Angela Merkel diz que acordo da Grécia com credores ainda é possível


grecia

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou nesta quinta-feira (18) que ainda é possível um acordo entre a Grécia e os credores. “Estou convencida de que onde existe vontade, existe um caminho”, disse Merkel aos deputados alemães no Parlamento.

“Se as autoridades gregas têm essa vontade, um acordo continua sendo possível, desde que Atenas aplique de forma decidida as reformas estruturais prometidas”, acrescentou.

A Grécia e os credores − Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu −, negociam há um mês a liberação de uma ajuda financeira vital para o país, à beira de um default (suspensão de pagamentos).

A posição da Alemanha “não mudou” e os esforços se concentraram na permanência da Grécia na zona do euro, destacou Merkel, que nas últimas semanas intensificou os contatos com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

O governo de Tsipras resiste a aplicar as reformas exigidas pelos credores, já que muitas delas contradizem as promessas eleitorais do partido Syriza, de esquerda radical.

As negociações serão abordadas em uma reunião hoje dos ministros das Finanças do Eurogrupo em Luxemburgo, mas as duas partes já anteciparam que descartam a possibilidade de um acordo no encontro.

Segundo o presidente do Banco Central da Alemanha, Jens Weidmann, a existência da moeda única europeia não depende da Grécia. “A existência do euro não está necessariamente ligada ao desenvolvimento da Grécia, mas alguns efeitos de contágio não podem ser completamente descartados, sobretudo no cenário de um Grexit [saída da Grécia da zona do euro]”, explicou Weidmann.

A avaliação de Weidmann foi feita em entrevista aos jornais Les Echos, publicado na França, ao espanhol El Mundo e ao italiano La Stampa.

O presidente do Banco Central alemão ponderou que “o caráter da união monetária também será afetado se um dos sócios não assumir a responsabilidade para com a estabilidade do conjunto”. “Esse também é um efeito de contágio cujas consequências não devem ser minimizadas”, completou. Weidmann disse que “em última instância, a responsabilidade da permanência da Grécia no euro é do governo grego”.

Fonte: EBC

25 respostas em “Angela Merkel diz que acordo da Grécia com credores ainda é possível

  1. A crise grega teve início com a recessão, seis anos atrás. Os socialistas (Pasok) cederam a uma política econômica de austeridade imposta pela chamada “troika” (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional). Assim, obtiveram 110 bilhões de euros em 2010. Houve um segundo empréstimo, em março de 2012, de 130 bilhões de euros. Portanto, a dívida é de 240 bilhões de euros, ou 175% do PIB. No entanto, após cinco anos de empréstimos da troika à Grécia ficou claro que o programa de austeridade não funciona. A Grécia sofreu uma queda de produtividade de 25%, tem um nível de desemprego de 26% –entre 25 e 35 anos chega a 50%. Mais de 30% da população está mergulhada na miséria. E os impostos, inclusive o IPTU, têm um enorme impacto na classe média.Portanto, a situação do povo é desastrosa. Déficits públicos, desemprego, pobreza, queda de produtividade etc..
    No plano político, Alexis Tsipras, líder da legenda radical de esquerda Syriza, venceu as eleições.A prioridade do premier Tsipras é renegociar a dívida com os credores internacionais, e pôr um fim na política de austeridade.
    A notícia em questão mostra justamente as negociações dos credores com esse novo governo, demonstrando estarem abertos a um acordo, desde que as reformas estruturas prometidas sejam realizadas.

