Greece Cannot Do What Argentina Did


GPPM: Analises da Conjuntura econômica e política internacional

by Nicolás Creus[1] and Esteban Actis[2]

The triumph of the left-wing Syriza party in Greece has sent shockwaves through international politics and the global economy. The coalition government led by Alexis Tsipras announced that its main economic goal is to restructure Greece’s considerable external debt, which stands at 175 percent of gross domestic product, as a necessary condition to return to  economic growth.

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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

2 respostas em “Greece Cannot Do What Argentina Did

  1. Desde 2009, a Grécia vem enfrentando uma profunda recessão. O país sempre
    teve dificuldades em manter uma política fiscal mais responsável e não aproveitou os
    anos de crescimento na zona do euro para reverter esse quadro.
    Quanto a Argentina, a década referente a sua reforma e estabilização repercutiu em um trágico desfecho, uma vez que o Plano da Convertibilidade deixava a economia de tal país em um rígido quadro de política monetária e taxa de câmbio, limitando, assim, as opções disponíveis para responder aos choques.
    Tem-se, assim, como principais pontos de convergência entre as crises de ambos países a irresponsabilidade na política fiscal, a rigidez cambial, a competitividade deteriorada, a alta dívida pública e déficit público. Cujas consequências resultaram na evasão das reservas e depósitos bancários, no aumento do desemprego e da inflação, na queda de mesma magnitude do PIB de ambos os países, em programas rígidos que propunham uma reforma fiscal, cujos objetivos não foram alcançados e em reformas que não solucionavam os problemas existentes.

  2. A Grécia vive um momento bastante delicado, pois uma das bandeiras da coalizão recém eleita para o governo seria abandonar as políticas de austeridade econômica ditadas pela União Europeia (principalmente a Alemanha), e priorizar os gastos internos em relação à quitação de sua dívida externa. Isso gera grande preocupação, pois essa política poderia levar a um continuado aumento dessa dívida, deteriorando ainda mais a situação econômica e a credibilidade financeira daquele país. Uma possível moratória e saída do país da União Europeia teria consequências incalculáveis não só para a Grécia mas para todo o continente. O exemplo mais clássico de medidas extremas tomadas por governos com relação a crises financeiras e dívidas externas é o da Argentina, que teve sua credibilidade reduzida a praticamente zero no mercado internacional, prendendo o país em um atoleiro econômico. Sendo assim, a Grécia deve refletir profundamente antes de tomar quaisquer medidas radicais com relação aos rumos de sua economia, sob pena de aprofundar ainda mais sua crise.

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