O Pato e a Galinha: Europa colhe o que plantou no Oriente Médio e Norte da África


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3/9/2015, Mauro Santayana,
Jornal do Brasil

Embora não o admita – principalmente os países que participaram diretamente dessa sangrenta imbecilidade –, a Europa de hoje, nunca antes sitiada por tantos estrangeiros, desde pelo menos os tempos da queda de Roma e das invasões bárbaras, não está colhendo mais do que plantou, ao secundar a política norte-americana de intervenção, no Oriente Médio e no Norte da África.


Não tivesse ajudado a invadir, destruir, vilipendiar, países como o Iraque, a Líbia, e a Síria; não tivesse equipado, com armas e veículos, por meio de suas agências de espionagem, os terroristas que deram origem ao Estado Islâmico, para que estes combatessem Kadafi e Bashar Al Assad, não tivesse ajudado a criar o gigantesco engodo da Primavera Árabe, prometendo paz, liberdade e prosperidade, a quem depois só se deu fome, destruição e guerra, estupros, doenças e morte, nas areias do deserto, entre as pedras das montanhas, no profundo e escuro túmulo das águas do Mediterrâneo, a Europa não estaria, agora, às voltas com a maior crise humanitária deste século, só comparável, na história recente, aos grandes deslocamentos humanos que ocorreram no fim da Segunda Guerra Mundial.

Lépidos e fagueiros, os Estados Unidos, os maiores responsáveis pela situação, sequer cogitam receber – e nisso deveriam estar sendo cobrados pelos europeus – parte das centenas de milhares de refugiados que criaram, com sua desastrada e estúpida doutrina de “guerra ao terror”, de substituir, paradoxalmente, governos estáveis por terroristas, inaugurada pelo “pequeno” Bush, depois do controvertido atentado às Torres Gêmeas.

Depois que os imigrantes forem distribuídos, e se incrustarem, em guetos, ou forem – ao menos parte deles – integrados, em longo e doloroso processo, que deverá durar décadas, aos países que os acolherem, a Europa nunca mais será a mesma.

Por enquanto, continuarão chegando à suas fronteiras, desembarcando em suas praias, invadindo seus trens, escalando suas montanhas, todas as semanas, milhares de pessoas, que, cavando buracos, e enfrentando jatos de água, cassetetes e gás lacrimogêneo, não tendo mais bagagem que o seu sangue e o seu futuro, reunidos nos corpos de seus filhos, irão cobrar seu quinhão de esperança e de destino, e a sua parte da primavera, de um continente privilegiado, que para chegar aonde chegou, fartou-se de explorar as mais variadas regiões do mundo.

É cedo para dizer quais serão as consequências do Grande Êxodo. Pessoalmente, vemos toda miscigenação como bem-vinda, uma injeção de sangue novo em um continente conservador, demograficamente moribundo, e envelhecido.

Mas é difícil acreditar que uma nova Europa homogênea, solidária, universal e próspera, emergirá no futuro de tudo isso, quando os novos imigrantes chegam em momento de grande ascensão da extrema-direita e do fascismo, e neonazistas cercam e incendeiam, latindo urros hitleristas, abrigos com mulheres e crianças.

Se, no lugar de seguir os EUA, em sua política imperial em países agora devastados, como a Líbia e a Síria, ou sob disfarçadas ditaduras, como o Egito, a Europa tivesse aplicado o que gastou em armas no Norte da África e em lugares como o Afeganistão, investindo em fábricas nesses mesmos países ou em linhas de crédito que pudessem gerar empregos para os africanos antes que eles precisassem se lançar, desesperadamente, à travessia do Mediterrâneo, apostando na paz e não na guerra, o velho continente não estaria enfrentando os problemas que encara agora, o mar que o banha ao sul não estaria coalhado de cadáveres, e não existiria o Estado Islâmico.

Que isso sirva de lição a uma União Europeia que insiste, por meio da OTAN e nos foros multilaterais, em continuar sendo tropa auxiliar dos EUA na guerra e na diplomacia, para que os mesmos erros que se cometeram ao sul, não se repitam ao Leste, com o estímulo a um conflito com a Rússia pela Ucrânia, que pode provocar um novo êxodo maciço em uma segunda frente migratória, que irá multiplicar os problemas, o caos e os desafios que está enfrentando agora.

As desventuras das autoridades europeias, e o caos humanitário que se instala em suas cidades, em lugares como a Estação Keleti Pu, em Budapeste, e a entrada do Eurotúnel, na França, mostram que a História não tolera equívocos, principalmente quando estes se baseiam no preconceito e na arrogância, cobrando rapidamente a fatura daqueles que os cometeram.

Galinha que acompanha pato acaba morrendo afogada.

É isso que Bruxelas e a UE precisam aprender com relação a Washington e aos EUA.

Fonte: Jornal do Brasil

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Sobre Luiz Albuquerque

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41 respostas em “O Pato e a Galinha: Europa colhe o que plantou no Oriente Médio e Norte da África

  1. A Europa já foi palco de duas guerras mundiais e diversos conflitos étnicos recentes. Na década de 90, com a desintegração da União Soviética, muitos pedidos de asilos foram concedidos pela Europa para acolher refugiados, com uma clara demonstração de preocupação democrática e humanitária para com pessoas que buscam uma oportunidade de vida melhor do que em seus países de origem. O continente europeu e o mundo assistem em choque a tragédia que tem acontecido no Mediterrâneo e o desespero dos refugiados que são explorados pelos traficantes de pessoas. Somente neste ano, milhares de pessoas morreram tentando chegar a Europa pelo mar e os noticiários não param de divulgar imagens de pessoas atravessando fronteiras, a pé e praticamente somente com a roupa do corpo. O movimento conhecido como Primavera Árabe, que derrubou ditadores que estavam há mais de 30 anos no poder, eclodiu em 2011 e foi bem vista pelo Ocidente que vislumbrou um futuro melhor no Oriente Médio e no norte da África. A população desses locais, sofriam com elevadas taxas de desemprego e clamavam por melhores condições de vida. Porém, a transição para regimes democráticos não foi bem sucedida. A proliferação de Estados falidos abriu espaço para grupos terroristas e apenas a Tunísia têm alguma democracia. O Egito renovou a sua ditadura militar, a Líbia está dividida em dois governos, A Síria vive uma guerra civil e o grupo terrorista Estado Islâmico foi o que mais se fortaleceu e em nome da construção de um califado, matam pessoas de todos os credos, torturam e estupram e como cita o texto acima a Europa se vê “as voltas com a maior crise humanitária deste século, só comparável , na historia recente, aos grandes deslocamentos humanos que ocorreram no fim da segunda guerra mundial”.
    Como vemos é um grave problema a ser enfrentado pelo continente europeu. Já há uma grande discussão sobre uma proposta da UE para a criação de cotas nacionais de asilo para dividir o “fardo” do acolhimento dos refugiados igualmente entre os países do bloco; uma outra seria combater os contrabandistas responsáveis por transportar os imigrantes até a Europa; outra de financiar campos de refugiados em outros países, onde possa ser feita uma triagem dos pedidos de asilo na Europa. E é cada vez maior a pressão para que haja um aumento no número de pessoas recebidas na Europa. A dignidade humana é inviolável. Respeitá-la e protege-la é dever de toda autoridade do Estado.

  2. Quando mais jovens, aprendemos nas lições de geografia na escola um fenômeno recorrente no Brasil há algumas décadas chamado êxodo rural. Os cidadãos sem perspectiva de futuro nos rincões do país migram para as capitais em busca de vida próspera e acesso às oportunidades de trabalho da “cidade grande”. Em longo prazo, esse fenômeno traz os já sabidos problemas às capitais, como a disparidade social e o crescimento desordenado, que desencadeiam diversos outros desajustes. Guardadas as devidas proporções, os refugiados que migram para os países europeus também buscam uma mínima oportunidade, no caso deles, de sobrevivência, já que, em sua maioria, fogem dos horrores da guerra buscando resgatar um mínimo de esperança e dignidade para se viver.

