Papa pede que, durante Jubileu da Misericórdia, padres perdoem o aborto


Da Agência Lusapapa-francisco1

O papa Francisco pediu hoje (1°) a todos os padres para que, durante o Jubileu da Misericórdia, que começa em dezembro, perdoem os católicos que abortaram ou provocaram aborto, desde que haja arrependimento.

Em mensagem dirigida ao organizador do “Ano Santo” (ou jubileu), o prelado italiano Rino Fischella, o papa declara ter “decidido, não obstante qualquer disposição em contrário, conceder a todos os padres, para o ano do jubileu, a capacidade de absolverem do pecado do aborto todos aqueles que o provocaram e que, de coração arrependido, peçam perdão”.

Também em relação às mulheres que abortaram, “o perdão de Deus a quem se arrependeu não pode ser negado”.

“O drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, que parece não se dar conta do grave dano do ato, mas muitos outros, ao contrário, ainda que vivam esse momento como um fracasso, consideram não ter outras vias a recorrer”, diz Francisco em carta, adiantando pensar “em todas as mulheres que recorreram ao aborto”.

“Conheço bem os condicionalismos que as conduziram a esta decisão. Sei que se trata de um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que levavam, em seu coração, a cicatriz desta escolha difícil e dolorosa. O que ocorreu é profundamente injusto”, insistiu.

Na carta, o papa indica diversas situações para que o perdão dos pecados (permitido durante o jubileu) beneficie o maior número de pessoas, tais como doentes ou presos que não podem se deslocar às catedrais ou igrejas para se arrependerem.

Durante o segundo aniversário do conclave que o escolheu, em 11 de março, o papa Francisco anunciou a realização de um Ano Santo extraordinário de 8 de dezembro de 2015 a 20 de novembro de 2016.

Edição: Juliana Andrade
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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

24 respostas em “Papa pede que, durante Jubileu da Misericórdia, padres perdoem o aborto

  1. O aborto sempre foi um dos assuntos de debate calorosos no âmbito da moral religiosa. A igreja católica em sua história considerava e considera o embrião um ente vivo e a concepção um ato divino. Em anos de debates e argumentações a igreja nunca pensou na ideia do perdão para a difícil escolha do aborto. A escolha de interromper ou não a gravidez é um grande dilema moral, ainda para as mulheres da atualidade e ainda mais sendo crime, no Brasil. A onda de feministas que pleiteiam aborto legal, gratuito e seguro não pediram e nunca vão pedir a absolvição da igreja apostólica católica romana, pois para as ativistas o peso moral da igreja não interfere no ato. Bem, essa atitude do Papa Francisco em termos axiológicos deve ser no mínimo louvada. Não importa qual argumentação ele defenda à favor ou contra o aborto, a questão de maior importância é o bem estar da sociedade. E na maioria das vezes, grandes formadores de opiniões abrem mão da paz, para defender suas ideologias. Dessa vez, observamos uma vertente diferente, Papa Francisco, parte do pressuposto de abrir mão para conseguir a paz e não a vertente contrária, ou seja, esquecer o bem estar social para defender seus ideais. É óbvio que a igreja ainda continua desfavorável a interrupção da gestação. Mas, a procura de liberar o perdão para quem se arrependeu, mesmo que no ponto de vista católico, para uma pessoa que tenha “tirado” uma vida é louvável. Papa Francisco entra em uma lista de papas que tentaram mudar a realidade da igreja católica e é mais que merecido concorrer ao Nobel da paz.

