A JORNADA DE LI KEQIANG NA AMÉRICA LATINA: O TANGO CHINÊS (PARTE II)


GPPM: Analises da Conjuntura econômica e política internacional

por Roberto Brandão Araújo[1] e Gustavo Rojas de Cerqueira César[2]

A visita do Primeiro-Ministro Chinês foi recebida com sorrisos e cofres abertos, “inaugurando” uma nova época para as relações entre os países da América – Latina com a China. Passados pouco mais de 10 (dez) anos do aprofundamento das relações entre aqueles, a parceria que se consolidou e aprofundou-se ao longos desses anos parte para um novo patamar. Os investimentos em Infraestrutura como a ferrovia Transoceânica, a mundialização da moeda chinesa, o Renminbi (RMB), iniciando no Chile e os acordos de pesquisa e desenvolvimento de energia nuclear com a Argentina, além dos permanentes empréstimos (IDE) ao continente dão a regência da dependência do Continente com o Dragão (juntamente com o plano de Cooperação CELAC-CHINA 2015-2019) e de como essa visita inicia um novo paradigma nas relações entre os países latino-americanos com a China.

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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

6 respostas em “A JORNADA DE LI KEQIANG NA AMÉRICA LATINA: O TANGO CHINÊS (PARTE II)

  1. A maioria dos paises da america Latina acreditam no crescimento economico da China , visto que tal pais imveste fortemente em areas de imfraestrutura no interior fo pais. A China realizou progressos captando o investimento direto estrangeira. O investimento estrangeiro é de $383 bilhões e foi utilizada na sua totalidade, excedendo o valor total previsto no plano qüinqüenal. O Investimento Estrangeiro Direto cresceu mais de 34% nos últimos cinco anos. A China se transformou em um destino muito favorável para o investimento de capital estrangeiro e as multinacionais.
    Com todo este ” curriculum” disperta ainda mais a confiabilidade dos latinos americanos.

    • Uma nova era para as relações entre a América – Latina com a China. A visita do primeiro ministro chinês foi vista como positiva para uma nova era de contratos e investimentos nos mais variados setores. No entanto já se faz relações com os chineses a muito tempo, só que agora querem aprofundar os lações dando inicio a um novo paradigma entre eles.

  2. Apesar de trazer oportunidades, o aumento da presença da China na América do Sul em termos de comércio e investimentos deve ser analisado com cautela, em função de seus impactos. A crescente participação de produtos chineses na região significou, por exemplo, perda de mercado para países como o Brasil. Diante disso, este artigo caracteriza a presença da China na América do Sul, analisa alguns impactos desta e delineia perspectivas para a retomada do equilíbrio nos fluxos de comércio na América Latina e para a destinação dos investimentos chineses.

    O próprio Brasil, em sua política externa, poderia conferir maior relevância à estratégia de comércio exterior e maior foco à América Latina em suas relações comerciais, fortalecendo os acordos já existentes e aprofundando os temas por eles abrangidos. O volume e qualidade da corrente de comércio com a ALADI demonstram a importância da mesma para a manutenção de saldos positivos no intercâmbio comercial.

  3. A china, atual segunda maior economia do globo, é sem sombra de duvidas um importantíssimo parceiro comercial. Muito embora seu crescimento econômico seja passível de inúmeras criticas, inclusive no que concerne a violações dos direitos humanos, manter boas relações comercial com o país é de extrema importância. Na realidade a china é hoje nosso principal parceiro comercial e representa uma possibilidade de fuga da sufocante influência econômica e política exercida pelos Estados Unidos. Além disso, em se tratando de crises internacionais, o país asiático possui opções de investimento melhores para o Brasil no momento do que os norte americanos. A visita do primeiro ministro é também uma evidência de que o potencial econômico do Brasil e da América Latina não é subestimado no exterior, que representa um bom indicativo de que haverá uma melhora econômica na região futuramente.

  4. Como autor do texto fico muito feliz com a repercussão e os comentários. Muito obrigado. Posto a minha resposta que apresentei no blog:
    “Que boa repercussão no Observatório de Relações Internacionais da UFOP. Com certeza as relações da China com a América Latina, no âmbito estatal e institucional vem se fortalecendo num momento que a América Latina necessita dessa parceria. Os termos, acordos, contratos, empréstimos e consequências dessa crescente relação parece estar sendo descoberto agora por muitos pesquisadores. Fato é que desde os anos 2000 quando se intensificaram essas relações os paises latino americanos não atuaram em conjunto e nem traçaram um plano estratégico para lidar com o fenômeno “China”. Do outro lado, a China vê a América Latina com olhares estratégicos e avança com contornos geopolíticos cada vez mais claros. Cooperação Sul-Sul, Dependência e Autonomia são eixos teóricos que nos ajudarão a estudar melhor a natureza dessas relações.
    Valeu Luiz…”

  5. As relações da China com a América Latina no contexto atual é benéfica para a economia, mas, desigual. A necessidade de aprofundamento e ampliação é essencial para que estabeleça um equilíbrio entre as partes e reduza a desigualdade presente.
    Segundo avaliação de João Augusto de Castro Neves, diretor da América Latina do gabinete de assessores, “em um momento em que a economia chinesa também se desacelera, a relação entre os dois parceiros se aprofunda e amplia”.
    A visita do Primeiro-Ministro Chinês e a parceria estabelecida reduzem o poder dos Estados Unidos para influenciar políticas em países latino-americanos.
    Para Marczak, do Atlantic Council, as ações chinesas na América Latina não ameaçam os interesses dos Estados Unidos diretamente. “É importante que a América Latina diversifique sua economia e se desenvolva, e os investimentos chineses podem ajudá-la a chegar lá”.
    Diante desta perspectiva, embora, a relação seja desigual, o quadro é bastante otimista para o desenvolvimento econômico.

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