    Porém, além do drama migratório, que já acarretou a morte de milhares de adultos e crianças, os refugiados esbarram ainda na rejeição de países em recebê-los. O que é preciso ter em mente, contudo, é que a concessão de asilo internacional faz parte de tratados firmados por muitos Estados europeus. Mais que isso, essa acolhida deve ser vista como uma postura justa, já que a prosperidade e a civilização europeias foram construídas através de séculos de exploração e domínio sobre outros povos. Afinal, ‘cercas embandeiradas que separam quintais’ são o único motivo para que alguns seres humanos hoje lutem pela sobrevivência e outros desfrutem de qualidade de vida e prosperidade.

  3. A intervenção militar dos EUA por meio da Otan no Iraque e na Síria foi o grande propulsor para o surgimento do ISIS. Isto se deu, principalmente, pelo vácuo político nesses países em razão dos conflitos criados e alimentados pela Otan.
    É nítido que a Otan perdeu o controle da situação e, como consequência, deu-se origem ao maior grupo terrorista do mundo, no qual tem em seu pouco tempo de criação uma vasta lista de atrocidades. Embora os EUA e Europa tenham sido os atores principais no surgimento do ISIS, percebemos que eles têm feito muito pouco para resolução do problema, principalmente, quanto aos refugiados destes países.
    Todas estas crises são sintomas do mesmo problema: Os EUA e a Europa não estão aceitando a sua responsabilidade na crise global de refugiados. Está falhando em criar rotas seguras para os refugiados, que respeitem os direitos e as necessidades de proteção das pessoas com a dignidade que merecem.

  4. Com as guerras e condições de sobrevivência precárias, pessoas que vivem na Síria e em países no Norte da África vão em busca de uma vida melhor no continente europeu. Contudo, não é de hoje que a Europa enfrenta uma crise migratória. O continente já foi palco de duas Guerras Mundiais e o índice migratório entre os próprios países europeus foi bastante elevado nos períodos de pós Guerra. Mas, no cenário político atual, a crise migratória envolve as vítimas do imperialismo na Ásia e África.
    Se não fosse o auxílio e a participação dos países Europeus na colonização da África e o controle político-econômico exercido por eles nos últimos séculos, o continente africano e parte do asiático não enfrentariam um atual cenário de pobreza e disputas territoriais. Isso tudo influenciou no desenvolvimento dos países que, ao longo dos anos, se enfrentaram por questões étnicas e religiosas. Principalmente por este motivo, o mundo assiste hoje a imigração das pessoas que cansaram de viver em seus países de origem.
    Os países europeus têm sido recptivos em relação aos imigrantes, demonstrando preocupação democrática e humanitária. Porém, não se pode considerar isso como um ato heróico, pois a Europa é parcialmente responsável pela crise instaurada nesses países.
    A solução teria sido o investimento da União Europeia nesses países, ajudando as respectivas economias a crescerem e toranarem-se suficientes para suprir as necessidades de seus povos. Infelizmente não foi isso que aconteceu e a Europa tomou parte na ideologia imperialista Americana.
    Agora, resta aos países Europeus prestarem serviços de apoio aos imigrantes como uma forma de se redimirem pelo dano causado à vida de bilhões de pessoas.

  5. Atualmente,a cada dia que passa,essa migração em massa ,vem aumentando o número de refugiados provenientes das áreas de conflito do Oriente Médio,especialmente da Síria,que está sofrendo com essa instabilidade política,que pode ser considerada como uma guerra, já a um longo tempo.Essa “revoulação” começou simultaneamente com a de diversos outros países (Egito,Líbia) em que os rebeldes foram armados e financiados pela OTAN e pelos Estados Unidos da América.
    Agora com o seu país destruido e ainda com conflitos internos os imigrantes vem enfretando jornadas longas e, na maioria das vezes,fatais, levando suas famílias e submetendo até crianças ao perigo,tudo isso para tentar reconstruir suas vidas em algum país da Europa.Contudo o que vem ocorrendo é que os países europeus não estão conseguindo dar suporte a esse enorme quantidade de pessoas.
    Por fim é possível concluir que os países da União Européia,em especial os que também fazem parte da OTAN devem agora prestar a devida assistência aos imigrantes,uma vez que a migração destes ocorreu devido às ações militares dos EUA e OTAN no Oriente Médio.

  6. A Europa hoje é procurada por milhões de imigrantes do Oriente Médio e Norte da África que buscam emprego, comida e condições de sobrevivência, o que configura uma das maiores crises humanitárias enfrentadas.

    Segundo o artigo, tal situação é decorrente do apoio da Europa à invasão e destruição de países como o Iraque, a Líbia e a Síria. Os Estados Unidos seriam os maiores responsáveis pela situação e nem por isso cogitam acolher os milhares de refugiados.

    Infelizmente essas pessoas não encontram alternativas em seus países e partem para a busca de um meio de sobrevivência, ainda que nas piores condições humanas. Não é possível ficar indiferente a esse cenário e menosprezar essas pessoas. É necessário que se destine verbas para um fundo de ajuda humanitária e que as ações dos Estados Unidos e aliados sejam discutidas pelos países, como forma de rechaçar determinadas ações.

  7. É grande o fluxo de pessoas fugindo de guerras, pobreza, desastres naturais e da falta de perspectiva de uma vida digna e sobrevivência. Elas são refugiadas em um mundo que abriu as barreiras para o alcance e livre circulação de dinheiro, tecnologia e de informação, mas que aumentou o número de muros entre fronteiras físicas e regiões de muitas tensões. São pessoas vindas de países como a Síria, Afeganistão, Iraque, Nigéria etc., que não hesitam em utilizar rotas perigosas em busca de uma expectativa de vida melhor pra si e seus filhos na Europa.
    A Convenção 1951 da ONU para os refugiados, inspirado pela segunda guerra mundial e ratificada por todos os países europeus, garante o direito de refúgio para todos homens e mulheres atingidas por conflito ou perseguição, como os milhões que atualmente vindos da Síria , Afeganistão, Sudão do Sul e outros países devastados pela guerra. A Convenção também coloca como princípio fundamental ao non-refoulement: não podem ser devolvidos aos países que estavam tentando fugir. Este princípio é considerado parte do direito consuetudinário internacional e vincula todos os Estados.
    Não há uma unidade na UE em relação ao acolhimento dos refugiados, alguns países aceitam outros não. Há 70 anos a Europa Ocidental não vivencia mais nenhuma guerra o que dá espaço a uma zona de incomparável prosperidade e esperança de uma vida melhor. É um problema que não será resolvido a curto prazo, é necessário uma cooperação entre os países vistos como destinos dos refugiados, pois a dignidade e direitos humanos deles não devem ser desrespeitados.