  2. Em um mundo tão caótico onde cada vez mais culturas fundamentalistas sobrepujam direitos fundamentais do ser humano, o Papa Francisco se destaca por resgatar os verdadeiros ideais da Igreja Católica. Ou seja, ser uma instituição que está disposta a levar o amor incondicional a todos.
    Essa atitude do Pontífice é uma verdadeira quebra de paradigma. Entretanto, obviamente, como uma instituição apenas de cunho moral, bem diferente do Estado, é difícil imaginar como aplicar uma conduta semelhante quando se fala em um poder imperativo. Obviamente, o Papa Francisco está entrando para a história como um grande líder, mas o que deve ser refletido é a impossibilidade do Estado deixar de aplicar uma sanção – no caso penal – baseada apenas no arrependimento de quem abortou ou mesmo auxiliou. Ou seja, na prática a luta pró e contra aborto não vai mudar. Ou o Estado descriminaliza o aborto, ou quem o praticar continuará sendo um criminoso e suportando as conseqüências disso.
    Portanto, é louvável sim, a atitude desse grande líder mundial e espera-se que tenha reflexo no mundo todo no que tange o respeito e reconhecimento do outro. Porém, o aborto em si ainda tem que ser muito discutido – sob a égide estatal, claro – e aprofundado, a luz dos Direitos Humanos. Tanto da gestante, quanto do embrião.

  3. No mundo contemporâneo o aborto é uma das questões mais controvertidas e debatidas tanto do ponto de vista moral, quanto do jurídico. Uma vez que a pratica do aborto é vista como um pecado à luz da igreja e como uma infração penal à luz do ordenamento jurídico.
    Enquanto aos olhos da igreja o aborto é incontestavelmente um pecado, aos olhos jurídicos há tanto correntes a favor da revogação desse tipo penal, ora da sua permanência. Aos que defendem sua revogação se embasam no argumento de que, embora proibido pela lei penal, sua realização é frequente e constante. Por outro lado há defensores da vida, tais como a igreja católica.
    A respeito do papa Francisco, este que no campo político encontrou nações conturbadas pelas manifestações principalmente de jovens. Ao defender sua ideologia humanística, Francisco procura trazer à tona questões que até então já eram pacíficas na igreja. Uma delas é o exemplo da reportagem ora transcrita, ao pedir que padres perdoem quem se arrependeu de ter praticado o aborto, prática esta que até não era aceitável.
    Mais uma vez o papa Francisco deixa seu legado ao transmitir, através de atitudes como esta, que a igreja católica, visando a paz mundial, esta aberta à todos.

  4. A igreja católica sempre considerou o aborto um dos maiores pecados pois segundo sua ideologia, a gravidez de uma mulher é uma concepção , fruto de um pecado mas uma dadiva em si. Apesar dessa doutrina cristã ser milenar, diante da atualidade é necessário que haja um abrandamento dessa questões morais dentro da própria Igreja pois o mundo se tornou muito complexo culturalmente e religiosamente para que esse pecado ainda seja visto com tal severidade. Mundialmente, há uma luta para que o aborto seja permitido, tanto moralmente quanto juridicamente. Tanto na seara moral quanto na jurídica, vários avanços já aconteceram,como em países em que o aborto é culturalmente aceito e legalmente permitido.
    O fato do Papa Francisco ter perdoado mulheres que fizeram o aborto permite uma conclusão de que os dogmas católicos , em vista da complexidade cultural existente, estão se flexibilizando para se encaixar na nova moral da sociedade, mais moderna e livre.
    Mas , por mais que seja uma conquista , não indica que a Igreja seja a favor do aborto e sim que o perdoa,desde que haja arrependimento. Na verdade, já era permitido aos Bispos conceder o perdão. O que o Papa Francisco fez foi somente estender esse poder aos padres e pedir que haja perdão. Portanto, a extensão de poderes aos padres permite que haja um numero maior de fieis perdoadas e assim haja um maior bem estar entre essas fieis e a comunidade católica.

