Estado Islâmico destrói antigo mosteiro católico na Síriaorismo


Da Agência Lusa
Síria
Mosteiro de Mar Elian ficava em Al Qaryatain, localidade da província de Homs, área central da Síria  Swaidan

O grupo Estado Islâmico destruiu um antigo mosteiro católico na província de Homs, na região central da Síria, informou hoje (21) o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. O grupo radical sunita divulgou imagens da destruição do mosteiro, datado do século 5.

“O grupo utilizou ontem (20) escavadeiras para destruir o mosteiro de Mar Elian, em Al Qaryatain”, localidade da província de Homs que está sob o controle de jihadistas desde o dia 5 de agosto, afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Rahman disse ainda que os extremistas destruíram o mosteiro católico sob o pretexto de que o monumento é usado para adorar outros que não a Deus.

O mosteiro tem o nome de um santo oriundo de Homs que foi martirizado pelos romanos, depois de ter se recusado a abandonar o cristianismo. O local funcionava como lugar de peregrinação e de diálogo interreligioso em Al Qaryatain, cidade que também é símbolo da coexistência entre cristãos e muçulmanos.

No dia em que assumiram o controle de Al Qaryatain, jihadistas do Estado Islâmico sequestraram cerca de 230 pessoas, incluindo dezenas de cristãos. Segundo o observatório, 48 pessoas foram libertadas e 110 levadas para um reduto jihadista em Raqa, no Norte da Síria. O paradeiro de 70 pessoas continua desconhecido.

Em maio, um padre católico sírio que pertencia ao mosteiro foi sequestrado por três homens encapuzados, depois da tomada da antiga cidade de Palmira, que fica perto de Al Qaryatain.

Agência Lusa / EBCI

slamic state destroys monastery

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9 respostas em “Estado Islâmico destrói antigo mosteiro católico na Síriaorismo

  1. O conflito civil na Síria já dura mais de 4 anos. Em Março de 2011, a população síria foi às ruas protestar, de forma inicial pacífica, contra o governo autoritário de Bashar al-Assad, em um movimento de massa que já vinha ocorrendo e diversos países pelo mundo, influenciados pela “Primavera Árabe”.
    Mediante a respostas agressivas do governante, uma crise generalizada tomou o pais, o que levou à tona diversos entraves já existentes. O conflituo étnico entre os xiitas e sunitas foi o pior deles, sendo inclusive realizado pelo próprio governante. Milhares de mortes (mais de 215 mil), milhões de pessoas sem casas e outras milhões fugindo da Síria , além de uma instabilidade que afeta todo o país são o reflexo desse cenário de um interminável conflito.
    Hoje, o país esta tomado por grupos extremistas que, a todo momento, tentam desestabilizar o poder do governo para, cada qual com sua ideia, implementar de forma agressiva um novo ideal. O ataque à igreja em questão é mais um casso de intolerância de pensamento no país, que que se insere em uma área cujos conflitos religiosos já são cíclicos.
    Perto da Palestina e Israel, muçulmanos e cristãos estão em um entrave tal cujas expectativas são apenas de pessimismo. O sequestro de cristãos, do padre e a demolição da igreja é apenas um dos vários atos que ocorrem nesta área.

  2. O Estado Islâmico, fundado em 2004 no Iraque, é um grupo extremista muçulmano , cujo sua ascensão no plano internacional se deu em virtude de ser, inicialmente, um braço da rede terrorista Al Qaeda. Seus militantes (chamados de Jihadistas) são islâmicos sunitas, os quais consideram os xiitas como inimigos. Entre os objetivos visados pelo Estado Islâmico está a criação de um Estado Muçulmano abrangendo as zonas Sunitas do Iraque e da Síria, daí a explicação de atentados especialmente na Síria, como mostra a reportagem.
    Importante ressaltar que o combate ao Estado Islâmico é exercido por diferentes países, tais como os Estados Unidos da America. Entretanto, há quem diga, como o jornalista e analista político Michael Weiss em seu livro sobre o Estado Islâmico, que os ” “EUA falharam e ajudaram o terror”. De acordo com Weiss o sistema prisional americano no Iraque foi um dos grandes responsáveis pela radicalização dos terroristas que hoje lideram o Estado Islâmico.
    Importante ressaltar ainda que além dos erros cometidos pelos Estados Unidos e o Iraque, o ditador sírio Bashar al – Assad ao facilitar as operações da Al Qaeda no Iraque até o início da guerra civil entre sunitas e xiitas contribuiu, também, para a concretização da magnitude atual do Estado Islâmico.

