Papa adere à campanha por solução negociada sobre soberania das Malvinas


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 19/08/2015 23h04 Buenos Aires
Monica Yanakiew – Correspondente da Agência Brasil/EBC

O papa Francisco aderiu a uma campanha que pede ao Reino Unido que aceite dialogar com a Argentina sobre a posse das Ilhas Malvinas – ou Falkland Islands para os britânicos. O remoto arquipélago, no Atlântico Sul, é motivo de disputa entre os dois países há dois séculos.

Os argentinos reivindicam a soberania das ilhas, que herdaram da Espanha e foram ocupadas pelo Reino Unido. A Organização das Nações Unidas (ONU) considera o arquipélago um território em disputa e há 50 anos emitiu a Resolução 2.065, instando os dois países a buscarem uma solução negociada.

Mas, o Reino Unido considera que o futuro das ilhas deve ser decidido pelos próprios moradores, reivindicando o princípio de autodeterminação dos povos. A Argentina diz que o princípio só se aplica a uma população nativa e os moradores das Malvinas são descendentes dos colonos britânicos.

A disputa resultou numa guerra, em 1982, quando os militares argentinos tentaram recuperar o arquipélago e foram derrotadas pelas Forças Armadas britânicas. Mas, a Argentina continua reivindicando a soberania das ilhas. Este ano, no cinquentenário da Resolução 2.065, foi lançada uma campanha pedindo diálogo entre os dois países para dar por encerrada a questão.

Sete ganhadores de Prêmio Nobel endossaram a campanha. E o papa – que é argentino – tirou uma foto com o cartaz que diz: É tempo de diálogo entre a Argentina e o Reino Unido pelas Malvinas. A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, divulgou a foto pelas redes sociais nesta quarta-feira (19).

Edição: Aécio Amado
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Sobre Luiz Albuquerque

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14 respostas em “Papa adere à campanha por solução negociada sobre soberania das Malvinas

  1. A disputa das duas nações pela região nos leva a fazer uma retrospectiva por todo contexto histórico que a humanidade já passou… Estamos claramente diante de um imperialismo em pleno seculo XXI,em que ambos Estados (Argentina e Reino Unido), se veem em uma posição superior ao quererem dominar a região das Malvinas. Percebo que o ponto crucial de reflexão acerca do assunto deva ser os moradores das Ilhas. A questão de querer ou não dominar determinada área não pode ferir de maneira alguma princípios democráticos como a autodeterminação dos povos. De acordo com Maria Angélica Ikeda, tal princípio “estabelece que a um povo deve ser oferecida a possibilidade de conduzir livremente sua vida política,econômica e cultural”. O Reino Unido ao tentar ”reivindicar” tal princípio causa muita insegurança e demonstra uma visão extremamente colonialista. Poderia até ser um pensamento ilusório, mas em uma sociedade globalizada, em princípio prematura, mas que já gera direitos e obrigações como podemos ver nos estudos de Direito Internacional, resolver as divergências por vias militares é um tanto quanto insustentável. Encontrar uma solução diplomática para a referida situação não será tarefa fácil, mas o diálogo é a saída mais plausível e correta para resolver esse conflito que já dura tantas décadas.

  2. A disputa entre Argentina e Inglaterra pela “posse” das Ilhas Malvinas já perdura por anos. Ambos os lados sempre defendem veementemente os direitos políticos sobre o território, causando uma instabilidade sobre o assunto. A pouco tempo, foi feito uma consulta popular perguntando qual país preferia-se como soberano, e o resultado foi, em grande maioria, a preferencia pela Inglaterra. Acontece, porém, que também há alguns motivos que favoreçam a Argentina, como a citada herança dada pela Espanha durante a independência, e a proximidade com o território argentino.
    A questão é de difícil analise devido a sua complexidade. Digo até que o caso, de forma geral, se assimila à Crimeia, com a disputa política pela região em conjunto com a vontade da sociedade em ser ligada a um país ou outro.
    Acredito que, sempre que possível, esses casos de disputa política deva ser sanado com o reconhecimento, entre as partes, da independência da área, uma vez que é, para a população da mesma, uma situação sofrida de se encontrar. O entrave muitas vezes, como ocorreu no caso, resulta em guerras, dificuldades econômicas e instabilidades politicas (pois, afinal de contas, a quem se submeter?), o que gera problemas locais muitas vezes irreversíveis. A solução ágil, mediante ao consenso pacífico, ao respeito e à liberdade, é o caminho que se deve sempre visar nessas mediações internacionais.

