacional. Ataques terroristas contra grandes potências mundiais são grandes fontes de notícias em todo globo terrestre. Além do medo da comunidade internacional, é de se espantar como o Estado Islâmico ganha adeptos a cometer tais atrocidades. Infiltrado em bairros pobres das cidades da Europa, o grupo terrorista recruta jovens que, na maioria das vezes, possuem péssima qualidade de vida, tornando o terrorismo uma “luz no fim do túnel”. As fotos apresentadas no artigo são muito comuns em todo mundo. Isso acontece devido à necessidade da propaganda para que jovens continuem sendo seduzidos a entrar no Estado Islâmico, fortalecendo o exército terrorista. A imagem que eles tentam passar nestas fotos é de que são altamente perigosos e poderosos, seduzindo ainda mais jovens das periferias das cidades europeias. É importantíssima a luta contra a propaganda passada pelo Estado Islâmico, evitando assim que esse grupo terrorista cresça cada vez mais e amedronte a comunidade internacional.

  4. Jovens se envolvendo com grupos de radicais islâmicos, que perseguem cristãos e outras minorias. São ensinados com táticas de guerrilhas, passam por uma espécie de lavagem cerebral e são doutrinados sob os ensinamentos de crueldade do Estado Islâmico, que forneceu treinamento militar e de combate para o campo de batalha. Isso tudo porque essa juventude acaba sendo mais fáceis de manipular, pois em sua maioria ainda não possuem uma posição crítica sobre o mundo ao redor. Muitos destes treinados são capturados em minorias religiosas e passam pela lavagem cerebral para aceitar os conceitos jihadistas. até mesmo crianças com algum tipo de deficiência mental também são enganadas para juntar-se ao ISIS. Mas alguns ainda com isso tudo acreditam que entrar para este grupo pode ser considerada uma forma de emancipar-se dos seus pais e da sociedade ocidental. Adolescência é realmente uma fase de descobertas e conflitos.

  5. A comunidade internacional está em alerta desde que os ataques do Estado Islâmico começaram a acontecer com maior frequência, relevância e intensidade. Infelizmente, vários jovens tem se aliado à esse grupo terrorista, de modo que torna-se um problema não só para os países que sofrem com a guerra civil, no qual o Estado islâmico está envolvido, mas também se torna um problema a todos aqueles países distantes do oriente médio e europa. Cito o exemplo de jovens australianos, que se identificaram com a causa e, fugiram de casa. Isso tem ocorrido em todas as partes do mundo. Recentemente, foi noticiado o caso de um brasileiro que teria fugido de cada para se juntar ao Estado Islâmico. Esse plano louco, de criar um califado, e atrair cada vez mai jovens, tem que ser parado. A melhor forma é evitando a propaganda realizada pelo Estado islâmico, por meio de propagandas negativas direcionadas à esse grupo. Além disso, as escolas devem ter um papel importante na educação dos jovens, e conscientizá-los da realidade e do teor das atrocidades que são feitas, para evitar que mais jovens percam a adolescência.

  6. Choca o leitor um artigo tão realista. Os episódios de guerras são narrados pela mídia de forma geral e parcial. As vidas perdidas e as pessoas envolvidas são logo esquecidas. O artigo abre os olhos do leitor para o fato de que a inserção de muitas pessoas em grupos de guerra como o ISIS às vezes se dá por fatores alheios à vontade do indivíduo. Como foi relatado pelos prisioneiros entrevistados, às vezes o motivo para entrar na guerra vai muito além da vontade ou da fé. O meio em que o indivíduo está inserido influi diretamente em suas ações e decisões. O meio caótico, tomado por conflitos e dificuldades, força a submissão da pessoa às regras de grupos de guerra. Outra motivação evidenciada pelo artigo é a invasão dos EUA. Esses conflitos parecem não ter fim. Viraram uma verdadeira “bola de neve” e uma eterna revanche. É lamentável que o ser humano tenha chegado nesse ponto. Lamentável que toda uma juventude, uma vida, seja perdida em prol da violência, em prol de razões desconhecidas pelo próprio indivíduo que se submete a grupos como esse.

