Fracassa tentativa da oposição de anular acordo nuclear com o Brasil


Num breve debate, partidos da coalizão do governo garantem prorrogação da parceria por mais cinco anos. Partido Verde, autor de moção pelo cancelamento, alega que pacto não condiz com atual política energética alemã.

Numa sessão de cerca de 30 minutos e com pouco menos de 50 parlamentares presentes, o Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) garantiu na noite desta quinta-feira (06/11) a prorrogação do acordo nuclear entre Brasil e Alemanha por mais cinco anos.

A coalizão do governo, formada pela União Democrata Cristã (CDU) e pelo Partido Social-Democrata (SPD), votou contra a moção que pedia o cancelamento da cooperação bilateral, garantindo assim a maioria necessária para a manutenção da parceria com o Brasil. O Partido Verde, autor da moção, foi apoiado pela legenda A Esquerda.

No entanto, a CDU e o SPD se comprometeram a analisar o documento para verificar a necessidade de alterações no texto.

“Estou decepcionada, principalmente com o SPD. Tendo em vista como o partido se comportou e agiu no último governo, ele deveria ter apoiado a moção. O fim do acordo deveria ter sido importante para o SPD, devido à nossa credibilidade perante a comunidade internacional ao mostrarmos que realmente estamos falando sério sobre banir a energia nuclear”, disse a deputada Sylvia Kotting-Uhl em entrevista à DW Brasil após o plenário.

Segundo Kotting-Uhl, uma das autoras da moção do Partido Verde, agora a oposição vai exigir que as promessas de análise do acordo e alterações sejam cumpridas, garantindo que ele seja focado somente nas questões da segurança, do armazenamento do lixo atômico e do desligamento de usinas e não voltado a fomentar a geração de energia nuclear.

Agitação no plenário

Durante o debate, Kotting-Uhl e o deputado da legenda A Esquerda Hubertus Zdebel e defenderam o fim do acordo nuclear com o Brasil, alegando que a cooperação nesse setor não condiz com a atual política alemã de mudar sua matriz energética e desligar todas as usinas do país.

No entanto, o deputado da CDU Andreas Lämmel defendeu a manutenção da cooperação no setor, afirmando que o fim do acordo nuclear poderia colocar em risco a parceria entre os dois países em outras áreas. “É um erro cancelar o acordo. Cada país tem o direito de escolher sua política energética”, afirmou.

O parlamentar causou alvoroço entre os colegas verdes ao afirmar que a Alemanha possuía as usinas nucleares mais seguras do mundo e, com o acordo bilateral vigente, poderia repassar ao Brasil esse conhecimento e experiência. O deputado do Partido Verde e ex-ministro alemão do Meio Ambiente Jürgen Trittin ficou visivelmente irritado com a afirmação.

No debate, as deputadas do SPD Nina Scheer e Hiltrud Lotze também apoiaram a continuação da parceria com Brasil, mas, assim como Kotting-Uhl, ressaltaram é preciso fazer uma avaliação minuciosa do acordo para verificar se mudanças são necessárias para garantir que ele não seja destinado à construção de novas usinas ou ao uso militar da tecnologia.

Ao se pronunciar, Lotze acusou Trittin de não ter feito nada para finalizar o acordo na época em que foi ministro do Meio Ambiente.

Acordo controverso

O acordo de cooperação no setor nuclear entre os dois países foi assinado em 1975. Com ele, o Brasil se comprometia a criar um programa com empresas alemãs para a construção de oito usinas nucleares, além do desenvolvimento de uma indústria teuto-brasileira para a fabricação de componentes e combustível para os reatores.

A parceria também previa o repasse da tecnologia alemã ao país. A vigência inicial do acordo era de 15 anos, podendo ser prorrogado por períodos de cinco anos, caso nenhuma das partes o cancelasse.

Pouco do previsto na proposta inicial se concretizou. Já nos primeiros anos, o pacto começou a fracassar, devido à pressão americana, às críticas internacionais e à crise econômica que afetou o Brasil na década de 1980.

Apenas duas das oito usinas programadas saíram do papel: Angra 1 e Angra 2. Além disso, quatro anos após o início da parceria, o governo brasileiro começou a desenvolver um programa nuclear paralelo, que visava ao total conhecimento do ciclo de enriquecimento de urânio, o que possibilitaria a fabricação de uma bomba atômica.

Apesar de algumas propostas terem ficado de lado, o acordo já foi renovado cinco vezes. Para ser anulado, um dos países precisa manifestar o desejo de cancelamento um ano antes do fim da vigência. Com o resultado da votação de hoje, ele será renovado pela sexta vez em 2015.

Essa foi a segunda tentativa alemã de encerrar a parceria. Em 2004, ela esteve prestes a ser cancelada, segundo Trittin, então ministro alemão de Meio Ambiente, mas o Brasil voltou atrás.

Atualmente, no âmbito da parceria, são realizados encontros anuais entre representantes da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e da Sociedade Alemã para a Segurança de Usinas e Reatores Nucleares (GRS), para a troca de informações e experiências, além de workshops e cursos.

“É um erro cancelar o acordo. Cada país tem o direito de escolher sua política energética”, afirma o deputado Andreas Lämmel

Oposição vai exigir que promessas de análise do acordo e alterações sejam cumpridas, diz Sylvia Kotting-Uhl

FONTE: http://www.dw.de/fracassa-tentativa-da-oposição-de-anular-acordo-nuclear-com-o-brasil/a-18046353

Matheus Luiz Puppe Magalhaes

60 respostas em “Fracassa tentativa da oposição de anular acordo nuclear com o Brasil

  1. O Partido Verde é internacionalmente reconhecido por sua seriedade quanto ao tratamento da questão ambiental no meio político. No entanto, peca muitas vezes em perceber que a maioria dos países fazem uso da tecnologia nuclear não apenas como uma questão ligada ao fornecimento de energia elétrica, mas, principalmente pelo domínio da tecnologia nuclear. O que em caso de conflito seria um fator crucial na soberania de cada país.
    É visivelmente claro esse aspecto de importância dada no jogo político internacional à essa tecnologia. Internamente vê-se que as usinas de Angra I e II não representam mais do que 3% do total de energia gerada pelo operador nacional do sistema elétrico (ONS). Dada a quase irrelevância fática das usinas termelétricas-nucleares de Angra fica clara a sua principal função, moeda de troca (e influência) no ambiente geopolítico.