  3. “A Argentina não deixa o caso descansar em paz”, disse um entrevistado de uma emissora britânica quando questionado sobre o porque o famoso caso das Malvinas nunca morre, sua resposta, em meu ponto de vista, resume a retomada do assunto, novamente, esse ano. A Inglaterra e a Argentina viveram em conflito durante dois séculos por uma divergência que já nasceu sem razão, se eles tivessem tido a sensatez de pararem para pensar e conversar ao invés de guerrear. Apesar de ser uma herança dada pela Espanha, o princípio da autodeterminação dos povos prevalece e se perguntassem àquelas pessoas, de qual país elas querem fazer parte, elas responderão Inglaterra, não só por descenderem de britânicos, mas por serem capaz de escolher, de decidir como e com quem querem viver. A Argentina bate na mesma tecla pela terceira vez somente para perder novamente, não existem probabilidades da situação mudar, ao meu ver, pelo simples fato dos verdadeiros donos (habitantes) daquelas terras não quererem que mude e como não vivemos mais em tempos de imposição colonial, a Argentina não pode e não deve contrariar forçadamente esse povo, até porque, se tem uma coisa nessa história que não se alterou, é o poder da “mãe” das Malvinas.

  4. As ilhas Malvinas – ou em inglês, Falkland – é um pequeno arquipélago localizado a leste da costa da América do Sul, ao sul do oceano Atlântico e está em disputa desde os primórdios de sua história, primeiramente entre Reino Unido, França e Espanha. Mas o principal conflito é datado de meados de 1820 e que se alonga até os dias atuais, protagonizado pelo Reino Unido e pela Argentina.

    A campanha que tenta promover um diálogo entre os países é importante pois, deste modo, tenta-se evitar conflitos bélicos, é provado – inclusive por outras guerras que aconteceram nas Malvinas – de que com a guerra não se resolve nada. É importante salientar a adesão de figuras notórias, como o papa e ganhadores do prêmio nobel, a tal campanha, tornando a visibilidade da campanha muito maior, atingindo um raio de conhecimento geral também maior.

    Se as Ilhas Malvinas é território britânico ou argentino, cabe aos países, por meio do diálogo, decidirem. E que eles se lembrem sempre de proteger os interesses dos verdadeiros donos da terra, os seus habitantes, e não apenas proteger interesses próprios.

    • A sociedade contemporânea como um todo, vem se desenvolvendo no sentido de sempre buscar a solução mais dialógica e democrática dos conflitos de interesse, e à medida que as evoluções acontecem, se percebe mais nitidamente a ineficácia dos meios violentose impositivos, que desconsideram a vontade e até mesmo a existência da outra parte envolvida. É com esse mister que o pontífice de Roma se manifestou, na tentativa de promover diálogo e negociações entre a Inglaterra e a Argentina no que tange à “posse” da área compreendida nas malvinas. O Papa não inovou no assunto, há muito a ONU vem propondo diálogo e acordo entre as partes. A disputa pelo território já se estende por mais de dois séculos, muitas vidas foram perdidas na tentativa de impor sobre outras aquilo que era concebido como adequado. A solução construída cooperativamente reflete mais adequadamente os rumos contemporâneos do Direito Internacional, e da atividade internacional pública em geral. Os acordos e tratados políticos são as principais fontes de resolução de controvérsias e de materialização de aspirações e interesses Estatais.
      De seus lado, a Argentina alega que, por ter a maior parte da população composta por sujeitos de origem britânica, a escolha popular não seria legítima, já que aqueles tenderiam a se manterem vinculados à Inglaterra. No entanto, ocorre que, o fato de os ingleses representarem uma parcela muito significativa do elemento humano do Estado, não desqualifica em nada a posição dos sujeitos de direitos, que devem ter suas vontades respeitadas, conforme os ideias calcados no princípio, internacionalmente institucionalizado e defendido, de autodeterminação dos povos.
      A Inglaterra, por seu turno, defende a escolha democrática dos rumos políticos da Ilha.
      Um CENSO realizado em 2006 definiu que 1/3 dos habitantes da ilha nasceram no próprio arquipélago, portanto, é relevante lembrar que sem os estrangeiros, quase 30% ingleses, a ilha não teria população suficiente para se autogerir e manter de forma equilibrada. Em 2012, o arquipélago atingiu 2.932 habitantes, um número muito pouco expressivo, diga-se de passagem. Desses (2.932), uma parcela ínfima é de origem argentina, parcela essa que não consegue criar uma identificação cultural com o país sulamericano.
      Realisticamente, a Argentina não tem meios de se sustentar a si próprio de maniera descente, e a necessidade de arcar com eventuais custos com as malvinas, acabaria de vez com a economia do país, e traria uma drástica perda de qualidade de vida para os habitantes do Arquipélago, que hoje têm o 10º PIB per capta do mundo, uma inflação de 1,2% e IDH de 0,87, altíssimo para os padrões do hemisfério sul. Tudo isso é resultado da presença britânica na ilha. Não por acaso, no ultimo plebiscito, 99,8% dos eleitores optaram pela manutenção do governo inglês.
      Por mais que a Argentina almeje e deseje que a ilha lhe pertença, a autodeterminação dos povos não deixa dúvida quanto à real identificação nacional. Trata-se pois, de um caso clássico em que, não apenas deve haver diálogo entre os Estados em conflito, que defendem seus interesses e a legitimidade da ilha, mas também deve-se observar o interesse do povo, que além do objeto de disputa não deixa de ser uma finalidade em si mesmo, detentora de direitos e garantias que transcendem o mero conflito de interesses políticos.

