Preço do dólar frente a todas as moedas nacionais cresce mais rápido que em 40 anos


ISAPE

Não é só o real que está perdendo valor: praticamente todas as moedas nacionais estão desvalorizando frente ao dólar. Esse movimento já faz com que a moeda estadunidense esteja valorizando no maior ritmo em quarenta anos. Isso porque há uma clara expectativa de que as taxas de juros sejam elevadas nos Estados Unidos, enquanto a maioria dos outros países está diminuindo suas taxas, provocando um grande movimento de capitais em direção a América do Norte.

Foto: Ian Waldie / Getty Images Foto: Ian Waldie / Getty Images

Ver o post original

Publicado em Relações Internacionais por Luiz Albuquerque. Marque Link Permanente.

Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

12 respostas em “Preço do dólar frente a todas as moedas nacionais cresce mais rápido que em 40 anos

  1. Tal valorização do dólar frente às outras moedas nacionais se caracteriza pelo tão famoso princípio constante na economia, o da oferta e da procura. Quando há dólar de mais no mercado o seu valor diminui. Porém no momento atual encontra-se o oposto, sua falta de circulação deixa-o mais concorrido e sua cotação bem elevada. A possibilidade das moedas nacionais estarem em excesso no mercado também é um forte fator para a distancia de comparação entre as duas moedas.

    Vários setores sofrem esse impacto no país. Vemos fortemente na importação de eletrônicos, têxteis e calçados, um vez que para pagar o produto estrangeiro baseado no dólar mais a rentabilidade lucro de mercado, este chega no país com alto valor deixando desinteressante aos bolsos dos nacionais.

    No que se refere ao turismo com essa variação de moeda, também é visível as mudanças. Na situação atual, o dólar alto em relação ao real, os estrangeiros tem facilidade de movimentar a indústria turística e hoteleira do Brasil. Pois a possibilidade de viagens para dentro do país fica mais rentável financeiramente para eles e é de bom reflexo para nós que o recebemos e fazemos questão que eles depositem aqui a sua moeda, esta que esta em boa valorização. Mais o contrario já não é possível, não estamos no momento de irmos para fora, pois nessa diferença de quase 3 por 1, esta absurdamente cara a ido para os países de dólar. Quem sonha com a viagem a Disney, Miami ou outros destinos estadunidenses deverá espera um pouco para ver se o real equipara ao dólar, caso contrário pagara valores bem mais elevados do que era esperado.

  2. O fato de praticamente todas as moedas estarem se desvalorizando frente ao dólar é causado por alguns consideráveis motivos: a economia americana está bem e o Fed está conseguindo elevar as taxas de juros enquanto nos outros países a economia não está bem e seus respectivos bancos centrais estão diminuindo as taxas de juros. Em muitos países, há recessão. Na Europa, em alguns países, há inclusive o risco de deflação (queda de preços). Isso não é positivo, pois quando os preços estão caindo por falta de consumidores, as empresas não estão conseguindo vender tudo o que produzem, seus lucros se reduzem e são obrigadas a reduzir o ritmo da produção demitindo funcionários. Com desemprego alto diminui-se novamente o consumo formando-se um ciclo vicioso. A deflação se a agrava pela baixa oferta e circulação de moeda, devido aos juros altos.
    Ao analisar esse efeito econômico, pode-se constatar que quando a economia vai bem, há maior confiabilidade na moeda o que acaba por valorizá-la, como é o caso dos EUA. O resultado disso é que os investidores conseguem melhores retornos nos Estados Unidos.