  2. O acordo nuclear entre Brasil e Alemanha foi renovado por mais cinco anos, contrariando a moção movida pelo Partido Verde alemão para que fosse cancelado. No entanto, os países envolvidos serão cobrados para que seja feita uma análise do acordo e para que possíveis alterações sejam feitas se necessárias, como prometido por eles. Mesmo com o acordo, o Brasil possui apenas as usinas Angra 1 e 2, o que representa uma ínfima porcentagem das fontes de energia brasileiras. Uma possível conclusão é que o Brasil está buscando obter controle e fontes de energia nuclear para se nivelar a países que já possuem o domínio desta, garantindo assim sua soberania nacional sem perder para países que possam fazer o uso dessas fontes nucleares para armas ou energia. É possível considerar isso pelo fato do desenvolvimento brasileiro quatro anos após o acordo de um programa nuclear contando com o enriquecimento de urânio, o que possibilita a fabricação de uma bomba atômica. Os opositores do acordo dizem se preocupar com a segurança, ou a falta dela, nesses programas nucleares, por isso buscam o fim do uso de energia nuclear e do acordo que foi renovado entre Brasil e Alemanha pela quinta vez.

  3. Se alguém tivesse que denunciar o Acordo Nuclear de 1975, faria muito mais sentido se fosse a própria Alemanha (e não o Brasil), tendo em vista a guinada que ela mesma imprimiu à sua política nuclear.Percebam que não houve nenhuma ação do Governo Alemão nesse sentido. A pressão junto ao nosso Congresso para a denúncia pelo Brasil vem de grupos políticos que não questionam o Acordo de 1975 per se, mas sim a própria possibilidade de uso da energia nuclear no País. Contudo, diferentemente da Alemanha, o Brasil não abriu mão de a geração elétrica nuclear desempenhar um papel com crescente importância na nossa matriz energética. Pelo contrário, a situação atual do sistema elétrico nacional indica a necessidade de ampliação da geração termoelétrica na base, para a qual a nucleoeletricidade é a opção mais barata e limpa.

  4. É inegável que o mundo precisa de alternativas energéticas mais viaveis com certa urgência. Os acidentes nucleares ocorridos há muito tempo atrás deixaram um grande receio na população mundial. Receio em parte justificável.
    Contudo, é evidente que nos últimos tempos as pesquisas na area nuclear avançaram de maneira inimaginável. O conhecimento que se possui hoje é incrivelmente maior do que se tinha há dez anos atrás, o que é motivo suficiente para acreditar que os erros cometidos no passado possuem maiores chances de serem evitados no presente.
    É preciso superar esse velho paradigma em relação a energia nuclear e começar a pensar em novas maneiras de progressivamente implementar esse novo modelo energético, capaz de gerar um rendimento infinitamente maior do que outras fontes de energia. Toda mudança envolve risco e os riscos da energia nuclear podem facilmente serem controlados pela humanidade.

  5. É nítido, até pela orientação ideológica, que a oposição que busca essa anulação não está criticando o acordo propriamente dito, mas o uso da energia nuclear em qualquer situação. E realmente é uma questão complicada. Se por um lado é uma fonte de energia alternativa importante, por outro é extremamente perigosa. Uma única usina em mau funcionamento pode colocar em risco uma parte enorme do território e milhares de brasileiros podem ser afetados. Inclusive hoje no mundo inteiro vários países estão desativando suas usinas, em muito devido ao acidente com o Reator de Fukushima, no Japão, em 2011. Esse desastre, mesmo que de certa forma controlado, teve consequências graves para o meio-ambiente e a população, que perduram até hoje. E não foi o primeiro, como bem sabemos. Exemplos não faltam. A tragédia de Chernobyl ainda está muito viva na memória do planeta inteiro. E também há a preocupação internacional da produção de armas nucleares. O Brasil hoje já possui tecnologia suficiente para produzir uma bomba nuclear, o que estremeceria as relações diplomáticas com vários países.
    Por outro lado, a importância da energia nuclear em nossa matriz energética só cresce, e a nossa situação indica que realmente precisamos de uma fonte de energia alternativa. Mas será a energia nuclear a mais adequada?

  6. O poder na Teoria Realista é pautado no equilíbrio de forças. Ademais, os Estados só podem contar com si próprio para a sua sobrevivência. É o mecanismo da auto-ajuda.
    A auto-ajuda admite que um Estado possua alianças com outros. Entretanto, afirma que essas alianças só duram enquanto prevalecerem os interesses próprios dos Estados. Umas vez que um Estado não queira mais permanecer aliado, de uma hora para outra pode quebrar esse pacto.
    Ainda, esse equilíbrio de poder se pauta pela falta de uma autoridade central com poder coercitivo. Nas palavras de Hobbes, não existe o leviatã. Dado isso, configura-se a Anarquia Internacional.
    No pensamento realista a ética ocupa espaço reduzido, uma vez que, buscando a sobrevivência, os Estados podem quebrar qualquer acordo e desobedecer qualquer regra moral. A Realpolitik, do alemão “Política Real”, prática da política externa definida como maquiavélica, é normalmente associada a esse pensamento de cunho realista. Auto-ajuda é, para os realistas, a noção de que os Estados só podem contar com a sua própria capacidade no que diz respeito às relações internacionais. Em suma, os realistas enxergam o sistema internacional como um espaço de disputa pelo poder, motivada por um tema saliente em suas exposições: a segurança.

  7. O pacto de cooperação energética foi assinado entre Brasil e Alemanha em 1975, durante o governo militar Geisel (esta é sua sexta renovação) que tinha como meta a construção de 8 usinas nucleares no Brasil, apenas 2 (Angra 1, Angra 2 e Angra 3 esta última ainda em construção) estão em operação.
    A motivação de denúncia do acordo se dá por parte de alguns partidos e ambientalistas do Brasil, não pelo acordo em si, mas pelo uso da energia nuclear no país. Os partidos e ambientalistas que são contra o uso de energia nuclear no Brasil, defendem que outros meios mais ecologicamente corretos (como por exemplo energia eólica) de produção de energia possam ser desenvolvidos.
    Na atual situação do sistema elétrico do Brasil, não é favorável a denúncia deste acordo, que pode acarretar em dificuldade de exportação de equipamentos e materiais nucleares. Apesar desta possibilidade ser baixa pois a Alemanha deixou de produzir energia por meio de usinas nucleares.
    Mas, o estudo para outros meios de produção de energia no Brasil não deve ser descartado.

