Camila Pitanga é nomeada Embaixadora Nacional da ONU Mulheres Brasil


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No Dia Internacional de Direitos Humanos, 10 de dezembro, a ONU Mulheres Brasil anuncia a nomeação da atriz Camila Pitanga como sua Embaixadora Nacional. A atriz brasileira é a primeira personalidade das Américas a se tornar porta-voz pública da ONU Mulheres. Ela passa a ser sétima personalidade no mundo a receber o título de embaixadora da entidade, sendo a segunda em âmbito nacional. Soma-se às embaixadoras globais, as atrizes Nicole Kidman e Emma Watson e a princesa Bajrakitiyabha Mahidol, da Tailândia; regionais, tenista Sania Mirza (Sul da Ásia) e ator, cineasta e cantor Farhan Akhtar (Sul da Ásia); e nacional, atriz Hai Qing (China).

“Camila Pitanga tem uma bela e corajosa trajetória ligada às causas sociais, sendo incentivadora e porta-voz de direitos humanos da população brasileira. É uma mulher negra que aglutina muitas lutas pelos direitos políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais. De forma destemida, ela tem colaborado para a visibilidade de mobilizações políticas, sendo entusiasta de primeira hora dos movimento sociais e da própria ONU sempre em favor da igualdade”, afirma Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil. “Camila é parte do nosso time e atuará no apoio público à sensibilização da sociedade brasileira para o alcance dos objetivos globais da ONU, com passos decisivos rumo à igualdade de gênero e ao fim do racismo, como propõe a Década Internacional de Afrodescendentes”, completa Gasman.

Em novembro passado, a atriz visitou a sede da ONU Mulheres Brasil, localizada na Casa da ONU, em Brasília. Na ocasião, conversou com a equipe sobre oportunidades e desafios em favor da garantia das mulheres no Brasil e no mundo. Como Embaixadora Nacional da ONU Mulheres Brasil, Camila Pitanga atuará em defesa dos direitos humanos das mulheres por meio do empoderamento e da igualdade de gênero e no combate ao racismo, sexismo e preconceitos. Uma das frentes de seu trabalho é nas redes sociais. Neste 10 de dezembro, Dia Internacional de Direitos Humanos, Camila inaugura seu perfil oficial no facebook.com/caiapitanga, onde somará postagens em defesa dos direitos das mulheres como tem feito no twitter (@camilapitanga) e no instagram (@caiapitanga), desde terça-feira (8), por meio da hastag #PorqueEscolhiEssaLuta e de post com dados sobre a violação de direitos das mulheres no Brasil.

“É com muita honra e satisfação que me junto ao time da ONU Mulheres Brasil como embaixadora nacional. Acredito que a sociedade brasileira vem sentindo a necessidade de falar e de defender o empoderamento feminino e a igualdade de possibilidades, de ascensão social, de cidadania e de direitos. Me junto à ONU Mulheres em um momento em que as mulheres estão se reunindo para falar sobre o seu papel na sociedade e para pleitear espaços nos meios de comunicação com o objetivo de se expressar e refletir sobre o seu tempo. Para além das estatísticas terríveis de morte e crueldade para conosco, as mulheres – e as causas femininas – precisam de visibilidade, de acesso a informação, a meios de cidadania. Eu entro na ONU Mulheres, portanto, querendo trazer à luz questões feministas e de igualdade de gênero, defendendo sempre a convivência harmoniosa entre os seres humanos, porque, como diz a Malala Yousafzai, nós não podemos todos progredir quando a metade da população é deixada para trás”, declara Camila Pitanga, embaixadora nacional da ONU Mulheres Brasil.

Sobre Camila Pitanga – A atriz é diretora geral da ONG Movimento Humanos Direitos, a qual tem dedicado atenção contra o trabalho escravo, abusos contra crianças e adolescentes e na promoção de direitos de jovens negros, quilombolas, povos indígenas e meio ambiente.

Camila Pitanga é apoiadora de longa data das Nações Unidas. No ano de 2013, Camila apoiou a campanha da Organização Internacional do Trabalho (OIT) “Eu dou cartão vermelho para o trabalho infantil” no âmbito da 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil. Em 2012, Camila esteve ao lado de Edward Norton, embaixador da Biodiversidade da ONU, como mestre de cerimônia do Prêmio Equatorial, oferecido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) voltado a comunidades indígenas envolvidas com a preservação do meio ambiente, na Rio+20.

Em 2007, foi voluntária da campanha da ONU para a divulgação dos 7 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio por meio do “Projeto Levar os Objetivos do Milênio para a Comunidade”, liderada pelo PNUD e o Programa de Voluntariado das Nações Unidas.

Dentre as demais causas sociais, Camila foi conselheira da WWF e apoiadora de campanhas da Anistia Internacional “Jovem Negro Vivo – #EuMeImporto”, do Greenpeace contra o desmatamento, do MhuD contra a prostituição infantil e contra a terceirização do trabalho, entre outras.

Fonte: ONU Mulheres.

3 respostas em “Camila Pitanga é nomeada Embaixadora Nacional da ONU Mulheres Brasil

  1. Excelente escolha da ONU. A Camila Pitanga sempre teve sua trajetória ligada às causas sociais e os direitos das minorias. É fundamental que a ONU escolha para o seu quadro de embaixadores, pessoas que sempre tiveram compromisso com os direitos humanos e que não se utilizam das causas humanitárias internacionais para se auto-promover.
    A atuação de personalidades conhecidas na promoção dos direitos das mulheres permite que essas causas atinjam os mais diversos extratos sociais, e a escolha da atriz nesse sentido foi muito feliz, pois ela representa a mulher latino-americana negra, que é uma das principais vítimas do machismo.

  2. Em um dia tão importante como o Dia Internacional de Direitos Humanos, a ONU de maneira bastante acertada escolhe Camila Pitanga, uma atriz que presa por trazer à luz do debate questões feministas e de igualdade de gênero tão importantes ao nosso contexto social, defendendo sempre a convivência harmoniosa entre todos os seres humanos. Isso deve ser reconhecido e enaltecido, vez não é possível progredir quando parcela tão significativa da população, como mulheres e negros, é deixada para trás em alguma medida.

  3. A nomeação de uma brasileira, negra, porta-voz de direitos humanos no país é de grande valor no cenário internacional, mas, mais ainda, no cenário nacional. É importante que as brasileiras se reconheçam na figura de Camila Pitanga e se vejam representadas no cenário internacional, principalmente a mulher negra, historicamente vítima de preconceitos em razão do gênero e raciais, os quais já deveriam, há muito, ter sido superados. Mas não é a realidade nacional. O Brasil, apesar da miscigenação de culturas e raças, ainda é um país que guarda um ranço de preconceito, com raízes históricas na colonização europeia, além de um machismo institucionalizado. Sob esse viés, é de grande valia a visibilidade que é dada por meio da figura de Camila às questões do feminino, como a igualdade de gênero, sexismo e misoginia. As mulheres sofrem violências físicas e morais na sociedade brasileira, sendo silenciadas pelo machismo institucionalizado e velado. O empoderamento feminino é, hoje, pauta mundial, juntamente à igualdade de possibilidades entre homens e mulheres, de ascensão social, de cidadania e de direitos, e a nomeação de Camila Pitanga é a grande representação desse empoderamento, de como as mulheres estão ganhando espaços que antes eram exclusivamente masculinos, como, por exemplo, a ONU.

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