Síria e Iraque são também guerras pela água. E outras virão.


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27/8/2015, Moon of Alabama


Foreign Affairs
traz artigo cuja leitura recomendo sobre as guerras pela água entre Turquia, Síria e Iraque: Rivers of Babylon.

Turquia construiu muitas, muitas barragens por todo o país, para produzir eletricidade, mas também para irrigação. Quando viajei pelo leste da Turquia nos anos 1990s muitos novos projetos, partes doSoutheastern Anatolia Project (tu. GAP), eram visíveis; e água recentemente retida em barragens era fornecida às regiões secas do sudeste mediante canais abertos. Muita daquela água era perdida por causa da evaporação, mas também por que as novas plantações usavam espécies que exigem água intensiva numa região quente e em muitos pontos desértica.

A água agora oferecida a fazendeiros turcos antes corria pelo Eufrates e Tigre, para a Síria e Iraque. Três anos secos na Síria, 2006-2009, induziram muitos fazendeiros a deixar as terras secas e mudar-se para as cidades, onde só poucos deles encontravam trabalho:
À altura de 2011, fracasso de colheitas por causa da seca empurrara cerca de 1,5 milhão de ex-agricultores a emigrar das próprias terras; essa legião de desenraizados virou fonte de recrutas para o Exército Sírio Livre e outros grupos como o Estado Islâmico (também chamadoISIS) e para al-Qaeda. Testemunhos recolhidos por repórteres e ativistas nas zonas de conflito sugerem que a falta de qualquer ajuda do governo durante a seca foi o fator central de motivação para a rebelião antigoverno. Além disso, estudo de 2011 mostram que as hoje fortalezas dos rebeldes em Aleppo, Deir al-Zour, e Raqqa estavam entre as áreas mais duramente atingidas pelo fracasso das colheitas.
A situação no Iraque é similar, se não pior. Grandes regiões perderam a base de sua agricultura e os agricultores pedem soluções e mais apoio.
Em Karbala, Iraque, agricultores estão em desespero e já consideram abandonar suas terras. Em Bagdá, as periferias mais pobres dependem da Cruz Vermelha até para a água de beber. Em algumas ocasiões, a Cruz Vermelha teve de fornecer 150 mil litros por dia. Mais para o sul, as áreas centrais do Irã, as maiores áreas alagadas de todo o Oriente Médio, estão desaparecendo, depois de terem sido re-inundadas depois que Saddam Hussein foi deposto. Em Chibayish, cidade nas áreas alagadas que um dos autores desse artigo visitou recentemente, os búfalos e os peixes estão morrendo. Atualmente, a agricultura ali sustenta no mínimo 60 mil pessoas. Esses e mais centenas de milhares de outros enfrentarão dificuldades muito maiores, se os recursos d’água continuarem a definhar.
A falta de água não é a única razão para as guerras na Síria e Iraque. Mas torna esses países mais propensos a conflitos internos e mais vulneráveis a intromissão de atores externos.

Mas os governos de Síria e Iraque podem fazer pouco para ajudar seus agricultores. Embora haja acordos sobre um fluxo mínimo de água a ser preservado entre Turquia, Síria e Iraque, não há meios pelos quais Síria e Iraque possam realmente pressionar a Turquia para que desimpeça o fluxo de água e preserve o fluxo fixado nos acordos.
Embora acordos vigentes entre Síria e Turquia devam garantir fluxo de 500 metros cúbicos por segundo, 46% dos quais vão para o Iraque, durante o verão os fluxos podem ser muito menores. Segundo Jasim al Asadi, hidrologista de Nature Iraque, quando o Eufrates alcança Nasiriyah no sul do Iraque, é necessário um fluxo mínimo de 90 metros cúbicos por segundo, para uso municipal, industrial e agrícola. Às vezes, o fluxo cai para 18 metros cúbicos por segundo – razão pela qual não surpreende que as áreas alagadas estejam diminuindo rapidamente.Antes da construção da maior barragem nos anos 1970s, o fluxo médio no Eufrates era de 720 metros cúbicos por segundo. Agora, é de cerca de 260 quando entra no Iraque.
Quase dois terços do fluxo que o Iraque recebia já não chegam. Não há meio para substituí-lo. Além disso, a pouca água que está fluindo atualmente pode acabar rapidamente:
As barragens na Turquia, que já ultrapassam 140, têm muito maior capacidade de armazenamento que as que ficam a jusante. E quando as novas barragens turcas estiverem completadas em poucos anos, cerca de 1,2 milhão a mais de hectares serão irrigados dentro da Turquia – aumento de oito vezes, em relação ao que há hoje.[1]

