Relação bilateral Brasil-México: acordos econômicos em tempos turbulentos


Postado originalmente em 11 de julho de 2015, escrito por Maria Bragaglia.

Na última semana de maio, jornais nacionais e internacionais noticiaram a visita de Estado da presidente Dilma Rouseff ao México. Com intuito de estreitar as relações comerciais com o país, a visita teve um tom muito mais econômico que diplomático. Durante os quase três dias que esteve no país, a presidente brasileira e o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, fizeram questão de enfatizar, em cada pronunciamento dado, a necessidade de maior aproximação entre os dois países, gigantes latinoamericanos.

Cientes da desaceleração econômica que os aguarda para este ano[2], os dois dirigentes reconheceram a importância de se promover ainda mais a diversificação de parceiros comerciais enquanto estratégia para diminuir sua vulnerabilidade em relação às reviravoltas da economia internacional e também canalizar seus demais problemas internos – ambos sofrem com graves escândalos de corrupção. Assim, para além de priorizar seus parceiros majoritários tradicionais, os dois se voltam à região a qual pertencem, a América Latina, e mais do que isso, se voltam um ao outro, uma vez que fica em inegável evidência a complementaridade conjuntural de suas economias.

Dessa forma, os presidentes têm por meta dobrar o comércio bilateral em menos de 10 anos, atualmente em pouco mais de 9 bilhões de dólares anuais, em que o México tem saldo favorável. Quanto aos investimentos mútuos, que somam 23 bilhões de dólares por parte mexicana contra 2 bilhões por parte brasileira, estes também serão estimulados. Buscando gerar emprego, renda e consequente bem-estar para a população, o jornal mexicano El Universal[3] relatou que Rouseff e Peña Nieto se empenharam em assinar vários acordos que atualizam o marco jurídico de cooperação entre os dois países, dentre os quais se destacam: o Acordo para Ampliação do Acordo de Cooperação Econômica 53 (ACE53), o Acordo de Cooperação Aduaneira, o Memorando de Entendimento sobre a Cooperação Turística e o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI).

Outro alvo de cooperação entre os países é o setor petrolífero, comentado apenas marginalmente nos principais veículos de comunicação. O aprofundamento das relações entre a Petrobras e a Petroleos Mexicanos (Pemex), institucionalizada em 2005 por meio de um convênio geral de colaboração científica, técnica e de treinamento, foi novamente cogitada pelos presidentes e tem como possível foco a realização de investimentos e atuação comum na cadeia de fornecedores, em particular na área naval, na qual a construção de estaleiros é fundamental[4].

A cooperação no setor é benéfica para as duas empresas. Para a Petrobras, é a oportunidade perfeita para provar, nacional e internacionalmente, que a corrupção que a envolve em nada afeta sua eficiência, dando a ela a possibilidade de ampliar seu lucro em um momento crítico utilizando a tecnologia em que é dominante: produção petrolífera em águas ultra-profundas. Caso a Petrobras consiga se inserir no mercado petrolífero mexicano, sua presença no Golfo do México será ainda maior, pois acaba de começar a exploração de seu quinto campo na porção norte-americana dessas águas em março deste ano[5]. Para sinalizar suas intenções de investimento, a empresa já se inscreveu na Rodada Um de licitação de 14 campos petrolíferos mexicanos, fato noticiado pelo jornal El País[6].

Para a Pemex, a parceria com a Petrobras não é apenas indicada, mas essencial, caso a companhia queira investir na exploração dessas águas. Com pouca tecnologia nesse âmbito, a empresa mexicana precisará se associar a Petrobras para elaborar projetos de exploração de alto nível e oferecer concorrência às demais companhias petrolíferas internacionais na obtenção de mais licitações na Rodada Um, já que perdeu algumas daquelas que requisitou na Rodada Zero, em que foi única participante.