  5. O Papa mais uma vez desempenha o papel de conciliador ao tentar criar um dialogo entre duas nações, a Argentina e o Reino Unido, que vivem um desacordo há quase dois séculos em relação às Ilhas Malvinas, mas quem poderá responder qual nação é soberana sobre essas terras? Os argentinos alegam que tal território faz parte do seu, já os britânicos afirmam que são soberanos por direito, pela colonização de seu povo no local. O que realmente sabemos é que a própria população, descendentes de colonizadores britânicos, afirma que não desejam uma mudança da administração politica e governamental da ilha, comprovado no ano de 2013 através de um referendo proposto pelo governo local no qual questionava a população se deveria continuar sendo um território autônomo britânico ou não, por outro lado o governo argentino afirmou que não reconhece o resultado e nem o referendo. Diante deste entrave só basta o Papa rezar para surgir uma solução sem maiores conflitos, como as batalhas que já ocorreram, pois nenhuns dos dois países demostram sinais que vão abrir mão de ‘’seu direito’’, enquanto isso a população vive de forma satisfatória diante da economia britânica comparado com a crise interna que vive a Argentina, com moeda desvalorizada e estagflação.

  6. O papa Francisco aderiu a uma campanha que pede ao Reino Unido que aceite dialogar com a Argentina sobre a posse das Ilhas Malvinas O remoto arquipélago, no Atlântico Sul, é motivo de disputa entre os dois países há dois séculos por três motivos:
    1. Tanto a Argentina como o Reino Unido consideram que a soberania sobre estes territórios representa uma questão de orgulho e credibilidade nacional.
    2. O controle deste arquipélago encerra uma posição estratégica ao seu ocupante sobre o cruzamento austral e o seu tráfego marítimo.
    3. A recente notícia de exploração de petróleo por ingleses, próximo às Malvinas, pode indicar que os britânicos sabiam da existência de combustíveis fósseis na região.
    O Reino Unido considera que o futuro das ilhas deve ser decidido pelos residentes, já a Argentina diz que uma vez a população nativa sendo de descendentes dos colonos britânicos, sua posição fica em desvantagem e o Papa,que é argentino, tirou uma foto com o cartaz que diz: É tempo de diálogo entre a Argentina e o Reino Unido pelas Malvinas. Alem de sensato, foi ousado em dizer abertamente o que muitos não conseguiram, abrindo um espaço para mudanças futuras.

  7. O conflito entre a argentina e o reino unido se estende há anos e quem sofre com isso é a população do local. O reino unido venceu a guerra em 1982, porém a argentina em 2012, após 30 anos deu início a uma campanha pela retomada das negociações. Com isso instalou-se um medo geral de que o fato pudesse ocasionar uma segunda guerra entre estes países. O Reino Unido ocupou a região há anos e é a favor do princípio da autodeterminação dos povos. Já a Argentina ensina, em suas escolas que as Ilhas Malvinas são argentinas e que o reino unido “usurpou” o arquipélago há quase duzentos anos, como citado em reportagem pela BBC Brasil. O Papa Francisco veio então pedir que os países aceitem negociar o território e acabar de vez com tamanha insegurança. Hoje em dia a Ilha é autossustentável exceto pela defesa que é feita por mil soldados britânicos. A pesca e a agricultura garantem boa parte da arrecadação e o turismo vem crescendo ao longo dos anos no arquipélago. É preciso que encontrem uma solução pacífica e humanitária para que o arquipélago possa enfim ter um país em quem se apoiar e se submeter sem ter a possibilidade de uma guerra ou desentendimentos que não são positivos nem para a ilha em questão nem para os países envolvidos.

