Retrospectiva ‘Mundo’: terroristas, refugiados e América Latina


Os acontecimentos ao redor do mundo em 2015, em grande parte, passam pelo terrorismo, o agravamento da crise dos refugiados sírios em corrente migratória para a Europa e uma virada à direita na América Latina, mais recentemente com a eleição de Mauricio Macri na Argentina.

Fonte: TV Folha

4 respostas em “Retrospectiva ‘Mundo’: terroristas, refugiados e América Latina

  1. O ano de 2015 foi marcado mundialmente pelo intenso número de refugiados, principalmente sírios, e por diversos atentados terroristas, o que gerou inúmeras mortes em vários países. Esses acontecimentos são sobretudo reflexos da Guerra na Síria, que vem se agravando desde 2011 devido à diversas revoltas sob o comando de grupos distintos contra o governo. A partir de 2013 o Estado Islâmico, aproveitando-se da guerra civil na Síria, começou a reivindicar territórios na região. Desde então, o caos instalado na Síria se multiplicou, chegando a atingir também outros países, como França e Estados Unidos, através de diversos atentados. O número de refugiados em 2015 já atingiu 200 milhões de pessoas, número maior do que o contabilizado na Segunda Guerra Mundial, fato que explicita a grande crise instalada nas relações internacionais, uma vez que os países que recebem os refugiados, principalmente os da região europeia, não estão conseguindo mais suprir todas as necessidades dessa população, gerando assim um certo xenofobismo contra esses refugiados.
    Outro marco em 2015 e que ainda proporcionará novos reflexos em 2016 é a virada da direita na América Latina, principalmente na Venezuela e na Argentina. Nesses dois países a oposição ganhou espaço, gerando uma certa preocupação em relação ao futuro da população. Entretanto, o novo presidente argentino, Maurício Macri, garantiu que dará continuidade aos programas sociais do antigo governo. Já na Venezuela o conflito será maior, uma vez que o atual presidente, Nicolás Maduro, não concorda com as novas eleições legislativas, gerando uma instabilidade no país.

  2. Com o passar dos tempos, criou-se, em certa medida, uma expectativa de que a globalização traria integração e isso facilitaria as relações entre os diferentes povos. De fato, a globalização auxiliou na integração e trouxe muitos benefícios, porém, isso não foi o suficiente. A cada espaço de tempo, os conflitos se mostram de forma diferente. De um certo tempo pra cá, principalmente no ano de 2015, as bases dos conflitos foram variadas, causando uma grande “confusão” no mundo. Uma das mais evidentes foi a ação do autointitulado Estado Islâmico que contribuiu enormemente para o deslocamento em massa de pessoas em direção à Europa. Com isso elementos econômicos, culturais e outros foram levantados causando grande preocupação e comoção ao redor do mundo. Se por um lado, tivemos o conflito gerando um certo afastamento – como exemplo da França após os atentados em novembro de 2015 – tivemos uma aproximação que foi bastante anunciada e esperada – a aproximação entre Estados Unidos e Cuba.
    Considerando o mais evidente problema de 2015, temos a necessidade de se fazer alianças no sentido de abrigar aqueles que sofrem com os conflitos no Oriente Médio e, de alguma forma, tentar conter o terrorismo realizado na região, cessando, assim, de certa forma, o sofrimento daqueles que vivem nas zonas de conflito.

  3. Sinceramente, minha (inocente) esperança em viver em um mundo em paz vem se dissipando cada vez mais. Como bem aponta Samuel Huntington, em sua tese “Choque de Civilizações”, guerras em nome de ideologias e crenças são algo que sempre estiveram em voga em meio ao cenário global. Eu poderia citar centenas de conflitos dos mais variados tipos (nas Américas, na Europa, na Ásia, na África… em todos os lugares), mas focarei no ponto principal da tese do dito autor, que diz que os principais conflitos em âmbito global se darão entre civilizações. Mas, afinal, o que seria uma civilização? “Uma entidade cultural”, segundo ele. É pertinente dizer, nesse contexto, que o conceito de civilização anda de mãos dadas com a cultura. Assim, o elemento mor constituinte de uma civilização é a identidade cultural que um determinado povo contém e compartilha. Logo, a história, a religião, a língua, os costumes, as instituições, dentre outros elementos serão o fio condutor que amarrará determinados grupos sociais constituindo-os como civilizações. Desse modo, é possível percebermos que o que move esse povo é a sua identidade cultural, algo que, digo sem medo de errar, é poderosíssimo, pois vai muito além da questão econômica e de delimitações territoriais, é algo que diz respeito do que a pessoa acredita, do que move essa pessoa a continuar vivendo e, por isso, é algo extremamente perigoso. Por fim, sinceramente, acredito que, infelizmente, esse seja um conflito infindável (claramente, espero que eu esteja errado). No mais, o que podemos fazer, enquanto isso, é dar o maior suporte possível às pessoas que se retiram desse cenário sangrento e vêm pedir asilo, isto é, os refugiados merecem ser tratados com dignidade e devem ser acolhidos, pois eles não têm culpa alguma de serem oriundos de uma região composta de fanáticos e assassinos.

  4. A facção terrorista mais proeminente hoje, o Estado Islâmico e suas ações foram o foco dos atos terroristas, direta ou indiretamente. Dentro os ataques há os reivindicados e aqueles cuja autoria é de seguidores que nele se inspiram -como o ocorrido nos EUA.

    Em Paris, atentados abriram e fecharam o ano do terror. Em 7 de janeiro, dois irmãos radicais mataram 12 pessoas, a maioria das quais jornalistas e cartunistas, durante uma reunião editorial do jornal satírico francês “Charlie Hebdo”. Em 13 de novembro, ataques múltiplos mataram 130 pessoas, sendo 90 delas dentro da casa de shows Bataclan.

    A crise humanitária que atualmente se desenrola nas fronteiras da Europa dificilmente passou despercebida para alguém.

    O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Philip Hammond e Habermas possuem pontos de vista semelhantes que enquadram os imigrantes como implicados de algum modo no declínio do arranjo social e de bem-estar dentro da Europa, e na crescente desigualdade econômica e social no continente.

    Mas há discussões ínfimas sofre as condições desesperadas em outros lugares, as quais forçam as pessoas a emigrar – condições historicamente criadas, em sua maior parte, por potências coloniais europeias.

    Antes de se tornar o principal destino de migrantes que chegam à Europa Ocidental, a Alemanha desempenhou em boa parte de sua história um papel bem diferente: não o de país que atraia, mas o de local de origem de pessoas em fuga de guerras ou em busca de uma vida melhor. O mesmo valeu para o resto da Europa.

    O velho mundo que agora atrai migrantes e refugiados da África, do Oriente Médio e da Ásia foi durante um período que se estendeu da metade do século 18 até os anos 1960 o ponto de partida, e não o fim da jornada para milhões de pessoas.

    A atual corrente migratória em direção à Europa segue o mesmo padrão da antiga onda europeia pelo mundo. No século 19, a maioria dos europeus deixava seus países por causa da miséria e de novas oportunidades. Na primeira metade do século 20, para escapar da guerra e da perseguição política, étnica e religiosa.

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