  8. A onda revolucionária de protestos no Oriente Médio e no norte da África, foi tida como algo benéfico e criava uma certa esperança no Ocidente – como se observa pela própria nomeação: “primavera árabe”. Greves, passeatas e comícios buscavam divulgar ao mundo os governos ditatoriais e repressivos instalados em seus países. O objetivo era claro e foi apoiado pelas nações mais poderosas do mundo: Estados Unidos e grande maioria da União Europeia.
    Entretanto, o que se seguiu foi, de modo geral, uma instabilidade em larga escala. O que podemos chamar de “Inverno Árabe” se caracteriza por extensas guerras civis e/ou religiosas,violência e declínio econômico. Se podemos dizer que, a priori, as manifestações tinham um objetivo nobre, as consequências se mostram terríveis. Os interesses geopolíticos de outros países (principalmente europeus) também entraram em cena e transformaram os movimentos pacíficos em guerras.
    A triste situação que assistimos atualmente não deveria surpreender. A instabilidade nas regiões onde há guerra civil provocada pelos interesses de americanos e europeus foi anunciada. A transformação das águas do Mediterrâneo em um enorme cemitério é resultado da guerra contra o “terrorismo islâmico” e a favor da “democracia” e dos “direitos humanos”, que obrigou cidadãos dos países norte-africanos e do Oriente Médio a fugirem do caos instalado em suas nações e ao medo que paira sobre suas casas.
    Como mostra o texto, a escolha equivocada das potências europeias em combater repressão com violência voltou ao Velho Continente na forma de imigrantes. Atravessando fronteiras em barcos, trens e outros meios de transporte, eles correm risco de vida para buscar o que não têm em seus respectivos países de origem: uma vida digna. Vale ressaltar que o problema não é apenas europeu, mas humanitário.
    Até o presente momento não houve um posicionamento seguro visando acolher os imigrantes, mas o êxodo não apresenta sinais de acabar. O resultado provável disso será que, mesmo que com o tempo eles estejam formalmente integrados à nação, essas famílias imigrantes – as que sobreviverem – estarão à margem da sociedade europeia, aumentando a desigualdade entre os europeus “de sangue” e os descendentes de árabes e ensejarão o preconceito e a xenofobia. O problema muda, mas continua grande e deve envolver o Direito Internacional e os Direitos Humanos pelas próximas décadas.

  9. De acordo com a ONU, Síria é ‘maior crise humanitária da nossa era’, Mais de 3 milhões de sírios estão registrados como refugiados; guerra já deslocou quase metade da população no país.
    A guerra no Oriente Médio dura mais de 60 anos, migrando entre países como Tunísia, Egito, Líbia e Síria. A Síria chegou a receber mais de 2 milhões de refugiados, mas agora ninguém os recebe
    Se isso tudo está acontecendo, a Europa deve uma grande parcela de culpa, pois financiaram uma guerra interminável e os Estados unidos nem se fala, o maior causador de todo financiamento de guerra no Oriente Médio e não recebe se quer um refugiado com o argumento de que algum terrorista pode entrar infiltrado. De que adianta contribuir com o dinheiro para ajudas os Sírios se eles não tem onde ficar.
    Os países que tem uma parcela de culpa na crise deveria sim aceitar os refugiados. A Alemanha por exemplo diz estar aceitando os refugiados por ”dó” mas na verdade tem um interesse grande em mão de obra.
    Países muito mais próximos do que o Brasil em relação a Síria estão de portão fechado e o Brasil já abrigou vários mesmo com toda a crise e falta de emprego atual.

  10. Esta crise humanitária já era previsível a décadas, seguindo o mesmo raciocínio de colonização os povos Europeus dominaram e exploraram os países da África e do Oriente Médio tirando toda a riqueza ali existente, deixando para trás apenas o ódio daquela população.

    Hoje a mesma população explorada, é aquela que está fugindo dos conflitos civis resultantes de todo descaso colonizador. A população síria vê na União Européia a chance de fugir de uma sociedade assombrada pelo medo, para que assim possam finalmente sonhar em constituir uma vida digna.

    O problema hoje é a recepção destes imigrantes mas pouco se diz a respeito do futuro, desde o 11/09 se propagou no mundo uma “islãfobia”, causando a associação direta as redes terroristas mais conhecidas pelo mundo. Por mais que governos como o da Alemanha tenham adotado atitude em abrir as portas, demonstrando solidariedade, deve ser considerado como será a socialização deste povo dentro de outra nação?

    Não é novidade nenhuma que existe um abismo cultural entre o povo islamico e o europeu, oque deve se questionar é se a europa está pronta para uma miscigenação. É de se esperar que os refugiados criem uma comunidade “alternativa” dentro das nações que os receberem, pouco provável seria se ocorresse uma miscigenação.

  11. A situação de asilados e pedido de asilo na Europa ultrapassam todas as expectativas, até Julho deste ano 438 mil refugiados pediram asilo em países europeus, enquanto no ano inteiro de 2014 foram 571 mil refugiados. A Alemanha e a Hungria tem sido o principal destino e preferência dos refugiados. Os imigrantes vêm principalmente da Síria, em seguida do Afeganistão, devido à grande violência e Kosovo, que apresenta extrema pobreza. A Hungria buscando um menor fluxo construiu um muro de 175 Km ao longo de toda sua fronteira com a Sérvia.
    Vale ressaltar o enorme número de mortos na tentativa de atravessar fronteiras, o pior incidente foi um barco com virou com 800 pessoas no mar da Líbia.
    Além do sofrimento que esses refugiados passam na travessia, ainda terão de conviver com um ambiente hostil nos países em que escolheram ter sua nova casa. Afinal, a Europa é o continente aonde mais se tem casos de xenofobia. Resta a estes refugiados e asilados que se unam e reconstruam suas vidas.

    • Tendo em vista a situação precária e medonha dos sobreviventes da Síria, que visam ter uma vida mais digna e menos tenebrosa, não viram outra alternativa diferente do que procurar “abrigo” no continente europeu. No entanto, sabe-se que há muito tempo a Europa vem sofrendo com as invasões migratórias, tendo como base até mesmo as migrações internas, ou seja, aquelas que ocorreram entre os próprios países europeus, com grande ênfase após as Guerras. Observa-se com enorme clareza que no tempo atual na qual estamos vivenciando, a Europa vem sofrendo mais com a enorme migração dos povos asiáticos e africanos, por ser estes vitimas do imperialismo de seus países.
      Mister salientar que, se não houvesse tido a participação da Europa na colonização dos países da África, não estaria o continente africano, bem como parte do asiático enfrentando tamanha miséria e conflitos intermináveis para posse de territórios. Porém.
      Pode-se observar que os países Europeus, de fato, não estão conseguindo suportar tamanha “invasão”, o que gera ainda mais uma crise econômica incontrolável. Percebe-se assim, que não há apenas uma visão humanitária por trás dessa acolhida, mas também uma visão de interesses, como em mão de obra barata e em grande quantidade. Sendo evidente um sofrimento ainda maior no futuro, vez que não estarão (os refugiados) em suas casas. Restará apenas força a estes asilados para que consigam reconstruir suas vidas.

  12. Devido à guerra, às condições de vida precária e ao risco de morte ocorrendo todos os dias ao seu redor, é grande o número de pessoas que buscam uma nova vida em relação ao que vivenciam em suas cidades de origem: guerras, desastres, pobrezas e falta de perspectiva para um futuro próximo ou longo. Dessa forma, milhares de imigrantes vem buscando um recomeço, mesmo que sem nada nos braço para começar, migrando para países não só da Europa como do mundo todo. Sírios e africanos vão em busca de uma nova vida, melhor e mais prósperas, para suas famílias. Não há que se estranhar a procura por países europeus, visto que, além de mais próximos, já foram palco de guerras, o que gerou um aumento significativo no índice migratório de todo o continente. Ocorre que, devido ao imperialismo em que os países africanos e asiáticos foram submetidos por países europeus nos últimos anos, os mesmos não enfrentariam o atual cenário de pobreza e sofrimento que vivem hoje em dia. Dessa forma, a migração em massa vem aumentando a cada dia, pois com a condição desumana que estão sendo submetidos por regimes políticos instáveis, com seu próprio país destruído e com conflitos internos sem fim, os imigrantes buscam uma nova vida, muitas vezes com suas famílias, em longas caminhadas e jornadas sub-humanas, onde o perigo é constante para, quem sabe, conseguirem, à longo prazo, uma nova vida, sem guerras, sem lutas e sem cidades inteiras destruídas.