  2. O mundo atual encontra-se dividido em grandes blocos econômicos interligados.
    Dessa forma, a crise financeira da Grécia, a partir do momento em que a mesma está inserida na União Européia, afeta diretamente todos os países do mundo, em especial os europeus, que temem o enfraquecimento do euro.
    Mesmo antes de entrar na Zona do Euro, a Grécia já gastava mais do que arrecadava e enfrentava problemas de inflação, além da dívida elevada. A população grega também tem fama de se aposentar cedo e não pagar impostos. Recentemente, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, pediu aos gregos que parem de tentar evitar os impostos. O endividamento remonta inclusive aos gastos com a Olimpíada de 2004.
    Quando o país entrou na Zona do Euro, os problemas se ampliaram. No final do ano passado, o então presidente francês Nicolas Sarkozy afirmou que a Grécia não estava preparada para entrar no euro – e que a entrada do país foi um erro. “Mais tarde ficou provado que a Grécia maquiou dados de sua dívida pública para garantir sua entrada no Euro”, disse Reginaldo Nogueira, coordenador do curso de Relações Internacionais do Ibmec.
    A entrada da Grécia na Zona do Euro gerou um boom de otimismo e queda nos juros, dificultando para o investidor a diferenciação das dívidas grega e alemã, por exemplo. Em 2011, o endividamento chegou a 165,3% do PIB.
    A crise do subprime, em 2008, levou muitos investidores a ficarem relutantes em emprestar dinheiro ao país, que já tinha uma dívida alta. A economia passou a crescer menos, houve queda na arrecadação de impostos e o governo grego precisou aumentar os gastos sociais. Uma dívida que já era muito alta tornou-se impagável.
    A crise grega serve como um teste para a manutenção da supremacia da União Européia, enquanto bloco econômico internacional, demonstrando o fortalecimento das relações enquanto bloco, especialmente em um momento de crise, servindo de modelo para a condução de possíveis crises em outros países europeus, ou não, que se encontram passíveis de situações similares.

  3. Considerando o contexto da globalização, evidente é que a crise grega, salvo as devidas proporções, afeta significativamente a economia de outros países. A situação se intensifica quando nos atentamos para o fato de estar a Grécia inserida na Zona do Euro. Surge, pois, para os países membros da Zona Européia a indagação quanto a permanência ou não da Grécia na zona do euro, refletindo acerca dos possíveis efeitos de sua saída, se positivos ou negativos.

    Fato é, que antes de pensar na retirada do país é necessário que os outros países envolvidos tentem ao menos minimizar com medidas paliativas a situação de crise da Grécia, já que, desse modo, estarão resguardando também suas economias. Tanto é que inúmeras vezes os prazos finais para o pagamento das dívidas foram estendidos em favor da Grécia. Ressalta-se ainda as iniciativas gregas para contornar a situação: o governo pediu que órgãos públicos, incluindo hospitais, entreguem as reservas em moeda para ajudar no pagamento. A prefeitura da segunda maior cidade grega, Tessalônica, entregou o que tinha, mas outras cidades se recusaram a cooperar.

    Sendo assim, se não providenciar novos acordos a saída da Grécia da Zona do Euro será inevitável. A retirada da zona do euro é uma das alternativas que possui a Zona Europeia de evitar que a crise de um único país prejudique os demais 27 países membros do bloco econômico. Vale destacar, contudo, que se trata de uma alternativa subsidiária, sendo usada somente se outras possibilidades não forem encontradas e persistir a Grécia inadimplente.

  4. Caso a Grécia se retire da Zona do Euro, haveria instabilidade para ambos os lados, por isso o esforço conjunto para que ela se restabeleça economicamente.

    O conceito de moeda única é complicado em relação a sua viabilidade, impor países diferentes, com culturas e práticas de mercado diferentes, com territórios e pessoas diferentes a um único banco central significa criar elos mais fortes e consequentemente sustentar os mais frágeis. Aqueles países com infra estrutura econômica mais resistentes acabam por sustentar e reerguer os mais abalados pela crise.

    A possível saída da Grécia representaria, a meu ver, em dois efeitos dominó.

    1- Outro elo mais fraco surgiria, não acompanharia o mercado e em algum momento estaria na mesma situação.

    2- Do ponto de vista interno ao bloco ecônomico em questão, a retirada da Grécia demonstraria fragilidade por parte dos países que o compõe. Ao afastar o problema ao invés de resolve-lo, sustentando um de seus “aliados” quando necessário, seria colocado a prova a “inabalável” estrutura geopolítica e econômica do bloco.

    Visto os fatos, seria mais prudente que tal medida somente fosse adotada em última das circunstâncias.