  8. A notícia se mostra interessante por demonstrar que a questão sobre a energia nuclear é deveras mais profunda do que a energia nuclear em si. A discussão foi controversa por envolver interesses muito distintos. Por um lado, há forças latentes que batalham pela extinção dessa forma de energia ou sua redução progressiva, tendo em vista a existência de danos colaterais ao ambiente e os perigos que envolvem uma força tão potente quanto a energia nuclear. Por outro lado, a aliança entre os dois Estados, que ao firmarem a prorrogação desse novo acordo consolidaram seus laços políticos, sociais e econômicos. Não só ao se tratar em energia nuclear, mas na maioria dos assuntos que envolvem tratados internacionais de grande visibilidade ocorre a dupla pesagem dos prós e contras aos países e as demais entidades envolvidas. A renovação desse pacto será analisada de perto por contrariar aos interesses de muitos, o que é algo positivo para o avanço das tecnologias, da boa negociação internacional e para a busca de formas limpas e seguras de produção de energia, tão necessárias para o desenvolvimento sustentável das nações de todo o mundo.

  9. Diante da crise de abastecimento de água e da consequente baixa na capacidade de produção de energia elétrica, é preciso buscar alternativas energéticas para suprir a demanda brasileira. O acordo de cooperação entre Alemanha e Brasil, que prevê o compartilhamento de tecnologia para produção de energia em Usinas Nucleares não pode ser descartado. Contudo, quando o assunto é energia nuclear surgem vários questionamentos sobre o verdadeiro objetivo de desenvolver pesquisas nesse setor. O domínio sobre a tecnologia de enriquecimento de urânio possibilita o desenvolvimento de programas voltados para a produção de armas atômicas. Essa capacidade é vinculada ao poder de negociação de cada país e uma maior influência política no cenário mundial. Porém, não se pode descartar que tensões diplomáticas são consequências lógicas do investimento nesse setor, uma vez que a atual política mundial está voltada para a desativação de usinas e o desarmamento nuclear. Portanto a utilização de energia nuclear para fins pacíficos é sim uma ótima alternativa para o setor energético brasileiro, porém, o acompanhamento e restrições exigidos pelos alemães no compartilhamento de informações são corretos, visto que, tal conhecimento utilizado de forma não pacífica pode resultar em conflitos mundiais.

  10. A Alemanha teve importante participação na industrialização do Brasil e existem inúmeras empresas alemãs, dentre as maiores do país, atualmente instaladas no Brasil. Um dos programas tecnológicos e industriais mais relevantes entre os dois países foi o que decorreu do Acordo Nuclear Brasil–Alemanha. O Acordo Nuclear Brasil – Alemanha foi firmado em 27 de junho de 1975, e por meio deste o Brasil se comprometeu a implantar um programa, juntamente com empresas alemãs, para a construção de oito reatores nucleares para a geração de eletricidade, e de implantação, no país, de uma indústria para a fabricação de componentes e combustível para os reatores, por um prazo de 15 anos. Em 2014, parlamentares se mobilizaram para impedir que o Acordo Nuclear Brasil-Alemanha fosse renovado automaticamente. Mesmo que haja restrições de natureza política à ampliação da colaboração na área nuclear, é muito importante que os compromissos em vigor sejam cumpridos para evitar um ambiente de instabilidade e incertezas no relacionamento entre os dois países.

  11. Com o acordo, o Brasil vivenciou um crescimento tecnológico próprio, o que trouxe ao país melhorias na fabricação de seus próprios combustíveis nucleares e ainda, permitiu a formação de mão de obra qualificada neste setor. No entanto, vários foram os impasses a serem ultrapassados pelos dois países para que o acordo fosse renovado. As pressões constantes do Congresso norte-americano e as severas críticas políticas, ecológicas e sociais, fizeram com que o acordo não obtivesse o resultado pretendido: das oito usinas previstas, somente duas foram concretizadas. Ademais, deve-se considerar o momento em que o cenário internacional se encontra no que tange a utilização de energia nuclear. Assim, é interessante que o acordo permaneça, afinal, a transferência de conhecimento, bem como as experiências tecnológicas serão benéficas no campo do desenvolvimento científico e energético brasileiro, porém deve ser feito com mudanças e restrições para que não cause nenhuma indisposição entre os dois países e perante a comunidade internacional.

  12. A questão do uso da energia nuclear é muito controversa, o que gera grandes discussões no cenário atual. O artigo em questão relata sobre o acordo nuclear realizado entre Brasil e Alemanha que foi renovado, por mais cinco anos, contrariando a vontade do Partido Verde alemão que pretendia o cancelamento do mesmo.
    Há um enorme dissídio sobre o tema, tendo em vista que por um lado é uma fonte de energia alternativa importante, por outro apresenta uma ameaça a sociedade. Porém deve-se considerar que apesar do perigo apresentado, a energia nuclear é capaz que gerar um rendimento de energia elevado, o que nos dias atuais está sendo cada vez mais buscado. Portanto, a renovação do acordo nuclear com a Alemanha foi benéfico para o Brasil, e, o acompanhamento e restrições exigidos pelos alemães no compartilhamento de informações fará com que tal conhecimento seja utilizado de forma pacífica afim de evitar em conflitos mundiais.

  13. O Brasil se comprometia a desenvolver um programa com empresas alemãs para a construção de oito usinas nucleares, além do desenvolvimento de uma indústria teuto-brasileira para a fabricação de componentes e de combustível para os reatores.
    Em meados de outubro, a Comissão para Economia e Energia do Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) já havia defendido a manutenção do acordo Brasil-Alemanha. Segundo o parecer da comissão, o acordo também é de interesse alemão e abrange mais aspectos do que apenas a construção e administração de usinas nucleares.
    “O acordo contém muito mais disposições sobre questões relacionadas à segurança, à proteção contra a radiação e a não proliferação de combustível nuclear”, diz o documento.
    Além disso, o país tinha interesse no repasse da tecnologia para poder dominar o ciclo de enriquecimento de urânio. Mas, na prática, muito pouco saiu como o assinadoa parceria nuclear entre os dois países tem protocolos de segurança ultrapassados, o que causa preocupação em relação à segurança das usinas nucleares brasileiras Angra 1 e Angra 2.

    • O artigo relata o acordo nuclear realizado entre Brasil e Alemanha, e garante a prorrogação da parceira por mais cinco anos. Existe a discussão sobre a atual política energética alemã, que contradiz o pacto.