  13. A partir do final de 2010, o mundo começou a assistir a uma série de revoltas populares nos países do Oriente Médio e do Norte da África. Estas revoltas, que eram consequência da situação política destes países, levaram um grande número de pessoas às ruas, protestando por reformas e a queda de seus governantes. No entanto, a Primavera Árabe, como são conhecidos estes movimentos populares, não foi um levante espontâneo, e sim provocado pelos Estados Unidos, como forma de garantir a hegemonia política na região.
    Esta é a ideia defendida pelo artigo em questão, ao afirmar que tanto Estados Unidos, quanto a Europa, auxiliaram na invasão e destruição de diversos países, como Iraque, Líbia e Síria, através do fornecimento de armas e veículos. Agora, como consequência da Primavera Árabe, há um grande contingente de árabes migrando para o território europeu.
    O grande número de refugiados ingressando na Europa provocará um enorme choque cultural. Isto se deve a inúmeros fatores, dos quais podemos destacar a questão religiosa. No continente europeu, a maior parte da população é formada por cristãos, sendo a principal corrente a católica. Assim, com o número de árabes cada vez maior na Europa, existe a possibilidade de choques culturais cada vez mais intensos.
    Por fim, outro fator de mudança interna é o fato de que as mulheres católicas europeias têm uma tendência a ter menos filhos que as mulheres mulçumanas. Isto, a longo prazo, poderá levar a Europa a ser um continente majoritariamente mulçumano.

  14. É importante ponderar que a decorrência da obscuridade que incide diante países como o Iraque, Líbia e a Síria, tem como cerne principal, a atuação incisiva dos Estados Unidos. Em um primeiro momento, era de se notar perante os movimentos sociais, um lado positivo na revindicação de direitos, entretanto, a atualidade e os diversos conflitos que estão ocorrendo nesses países, nos mostram que o objetivo inicial já não mais vigora entre determinados grupos. Um dos causadores deste grave transtorno é o próprio Estados Unidos, na qual, diante de seu poderio bélico, tanto economicamente, quanto em termos de armamentos, vem impondo um maciço auxilio na invasão e destruição desses países. É possível notar uma ajuda solene da Europa também, a favor dos Estados Unidos diante dessas guerras.

    É preciso notar, que devido essas tensões provocados por terceiros, populações acabam tendo que emigrar para outros países, podendo ocorrer nestes casos, uma difícil readaptação social, cultural, e até mesmo, familiar, diante dos graves acontecimentos. Contudo, muitas das vezes, tais refugiados sofrem até mesmo para receber um auxilio perante outros países, e acabam tendo que ficar sendo sujeitados a situações complicadas, e muitas das vezes, desumanas. Um choque cultural (na Europa em decorrência dos refugiados) é visível também, uma vez que, a diferença de crenças é evidenciada desde muito tempo, e já foram motivo de diversas rebeliões. Sendo assim, o que nos resta, se delimita ao apoio incondicional e ajuda perante aqueles que, vítimas desses fatores, venham a precisar, ou hoje, ou amanhã.

  15. A Europa, um continente demasiadamente xenófobo, tem aberto suas barreiras em solidariedade aos refugiados. É de se dizer que colhe os frutos quem os plantam.
    Pois bem, como a matéria acima disserta “Não tivesse ajudado a invadir, destruir, vilipendiar, países como o Iraque, a Líbia, e a Síria; (…) na Europa não estaria, agora, às voltas com a maior crise humanitária deste século (…)”.
    Entendo que, toda essa litigiosidade não deriva-se unicamente da revolta aos governos repressores a que toda essa gente se submete. Está, pois, evidente a intervenção norte americana e europeia na Primavera Árabe, que atrai diligência ao caso.
    O ilustre Luiz Alberto Moniz Bandeira, professor de Relações Internacionais, em sua obra “A Segunda Guerra Fria” sustenta o impulso dos EUA nos conflitos do Oriente Médio como estratégia de aceitação de sua potência sob todo o mundo, distribuindo a ardilosa promoção da liberdade política, enquanto em verdade, garantem sua manipulação. A meu ver, não só este seria o motivo para o ímpeto ao desastre. Os Estados Unidos comportam-se em nosso ditado popular “Um olho no peixe, outro no gato”. O Oriente Médio possui cerca de 60% das reservas petrolíferas mundiais, que atendem principalmente a Europa, especialmente Alemanha e França, além de abastecer a grande potência mundial referida.
    Porém, a quem padece as consequências é a Europa, vez que suas fronteiras são velozmente invadidas pelos refugiados e seus governos há de arcarem com os êxodos desenfreados. Quanto aos EUA, que não prestam solidariedade aos grupos emigrados – e não prestarão – ficará apenas a conquista ao final.

  16. O número de imigrantes e refugiados,dentre eles crianças e gestantes,registrado pela ONU nos ajuda a compreender a dimensão do que alguns chamam de “Crise dos Refugiados”. São centenas de milhares de pessoas,apenas no primeiro semestre deste ano, abandonando o pouco que lhes restou para escapar da violência,da miséria e da guerra. Para os europeus, o cenário preocupa cada vez mais, a falta de abrigos e o medo de ataques xenófobos pela população fazem com que os países “fechem suas portas” para essas pessoas.Por outro lado, é fácil perceber que a situação atual não é nada além do que a consequência de séculos de exploração desmedida pelos europeus nos países dessas pessoas. Estamos de fato diante do prenúncio de uma crise mundial muito maior, mas que poderia ter sido prevista e evitada muito antes,se não fosse pelo silêncio de todo o mundo e pelos seus interesses financeiros na guerra que assola o oriente médio.Essas pessoas que hoje ocupam as terras europeias não o fazem para reivindicar qualquer direito que lhes foi tomado, por mais que este lhes caiba,sua única pretensão é fugir de toda desgraça financiada pelo resto do mundo.Portanto, agora não podemos sequer ver o abrigo a essas pessoas como uma redenção a uma história repleta de ganância,e sim como um momento em que nós,como seres humanos temos a obrigação de agirmos solidariamente e poupar esse povo de um sofrimento maior do que o mundo já proporcionou em troca de poder e dinheiro.

  17. Pessoas que vivem na Síria e no Norte da África buscam no território europeu uma vida melhor, devido as guerras e condições de vida nada favoráveis. Porém, não é a primeira vez que o continente enfrenta um fluxo migratório desta altura. A Europa já foi palco de 2 guerras mundiais e isso gerou um fluxo migratório muito alto entre os próprios países europeus no período pós guerra.Diferentemente disso, a crise migratória dessa vez envolve vítimas do Imperialismo na Ásia e África.
    Os imigrantes tem sido bem recebidos pelos europeus, ato honroso, se não fosse a Europa parcialmente responsável pela crise existente nesses países. O investimento da União Europeia nesses países teria ajudado o crescimento da economia, podendo diminuir as necessidades de seu povo. Torcemos para que a Europa, a fim de redimir o dano causado a essas pessoas prestem serviços de apoio aos imigrantes , e o apoio incondicional e ajuda de todos perante as vítimas, os imigrantes.

