Como a Alemanha lucra com a crise do euro


Publicado originalmente em 16 de julho de 2015

De acordo com uma investigação de uma televisão germânica, a economia alemã tem vindo a ganhar com a crise do euro, especialmente com a crise da Grécia, que contribuído para uma desvalorização da moeda o que permite um aumento das exportações alemãs.

O resultado da investigação pode ser consultado no vídeo que se segue.

Fonte: PhiloSocial

10 respostas em “Como a Alemanha lucra com a crise do euro

  1. Em meio à crise econômica, o governo alemão desfruta de vantagens de juros negativos sobre os títulos, desempregos baixos e exportações crescendo.
    A Alemanha, que adotou uma linha dura com a Grécia, lucrou 100 bilhões de euros (US$ 109 bilhões) com a crise do país, de acordo com um novo estudo divulgado.
    A soma representa o dinheiro que a Alemanha poupou através de pagamentos com juros mais baixos em fundos do governo tomados emprestados de investidores “portos seguros”, afirmou o estudo.
    “Toda vez que os mercados financeiros se viram diante de notícias negativas na Grécia nos últimos anos, as taxas de juros em títulos do governo alemão se elevaram, e toda vez que havia boas notícias, elas subiram.”
    A Alemanha, o fiador de fato da zona do euro, pediu disciplina fiscal e duras reformas econômicas na Grécia em troca de concordar com uma nova ajuda de credores internacionais.
    O ministro das Finanças Wolfgang Schaeuble se opôs a uma redução do valor da dívida grega apontando ao orçamento equilibrado de seu próprio governo.
    No entanto, o instituto argumentou que o orçamento equilibrado era possível em grande parte somente devido às economias de juros da Alemanha em meio à crise da dívida grega.
    Os estimados 100 bilhões de euros que a Alemanha poupou desde 2010 representam mais de 3% do PIB, disse o instituto com sede na cidade de Halle.
    Os títulos de outros países — incluindo Estados Unidos, França e a Holanda — também se beneficiaram, mas “em um nível muito menor”.
    A parte da Alemanha dos pacotes internacionais de resgate para a Grécia, incluindo um novo empréstimo que está sendo negociado agora, chegou a cerca de 90 bilhões de euros, disse o instituto.
    “Mesmo se a Grécia não reembolsar um único centavo, os cofres públicos alemães se beneficiaram financeiramente com a crise,” diz o relatório.
    Como ficou bem claro, a tristeza de alguns às vezes pode ser alegria de outros. Enquanto alguns vivem os efeitos da crise econômica do euro, a Alemanha colhe os frutos que a crise traz.

  2. A Alemanha não quer pagar as dívidas dos outros países, já que ela vem ganhando com a crise do Euro. O Congresso Alemão acaba de assinar o pacote de ajuda à Grécia calculado na exacerbada quantia de 130 milhões de euros. A reação do povo e da imprensa foi condenar este ato, apoiando a saída da Grécia da zona do Euro. Porém, se esta cessar seus pagamentos. O que a Alemanha deu até agora foi uma quantia relativamente pequena. Esse quadro configura uma estrategia alemã, já que esta lucra com tal situação. Empresas que funcionavam tanto na Grécia quanto na Alemanha agora trabalham concentrando suas forças na Alemanha, o que ocasionou um aumento na produção, além de mais trabalho, maiores salários e mais geração de renda. Há muito tempo a Alemanha não apresentava um quadro de trabalho tão bom. Esse quadro se instala já que as empresas gregas quase param pelos programas de austeridade de seu governo local, e com isso as fábricas alemãs vem a faturar. Além disso, a crise alemã desvalorizou o euro, o que torna os produtos alemães mais baratos no mercado global, com o euro baixo a procura estrangeira aumenta e as exportações alemãs só crescem. Este setor da economia representa uma grande parcela do PIB do país, o que reflete de maneira significativa no crescimento econômico vigente. A Alemanha apresenta uma atividade empresarial e uma situação financeira muito sólida, e pelo fato dos outros mercados serem tão fracos o dinheiro flui bem para ela. Além disso, ela ganha muito com os altos juros do país. Por outro lado a Grécia apenas poupa e reduz sua capacidade econômica, gerando desempregos, falências, má qualidade de vida e muita miséria. Contudo, infelizmente, com esse quadro de ganho com a crise, o que se menos discute na Alemanha é um programa de investimento e ajuda grega.

