70 anos do Instituto Rio Branco que forma os diplomatas brasileiros: Discurso do Ministro Mauro Vieira


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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

8 respostas em “70 anos do Instituto Rio Branco que forma os diplomatas brasileiros: Discurso do Ministro Mauro Vieira

  1. Os diplomatas brasileiros são uns dos mais respeitados na comunidade internacional, grande parcela disso, devemos ao Instituto Rio Branco que lapida impecavelmente os diamantes que exportamos para representar nosso país. Contrariando o que muita gente pensa, o Brasil, em questões diplomáticas, é extremamente respeitado, seja em parte, pelo brilhante trabalho dos diplomatas ou por outra, pela honradez de sua palavra. Vale lembrar que os diplomatas só estão autorizados a negociar aquilo que o documento que leva consigo da Presidente da República precisa, são altamente treinados para falar em entrevista, ou melhor dizendo, não falar. Além de intelectuais, poliglotas e renomados, a vida do diplomata nem sempre é o que pensamos. No início de sua carreira, por exemplo, é mandado para países onde não escolheriam ir se tivesse opção, mas por força maior, se mudam. Devemos a imagem boa que os estrangeiros têm do nosso país à essas pessoas que fazem de nós, dignos de tanto respeito e apreciação.

  2. O diplomata é um ocntutor de nossa politica externa, é responsavel por representar o brasil no exterior e solucionar conflitos envolvendo nossos interesses. Ele discutem sobre qualquer tema, direitos humanos, ambiental, comercio de exterior entre outros. Nossos diplomatas sao extremamente respeitados e treinados para nos representar da melhor forma.
    Os diplomatas não tem o poder de realizar os proprios tratados com as suas proprias vontades, eles so podem negociar o que estao autorizados a negociar. É uma profissao muito interessante e requer muito tempo de estudo e dedicacao.
    A seleção para a carreira diplomática, é exclusiva do Instituto Rio Branco e os estudantes podem ingressar por meio de processo seletivo. O Instituto tambem é responsavel pela realização do Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas e do Curso de Altos Estudos que são obrigatórios para os diplomatas que almejam a evolução na carreira.
    Os diplomatas precisam falar mais de uma lingua moderna, de preferencia ingles e frances, eles precisam tambem ter conhecimento geral sobre o brasil, cultura, historia, geografia, politica, economia e tambem precisam ter conhecimento do Direito Civil relativo às pessoas e princípios fundamentais em matérias de sucessão.
    Em suma, é uma carreira brilhante, os alunos do Instituto dedicam varios anos de suas vidas ao estudo.É um curso dificil que exige muito foco e determinacao. Depois de tanto trabalho, ainda sao enviados para nos representar em outros paises, sao pessoas muito intelectuais e por todos esses motivos merecem todo nosso respeito.

  3. No discurso, o ministro Mauro Vieira exalta o instituto Rio Branco e destaca qual a função que esse instituto presta ao país, a de formar diplomatas. Ao fazer isso, ele diz que diplomadas são servidores do Estado brasileiro, aptos a servir aos interesses nacionais no mundo de acordo com a política externa do Brasil. Sobre esse prisma, é necessário compreender que essa função desempenhada pelo diplomata é muito importante, motivo pelo qual existe um Instituto tão sólido e confiável quanto o homenageado nesse discurso comemorativo de seus 70 anos. É dessa importância que deriva os privilégios e imunidades dos diplomatas, ou seja, para assegurar o eficaz desempenho de sua relevante função de representar o país. Tais privilégios, somados à completa formação pelo Instituto Rio Branco, são o que buscam garantir que essa função será efetivada com sucesso. Além disso, é também interessante prestar atenção ao destaque do ministro ao fato de que em 2002 foi criado o “Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco – Bolsa Prêmio de Vocação para a Diplomacia”, programa pioneiro na administração pública federal em promover a igualdade racial. Afinal, um instituto que visa capacitar pessoas para exercerem a função de representantes do nosso Estado precisa ter representações coerentes da heterogeneidade brasileira. Contudo, o que não foi abordado no discurso de Mauro Vieira, é que dados de 2012 demonstram que mesmo com tal ação afirmativa, apenas 2,6% dos novos diplomatas são negros. Isso prova que o quadro da composição racial desigual do Itamaraty ainda está longe de ser mudado. Determinar quais as exatas medidas necessárias para que isso se reverta ainda não é possível, mas há quem defenda cotas de valores relativamente altos, como 20%, no concurso público do Itamaraty. Há também quem defenda que o resultado do programa de ação afirmativa implementado ainda será ampliado com o decorrer do tempo, posição que eu – particularmente- considero um pouco utópica e excessivamente otimista.

