Perspectivas da nova governança internacional — Diálogos sobre Política Externa


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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

14 respostas em “Perspectivas da nova governança internacional — Diálogos sobre Política Externa

  1. A governança política internacional sempre foi um importante fator analisado pelo Direito Internacional. Sabemos que a expressão governança surge após reflexões, tendo em vista aprofundar o conhecimento das condições que garantem um Estado eficiente. A forma pela qual o governo exerce o seu poder, faz toda a diferença.

    A ideia é melhorar o desempenhos das propostas, partindo de sua dimensão política, e buscando identificar sua importância para o Direito Internacional.
    O fenômeno da globalização impulsionou a discussão sobre os novos meios e padrões de articulação entre indivíduos, organizações, empresas e o próprio Estado, deixando clara a importância da governança em todos os níveis.

    No vídeo acima, a Professora Monica Herz, discute sobre a importância do multilateralismo, da governança global, uma vez que que as mudanças nas relações de poder são muito rápidas e desproporcionais em cada lugar do mundo, ocasionando em muitos momentos um vácuo no poder. Sendo este fator, uma preocupação.

    Por ser um fenômeno ainda mais amplo que governo, abrange as instituições governamentais, mais implica também mecanismos de caráter não-governamental, que fazem com que as pessoas e as organizações dentro da sua área de atuação tenham uma conduta determinada, satisfaçam suas necessidades e respondam suas demandas. No atual momento, de forma desigual.

    Uiara Freitas Xavier – Sala 401 – Manhã FDMC

  2. Nesse vídeo, a Professora Monica Herz fala sobre as diferentes visões das pessoas ao redor do mundo com relação às mudanças constantes no âmbito político referente às governanças e como isso é preocupante.

    Essas diferentes interpretações ocorrem pelo fato da visão das pessoas, seu posicionamento sempre estar influenciado por questões subjetivas e objetivas, ligadas intrinsecamente ao seu pessoal, como por exemplo o local onde vivem, sua realidade, as reais mudanças nas suas vidas, tanto social quanto economicamente que essas mudanças governamentais causam.

    As mudanças são constantes e, por conta disso, nem sempre o direito internacional consegue acompanhá-las, bem como é possível verificar no direito como um todo.

  3. A dinamica do mundo cada vez mais evolui. Com o evento da globalização, da internet e de como as coisas estão acontecendo tal rapidamente reverbera em todos os cantos, inclusive na forma da política e de como tais eventos a afetam. Com tantas mudanças e em um mundo com opiniões diversas sobre diversos assuntos a politica se vem arrastada em um evento de governança. Tal evento é caracterizado que cada um é influenciado pelo seu canto do mundo, sua cultura e sua historia e com tamanha diversidade e com essa constante mudança, a politica rapidamente se modifica assim como o direito internacional para tentar acomoanhar,

  4. A dinamica do mundo cada vez mais evolui. Com o evento da globalização, da internet e de como as coisas estão acontecendo tal rapidamente reverbera em todos os cantos, inclusive na forma da política e de como tais eventos a afetam. Com tantas mudanças e em um mundo com opiniões diversas sobre diversos assuntos a politica se vem arrastada em um evento de governança. Tal evento é caracterizado que cada um é influenciado pelo seu canto do mundo, sua cultura e sua historia e com tamanha diversidade e com essa constante mudança, a politica rapidamente se modifica assim como o direito internacional para tentar acompanhar, mas se torna uma tarefa impossivel e tendo de viver para aceitar o que é possivel e aceitar as diversidades.

  5. O Direito Internacional Público não é uma ciência exata. Lidar com os diferentes interesses de pessoas muitas vezes revela-se uma tarefa hercúlea, mas o que dizer da mediação de conflitos envolvendo nações inteiras? Muitos são os desafios, apesar do nível de globalização que a humanidade se encontra inserida hoje.

    A governança global e as discussões sobre política externa devem ser sempre analisadas com cautela. Curiosa a fala do Prof. Antonio Jorge Ramalho da Rocha, quando diz que “não se deve promover uma ordem internacional qualquer, mas uma que nos interesse”, posteriormente atenuando que tal “ordem” deva servir “a humanidade em seu conjunto”.

    As diferentes peculiaridades e interesses políticos ao redor do globo levantam inúmeras questões que precisam ser solucionadas conjuntamente por meio do diálogo e da pacificação por partes terceiras “desinteressadas” – considerando que tal façanha seja possível, como o Prof. Antonio revela em seu ato falho -, papel este que o Brasil tem, de um modo geral, desempenhado com sucesso.

    Mais coerente foi o Embaixador José Viegas Filho, duvidando sobre a possibilidade uma governança mundial, ao menos a curto prazo.