A viabilidade dessa cooperação também deve ser entendida a partir do contexto em que se insere. Não seria possível à Petrobras participar da exploração do petróleo mexicano antes da aprovação de uma reforma energética no país ao fim de 2013. Até a efetivação da reforma e suas leis secundárias pelo atual presidente, não só os recursos minerais do subsolo eram de propriedade exclusiva do Estado do México, como sua exploração e produção eram de monopólio exclusivo da Pemex, conforme estabelecido constitucionalmente em 1938.

A reforma energética abrangiu os setores elétrico e petrolífero, abrindo espaço para investimentos da iniciativa privada nacional e estrangeira e redefinindo o status das companhias estatais que detinham o monopólio nesses setores e deixaram de ser empresas “paraestatais”, passando à categoria de “empresas produtivas do Estado”, supostamente mais autônomas. No caso do ramo petrolífero, espera-se que a exposição da Pemex à concorrência com outras companhias petrolíferas internacionais incentive a empresa a buscar ganhos de eficiência, já que sua produção tem caído cerca de 30% no mesmo horizonte temporal em que os investimentos têm triplicado, levando a companhia a operar no vermelho e o país a importar grande parte do gás e gasolina que consome. Destacam-se entre as possíveis causas de sua ineficiência a alta carga de tributos, o número excessivo de funcionários devido a atuação impositiva do sindicato e a composição de sua gerência por profissionais de caráter mais burocrata que empresarial, sendo todos esses problemas abordados pela reforma[7].

A Pemex não passa pelos mesmos problemas de corrupção que a Petrobras, mas especula-se sobre o futuro da empresa estatal mexicana. A reforma energética promovida por Peña Nieto ainda é muito recente e prevê mudanças significativas em um curto espaço de tempo, o que aumenta as incertezas em torno das consequências de sua implementação. Há aqueles que apostam na retomada de crescimento do setor com a chegada de investimentos e no fortalecimento das empresas nacionais, que devem corresponder a um padrão de competitividade internacional. Outros são mais pessimistas e temem pela credibilidade da empresa, que pode ser mais um alvo de corrupção como a Petrobras caso não mude sua natureza completamente pública e se insira no mercado de ações, onde terá que atender a requisitos de transparência para com seus investidores[8].

Essas suspeitas afetam inevitavelmente futuros investidores, que podem preferir não arriscar em meio a tantos aspectos inovadores como o próprio marco regulatório de exploração, que agora se dá por contratos de utilidade compartilhada[9]. Para piorar, a queda do preço do petróleo golpeou igualmente as expectativas de crescimento mexicanas: diminuiu os níveis de investimentos mundiais e abaixou as projeções de lucro, de forma que cabe a administração governamental encontrar outros meios que mantenham a atratividade de suas propostas[10].

Tendo em mente tudo o que foi mencionado, a pergunta a que se deve tentar responder é: qual a real intenção dessa recente aproximação? Ela é de caráter puramente conjuntural e pragmático ou representa de fato o início de uma trajetória de maior apronfundamento e institucionalização das relações bilaterais? Parece prematuro fazer esse tipo de indagação uma vez que as negociações desses acordos ainda estão em andamento e nada foi efetivamente aprovado por nenhum dos dois congressos nacionais. Entretanto, é justamente com base no propósito de médio e longo prazo dessas relações que boas estratégias de desenvolvimento nacionais são traçadas. Ainda que o discurso oficial brasileiro seja confiante e tenha considerado desde a formulação de um tratado de livre comércio entre os dois países até uma parceria entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico, o posicionamento de alguns especialistas, como o de Amy Glover em coluna do jornal El Universal[11], tende ao pragmatismo das relações, sendo bem mais cético.

Tal ceticismo não é injustificado. Ao assinar esses acordos, o México tem por objetivo primordial garantir a reciprocidade das relações que o Brasil não tem demonstrado, pelo menos não na proporção desejada. Basta observar a nítida diferença entre os níveis de investimento mútuo acumulados e acompanhar a evolução do Acordo de Cooperação Econômica 55 (ACE55)[12]. Se a intenção do Brasil for de fato estabelecer relações gradualmente mais próximas com o México, sua presença no mercado mexicano não pode depender apenas da atuação de empresários brasileiros, como tem sido até então, sua economia não pode manter o mesmo patamar protecionista e o combate ao Custo Brasil deve continuar com mais esforço. Por fim, os dois países devem buscar agir com maior coordenação, inclusive nos fóruns multilaterais em que participam.