  4. O Instituto Rio Branco foi criado em 1945 preliminarmente como um centro de pesquisa e ensino com o objetivo de formar, melhorar e especializar funcionários do Ministério das Relações Exteriores. Em 1946 passou a ser o responsável pela seleção e formação acadêmica de novos diplomatas brasileiros, com mais de dois mil diplomatas já formados e reconhecido pela sua qualidade de ensino.
    O instituto implementou um passo inicial para democratizar o ingresso na carreia diplomática ao estabelecer concurso de provas como único meio de admissão. Formando diplomatas tanto nacionais como estrangeiros com programa de bolsistas.
    Os diplomatas são responsáveis por conduzir as relações e negócios entre países, representando seu país perante entidades, organismos internacionais e outras nações. Em uma meio que engloba questões políticas, econômicas e culturais. Uma de suas funções é negociar acordos e interceder em pactos e tratados. Passando boa parte do tempo pesquisando,processando informações, se relacionando com outros diplomatas, buscando conceber instruções e depois preservar posições que interfiram no interesse de seu país.
    É uma carreira de exige dedicação e muito esforço, que possui um papel importante para a soberania de um país sendo o condutor da política externa.

  5. O instituto Rio Branco, estabelecido em 1945, é uma importante escola de formação de diplomatas brasileiros, que assim o faz pensando no bem comum do país e se torna uma primeira ligação com o Itamaraty, que busca a institucionalização da formação diplomatica. Ele busca formar um corpo de servidores do Estado nacional do Brasil que defendem os interesses brasileiros em outros Estados. Dali saíram diplomatas de grande renome na comunidade internacional, e que ajudaram de uma forma gigantesca o Brasil a se tornar um país respeitado dentro de um contexto de política internacional.
    Ser diplomata esta longe de ser cargo para qualquer um, só assumem este posto pessoas da mais alta competência, altamente treinados que tem como dever principal defender os ideais brasileiros em qualquer lugar do mundo. Por vezes, são mandados para lugares que, talvez não escolheriam caso fosse uma opção a eles, mas tudo tem o seu porquê, e isso se faz necessário, porque o país precisa da presença deles em tais lugares para que sejam defendidos os interesses da pátria
    O instituto Rio Branco é a terceira academia diplomática do mundo, e a mais antiga da America, o que certamente traduz com exatidão o motivo de perdurar ate hoje, como o mais importante centro diplomático da America Latina, e uns dos principais do mundo. É ele que da imensa ajuda para que o Brasil seja um pais respeitado politicamente no exterior. Ajuda a modernizar o estado Brasileiro, com funcionários públicos que ascendem em seus cargos pela meritocracia, e que demonstram por méritos próprios a sua capacidade de representar o Brasil mundo afora. Todos os diplomatas que ali passaram, engrandeceram de alguma forma a política do pais, seja no ciclo interno ou externo da política
    É um instituto mundialmente conhecido pela sua capacidade de formar diplomatas qualificados, e que representam com maestria o Brasil