  7. O Estado Islâmico possui uma postura amplamente radical e é um dos principais grupos jihadistas, e analistas consideram um dos mais perigosos do mundo. A sigla ‘’ISIS’’ retrata o Estado Islamico na Síria e no Iraque. A notícia aborda um tema muito delicado e de extrema indignação: crianças e adolescentes recrutadas como soldados e homens-bomba, que são doutrinadas e influenciadas por ideais religiosos. Os meninos são obrigados a participar de execuções e são treinados para guerrilhas constituem uma nova geração de jovens destinadas a crueldade.
    Inúmeras notícias e vídeos são transmitidos pela internet, dentre eles, vídeos em que crianças são executadas e usadas como informantes e fabricantes de explosivos. A agência da ONU denunciou “a matança sistemática de crianças pertencentes a minorias religiosas e étnicas cometida pelo assim chamado Estado Islâmico, incluindo vários casos de execuções coletivas de meninos, assim como relatos de crianças decapitadas, crucificadas e enterradas vivas”. Renate Winter, especialista do comitê deu ênfase no caso e na preocupação em relação aos jovens.
    A propaganda feita pelo Estado Islâmico, também serve como um meio de atração de jovens que não são informados da maneira correta acerca da violência.

  8. Esse tipo de prática se tornou comum com a invasão do Afeganistão pela Rússia na década de 1970, naquele período os rebeldes abandonavam suas famílias e iam lutar no interior do país, o Talibã surgiu desse modo.
    Quanto mais as pessoas são reprimidas e aproximadas a violência, maior o desejo de se verem livres da repressão, mesmo que para tanto tenham que oprimir e usar a violência, nem todos os membros dessas organizações terroristas querem impor o islã ao mundo.
    A guerra não é um bom negócio para todos, as pessoas precisam fechar seus negócios, plantações são incendiadas, a comida se torna escassa, os empregos civis somem, o indivíduo fica exposto, por vezes não resta outra solução do que se aliar aos que lutam para conseguir algum dinheiro.
    Primeiramente é preciso observar que o Estado Islâmico não possui no ponto de vista ocidental um objetivo claro, parece-nos que eles visam instaurar o caos, portanto qualquer atitude da parte deles, será vista por nós como absurda.
    Vale lembrar que o recrutamento de crianças não é uma praxe nova no que concerne aos conflitos civis, por exemplo a Guerra em Serra Leoa na década de 1990, era comum exércitos de crianças andando armadas nas ruas, com AK-47 maiores do que elas.
    A destruição de um país deixa as pessoas desesperadas, o ser humano tem uma necessidade intrínseca de viver tranquilamente, quando um conflito dessas proporções explode, passamos a agir de uma forma estranha ao nosso comportamento natural.
    Há quem dia que os árabes são povos receptivos, que o oriente médio era outro antes que o extremismo religioso ganhasse espaço, não duvido, como o homem da entrevista disse, estão todos cansados da guerra, os jovens são chamados e vão porque precisam de dinheiro, porque não suportam a fome, a miséria, nem mesmo suportam a guerra,
    Desumano é um termo associável aos ataques realizados à França e a Bélgica, também é desumana a situação da Síria, do Líbano, do Afeganistão, a Guerra do Iraque foi desumana, impressionante são os extremos que o ser humano alcança por ganância e por não ser capaz de conviver e respeitar culturas diferentes.

  9. Após o desastre da invasão americana no Iraque, o povo assistiu sem participar, da mudança de regime, imposta pelos Eua. Nesse contexto quem paga é o povo iraquiano, dividido entre sunitas e xiitas não teve um governo de união nacional, ao contrario os xiitas maioria oprimida pelo regime de Saddan Hussein, tomou o controle do país, perseguindo a maioria sunita, nessa implosão social e guerra civil o Isis aproveitou da oportunidade e saiu das sombras, com uma proposta bastante atraente aos jovens que não tinham: emprego, educação e entretenimento. Criadas em um ambiente de ódio aos americanos e de ódio à outra etnia a situação no Iraque piorou. O recrutamento de crianças não é novidade no mundo, começou no ano de 1945 com a derrota alemã. Com Hitler enviando a juventude hitlerista para a morte. Com o passar dos anos o mundo se chocou com as crianças soldados na África, tiradas de suas famílias e criadas num mix de drogas, violência e sadismo. Agora a mesma falta de oportunidade assola os jovens europeus, cada vez mais seduzidos para o terrorismo islâmico. Os governos devem ficar mais atentos a essa influencia extremista sobre os jovens.