      A coalizão do governo, formada pela União Democrata Cristã e pelo partido social democrata, votou contra a moção que pedirá o cancelamento da cooperação bilateral, uma vez que houve questionamento sobre a mudança da política alemã em sua matriz energética e atitude de desligar todas as usinas do país.

      “A oposição vai exigir que as promessas de análise do acordo sejam cumpridas, garantindo que ela seja focado somente nas questões da segurança, do armazenamento do lixo atômico e do desligamento de usinas e não voltado a fomentar a geração da energia nuclear”, como diz na própria reportagem. Uma cooperação bilateral deste tipo, deve ser eficaz e desempenhada da melhor forma possível. Ainda que seja necessário realizar algumas alterações para que o fim no qual foi proposto o acordo, não se altere, nem se desvirtue.

      É um erro, de acordo com o deputado da CDU, cancelar o acordo. Uma vez que isso não impede que optem pela política energética dentro do seu território. A Alemanha, possuindo as usinas nucleares mais seguras do mundo, poderia passar esse conhecimento e experiência ao Brasil, sendo este, um grande avanço proporcionado pelo acordo vigente.

      Mas vale ressaltar que o acordo realmente precisa ser revisto. A parceria previa metas que não foram alcançadas e pouco do que foi previsto na proposta inicial, como afirma a reportagem, se concretizou, e isso torna o mesmo contraditório. Essas propostas não podem ficar de lado, nem serem ignoradas, senão, o acordo perde o seu sentido, e a parceria necessitará ser efetivamente desfeita.

      Uiara Freitas Xavier – Sala 401 – Manhã FDMC

  14. O Acordo Nuclear entre Brasil e Alemanha, assinado ainda no período da Ditadura Militar, compromete o Brasil a criar um programa de construção de oito usinas nucleares e desenvolver uma indústria, com empresas alemãs que fabricariam componentes e combustível para os reatores. Contudo, das oito usinas nucleares, somente duas entraram em vigência – as respectivas Angra 1 e Angra 2. O Brasil passou a desenvolver programas nucleares paralelos, mas continua renovando o acordo, apesar dos problemas que tem apresentado.

    Ciente dessa informação, o PV, tenta ganhar as manchetes, visando a anulação do referido acordo, sob o fundamento de que o Brasil possui inesgotáveis recursos hídricos, e alertando sobre as consequências imensuráveis de um eventual vazamento nuclear.

    Em que pese a aparente louvável atitude do partido, em tentar seguir fielmente suas raízes ideológicas (partido verde), primando em tese pela manutenção do meio ambiente, sabe-se que tal atitude é meramente uma forma de promoção do partido, ainda pequeno no cenário político.

    Como tornou-se saliente com a crise hídrica em que se encontra o Brasil, a energia elétrica obtida de hidrelétricas não pode ser a única opção de nosso país, uma vez que outras alternativas fazem muita falta em tempos de crise como este em que estamos inseridos.

  15. O Acordo nuclear Brasil-Alemanha no ano de 1975 representada ainda pela empresa KWU do grupo Siemens, para a construção de oito reatores nucleares. Contudo, após décadas apenas duas usinas foram construídas: Angra 1 e Angra 2. A construção da terceira, Angra 3, foi há muito esquecida, mas no final da década de 2000, após passar novamente por processos licitatórios, a construção foi reassumida pelo governo e planejada para ter seu início a partir de 2010.
    Conjuntamente à construção e operação das usinas, ocorreu a transferência de tecnologia para o país, o que levou também o Brasil a um desenvolvimento tecnológico próprio, do qual resultou o domínio sobre praticamente todas as etapas de fabricação do combustível nuclear e permitiu a formação de mão-de-obra qualificada no setor. No entanto, por interferência dos Estados Unidos, não foi permitida a transferência de tecnologia alemã de enriquecimento de urânio, motivando o desenvolvimento no Brasil de um sistema próprio, que atingiu capacidade comercial de produção a partir de 2004
    Considerando que a Alemanha tenha contribuído para o desenvolvimento do Brasil e mesmo que haja restrições de natureza política à ampliação da colaboração na área nuclear tendo em vista o reposicionamento da Alemanha em relação à utilização desta fonte primária na sua matriz energética, é muito importante que os compromissos em vigor sejam cumpridos e honrados para evitar um ambiente de instabilidade e incertezas no relacionamento tecnológico e comercial entre os dois países. Afinal toda relação envolvendo entidades internacionais requer muito cuidado na hora de estabelecer acordos

  16. A importância de se ter um programa de desenvolvimento de energia nuclear vai muito além de bombas atômicas e tecnologia militar, sendo um fator de enorme relevância dentro da política internacional: um país que possui energia nuclear, se torna um país (pelo menos parcialmente) independente da energia do carvão mineral, petróleo e gás natural, e se torna produtor de uma forte, promissora, fonte de energia, principalmente ao considerarmos a crise do petróleo mundial.
    Porém, independente do fator econômico, seria imprudente não considerar a importância política e a relevância internacional que um país possuidor de armamento nuclear possui, tanto perante a ONU, quanto aos outros países, principalmente os membros permanentes do Conselho de Segurança. A preocupação com o uso dessa tecnologia para criação de uma bomba atômica é enorme, e não é para menos, pois não é interessante que aumente o número de países com esse conhecimento de enriquecimento de urânio, através de um programa nuclear paralelo, que é sinônimo de poder, exigências internacionais e a possibilidade da eminência de uma guerra com proporções estratosféricas, a partir de qualquer divergência de interesses, e conflitos entre países com essa tecnologia.