  18. A reportagem em questão trata acerca da crise humanitária que ocorre no Oriente Médio e no Norte da África, mas que incidem diretamente na Europa Ocidental. Isso ocorre, principalmente, devido ao estímulo e ajuda que a Europa forneceu ao Oriente Médio e Norte da África no desenvolvimento de diversos conflitos sociais, marcados pela violência, sobretudo no processo de derrubada de governos ditatoriais. Tais conflitos fizeram com que originassem uma série de refugiados de seus países de origem, fenômeno este comparável somente aos deslocamentos humanos que ocorreram ao fim da Segunda Guerra Mundial. Esses refugiados são fruto direto do intervencionismo europeu e sua política imperial nos conflitos sociais ocorridos no Oriente Médio e Norte da África.
    Já foram mais de 2,5 mil refugiados mortos afogados, de acordo com dados da ONU, tentando chegar à costa da Itália e Grécia, no ano de 2015. Sendo assim, a Europa Ocidental deve não só acolher os refugiados, mas fornecer subsídios mínimos de sobrevivência a estes, uma vez que tem relação direta com a crise migratória atual. A Europa exerceu séculos de colonialismo na África e até apoiou governos ditatoriais, visando extorquir riquezas naturais de tais regiões. Além disso, a União Europeia apoiou a intervenção dos Estados Unidos, o qual visava o petróleo de diversos países do Oriente Médio. Sendo assim, a Europa somente está colhendo frutos do caos implantado no Oriente Médio e Norte da África, os quais vivem um contexto de extrema violência, guerra, terrorismo e instabilidade política e social. Nada mais justo do que a Europa fornecer asilo aos refugiados das guerras, uma vez que já estiveram na posição de refugiados durante a Segunda Guerra Mundial, visto que migraram para os Estados Unidos e América do Sul em busca de condições mínimas de sobrevivência, assim como os atuais refugiados do Oriente Médio e Norte da África.

  19. Praticamente nenhum dos países da Europa está efetivamente a salvo da fluxo de imigrantes do Oriente Médio. O motivo é simples, veja: as fronteiras entre os países já foram, a muito, “afrouxadas”.
    A UE instaurou diversos passos para a aproximação dos países: a efetivação do bloco econômico, da unificação da moeda, e finalmente o livre trâmite de pessoas (tratado de Schengen), passos efetivados pelos países com uma agenda de progredir e de juntar forças. Esse mesmo plano agora vincula todos eles: temos países que não planejam aceitar refugiados por motivos econômicos (ou qualquer que sejam) e os países que aceitam, por motivos humanitários, ou para propaganda positiva. Os segundos aceitam os refugiados, que se não gostarem do país onde primeiramente adentraram irão para outro, possivelmente algum que não queria aceitar esses refugiados no primeiro momento.
    A anuência da Europa à guerra ao terrorismo americana está cobrando uma grande taxa aos países europeus, e ainda existe mais por vir.

  20. A Europa recebe atualmente, milhares de refugiados que fogem da impossibilidade de sobrevivência nos conflitos existentes, em decorrência dos ataques e da força imperial com que o Estado Islâmico age. Isso gera na União Europeia, uma insegurança com relação a como ficará a economia daqui por diante e também ás questões culturais e religiosas que vem mudando drasticamente com esse êxodo, o continente que de suma maioria era cristão, onde imperou a Igreja Católica, e que logo depois foi berço do protestantismo, hoje se encontra com o cenário cultural totalmente reinventado pela força muçulmana advinda das migrações árabes. Em última decisão a UE, decidiu que os novos 120 mil refugiados serão repartidos dentre os países europeus, de forma a não deixar sobrecarregar sobre a Alemanha, por exemplo, já foi dito que eles não poderão escolher o país onde ficarão. Na história, vemos mais uma vez a repetição da fuga ao terror, foi assim com judeus, com os espanhóis na guerra civil, com africanos em navios negreiros e agora com os sírios. Na segunda guerra mundial, houve a maior execução em série de mortos por força de governo de império, atualmente, não estamos lidando com nazistas, mas com o Estado Islâmico, e a ONU e os EUA não se pronunciam sobre qual decisão tomar, dessa vez esperaremos um maior número de mortos, pra agir? Parece-me que as forças de poder mundiais esperam por algo que sobreponha ao paradigma nazista na história mundial.

  21. A política que diversos países empregaram com o fito de que Bashar Al Assad e Kadafi fossem combatidos, acabaram, em razão de seus meios terem por base o apoio financeiro e bélico a grupos armados que agem de forma violenta e desrespeitosa, por comprometer a paz e a estabilidade social. Esses países que apoiaram o Estado Islâmico não estão sendo realmente responsabilizados pelo problema que, hoje, já exige uma providência a nível global. Os impactos gerados pela emigração para o continente Europeu e para outros lugares, porém em menor quantidade, demonstram que apesar de os direitos humanos serem considerados assunto de consenso, principalmente porque foi consolidada a sua importância ao final da Segunda Guerra Mundial, mostra-se que discussão é operada meramente no campo teórico e que os países não estão preparados para porem em prática o que há tanto tempo discutem. Este é um bom momento para que o viés prático da proteção humanitária venha a ser estimulada, pois a fragilidade das relações entre os nacionais e os emigrantes pode vir a reforçar ideias xenófobas, fascistas. O resultado pode ser instauração do caos.

  22. O mundo passa por uma das maiores crises humanitárias do mundo. É perceptível a preocupação dos países que tem servido de abrigo para os refugiados. Muitos dizem que não sabem a real intenção dos que atravessam mares, desertos, escalavam montanhas para entrar em alguns países mais abastados. Um bom exemplo disso é a Alemanha que tem aberto suas fronteiras para receber os refugiados. Alguns afirmam que os alemães têm uma dívida com a sociedade global, devido ao genocídio provocado durante a segunda guerra mundial. Outros, com olhar mais críticos, percebem a falta de mão de obra de base e por isso a abertura, a solução de um problema industrial. Mas, a questão debatida aqui não se refere aos valores que levam ou não a abertura das fronteiras para os refugiados. A grande questão, em foco, é a famigerada lei da semeadura, ou, o famoso brocardo aqui se faz e aqui se paga. Obviamente que o fomento a invasões, com recursos financeiros e muitas das vezes o apoio às políticas americanas denominadas “guerra ao terror” gerou anos depois uma contra prestação. O preconceito e arrogância realizados nos anos anteriores gera hoje um caos humanitário nos propagadores das guerras. Os Estados Unidos, que não se colocam para receber os refugiados, e tenta mascarar a ajuda por meio de quantias em dinheiro não são cobrados em momento algum pela Europa sobre a recepção dos refugiados. Antes, os que eram os primeiros a declarar guerra e invadir países é o último a receber as vitimas das guerras declaradas.

  23. O continente europeu passa por inúmeros problemas hoje. A crise financeira e econômica atingiu a região e ainda por cima estão recebendo refugiados das guerras no Oriente Médio. Contudo, deve ser feita uma análise crítica dos acontecimentos de maneira sociológica e histórica.
    A guerra começou influenciada pela Primavera Árabe. Tudo começou em 2011 com manifestações pacíficas que foram fortemente combatidas pelo governo sírio na época. Disso, foi iniciada uma guerra civil. Em julho de 2011 alguns desertores do exército oficial fundaram o Exército Sírio Livre e foram formadas muitas unidades de combate. Eles têm como opositores os denominados muçulmanos sunitas e as principais figuras do governo são conhecidas como alauitas.
    Contudo, essa triste guerra civil foi fortemente financiada pelos Estados Unidos da América e por países europeus que tinham interesses políticos no governo da Síria. Eles queriam um governante que “abaixasse a cabeça” para o ocidente. Assim, após uma terrível destruição do país e de muitas mortes o denominado Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS) começou a exigir parte dos territórios da região. Contudo, eles começaram a atacar qualquer facção existente e implantaram o califado, buscando hegemonia total na Síria e no Iraque. Segundo a ONU, o conflito já matou cerca de 220 mil pessoas.
    Hoje, a guerra antes financiada pelo ocidente, está tomando proporções enormes e trazendo inclusive refugiados para o mundo todo. Sendo assim, os países europeus e os EUA têm responsabilidade indireta pelos refugiados e pela guerra tendo em vista que ela foi fortemente apoiada e financiada no início. Agora a situação tem que ser resolvida, pois a facção criminosa-terrorista criada está tomando o poder nesses países e aumento cada vez mais suas estruturas. O que se percebe hoje é que a guerra, antes civil e delimitada a um país específico, está tomando uma proporção tao grande que está virando um conflito contra a humanidade.