  5. A Igreja Católica, desde a Idade Média, quando passou a controlar a população por meio do medo e da violência, com poderes políticos inimagináveis e riqueza incontável, demonstra enorme atraso de ideais. Aliás, desde a Idade Média, quase nada mudou (no que diz respeito aos dogmas essenciais da Igreja).
    A repulsa ao aborto é um desses dogmas medievais. A população cristã é educada com a falsa impressão de que a “vida” é superior a todos os outros direitos. Será que isso é verdade? Será que o direito de liberdade individual, de escolha, a dignidade humana não são mais relevantes que a vida? Mesmo que esta não seja querida por quem a concebeu? Este é um ponto controverso no direito. Sabe-se que a supervalorização da vida é uma ideia católica, e não da doutrina jurídica. Este ideal, porém, é forte apenas devido ao poder político e coativo da Igreja, já supramencionados.
    Sem mais delongas, há de se dizer que a ascensão do Papa Francisco à chefia da Igreja foi algo extremamente positivo, vez que este, repleto de ideais humanos e contemporâneos, totalmente à frente de seu tempo, pode trazer novos ares ao catolicismo e toda comunidade católica.

  6. O Papa dos Papas mais uma vez se mostrando o avanço que a igreja precisava, Não creio que exista um humanista como esse papa atualmente.
    O tópico ABORTO é a muito discutido entre legisladores, Eclesiásticos, cientistas e etc.E ainda hoje não se ve pacificado.
    Porém mesmo com a forte posição da igreja católica em relação ao aborto o papa permitiu que seus padres nesse ano especial o perdoassem os que o praticaram e se arrependeram.
    Isso pode não ser o ideal mas apresenta um grande avanço, pois alem desse privilegio ter ocorrido, o Papa Francisco ao dizer “Conheço bem os condicionalismos que as conduziram a esta decisão. Sei que se trata de um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que levavam, em seu coração, a cicatriz desta escolha difícil e dolorosa. O que ocorreu é profundamente injusto´´ reconhece a difícil situação vivida por essas mulheres que muitas das vezes são católicas e esse gesto, esse ato é imensamente importante e com ctz é consoante com a dignidade das mulheres que optam pela aborto.

  7. O aborto é um tema que vem sendo muito discutido e apoiado por grandes movimentos feministas, que lutam para a descriminalização da prática, quanto para meios seguros, legais e próprios para o procedimento. Afirmando que a mulher tem autonomia para decidir sobre seu próprio corpo, indo diretamente ao afronto com os preceitos morais religiosos.
    Para a religião a vida começa no momento da fecundação, portanto o aborto é uma violação ao direito a vida e repelido pela Igreja.
    Um numero enorme de mulheres hoje já optam pelo aborto e acabam indo a clínicas clandestinas, lugares que não oferecem segurança para o procedimento que acarretam em um alto risco de morte tanto do feto quanto da mãe.
    Mesmo essa conduta sendo considerado crime no Brasil, a realidade é que qualquer mulher realiza um aborto mesmo que se tenha fiscalização.
    O pedido do Papa Francisco para que todos os padres perdoem os católicos que tenham se arrependido de abortos, vem como uma resposta ao clamor de movimentos sociais que abalam os preceitos da Igreja, e faz com que se tenha um olhar diferenciado sobre temas relevantes a sociedade e ate mesmo como uma forma de manter fieis.

  8. Atualmente o aborto é uma questão bastante debatida tanto do ponto de vista moral, quanto do jurídico. Uma vez que a prática do aborto é vista como um pecado à luz da igreja e como uma infração penal à luz do ordenamento jurídico.Hoje, no país ainda é tema de vários debates devido ao fato de que uma certa maioria é a favor de possuir o direito de escolher gerar um filho ou não. A vontade de abortar é, principalmente, de mulheres que sofreram abusos sexuais. Um problema recorrente em muitos países. Para a igreja não existem motivos que justifica a morte da criança que esta sendo formada, aos olhos da igreja o aborto e incontestavelmente um pecado. O Papa Francisco então , encontrando nesse campo político perturbações a respeito desse assunto , demonstra que a igreja não apoia o aborto , mas também não reprime quem o fez , concede o perdão àquelas mães que se arrependeram de praticar tal fato como uma forma de reconhecer a dor que elas passaram e e oferecê-las paz espiritual .O aborto , contudo ainda é uma polêmica visto que há projetos de leis sobre a sua legalização independente da religião, o que seria o certo, pois em um pais laico como o Brasil , o catolicismo não deveria ser tão influente como hoje e decisões como essa devem ser levadas com base em princípios embasados no direito à vida da mãe e da criança gestada e não em crenças religiosas.