  8. Em 2013, Cristina Kirchner pediu ao Papa auxílio na negociação entre Argentina e Grã-Bretanha sobre a questão das Malvinas. Ao aderir à campanha supracitada, o Papa atendeu a esse antigo pedido da presidente da Argentina, ao mesmo tempo em que reforçou a necessidade de resolução da complexa questão. Tal complexidade deriva do forte sentimento de posse e dos bem fundamentados argumentos de ambos envolvidos. Um dos fortes argumentos britânicos consiste no princípio da autodeterminação dos povos, uma vez que diversos plebiscitos foram feitos e os moradores das ilhas optaram por permanecer sobre domínio britânico. No entanto, acredito que falar de autodeterminação nesse contexto é oportunismo, uma vez que uma expedição militar britânica expulsou habitantes argentinos de lá. Já a Argentina tem como um dos seus pilares argumentativos a sucessão de títulos territoriais: como as ilhas pertenciam à Espanha, sua antiga metrópole, quando a independência foi conquistada a posse das ilhas foi transferida para o país recém-independente. Esse argumento é mais sustentável que a autodeterminação dos povos, defendida pelos britânicos, na medida em que seus critérios nesse contexto não são tão subjetivos. Além disso, existem também motivações que transcendem a esses argumentos, principalmente no que diz respeito à exploração do petróleo. A Grã-Bretanha, em um ato imperialista, iniciou a exploração de petróleo nas ilhas, mesmo sendo um território em disputa. Isso abre espaço para a questão: afinal, a Grã-Bretanha pretende abrir a possibilidade de discussão da soberania da região apenas quando seus recursos se esgotarem? Tal questionamento reforça a importância do Papa ter apoiado às negociações e promovido maior notoriedade ao conflito por meio de sua participação na campanha.

  9. A questão das Ilhas Malvinas (ou Falkland Islands) é antiga e acabou de ganhar mais forca. Com a sua posse disputada entre a Argentina e o Reino Unido, as Ilhas Malvinas sao foco de conflito antigo entre tais países, cujos governos, por meio de uma espécie de imperialismo disfarçado, negligenciam a população local. Tal paradigma se mostra errôneo, uma vez que o foco de toda a situação nao deveria estar no elemento territorial, e sim na população das ilhas, cuja opinião deveria ser ouvida e principalmente considerada.
    Uma campanha mundial é feita para que o Reino Unido (que ocupa as ilhas) aceite dialogar com a Argentina sobre a posse de tal arquipélago, sendo que a ONU há 50 anos instou ambos os países (através da Resolução 2.065) a buscar uma solução negociada. Mesmo assim, até hoje a situação das ilhas nao foi pacificada, e tal diálogo nao foi firmado.
    Dessa forma, o apoio de figuras notáveis no cenário mundial a causa é altamente bem vindo, a fim de endossar a campanha já existente e trazer o assunto em voga. O papa Francisco, a pedido da presidente da Argentina – Cristina Kirchner- também pediu o diálogo entre os países, reforçando o ilustre grupo de apoiadores a causa, que já conta com sete ganhadores do prêmio Nobel e milhões de pessoas ao redor do planeta.
    Entretanto, uma parte importante da situação nao esta sendo devidamente considerada: a população local das ilhas. O Reino Unido, como uma maneira de legitimar sua ocupação na ilha e conseguir a posse do local (já que os moradores da ilha sao de descendência inglesa), propõe que a população local opine sobre a posse do país, reivindicado o direito da autodeterminação dos povos.
    Ouvir a população local representa a saída mais democrática para a situação, que perdura ha muito tempo. Entretanto, o povo do local só poderá ter a sua opinião sobre a questão levada em consideração se primeiramente houver um diálogo entre a Argentina e o Reino Unido, seguido por um acordo diplomático que acerte que a questão será resolvida com base no que a população malvina decidir.

