Reino Unido vai reforçar presença militar nas Malvinas


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O Ministro da Defesa britânico, Michael Fallon, afirmou que seu país vai reforçar a presença militar nas Malvinas, afirmando que segue havendo uma “ameaça muito viva” da Argentina. Para tanto, o governo britânico desembolsará mais de 260 milhões de dólares nos próximos dez anos. A iniciativa foi criticada pela Casa Rosada, que afirmou que o governo de David Cameron está se utilizando das Malvinas para aumentar seu gasto militar, “enganando seus cidadãos com fantasmas do passado.”

Foto: Reuters / Enrique Marcarian Foto: Reuters / Enrique Marcarian

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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

5 respostas em “Reino Unido vai reforçar presença militar nas Malvinas

  1. A Guerra das Malvinas, que ocorreu há mais de trinta anos, foi um conflito que até hoje divide argentinos e britânicos. O governo argentino continua pedindo constantemente a reabertura das negociações pela soberania do território. A Guerra teve início em 1982, quando a Argentina invadiu o território que considera como sua extensão territorial. Os países rivais alegam fatos divergentes: o Reino Unido afirma que domina a região desde 1833, a partir do momento que ocuparam e colonizaram o território; a Argentina diz que, com sua independência em 1822, passou a controlar as ilhas que pertenciam à Espanha.
    Desde o fim da guerra e com a vitória dos britânicos, Argentina e Reino Unido somente retomaram as relações na década de ’90. Contudo, o Reino Unido não aceita qualquer negociação sobre a soberania do território. Um dos principais interesses pela região é o petróleo.
    Recentemente, o Ministro da Defesa britânico decidiu reforçar a presença militar nas Malvinas devido à constante e efetiva ameaça argentina pois teme-se um ataque argentino com possível apoio da Rússia. Para tal militarização existem alguns questionamentos. O governo argentino
    diz que a suposta “ameaça” não é verossímil e que está sendo usada como justificativa inglesa para aumentar a militarização nas Falklands e que tais gastos deveriam estar sendo feitos em benefício do povo britânico através de melhora na saúde, educação e desemprego. Parcela crescente da sociedade inglesa considera inútil aumentar gastos militares em ilhas remotas enquanto, internamente, há crise econômica.
    Contudo, não podemos apenas ouvir o que cada governo afirma sobre o assunto. Ambos os governos podem estar se fazendo de vítima tendo em mente segundas intenções. Mas afinal, quem teria o real direito sobre as Malvinas?

  2. O conflito entre Argentina e o Reino Unido pelas ilhas Malvinas ocorreu em 1982, cerca de trinta anos atrás. A Argentina foi à derrotada no conflito, o que na época fortaleceu a queda da Junta militar que governava o país instalada através do golpe de Estado e a restauração da democracia como forma de governo. Por outro lado, no Reino Unido, a vitória no confronto permitiu ao governo conservador obter a vitória nas eleições de 1983. Ocorre que a Argentina nunca se conformou por perder a soberania de um território que era seu, mesmo sendo um território pequeno é evidente que ainda existe o desejo por parte da Argentina de um dia voltar a ter o que um dia foi seu de volta. Além de um certo desejo de vingança que deve existir por parte da Argentina e do qual o Reino Unido esta investindo militarmente para se proteger, o que a Argentina alega ser uma desculpa, as ilhas Malvinas possuíam e possuem importância econômica e estratégica. Antigamente nestas ilhas existiram importantes postos de caça de baleias, porém a prática provocou o desaparecimento de numerosas espécies de baleias nos mares e fez com que a importância econômica dos três arquipélagos fosse reduzida. O interesse por elas atualmente se da por três motivos: inicialmente, tanto a Argentina como o Reino Unido consideram que a soberania sobre estes territórios representam uma questão de orgulho e credibilidade nacional. Depois temos a questão estratégica, o controle deste arquipélago consiste em uma posição estratégica ao seu ocupante sobre o cruzamento austral e o seu tráfego marítimo. E agora pela recente notícia de exploração de petróleo por ingleses, próximo às Malvinas, pode indicar que os britânicos sabiam da existência de combustíveis fósseis na região. Assim, é evidente que as ilhas Malvinas são um território de suma importância para os dois países, no entanto, a Argentina nega o planejamento de qualquer ataque para a recuperação do território, Isso pois, já se passaram muitos anos, sendo a hipótese de uma guerra nula, e que tudo isso é uma desculpa do reino Unido para reforçar o seu armamento. Bom, não sabemos a verdade de fato, mas que a Argentina até hoje não deve se conforma com a perca de tal território isso é inegável.