É claro que mudanças dessa importância não acontecem da noite para o dia, porém todas essas questões devem ser consideradas antes de se tomar o primeiro passo ou toda a caminhada pode se tornar inútil. Só nos resta aguardar as atualizações deste mês – quando as negociações dos acordos serão retomadas e acontecerá a primeira convocatória da Rodada Um – e esperar que Brasil e México decidam por decolar suas economias juntos.

Fonte: GPPM

18 respostas em “Relação bilateral Brasil-México: acordos econômicos em tempos turbulentos

  1. Buscar novas parcerias é um dos fatores para estimular a economia nacional e na situação que o Brasil se encontra hoje, isto é bastante favorável para ele. Todo país deve procurar fazer novos acordos econômicos com outros, com o objetivo de desenvolver as suas relações internacionais e de diversificar as suas parcerias. Com a diversificação, vai fazer com que o próprio país cresça tanto economicamente como socialmente, pois cada país tem as suas próprias características e as suas qualidades e quando elas se unem, formam um conjunto melhor. O acordo entre o Brasil e o México seria bastante vantajoso para ambos, pois seria uma forma de crescimento, considerando com novos empregos disponíveis. Com isto, ia diminuir a taxa de desemprego em ambos países e ia surgir um aumento na consumação, ou seja, o mercado ia crescer e assim o ciclo vai girando de uma forma positiva para todos. A parceria entre a Petrobras e a Pemex ia realizar vários projetos e pesquisas, o que é recomendável, pois ambos iam se expandir e podiam por meio delas surgir novas descobertas. Porém a Petrobras situa-se em um momento de instabilidade, devido a corrupção. Para fechar um acordo é necessário que seja levado tudo em consideração, até mesmo o momento em que ela será realizada. Este acordo ia permitir uma maior aproximação e abrir uma nova fase nas relações econômicas entre eles. Isto seria um passo bastante importante e um grande investimento para ambos. Como nenhuma nação é autossuficiente em um aspecto, os acordos econômicos é uma forma de suprir as necessidades e superar as dificuldades, pois cada país oferece e ajuda o outro no que lhe é melhor. Os países se unem para desenvolver e alcançar os seus objetivos juntos, cada um contribuindo de um jeito. Unidos eles conseguem promover e mostrar um maior desempenho. Mas para isto, é necessário bastante dedicação, compromisso e respeito com a parceria, pois sem esses fatores o desenvolvimento deles não ia ser possível. Quando os países negociam acordos com outros países, o que eles buscam e querem principalmente é ampliar o acesso a mercados internacionais, além das outras vantagens que os acordos internacionais proporcionam. Então com isto, os acordos econômicos apresentam fatores bastantes favoráveis para os países, mas não quer dizer que sempre vai trazer vantagens para os países, pois eles deve analisar todos os pontos antes de fechar qualquer acordo e é isto que deve ser feito no caso do Brasil e do México, assim como todos os outros países.

    • Em um cenário de crise econômica buscar parceiros no âmbito internacional é uma maneira de amenizar os efeitos provocados pela crise. A parceria entre Brasil e México parece ser bem vantajosa, devido ao momento que o país se encontra, pois esse acordo é uma forma de crescimento econômico, surgimento de novos empregos e aumento do poder de compra da população, logo o aumento do consumo fazendo que o mercado prospere novamente.
      O principal acordo entre esses países é a parceria entra a Petrobras e a Pemex, o que leva a realização de novas pesquisas e novos projetos. Infelizmente a Petrobras está passando por uma grande crise provocada pela corrupção e isso é relevante para a formação do acordo entre as duas empresas petrolíferas. Esse acordo seria benéfico para ambos os países, pois poderia ajudar a Petrobras a se reerguer e a Pemex a se consolidar no mercado mexicano.
      É importante ressaltar que acordos entre países têm o objetivo principal de ampliar o mercado, facilitando o seu acesso, trazendo muitas vantagens, mas também certas desvantagens. Sendo assim, formar um novo parceiro comercial requer muita cautela e planejamento para que nenhum país seja prejudicado e para que as vantagens superem as desvantagens.