  6. A política externa é o conjunto de objetivos políticos que um determinado Estado almeja alcançar nas suas relações com os demais países do mundo. A política externa costuma ser planejada de modo a procurar proteger os interesses nacionais de um país, em especial sua segurança nacional, prosperidade econômica e valores. A consecução de tais objetivos pode ser obtida por meios pacíficos (cooperação internacional) ou violentos (agressão, guerra, exploração).
    Muito se fala das inclinações à autossuficiência e à introversão de países de dimensões continentais como o Brasil, mas um dos desenvolvimentos mais significativos da democracia brasileira tem sido o crescente interesse da sociedade pelos temas da política externa.
    Essa evolução ocorre em contexto de aumento da projeção do Brasil no exterior, de ampliação da agenda internacional e de percepção cada vez maior, no plano interno, sobre a relevância dos assuntos internacionais para o desenvolvimento do país.
    É de fundamental importância a participação do Judiciário, órgãos de governo, das universidades, da imprensa, dos movimentos sociais, do empresariado, dos sindicatos e da população em geral com os temas da política externa, pois permite um debate público cada vez mais amplo e plural, o que muito beneficia o governo brasileiro e principalmente o Itamaraty, que é o órgão do Poder Executivo responsável pelo assessoramento do Presidente da República na formulação, no desempenho e no acompanhamento das relações do Brasil com outros países e organismos internacionais.

  7. Se dentro do nosso país vemos várias visões políticas diferentes, imagina em âmbito internacional? As pessoas mudam de opinião constantemente, cada um defendendo seus interesses políticos e individuais, isso também ocorre com os países. O Direito Internacional lida com isso a todo o momento. A política internacional trata de temas como segurança, economia e relações diplomáticas. A política internacional continua em ebulição, em resposta a estes sentidos de permanência e ao descolamento entre as realidades do reordenamento de poder mundial e as dinâmicas das relações interestatais e transnacionais. Um dos pontos mais importantes na discussão da política internacional é a manutenção da soberania dos países. A política internacional busca uma afirmação do poder e depende da ética, da responsabilidade e de ações que fortaleçam a sobrevivência da comunidade política no tempo e no espaço.O conceito de política internacional também depende do direito internacional, um instrumento jurídico que determina que um sistema internacional não pode apresentar anarquia geral e guerra. Assim, é possível regular os conflitos de interesses entre os países.

  8. Os Estados de Direito Internacional Público, dotados de soberania e autonomia, estão incluídos em um mundo globalizado e conectado. Fenômeno no qual leva à maior busca de informação e conhecimento sobre os acontecimentos globais, assim como uma maior disputa de “poder” e influência mundial.
    O mundo capitalista de hoje tornou-se veloz, com constantes mudanças, seja no âmbito jurídico interno ou externo, forçando o Direito a tentar se adaptar, dependente da situação do caso concreto, o que é bastante preocupante, pois cada Estado soberano tem um ponto de vista próprio e individual sobre os assustos em pauta. A Professora Monica Hertz expõe essa preocupação no breve vídeo postado.
    A gama de assuntos que o Direito Internacional compreende, assim como as diferentes visões e transformações na relação de poder distintas em diversas partes do mundo, estão inviabilizando a celebração de Atos Internacionais, devido às divergências diretas no posicionamento e adaptação de cada Estado diante seus próprios interesses e a mudança constante do mundo globalizado em que vivemos.
    A política externa depende do Direito Internacional, sendo assim, para torná-la viável, há de se prevalecer a ética e a soberania entre os países. Apenas respeitando o pensamento do outro e, abrindo mão de certas individualidades é que conseguimos exercer a política e a harmonia externa, a boa relação entre os sujeitos de direito internacional, a boa política externa.

    • A Globalização, fenômeno que se tornou comum nos anos 90, se relaciona a tamanha mudança no sistema econômico, político, cultural e social em expansão internacional, devido as aproximações das relações de “interdependência complexa”, conceito formulado por Keohane e Nye (1989), devido a despolarização do sistema internacional no período pós-Guerra Fria.

      As transformações de governança global, é fenômeno inerente a evolução política e necessita de reformulações de posturas dos países em relação ao mundo para que, por exemplo, os tratados e convenções estendam cada vez mais o apoio e necessidades aos países como um todo.

      A Professora Monica Herz tem razão em se preocupar com as grandes transformações nas relações de poder, uma vez que estas estão longe de priorizar e de acompanhar a relevância do multilateralismo. Este se refere a vários países trabalhando em conjunto sobre um determinado tema na intenção de chegarem a um consenso que não exclua aquele de menor potencia, em todos os aspectos, justamente porque a ideia é perceber a força que cada um possui para o bem comum. Dessa forma, a grande dificuldade de tomada de decisões na esfera internacional se dará de forma mais inteligente, perdendo espaço os conflitos que atormentam a evolução mundial.