  9. O aborto é uma questão extremamente polêmica e cada vez mais discutida em todos os âmbitos, incluindo o educacional, jurisdicional e religioso. No meio da religião católica, seguida pela maioria dos brasileiros, a opinião em torno do assunto sempre foi tida como unânime, já que muitos de seus líderes fazem discursos contra o aborto fundamentando-se pobremente em passagens da Bíblia, o que é constantemente feito, também, nas câmaras legislativas do Brasil. É o tipo de discurso que propaga o julgamento e o preconceito, ideias contrárias à da religião católica, que tem como um de seus preceitos o perdão. Atendo-se aos verdadeiros princípios do catolicismo, o Papa Francisco, mais uma vez, deu uma lição de solidariedade e de amor ao próximo quando, como líder da Igreja Católica, declarou que não apoia aquela que pratica o aborto, mas não a julga, concedendo a ela o perdão religioso.
    Já no âmbito jurisdicional brasileiro, o perdão pela prática desse delito não é facilmente alcançado, já que só admite a prática do aborto no caso de gravidez resultante do estupro, por motivo de risco de vida à mãe e em caso de feto anencéfalo. Porém, mesmo com a legislação bem engessada e definida entorno do assunto, movimentos e passeatas à favor da legalização do aborto ganham cada vez mais força, principalmente entre grupos feministas. O aborto é, infelizmente, uma medida constantemente tomada por mulheres em situação de desespero, fazendo com que pratique medidas extremas, como o aborto em clínicas clandestinas e, ainda pior, o aborto praticado com objetos caseiros, o que gera um risco ainda maior de morte da gestante. Em países em que o aborto é legal, o índice de morte por prática de aborto caiu drasticamente, já que é praticado de forma segura, enquanto esses números, no Brasil, são astronômicos.

  10. Atualmente o aborto vem sendo pauta de vários veículos de comunicação. O assunto já é polêmico por si só e, uma vez relacionado à Igreja Católica, há diversas convergências morais e éticas. Vale ressaltar, inicialmente, que o aborto não é legalizado no Brasil, sendo crime por quem o provoca e também para quem auxilia. Esta é uma das maiores causas de mortes não só no país, mas no mundo. Os países que por sua vez descriminalizaram tal ato relataram bons índices e, muitas vezes, a taxa abortiva diminuiu.
    Enfim, na matéria exposta, o Papa Francisco estabelece que aquelas mulheres que vieram a praticar o aborto em algum momento e se sentem arrependidas são dignas da misericórdia de Deus. É de extrema importância a consideração acerca de tal declaração feita pelo Papa. É inegável que nenhum outro Papa antes havia falado com tanta naturalidade sobre o assunto, assim como ele já fez anteriormente sobre gays, entre outro assuntos, ainda que desfavorável à eles, como no caso do aborto. Diante da queda da popularização da Igreja Católica, é completamente conveniente a discussão acerca temas com temática que envolvem muitos princípios e a proximidade de uma figura tão importante para com a sociedade. Há a convergência de ideias como a proteção à vida intra uterina e a vontade e dignidade da mulher, discussões completamente pertinentes nos cenários jurídico e moral atuais. Ao abrir espaço e estimular tais discussões a Igreja vai perdendo a imagem engessada e ultrapassada que trouxe consigo nas últimas décadas, de modo a atrair simpatizantes e incorporando valores atuais.

