VII CÚPULA DOS BRICS: Êxito ou fracasso?


GPPM: Analises da Conjuntura econômica e política internacional

por Leonardo Ramos; Marcos Costa Lima; José Luiz Singi Albuquerque; e Barbara Lopes

A VII Cúpula dos BRICS, que ocorreu entre os dias 8 e 10 de julho, na cidade russa de Ufá, foi acompanhada por grandes expectativas acerca deste arranjo cooperativo[1]. Primeiro, a possibilidade de um aprofundamento da cooperação econômica entre os países do BRICS, que facilitasse o comércio intra-BRICS; segundo, sinalizações a respeito das situações na Síria, Estado Islâmico, Afeganistão e Ucrânia[2]; terceiro, a situação da Grécia: seria convidada para compor o Brics e/ou o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD)[3]?; quarto, o prometido “Mapa do Caminho para 2025”, que ajudaria a direcionar o desenvolvimento futuro do grupo; e quinto – para citar apenas alguns dos pontos mais relevantes –, os desdobramentos do acordo sobre o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) e do Arranjo Contingente de Reservas (ACR) assinados na cúpula…

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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

4 respostas em “VII CÚPULA DOS BRICS: Êxito ou fracasso?

  1. Também tenho blogues que rezam assuntos internacionais. Este, sobre os BRICS, é um dos temas que me interessam. Ficarei com mais informação sobre o assunto se não se importar eu «roubar» o post.
    Saudações de Portugal
    João Pereira da Costa

  2. O principal objetivo do encontro era aprofundar o diálogo entre os países que compõem o BRICS e aprofundar a cooperação econômica entre esses países.
    Atualmente, o grupo se encontra frágil, pois além da recessão na Rússia e no Brasil, há grande preocupação com a desaceleração da demanda chinesa. O discurso proferido pelos líderes mostrou que a situação para os países emergentes não está boa e que estes precisam se unir para enfrentar a crise.
    Com relação à cooperação econômica, muito foi falado sobre a importância da cooperação em diversas áreas, tais como: energética, agrícola e industrial. No entanto, um dos principais assuntos discutidos foi sobre o NDB (Novo Banco de Desenvolvimento) e ACR (Arranjo Contingente de Reservas). Foi destacada a importância do NBD para o financiamento de investimentos em infraestrutura e de projetos de desenvolvimento sustentável nos países que compõem o grupo. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, destacou a importância de assinar um acordo entre os bancos de desenvolvimentos nacionais e o Banco dos BRICS.
    Vale comentar que no encontro com a presente brasileira, o presidente russo, Vladimir Putin, comentou que as relações entre Brasil e Rússia estão caminhando de forma positiva na área espacial.
    Contudo, ainda que a cúpula tenha se encerrado sem grandes resultados práticos, foi de grande importância o encontro para que o grupo não perca de vista o objetivo de permanecer unido e continuar se relacionando de forma positiva. Afinal, os países participantes passam por momentos turbulentos na economia e precisam de apoio e reforço para passar pela crise e como bem disse a presidente Dilma “o encontro consolidou o grupo BRICS”. O encontro proporcionou, portanto, uma grande oportunidade de discutir soluções e futuras medidas para enfrentar o momento.

  3. O BRICS é uma cúpula formada pelos chamados países emergentes ou em desenvolvimento, eles são: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O grupo visa principalmente uma cooperação entre seus membros, de forma a tornar mais simplificada as possíveis relações que esses países podem contrair entre si.
    Além disso, a cúpula pretende ter uma maior visibilidade internacional tanto para si, quanto para os seus integrantes, já que com o progresso que eles vêem alcançando recentemente, não quer dizer ganho de representatividade diante da comunidade internacional.
    Em 2009, durante uma das reuniões anuais foi anunciado a criação de um banco que tem como objetivo, o financiamento e o desenvolvimento das nações pobres e emergentes. Espera-se que esse Novo Banco do Desenvolvimento seja capaz de auxiliar os países que precisam de investimento para alavancar sua economia e por conseqüência, melhorar a situação social da sua população.
    Com a posse desse grande poderio econômico e político, o que se enseja é que além dessa maior representatividade internacional, os BRICS também possam cooperar uns com os outros, já que com a crise econômica mundial uma desaceleração do crescimento já era esperada. Por isso, manter um vínculo forte entre essas nações é essencial.

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