Argentina: orígen del Estado-nacional


En la década de 1880, se cierra el conflictivo y complejo proceso de construcción del Estado argentino. Pero otros procesos se abren y continúan: los habitantes de ese Estado van a afrontar la conformación de una nueva sociedad, la aparición de un nuevo sistema político y la afirmación de una economía capitalista, que provocarán conflictos, luchas de intereses, acuerdos y distintas alternativas que llenarán la historia argentina del siglo XX.

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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

2 respostas em “Argentina: orígen del Estado-nacional

  1. A Argentina é o segundo maior país da América do Sul em território e o terceiro em população, constituída como uma federação de 23 províncias e uma cidade autônoma, Buenos Aires. É o oitavo maior país do mundo em área territorial e o maior entre as nações de língua espanhola.
    O mais antigo registro de presença humana na área atualmente conhecida como Argentina é datado do período paleolítico.
    A colonização espanhola iniciou-se em 1512. A Argentina emergiu como o Estado sucessor do Vice-Reino do Rio da Prata, uma espanhola fundada em 1776. A declaração e a luta pela independência (1810–1818) foi seguida por uma longa guerra civil, que durou até 1861 e terminou com a reorganização do país como uma federação de províncias, com a cidade de Buenos Aires como capital.
    Durante a segunda metade do século XX, a Argentina enfrentou vários golpes militares e períodos de instabilidade política, juntamente com crises econômicas periódicas.
    Ao contrário do que possa parecer, a crise econômica que a Argentina vem atravessando é uma herança negativa de governos anteriores, da qual a atual gestão não consegue se livrar. (algo recente e decorrido da administração vigente do país). É claro que com o agravamento da crise nos últimos anos e com as constantes polêmicas envolvendo o governo da presidente Cristina Kirchner que tem como ideal o aumento do gasto público com fins de redistribuição de renda e uma política fiscal e cambial favoráveis à inversão privada. Com suas formas, não ortodoxas de fazer política, fica para alguns a impressão de que a Argentina nunca esteve em situação parecida que contiveram seu pleno desenvolvimento econômico e social.

  2. A formação da Argentina, como unidade política e territorial, não se deu imediatamente após a independência. Na verdade, foi um caminho longo e tortuoso, que se estendeu de 1816 até 1880. O principal obstáculo à formação do Estado Nacional foi a divergência entre Unitaristas e Federalistas. Os unitaristas que, durante o processo de independência, tinham uma tendência monarquista, representavam basicamente a burguesia portenha e os engordadores de gado (invernistas) da província de Buenos Aires.
    Os federalistas representavam as oligarquias do interior. Fundamentalmente, os primeiros, os unitaristas, defendiam um governo centralizado sob o controle de Buenos Aires. Já os federalistas pretendiam garantir total autonomia política para as províncias, discordando do domínio portenho e, sobretudo, do seu controle das rendas da alfândega de Buenos Aires, a qual pretendiam ver dividida por todo o país.O processo de consolidação do Estado Nacional se faz acompanhar de um processo econômico caracterizado pela modernização conservadora. Isso quer dizer que a estrutura social se mantém intacta, enquanto se assiste ao avanço das ferrovias, das comunicações, das instalações portuárias, ao crescimento da criação de ovelhas onde antes se caçava o gado, à criação de melhores raças bovinas, à produção de cereais e ao processo de industrialização. Surgem moinhos, produção de vinho, e frigoríficos. Uma indústria de transformação da produção agro-pastoril, voltada para o mercado externo, já que o interno era de pequena dimensão.
    Cresce também o sistema comercial exportador e os bancos. Em torno de tudo isso, um operariado industrial, a ampliação das camadas médias urbanas, comerciantes, banqueiros e especuladores. Em 1890, uma enorme crise financeira, resultado de um processo de negociatas e especulações, levou a uma rebelião de um grupo heterogêneo intitulado União Cívica. O presidente Miguel Juarez Celman teve que renunciar, assumindo seu vice Carlos Pellegrini. Uma dissidência da União Cívica que se recusava a conciliar com o governo constituiu a União Cívica Radical, com Leandro Alem e, sobretudo Bernardo Yrigoyen, representando setores médios e católicos. Em 1893, estoura uma rebelião dos Radicais, que os leva à clandestinidade até 1912.
    Nesse ínterim, entra em cena a classe operária e seus primeiros movimentos de conteúdo anarquista, ou socialista, de resto inimigos entre si. Em 1896, elegeu-se pela primeira vez um deputado socialista, Alfredo Palácios, do partido fundado por Juan B. Justo. Em 1910, elege-se presidente Roque Sáenz Peña, o qual promove, em 1912, a Reforma Eleitoral. Estabelecia-se o voto universal, masculino, secreto e obrigatório, além da representação das minorias. Os socialistas propuseram o voto feminino, que não foi aprovado.
    O resultado do estabelecimento de eleições livres e honestas foi a vitória da União Cívica Radical, nas eleições de 1916. Hipólito Yrigoyen governará de 1916 a 22, significando a ascensão política dos grupos médios urbanos. Seu governo foi marcado por ampla liberdade de expressão, levando às primeiras conquistas sociais dos trabalhadores e à criação da Yacimientos Petrolíferos Fiscales – empresa estatal de exploração do petróleo. Yrigoyen faz o sucessor: Marcelo Alvear (1922-28). Em 28, Yrigoyen é novamente eleito presidente da República, sendo derrubado por um golpe de militares simpatizantes do fascismo, em setembro de 1930. Começava um novo período político, fruto da reação ao processo democratizador dos governos radicais.

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