Dada a relativamente melhor saúde hídrica da Turquia, seria razoável supor que o país pararia de construir barragens que tanto dificultam a sobrevivência dos países vizinhos à jusante dos rios. Mas o país fez exatamente o oposto, e planeja concluir 1.700 novas barragens e açudes dentro de suas fronteiras.
A matéria de Foreign Affairs nada diz sobre outro projeto turco que desvia ainda mais água para longe de seus vizinhos do sul. Em 1974 a Turquia invadiu e desde então ocupou o norte de Chipre. Os moradores gregos nativos daquelas áreas ocupadas foram dizimados em processo de ‘limpeza’ étnica, e 150 mil turcos foram transferidos da Turquia e implantados naquela terra grega.

E a Turquia construiu agora aquedutos para fornecer água do território turco às áreas ocupadas da ilha:
Um aqueduto recentemente concluído que cruza pelo fundo do Mediterrâneo levará 75 milhões de metros cúbicos de água fresca anualmente, da Turquia para o norte, i.e. para a parte turca da dividida ilha de Chipre.

A água que chegará pelo aqueduto tornará os turcos cipriotas, que já recebem subsídios de Ancara para sua sobrevivência econômica, ainda mais dependentes da Turquia. Um cenário é, assim, que por estarem mais intimamente ligados ao continente, os cipriotas turcos terão menos liberdade quando negociarem a reunificação com os compatriotas cipriotas gregos, o que tornará difícil alcançar alguma solução.
Outro projeto turco, que vai e vem ao longo dos anos, são planos para construir aquedutos e gasodutos até Israel: Israel espera fornecer gás à Turquia e a Turquia forneceria água a Israel. Água que, além de outras utilidades, faria terrível falta na Síria e no Iraque.

Precisamos de um processo de solução global, com instrumentos para fazer valer os acordos, para regular os fluxos naturais de água através de fronteiras. A alternativa é grave ampliação das guerras entre países que usam água extensivamente em seus próprios territórios, enquanto países localizados à jusante dos rios morrem de sede.

A situação de Turquia, Síria, Iraque não é a única guerra pela água que há hoje no mundo. Paquistão e Índia lutam pela Caxemira ocupada pela Índia, onde estão as nascentes do sistema do rio Indo. O Indo é a água que mantém vivo o Paquistão, e a Índia tem usado ocontrole que tem sobre a Caxemira para pressionar o Paquistão. A próxima guerra entre Índia e Paquistão pode estar a uma seca de distância; e pode ser guerra nuclear.

Outra guerra pela água está fermentando entre Uzbequistão e Tadjiquistão. A Etiópia está construindo uma megabarragem no Nilo que ameaça o principal suprimento de água do Egito. Nada garante que o Egito permita que a construção chegue ao fim. Todos esses casos já levaram ou levarão a guerras entre países ou a guerras civis por causa da água (da falta dela).

O fluxo de água entre países é uma das poucas questões que carecem de governança global. Um livro de regras e um corpo judicial global que determine que todos os povos ao longo de um curso de água devem beneficiar-se dele. Megaprojetos como o GAPna Turquia teriam de ser julgados por aquele corpo judicial e suas regras teriam de ser apoiadas em poderes coercitivos significativos.

É isso ou, se não for isso, haverá muitas guerras, muito intensas, de disputa pelo acesso à água. *****


[1] “Uma das principais razões para os projetos insanos dessas barragens turcas jamais concluídas, por falar delas, é inundar os vales e privar os curdos turcos de terreno onde se possam esconder e abrigar-se (…). Os curdos turcos sempre se opuseram firmemente àquelas barragens” (Bart, 27/8/2015, 2:05:00 PM | 3, nos Comentários a esse postado) [NTs].