  17. A primeira reação em cadeia, que deu origem à energia nuclear, foi em 1942. Desde então, seu aprimoramento e crescimento sempre geraram opiniões divergentes quanto à real relação custo benefício. É notório que a energia nuclear não se encaixa na categoria “energia limpa” e que a construção de usinas nucleares não só ameaçam o bem estar da população das cidades ao entorno, mas geram a mundial preocupação dos seus reais fins. Para quê tantas pesquisas sobre o tema? Pra quê aprimorar cada vez mais este tipo de produção de energia? Por uma razão bem simples, fazer a energia nuclear ser cada vez mais rentável, produzir mais energia. Mas será que é só isso? A linha que divide a energia nuclear como fonte para a população e como ameaça mundial é tênue. Pensar que estas pesquisas podem ser feitas com o intuito de gerar bombas atômicas com poder de destruir toda uma nação leva milhares de pessoas ao redor do globo a formarem correntes opositoras a este tipo de energia. Com base no todo exposto, vem a temática do texto, a oposição de um grupo à renovação do acordo nuclear entre Brasil e Alemanha. Mais interessante ainda é discutir essa polêmica em um momento em que o Brasil está enfrentando uma crise hídrica e consequente crise energética, uma vez que a principal fonte de produção de energia no Brasil são as hidroelétricas. Preços nas alturas, cobranças de economia, justo em uma nação que teve suas consciências tranquilizadas de que estava tudo sob controle, até ano passado. Na sede de buscar novas fontes para produção de energia, seria a resposta recorrer às usinas nucleares? Ao meu ver, se o acordo nuclear teve inicio com a duração de 15 anos e já esta em sua sexta renovação de 5 anos cada, é evidente que sua eficácia esta completamente comprometida. Não faz sentido, portanto, manter este foco na energia nuclear, uma vez que além de afetar o meio ambiente e a população, já se mostrou de completa ineficácia.

  18. O Acordo Nuclear obriga o Brasil a criar um programa de construção de 8 usinas nucleares e avolumar uma indústria, juntamente com empresas alemãs que fabricariam componentes e combustível para os reatores. A consideração de se ter um programa de desenvolvimento de energia nuclear ultrapassa a ideia de bombas atômicas e tecnologia militar, sendo relevante dentro da política internacional, ou seja, um país que possui energia nuclear, se torna um país independente da energia do carvão mineral, petróleo e gás natural, e se torna uma fonte produtora de energia. O Brasil passou a fortalecer programas nucleares paralelos, mas continua renovando o acordo, apesar dos problemas que tem apresentado.A par dessa informação, o PV, tenta ganhar a mídia, buscando a anulação do acordo, fundamentando que o Brasil possui inúmeros recursos hídricos. A preocupação com a utilização dessa tecnologia para criação de uma bomba atômica que aumente o número de países com esse conhecimento de enriquecimento de urânio, através de um programa nuclear paralelo, que é sinônimo de soberania, possibilidade da ilustração de uma guerra com grandes proporções, desde qualquer divergência de interesses, e conflitos entre países com essa tecnologia. A atitude do Partido Verde, em tentar seguir devotado em suas ideologias, evidenciando a manutenção do meio ambiente, atitude que é meramente uma forma de promoção do partido.

  19. O acordo travado entre Brasil e Alemanha sofreu uma tentativa de anulação por parte do Partido Verde germânico. O tratado bilateral entre os dois países prevê a colaboração recíproca no desenvolvimento e ampliação da fonte energética nuclear, sendo possível renovar o acordo de 5 em 5 anos. O partido verde tentou não renovar o acordo, sob o pretexto dos riscos inerentes à energia nuclear (possíveis desastres ecológicos em caso de algum acidente).

    As usinas nucleares representam hoje para o país uma parcela ínfima na produção de energia. Porém seu valor vai muito além do seu potencial energético. Para o Brasil, deter conhecimento e domínio sobre as fontes nucleares são de extrema importância diplomática, visto que vem pleiteando uma vaga no conselho permanente de segurança na ONU. De certo, um país que detém domínio sobre este recurso possui mais chances de se firmar como um membro permanente, haja vista o poderio bélico que o armamento nuclear possui. Não por coincidência que todos os membros permanentes do conselho de segurança detém esse poder.

    Sendo assim, é possível afirmar que a perpetuação do acordo é mais um passo rumo à cadeira no importante conselho de segurança da ONU.

    BRUNO MIRANDA ZILLE RIBEIRO

  20. O acordo nuclear assinado entre Brasil e Alemanha em 1975, reafirmou a soberania e autonomia entre os Estados. Foi influenciado pela relação entre Brasil e EUA. E visava a construção de 8 reatores nucleares. Contudo, após décadas apenas duas usinas foram construídas: Angra 1 e Angra 2. A construção da terceira, Angra 3, foi há muito esquecida, mas no final da década de 2000, após passar novamente por processos licitatórios, a construção foi reassumida pelo governo e planejada para ter seu início a partir de 2010.
    Mesmo sendo uma reafirmação do poder Estatal, essa construção não houve opiniões muito positivas, pois, além do impacto que a natureza local sofreu, houve outro questionamento, qual a segurança que o país me oferece em relação a isso? Será que realmente seria necessário a presença desses reatores? E por quais razões a Alemanha não quer mais continuar com o acordo? Muita coisa precisa ser esclarecida. As relações diplomáticas são essenciais, mas não se deve esquecer a segurança do Estado. E o orçamento para tudo isso, com certeza, afeta a economia brasileira.

  21. O primeiro acordo entre os dois países foi assinado em 1975, para a construção de 8 usinas no brasil e repasse de tecnologia da Alemanha, a vigência era de 15 anos podendo se estender mais 5.
    Pouco foi feito, e apenas 2 usinas foram feitas: Angra 1 e Angra 2.
    O acordo foi renovado por mais cinco anos como poderia ser, houve uma proposta para vetar essa renovação pelo partido verde alemão, que e reconhecido pela sua seriedade se tratando de questões ambientais.
    É um questão complicado pelo falo que precisamos achar uma fonte de energia alternativa, mas a energia nuclear e uma fonte perigosa, que pode colocar em risco o território e a população em torno da usina. Se lembrarmos ha vários desastres envolvendo energia nuclear como, o acidente recente em Fukushima, Japão em 2011, e o mais famoso e talvez o pior desastre de Chernobyl que impossibilitou o uso de mais de 5 milhões de hectares que foram contaminados pela radioatividade. Neste momento vários países estão fechando suas usinas nucleares.
    Talvez devêssemos procurar outras formas viáveis de energia.

  22. É inegável o esforço e reconhecimento do Partido Verde em questões ambientais. Entretanto devemos levar em consideração o fato de a energia nuclear ser muito maior do que a questão energética e ambiental.
    Devemos observar também que o das oito usinas que foram acordadas, apenas duas usinas foram feitas: Angra I e II que, internamente não representam a maioria da nossa energia, e após 200 a retomada da construção de Angra III, ainda incompleta.
    Fato é que tais usinas representam valor quase insignificante da energia utilizada internamente, e que os impactos causados a natureza e ao micro-clima da região foram imensos e até hoje muito criticados, sem falar na dúvida sobre a segurança das usinas e sobre a saúde daqueles que vivem próximo às mesmas.
    Além disso, é justo analisarmos o nível de delicadeza ao tema da energia nuclear. Porém, a energia nuclear é altamente lucrativa e visada internacionalmente, se visarmos o enriquecimento de urânio e sua importância como defesa do País em possíveis ameaças de guerra.
    Mesmo com todos os questionamentos, acredito que as Usinas são garantias de relações e segurança internacional do Brasil perante outros países.

