O financiamento chinês ao Canal da Nicarágua e a dinâmica regional da América Central


ISAPE

A empresa chinesa HKND conseguiu os direitos de construção e administração de um canal na Nicarágua para ligar os oceanos Atlântico e Pacífico, em clara rivalidade com o Canal do Panamá. A construção ambiciosa, estimada em 100 bilhões de dólares e com o apoio do governo chinês, deve afetar a dinâmica regional da América Central. Oliver Stuenkel analisa as principais consequências para a política regional, que serão afetadas pelos objetivos geopolíticos chineses em concorrência com a presença estadunidense.

Foto: Post Western World Foto: Post Western World

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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

3 respostas em “O financiamento chinês ao Canal da Nicarágua e a dinâmica regional da América Central

  1. A política internacional se dá por meio de uma espécie de “jogo” de relações entre os próprios Estados em si, e em conjunto com os demais sujeitos de direto internacional público. Isso se dá devido ao conjunto de estratégias e atos que dinamizam essa interação. E, como se sabe, sempre existem nos jogos aqueles que se sobressaem, os que perdem e aqueles que nem sequer participam e só ficam à mercê do resultado.
    Nas relações de políticas públicas, vê-se necessário se fazer alianças, saber conduzir os seus atos no momento certo. A partir daí, que começamos a perceber aqueles que saem na frente nesse legítimo, mas perverso “jogo”
    Atualmente, EUA e China protagonizam a disputa mais forte. Cada um pratica a sua política internacional, conforme as suas estratégias. O primeiro, exerce bastante influência no mundo a bastante tempo, devido ao seu poderio econômico e à praticas imperialistas e intervencionistas. Porém, devido ao grande crescimento populacional e também econômico da China, ela vem conseguindo conquistar sua influência em todo o mundo, o que acirra ainda mais essa disputa.
    No exemplo citado nessa notícia, é perceptível essa “briga”. A China, com o propósito de aumentar sua influência no lado Ocidente do Planeta, que por sinal sofre um controle enorme dos EUA, e fazer concorrência, financia o Canal da Nicarágua, da mesma forma de que este financiou o Canal do Panamá.
    Essa disputa é um exemplo de uma política internacional unilateral. Porém existem políticas internacionais bilaterais e multilaterais, que são as relações diplomáticas, os tratados (convenções), as organizações e os blocos.
    Enfim, em qualquer uma delas, é notória a necessidade de se elaborar e montar estratégias para estar à frente no cenário mundial.

  2. A China vem, nos últimos anos, aumentando a sua influência ao redor do globo. Após aumentar a sua influência na África, por meio de investimentos pesados e inúmeros acordos comerciais, superando inclusive os Estados Unidos como o principal parceiro comercial do continente africano, a China dá sinais de que estaria interessada em outra região, as Américas. A construção do canal na Nicarágua, que tem como objetivo a quebra do “monopólio” do canal do Panamá, não só deve ser visto como um projeto comercial ousado, mas como uma tentativa de expansão da influência chinesa ao continente americano. A disputa por áreas de influência entre os Estados Unidos e a China certamente beneficiarão muitas regiões, que desenvolverão suas economias por meio desses acordos comerciais. Esse é só mais um capítulo, mas que merece especial atenção, não só pelo vulto do investimento, mas pela sua localização, bem próximo aos EUA.

  3. A China vem aumentando a sua participação na economia global de forma exponencial, e possui o maior crescimento anual do mundo. Por possuir a maior população do planeta e ter se tornado um poderoso polo industrial, utilizando mão de obra praticamente escrava, adquiriu uma altíssima competitividade e um poder de barganha fora do comum, invadindo os cinco continentes.
    Agora estão com o projeto de contrução do canal de Nicarágua, em concorrência com o canal do Panamá, que tem um tráfego anual de mais de 14 mil embarcações.
    É de assustar o tamanho domínio da China no mercado, em disputa com os Estados Unidos, restando nos saber como será a reação deste, e em até que ponto este “jogo” vai chegar.

    Bruno Antônio Rocha Borges – 20074

    Milton Campos – Noite

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