  9. É por meio da realização de diálogos que todos apresentam o seu ponto de vista e a sua opinião, tornando possível a criação de um acordo, para solucionar os problemas. O Brasil apresenta uma contribuição bastante positiva, pois ele está sempre buscando um diálogo, a paz e a justiça. É necessário que mudanças sejam propostas, mas não só isso, que já vai ser um passo muito grande, mas sim que estas mudança sejam realmente realizadas e efetivas. Não adianta só planejar, mas também colocar elas em pratica. A organização mundial precisa estar forte, para poder resolver os conflitos da melhor maneira possível. Todos devem aproveitar o avanço tecnológico e usar eles de forma positiva para alcançar os seus objetivos e montar novos projetos. A política externa é um instrumento para o desenvolvimento nacional. O Livro Branco que foi citado no vídeo acima terá como objetivo divulgar as prioridades da política externa. O Brasil deve buscar expandir e ampliar o seu papel no mundo, devido ao grande crescimento que isto proporciona para eles. As transformações nas relações de poder, está gerando um grande desentendimento e de como que elas vão ser resolvidas, mas deve sempre ter muita cautela para poder solucionar esses problemas e chegar a um acordo.

  10. A governança global é uma teia de governos de diferentes setores como o setor financeiro, segurança internacional, paz, direitos humanos, dentre outros temas importantes. É um objetivo difícil, mas o Brasil tem buscado auxiliar para a construção de uma “harmonia” política e econômica, defendendo os direitos humanos e ressaltando sua identidade como país que valoriza o diálogo, a diplomacia preventiva, o respeito ao direito internacional e a promoção do desenvolvimento e da paz. Na visão da política externa brasileira, as relações internacionais não precisam ser necessariamente conflitivas, porém o Brasil precisa ter mais assertividade, planejamento, questionar mais sobre os cenários que o mesmo procura defender apresentando soluções mais efetivas, e não, obrigatoriamente associando-se com outros países para manter a sua posição no cenário internacional. Desafios surgirão porque as relações de poder modificam muito e de diferentes formas, influenciando e preocupando o cenário internacional dito no vídeo acima por Monica Herz. Mas o Brasil busca sempre priorizar a “diplomacia” e a solução pacifica de conflitos.

  11. A governança internacional é uma questão muito delicada, uma vez que a sociedade como um todo está constantemente mudando, e com elas as interpretações sobre diversos temas também mudam.
    O que ocorre para que se entre em um consenso sobre a política internacional, são “arranjos”, que se diferem de acordo com as circunstâncias existentes, e que, são na maioria das vezes temporários. Eles dizem respeito sobre as regras que devem ser cumpridas para se obter uma convivência pacífica, evitando a ocorrência de desentendimentos que desencadeiem, por exemplo, guerras.
    É, de certa maneira, complicado que ocorra um debate sobre a nova governança internacional, uma vez que cada um, com seus pensamentos individuais e entendimento do mundo, interprete de uma maneira diferente essa “nova fase”. Entretanto, mesmo com essas interpretações diversas, deve-se entender que é de fundamental importância a governança Global, como defende a professora Mônica Herz. O Brasil, como contribuição simples, mas de extrema importância, deve começar com aprimoramentos internos, como a defesa da democracia e dos direitos humanos. Sendo importante também o respeito às questões internas de outros povos, mas se solidarizando em relação a certas situações que desrespeitem os direitos humanos. O Brasil, percebendo sua dimensão política, deve se empenhar em melhorar também os desempenhos das propostas, buscando assim a melhoria da questão em âmbito mundial.

    Letícia Simões- 401 manhã

  12. A transformação da governança global é um fenômeno inerente à evolução política e necessita de reformulações de posturas dos países em relação ao mundo para que, por exemplo, os tratados e convenções estendam cada vez mais o apoio e necessidades aos países como um todo. Em seu vídeo, a Professora Monica Herz fala sobre as diferentes visões das pessoas ao redor do mundo com relação às mudanças constantes no âmbito político referente às governanças e como isso é preocupante. Por ser um fenômeno ainda mais amplo que governo, abrange as instituições governamentais, mas implica também mecanismos de caráter não-governamental, que fazem com que as pessoas e as organizações dentro da sua área de atuação tenham uma conduta determinada, satisfaçam suas necessidades e respondam suas demandas.

  13. Ao longo da história o mundo passou por diferentes fases e constantes mudanças como a queda do muro de Berlim, a Guerra Fria, passando o colapso soviético, vindo depois de quase duas décadas a crise econômica nos Estados Unidos, guerras no Afeganistão e até mesmo a atual crise migratória para a Europa. Interpretar as mudanças e conseguir coordena a situação para que exista a cooperação entre Estados é um desafio. Devido a esse grande número de Estados, sendo eles soberanos e não possuindo uma entidade de governo mundial, surge formas, mecanismos que como a governança global que determina padrões de relacionamento ou o multilateralismo que é uma forma de tres ou mais Estados trabalharem juntos com uma cooperação.

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