Fonte: Moons of Alabama

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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

11 respostas em “Síria e Iraque são também guerras pela água. E outras virão.

  1. Quando se fala em Oriente Médio uma das primeiras coisas que nós pensamos é em deserto. E deserto, nos remete a seca e consequentemente a água. Tal bem tão precioso e tão necessário a sobrevivência humana está cada vez mais escasso em países como a Síria e o Iraque, países esses que estão vivendo conflitos muito graves dentro de seu território.
    Não se consegue fazer nada hoje sem água, pois além de ser essencial a vida do homem, ela também serve de matéria prima para movimentar setores importantes da economia, como a indústria que produz bens para a comercialização e a agricultura, que coloca alimentos na mesa de inúmeras famílias. O grande problema se encontra na falta desse recurso nessas regiões de conflitos, sendo assim milhares de pessoas ficam sem solução e assim acabam se unindo a grupos rebeldes como o Estado Islâmico, reforçando organizações que visam o terror e a destruição.
    O mais preocupante é que a solução para esses problemas hídricos está bastante distante, já que além dos problemas internos que esses países já têm, há também questões externas. Neste caso, envolve Estados vizinhos como a Turquia que cada vez mais constrói barragens que influenciam no fluxo natural da água. Sendo assim, há risco alto de haver um embate entre esses países.
    O que se espera é que prevaleça a diplomacia sempre, de modo a evitar que uma possível guerra entre esses países aconteça. Mas o mais importante no momento é dar algum tipo de ajuda para esses pequenos agricultores, de forma a evitar com que mais pessoas optem por se juntar a grupos terroristas. Quanto mais esses grupos se reforçam, mais vulnerável fica a comunidade internacional.

  2. A escassez hídrica afeta, inegavelmente, a prosperidade de um país impactando diretamente na economia e na qualidade de vida da sua população, podendo levar a conflitos internos cujos reflexos podem ser sentidos, também, pela comunidade internacional, como ocorreu na Síria. Como recurso imprescindível que é, a água deve ser foco de negociações e cooperação entre os países que dependem das mesmas fontes hídricas para que a paz seja mantida nessas regiões.
    A situação entre Turquia, Síria e Iraque não é alarmante apenas devido aos prejuízos que venha a trazer para esses três países, tendo-se que o êxodo rural na Síria fortaleceu grupos fundamentalistas que fomentam conflitos violentos em toda a comunidade internacional. A Turquia parece estar subestimando, ou até ignorando, a repercussão que sua conduta quanto a água possa ter, visto que, mesmo estando ciente da precariedade que suas barragens causam aos seus países vizinhos, ainda pretende fornecer água à Israel em troca de gás. Esse plano reduz ainda mais as chances da Turquia honrar o tratado firmado com a Síria e de estabelecer um fornecimento de água justo aos países que estão sofrendo com a escassez.
    A solução para evitar conflitos internos e externos nessa região está, claramente, na mudança de comportamento da Turquia em relação a água, seja ao honrar o tratado no qual é parte ou por meio de cooperação entre os três países que dependem dos mesmos recursos. Essa postura pode, além de evitar problemas agora eminentes, fortalecer as relações diplomáticas nessa área de conflito.