  5. A Grécia está mergulhada em um estoque de dívidas tão alto e com prazos de vencimento tão curtos para o tamanho da sua economia, que não consegue mais obter financiamento no mercado. A saída da Grécia da Zona do Euro tem sido considerada a única solução por uma fração crescente, embora ainda minoritária, de observadores. A taxa de câmbio tem um papel central no processo. Nesse caso, a Grécia, ao voltar a usar a sua moeda tradicional, a dracma, poderia, por meio de uma forte desvalorização, recuperar parte da sua competitividade e encontrar uma trajetória de crescimento econômico puxado pelas exportações.
    Se o processo fosse simples assim, este grupo de analistas não seria uma minoria. Deixar a Grécia sair da Zona do Euro envolve diversos riscos e talvez não seja a solução do problema. O trabalho feito ao longo dos últimos anos aponta para uma integração cada vez maior entre os países da zona euro. O feito mais notável será, eventualmente, a União Bancária, que já centralizou em Frankfurt a supervisão dos bancos da zona euro. O próximo passo é a união dos mercados financeiros.

  6. Angela Merkel, chanceler alemã, afirmou em discurso recente no Parlamento alemão ainda ser possível um acordo entre a Grécia e os credores. Ainda segundo Merkel, se as autoridades da Grécia almejavam um novo acordo, este seria possível caso a Grécia implantasse as reformas estruturais estabelecidas no mesmo. Negociando com o FMI e com o Banco Central Europeu há cerca de um mês, a Grécia solicita ajuda financeira (no presente momento extremamente necessária) a fim de evitar um fatal decreto de sua falência (a qual geraria uma suspensão de pagamentos). Apesar do quadro desfavorável da Grécia, Merkel continua a defender sua permanência na zona do euro. Tsipras, da esquerda radical, resiste em aplicar várias das reformas exigidas pelos credores por estas se contraporem às suas promessas de campanha. Há quem se contraponha a uma nova renegociação. Para o presidente do Banco Central da Alemanha, a crise grega não afeta em absoluto o euro, mas o influencia de certa forma. A união monetária se faz necessária a fim de minimizar estas influências contagiosas, mas ainda assim “em última instância, a responsabilidade da permanência da Grécia no euro é do governo grego”.

  7. A realidade é que os governos conservadores da Zona do Euro querem pressionar a Grécia a adotar medidas econômicas que mais uma vez poupariam os bancos e prejudicariam o povo. A especulação, o jogo de mercado de capitais é o causador da crise e para soluciona-la querem aumentar impostos, cortar benefícios sociais para que o governo possa arcar com a divida bancária. Isso só não ocorreu AINDA porque o governo atual grego é de um partido de extrema esquerda, mas ao que tudo indica não resistirá às pressões. Cada vez mais fica claro que o liberalismo nunca quis cumprir o que prometia ao dizer que o mercado libre de capitais e bens levaria equidade a todo o mundo. Ele tem, por único objetivo, resguardar o patrimônio dos grandes acumuladores de capital.

  8. São medidas humilhantes e de austeridade, pouco eficazes e penalizam diretamente a população grega. O voto pelo não, foi a melhor das respostas. governos conservadores da Zona do Euro, querem pressionar o pais a tomar medidas drásticas, que apenas traz uma folga aos bancos e atingem diretamente a população. Certo, o voto contra, e o fato de sair da Zona do ouro, não deveria ser imposto, e sim decisão própria.

  9. Investidores observam com preocupação a crise na Grécia, que apesar de ser um país relativamente pequeno pode acarretar implicações profundas na economia mundial. O país foi forçado a cortar gastos públicos e elevar taxas de juros para quitar suas dívidas perante o Fundo Monetário Internacional, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu.
    Países da zona do euro e do FMI têm ajudado a Grécia através de empréstimos, a fim de que este país tão conhecido por suas belezas naturais possa permanecer na zona do euro e consiga se reerguer sem que outros Estados sofram ainda mais com a crise.
    A Alemanha, como bem diz a chanceler Angela Merkel, está empenhada em fazer acordos com a Grécia, buscando reformas estruturais para que o desenvolvimento volte ao país. Qualquer um que negocie com a zona do euro é afetado por cauda do impacto da crise grega sobre a moeda comum europeia.
    A Grécia não é o único país a violar a regra da União Europeia de que o déficit orçamentário não deve ultrapassar 3% do PIB do país, mas foi o mais afetado de todos e a sua população não ficou nem um pouco satisfeita com as medidas impostas para sanar a crise. Agora o que nos resta é aguardar o fim desta história e esperar, para o bem do mercado mundial, que a Grécia consiga pagar suas dívidas e permanecer na zona do euro, ao invés de deixar a zona do euro e constituir uma moeda nacional.