  3. A atuação terrorista do ISIS continua de maneira desenfreada e à cada dia ganha mais força.Com uma rede de recrutamento de grande sofisticação,que ultrapassa fronteiras nacionais e consegue atuar nos mais variados países,seus pelotões ganham sucessivamente mais força.
    Apesar do ISIS não consistir em um estado soberano propriamente dito,o âmbito do direito internacional alcança essa milicia.Isso devido aos reflexos de suas ações que ultrapassam o âmbito somente regional e especialmente devido aos crimes contra a humanidade,ou seja, contra todos os estados soberanos.
    Consistem em crimes contra a humanidade uma vez que vão contra o “Jus Cogens” ou seja,regras gerais e coercitivas à todos no contexto internacional. Sao as violações como as frequentes praticas de tortura,o trafico de pessoas feitas escravas,o uso agressivo de força,o desrespeito à autonomia dos povos e suas crenças religiosas e muitas outras.Frequentes também são as infrações contra o declaração universal dos direitos humanos da ONU em seus artigos 2,3,5,10 e tantos outros.
    Já a destruição do patrimônio cultural,como focado pela reportagem,pode ser visto também como um crime contra a humanidade,uma vez que a Convenção para a Proteção do Patrimônio
    Mundial, Cultural e Natural,realizado na conferencia geral da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura, reunida em Paris, de 17 de outubro a 21 de novembro de 1972,entende: “sua preservação como elemento do patrimônio de toda humanidade”
    Diante desse quadro é necessário uma coalizão na comunidade internacional para poder se opor a esse gigante que ameaça as bases das relações entre os estados.Uma coalizão forte e efetiva,diferente do apoio fraco dado pela França e EUA atualmente.Isso se trona imperativo devido à fragilidade do exercito sírio,que em questão de tempo,será subjugado dando espaço à formação de um individuo soberano supranacional de caráter certamente bélico,terrorista e alheio ao “Jus Cogens”.

  4. A que ponto a destruição em nome do extremismo religioso irá chegar? O Estado Islâmico é um grupo jihadista que surgiu no Oriente Médio e se autoproclama como a maior autoridade islâmica do mundo. O maior problema dessa organização é sua aversão por outras religiões que não sejam adeptas aos seus preceitos. O grupo parece ter uma “missão” de extermínio principalmente contra muçulmanos xiitas e cristãos, além da destruição de patrimônios considerados importantes por essas religiões. Aos poucos esse grupo terrorista vem ganhando força e dessa forma, executando cada vez mais inocentes em nome de uma religião que como qualquer outra prega somente a paz e o respeito ao próximo. A destruição do mosteiro de Mar Elian é apenas uma demonstração das atrocidades que eles vêm cometendo, já que inúmeros patrimônios já foram derrubados, como a destruição das estátuas em um museu em Mosul, no Iraque. Ou seja, como se não bastasse o terror e o medo trazido por eles a esses lugares eles também exterminam a memória secular de um povo.

  5. O fato é: ou a ONU por meio de seu Conselho de Segurança começa a tomar providências para tentar conter o avanço desse grupo, ou o Oriente Médio passará aos poucos a ser dominado pelo Estado Islâmico. E o mais preocupante: um genocídio acontecerá. Pois, o E.I já deu várias provas de que suas atrocidades não cessarão enquanto eles não alcançarem seus objetivos.
    Um novo onze de setembro pode até mesmo se repetir caso eles continuem se expandindo de forma exponencial e ganhando cada vez mais adeptos, já que a migração para os países tomados pelo califado está cada vez mais intensa. Uma intervenção contra este grupo, precisa ser realizada o mais rápido possível.

  6. A ascensão territorial e do poder do Estado Islâmico (EI) é uma das maiores preocupações da comunidade internacional. O grupo já é considerado terrorista por muitos países em decorrência da sua atuação violenta e cruel e pelos seus objetivos jihadistas declarados.
    O EI visa acima de tudo constituir um califado nas regiões de maioria sunita do Iraque e da Síria e utiliza desde a sua origem de uma organização militar fortemente armada pra conquistar territórios estratégicos para a sua causa, como regiões petrolíferas abundantes no Iraque. O controle sobre essas regiões explica de onde vem a maior parte do financiamento do grupo terrorista. Essa estratégia é semelhante à de outros grupos armados que estabeleceram redes econômicas ilícitas para se manter, comprar armas e enriquecer suas lideranças.
    Além de constantes doações vindas de todo o mundo e do dinheiro do petróleo o EI necessita também de adeptos ao seu fundamentalismo dispostos a lutar para atingir sua finalidade. Diante disso a propaganda do EI se mostra cada vez mais eficiente ao recrutar mais e mais jovens.
    A destruição do mosteiro católico na Síria é apenas mais uma das atrocidades cometidas por essa organização terrorista contra o patrimônio da humanidade, contra a dignidade humana não só dos cristãos e judeus mas também dos muçulmanos que discordam da sua atuação ou que se opõem as suas crenças radicais e contra a soberania dos Estados que tentam resistir as constantes invasões e conflitos armados provocados pelo EI.
    Se a comunidade internacional não se mobilizar urgentemente para impedir o avanço do grupo e deter seus líderes responsáveis pelos crimes cometidos e recrutamento/propaganda, enviando tropas para reconquistar os territórios invadidos e as regiões de matrizes energéticas para restabelecer o seu governo legítimo será cada vez mais difícil conter a ascensão desenfreada do EI.