  3. Com a crise na Grécia, os investidores do país migraram seus investimentos para a Alemanha. Devido à insegurança e instabilidade na economia grega, os investidores viram a saída na economia alemã, que se apresentava segura e sólida. Dessa forma, os investidores compraram títulos do governo alemão, que estavam com taxas de juros baixos.Isso é o que a economia chama de “Fuga de Capital”, quando um país está quebrado, governo com baixa credibilidade e há um risco alto, os investidores procuram lugares mais seguros para investir. Os alemães adotaram medidas extremas, abaixando absurdamente as taxas de juros dos títulos. O fato é que o benefício da Alemanha foi enorme, quando comparado aos outros países que também se beneficiariam com a crise grega, como Estados Unidos, França e Holanda.
    O Instituto de Investigação Económica Leibniz, que divulgou os resultados que mostram o benefício alemão sobre a crise grega, afirma que o equilíbrio orçamental alemão só foi possível graças às poupanças em taxas de juro por conta da crise.
    Além disso, ressalte-se que a Alemanha, ao oferecer ajuda aos credores internacionais, exigiu à Grécia disciplina fiscal e reformas econômicas. E ainda de acordo com o Instituto referido acima, mesmo que a Grécia “dê calote” no governo alemão, o país conseguiria se manter, pois obteve muito lucro durante a crise. Recentemente, o governo alemão pegou um empréstimo de 3,9 bilhões de euros, mostrando que atualmente, é um dos poucos tomadores considerados um porto estável e seguro.

  4. Júlia Gomide Antunes Rabelo (19516) - Direito Internacional Econômico- FDMC em disse:

    A crise do euro, que tem um de seus principais motivos a crise grega, se apresenta como uma oportunidade para a Alemanha aumentar suas exportações. Com sua moeda relativamente mais barata, o país aproveita para atrair novos compradores e expandir seu mercado, se apresentando com um país seguro para os investimentos. O que aconteceu com a Alemanha que propiciou esse momento de crescimento em plena crise, foi o fato de ser, dentre os países do euro, o mais confiável, pagar seus empréstimos com juros baixíssimos. Para as grandes companhias alemãs, a desvalorização do euro funciona como um amenizador da crise, uma vez que, se por um lado, entre os países da zona do euro diminua a demanda por seus produtos, para os outros lugares do mundo, o euro desvalorizado significa adquirir os produtos alemães por um preço mais acessível. A consequência desse cenário de maior exportação e quitação de dívidas com juros baixos é o crescimento econômico da potência em contraste com os demais Estados europeus.

  5. Ver uma oportunidade diante de uma crise econômica demonstra o quão organizada e inteligente é administração do país. Com as suas bases econômicas bem solidificadas e fortificadas, a Alemanha vem demonstrando a sua potência e força nessa crise do euro.
    A crise europeia, e principalmente, a crise grega tem gerado lucros ao país germânico. Um dos fatores que facilitam a exportação é a desvalorização da moeda, que faz com que o país em crise reduza as tarifas para que haja investimento estrangeiro. A Alemanha tem aproveitado esta situação, aumentando suas exportações, pois os seus produtos, com a desvalorização do Euro, estão mais baratos, acarretando maior desenvolvimento econômico. A indústria alemã é um dos setores que estão lucrando com a crise, com o crescimento da indústria, há também, maior geração de emprego, o que movimenta a economia do país.
    De acordo com o Instituto para Investigação Macroeconômica e Empresarial como consequência da crise grega, houve redução do valor do euro e, como consequência, as exportações alemãs subiram 50 milhões de euros, o que corresponde a 2% do PIB do país, uma quantia bastante expressiva, conduzindo a receitas de impostos mais altas.
    Todavia, com a crise do euro, a Alemanha não lucra apenas com as exportações. Os lucros alemães derivados apenas dos juros nos últimos anos da crise do euro são significativos e importantes para a economia germânica.