  10. A Grécia gastou mais do que podia nos últimos tempos, tendo feito vários empréstimos, fazendo com que sua economia se afundasse. Com os gastos estourados e com a economia fraca, a Grécia não resistiu à crise de 2009. Hoje está completamente endividada correndo o risco, até mesmo, de sair da zona do euro, uma vez que pode levar os demais países integrantes do mesmo grupo e que também estão com a economia fraca, à falência.
    Mas, a melhor solução não seria, simplesmente, retirar a Grécia da zona do Euro, pois marcaria o enfraquecimento da união monetária e daria margem para que outros países adotassem a mesma estratégia.
    Talvez a melhor estratégia fosse usar medidas alternativas para minimizar os efeitos da crise na Grécia. Sem dúvida que o País aumentará sua dívida externa, uma vez que deverá pegar empréstimos para tentar reerguer sua economia.
    Por conseguinte, é melhor que o País faça economia para evitar que saia da zona do euro e evitar que leve os outros 27 países membros do bloco econômico da união Européia à crise, que, por serem grandes economias, acabariam por acarretar uma crise mundial.

  11. Hoje nos deparamos com um cenário mundial globalizado, sendo assim a crise na Grécia afeta a economia de outros países, principalmente os participantes da Zona do Euro, já que a Grécia é um dos seus países membros. A indignação quanto a permanência da Grécia na Zona do Euro têm causado grande indignação nos países da Zona Européia.
    Contudo, é necessário minimizar a situação de crise na Grécia antes de pensar na sua saída da Zona do Euro, pois assim os demais países membros resguardam a sua economia. Muitos países estenderam os prazos finais de pagamento em favor da Grécia e o próprio país tomou algumas iniciativas para contornar a situação. A cidade de Tessalônica, deu tudo que tinha para o Estado numa forma de tentar ajudar, mas as demais cidades se recusaram.
    Com tudo isso, a saída da Grécia da Zona do Euro se tornará inevitável se novos acordos não forem feitos. Pois essa é uma alternativas, apesar de subsidiária, que a Zona Européia tem como forma de não prejudicar os demais 27 países do grupo.

  12. A Grécia vive, atualmente, uma crise econômica decorrente do histórico de gastos que foi intensificado no ano de 2008 no contexto da crise mundial. A escassez orçamentária vivida hoje foi financiada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) junto com a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. Tal dívida situa-se em 177% acima do PIB do país.
    A dívida grega chega aos 320 bilhões de euros decorrentes do empréstimo, 240 bilhões, perante o FMI e a União Europeia. Além disso, a taxa de desemprego no país já chega a 26% e o PIB teve uma baixa de 25%. A Europa tem pressionado a Grécia pra que continue a adotar o euro como moeda, a fim de manter a credibilidade da moeda. Porém para os gregos a retirada da União Europeia seria uma maneira para retomar a gerência da política monetária.
    Contudo, os europeus vêm demonstrando apoio a Grécia, servindo de inspiração para outros blocos econômicos de como manter a supremacia através do fortalecimento das relações, ainda mais em um momento tão delicado como este. Portanto, como asseverou o presidente do Banco Central da Alemanha, Jens Weidmann, “a responsabilidade da permanência da Grécia no euro é do governo grego”, e de fato deve ser.