  3. O aumento do preço do dólar pode gerar efeitos positivos e negativos na economia brasileira. Para a indústria nacional, pode significar um aumento das exportações – e ajudar o Brasil a equilibrar a balança comercial. Se a atividade industrial aumentar, gera-se mais empregos: produtos importados mais caros podem dar força a itens nacionais. Porém, como é que a indústria nacional vai ser beneficiada com o bolso do consumidor vazio e desemprego em alta? As exportações só enchem os bolsos dos poucos que já tem muito, o que é prejudicial para a maioria que tem muito pouco. Além de as indústrias poderem ter dificuldades para importar insumos e, se tiverem dívida em dólar, vão pagar mais caro para saldá-las. A subida do dólar é influenciada por fatores internos e externos. No Brasil preocupam, além do impasse sobre o ajuste fiscal, a desaceleração da economia; a inflação acima da meta do governo federal; e até um possível racionamento de água e energia. Enquanto isso os Estados Unidos aumentam suas taxas de juros e forçam nós e outros países a reduzir. Essa valoração do dólar, fez com que não somente o real perdesse valor, como também todas as moedas nacionais, ou seja repercutirá internacionalmente.

    Isabella Diana Fernandes Ferreira
    Sala: 402
    Turno: Diurno
    Matrícula: 20292
    Faculdade de Direito Milton Campos

  4. Nos últimos meses o dólar ganhou força frente a outras moedas, como o euro e o real. Podemos atribuir esse fato a diversos fatores econômicos. Além da incerteza sobre a economia brasileira começamos a perceber as consequências das politicas econômicas adotadas pelos Estados Unidos (EUA) e União Européia (UE).
    Durante a crise financeira os EUA e a UE tomaram caminhos opostos para superar a crise. Os norte americanos decidiram por gastar, investir, reduziram os juros para próximos de zero e compraram títulos. Por outro lado os europeus decidiram por economizar, cortaram gastos na área da saúde, educação e reduziram gastos e aumentaram os impostos tentando estabilizar as contas públicas.
    Porém a política europeia não funcionou tão bem como imaginaram, os resultados não foram satisfatórios e após observar o ressurgimento norte americano pós crise de 2008 decidiram por também gastar. Atualmente a União Europeia esta despejando dinheiro na economia, seguindo a abordagem norte americana.
    Com esta conjuntura econômica mundial notamos a ascensão econômica dos Estados Unidos enquanto a UE tenta ajeitar suas contas. Assim sendo percebemos diretamente na valorização do dólar frente ao euro e consequentemente a outras moedas.
    Juntamente com a valorização da moeda norte americana estamos vivendo diversas incertezas na economia brasileira, assim sendo notamos a desvalorização do real juntamente com a valorização do dólar.

  5. O dólar vem crescendo face a recuperação da economia dos EUA, face a crise imobiliária de 2009. Junto a tal fato, deve-se acrescentar a crise financeira vivida pela União Europeia, motivada pela recessão econômica de parte de seus membros, como a Grécia e a guerra civil vivida pela Ucrânia.
    Tal cenário tem contribuído pela ameaça de uma possível volta da inflação no Brasil, além é claro de problemas como a corrupção generalizada, vista em episódios como o da Operação Lava-Jato, que tem contribuído para a queda da economia nacional, e o aumento expressivo do dólar.
    Contudo, o aumento do dólar pode apresentar dois desdobramentos, um aspecto negativo como fora dito, alta dos preços de produtos importados, principalmente eletrônicos, que vem com uma qualidade superior face aos nacionais, o que de certa forma é ruim para os consumidores, que agora terão de pagar altos preços por produtos de baixa qualidade. Porém, no tocante a industria nacional, a alto do dólar favorece o país, já que aumentara a margem de lucro das empresas exportadoras, e dessa forma elas terão mais capital para investir em seu ramo de atividade comercia, e com isso gera-se mais emprego e melhora a balança comercial.
    .