  2. O Brasil vem adotando medidas tanto internamente quanto externamente para que consiga, pelo menos, sobreviver a crise já instalada. As vantagens de parcerias com outros Estados está na dinâmica econômica que pode ajudar tanto um quanto o outro a começar a sair dessa situação difícil. Gera empregos, acordos, tratados, cooperação, parceria e principalmente crescimento, já que o principal problema hoje é a falta de poder de compra da população, que não tem separado um pouco do seu salário para poupar ou investir, já que suas despesas vêm consumindo toda a quantia. A Parceria da Petrobrás com a Pemex só tem a prosperar, já que, depois do que descobriu na comissão parlamentar de inquérito Lava Jato, nós precisamos de uma inovação e a Pemex, além de nome, de melhor assentação no México. O primeiro passo foi dado, com certeza com essa ampliação de mercado tanto para o Brasil quanto para o México será muito favorável ao contexto.

  3. O Brasil vem adotando medidas tanto internamente quanto externamente para que consiga, pelo menos, sobreviver a crise já instalada. As vantagens de parcerias com outros Estados está na dinâmica econômica que pode ajudar tanto um quanto o outro a começar a sair dessa situação difícil. Gera empregos, acordos, tratados, cooperação, parceria e principalmente crescimento, já que o principal problema hoje é a falta de poder de compra da população, que não tem separado um pouco do seu salário para poupar ou investir, já que suas despesas vêm consumindo toda a quantia. A Parceria da Petrobrás com a Pemex só tem a prosperar, já que, depois do que se descobriu na comissão parlamentar de inquérito Lava Jato, nós precisamos de uma inovação e a Pemex, além de nome, de melhor assentação no México. O primeiro passo foi dado, com certeza essa ampliação de mercado será favorável tanto para o Brasil quanto para o levando em consideração o contexto.

  4. O Brasil que, atualmente, se encontra em uma crise política e econômica, precisa estreitar suas relações internacionais para se firmar no mercado internacional e enfrentar a crise. Assim, viu no México a oportunidade de se aproximar para fins de cooperação mutuo, uma vez que o país mexicano também se encontra em uma situação critica.
    Brasil e México que já são parceiros em vários foros globais, como a ONU e o FMI, agora procuram estreitar suas relação nas áreas comerciais e no setor petrolífero. A cooperação entre a Petrobras e a Pemex seria de extrema relevância para o Brasil, uma vez que ao Petrobras se encontra em um momento de crise e instabilidade. Essa cooperação ajudaria à empresa brasileira a se fortalecer e provar que a corrupção de nada afetaria a sua eficiência perante o mundo.
    Deve-se ressaltar que as empresas brasileiras são responsáveis por alguns dos maiores investimentos privados no México, especialmente no setor petrolífero. E alem disso, para mostrar que as relações entre Brasil e México são de extrema importância, destaca-se que a comunidade brasileira no país mexicano é de aproximadamente 14 mil pessoas.
    Atualmente, o Brasil e o México são as duas maiores economias na America Latina e o país latino-americano está entre os principais investidores estrangeiros no Brasil. O comercio entre esses dois países já cresceu 94% nos últimos 10 anos e deve crescer ainda mais, considerando a importância de aprofundar as relações comerciais entres eles.
    Dessa forma, é mais que necessário que o Brasil busque parceiros e aliados no plano internacional. O país, agora mais do que nunca, precisa iniciar uma nova fase das relações bilaterais para enfrentar a crise. O país sul-americano recentemente entrou em recessão e precisa da cooperação de outros países para se reerguer diante das dificuldades que passa. O México, que também passa por momentos difíceis, enxerga no Brasil uma oportunidade de cooperação internacional para enfrentar esse momento. Assim, essa relação deverá ser bastante positiva para ambos os países.