  10. A Argentina tem reivindicado a posse das ilhas por cerca de 200 anos. Em 1982, a Argentina invadiu o local, mas foi repelida após uma guerra de 74 dias com a Grã-Bretanha. Durante a guerra, a Inglaterra conseguiu fazer um bloqueio econômico à Argentina, e a Comunidade Européia e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) declararam um embargo comercial contra o país. A derrota argentina no conflito trouxe consequências políticas no âmbito interno e externo (MOREIRA, 2008). A diplomacia britânica, ao negar qualquer negociação sobre a soberania das Ilhas Malvinas, mostra que ainda conserva características de seu passado imperialista. Dessa forma, a posição defendida mundialmente pelo Papa a favor do diálogo entre os dois países tem uma conotação muito importante para o âmbito internacional, visto que, o Papa é uma figura que tem grande influencia no convencimento das pessoas e, principalmente o Papa Francisco, que recebe, desde sua posse, milhares de elogios e possui alto percentual de aceitação. Seu pronunciamento pode não impulsionar a posição dos países em si, mas chama a atenção de todo o mundo sobre um problema internacional que nem todos tinham ciência. Através dessa simples fala, ele alerta a população mundial dos problemas territoriais ainda existentes nos dias de hoje e, de forma imparcial, mesmo sendo Argentino, defende apenas o diálogo entre os países, e não se atreve a dar uma solução. Com isso, ele consegue, de certa forma, sensibilizar as pessoas para que estejam atentas aos acontecimentos internacionais e na importância da solução desses conflitos.

  11. As Ilhas Malvinas, ou Falkland Islands em inglês, são um arquipélago sulamericano, situado no atlântico sul, a uma distância de 480 km da Patagônia. O arquipélago possui um pouco mais de duzentas ilhas, onde se destacam duas ilhas principais: Ilha Grande Malvina, situada a oeste, tem superfície de 4377 km ² e Ilha Soledad, localizada a este, possui 6353 km². Ao sul das Ilhas Malvinas está o banco Burdwood (planície submarina) encontrado a pouca profundidade e onde, depois de algumas análises, concluiu-se que é um local rico em jazidas de minérios e até petróleo.
    As ilhas foram domínio argentino de 1820 até 1833, quando foram ocupadas pelo Reino Unido, que as administra desde então. Durante a Guerra das Malvinas, o controle das ilhas foi novamente argentino.
    Como se pode notar, o controle do arquipélago sempre foi bem disputado, resultando até mesmo em uma guerra. Porém, atualmente, todas as autoridades envolvidas no assunto apoiam uma discussão pacífica em torno do assunto, incluindo o Papa Francisco, que é argentino e vem ocupando um papel que vai bem além do papal, já que usa de sua popularidade e aprovação para tratar de assuntos polêmicos de forma sensata, pregando a paz. Seu enunciado pode servir como forma de comover a todos ligados ao tema, o que seria essencial para uma solução civilizada e preventiva.

  12. O conflito entre Argentina e o Reino Unido ao que diz respeito as Ilhas Malvinas, ou Falklands Islands, já perdura vários anos. A discussão ressurgiu recentemente apos quase três décadas apos a guerra das Malvinas/Falklands.
    Ambas as partes tem sua visão da historia e apresentam argumentos diversos para comprova-las. A Argentina diz que a posse sobre as ilhas é seu direito, pois a herdou da coroa espanhola. Para deixar seu argumento ainda mais forte, argentinos dizem que em 1774 o Reino Unido deixou a ilha por mais de 50 anos período em que a Argentina tomou medidas para consolidar sua posse sobre o território.
    Em contrapartida, a Inglaterra alega que desde 1833 habita e administra de forma pacifica e eficiente a ilha. Esse longo período em que a Grã-Bretanha administra as Ilhas Maldivas, poderia ter conferido segundo o costume, fonte de direito internacional publico, direito de posse aos Britânicos. No entanto, existem manifestações argentinas contrarias a aquisição desse direito, o que impede a efetiva formação dele. Outro ponto em favor dos ingleses é que a maioria dos moradores da ilha já afirmaram varias vezes o seu desejo de continuarem britânicos. Essa declaração esta fortemente relacionada a conjuntura internacional e a atual situação econômica dos dois países. A Argentina, encontra-se em situação extremamente desfavorável, e a Grã-Bretanha é um pais rico e desenvolvido.
    Esse é um conflito que não apresenta solução clara e prosseguira nos próximos anos em busca de solução; O envolvimento do papa reforça a complexidade do conflito.

  13. É momentos como este que me faz recordar que o Direito não é uma ciência exata, o caso em questão é muito mais complexo do que se possa pensar. A diversos fatores a serem considerados, tanto do lado britânico quanto do lado argentino. Esta questão é tão polemica que já dura por mais de dois séculos. E a meu está muito longe de uma solução, apesar do papa sugerir o diálogo, os dois lados possuem fortes argumentos. Na minha humilde concepção sobre o caso, acredito que os britânicos não vão consentir com o pedido da Argentina. Como diria um velho ditado “ o que não tem solução, solucionado está”.

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