  23. Francisco Tavares - sala 401 - Turno: Manhã - Faculdade de Direito Milton Campos. em disse:

    As usinas nucleares possuem diversas vantagens, como o combustível barato, a independência de condições climáticas, a baixa quantidade de produção de lixo, a inexpressividade da área ocupada, porém, também há as desvantagens, tais como o alto custo de construção, o risco que existe do reator vazar ou explodir, a inexistência de local totalmente seguro para o descarte do lixo radioativo produzido e, por fim, o perigo de manuseio da tecnologia por alguns países, que podem se voltar para a produção de bombas atômicas. Tais características geram impasses entre partidos políticos favoráveis ou não ao uso das usinas nucleares para a produção de energia. O acordo de cooperação no setor nuclear entre a Alemanha e o Brasil foi assinado em 1975 e tinha como objetivos a construção de oito usinas nucleares, o desenvolvimento da indústria para a fabricação de componentes e combustível para os reatores e o repassa da tecnologia alemã ao país. No Brasil, até o momento, tem duas usinas nucleares em funcionamento, a Angra 1 e a Angra 2. Há uma terceira usina em fase de construção. Partidos, como o Partido Verde, vêem a necessidade do Brasil em denunciar o acordo feito com a Alemanha no que diz respeito a prolongar em cinco anos o prazo para exploração e desenvolvimento da energia nuclear. Para que o acordo seja anulado, um dos países deve manifestar o desejo de cancelamento um ano antes do fim da vigência. Como se observa, o acordo foi renovado por mais cinco anos entre os países e, devido a isso, exige-se por parte dos responsáveis de procurar maneiras adequadas e seguras para o manuseio das usinas nucleares e o descarte correto do lixo. Caso a renovação do acordo não acontecesse, as próximas etapas seriam a desativação das usinas já em operação e a construção de geradores de energia renováveis, como, por exemplo, de usinas eólicas, usinas hidrelétricas, dentre outras.

  24. Em 1975 Brasil e Alemanha assinaram um acordo de cooperação e transferência de tecnologia nuclear. Com ele, o Brasil se comprometia a criar um programa com empresas alemãs para a construção de oito usinas nucleares, além do desenvolvimento de uma indústria teuto-brasileira para a fabricação de componentes e combustível para os reatores. Apesar de controversa, a energia nuclear apresenta diversas vantagens. A reação feita nas usinas é muito eficiente, gerando grandes quantidades de energia com baixos gastos, sem que se emitam gases nocivos para a atmosfera. O lixo tóxico, apontado como principal vilão, é produzido em pequenas quantidades e cada vez mais seu descarte é seguro. O maior risco da energia nuclear são as possibilidades de vazamento de radiação, causados por alguma falha técnica ou por eventos naturais imprevisíveis. Visto isso, ter a Alemanha como parceira no desenvolvimento da energia nuclear dentro do Brasil é uma enorme vantagem, pois garante que as usinas aqui construídas serão o mais eficiente possível no quesito segurança. O fato da Alemanha ter se comprometido internamente à substituir sua matriz energética, desligando usinas nucleares, não deve impedir o acordo de cooperação entre os países, como pretenderam algumas lideranças alemãs. Se o Brasil pretende expandir seu uso de energia nuclear, ter a Alemanha como principal parceira é um ponto positivo e que não deve ser desperdiçado pelas lideranças brasileiras.

  25. Trata-se de uma matéria que deve ser analisada minuciosamente, tendo em vista que possui dois lados controversos. D e um lado o perigo de se utilizar energia nuclear, e do outro os impactos positivos que ocorrem com a aliança firmada entre os dois países. Não se pode negar que há maior visibilidade dos tratados internacionais quando firmados por países que possuem aliança política. No fim, entenderam novamente pela prorrogação, ou seja, pela sexta vez, foi prorrogado por mais cinco anos a parceria nuclear entre Brasil e Alemanha. Após a prorrogação, serão necessárias avaliações minuciosas do acordo para verificar, e mudanças serão necessárias para garantir que ele não seja destinado à construção de novas usinas ou ao uso militar da tecnologia. O acordo foi assinado entre os dois países em 1975. A vigência inicial no acordo era de 15 anos, podendo ser prorrogados por períodos de cinco anos, caso nenhuma das partes cancelasse. O Brasil se comprometia a criar um programa com empresas alemãs para a construção de oito usinas nucleares, além do desenvolvimento de uma indústria teuto-brasileira para a fabricação de componentes e combustível para os reatores. A parceria também previa o repasse da tecnologia alemã ao país.

  26. É certo que o desenvolvimento de tecnologia nuclear gera polêmica em todo o cenário internacional: a dúvida acerca a possibilidade de esta tecnologia não estar sendo desenvolvida para fins pacíficos apavora e a torna, portanto, foco de diversas controvérsias. Com esta certeza, cabe esclarecimento sobre o contexto histórico que motivou o acordo entre Brasil e Alemanha, igualmente controverso e alvo de crescentes críticas dentro e fora dos dois países.
    O acordo foi assinado em 1975, após redefinição da política nuclear brasileira, uma vez que o país importava tecnologia norte-americana neste ramo, devido ao “Acordo de Cooperação para o Desenvolvimento da Energia Atômica com finalidades pacíficas”, assinado entre Brasil e Estados Unidos em 1951, e, com a crise do petróleo e o brusco cancelamento do fornecimento de Urânio pelos norte-americanos esta importação deixou de ser possível. Assim, a posição do país em relação à questão nuclear mudou, passando a incluir o desenvolvimento interno das diversas etapas de produção de energia nuclear. Justamente, esta posição foi acatada pelo acordo assinado com a Alemanha: este possibilita ao Brasil o desenvolvimento da própria energia nuclear, desenvolvendo um programa juntamente com empresas de tecnologia nuclear alemãs.
    Contudo, ainda que inserido em condizente contexto histórico, são válidas as críticas feitas ao acordo em questão, afinal, de fato, grande parte de seus objetivos não foi cumprida, a exemplo das oito usinas que deveriam ser construídas no Brasil, das quais apenas duas se concretizaram. Além disso, o posicionamento da oposição alemã é também acertado: é preciso que o acordo vise à segurança e à concretização da tecnologia nuclear para fins pacíficos, e não à construção de mais usinas que possam representar um enriquecimento de urânio além daquilo que se faz necessário a estes fins.