  3. O Secretario de Defesa britânico, Michael Fallon anunciou no dia 24 de Março que irá reforçar o dispositivo militar nas Ilhas Falklands e considerou que a Argentina representa uma “ameaça muito presente” no arquipélago.
    “A ameaça sobre as ilhas persiste, bem como a nossa determinação de dizer muito claramente que os residentes têm o direito de continuarem britânicos e de beneficiar da proteção das nossas forças”, acrescentou Fallon.
    A disputa pelas Falklands (ou Malvinas) já é antiga, vindo de 1982 onde durante 74 dias o arquipélago esteve sob guerra (deixando aproximadamente 900 pessoas mortas). O fim desse episódio histórico antecipou a caída do governo militar ditatorial na Argentina.
    Como visto em nossas aulas de Direito Internacional Público, conseguimos entender o fato de a Argentina ter esse conflito político econômico com o Reino Unido: Existe uma grande quantidade de petróleo em território de exploração exclusivo do arquipélago e certamente em século XXI perder (ou deixar de ganhar) reservas de petróleo representam um grande desfalque na economia; principalmente se tratando de um país onde a economia já anda desacelerada há algum tempo.

  4. Recentemente o governo argentino de Cristina Kirchner denunciou a diversos organismos internacionais o desproporcional e infundada militarização britânica nas Ilhas Malvinas, reiterando a necessidade de retomar as negociações sobre as ilhas que geram tenção entre as duas nações. Segundo um anuncio oficial de Londres, os britânicos investirão 267 milhões de dólares na defesa das ilhas por entenderem que o governo argentino tem interesse em tomar a ilha, como tentou no ano de 1982 que gerou 74 dias de conflito na chamada Guerra das Malvinas, porém sem sucesso. Mas agora Londres alega que os argentinos estariam unindo forças com os chineses para conquistar as ilhas.
    São três os grades motivadores deste conflito que dura mais de um século:
    Tanto para os argentinos quanto para os britânicos o conflito é uma questão de orgulho, uma vez que já houve conflito direto e armado sobre essa questão e vários soldados de ambos os lados terem perdido suas vidas;
    As Ilhas Malvinas também se localizam em um ponto estratégico do tráfego marítimo;
    Existem também rumores de descoberta por parte dos ingleses sobre campos de petróleo na região, que acirraria ainda mais a disputa que passaria a ser uma disputa também por petróleo e seus derivados.

  5. A guerra das Malvinas foi um conflito estabelecido entre Argentina e Reino Unido que ocorreu 2 de abril e 14 de julho do ano de 1982. Não teve uma longa duração, se comparada com os confrontos próximos a sua época. A ilha inicialmente pertencia ao Reino Unido, porem a Argentina resolveu invadi-la, com a desculpa de ser uma ilha com posição geográfica estratégica, e que por direito eram terras pertencentes a eles, justificando que após a independência de seu território junto a Espanha, as ilhas Malvinas deveriam ser anexadas
    Ocorreu também que a época, a Argentina vivia em uma ditadura que não gozava de muito prestigio entre a população, e o governo via na possibilidade da guerra uma chance de dar novos ares ao governo, fazendo com que a imprensa e a população se preocupassem com o inimigo externo. O Reino Unido vinha de duas guerras mundiais bem sucedidas, e conseqüentemente possuía um poder bélico muito maior se comparado ao Argentino, e conseguiu retomar o domínio da ilha sem maiores dificuldades. Vale ressaltar que os britânicos, antes do confronto, tentaram resolver o caso de forma pacifica, o que foi prontamente negado pelos argentinos.
    Com o fim da guerra, as relações diplomáticas entre os dois países foi suspensa, e somente foi reaberta alguns anos depois, mas mesmo assim ainda existe um clima estranho e pouco amigável entre os dois países. Anos mais tarde, o governo Argentino tentou reabrir as negociações sobre o caso, que também foi prontamente negado pelos britânicos, aumentando ainda mais a tensão entre os dois países.
    E com esse clima de estranheza, os dois países vivem tomando iniciativas que visam de certa forma, amedrontar o rival, como é o caso agora do Reino Unido, que tratou de reforçar militarmente as ilhas, temendo provavelmente uma nova invasão argentina,o que provavelmente não deve ocorrer, visto que a capacidade bélica britânica continua sendo infinitamente superior

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