  24. Os países europeus, são caracterizados, pelo que conta a história, por explorar “novos mundos” no sentido de descobrir novas terras e essencialmente retirar suas fontes mais ricas, economicamente falando. Região que teve por algum tempo um ápice econômico notável e que foi “palco” das grandes guerras mundiais, hoje, passa por uma grande crise financeira além de estar recebendo inúmeros imigrantes, refugiados da Síria e do Norte da África. O motivo é simples: a discórdia, a guerra vivenciada por essas pessoas exploradas e que se for analisar, minunciosamente, o grande responsável por tudo isso é o continente Europeu. Ou seja, como diria o ditado popular: a Europa está “colhendo o que plantou”.
    Essas regiões, dentre outras localizadas no Oriente Médio, vivem há muito tempo grandes conflitos, não têm paz e como reflexo quem mais sofre são as populações inocentes. Refugiados, excluídos, em busca de um “mundo novo” ao contrário do que aconteceu há anos atrás, essas pessoas buscam por abrigo, dignidade e respeito. Considerando que tudo isso poderia ter sido evitado se a União Europeia tivesse investido financeiramente, quando pôde, nesses territórios, o mínimo que poderão fazer agora é se esforçarem para habitar e receber de bom grado aqueles que foram um dia explorados.

  25. É de conhecimento geral que estamos vivenciando a maior crise mundial de refugiados e migrantes desde a segunda Guerra Mundial, cercada de mortes e responsáveis. Na situação abordada pelo texto acima é necessária uma visão crítica sobre as origens desse problema e sobre como seus próprios causadores têm se eximido da culpa e fechado suas portas para políticas e medidas que ajudem a resolvê-lo ou apaziguá-lo. É inquestionável que todo país tem direito e interesse legitimado por lei a controlar suas fronteiras mas nesse caso não basta analisar somente o que dita a lei. A Europa é em grande parte responsável pelos motivos que levam os refugiados a abandonarem seus países e deve, ao contrário do que vem fazendo os EUA, assumir isso criando mecanismos para aliviar ou reduzir esse problema. Porém, simultaneamente a isso, Líderes Europeus tentaram obter autorização nas Nações Unidas para abater barcos de traficantes de pessoas quando ainda em terra em operação militar na Líbia. Obviamente esta não é a solução já que o problema em questão não é o tráfico e com essa medida eles tiram dos refugiados o direito ou a chance de escaparem de condições desumanas e impraticáveis que eles mesmos ajudaram a criar.
    É fato que a Europa antes mesmo dessa crise já vivia uma crise interna. Em vez de investir seu dinheiro no mercado externo reestruturando países como a África(exemplo do texto) a baixíssimo custo e sendo credora de seus lucros preferiu seguir outro caminho que a colocou em uma encruzilhada ainda maior. Investindo em outros países como dito, a Europa criaria mecanismos e empregos que motivariam os habitantes dos mesmos a permanecerem no local, minimizando problemas como a imigração e usaria os lucros desse investimento para reerguer sua própria economia. Ao contrário disso seguiu os passos dos EUA numa política imperialista em países como Líbia e Síria, por exemplo, gastando quantias exorbitantes em Tropas auxiliares para essas dominações. No final das contas, os EUA tem poder suficiente para se eximir e fechar suas portas para o que causou e a conta fica maior para a Europa que quem sabe agora aprenda a andar com suas próprias pernas.

  26. A crise migratória que o mundo vem enfrentando atualmente, tem afetado diretamente o continente europeu. A Europa vem recebendo milhares de pessoas que, fugidas das instabilidades políticas em seus países, abandonam sua pátria e partem em busca de uma vida mais digna e de novas oportunidades no Velho Mundo. Em meio a uma crise monetária, a Europa se vê em uma situação caótica, uma vez que a migração tem se intensificado a cada dia que passa, e os pedidos de asilo político têm só aumentado, ou seja, não há espaço para receber todo esse contingente populacional.
    Fato é que, o Continente Europeu está ligado às causas de tal crise populacional. As guerras civis, que iniciaram em meados de 2011, só se intensificaram e se tornaram mais violentas a partir deste ano. Nessa mesma época, os rebeldes foram financiados pela OTAN e polos Estados Unidos da América, ou seja, é evidente o interesse político de alguns países europeus em relação ao governo, especialmente, sírio. Assim, se hoje milhares de refugiados procuram o continente europeu, bem como diversos países pelo mundo, é porque um dia houve patrocínio, investimento por trás do que gerou tudo isso.
    Sendo assim, entende-se que seria obrigação do povo europeu, considerando o reconhecimento das influências sobre tais consequências migratórias, buscar uma solução eficiente para tal crise, receber e , acima de tudo, respeitar e abrigar essas pessoas advindas da guerra. Porém tais medidas não têm ocorrido na prática, muitos são os casos de xenofobia e violência contra os refugiados, o que vêm mostrando a necessidade de uma maior tolerância em relação à crise.

  27. Ao invés de investir seu capital em negócios que pudessem gerar algum retorno e retirar a Europa da situação deplorável em que se encontra, com uma crise agravada, principalmente, pelo endividamento público interno, tal continente resolveu aderir a ideologia Norte Americana sem sequer visualizar suas consequências a longo prazo.

    Ao concordar com a conduta de guerra dos Estados Unidos, a Europa deixou de gerar capital, e mais, contribuiu para que o caos se instalasse em países como Síria e Líbia, gerando imigrantes em massa.

    A ideologia de revolução que antes se mostrava otimista, como o próprio nome antecipava -Primavera Árabe-, com a libertação de governos tiranos, hoje se mostra um dos piores pesadelos já vividos pela humanidade desde a segunda Guerra Mundial.

    O desespero de famílias que viviam em meio a guerras civis sanguinolentas fez com que os refugiados aumentassem em números gritantes. Entretanto, além de enfrentarem perigosas rotas de fuga, estes vivem em clima de incerteza, já que não sabem se conseguirão um novo lar. Seus maiores incentivadores já não dão o mínimo apoio, e a ênfase negativa nos Estados Unidos é mais que válida, já que este sequer cogita a possibilidade de abriga-los.

    Agora, o continente Europeu se vê pior do que nunca, com sua contínua crise econômica agravada por imigrantes implorando asilo em suas fronteiras. Sua única opção é aceitar a responsabilidade sozinho, visto que seguir novamente a conduta de seu antigo parceiro capitalista só pioraria a situação criada. A situação que antes era política, agora se torna humanitária, e todos os olhos do mundo se voltam para estes países no aguardo uma retratação.

  28. A notícia em questão, tem enfoque na grande crise migratória que vem atingindo diretamente a Europa. O que ocorre é o grande número de imigrantes que estão chegando á Europa, devido a crise humanitária que atingiu o Oriente Médio e o Norte da África. Com as guerras e as precárias condições de sobrevivência, essas pessoas estão migrando para o continente europeu em busca de melhores condições de vida, esperança e dignidade para viver.
    O grande problema é que a Europa, que já enfrentou uma grande crise migratória, pois já foi palco de duas Guerras Mundiais, enfrenta hoje um momento de ascensão da extrema direita e do fascimo, não sendo um bom cenário para a chegada desses imigrantes.
    Esses imigrantes então, além do drama migratório, tem que enfrentar a rejeição e a dificuldade dos países em recebê-los, o que vem resultando em muitas mortes e desespero.
    Acredita-se que, se não fosse a participação e o auxílio dos países europeus na colonização da África, a grande exploração sobre esse país, o controle político e econômico que a Europa exerceu sobre eles durante os últimos séculos,se esta não tivesse seguido a ideologia imperialista americana, se tivessem investido nesses países, parte do continente asiático e o continente africano não estariam enfrentando esse problema atualmente, portanto, receber esses imigrantes seria uma obrigação, já que a civilização e o ”sucesso” da europa foram construídas através dos séculos de domínio e exploração sobre outros povos.