  27. O acordo nuclear entre Brasil e Alemanha foi renovado, novamente, por mais cinco anos, contrariando o Partido Verde alemão. Este fato parece estranho e cria suspeita em relação aos motivos que levaram ambas as partes à aceitação do acordo.
    Isto porque o Brasil possui outras formas de produzir energia, inclusive mais eficientes do que as usinas nucleares que já possui. Há, também, a questão do risco desnecessário de se manter uma usina nuclear, pois se expõe toda uma região aos perigos de algum acidente.
    Além disso, o projeto inicial era de se construir 8 usinas nucleares porém, até o momento apenas duas saíram do papel, o que faz indagar ainda mais os verdadeiros motivos para a renovação de acordo tão incomum.
    Sendo assim, pode se pensar que o governo brasileiro teria interesse em avançar pesquisas com equipamentos nucleares, como ocorre mundo a fora. No entanto difícil mesmo é decifrar qual o interesse do governo alemão na construção das usinas e transferimento de sua tecnologia nuclear.

  28. O Acordo Nuclear de 1975 assinado entre Brasil e Alemanha no governo Geisel, vem sendo questionado ultimamente por grupos políticos, mas que em si não estão a pressionar o Congresso Nacional em face do Acordo, que fora inclusive muito benéfico ao país em razão da transferência de tecnologia, apesar de em parte barrada pelos EUA, mas questionam em verdade no fundo, a real utilização da energia termo-nuclear no Brasil. Se fosse o caso de denúncia do Acordo, caberia muito mais plausivelmente à Alemanha tal denúncia do que o Brasil, posto a nova concepção alemã acerca da política nuclear, o que não ocorreu no Brasil, posto que a crescente carência do sistema energético nacional, aliado ao risco constante de apagões por falta de investimento governamental nos últimos anos, deixa clara a importância e necessidade além do crescente papel da Energia Nuclear na nossa matriz energética, muito mais barata e limpa que um termoelétrica movida a gás, carvão ou mesmo diesel. Portanto, não há motivos para o Brasil denunciar o Acordo, se mesmo a Alemanha, maior interessada nesse momento, não se inclinou nesse sentido.

  29. A globalização está presente em todas as economias do mundo,assim, fica difícil controlar a livre concorrência de todos os produtos existentes. Estamos falando de centenas de milhares de produtos que compõem um grande campo de variedades sendo negociados em todos os mercados de todos os países.
    Como fiscalizar se um país está praticando preços abusivos, ou abaixando seu preço para prejudicar os produtos estrangeiros? Teria alguém à capacidade de fiscalizar e punir quem realiza práticas abusivas na concorrência dos mercados?
    Ai entra o papel da OMC, Organização Mundial Do Comercio.
    Idealizada em 1995 a OMC veio com a ideia de tentar amenizar a diferença que havia entre os países ricos, que possuíam vasto poder econômico, de consumo e de produção, e os pobres que geralmente eram produtores de commodities ou de produtos com pouca tecnologia.
    Antes da OMC havia o GATT (General Agreement on Tariffs and Trade ou no português Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio), um acordo entre diversos países que visava estabelecer a liberalização do comércio, combater as práticas protecionistas e a regulação do comércio internacional.
    Foi quando após a II Guerra Mundial os EUA convocaram seus aliados para a criação de um órgão que pudesse coordenar e fiscalizar a interação comercial entre os diversos países do mundo. Foram idealizados três grandes órgãos que poderiam dar maior solidez ao novo sistema que se instaurava no pós-guerra, eram eles o FMI para questões monetárias, o Banco Mundial para questões financeiras e a OMC para questões comerciais.

  30. Tendo o clima de insatisfação geral em todos setores, agravado por uma paralela onda de
    protecionismo, o GATT, que, formalmente, não passava de um acordo multilateral, foi
    absorvido pela OMC, que, dentre inúmeras inovações, criou um novo sistema de solução
    de controvérsias, de modo a corrigir antigos problemas e aumentar notarialmente a
    eficácia de suas decisões.
    É percebido que, diante da complexidade dos acordos da OMC, muitas controvérsias
    podem emergir, em relação à sua aplicação e interpretação. Além disso, o rompimento de
    regras acordadas ocorre freqüentemente, ensejando um poder que exija o seu
    cumprimento ou, quando houver dano incessável pelo retorno à conduta exigida, que
    obrigue o causador do dano à devida reparação ao lesado.
    Assim, a mera existência de regras não assegura às partes a consecução de seus
    objetivos, sendo necessário força para implementá-las, a qual pode ser alcançada por um
    mecanismo diplomático ou jurisdicional, dependendo da natureza da controvérsia. O mecanismo diplomático teria a incumbência de resolver conflitos políticos,
    envolvendo a honra, a dignidade política ou a economia de um Estado, e abrange as
    negociações diretas, as consultas, os bons ofícios, as conferências e os congressos, as
    comissões de inquérito e a mediação.O mecanismo jurisdicional, por sua vez, resolveria conflitos jurídicos, podendo aqui ser incluídos os que versam acerca de violação de tratados ou ofensa a direitos de estrangeiros. Esse mecanismo compreende a arbitragem e os órgãos de jurisdição
    institucional, como a Corte Internacional de Justiça e o Órgão de Solução de
    Controvérsias da OMC.