  3. A falta de água é um problema que já afeta grande parte dos países, e tem efeitos variados dentro de uma sociedade, acarretando fome , pois se produzira menos alimentos, sede devido a sua escassez ,e problemas relativos à produção de energia elétrica que em sua falta afeta de forma intensa setores da industria nacional
    Síria e Iraque são países que se localizam em uma região conhecidamente quente, cercada de desertos, e com poucas saídas para mares ou oceanos. Lugares desérticos tem certa propensão a fazer com que a água que ali se situa evapore mais rapidamente. Tal situação, nestes países especificamente, faz com que muitos produtores rurais abandonem suas terras, tornando-as improdutivas, e se mudem para as áreas urbanas, e isto é de todo ruim, pois diminui as produções alimentícias do país, tornando mais assíduas as revoluções contra os respectivos governos, que já tem por si só uma grande repercussão.
    Porem, neste caso não há muito o que os governos possam fazer, visto que isso é uma situaçao geologicamente natural de países do oriente médio, mas o que causa maior revolta na população é que quando se tem a água, ela não é distribuída de forma igualitária.
    A escassez hídrica faz com que haja um choque na economia, diminuindo os índices de produção e de crescimento, e na Síria e no Iraque tal situação so agrava ainda mais os vários conflitos já existentes em seus territórios, provocando guerras civis contra os próprios governantes e a guerra pela água contra países fronteiriços, e a mudança para as cidades aliada à insatisfação contra o governo faz com que essas pessoas se aliem a grupos de guerrilha e ate mesmo a grupos terroristas para tentar desapossar os governantes
    Esta nao é uma situação exclusiva deles, o mundo já teme pela falta de água, e tem que haver assim uma maior conscientização por parte da população no referente ao desperdício e à distribuição igualitária para todos. Temos sim, que fazer nossa parte tambem

  4. A água é o principal recurso natural fundamental para a sobrevivência humana, não só para consumo direto e o saneamento básico mas também como recurso necessário para as atividades econômicas de um país, como o setor agropecuário, industrial e até para prestação de serviços.
    Diante da necessidade de abastecimento constante de água surgem diversos conflitos como esse entre Turquia, Síria e Iraque nas regiões onde esse recurso é escasso ou mal distribuído. Sabe-se também que as disputas pela água tendem a ser cada vez mais constantes e intensas, uma vez que o consumo torna-se cada vez mais elevado e a disposição dos fluxos fluviais e volume de mananciais mais reduzidos.
    A solução pacífica para esse conflito depende fundamentalmente da negociação entre os países envolvidos estabelecendo e cumprindo tratados internacionais referentes ao abastecimento hídrico da região para atender a todos os povos. Contudo essa situação parece impossível diante da desobediência da Turquia que cria cada vez mais dificuldades para que o Iraque e a Síria não recebam esse recurso, como as mais de 140 barragens já construídas que cortam mais da metade do abastecimento do Iraque pelo rio Eufrates. Além disso, a Turquia ainda planeja a construção de muitas outras barragens dentro de suas fronteiras. Essa postura além de desonrosa a política externa do país com certeza só intensificará os conflitos existes nessa região.

  5. É importante considerar o valor dos recursos hídricos no século XXI. Já é proposto à tempos por cientistas que, com o elevado consumo de água em alguns países, com a desigualdade da alocação do recurso e com a ineficiência do transporte do mesmo, a água seria um bem de valor altíssimo em algumas regiões. Há quem diga, até, que a água será o novo petróleo.
    Especulação pouco importa nesse caso, mas é indubitável que alguns países vivem crises hídricas ou secas muito relevantes à discussão, tendo em vista o potencial de destruição da economia dessas secas. É um efeito dominó: secas levam a êxodo rural, o que ocasiona redução da produção de alimentos para abastecimento local e aumento da população nas cidades, o que por sua vez ocasiona problemas como ausência de alimentos, saneamento básico, criação de guetos. É importante, então, a renovação e a discussão de políticas internacionais sobre a utilização da água, especialmente aquelas que tratam de rios que passam por territórios de diversos países.

  6. O valor da água está cada vez mais caro, e a tendência é de apenas subir, podendo chegar a ser tão valioso como o petróleo daqui algumas décadas.

    Neste sentido, cada dia mais, torna-se necessária a implementação de efetivas políticas públicas e privadas visando o bom uso da água em todas as relações sociais e humanas. Faz-se necessário que a questão da responsabilidade ambiental se torne parte integrante de todas as políticas econômicas e produtivas da humanidade.

    Os lidéres das nações, no entanto, pouco se importam com os problemas futuros, mas sim nos iminentes, como o conflito com outros países.E a poluição e a escassez da água continuam.