  13. A atual crise econômica em que a Grécia está mergulhada é resultado de um histórico em que o país gastou mais do que podia e que foi agravado em 2008, com a crise econômica mundial. No final de 2009, algumas agências destacaram o aumento do déficit público no país, o que significa que as dívidas aumentavam, ao passo que a arrecadação somente diminuía. Assim, em 2010, o governo grego anunciou a execução de um plano de austeridade para tentar controlar seus gastos. Houve redução de benefícios, como a aposentadoria, de salários, aumento de impostos e demissões em órgãos públicos. No entanto, o déficit continuou. Esse déficit foi financiado por empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI).
    Todos os países na zona do euro ficam de alguma forma prejudicados devido ao impacto da crise grega sobre a moeda comum da Europa. Há grande receio de que a crise que afeta a Grécia provoque um efeito dominó, agindo também sobre outros países da zona do euro que enfrentam desafios para equilibrar sua economia, como é o caso de Portugal, por exemplo.
    A crise grega segue ainda sem previsão de total recuperação. Mas os economistas, ao analisarem o fato, levantam duas questões bastante interessantes: a primeira é de que essa crise é fruto de muitos erros econômicos, como a adoção do euro de maneira precipitada, e a segunda é de que a crise não é somente grega, mas sim do capitalismo em geral.

  14. Com a globalização, a integração entre os países torna-se muito grande e consequentemente maior o grau de interdependência. Isto possibilita que uma crise na Grécia possa produzir efeitos em todas as economias mundiais, principalmente nos países europeus.
    Para o Brasil, apesar de o ministro Joaquim Levy afirmar que o país encontra-se “relativamente confortável” perante essa crise, há um risco para o país devido aos prováveis impactos no resto da União Européia, que é o responsável por quase 20% das nossas exportações.
    A crise da dívida grega, estimada em 320 bilhões de euros, é a maior ameaça com que a zona do euro já se deparou, trazendo indagações quanto á saída ou permanência deste país. Entretanto com a saída da zona do euro, possivelmente haveria uma redução da confiança na união monetária do continente por possibilitar brechas para futuras possíveis saídas de países em dificuldades. Assim o bloco criado ao redor da moeda comum em 1999 ficaria comprometido. Além disso, poderia trazer outras implicações políticas indesejáveis pela comunidade européia.
    Entretanto, havendo vontade política novos acordos poderão ser firmados para garantir a integridade da União Européia, como ressaltado pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

  15. Pelo fato de a Grécia fazer parte da Zona Europeia, a crise econômica pela qual está passando afeta intimamente os outros membros, causando preocupação com a desvalorização do euro. A crise em 2008, levou muitos investidores a ficarem relutantes em emprestar dinheiro ao país, que já tinha uma dívida alta.
    Deste modo, passou-se a avaliar a permanência do país na zona do euro. Entretanto, antes de pensar em retirada, é necessário que os outros países envolvidos procurem minimizar a situação de apuros da Grécia, já que, desse modo, estarão resguardando também suas economias. A Alemanha vem se mostrando participativa em tentar estabilizar a situação, como bem diz a chanceler do país “A posição da Alemanha “não mudou” e os esforços se concentraram na permanência da Grécia na zona do euro, que nas últimas semanas intensificou os contatos com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.” Contudo, para que a Grécia busque sair deste aperto é fundamental que haja uma cooperação entre ela e os credores ( Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu ), que negociam há um mês a liberação de uma ajuda financeira vital para o país, à beira de um default (suspensão de pagamentos).
    Por conseguinte, se não forem feitos novos acordos, a saída da Grécia da Zona do Euro, apesar de ser uma alternativa subsidiária, será inevitável, porque poderá causar um efeito dominó e levar os demais 27 países do grupo a uma crise ainda pior.