  10. O que esta entrevista revela é que a adesão de pessoas, especialmente jovens ao ISIS não está necessariamente ligada a fé ou dogma religioso. A grande maioria dos integrantes do Estado Islâmico antes de se recrutarem ou serem recrutados tinham uma vida sem ou quase nenhuma perspectiva. Grande parte dos jovens recrutados eram na maioria pobres, desempregados ou subempregados, analfabetos ou com pouca escolaridade, ingredientes que propiciam a adesão a grupos violentos que prometem algum tipo de futuro digno a essas pessoas.
    Interessante que não é somente jovens do oriente médio que se alistam no ISIS, estrangeiros principalmente europeus, viajam para se juntar ao grupo extremista. No caso dos recrutas do velho continente que em tese, pela condições que os países ocidentais propiciam, possuiriam um futuro mais promissor, a adesão ao grupo ISIS é o sentimento de pertencimento que esses jovens, muitos por terem descendência árabe não encontram na Europa. Em outras palavras se sentem excluídos nos seus países de origem.
    Tudo isto com velha e gananciosa política intervencionista estadunidense que aumenta ainda mais a hostilidade desses grupos dentro e fora do oriente médio.

  11. A visão deturpada do Islã feita pelo Estado Islâmico,mostra o radicalismo religioso,que acontece,não só com o islamismo,mas em outras religiões.O que chama atenção do Islamismo,do Estados Islâmico,é a repercussão mundial,os atos terroristas que abrangem vários países,e principalmente o fato de doutrinarem e recrutarem crianças para executarem ataques tão brutais em nome da religião.
    As guerras,conflitos internos,só aumentaram o número de adeptos ao Estado Islâmico,pois,encontraram,na deturpação da religião,um conforto talvez,uma forma de extravasar a raiva que sentem por aqueles que exploraram sua terra no passado.
    A questão também engloba a xenofobia,uma vez que os muçulmanos acabam sendo generalizados como terroristas e excluídos do resto da sociedade.É importante frisar,que o Islã prega a paz,harmonia,e o que o Estado islâmico faz é uma deturpação,um radicalismo exacerbado que não coincide com a religião.

  12. Com o fenômeno da globalização, milhares de jovens do mundo todo estão conectados a internet. Dentre eles, alguns buscam acessar a internet em sites de propaganda do Estado Islâmico (EI) e conteúdos digitais como a revista Dabiq – publicação mensal oficial dos jihadistas repleta de notícias sobre as ações humanitárias do autointitulado “Califado” e de reportagens sobre como a guerra contra seus inimigos está sendo vencida. E também, de chamados a uma vida mais santa, romântica e plena de sentido.
    Assim, grupos de militantes crescem graças à essa sociabilidade virtual e a persuasão feita por recrutadores capazes de chegar ao cerne das dúvidas e expectativas de um público insatisfeito com a própria realidade, normalmente moradores das comunidades muçulmanas empobrecidas que vivem na periferia das grandes cidades da Europa, como Paris, palco de um massacre que chocou o mundo. Tal adesão pode ser atribuída também à escolha de um modelo que responda ao desalento gerado por problemas como o desemprego, falta de valores, corrupção e a luta cega por riqueza.
    Tudo isso, deve-se a interpretação dos fundamentalistas ao pé da letra dos seus textos sagrados. Esta leitura fornece uma visão fechada e determina diretrizes inequívocas para a sua ação. Eles rejeitam a religião como algo privado e buscam editar a vida pública a partir de suas crenças, o que, em casos extremos (como por exemplo, nos territórios dominados pelo EI), finda com a tentativa de fundação de uma teocracia. Na conjuntura do Estado Islâmico a violência extrema (opção por medidas drásticas para fazer valer seus ideais), complementada pelo domínio de formas de comunicação e técnicas de atração de seguidores em um contexto mundial, potencializa a proposta fundamentalista.

  13. Analisando este texto vemos que o extremismo leva a morte de inocentes que perdem a dignidade com ideias fixas em ódio, religiosidade, combates e execuções frias.
    Com base nisso, adolescentes são convencidos a capturar, interrogar e executar prisioneiros. Eles acabam morrendo em conflitos também, pois os bombardeios não param.
    É possível observar que na lista do terrorismo enquadra-se o PKK que é um grupo trabalhista Curdo, tentam fazer frente ao ISIS, por não concordarem com este extremismo. Criou-se um dilema para os governos ocidentais e não só para o Estado Islâmico sediado na Turquia e norte do Iraque. Com o ISIS não há negociação, eles preferem a morte por acharem a melhor solução aos conflitos.
    Tal atitude serve de curiosidade para vários pesquisadores que entrevistam prisioneiros no corredor da morte, imposto pelo grupo islâmico. Como exemplo o artigo cita Doug Stone que contribuiu para essa analise onde narra suas entrevistas periódicas com prisioneiros. Ele busca entender o que se passa em mentes tão persuadidas pelo terror.
    Sob tal enfoque, achei interessante o caso de um prisioneiro, pai de dois filhos. Os nomes atribuídos aos filhos retratam o comprometimento do poder do islã na vida dele, sua filha chama-se Rusil que é plural de profeta e o filho Rasuul que quer dizer profeta.
    A vida dele me comoveu em saber que um pai de família se filiou ao ISIS por estar desempregado e precisando de dinheiro para sustentar sua família. Sua vida era puro terror.
    A realidade é que o ISIS joga com desejos de aventura, ativismo, romance, poder, pertencimento, junto com realização espiritual. A palavra chave para o recrutamento é o comprometimento.
    Nesse sentido, o ser humano se compromete com o grupo através de vários motivos e situações, tornando-se fanático.
    A busca de uma identidade religiosa e cultural é um caminho prometido pelo grupo islâmico, os de vida insegura se agarram nessas promessas e se tornam orgulhosos de ser um árabe sunita.
    Extremismo é como uma doença que anula o pensamento logico. E como uma lavagem cerebral feita nos adolescentes e até mesmo em crianças. Os tais “valores sagrados” levam os recrutados que em nome de um deus lutam, matam e morrem.

