Entrevista coletiva à imprensa por ocasião da visita do Chanceler da Argentina, Héctor Timerman


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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

8 respostas em “Entrevista coletiva à imprensa por ocasião da visita do Chanceler da Argentina, Héctor Timerman

  1. A importância de uma visita do Chanceler da Argentina ao Brasil é um reflexo direto do quanto os dois países são fundamentais para o MERCOSUL. Inúmeros assuntos são mencionados nas reuniões de cúpula, dentre eles podemos destacar as futuras negociações do MERCOSUL com a União Européia, renovações de tratados internacionais, acordos comerciais, a importância da hidrovia Paraguai/Paraná para o escoamento da produção, o interesse no comércio bilateral e a Declaração de Iguaçu que completa no dia 30 de Novembro do ano atual, 30 anos. Essa declaração se refere a um tratado que possuía a ideia de integração econômica entre a Argentina e o Brasil, firmado entre os signatários Raúl Alfonsín e José Sarney (respectivos presidentes na época).
    Brasil e Argentina possuem uma forte disposição para o diálogo, o que facilita a preservação de interesses de ambos e solidifica a parceria estratégica entre os dois países. O representante da Argentina (Héctor Timerman), afirma que negociações futuras com a União Européia podem gerar muitos empregos e fortalecer os processos democráticos.
    Quando perguntado pela jornalista do jornal Folha de São Paulo, sobre UNASUL e atuais conflitos da Colômbia, Timerman disse que não acredita que a Colômbia irá abandonar a UNASUL.

  2. Interessante notar a aliança Brasil-Argentina com o intuito de melhorar as relações entre o MERCOSUL com a União Européia. Nota-se que o chanceler da Argentina salienta a importância e do interesse das relações com a União Européia, portanto todos os países do bloco tenham um foco convergente, um conjunto de interesses comuns entre eles para a melhor satisfação de todo o bloco, o que demonstra um foco, um pedido de união entre esses países para o bem estar comum.
    A situação da relação Brasil-Argentina que possui uma certa rivalidade a nível popular (assim como a relação Peru-Chile), porém os seus focos regionais não possuem tamanha disputa, visto que ambos tenham tomado posições comuns (“una coincidencia total”), que acaba por fim facilitando as negociações, como foi visto conforme as questões suscitadas pela repórter quanto a UNASUL, onde ambos os países tomaram uma posição de disposição para qualquer questão diplomática, procurando fortalecer os vínculos entre eles conforme os mesmos (Venezuela e Colômbia, com a possível saída do último), requisitem este apoio, priorizando como de costume diplomático, a não intromissão nas questões que envolvam os mesmos.

    • A Argentina é um dos países associados ao Brasil, tanto no âmbito político quanto no econômico.A construção de um cenário político de confiança com a Argentina auxilia para a construção de um ambiente de cooperação. Além do mais, uni-se, assim, as capacidades de Brasil e Argentina. que representam cerca de dois terços do território, da população e do PIB da América do Sul. A aliança entre os dois países também fortalece o vínculo do MERCOSUL, entre os próprios membros e com demais grupos, em especial com a União Européia.
      A busca por interesse convergentes entre os países é fundamental, apesar da “rixa” histórica entre as populações dos respectivos. Tal aliança fortalece e facilita as negociações entre os países também na UNASUL, uma vez que a discrepância de decisões diplomáticas entre eles poderá ser mitigada. Sendo assim, tal relação entre o Brasil e Argente representa uma mudança positiva no quadro político e econômico mundial, principalmente para a América Latina.

  3. O histórico da relações diplomáticas entre Brasil e Argentina é curioso. Pela Bacia do Rio da Prata já disputamos diversos conflitos com nossos vizinhos. Contra o Paraguai, nos unimos na Tríplice Aliança. Alguns teóricos e historiadores acusam o Brasil de exercer um imperialismo regional, e, conjuntamente com esses conflitos, formou-se uma ideia equivocada de inimizade. Por certo os países disputam economicamente em certas áreas, sendo a primeira e a segunda maiores economia da América do Sul. Porém cooperação e paz garante a estabilidade necessária para que o comércio entre os dois países aumente e se desenvolva em qualidade. Os blocos regionais, como UNASUL, SELAC, mas especialmente o MERCOSUL, criado pelo Tratado de Assunção de 1991, permite a resolução pacífica dos conflitos e uma melhor paridade de negociações. O MERCOSUL também permite aos países agirem em bloco, aumentando sua capacidade de negociação com outros grandes blocos econômicos, como a União Europeia, de forma a preservar os interesses regionais e nacionais de cada membro. Recentemente os governos do Mercosul parecem ter mais um fator de união, a orientação político-ideológica, que acabava por influenciar, de certo, as relações bilaterais, multilaterais e a ação em bloco frente a questões internacionais.
    Matheus Cheib Baeta, aluno da Milton Campos, 4º período, 401, diurno.

