A descarioquização do Itamaraty


ISAPE

Em recente artigo, Rogério de Souza Farias e Géssica Carmo contam o processo em que o Rio de Janeiro perdeu importância como principal centro de origem dos diplomatas brasileiros, o que os autores chamaram de descarioquização do Itamaraty. Analisando o período 1985-2010, os autores demonstram uma dispersão da cidade de origem dos diplomatas brasileiros, que hoje seriam “filhos da democracia”, numa alusão a uma maior representatividade regional nas Relações Exteriores brasileiras.

Foto: Bruno Gomes Guimarães Foto: Bruno Gomes Guimarães

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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

Uma resposta em “A descarioquização do Itamaraty

  1. A diversidade é de grande importância para a representação do país no exterior, sendo assim, é uma ótima notícia a maior dispersão territorial da origem dos membros do corpo diplomático brasileiro. Na condição de país de dimensões continentais, é natural que o Brasil tenha uma elevada diversidade cultural. Entretanto, até recentemente, a maioria dos candidatos admitidos no concurso para o Itamaraty é natural da região concentrada do país, mais especificamente do Rio de Janeiro. A explicação para esse fato se deve provavelmente à condição de capital que essa cidade ocupou até o princípio da segunda metade do século XX, e ao fato da cidade ser tradicionalmente um reduto da intelectualidade brasileira. Deve-se notar, no entanto, que apesar da “descarioquização”, a maioria absoluta dos diplomatas brasileiros ainda se origina do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, o que mantem várias regiões brasileiras sub-representadas, fornecendo poucos representantes do Brasil em suas relações externas.

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