UNFPA lança relatório Situação da População Mundial nesta quinta-feira (3)


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Edição 2015 do documento do Fundo da População das Nações Unidas tem como tema as necessidades de saúde de mulheres e adolescentes em situações de crise humanitária.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lança globalmente nesta quinta-feira (3) o relatório Situação da População Mundial 2015. Intitulado “Abrigo da Tempestade – uma agenda transformadora para mulheres e meninas em um mundo propenso a crises”, o documento mostra que das mais de 100 milhões de pessoas que necessitam de ajuda humanitária em todo o mundo, cerca de 26 milhões são mulheres e meninas adolescentes em idade reprodutiva, que enfrentam situações de maior vulnerabilidade e estão mais expostas a riscos.

O relatório traz o relato de mulheres e adolescentes de várias nacionalidades que foram forçadas a se deslocar de suas casas e países devido a desastres naturais ou conflitos armados, passando a viver precariamente em campos de refugiados ou similares. Muitas estão grávidas e enfrentaram situações como dar à luz sem atenção especializada, em instalações improvisadas.

O estudo mostra que, em situações de crise, mulheres e adolescentes estão mais expostas a infecções sexualmente transmissíveis, incluindo HIV, gravidez indesejada e não planejada, morte e doenças maternas, além de violência sexual e de gênero.

Com o crescimento do número e gravidade das crises humanitárias nos últimos anos, o relatório mostra que a demanda por assistência humanitária tem superado a oferta de ajuda, e defende uma nova abordagem, com mais ênfase na prevenção, preparação e construção de resiliência das nações, comunidades, instituições e indivíduos.

Serviço:

Lançamento virtual do relatório Situação da População Mundial 2015 do UNFPA – “Abrigo da Tempestade – uma agenda transformadora para mulheres e meninas em um mundo propenso a crises”. Disponível na página web do UNFPA a partir das 9h do dia 3 de dezembro de 2015 – http://www.unfpa.org.br

UNFPA trabalha para criar um mundo onde cada gravidez seja desejada, cada parto seja seguro e potencial de cada jovem seja realizado.

Para mais informações ou entrevistas, contatar:

Midiã Santana (71) 3183.5718, msantana@unfpa.org
Ulisses Lacava, (61) 3038.9259, (61) 8146.5532, ulisses.lacava@gmail.com

Fonte: ONUBR

2 respostas em “UNFPA lança relatório Situação da População Mundial nesta quinta-feira (3)

  1. Nota-se uma situação alarmante para a humanidade, os crescentes conflitos civis e internacionais vêm ferindo os direitos básicos garantidos a qualquer pessoa, e infelizmente as mulheres são as mais prejudicadas tanto em questões biológicas, quanto sociais, como no caso de gravidez e violência sexual por exemplo. Uma vez que os países mais próximos em condições de auxiliar essa causa, seja acolhendo refugiados ou enviando ajuda de pessoas e suprimentos, não o fazem, a situação fica ainda pior, pois assim a esperança desse povo é minada e o sofrimento por ter que deixar sua casa se soma a humilhação de ser rejeitado e hostilizado na fronteira de alguma nação. Com base nos dados levantados pela ONU, iniciativas humanitárias e conscientização contra racismo e xenofobia, além de ajuda financeira, devem ser as diretrizes para as discussões dos próximos encontros dos chefes de estado, se estiverem empenhados em uma solução digna e global para essa crise.

  2. O UNFPA é um importante organismo internacional para a proteção e prevenção dos direitos humanos, ao promover levantamento de dados sociodemográficos que refletem a situação econômica, política e social de determinado país ou região. Há muito as entidades que buscam eliminar as atrocidades cometidas contra os direitos humanos apontam a necessidade de mudança do paradigma da “correção” para o paradigma da “prevenção”. As mulheres em idade reprodutiva são de fato grupo vulnerável em crises humanitárias, como conflitos armados e catástrofes naturais. A verdade é que, mesmo em tempo de guerra, a taxa de natalidade não diminui. As condições de gestação, parto e criação dos filhos pioram consideravelmente em razão da instabilidade política do local. Mais do que isso, a violência contra a mulher é, na maioria das vezes, utilizada como estratégia de guerra e forma de subjugação dos inimigos vencidos. Dados como os veiculados pela notícia acima são lamentáveis: demonstram a flagrante impotência que temos frente aos nossos semelhantes, estejam eles distantes ou muito próximos de nós.

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