  16. A crise financeira mundial, que atingiu o auge em setembro de 2008, agravou os problemas financeiros de alguns países da união europeia. Os governos, como tentativa de diminuir os impactos da crise, ajudaram os setores mais críticos da economia com pacotes bilionários, que evitariam perdas de empregos e atenuariam os efeitos negativos das turbulências no setor financeiro. Devido os diversos pacotes de ajuda, a arrecadação destes governos diminuiu e eles ficaram mais endividados. Desde 2010 a Grécia passa por uma crise nacional que se deu origem a partir da crise da dívida pública da zona do Euro. O FMI e a União Europeia, temendo a ameaça que a crise gera a outros países da Europa, ajudaram a Grécia com um pacote de 110 bilhões de euros. Em contrapartida o governo se comprometeu a tomar diversas medidas, uma delas foi o congelamento dos salários dos servidores públicos e aumento de impostos. Em 2009, o déficit no orçamento, foi de 13,6% do PIB, um dos índices mais altos da Europa e quatro vezes acima do tamanho permitido pelas regras da chamada zona do euro.
    “A dívida internacional da Grécia, hoje, está 177% acima do PIB do país. Ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas pelos gregos, se fosse usada apenas para amortecer o montante devido, não seria suficiente para pagar nem a metade.”Hoje a dívida está em torno de 300 bilhões de euros (o equivalente a US$ 400 bilhões ou R$ 700 bilhões) situação que preocupa, uma vez que a mesma necessita de mais empréstimos para refinanciar mais dívidas, obviamente a juros mais altos.

  17. Muito já se falou sobre a crise econômica grega, mesmo sabendo-se que a importância deste pequeno país de 11 milhões de habitantes seja apenas simbólica para a zona do euro. Portanto, o cerne da questão é econômico, mas calçada em erros políticos. A população grega foi levada a crer que existiam saídas heroicas, que poderiam tirar o país da grave situação em que se encontra atualmente sem a necessidade de grandes sacrifícios, quem sabe com um novo empréstimo bilionário ou, até mesmo, com o perdão completo de sua dívida.

    No entanto, passado o breve período dos discursos inflamados e vazios, a população grega e sobretudo aquela mais pobre, descobriu que “dinheiro emprestado não paga dívidas!” A receita ortodoxa do ajuste fiscal, pregada tanto por alemães, quanto franceses e pelo FMI é a única saída possível para este país que usou e abusou da velha receita de se gastar mais do que se arrecada.

    Também no Brasil, temos o mesmo problema que, se não tem as mesmas dimensões, posto que somos a oitava economia mundial, temos os mesmos ingredientes. Falo de políticos irresponsáveis com o dinheiro público, de campanhas políticas que enganam a boa fé dos eleitores para se obter votos a qualquer custo e também da crença generalizada de tudo era apenas uma marolinha.

    Fica o exemplo grego!

  18. O conflito de que versa a notícia, qual seja, entre Alemanha e Grécia, vem se alastrando de maneira preocupante nos últimos anos.
    A primeira vista, é de se verificar que o conflito recai, quase exclusivamente, sobre questões monetárias, econômicas, que geram em torno do possível calote grego.
    Não se sabe, até agora, qual será o desfecho dessa história, mas um capítulo favorável ao adimplemento da dívida acaba de ser construído. A julgar pelas tratativas do governo alemão com o primeiro ministro grego, Alexis Tsipras, nota-se que houve progresso.
    Acredito que seja interessante, para ambas as partes, o adimplemento grego, com a conseguinte manutenção da Grécia no bloco econômico europeu. Por parte da Europa, é interessante que a Grécia não dê o primeiro exemplo de calote ao grupo. Pelo lado grego, é importante se manter atrelado a Europa, pelos tantos benefícios que uma organização internacional proporciona.
    Logicamente, as exigências para a concessão de um novo empréstimo serão rigorosas. A Grécia já se mostrou uma má pagadora. Não é obrigação do banco europeu ou do governo alemão de fazer caridade com o governo grego. A finalidade maior é a recuperação financeira da Grécia, que, se concretizada, repercutirá positivamente em solo europeu. Para tanto, são necessárias contrapartidas gregas. O partido Syriza, que representa a esquerda radical na Grécia, é uma força antagônica aos esforços que estão sendo feitos para que a dívida seja sanada.
    Termino com a fala do presidente do Banco Central alemão, Weidmann, que disse que “em última instância, a responsabilidade da permanência da Grécia no euro é do governo grego”.
    Vale dizer, cabe tão somente aos gregos dizer qual é a prioridade do momento. Ideias provindas do partido Syriza ou anseios da Europa, como um todo, de que a Grécia volta a ser o que era.