  6. A alta do dólar frente a várias moedas demonstra a recuperação da economia americana, abalada com a crise de 2009. A alta do dólar em relação ao real, por sua vez, não deve ser encarada como sendo decorrência lógica de uma suposta crise global generalizada e de um crescimento extraordinário da economia americana. A saída abrupta de capital estrangeiro do país, por uma série de fatores políticos, econômicos e sociais, também é considerada uma das causas para essa valorização fora do comum. O esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, na Petrobrás, empresa com um potencial enorme para receber investimentos estrangeiros, maculou a imagem da empresa frente às consultorias de investimentos e análise de riscos, fazendo com que os investidores estrangeiros retirassem suas aplicações da gigante estatal, o que ajudou na queda brusca no valor das suas ações. A desvalorização expressiva do real frente ao dólar preocupa, pois seus efeitos nefastos atingem a economia brasileira de várias maneiras.

  7. A variação do dólar influencia no mundo inteiro, e no Brasil não é diferente. O preço de tal moeda, tem ligação direta com a economia de nosso país, e para ajudar a manter um equilibrio no mercado nacional, o governo interfere tentando fazer com a referida moeda não cause uma desvalorização do real. Para conseguir alcançar seus objetivos, o governo tenta fazer com que os nossos produtos se tornem mais competitivos no mercado internacional, vez que ao não possuir um forte mercado interno, ele necessariamente precisa fazer com que haja uma grande circulação de mercadorias ( importação e exportação) para se manter na competição econômica. A partir do momento que o mesmo consegue se estabilizar, novos empregos, e mais renda são gerados. Dessa maneira, quando o dólar esta alto, as empresas do mercado interno voltadas para a importação são as mais atingidas, isso porque, elas dependem de aparelhos eletrônicos e bens de longa duração para conseguir produzir, pois os bens que essas empresas produzem dependem diretamente de materiais importados. Já quando o dólar está em baixa, as empresas que mais sofrem alterações são as que atuam no mercado interno as quais tem concorrência direta com as mercadorias importadas e as empresas que tem sua produção voltada para exportação de produtos. Quando o real está valorizado, os nossos produtos ficam mais caros no mercado internacional, fazendo com que produtos de países como a China não consigam acompanhar a concorrência. Assim, de acordo com Miriam Leitão, quando o dólar está em alta há mais inflação, e quando está em baixa há mais risco de desindustrialização.

  8. Em um contexto de crise econômica, o Brasil passa por um dos seus momentos mais delicados de toda sua história. Existe a previsão para que tenhamos dois anos seguidos de crescimento negativo (2014 e 2015). A última vez que isso ocorreu foi em (1930-1931), para o leitor mais desavisado, é preciso lembrar que foi justamente após a crise de 29. De fato, a situação brasileira é extremamente delicada.
    O governo Dilma, que é extremamente impopular, sofre severas críticas por todos seus equívocos na economia, na administração das estatais no país, pelos escândalos de corrupção e pelo aumento crescente e surpreendente do dólar. A notícia acima, nos mostra que, talvez, é preciso ter um pouco mais de cuidado ao criticar o governo petista quanto ao dólar. É pública e notória a condição econômica do país, no entanto, o dólar está se valorizando perante todas as moedas do mundo, não é apenas perante o real.
    Sem dúvidas, muitas das críticas ao governo Dilma são muito pertinentes. Nossa situação econômica está desastrosa. No entanto, a alta do dólar não é culpa exclusiva do governo petista, é também resultado de uma valorização da economia da maior potência mundial.

  9. Diante da crise financeira mundial em franca ascensão, impulsionada pela crise do setor imobiliário norte-americano e a iminente recessão nos Estados Unidos e uma crise de proporções mundiais que está a caminho. O aumento em mais de 450% do petróleo no último mês fazendo com que o barril chegasse a quase US$ 100 está colocando novamente na ordem do dia o crescimento abusivo da inflação. A crise está levando à desvalorização vertiginosa do dólar e já se estuda a utilização de outra moeda internacional para substituir o dólar. Nos dias de hoje, em que a moeda norte-americana se encontra a beira do colapso total é possível ver a queda da hegemonia dos Estados Unidos que teve sua ascensão depois da Segunda Guerra Mundial com o tratado de Bretton Woods.
    A crise atual é de proporções comparadas a da grande crise de depressão da década de 1930, provocada pelo crash da bolsa de 1929. Mesmo com a saída da burguesia em colocar o euro para substituir o dólar, a crise norte-americana com o seu endividamento praticamente impagável prevê uma recessão sem precedentes na história econômica mundial, que levará o capitalismo a mais um baque irreversível.

