A indústria de defesa chinesa de larga escala


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A base industrial de defesa chinesa promete inundar o mercado global de armamentos na próxima década com aeronaves e navios de guerra consideravelmente baratos. Armas que por muito tempo foram exclusivamente produzidas nos Estados Unidos, Europa ou Rússia, passarão a ser ofertadas por China e Índia. Isso faz com que mercados emergentes que até hoje compraram modelos de segunda mão passem a incrementar seus arsenais com alta tecnologia. E a tendência é que os armamentos se modernizem ainda mais com preços decrescentes.

Foto: Johannes Eisele / AFP / Getty Images Foto: Johannes Eisele / AFP / Getty Images

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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

3 respostas em “A indústria de defesa chinesa de larga escala

  1. O investimentos feitos no melhoramento do arsenal bélico de cada país, mostra o quanto o conflito de interesses entre esses nem sempre pode ser sanado por meio de acordos. O discurso de sustentabilidade ainda não enseja argumentos suficientemente eficazes a ponto de tornar desnecessário o uso de meios coercitivos para a garantia da soberania de cada Estado. Os interesses político-econômicos parecem ainda ser a principal preocupação. O sucesso nas grandes guerras colocaram os EUA em posição de destaque frente à economia mundial. Contudo, vê-se um crescimento vertiginoso da China que, através de um política econômica diferenciada, conseguiu angariar grandes fatias no mercado mundial em vários setores da economia, e não poderia ser diferente no que diz respeito às forças armadas. Trata-se de uma área que o país tem investido muito. A maior oferta dos equipamentos bélicos pode fazer com que países emergentes adquiram mais força competitiva o que, paradoxalmente, pode fazer com que tenham mais facilidade para a propositura de acordos de relevância internacional.

  2. Com a ascendência da China como Estado soberano e influente nos últimos anos, já era de se esperar que investissem uma boa parte do orçamento em tecnologia bélica e defesa, o que assusta outras grandes potências e coloca em discussão vários questionamentos recorrentes sobre o assunto.
    De acordo com novos relatórios do Instituto Internacional de Pesquisa sobre a Paz de Estocolmo (Sipri), divulgado no dia 17/03 , a China e a Índia agora lideram a produção bélica, assim modificando um cenário que impedia países emergentes de terem armamento de primeira linha (uma vez que estes produzidos pela China são monetariamente mais acessíveis), além de mudar o foco de armamento que já estava consolidado desde a Guerra Fria.
    Outro ponto importante nessa mudança de contexto é um controle não tão rigoroso com a distribuição e produção bélica, como ocorre nos EUA, CANADÁ , RÚSSIA e na UNIÃO EUROPEIA.
    Vale lembrar que a China vem crescendo em vários mercados, seja de utilidades, tecnologia e mais recentemente armamentos.

  3. Nos últimos anos, a China vem adotando uma postura surpreendente ao demonstrar-se insatisfeita com a atual distribuição de poderes no globo, que se baseia na hegemonia norte americana e europeia. O país vem se engajando em uma política expansionista, aumentando sua área de defesa aérea sobre uma extensa faixa do Mar da China Oriental, o que chama a atenção dos EUA e do Japão. Desde o início do século XXI, um dos principais eixos de poderio chinês é a expansão do poderio naval, com o foco em se tornar um dos protagonistas da cena mundial também nessa área, expandindo o poderio de sua Marinha e seu domínio tecnológico. Já é evidente que a China, cada vez mais, impõe seu lugar como potência e uma de suas prioridades é o crescimento econômico. É evidente, contudo, que apesar desse grande país afirmar que visa um crescimento pacífico, apresenta algumas reivindicações territoriais pois todo litoral chinês é cercado por um cinturão de ilhas pertencentes a outros países tradicionalmente ou recentemente rivais dos chineses. Além disso, a marinha americana está presente na região, o que certamente incomoda a China apesar de seus líderes saberem que não é exequível competir com a máquina de guerra dos Estados Unidos. Dessa forma, a China tenta se impor objetivando tornar-se competitiva no mercado global de armamentos oferecendo modelos de alta tecnologia e consequentemente modernizando seus arsenais.

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