  11. O drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, que parece não se dar conta do grave dano do ato, mas muitos outros, ao contrário, ainda que vivam esse momento como um fracasso, consideram não ter outras vias a percorrer”, diz Francisco em carta, adiantando pensar “em todas as mulheres que recorreram ao aborto”.
    “Conheço bem os condicionalismos que as conduziram a esta decisão. Sei que se trata de um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que levavam, em seu coração, a cicatriz desta escolha difícil e dolorosa. O que ocorreu é profundamente injusto”, insistiu.
    Na carta, o papa indica diversas situações para que o perdão dos pecados (permitido durante o jubileu) beneficie o maior número de pessoas, tais como doentes ou presos que não podem se deslocar às catedrais ou igrejas para se arrependerem.
    Durante o segundo aniversário do conclave que o escolheu, em 11 de março, o papa Francisco anunciou a realização de um Ano Santo extraordinário de 8 de dezembro a 20 de novembro de 2016.
    O papa declarou em mensagem ao organizador do Jubileu, Rino Fischella, “decidido, não obstante qualquer disposição em contrário, conceder a todos os padres, para o ano do jubileu, a capacidade de absolverem do pecado do aborto todos aqueles que o provocaram e que, de coração arrependido, peçam perdão”.

  12. Ao confrontar as posições oficiais católicas em relação ao aborto e os discursos contrários produzidos sobre o mesmo tema por teólogos, padres, leigos, estudiosos e pesquisadores, é possível evidenciar não apenas as contradições, ambiguidades e omissões do discurso oficial católico, mas também observar que, apesar de o tema ser considerado polêmico, não pode e não deve ser tratado como um dogma ou tabu. A discussão é essencial, já que nos permite perceber que nem mesmo dentro da Igreja Católica existe consenso sobre essa questão.

  13. O aborto é um tema muito polêmico, não só com no âmbito da igreja católica mas na sociedade em geral. a Igreja Católica reconhece que existe vida desde o primeiro dia de fecundação, sendo assim esta instituição é contra o aborto pois afirma que este ato ofende a vida de todas as formas. Mesmos nos países que não consideram tal prática ilícita a igreja possui um posicionamento único independente das regras de cada país. A igreja prega que: “A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida.”
    Antes do dizer Papal , o poder de perdoar pais ou médicos que cometeram aborto era apenas para bispos diocesanos, que em certas ocasiões poderiam delegar a função a sacerdotes. Para o Jubileu, o Papa instituiu a figura do “missionário da misericórdia”, o qual atuará em todas as dioceses e poderá perdoar até os pecados antes reservados apenas a sede Apostólica.
    Com o passar dos anos a mente humana,o modo de pensar, agir da sociedade foi evoluindo e a Igreja Católica não acompanhou acarretando em uma diminuição no número de fieis. É de suma importância que a Igreja abra um espaço para tal debate, já que o aborto é um assunto presente no mundo atual e não deve a igreja o ignorar.

  14. O fato de a igreja católica, que desde quando estabeleceu seus dogmas repudiou o aborto,considerá-lo perdoável e fazê-lo através de sua figura mais importante (e que indiscutivelmente influencia no modo de pensar da maioria dos seus fieis) é, sem dúvidas, um avanço no tema.Muito se diz sobre essa nova abordagem por parte da igreja ser uma questão política, que como na época da reforma, esta instituição vê a necessidade de flexibilizar seus dogmas diante da mudança de pensamento da sociedade atual.
    Seja como for, discussões religiosas a parte, o que se pode analisar do ponto de vista jurídico é que o direito a vida está, aos poucos, através de manifestações como esta, deixa de ser sobreposto em relação aos outros direitos fundamentais concedidos a nós.Isso não o torna menos importante, mas no momento atual, vemos a importância de ponderação para que o que era pra ser um direito não se torne uma imposição, um impedimento para o exercício de direitos de importância similar como o de liberdade e o de dignidade.Fazendo relação com o direito internacional, uma coisa é interessante de se observar, em países nos quais prepondera o catolicismo, a opinião de uma figura como do Papa pode ter mais impacto na vida das pessoas do que uma recomendação da própria ONU. É de se pensar, como a Igreja sempre foi marcante na evolução da nossa sociedade…