  14. É comum a crença de que todos jovens recrutados pelo ISIS são fiéis radicais movidos pelo dogma religioso, mas não é bem assim, uma boa parcela dos recrutados é atraída para ajudar a sua própria família, por situação financeira ou por uma busca pela vingança em razão da invasão estadunidense. Influenciados assim, pelo ódio à tal invasão no Iraque, que provocou uma guerra civil e um sentimento de que pelo ISIS eles teriam a vingança que almejavam, tendo como consequência a recuperação de sua dignidade e a esperança de uma vida melhor. Porem, o recrutamento de jovens não é apenas local, jovens de todo o mundo são atraídos pelo Estado Islâmico tornando a situação muito mais grave devido a esse alcance global. São jovens que se interessam pelas propostas do Estado Islâmico e pesquisam tudo sobre isso na internet, consequentemente aderindo ao movimento, tais jovens, somados aos recrutados movidos pelo ódio ou por situação financeira, são uma parcela perigosa e numerosa do ISIS. De tal forma, é perceptível a redução da necessidade de ser recrutado em razão do radicalismo religioso, que era anteriormente um componente forte na maioria dos aliciados, o que leva ao entendimento de que atualmente o recrutamento por fé religiosa esta sendo parcialmente preenchido por motivações e necessidades pessoais que levam o indivíduo a se unir à causa.

  15. É lamentável ver crianças e jovens fazendo parte de todo esse radicalismo. Crianças que deveriam estar brincando, estudando, jovens que deveriam estar iniciando sua vida profissional, a graduação, construindo seu futuro. É desesperador saber que um pai de família se une a um grupo extremista por não ter condições financeiras para sustentar sua família.
    O extremismo e a disseminação de ódio desses grupos é terrível. Não é possível entender como a morte é vista como meio de solução de conflitos, como todo esse radicalismo religioso corrói a mente destes grupos. Acreditam ser valores sagrados mas que valores são esses onde se tira a vida das pessoas?
    O mundo em que vivemos está cada vez mais caótico, guerras sem fim, vidas perdidas por uma intolerância absurda. Um mundo baseado na violência, onde os jovens são estimulados a práticas desumanas e a religiosidade é utilizada como motivo para esses tipos de práticas.

  16. Pouco se sabe sobre guerras aqui no Brasil, não vivenciamos algo do tipo a anos e as informações que temos, principalmente, sobre a guerra entre os EUA e os estados islâmicos, são apenas oque vemos e escutamos na mídia.
    A mídia nos passa uma visão e um pensamento muito superficial do que realmente ocorre e oque motiva jovens e adultos ao radicalismo e a vontade pela batalha. Ao ler artigos como este é que temos uma breve noção da realidade. Aprendi que além do aspecto religioso oque motiva a muitos é a repressão e a submissão sofrida e o Estado aproveita esses sentimentos e pegam jovens , fase de formação de ideais, e ensinam esse ideal violento e vingativo.
    Os jovens acabam entrando nesse radicalismo por serem iludidos de que estão ajudando e lutando pelo seu país, buscando a liberdade e a justiça. Acredito que a educação como para tantos outros problemas seja a solução neste caso. Educar os jovens para terem senso crítico e percepção de que a violem cia e a guerra não vai trazer a recompensa que mostram a eles e sim dor e sofrimento