  6. A crise do Euro vem sendo positiva para a Alemanha, fazendo com que ela não queira pagar as dívidas dos outros países. Devido a insegurança e a instabilidade da economia grega, os investidores do país migraram seus investimentos para a Alemanha, uma economia aparentemente bem mais segura. Dessa forma a Alemanha atrai mais compradores ( que compram títulos do governo alemão ) e pode expandir seu mercado. A indústria alemã vem lucrando muito com a crise, gerando mais empregos ( devido a expansão das industrias ) , movimentando a economia do país.
    A crise da Alemanha tornou seus produtos mais baratos, devido a desvalorização do euro, isso significa que a procura estrangeira cresce abundantemente, aumentando assim as exportações do país, que subiram mais de 50 milhões de euros, 2% do PIB do país, porcentagem bastante expressiva. Esse quadro de lucro, contrastante com a Grécia, que tem sua capacidade econômica cada vez mais reduzida, gerando desemprego, miséria e péssimas condições de vida, faz com a Alemanha não se interesse em ajuda-la investindo por exemplo.

  7. O video acima deixa claro uma das maiores críticas dos tempos modernos que é a manipulação da mídia. O video começa com manchetes considerando absurdo a Alemanha emprestar/doar dinheiro à Grécia, país que passa por uma crise financeira, no entanto a realidade da Alemanha frente a esse cenário é muito positiva. O preço do dolar caiu o que aumentou a exportação de diversos produtos de produção nacional, além do que os juros de empréstimos.

    Assim o que pode se inferir é que a Alemanha ao contrario do que afirma a mídia obteve lucro maior do que o dinheiro emprestado a Grécia.

    Tal manipulação da mídia é muito comum em momentos de crise em que a mídia aproveita do pouco conhecimento e critica da população e joga informações soltas e muitas vezes falsas. Atualmente o Brasil passa por situação parecida, a crise que a Grécia e o mundo todo em geral vem sofrendo atingiu severamente o Brasil no ano de 2015, cenário ideal para manipulação na mídia.

    Assim é de suma importância o olhar critico perante as mídias principalmente em momentos delicados como crises econômicas, em que se faz politica com mídia, uma vez que aqueles que exercem poder e controle sobre a mídia lançam informações de forma a querer promover certo politico ou destruir a imagem de outros e para tanto alteram o real cenário.

  8. Carolina Silva Assis Rocha- Faculdade de Direito Milton Campos- Manhã sala 402 em disse:

    É inegável o fato de que a notícia reportada traz uma manchete que gera impacto e que também produz um sentimento de curiosidade no público. Afinal, nesse cenário caracterizado pela crise do Euro, que tem como uma das causas a Crise Grega, como poderia um país lucrar? Nesse caso é preciso entender o seguinte: a desvalorização do euro foi uma das medidas adotas pelo Banco Central europeu no ano de 2015, e que teve como objetivo injetar liquidez monetária para estimular o investimento e o consumo, além de contornar os efeitos da Crise. Segundo o “Elpaís”, desde o começo do ano, 35,6 bilhões de dólares entraram nos fundos de investimentos europeus e houve um aumento significativo no preço das ações e no volume de recursos recebidos pelas bolsas europeias em comparação as norte-americanas. Outra consequência que é reflexo do processo de desvalorização de uma moeda é o aumento da exportação, o que, no caso da União Européia tem sido benéfico para países que tem uma economia sólida, como a Alemanha. Sendo assim, as economias fragilizadas, a exemplo da Grécia, acabam sendo afetadas de um modo negativo. Isso, por conseguinte, intensifica o pesadelo da crise vivido pelos gregos, o que segundo especialistas entrevistados poderia ter sido solucionado com a aplicação do plano Marshall. Essa medida econômica foi utilizada pelos Estados Unidos no período pós guerra para recuperar a Europa, a partir de empréstimos e investimentos que foram concedidos e que realmente trouxeram resultados. Essa é, indubitavelmente, uma solução interessante, mas insuficiente para resolver todo esse problema. Isso se justifica pelo fato de que a crise é muito mais complexa do que se imagina e para superá-la é preciso atingir as suas causas. São parte delas: o governo corrupto; os altos investimentos na previdência social, a política voltada para o bem estar social, com aumentos significativos nos salários dos servidores públicos, por exemplo; além da economia restrita a exportação de azeite e ao turismo. Diante do exposto, poderiam ser empregadas, de modo respectivo, as seguintes medidas: uma maior conscientização política por parte dos governantes e da população, a fim de evitar o processo de corrupção; a redução dos investimentos nesse ramo, e o aumento na idade da aposentadoria, um Estado menos intervencionista e que fosse capaz de controlar melhor seus gastos públicos e um maior investimento em outros setores econômicos, a fim de diversificar as formas de arrecadação do país. Dessa forma, agindo assim, a Grécia conseguiria acordar desse seu pesadelo para quem sabe um dia sonhar em lucrar com a potência Alemã.