  7. O Estado Islâmico foi criado em 2013 e cresceu como um braço parte da organização terrorista al-Qaeda no Iraque. Todavia os dois grupos romperam os laços. Os extremistas declararam um califado, mudaram de nome para o Estado Islâmico e anunciaram que iriam impor o monopólio de seu domínio pela força. É atualmente um dos principais grupos jihadistas do mundo.
    Os conflitos na Síria vêm se arrastando desde 2011, quando começaram protestos pró-democracia contra o então governo. a violência cresceu, transformou-se numa guerra civil, até que os conflitos foram potencializados em 2013 com a ascensão dos grupos jihadistas (Estado Islâmico).
    A destruição de um antigo mosteiro católico na província de Homs, na Síria, pelo Estado Islâmico, é mais uma demonstração do radicalismo, da tentativa de dominação pela força e do completo desrespeito pelo povo e por suas crenças. Ferindo direitos fundamentais como dignidade da pessoa humana, direito à vida e de crença, o grupo terrorista assola a Síria de medo e morte. É, portanto, uma violação não só ao patrimônio da humanidade, quanto à humanidade em si.
    A comunidade internacional deve se mobilizar fortemente contra as ações do EI a fim de preservar o que ainda resta da Síria e de seu povo, e de impedir que cada vez mais jovens sejam recrutados para cometer atrocidades contra a humanidade.

  8. A Região do Oriente Médio é marcada por diversos conflitos, provenientes de fracas organizações estatais e de uma colonização que não levou em conta as minorias étnicas. Em uma única área estão presentes vários povos, com ideologias fundamentalmente diversas. Além de divergências culturais, desigualdade social, conflitos econômicos , existem fortes contradições entre credos religiosos. Por exemplo, Jerusalém é uma cidade símbolo tanto para Mulçumanos, que devem ir a meca pelo menos uma vez na vida, quanto para cristãos e judeus.
    Pôs segunda Guerra, afim de estabelecer um Estado judaico livre do holocausto a ONU propôs uma divisão do território entre o Estado Palestino e o Estado judaico. No entanto, essa divisão não foi aceita pelo árabes, segundo eles essa repartição seria injusta pelos árabes. A tentativa de pacificação foi falha.
    Desde então, a convivência entre estes diferentes povos tem sido conturbada; Circundada por desrespeito de todas as partes, feitos por meio de insultos religiosos, ataques violentos (alguns chegariam a dizer ate terroristas) e muitas mortes. Essa dinâmica, além de ser prejudicial para a área, é muito significativa para a conjuntura internacional. França, Estados Unidos, Inglaterra já fizeram esses conflitos quase que “pessoais”.
    Como a reportagem retrata, os direitos de cada ser humano são inobservados por muitos. Liberdade de religião, expressão, de viver em um local seguro e sem conflitos não é uma realidade para esses pessoas. A destruição de um mosteiro, símbolo do credo e fé de muitos, ilustra essa total insegurança. Dados da ONU mostram que em 2012 o numero de mortos na Síria já ultrapassava 60 mil. A destruição do mosteiro de Mar Elian é apenas um dos fatos , dentre vários, que demonstram a situação de conflito prolongado.

  9. A devastação de Patrimônio da Humanidade pelos terroristas do Estado Islâmico faz parte de uma campanha sistemática que visa destruir patrimônio arqueológico e histórico. Alguns dos tesouros culturais mais preciosos do mundo, incluindo sítios arqueológicos no berço da civilização, estão em áreas controladas pelo grupo e à mercê dos extremistas, empenhados em exterminar toda a cultura não-islâmica. O ataque é muito mais do que uma tragédia cultural. Também é um assunto de segurança que alimenta o extremismo violento e o conflito. A destruição sistemática de elementos icônicos do rico e diverso patrimônio que nós temos testemunhado nos últimos meses é intolerável.

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