  17. As crianças tornaram-se um alvo chave para o recrutamento por grupos terroristas que estão cada vez mais se voltando para as mídias sociais para mostrar seus esforços bem-sucedidos e para seduzir jovens vulneráveis. Essas pessoas, muitas vezes são atraídas devido ao fanatismo religioso, pela necessidade de ajudar a suas famílias ou por buscar vingança em razão da invasão estadunidense. Há conflitos onde crianças e adolescentes são uma “estratégia de último recurso” e servem para substituir adultos em batalhas, porém, atualmente as “crianças soldados” do ISIS estão lutando lado a lado, mais do que em lugar dos homens adultos. O recrutamento de jovens não só garante uma próxima geração de combatentes para um grupo terrorista, mas também torna mais fácil a lavagem cerebral de mentes jovens impressionáveis. Quando se arriscam a recusar, podem acabar mortos ou torturados. Uma iniciativa interessante para evitar que tais práticas sejam disseminadas e acabem atraindo outras pessoas é que haja um controle de propagandas transmitidas pelo Estado Islâmico evitando que este grupo terrorista cresça ainda mais e amedronte a comunidade internacional cometendo grandes atrocidades.

  18. O capitalismo se alastrou pelo mundo,junto dele a violência,cada vez mais as pessoas querem ‘’ter’’ ao invés de’’ ser’’. Mas a economia e o acesso aos bens não chegaram a todos,onde o único modo de chegar a esse é através de atos ilícitos. O importante para o capitalismo é o lucro,não importa qual seja o percurso,até mesmo escravizar meninos,cujo esses teriam uma vida digna e o possível acesso a educação. Mas não,o interesse das grandes nações ultrapassam a compaixão,amor e respeito.
    É repugnante ler essa matéria e saber que isso está ao nosso lado e nós não fazemos nada,há sim,fazemos,compramos os diamantes contrabandeados da África. Compramos os celulares furtados no centro da capital. Cada vez mais alimentamos a violência em mero favor próprio. Deve haver respeito para com os mais humildes,mais conscientização nas escolas . Esses meninos são escravizados,obrigados a propagar a violência com seus familiares,o filme ‘’Diamante de sangue’’ retrata bem o interesses dos países e as Farcs.

  19. A visão extremista que o Estado Islâmico tem sobre o Islã nada mais é do que mais uma forma deturpada que os radicalistas religiosos, seja de qualquer religião, possuem. O grande diferencial do islamismo é que em sua maioria, os países que possuem uma maioria Islã, estão em guerra civil ou se encontram em estado semelhante ao de guerra, seja porque são assolados pelo terrorismo.

    E essas guerras e conflitos internos só contribuem para que adolescentes confusos e cansados de suas vidas sofrida, encontram nesta visão extremista e radical do Islã uma forma de ”salvação”. Além da teologia islâmica, há outras explicações, bem mais convincentes, sobre por que eles escolheram lutar pelo lado em que vêm lutando. A principal explicação, é a xenofobia, é muito forte e presente no dia a dia destes jovens, o que contribui em peso para eles se ”alistarem” para o Estado Islâmico.

  20. É aterrorizante ver tamanha brutalidade dos extremistas do Estado Islâmico, como já não bastasse tudo o que eles fazem, eles também recrutam crianças para combate segundo eles em nome de Alá. O que essas crianças aprendem na prática é indescritível, me faz peruntar : O que eles querem? Ao mesmo tempo que essas crianças e suas famílias são vítimas cruéis, tornan- se crianças “heroínas ” quando praticados atos desumanos como mostram certos vídeos! A ONU deve apelar para as forças do governo Iraquiano se empenhem na proteção dessas crianças.
    O Estado Islâmico ainda conseguem ganhar admiradores pelo mundo afora, muitos jovens se oferecem para integrarao grupo e servir ao seu propósito, esse tipo de comportamento é muito preocupante pela possibilidade de infiltração treinados por eles e sendo possível realizar seus atos em algum lugar!

  21. Esse assunto causa extrema indignação na vida das pessoas, jovens que poderiam estar nas escolas, brincando, dentro de casa ou qualquer outra coisa normal que crianças, adolescentes fazem na sua idade estão servindo maniacos acreditando que serão salvos se tornando parte do exercito de Deus.
    Me surpreende ainda mais saber que isso ocorre com muita frequência, já que muitas famílias não tem condições de financiarem seus filhos e a única opção que tem ou é correr ou coloca-los para participarem de uma batalha fria e sangrenta.
    Tudo isso ocorre devido a interpretação dos seus textos sagrados, com uma visão extremamente fechada e nenhum pouco futurista.
    É desumano o que ocorre com a vida desses jovens onde acabam extravasando sua raiva da pior maneira.

Comente esta notícia!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s