  29. É cada dia mais assustador as noticias sobre a imigração que a Europa vem sofrendo. São imigrantes de países dilacerados pela guerra, opressão ditatorial, e extremismo religioso. O principal motivador desse êxodo encontra-se nas intervenções, principalmente, dos EUA em guerras como Iraque, que teve como resulto o maior grupo terrorista do mundo, o Estado Islâmico. Os países vizinhos da Síria já não suportam o numero de refugiados e na Jordânia o numero de desemprego subiu assustadoramente após recebê-los. O caos que se instalou no norte da áfrica e nos países do oriente médio é o produto da soma entre a política imperial dos EUA e o apoio recebido da União Européia, juntos ambos propiciaram um cenário só visto até então na segunda guerra mundial.
    Todos os dias milhares de pessoas são mortas afogadas na perigosa travessia rumo a Europa, de acordo com a ONU o numero já ultrapassa 2,5 mil apenas em 2015, em busca, ironicamente, de sua sobrevivência, como os principais destinos, a Alemanha, Itália e Grécia. A Europa que tem sua historia marcada por vários episódios de xenofobia, conhecida por sua tradicionalidade, agora se vê obrigada a aceitar os refugiados. No entanto, apenas aceitar que fiquem abarrotados em suas praias não parece suficiente para um continente que só está pagando pelo que fez, é preciso que se cobre ajudas mais eficazes à essas pessoas, dando o mínimo para sua sobrevivência, já que a mesma é uma das culpadas pela falta.
    E enquanto todo o mundo se espanta com a situação UE x refugiados, os EUA continuam fingindo que de nada têm culpa, deixando que a Europa pague todo o preço pelo que ambos causaram.

  30. A intervenção militar dos EUA por meio da Otan no Iraque e na Síria foi o grande propulsor para o surgimento do ISIS. Isto se deu, principalmente, pelo vácuo político nesses países em razão dos conflitos criados e alimentados pela Otan.
    Essas regiões, dentre outras localizadas no Oriente Médio, vivem há muito tempo grandes conflitos, não têm paz e como reflexo quem mais sofre são as populações inocentes. Refugiados, excluídos, em busca de um “mundo novo” ao contrário do que aconteceu há anos atrás, essas pessoas buscam por abrigo, dignidade e respeito. Considerando que tudo isso poderia ter sido evitado se a União Europeia tivesse investido financeiramente, quando pôde, nesses territórios, o mínimo que poderão fazer agora é se esforçarem para habitar e receber de bom grado aqueles que foram um dia explorados.
    Agora, o continente Europeu se vê pior do que nunca, com sua contínua crise econômica agravada por imigrantes implorando asilo em suas fronteiras. Sua única opção é aceitar a responsabilidade sozinho, visto que seguir novamente a conduta de seu antigo parceiro capitalista só pioraria a situação criada. A situação que antes era política, agora se torna humanitária, e todos os olhos do mundo se voltam para estes países no aguardo uma retratação.

  31. A notícia nos trás uma reflexão acerca da situação do mundo em geral. A luta pelo poder esteve presente em toda a história da humanidade e cada ato, seja ela atual ou não, possue um reflexo no contexto social que vivemos hoje. Todos nós colhemos frutos de ações daqueles que possuem o poder, sejam eles estados, empresas, líderes ou organizações. Não só a Europa, não só o EUA.

    A reflexão que a atual conjuntura nos leva é muito mais ampla do que se imagina. Decisões são tomadas todos os dias, nos mais altos centros de comentados, em salas fechadas nas repartições públicas ou mesmo em escritórios empresáriais em NY, portanto seria impossível elencar os responsáveis por promover no mundo o que se vê no Oriente médio atualmente.

    Todavia, é evidente que a diplomacia pós segunda guerra entre EUA e UE ocorreu em jogos de poder, medo e troca de favores, nos quais os maiores prejudicados foram o terceiro mundo, que assiste o colapso dos seus sistemas e não vislumbra nas super nações a vontade de mudar. Dessa forma, o instintio de sobrevivência, a força de homens e mulheres, que tem o seu país nessa situação, fazem com que ocorra o grande êxodo, o fenômeno da imigração, presente em toda história, chega em um ponto extremo, comparado aos das grandes guerras. E como relatado no texto, o ônus é todo da UE, enquanto o EUA assiste de camarote a bagunça que ajudou a criar.

    Portanto, é hora de fazer diferente, esquecer o passado e entender que ações geram reações. O que está se mostrando é a resposta da humanidade aos atos de um passado, recente ou não. Sendo assim é necessário sentar e conversar, escutar o que o mundo globalizado tem para falar, fechar as portas do conselho de segurança da ONU e não medir esforços para que cada um assuma as suas responsabilidades e resolva a situação, de forma que lá na frente não se colha outros frutos podres.

  32. A migração sempre esteve presente na humanidade. Entretanto, nos últimos meses temos convivido com a triste e perigosa saga de pessoas oriundas, na maioria das vezes, da África do Norte e Oriente Médio em direção à Europa que muitas vezes terminam em tragédia. Esses seres humanos estão em busca de alguma expectativa de vida, uma vez que os conflitos em suas terras de origem não lhes permitem isso. A situação em diversas partes da África e do Oriente Médio é de extrema pobreza, guerras civis e miséria generalizada, tais fatores fazem com que a região perca uma perspectiva do futuro, ocasionando as migrações. A situação dos refugiados é bastante complicada, eles estão deixando o país de origem pois não há condições de vida e ao fugir acabam correndo outro grande risco de vida. E se de um lado o objetivo dos refugiados é chegar ao continente europeu, do outro os dirigentes europeus estão aumentando as vigias nas fronteiras. E a Europa nem se lembra de que algum dia interferiu nos conflitos daqueles que procuram asilo. E quando é preciso dividir os refugiados para melhor reintegrar todos à uma vida digna, os Estados Unidos, principal precursor de vários conflitos na região do Norte da África e Oriente Médio, não aparece.

  33. Nos últimos tempos a invasão a diversos países da Europa tem aparecido com frequência no noticiário. Por obvio que a Europa esta sofrendo um efeito colateral do que a mesma optou por fazer com a África ao longo dos séculos. O importante é discutir o que tem causado tamanho deslocamento de pessoas para determinada área. O que não pode passar despercebido é o montante de dinheiro que é investido em diversas áreas e meios, seja por meio dos governos ou por empresas privadas. Tais investimentos são, aos olhos dos analistas, visto como de grande risco de impactos sociais, de forma irreversível. Enquanto houver um acordo entre os grandes bancos, fundos e organizações para manipular o desenvolvimento, tais migrações continuarão a acontecer. Um exemplo disso é o do oeste que destruiu a infra-instrutura da Líbia, sem nenhuma nova ideia do que fariam para substitui-la. Dessa forma, as pessoas que lá habitavam tiveram seus locais de moradia enfestados de guerra e contrabando de pessoas. Então, enquanto continuarem a devastar as áreas em que encontram os maiores números de imigrantes estes continuaram a procurar melhores condições. Mesmo que tenha que ser invadindo, correndo risco de vida.