  5. Júlia Gomide Antunes Rabelo (19516) - Direito Internacional Econômico- FDMC em disse:

    Quando se trata de comércio internacional, o que se percebe claramente, são interesses sendo equilibrados. No caso em comento, num momento de crise, México e Brasil, buscam estreitar sua relação comercial de modo a fortalecer suas economias. Antes desse contexto de crise, a relação entre os países se restringia a poucos produtos manufaturados, mas a reaproximação das duas maiores economias latino americanas se deu em 2010 com o Acordo Estratégico de Integração Econômica Brasil-México (AEIE), que contou com relativa liberalização das barreiras do comércio entre os dois países. Com o cenário de uma crise iminente, o governo brasileiro viu no México uma oportunidade de manter sua exportação e sobreviver à crise. Em uma recessão, é importantíssimo que um país busque aliados internacionais, para combater a desvalorização da moeda, e importar e exportar de modo cooperativo. O acordo feito entre países tem como objetivo equilibrar seus interesses, ampliando o mercado de ambos. Para ingressar no mercado mexicano e ganhar vantagens os empresários brasileiros precisam da ajuda do governo na realização de acordos, defendendo o interesse das indústrias, responsáveis por geração de emprego e impostos no país.

  6. O Brasil face aos problemas tidos com a Petrobras busca por meio da aproximação de relações econômicas com o México traçar uma solução para o embate. Os dois países detém forte influencia política e econômica dentre os países da América Latina. Ademais, pretendem, simultaneamente, com a união de esforços, fortalecer suas respectivas empresas petrolíferas.

    A Petrobras, que está em meio à uma crise, prevê a alta do valor dos combustíveis. Assim, o governo visualizando este momento propício de desenvolvimento da Petróleo Mexicanos (Pemex) busca garantir uma aliada para arcar com investimentos.

    Assim, a aproximação entre Brasil e México representa um caráter eminentemente econômico, visto que o Brasil enfrenta dificuldades e necessita estreitar laços com outros países para que a economia não realize um movimento impactante de regressão.

    Em que pese o fato de a Petrobrás ser alvo dos noticiários no Brasil e, pelo Mundo, o governo deve continuar a buscar meios de impulsionar tal empresa, visto que ela proporciona fonte de recursos ao país.

    Ora, esta união de esforços poderá representar algo positivo para a economia brasileira e, representará seu fortalecimento dentro da América Latina, a qual possui países que já estão sendo atingidos pelos efeitos da recessão econômica.

    A estratégia lançada também representa um meio de balancear a desvalorização do real frente ao dólar, visto que o México adota esta moeda como sendo a oficial.

    Portanto, neste momento, é imprescindível reforçar os laços com países que já são aliados econômicos e buscar por novas negociações, pois a crise econômica atinge a todos, porém, o que modificará a conjuntara de cada país será a sua estratégia para solucionar tal embate.

  7. Após a visita da presidente Dilma Rousseff ao México, percebeu-se que sua visita foi mais visada ao lado econômico que diplomático. Estes países celebraram acordos bilaterais mesmo sabendo que a economia para o ano de 2015 será desfavorável, mas reconheceram a importância de se promover a diversificação dos parceiros comerciais. Um dos principais pontos discutidos são possíveis negócios entre as petroleiras Petrobrás e PEMEX. Uma melhora nas relações entre essas empresas foi novamente discutida, e levantaram pontos positivos para os dois pólos. Por lado da estatal brasileira, seria uma excelente oportunidade para demonstrar ao mercado interno e externo que esta possui eficiência, demonstrando que a corrupção que escandalizou o mundo, não afeta na sua prestação de serviço. Ainda seria possibilitado ampliar a possibilidade de lucro em que esta empresa se encontra, utilizando uma tecnologia que domina no mercado: produção de petróleo em águas profundas. Para a empresa mexicana seria essencial este estreitamento nas relações, pois esta possui poucas tecnologias nesta área. Neste momento em que se encontra a economia brasileira, este estreitamento nas relações seria o mais indicado e pertinente, podendo gerar frutos não somente para nós, mas para ambos os países.