  4. A Argentina sofre atualmente com uma inflação galopante que assola o país, o que se reflete na política de congelamento de preços dos supermercados e dos postos de abastecimento. Há também outros problemas, como os escândalos de corrupção envolvendo figuras importantes do governo Kirchnerista; a imposição de barreiras comerciais (incluindo um rígido sistema de controle às importações e à aquisição de moeda estrangeira que prejudicam, inclusive, as trocas comerciais com seus sócios do mercosul); e uma crise de popularidade em relação à figura da presidente Cristina Kirchner, que já gerou três ondas de protestos massivos nas principais cidades argentinas em menos de sete meses. A tendência em momentos como o atual, de crise conjuntural, é a de que cada país priorize as questões internas, colocando em segundo plano qualquer tema relacionado à integração. Entretanto, o ideal seria exatamente o contrário, que enxergassem no fortalecimento do Bloco a possibilidade de atender às demandas internas, mediante a coordenação de políticas e a adoção de medidas em comum.

  5. AO ASSISTIR A ENTREVISTA COLETIVA, FRUTO DA VISITA DO CHANCELAR TIMMERMAN, DA ARGENTINA, PODEMOS CONSTANTAR O ESFORÇO FEITO PARA REFORÇAR A RELAÇÃO BILATERAL ENTRE BRASIL E ARGENTINA. APESAR DE NÃO SER UM GRANDE MERCADO PARA O BRASIL, COMO CHINA E EUA, A ARGENTINA É UM PARCEIRO GEOGRÁFICO E PODE SER CONSIDERADA COMO UMA INDUTORA AO PLANO ESTRATÉGICO BRASILEIRO DE SE CONSOLIDAR COMO PAÍS INFLUENTE E LÍDER REGIONAL DA AMÉRICA DO SUL, PRINCIPALMENTE DO CONE-SUL, E DA AMÉRICA LATINA. JÁ PARA A ARGENTINA, COMPROMETIDA POR GOVERNOS DE PSEUDO-ESQUERDA, DE CUNHO ALTAMENTE POPULISTAS, HÁ UMA CLARA DEPENDÊNCIA À ECONOMIA BRASILEIRA.

  6. Fico satisfeito em saber que os países do Mercosul buscam um desenvolvimento econômico e social cada vez maior, mas em especial a Argentina, com essas visitas ao Brasil fica claro o interesse em aproximar os dois países e promoverem uma ajuda mutua, como disse o próprio ministro, trata-se de relação bilateral entre a Argentina o Brasil, em que ambos se dirigem ao mesmo objetivo e desejam preservar seus interesses perante os outros países e blocos econômicos, tal como a União Europeia, penso que essa troca de ofertas citada no vídeo sera de grande avanço tanto para a população argentina quanto para a brasileira, que estão cada vez mais ganhando espaço no plano internacional.
    Com a execução dos objetivos traçados pelo nosso bloco econômico, consequentemente haverão novos empregos e mais oportunidades para brasileiros e argentinos crescerem e se desenvolverem aumentando respectivamente a qualidade de vida de muitas pessoas e caminhar para que em um futuro não tão distante, esse desenvolvimento nos eleve ao nível de um país de primeiro mundo.

  7. Brasil e Argentina os dois maiores países da america do sul, cabeças do Mercosul.
    A relação bilateral entre ele é fundamental para o bom andamento do grupo, seja nas questões políticas e econômicas.
    As visitas recorrentes de ambos o ministro e o chancelar demonstra que há uma reciprocidade na vontade de estreitar as relações.
    É de interesse de ambos os Estados parcerias fortes e que gerem frutos.
    Por mais que a Argentina esteja passando por um momento de alta crise política e econômica continua sendo um país de grande representatividade de aliado interessante ao Brasil.
    Ambos convergem ao ponto que uma relação mais próxima com a União Europeia irá fortalecer o Mercosul e influenciar diretamente em cada Estado.
    Apesar da cultural “rixa” entre os Estados e suas populações é muito claro o modelo diplomático adotado trará resultados à política e economia mundial, principalmente para a América do Sul.

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