  15. O aborto é um dos assuntos mais discutidos da atualidade. É um debate que possui múltiplas visões, desde eclesiásticas e científicas até natalistas e concepcionistas. O catolicismo condena o aborto em qualquer estágio e em qualquer circunstância, sendo tão radical que nem mesmo leva em consideração a dignidade humana da mulher, como, por exemplo, nos casos de estupro, tornando a posição do Papa um grande avanço. A questão em torno do aborto no Brasil, deve ter como fundamentação pontuações mais concretas do que as colocadas pela igreja católica, que também deve ser respeitada, garantindo a liberdade religiosa, mas não deve interferir nos regulamentos do Estado, pois vivemos em um estado laico. Devem ser considerados, para a transformar ou não o aborto em um ato lícito, dados concretos do número de mortes de mulheres que o fazem de maneira ilícita, o que poderia ser evitado com a licitude do ato, dados científicos e as doutrinas que discorrem sobre o art. 2º do código civil.

  16. O papa Francisco é considerado por grande parte dos católicos, muitas pessoas de outras religiões e até mesmo por não religiosos como o melhor papa dos últimos tempos devido a suas atitudes e posicionamentos sobre assuntos polêmicos. O seu próprio nome papal faz referência à sua simplicidade e dedicação aos pobres, o que é condizente com o chefe de uma igreja que prega a doutrina cristã de solidariedade e partilha.
    Apesar de manter a opinião conservadora ética e social da igreja demonstrou durante o seu papado modernizações como esse apelo pelo perdão, durante o jubileu da misericórdia para quem praticou o aborto. A argumentação para tanto é simples e compreensiva, afirmou que o perdão de Deus não pode ser negado quando há arrependimento pelo pecado.
    Quando o papa Francisco disse que conhece bem os condicionalismos que conduzem as mulheres a esta decisão e faz o pedido a todos os padres ele se aproxima da realidade dos fiéis e estabelece uma relação mais íntima e sincera, transmitindo sua ideologia humanística horizontalmente, e não de uma forma arbitral e distante desse problema comum. Atitudes nobres como essa não contradizem a sua posição tradicional religiosa e confortam pessoas que vivenciam ou que trazem na consciência essa realidade.
    Disse também que já encontrou muitas mulheres que levavam a cicatriz dessa escolha difícil e dolorosa em seus corações, assumindo que em grande partes das vezes o que elas mais precisam é do perdão.

  17. O papa atual se mostra um “combatente” para a relativização cada vez maior dos costumes imutáveis da Igreja Católica. Com tamanha perda de fiéis nos últimos anos, vemos uma reação e uma mudança com Papa Francisco. Porém, em um pronunciamento também recente, o Papa afirma “não se deve esperar que a Igreja Católica mude a sua posição” “não está sujeitas a supostas reformas ou modernizações” assim como confirma a resportagem comentada. A Igreja, como guia de muitos, tem como uma das funções dar apoio espiritual e nada como o perdão papal para acalmar a alma de uma mãe que provoca o aborto. Há aqui uma discussão sobre direitos. A Igreja com esse pronunciamento em favor das mães mostra-se a favor do lado humano ao perdoar a mãe e mesmo assim mantendo sua posição anti abortiva, porém trazendo o conforto religioso para quem mais sofreu com a manobra. A partir dessa discussão podemos observar tamanha complexidade quando trata-se de assuntos nos quais há conflito de direitos e interesses. A nossa própria Constituição não cria uma hierarquia de direitos (no caso direito a vida e sobre o próprio corpo) assim não há um consenso.