  8. Diante de um cenário econômico não favorável, principalmente para os países emergentes, é de fundamental importância estreitar as relações internacionais e diversificar as parcerias até então estabelecidas. O Brasil ao firmar uma negociação bilateral de natureza econômica com o México, se torna menos vulnerável à instabilidade da economia internacional e permite a ampliação de setores como o elétrico e petrolífero.

    A parceria entre a empresa brasileira Petrobrás e a empresa mexicana Pemex visa permitir o desenvolvimento de projetos de exploração de alto nível tecnológico e poderá abrir novas oportunidades para os dois países no mercado internacional. No entanto, por ainda estar em processo de negociação e estar pendente a aprovação do Congresso Nacional, não é possível garantir com precisão os resultados que serão obtidos com esse acordo.

    É necessário levar em consideração que nos últimos meses a empresa Petrobrás perdeu bastante credibilidade no cenário nacional e internacional devido aos escândalos de corrupção. Essa questão pode gerar o questionamento dos investidores quanto as expectativas de lucros. Sendo assim, os reais resultados dessa negociação entre o México e o Brasil só poderão ser observados a longo e médio prazo.

  9. O Brasil no mercado internacional que se encontra em recessão devido a crise econômica mundial está buscando formas de atenuar os impactos que o país esta vivenciando principalmente no ano de 2015.

    O ato da presidente Dilma em estreitar as relações com o México é de suma importância para o país que aumentará sua força econômica dentro da América Latina, a qual possui países que já estão sendo atingidos também pelos efeitos da recessão econômica. Assim sendo, sua visita ao México teve caráter econômico sem dúvidas.

    O principal assunto entre os presidentes com certeza é quanto ao mercado petrolífero, uma vez que o Brasil sofre com escândalos sobre corrução com a PETROBRAS e o México que teve sua empresa Petroleos Mexicanos (Pemex) institucionalizada em 2005. Para ambos os países investimentos em tal área seria forma de se destacar no mercado.

  10. A Petróleos Mexicanos (Pemex) é uma empresa estatal, a maior petroleira do México. Contudo, ela sofreu uma queda em sua produção petrolífera, sendo uma das causas a pesada carga tributária imposta pelo Estado à empresa, de forma que quando esgotou-se o petróleo extraído sem complicações, a estatal não tinha recursos suficientes nem capacidade tecnológica para sondar depósitos submarinos. Para superar esta situação, o México tem em vista uma reforma constitucional com espaço aos contratos de partilha de produção, visto que as reservas atuais se encontram exclusivamente em águas rasas, enquanto que o horizonte exploratório do país está em águas profundas, localização que requer tecnologia e conhecimentos especializados, que a Pemex não detém. Contudo, a Petrobrás tem tecnologia para operar em águas profundas e ultra profundas, além de experiência de planejamento, agilidade administrativa e autonomia financeira. Mas, apesar disso, o escândalo de corrupção na Petrobrás acabou por afetar não só a empresa como também gerou repercussões em toda a economia brasileira.
    Diante deste cenário, a união das petrolíferas brasileira e mexicana teria o propósito de permitir avanços na economia, gerando empregos e renda, e de certa forma amenizando a vulnerabilidade da situação para os dois lados. Com uma crise de tamanha proporção instalada, é fundamental que o Brasil recorra de qualquer maneira a medidas para sanar o caos, porém, é necessário analisar se de fato essa parceria traria todos os benefícios almejados. Claro que, para o governo brasileiro é interessante enfatizar os aspectos bons desta aliança e mostrar interesse em retirar o país da crise, especialmente na atual conjuntura em que a população está inclusive falando em impeachment da Presidenta, mas há muito a se pesar. Talvez, o contrato de partilha tire a propriedade do petróleo exclusivamente do Brasil e passe-a para a união, o que poderia trazer consequências, dentre uma série de outros pontos que somente aqueles que detém o conhecimento das questões poderiam analisar com mais cautela.

