Nova agenda de desenvolvimento sustentável orienta as ações de desenvolvimento para os próximos 15 anos


Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Publicado Originalmente: 31/12/2015
O ano que se inicia marca o lançamento oficial da ousada e transformadora Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada por líderes mundiais no mês de Setembro de 2015, nas Nações Unidas. A nova Agenda convoca os países a iniciarem os esforços para alcançar o cumprimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos próximos 15 anos.

 “Os dezessete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são a nossa visão compartilhada da humanidade e um contrato social entre os líderes mundiais e as pessoas”, disse o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. “São uma lista de tarefas às pessoas e ao planeta, e um plano ao êxito”.

Os ODS, adotados por unanimidade pelos 193 Países-membros em uma Cúpula histórica em setembro de 2015, responde às necessidades das pessoas, tanto dos países desenvolvidos como dos países em desenvolvimento, enfatizando que ninguém deve ficar para trás. Vasta e ambiciosa em sua dimensão, a Agenda aborda as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a social, a econômica e a sustentabilidade, assim como aspectos importantes relacionados a paz, justiça e instituições eficazes.

A mobilização dos meios de implementação, incluindo recursos financeiros, desenvolvimento de capacidades e transferência de tecnologias, bem como o papel das parcerias, são também reconhecidos como essenciais.

A Conferência de Paris sobre mudança do clima é vista por muitos como o primeiro ato político para implementar a Agenda. “O Acordo de Paris é um triunfo às pessoas, ao planeta e ao multilateralismo. Pela primeira vez, todos os países do mundo se empenharam em reduzir suas emissões, fortalecendo a resiliência, e agir internacionalmente e nacional para alterar a mudança do clima. Combatendo a mudança do clima nós estamos avançando na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, disse o Secretário-Geral da ONU.

Transformar essa visão em realidade é, primeiramente, responsabilidade dos países, mas também irá requerer novas parcerias e solidariedade internacional. Todos têm que participar e todos têm contribuições a fazer. Revisões do progresso serão necessárias regularmente em cada país, envolvendo a sociedade civil, empresas e representantes de vários grupos de interesse. No âmbito regional, os países compartilharão experiências e enfrentarão objetivos comuns, enquanto anualmente nas Nações Unidas, o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável fará um balanço dos progressos a nível mundial, identificando lacunas e questões emergentes, e recomendando ações corretivas.

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as 169 metas da nova Agenda serão monitorados e revistos por meio de indicadores globais. Essas informações serão reunidas em um relatório anual do progresso dos ODS.

Uma resposta em “Nova agenda de desenvolvimento sustentável orienta as ações de desenvolvimento para os próximos 15 anos

  1. O aumento da temperatura no planeta, a poluição e doenças respiratórias que surgem em decorrência da emissão de combustíveis fósseis, são exemplos de motivos pelos quais os países tem se preocupado em substituir de forma drástica as fontes de energia, por fontes limpas. Visto que 2015 foi considerado o ano mais quente já registrado, a preocupação que antes já era evidente toma ainda mais notoriedade. Países em desenvolvimento como o Brasil, já começam a demonstrar empenho.Durante a conferência ,o Brasil aderiu à chamada “coalizão de ambição” uma inciativa feita pelas Ilhas Marshall (país ameaçado pela elevação do nível dos oceanos) que tem mobilizado vários países para avançar nas negociações e trabalharem juntos em prol do objetivo de ficar abaixo dos 1,5°C na elevação da temperatura.
    É importante observar que, para se tornar possível o desenvolvimento de tecnologias para a produção de energia renovável nos países subdesenvolvidos, será necessária a boa vontade para investimentos, por parte dos países desenvolvidos. Nesse escopo, o próprio documento do acordo celebrado tem uma estrutura planejada para obter o apoio dos Estados Unidos, considerando que o senado norte-americano tem maioria republicana, os quais são opositores da agenda climática proposta pelo presidente Obama, que é democrata. Sendo assim, um acordo com metas impostas para a redução, provavelmente não seria aprovado.
    Apesar de o acordo celebrado em Paris não trazer menções concretas das metas de redução e deixe nas mãos de cada país de forma voluntária as decisões sobre ampliar as ações de corte e o financiamento aos países subdesenvolvidos, o acordo é o início do processo para que se firme um pacto internacional, dotado de grande força, ao passo que visa a cooperação de todas as nações.

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