  18. A Igreja Católica adota posição extremista radical quando o assunto em pauta é o aborto, prática que leva a excomunhão automática por consideraram que o produto da concepção deve ser protegido de forma absoluta. Entretanto, o aborto é discutido de forma recorrente com diversas posições adotadas em relação à sua prática.
    No Brasil, o aborto é crime e atribui sanção penal a quem o pratica no entanto, se discute sua descriminalização para maior controle sobre os métodos utilizados para tal. A considerável mortalidade envolvida nessa prática ocorre principalmente pela necessidade de recorrer a formas arriscadas para sua realização por se tratar de um ato ilegal.
    A atitude do Papa Francisco se mostra louvável por considerar um tema tão tabu para a Igreja sugerindo o perdão àqueles envolvidos na prática do aborto e além disso considerando as circunstancias que levam alguém a praticá-lo. A relativização da postura radical da Igreja (mesmo que mantendo seu aspecto conservador) é extremamente positiva, de modo que cria maior empatia entre a religião e os fiéis e a torna mais adequada a realidade atual.

  19. Quando a discussão é o aborto, a divergência de opiniões é enorme, sendo praticamente impossível se chegar a uma conclusão sobre o tema. Se tratando da Igreja católica, o assunto é ainda mais polêmico, tendo em vista que a posição adotada pela entidade sempre foi extremamente radical e, até então, irredutível. A atitude do Papa Francisco em conceder o perdão a mulheres que abortaram é um tanto quanto ousada, levando em consideração a posição que sempre foi adotada pela Igreja Católica. Porém, essa ousadia (presente em muitas outras atidudes e declarações do atual Papa) é um grande avanço, pois muito mudou no mundo e a liberdade de escolha é a realidade vivida pela população do século XXI. A necessidade de “abrir a cabeça” para questões como essa é fundamental. Não que a Igreja tenha que mudar suas convicções, mas é necessária uma adequação ao atual cenário mundial e, o simples fato de possibilitar a discussão, o fato de abordar o tema com mais naturalidade, faz com que a comunicação entre os fiéis e a Entidade aconteça de forma menos impositora.

  20. O advento de um Papa na igreja católica com ideais distintos aos pregados até então configuram imensa revolução nos paradigmas da igreja. Na presente notícia, podemos observar que o Pontífice, alegando ser genuíno o poder do perdão para todos aqueles que se arrependem, faz um apelo para que, na data comemorativa, aquelas que praticaram o aborto sejam perdoadas perante Deus. Notícia essa que pode ser, para alguns, questionável: estaria ele indo contra os dogmas da milenar igreja? É plausível pensarmos que, em termos teológicos, a religião (divina) é exercida por homens. Esses homens, igualmente pecadores, tendem a avaliar as alvarás de cunho divino das maneiras como forem melhor convencionadas. Papa Francisco, concluindo, adquiriu um olhar diferente e misericordioso a aquelas que tomam a decisão de parar com o desenvolvimento do próprio filho e, após exame de consciência, genuinamente se arrependem.

  21. Desde seu ingresso como alto pontífice da Igreja Católica o Papa Francisco tem demonstrado uma visão distinta a pregada pela Igreja Católica até então, O que configura uma imensa revolução nos paradigmas da igreja. Francisco tem constantemente abordado assuntos polêmicos e divergentes na sociedade e na própria Igreja Católica como o aborto, ao qual é o assunto discutido na presente notícia. Pode-se observar que o Pontífice, defende o perdão para todos aqueles que se arrependem de ter praticado o aborto. E faz um apelo para que, na data comemorativa Deus as perdoe. Este ato do Papa que aparentemente é simples se destaca intensamente pelo fato da posição da Igreja Católica condenar incisivamente o aborto. Havendo muitos clérigos extremamente radicais inclusive que anseiam por punições relevantes há aqueles que o fizeram. Mas o atual Papa não se omite! E como vem frequentemente fazendo, ele se posiciona no sentido de cada vez mais haver uma maior união entre a sociedade almejando o recomeço daqueles que se desviaram de Deus com o perdão e com a reintegração de todos os que em seu coração se arrependem e querem desejam trilhar um caminho mais próximo de Deus. Vale ressaltar que apesar de toda a polemica que, frequentemente segue seus pronunciamentos, a cada dia, o Papa ganha mais admiradores e respeito na sociedade. E sua ousadia em se posicionar vem rendendo frutos para a própria Igreja renovando de vez a imagem, para muitos negativa, deixada pelo seu antecessor que era extremamente reservado e menos participativo principalmente em questões polemicas aos mais diversos povos. O carisma do Papa é destaque no mundo como a muito não se via… Talvez desde João Paulo II. Reanimando a fé de todos aqueles que o acompanham em uma sociedade melhor.