  11. Em meio a crise em que vivemos, é de extrema importância para o Brasil buscar parcerias internacionais. Sendo assim, surgiu a parceria entre a Petrobras e a Pemex, representando uma oportunidade de amenizar a crise já instalada, suprindo necessidades e procurando movimentar a economia. Tais empresas, quando unidas, tendem a juntar esforços, rendem e desenvolvem mais, cada uma procurando melhorar suas carências e defeitos. O ponto mais importante em relação à situação econômica do país é a consequente promoção da dinâmica da economia, uma vez que ocorre a geração de empregos, as pessoas aumentam, por consequência , o poder de compra, consomem mais e geram lucros e impulso para as empresas. A parceria, assim, representa um fomento para a economia. Tal acontecimento evidencia a importância dos acordos econômicos com outros países, que geram a melhora das relações internacionais, sobretudo em períodos de crise econômica e política. É sempre favorável possuir uma parceria internacional. Espera-se, assim, uma bom comprometimento da Petrobras em relação ao acordo, uma vez que sua reputação está sendo muito questionada atualmente, devido o recente desvio de verbas e a corrupção que assolam tanto o país, quanto essa mesma empresa, em meio a crise que enfrentamos.

  12. Em tempos de crise, redução de crescimento, aumento do desemprego e más perspectivas para o futuro, é essencial que se estimule a conversa entre países visando o e estabelecimento de acordos e cooperações econômicos. Essas relações bilaterais são, na maioria das vezes, muito benéficas para ambos os países. Intercâmbio de serviços, mercadorias e investimentos movimentam a economia dos países, gerando emprego e renda.
    Neste caso em específico, o acordo se torna ainda mais importante por criar a possibilidade da Petrobrás realizar serviços de grande porte e importância no México. Devido à crise de corrupção que assola essa empresa brasileira, recuperar a credibilidade e mostrar competência em suas atividades, se mostram como fatores primordiais a serem buscados. Logo, uma vez que as negociações ainda estão em andamento e não há nenhuma posição definitiva de nenhum dos dois países, resta nos torcer para que Ambos presidentes, Dilma Rouseff e Enrique Peña Nieto selem um acordo benéfico para ambos os países, criando uma perspectiva melhor para a economia nestes tempos de crise.

  13. Segundo o governo brasileiro, o México é hoje o quarto maior investidor no Brasil, atrás da União Europeia, dos Estados Unidos e do Japão. Empresas mexicanas já injetaram US$ 23 bilhões (R$ 71 bilhões) na economia brasileira.Hoje, o Brasil exporta diversos produtos industrializados e semimanufaturados como calçados, suco de laranja, produtos têxteis, óleos comestíveis, bebidas, alimentos industrializados, aparelhos mecânicos, armamentos, produtos químicos, material de transporte e outros chegando a 55% e 65% das exportações.
    O Brasil, por ser um país dotado de ampla extensão territorial, possuidor de amplas terras qualificadas para a agricultura, detentor de grandes e diversificadas reservas minerais, beneficiado por adequados níveis de água e de sol é, e sempre será, um país exportador de peso, na acepção real da palavra. O Brasil possui entraves e deficiências internas que precisam ser eliminadas mediante a realização de reformas estruturais, e não através de medidas conjunturais, que são meros paliativos, para o país ser reconhecido como um grande player internacional.
    A taxa de câmbio não é considerada entrave ou deficiência, pois, se o mercado de câmbio é livre para flutuar conforme as leis do mercado, esta é uma realidade que não se deve discutir.