  9. Diante a crise financeira da Grécia, com calotes a credores e instabilidade econômica, o Euro, moeda adotada pela Grécia e pela maioria dos países integrantes da União Européia, sofreu forte desvalorização perante o Dólar Americano.
    Esta crise grega, afetou a economia de diversos países da Zona do Euro, prejudicando alguns e ajudando outros, como é o caso da Alemanha.
    Do exposto no vídeo, pode-se afirmar que com a desvalorização do Euro frente ao Dólar, os produtos produzidos na Alemanha ficaram mais baratos para a importação por outros países, contribuindo para o aumento das vendas dos produtos Alemães, incentivando o crescimento das indústrias deste país e aumentando, assim, consideravelmente as receitas da balança comercial.
    A Alemanha passou, então, a lucrar com a crise grega, pois ao invés de entrar numa possível recessão teve seu comércio internacional ampliado. Diante disso e por se tratar de uma economia forte, conceituada e que mesmo diante a crise se manteve firme e em crescimento, a Alemanha passou a angariar investimentos estrangeiros e a emprestar dinheiro a outros países, fato que fez com que se aumentasse ainda mais os lucros Alemães.
    Neste sentido, a crise grega não afetou a Alemanha, pelo contrário, a ajudou exponencialmente. Sendo assim, os milhares de milhões que a Alemanha repassa à Grécia, como ajuda, na verdade não está em sua origem saindo dos cofres Alemães, mas sim dos lucros exorbitantes que a Alemanha tem tido com a crise do Euro, visto que seu lucro neste período tem sido em um montante muito além daquele que tem repassado para a Grécia, em forma de pacotes de ajuda econômico.
    Em suma, a população Alemã nada tem perdido em virtude das ajudas dadas a Grécia, pois é a própria Grécia a causadora original dos lucros da Alemanha e sem a qual, uma vez que sua crise desencadeou a desvalorização do Euro, não teria atingido os níveis de lucro que atingiu.

  10. Mariaynne A. da Silva Alvim Alvarenga, 6º Período, Manhã, FDMC, Código 20730 em disse:

    Todo governo está suscetível a má administração. Desde 2009 se não me engano, a Grécia estava com déficit em seu orçamento. Gastando mais que arrecadando, pedindo empréstimos pesados.. Obviamente que esse histórico estrondoso deixou investidores mais resistentes em emprestar mais dinheiro pro país. – E com razão!
    Porém, a Grécia não foi a única afetada, mas também os países componentes da zona do Euro. Com isso, houve uma forte desvalorização da moeda européia frente ao Dólar. A Grécia foi praticamente obrigada a reduzir as tarifas para que houvesse investimento estrangeiro.
    A Alemanha na minha opinião não foi uma usurpadora de má fé em detrimento à crise germânica. Muito pelo contrário, como um bom gestor, ela soube aproveitar deste momento para ajudar a Grécia, e claro, defender seus interesses. – Ainda que defender seus interesses tenha sido o fator indagante da ajuda.
    A Alemanha lucrou sim, com a crise grega, pois teve seu comércio internacional ampliado. Diferentemente da Grécia, sua economia é sólida, forte, tem um histórico positivo. Com isso, passou a receber investimentos estrangeiros e passou também, a emprestar dinheiro a outros países. Cada Governo tem sofrido as merecidas consequências de governança.

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