  10. O dólar fechou 2014 em alta de quase 13% ante ao real e ao que parece vai continuar subindo. A economia mundial ainda se estrutura de acordo com a variação do dólar, o que não é diferente aqui no Brasil. Segundo o Ministro do Trabalho Manoel Dias, esta valoração do dólar é um fenômeno que ajuda o Brasil, o aumento do dólar valoriza o produto nacional. O problema surge quando torna-se mais barato importar do que produzir, foi o que aconteceu por determinado tempo no Brasil e o que levou a uma queda na industrialização no país, talvez influenciada pela baixa do dólar que tirou a competitividade do produto nacional. A importação tornou-se bastante atrativa tanto para as empresas quanto para pessoas físicas que tiveram maior acesso à moeda americana. O ponto positivo nesta situação é a reindustrialização que esta ocorrendo no país, que consequentemente, gera um aumento no índice de empregos, entretanto as empresas podem encontrar dificuldades para importar seus insumos se tiverem dívidas em dólar. Ao mesmo tempo, a alta do dólar pode pesar no bolso do consumidor, com o aumento da pressão inflacionária e o encarecimento de viagens ao exterior e alguns produtos.

  11. Essa valorização do dólar está por sua vez associada à atual situação cíclica dos Estados Unidos.
    Depois de enfrentar um árduo caminho para superar a grande crise de 2008/09, a maior economia do mundo passou a ‘bater um bolão” do ano passado para cá, enquanto que boa parte do resto do mundo vem mostrando um baixo desempenho desde 2012.
    A valorização do dólar em relação às demais moedas faz parte da solução para esse “problema”, pois ao ganhar competitividade com um câmbio mais desvalorizado, a tendência é que o mundo “ex EUA” aumente as exportações para os EUA, ajustando as suas contas internas e impulsionando o seu crescimento, ajudando também a melhorar as contas públicas.
    Quando isso começar a valer vai ter início de um novo ciclo, mas com as demais moedas se valorizando em relação ao dólar, o que já aconteceu, em meados de 2011/12.

    Bruno Antônio Rocha Borges – 20074

    Milton Campos – Noite

  12. A crise econômica tem afetado a maioria dos países, cada um deles em uma determinada proporção, aqueles que conseguem lidar melhor com os impactos provenientes da crises de maneira a prejudicar o mínimo possível a estrutura econômica interna acabam obtendo vantagens diante dos demais países.
    Os Estados Unidos tem adotado posturas diferente de outras nações, conseguindo “atravessar” as consequências deste período crítico de maneira menos impactante, conseguindo controlar, por exemplo a taxa de juros.
    Graças à manutenção da estabilidade interna, o dólar vem ganhando força, não somente devido ao relativo sucesso desse país, mas também devido ao fracasso, em certa medida, dos demais.
    Motivo pelo qual esta moeda vem se valorizando de forma muito rápida.
    Um dos malefícios de tal valorização é a importância que a economia norte americana em escala global, diversas empresas multinacionais, instaladas nos mais diversos países muitas vezes exigem que os pagamentos e transações sejam feitos em dólar e, boa parte delas, são de origem americana e exercem grande influência nas cidades em que operam, obrigando inúmeras nações a comprarem esta moeda.
    É importante ressaltar que, caso a crise continue se propagando ao redor do mundo, esta valorização não tende a diminuir, pelo contrário, pois a oferta é criada pela demanda e, quão maior for a importância do dólar no cenário internacional, maior será sua margem de valorização.

Comente esta notícia!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s