  19. A crise na Grécia tem se desenvolvido de uma forma que suas dívidas só aumentam, seus principais credores são o Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu. O primeiro, hoje tem como principal objetivo estabelecer a cooperação econômica em escala global, mas foi criado com a finalidade de auxiliar os países destruídos pós guerra a se restabelecerem e o desenvolvimento dos países recém independentes de seus colonizadores.
    A crise não começou agora, é fruto de uma sequencia de ações economicamente inadequadas. Desde pelo menos o ano 2000 que o governo grego gasta muito mais do que arrecada com impostos. O déficit do governo grego durante toda a década de 2000 foi maior do que o permitido pelada União Europeia. No auge da crise, o déficit era de quase 15% da soma de todos os produtos e serviços produzidos pela economia grega durante um ano.
    A chanceler da Alemanha, Angela Merkel entende que é possível se chegar a uma melhora com a cooperação e esforços de todos. É importante essa consciência por parte dos Estados, pois o bom funcionamento da economia internacional, de uma forma geral é interessante e bom para todos, pois haveria maior geração de riquezas e bem estar das populações.

  20. Durante os primeiros anos desse milênio, a Grécia gastou bem mais do que poderia, pedindo empréstimos de valores exorbitantes para manter os gastos públicos e os salários do funcionalismo publico nas alturas, deixando sua economia refém da crescente divida. Os crescentes gastos e a evasão de impostos esvaziaram os cofres públicos, deixando a Grécia completamente despreparada para quando a crise econômica os atingiu em 2009, ano em qu o país registrou um déficit orçamental de incríveis 13,6% do PIB. A divida atual da Grécia chega aos 330 bilhões de euros e seus principais credores são o Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu.
    A melhor maneira para a Grécia conseguir sair da crise seria uma nova leva de empréstimos ao país aliados a uma política de austeridade publica, diminuindo drasticamente os benefícios a população e os salários do funcionalismo. O problema, porém, reside no fato de que o recém eleito Governo Grego se recusa a aceitar as medidas impostas pelos bancos internacionais, sendo que fez promessas em sua campanha afirmando que faria o contrario. Sendo assim os bancos se recusam a autorizar novos empréstimos a Grécia, que fica impossibilitada de pagar a divida sem realizar cortes impossíveis em seus gastos, gerando o medo de que o país pode acabar por não pagar suas dividas, dando o calote nos credores, agravando de maneira irreversível a já frágil economia de vários membros da União Europeia.

    Felipe Hermanny código 19497 Terceiro Horário de Terça Feira.

  21. A Grécia chegou a atual situação de crise por ter gastado bem mais do que podia e por isso, solicitou empréstimos volumosos para financiar suas despesas, resultando em uma crescente dívida, sem perspectiva de solução. Seus problemas foram sendo encobertos ao longo de vários anos para conseguirem entrar na zona do euro. Atualmente, a dívida grega supera, em muito, o limite de 60% do PIB estabelecido pelo pacto assinado pelo país para fazer parte do euro, devendo um total de € 271 bilhões.
    A Comunidade Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu têm ajudado a Grécia através de empréstimos, com a finalidade de sua permanência na zona do euro e conseguir se reerguer sem que outros membros da União Europeia sofram ainda mais com as consequências da crise.
    De acordo com o texto exposto, a Alemanha de Ângela Merkel está empenhada em fazer acordos com a Grécia, buscando a adoção de medidas para que o desenvolvimento volte ao país. Entretanto, o atual governo de Tsipras resiste ao aplicar as reformas estruturais exigidas, implicando em mais dívidas e no enfraquecimento de sua economia, se aproximando cada dia mais de se tornar o primeiro país a deixar de usar o euro, situação que pode dar abertura para outros países.