  6. Pelos bancos do Instituto Rio Branco passaram importantes diplomatas, que deixaram sua marca dentro e fora do Itamaraty. O Embaixador Celso Amorim foi o primeiro Ministro de Estado das Relações Exteriores egresso do Instituto, e a ele se seguiriam Luiz Felipe Lampreia, Antonio Patriota e Luiz Alberto Figueiredo Machado. Alguns se tornaram Ministros de diferentes pastas do Governo brasileiro, entre outras, da Fazenda, Cultura, Indústria e Comércio, Defesa, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Assuntos Estratégicos, e Cidades.Todos engrandeceram o País, seja por sua atuação em prol de política externa, seja por sua produção artística e intelectual. Enchem de orgulho a todos nós, como diplomatas e como brasileiros.
    A inspiração original do Instituto é, em suas linhas fundamentais, a mesma que ainda hoje o orienta. Quando estabelecido em 1945, pelo Presidente Getúlio Vargas, na gestão do Ministro José Roberto de Macedo Soares, duas preocupações estavam presentes: a busca da excelência dos quadros e a institucionalização da formação. O Itamaraty estava convencido da necessidade de formar um quadro cada vez mais profissional de funcionários de Estado do mais alto nível. Buscava-se também institucionalizar o recrutamento, a seleção, a formação, o treinamento e o aperfeiçoamento contínuo dos diplomatas. Todas essas ideias eram inovadoras à época e inseriam-se no processo mais amplo de acelerada transformação por que passava o Brasil. O Instituto Rio Branco tornou-se, assim, a face visível da aspiração de modernização do Estado brasileiro. Um Estado que deveria passar a operar com funcionários públicos qualificados, que ascendem em virtude do mérito e dos serviços que prestam ao País. O Instituto constituiu o passo inicial para democratizar o acesso à carreira diplomática, ao estabelecer concurso de provas como única forma de ingresso. Ao longo do tempo, diversificou-se a base geográfica e social dos alunos, processo que tem se intensificado no período recente.

  7. O instituto rio Branco foi criado em 1945, em tempos da comemoração do centenário do nascimento do Barão do Rio Branco. O instituto hoje desempenha o importantíssimo papel de formar diplomatas capacitados para exercer negociações internacionais de acordo com os moldes desejados pela teleologia institucional brasileira, segundo os princípios defendidos pela República Federativa do Brasil, e em conformidade com os interesses sociais e políticos vigentes quando das negociações.
    O instituto tem institucionalizado seu processo de doutrina dos procuradores nacionais. O processo fundamental é compreendido pelo trinômio seleção-formação-aperfeiçoamento, de modo que o diplomata sempre esteja em consonância com as aspirações do Estado, para defende-las no âmbito externo.
    A política externa é um instrumento indispensável ao desenvolvimento de um país que pretenda ter poder, no melhor sentido da palavra, e representatividade, no cenário global. É através dos titulares do poder diplomático, os representantes do corpo diplomático, que tal fenômeno se materializa no mundo dos fatos.
    A diplomacia é uma realidade, e uma realidade necessária, sendo imprescindível que uma nação atual e inteirada detenha bons representantes. Nesse sentido, e em contribuição a isso, o Instituto Rio Branco trabalha incessantemente, na formação daqueles que, tão importantemente às funções parlamentares exercidas no País, exercem a função de “parlar” pelo país, em benefício em visando os interesses do seu povo.

  8. Inicialmente, o Instituto foi criado como um centro de pesquisa e ensino com o objetivo de formar, aperfeiçoar e especializar funcionários do Ministério das Relações Exteriores. No ano seguinte, 1946, o IRBr passou a ser, também, responsável pela seleção, por meio de concurso público, e pela formação acadêmica de novos diplomatas brasileiros. Uma vez estabelecido como academia diplomática brasileira, mais de dois mil diplomatas foram formados pelo Instituto.
    O Instituto é uma das academias diplomáticas mais antigas do mundo, depois da Academia de Viena e da Academia Pontifícia. Reconhecido por sua qualidade, o IRBr tem formado ao longo de sua história não somente diplomatas brasileiros, mas também estrangeiros, por meio de programa de bolsas, que já formou, desde 1976, mais de 200 diplomatas de cerca de 50 países.

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