  34. A intervenção da Europa em outros países foi o maior motivo para gerar a crise, hoje o continente é procurada por milhões de imigrantes do Oriente Médio e Norte da África que buscam emprego, comida e condições de sobrevivência, o que configura uma das maiores crises humanitárias enfrentadas
    Se ao invés de explorar esses países ela tivesse investido neles com certeza essas pessoas não precisariam deixar seus lares, porque não teriam que fugir da pobreza, nem da guerra e nem dos extremistas.
    Além disse a Europa contribuiu para as intervenções militares do EUA em países como o Iraque, aumentando ainda mais a quantidade de imigrantes, esses tais que não são aceitos pelos americanos sobrecarregando os países europeus.
    Hoje os imigrantes se arriscam em rotas mortais para conseguir refugio em outros lugares e que na maioria não são aceitos, a Europa deveria ter a obrigação de acolher esse refugiados afinal existem muitas outras questões além da compaixão.
    Ou seja no final das contas os EUA maquiam a situação deixando todo o problema nas costas dos europeus, “Galinha que acompanha pato acaba morrendo afogada”.

  35. A questão da grande imigração ou grande êxodo conforme o autor explicita, é um caso muito sério que vem sendo enfrentado pela Europa há alguns anos. Temos visto em jornais, revistas e internet, notícias recorrentes à respeito da imigração surpreendente que a Europa tem enfrentado, tudo isto graças a grande fama que a mesma possui de ser um continente de 1º mundo com as melhores oportunidades. Como a Europa não adota a postura estadunidense contra imigração, acaba sendo mais fácil a decisão dos imigrantes de ficar em seu país devastado pela fome, crise, guerra ou tentar a imigração para uma união de países “estáveis”. Porém nunca é tão fácil desse jeito, os refugiados enfrentam além da jornada dolorosa, o drama de muitas vezes serem rejeitados pelos países, ou até mesmo recebidos e após enfrentam o derradeiro racismo contra sua nacionalidade, a denominada xenofobia, medo de que eles acabem com a estrutura do país e seu futuro. Entretanto muitos desses refugiados poderiam não existir, caso tivesse ocorrido uma preocupação precoce da União Européia quanto ao estado destes países em crise, dessa maneira, muito sangue e sacrifícios teriam sido evitados. Agora a Europa enfrenta uma das maiores crises humanitárias já registradas, com refugiados Sírios da guerra civil, o Estado Islâmico cada vez mais conflituoso, e os países que sofrem dos efeitos colaterais de cada uma das crises existentes naquela região

  36. Na década de 90, com a desintegração da União Soviética, muitos pedidos de asilos foram concedidos pela Europa para acolher refugiados, com uma clara demonstração de preocupação democrática e humanitária para com pessoas que buscam uma oportunidade de vida melhor do que em seus países de origem. O continente europeu e o mundo assistem em choque a tragédia que tem acontecido no Mediterrâneo e o desespero dos refugiados que são explorados pelos traficantes de pessoas.Como a Europa não adota a postura estadunidense contra imigração, acaba sendo mais fácil a decisão dos imigrantes de ficar em seu país devastado pela fome, crise, guerra ou tentar a imigração para uma união de países “estáveis”. A situação em diversas partes da África e do Oriente Médio é de extrema pobreza, guerras civis e miséria generalizada, tais fatores fazem com que a região perca uma perspectiva do futuro, ocasionando as migrações. A situação dos refugiados é bastante complicada, eles estão deixando o país de origem pois não há condições de vida e ao fugir acabam correndo outro grande risco de vida.. E a Europa nem se lembra de que algum dia interferiu nos conflitos daqueles que procuram asilo. E quando é preciso dividir os refugiados para melhor reintegrar todos à uma vida digna.endo assim é necessário sentar e conversar, escutar o que o mundo globalizado tem para falar, fechar as portas do conselho de segurança da ONU e não medir esforços para que cada um assuma as suas responsabilidades e resolva a situação.

    • A intervenção europeia em outros países é um motivo gerador da crise, pois se ao invés de apenas explorar economicamente esses países ela tivesse investido na sua construção e, se ao invés de delimitar as fronteiras africanas por meio do seu desejo tivesse respeito as divergências étnicas existentes no continente provavelmente essas pessoas não precisariam deixar seus lares, porque não teriam que fugir da pobreza, nem da guerra e nem dos extremistas. Por isso hoje o continente é procurado por milhões de pessoas, pois não se consegue viver dignamente nos seus países de origem e para isso eles se ariscam em travessias mortais todos os dias, para terem uma chance de vida, por essas travessias serem tão perigosas muitas pessoas, crianças, jovens, adultos e velhos morrem todos os dias e são esquecidos, pois os governos europeus não estão preocupados com a seguranças dessas pessoas, umas vez que elas não fazem parte do seu povo. Após a travessias, os conseguem efetua-la com êxito, os refugiados enfrentam o drama de muitas vezes serem rejeitados pelos países, ou até mesmo recebidos e após enfrentam o derradeiro racismo contra sua nacionalidade, a denominada xenofobia, medo de que eles acabem com a estrutura do país e seu futuro. Mas isso poderia ser acabado se os países de 1º mundo resolvessem investir nos países em desenvolvimento e fornecerem real ajuda aos mesmos.

  37. Palco de duas guerras mundiais, o continente Europeu se vê, mais uma vez, envolto em um grande fluxo migratório e sofre para evitar, ou pelo menos amenizar, os efeitos da chegada de milhares de pessoas, desabrigadas e em condições precárias de saúde.Com a maior crise humanitária dos últimos tempos, os direitos fundamentais e a dignidade destes refugiados estão sendo constantemente violados, quando o maior papel dos Estados soberanos deveria ser protege-los e respeita-los. O problema crucial a ser discutido a cerca deste tema é a intervenção norte americana, através da OTAN, nos processos revolucionários dos países do Oriente médio e norte da África. A política imperial dos EUA, seguida pelos países europeus, armou os revolucionários e comemorou suas vitórias contra governos ditatoriais, entretanto, com a queda destes não se preocupou em incentivar e, principalmente, investir na instauração da democracia. O desleixo de países considerados desenvolvidos e democráticos com a situação pós revolução dos países do Oriente Médico e Norte da África resultou no estado de caos em que estes se encontram, deixando os cidadãos a mercê de revolucionários radicais, o que causou o grande êxodo destas pessoas para os países da Europa. A grande questão neste o momento é: os países europeus tem estrutura para receber todos esses refugiados? E ainda, estes terão oportunidades de crescimento e desenvolvimentos econômico-social nestes países? Ou serão novos apátridas tratados com preconceito vivendo, a margem da sociedade europeia??

  38. África e Oriente Médio demarcados pela extrema pobreza, guerras civis e miséria generalizada, batem nas portas da Europa em busca de um futuro melhor. Esses refugiados são fruto direto do intervencionismo europeu e sua política imperial nos conflitos sociais ocorridos nessa área.A pressão migratória sobre as fronteiras do bloco aumentou consideravelmente. A União Europeia investe tempo e dinheiro para reforçar suas portas de entrada, mas as turbulências do exterior tornam praticamente insignificantes as tentativas de conter o êxodo. A intervenção militar dos EUA por meio da Otan no Iraque e na Síria, seguida pela UE foi o grande propulsor para o surgimento do ISIS. Isto se deu, principalmente, pelo vácuo político nesses países em razão dos conflitos criados e alimentados pela Otan.E enquanto todo o mundo se espanta com a situação UE x refugiados, os EUA continuam fingindo que de nada têm culpa, deixando que a Europa pague todo o preço pelo que ambos causaram. Além disso, a Europa em vez de investir seu dinheiro no mercado externo reestruturando países como a África(exemplo do texto) a baixíssimo custo e sendo credora de seus lucros preferiu seguir outro caminho que a colocou em uma encruzilhada ainda maior. Investindo em outros países como dito, a Europa criaria mecanismos e empregos que motivariam os habitantes dos mesmos a permanecerem no local, minimizando problemas como a imigração e usaria os lucros desse investimento para reerguer sua própria economia.

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