  22. A chanceler alemanha se mostrou confiante sobre o acordo entre Grecia e os credores. Segundo ela, existe um caminho para a crise enfrentada pelo país. Se os gregos tem a vontade em um possivel acordo, ele então é possivel, desde que as reformas estruturais sejam aplicadas por Atenas. A negociação está em busca de uma liberação de uma ajuda financeira que é considerada de extrema importancia para o país no momento. Fato é que a crise é nitida e a situação da Grécia e os acordos são de extrema importancia, do contrario, sua saida da zona do euro é inevitável.

  23. Desde 2010 a Grécia vem adotando medidas de austeridade exigidas pela Troika (nome usado para designar a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu) e que não mostraram o resultado esperado, pelo contrário, apenas subjugou a população grega a um cenário de maior desemprego e ainda mais sacrifícios.
    Esses pacotes de medidas levam consigo mais austeridade do que se pode suportar e atingem a dignidade da população. São cortes no salário mínimo, extinção de décimo terceiro e décimo quarto salários, cortes nos gastos públicos e nas aposentadorias, além de uma flexibilização nas leis trabalhistas. Tudo isso combinado com liberalização dos mercados de serviços e produtos e redução de custos burocráticos com a intenção de acelerar a economia novamente.
    Jogar a solução do problema apenas no povo grego sem se discutir de fato qual a origem disso tudo pode ser insensato. A população vem pagando essa conta e deve saber o que paga, exatamente. Por que vem se tomando mais empréstimos para pagar uma dívida? Os bancos realmente estão tomando prejuízo? A economia domestica já auxilia nas duas respostas e podem contradizer as decisões que lá estão sendo tomadas. Ninguém ainda discutiu a origem da dívida e pra onde foi todo o montante contraído, tendo em vista que dívidas públicas, em geral, são usadas para complementar a receita nos investimentos para o país. Falta transparência no orçamento fiscal antes de exigir do povo que entregue seus esforços para o setor financeiro.

  24. A Grécia vive, ainda hoje, uma crise econômica oriunda do histórico de gastos que foi intensificado a partir do ano de 2008 na situação de crise mundial. A falta de orçamento vivida hoje, devido a gastos muito superiores a arrecadação foi financiada pelo Fundo Monetário Internacional junto com a Comissão Europeia e também pelo Banco Central Europeu.
    A dívida grega, é hoje, muito superior ao PIB do país, ultrapassando 320 bilhões de euros, sendo 240 bilhões decorrentes somente do empréstimo, perante o FMI e a União Europeia. Outro índices preocupantes são a taxa de desemprego no país que já chega a 26% e o PIB com baixa de 25%. A Europa tem pressionado a Grécia pra que continue a adotar o euro como moeda, a fim de manter a confiabilidade da moeda. Contudo, para os gregos, adotar uma nova moeda seria uma maneira de retomar a gerência da política monetária.
    Ainda assim, governos conservadores da Zona do Euro pressionam a Grécia a adotar medidas econômicas que poupam os bancos e sacrificam o povo, que sofre sem perspectivas de melhora da situação.

  25. A Alemanha, como bem diz a chanceler Angela Merkel, está empenhada em fazer acordos com a Grécia, buscando reformas estruturais para que o desenvolvimento volte ao país. Qualquer um que negocie com a zona do euro é afetado por cauda do impacto da crise grega sobre a moeda comum europeia. a Grécia não resistiu à crise de 2009. Hoje está completamente endividada correndo o risco, até mesmo, de sair da zona do euro, uma vez que pode levar os demais países integrantes do mesmo grupo e que também estão com a economia fraca, à falência. Mas, a melhor solução não seria, simplesmente, retirar a Grécia da zona do Euro, pois marcaria o enfraquecimento da união monetária e daria margem para que outros países adotassem a mesma estratégia.
    Talvez a melhor estratégia fosse usar medidas alternativas para minimizar os efeitos da crise na Grécia. Sem dúvida que o País aumentará sua dívida externa, uma vez que deverá pegar empréstimos para tentar reerguer sua economia, portanto, é melhor que o País faça economia para evitar que saia da zona do euro e evitar que leve os outros 27 países membros do bloco econômico da união Europeia à crise, que, por serem grandes economias, acabariam por acarretar uma crise mundial.

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