    • Em um cenário de crise econômica buscar parceiros no âmbito internacional é uma maneira de amenizar os efeitos provocados pela crise. A parceria entre Brasil e México parece ser bem vantajosa, devido ao momento que o país se encontra, pois esse acordo é uma forma de crescimento econômico, surgimento de novos empregos e aumento do poder de compra da população, logo o aumento do consumo fazendo que o mercado prospere novamente.
      O principal acordo entre esses países é a parceria entra a Petrobras e a Pemex, o que leva a realização de novas pesquisas e novos projetos. Infelizmente a Petrobras está passando por uma grande crise provocada pela corrupção e isso é relevante para a formação do acordo entre as duas empresas petrolíferas. Esse acordo seria benéfico para ambos os países, pois poderia ajudar a Petrobras a se reerguer e a Pemex a se consolidar no mercado mexicano.
      É importante ressaltar que acordos entre países têm o objetivo principal de ampliar o mercado, facilitando o seu acesso, trazendo muitas vantagens, mas também certas desvantagens. Sendo assim, formar um novo parceiro comercial requer muita cautela e planejamento para que nenhum país seja prejudicado e para que as vantagens superem as desvantagens.

  14. Os governantes brasileiros buscam alianças comerciais como um grito de desespero. Em momentos de crise econômica, onde a popularidade do governo nunca esteve tão baixa e a descrença do povo em níveis tão elevados, há a necessidade de um pacto econômico para que o Brasil possa tentar se recuperar da queda de credibilidade.
    Os presidentes supracitados no artigo procuram juntar investimento e apoio mútuo para sustentar sua empresas estatais petrolíferas, incentivar a tecnologia de exploração de águas profundas.
    Os brasileiros estão, no mínimo, descrentes. A tentativa da presidente em tentar demonstrar que a Petrobrás é capaz de passar pela crise, apesar dos escândalos da corrupção, tem se mostrado cada dia mais fracassada.
    O Brasil já perdeu o selo de bom pagador, perdeu o grau de investimento e o orçamento deficitário assusta mais a cada dia, bem como a alta do dólar. O que resta torcer para que essas tentativas de alianças deem certo e para que os governantes possam encontrar uma alternativa para recolocar a economia nos eixos.

  15. Como visto no caso narrado, a presidente Dilma realizou uma visita de Estado ao México. Com intuito de estreitar as relações comerciais com o país, a visita teve um tom muito mais econômico que diplomático.
    O Brasil ultimamente tem adotado medidas tanto internamente quanto externamente para que possa conseguir, sobreviver a devastadora crise econômica. As vantagens de parcerias com outros Estados está na dinâmica econômica que pode ajudar tanto um quanto o outro a começar a sair desta crise. Gerando empregos, movimentação de dinheiro que gera um crescimento relativo da economia que hoje se encontra estagnada com a alta monstruosa do dólar, que limita toda a população na hora de pagar as contas no final do mês. Sendo assim, o principal problema hoje é a falta de poder de compra da população, que não tem separado um pouco do seu salário para poupar ou investir, já que os impostos vem consumindo toda a poupança restante da população.

  16. Devido a crise econômica mundial instaurada, e não obstante o Brasil, este vem buscando medidas, muitas das vezes paliativas, afim de reduzir os danos causados por esta. Uma dessas medidas sem dúvidas, foi a parceria entre a Pemex ( empresa de petróleos mexicanos) e a Petrobrás. Uma vez, que tanto o México, quanto o Brasil veem sofrido com a recessão, onde ambas as populações não têm atualmente poder de compra, pois seus cidadãos estão consumindo toda sua renda com suas despesas essenciais. Neste sentido, estes países estão se unindo afim obter vantagens como criação de empregos, para juntos sobreviverem melhor a este momento tão dificil. Mas esta parceria, vai além da vantagem econômica anteriormente citada, e podemos neste ponto colocar em pauta a vantagem política a ser obtida por esta parceria, uma vez descoberto “recentemente” o envolvimento do governo em exercício com as operações lava jato, que nos faz descrer em uma administração idônea na Petrobrás, deste modo, essa parceria só tende a prosperar.

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