  7. Os ataques sírios na região têm sido intensificados à medida que a ramificação iraquiana do EIIL passou a controlar também cidades estratégicas sírias próximas à sua fronteira. Ao mesmo tempo, no leste da Síria, rebeldes assumiram o controle de três cidades adjacentes ao território que a facção tomou no Iraque. Além disso, os sírios foram a única nação árabe a apoiar os iranianos na Guerra Irã-Iraque (1980-1988). Estas relações só foram restabelecidas em 2006.Nas cidades sírias que foram tomadas recentemente, o grupo impôs a sharia, lei islâmica. Com isso, há a obrigação de as mulheres andarem cobertas, proibição à música e escolas separadas para estudantes de sexos diferentes.

  8. A água a muito tem sido fator de discórdia entre os países, visto que por ser um recurso essencial, poucos o tem com fartura. Inúmeras dificuldades surgem com a escassez que cada vez mais se destaca em diversas regiões. Assim a falta de água é razão de guerra como, por exemplo, entre a Síria e o Iraque.
    A necessidade de um processo de solução global há tempos se manifesta, mas, fazer valer acordos para regular fluxos naturais de água através de fronteiras é um grande desafio a ser vencido.
    Com os conflitos acentuados em inúmeras regiões, são necessárias medidas urgentes para atenuar o preocupante cenário que se instala. A carência de medidas preventivas e protetivas deste recurso geram não só conflitos entre países, como também, secas, mudanças climáticas, impacto “global” sobre a produção de alimentos, abastecimento urbano e geração de energia, entre outros fatores.
    Para que os conflitos não cresçam e a situação mundial piore, medidas efetivas devem ser tomadas para conter o consumo indiscriminado do recurso natural, como, ações locais e globais.

  9. O mais preocupante é que a solução para esses problemas hídricos está bastante distante, já que além dos problemas internos que esses países já têm, há também questões externas. Neste caso, envolve Estados vizinhos como a Turquia que cada vez mais constrói barragens que influenciam no fluxo natural da água. Sendo assim, há risco alto de haver um embate entre esses países.
    O que se espera é que prevaleça a diplomacia sempre, de modo a evitar que uma possível guerra entre esses países aconteça. Mas o mais importante no momento é dar algum tipo de ajuda para esses pequenos agricultores, de forma a evitar com que mais pessoas optem por se juntar a grupos terroristas. Quanto mais esses grupos se reforçam, mais vulnerável fica a comunidade internacional.
    O valor da água está cada vez mais caro, e a tendência é de apenas subir, podendo chegar a ser tão valioso como o petróleo daqui algumas décadas.
    A falta de água é um problema que já afeta grande parte dos países, e tem efeitos variados dentro de uma sociedade, acarretando fome , pois se produzira menos alimentos, sede devido a sua escassez ,e problemas relativos à produção de energia elétrica que em sua falta afeta de forma intensa setores da industria nacional

  10. Diante da seca ocorrida da Síria durante os anos de 2006 à 2009,
    fez com que muitos fazendeiros deixassem suas terras em virtude do
    fracasso nas colheitas. A falta de suporte pelo governo fez com
    que o recrutamento para o Exército Sírio Livre e outros grupos, como o
    Estado Islâmico e Al-Qaeda, se tornasse maior naquela região, diante da
    grande tendência de motivação a rebelião antigoverno. Não é algo justificável,
    porém, o governo sírio deveria ter dado maior apoio e atenção à região,
    e não ter se mostrado ausente, como ocorrido.
    O mesmo tem ocorrido no Iraque, se não pior, e no Irã, uma vez que até água potável
    tem se tornado um desafio aos habitantes de regiões cuja agricultura era
    fonte de sustento. Não é de se assustar que a falta de água seja uma das razões
    de conflitos e guerras na Síria e no Iraque.
    Na Turquia, ao invés de pararem de construir barragens, que dificultam a sobrevivência
    dos países vizinhos, fizeram o contrário. 1700 novas barragens estão nos planos do país.
    Como exposto no texto, e de grande validade, é preciso um processo que solucione esse
    problema, com instrumentos que façam valer os acordos, e que regulem os fluxos
    naturais de água através das fronteiras.

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