  22. Infelizmente o tema do aborto é tratado com repúdio por alguns países ainda hoje. Países como o Brasil só permitem o aborto em situações extremas, e há países que em hipóteses alguma, se trata de um tema bastante delicado que agora, o papa pede que os padres perdoem as mulheres que o praticaram, mas que sintam arrependimento. Enquanto aos olhos da igreja o aborto é repulsivo, aos olhos jurídicos nem tanto, situação que é muito debatida no mundo caótico que vivemos atualmente.
    O fato do Papa Francisco ter perdoado as mulheres que o praticaram já mostra uma evolução no pensamento da igreja católica, havendo uma consciência maior de que nem sempre podemos levar tudo a ferro e fogo, em situações extremas como a de estupro, deveria haver uma maior consideração da igreja na questão do aborto, por exemplo. Porém como tudo que é feito pela Igreja Católica, devemos ter paciência e aguardar para que seu pensamento evolua de forma a ficar condizente com o mundo em que vivemos.

  23. Assunto como o aborto sempre foi tema para discussões, sempre o argumento principal dos que defendem, são o que sua religião permite ou deixa de permitir, baseados na bíblia. Penso que para debater um assunto dessa magnitude, o Papa Francisco e religiosos, deveriam se recolher e deixar argumentos para grandes juristas e renomados cientistas, pois com seus julgamentos semanais em cima destes assuntos calorosos, acabam que fazem crescer o preconceito, e países como o Brasil, com números altíssimos de cristãos, fazem um assunto sério, virar discussão sobre o que está escrito em um livro de 2000 anos ou não.

  24. O aborto é um tema muito polêmico, principalmente quando envolve a religião. Diante de diferentes perspectivas. O aborto é legal, no Brasil, quando se tratar de casos de estupro ou anencefalia. Entretanto, diante de uma sociedade mista, há quem ache o aborto correto nesses casos e quem não ache. Há também pessoas que são a favor do aborto em qualquer situação.
    O Papa Francisco vem, cada vez mais, se tornando um Papa que está se aproximando mais da sociedade, em geral. Ao ter uma mente mais aberta, consegue alcançar a todos. Durante o período do Jubileu da Misericórdia, ele pediu que todos os padres perdoassem o aborto, mas com a condição de quem cometeu, estivesse arrependido de coração, ou seja, realmente sentisse culpa pelo ato cometido. Como ele mesmo escreveu na carta, o aborto é vivido com uma consciência superficial.
    Com essa e outras atitudes, o Papa Francisco vem cada vez mais tentando mudar a Igreja Católica e assim, fazendo que muito se sintam a vontade para procurar a Deus, representado por padres, para pedir perdão por seus pecados. Desse modo, quebrando um pouco da rigidez das regras, a fé vem alcançado cada vez mais as pessoas, tornando-se um meio para que, aos poucos, a Igreja Católica se adéque mais a realidade, não deixando de discordas de certas atitudes, mas mostrando que ainda é possível que haja o perdão divino a quem se arrependeu de verdade.

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