  31. Tendo clima de insatisfação geral em todos os setores, agravado por uma paralela onda de
    protecionismo, o GATT, que, formalmente, não passava de um acordo multilateral, foi
    absorvido pela OMC, que, dentre várias inovações, criou um novo sistema de solução
    de controvérsias, de modo a corrigir antigos problemas e aumentar consideravelmente a
    eficácia de suas decisões.
    É notório que, diante da complexidade dos acordos da OMC, muitas controvérsias
    podem emergir, em relação à sua aplicação e interpretação. Além disso, o rompimento de
    regras acordadas ocorre freqüentemente, ensejando um poder que exija o seu
    cumprimento ou, quando houver dano incessável pelo retorno à conduta exigida, que
    obrigue o causador do dano à devida reparação ao lesado.
    Assim, a mera existência de regras não assegura às partes a consecução de seus
    objetivos, sendo necessário força para implementá-las, a qual pode ser alcançada por um
    mecanismo diplomático ou jurisdicional, dependendo da natureza da controvérsia.
    O mecanismo diplomático teria a incumbência de resolver conflitos políticos,
    envolvendo a honra, a dignidade política ou a economia de um Estado, e abrange as
    negociações diretas, as consultas, os bons ofícios, as conferências e os congressos, as
    comissões de inquérito e a mediação.
    O mecanismo jurisdicional, por sua vez, resolveria conflitos jurídicos, podendo aqui
    ser incluídos os que versam acerca de violação de tratados ou ofensa a direitos de
    estrangeiros. Esse mecanismo compreende a arbitragem e os órgãos de jurisdição
    institucional, como a Corte Internacional de Justiça e o Órgão de Solução de
    Controvérsias da OMC.

  32. Tendo um clima de insatisfação geral em todos os setores, agravado por uma paralela onda de
    protecionismo, o GATT, que, formalmente, não passava de um acordo multilateral, foi
    absorvido pela OMC, que, dentre inúmeras inovações, criou um novo sistema de solução
    de controvérsias, de modo a corrigir antigos problemas e aumentar consideravelmente a
    eficácia de suas decisões.
    É notório que, diante da complexidade dos acordos da OMC, muitas controvérsias
    podem emergir, em relação à sua aplicação e interpretação. Além disso, o rompimento de
    regras acordadas ocorre freqüentemente, ensejando um poder que exija o seu
    cumprimento ou, quando houver dano incessável pelo retorno à conduta exigida, que
    obrigue o causador do dano à devida reparação ao lesado.
    Assim, a mera existência de regras não assegura às partes a consecução de seus
    objetivos, sendo necessário força para implementá-las, a qual pode ser alcançada por um
    mecanismo diplomático ou jurisdicional, dependendo da natureza da controvérsia.

  33. A Energia nuclear corresponde a cerca de 3% da matriz energética do Brasil, além das vantagens, o domínio da tecnologia de reatores de pequeno porte pode transformar o Brasil em fornecedor de tecnologia para países de economias menores, que necessitam de eletricidade em menor escala e que dispõem de menos recursos para investimento em infraestrutura, o maior risco da energia nuclear são as possibilidades de vazamento de radiação, causados por alguma falha técnica ou por eventos naturais imprevisíveis, tensões diplomáticas são consequências lógicas do investimento nesse setor, uma vez que a atual política mundial está voltada para a desativação de usinas e o desarmamento nuclear, mas até que ponto, tal energia vinda de usinas nucleares podem ser exploradas a fim de que não gere tensões entre os estados.

  34. Para entender o Acordo Nuclear Brasil – Alemanha, assinado em 27 de junho de 1975 durante o governo do general Ernesto Geisel (1974-1979), é necessário realizar um esforço de contextualização histórica, levando em consideração dois importantes fatores: as relações Brasil – Estados Unidos no setor de energia atômica durante a segunda metade do século XX e a política nuclear brasileira desenvolvida nesse período.
    No decorrer da década de 1950, os Estados Unidos exerciam total supremacia no campo tecnológico-industrial, particularmente no setor da energia nuclear. Diante desse quadro, alguns países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, resolveram enfrentar o desafio de desenvolver uma política científica e tecnológica autônoma no campo nuclear. Essa foi a principal motivação para a criação, em 1951, do Conselho Nacional de Pesquisa – CNPq.
    Desde dezembro de 1953, os Estados Unidos haviam proposto um programa denominado Átomos para a Paz, cuja filosofia consistia na utilização da energia nuclear para fins pacíficos. Na prática, esse programa significava para os países não detentores de conhecimento científico e de tecnologia nessa área, continuar na condição de importadores da tecnologia americana e exportadores de matérias primas.
    No plano interno, as críticas crescentes ao Acordo Nuclear Brasil-Alemanha, tanto por parte da comunidade científica, quanto da sociedade de uma maneira geral, resultaram na instalação, na Câmara dos Deputados, de uma CPI para investigar as supostas irregularidades do Acordo denunciadas pela imprensa dos dois países. Das oito centrais previstas, apenas duas foram construídas. Em face dos resultados não satisfatórios do Acordo, os militares brasileiros começaram a desenvolver, a partir de 1979, um programa nuclear paralelo visando ao desenvolvimento de uma tecnologia nacional para o enriquecimento do urânio. Esse programa contou com a colaboração do Centro Técnico Aeroespacial -CTA, da Aeronáutica, em São José dos Campos, e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, em São Paulo.
    Assim vamos ficar nos bastidores e acompanhando qual será os benefícios ou malefícios desta sexta prorrogação!!!

  35. O “Acordo de Cooperação para Uso Pacífico da Energia Nuclear” entre Brasil e Alemanha foi firmado em 1975. Além de cooperação científica, o contrato previa o uso da tecnologia alemã para construir, no Brasil, até oito usinas nucleares, uma usina de reprocessamento de combustível atômico e outra de enriquecimento de urânio. A cada 5 anos, se nenhum dos dois países denunciar oficialmente o tratado, até um ano antes da data prevista para sua revalidação, o Acordo é automaticamente renovado.
    Em 2014, o Partido Verde alemão votou pela não renovação do acordo com o Brasil. Tal posicionamento do PV é plausível, considerando a tendência alemã para o desativamento e a não promoção das usinas nucleares no país. Além disso, os acidentes ligados a usinas nucleares, a exemplo de Fukushima, demonstram os riscos ligados a essa atividade e a vulnerabilidade da sociedade frente a acidentes no setor nuclear. No entanto, é fato que, no contexto de alianças políticas consolidadas, não é tão simples a anulação de contratos internacionais, os quais ainda são vantajosos para ambas as partes. Por fim, fica um alerta para o desenvolvimento e estudo de novas matrizes energéticas no país.

  36. O Acordo Nuclear Brasil-Alemanha foi assinado ainda no período da Ditadura Militar no Brasil, em 1975, com vigência inicial de 15 anos. Nele, o Brasil se comprometia a criar um programa de construção de oito usinas nucleares e desenvolver uma indústria, com empresas alemãs que fabricariam componentes e combustível para os reatores. Previa, ainda, um repasse de tecnologia alemã no país.
    Por influência americana e crise econômica brasileira em 1980, o acordo começou a fracassar, visto que das oito usinas nucleares prometidas, duas entraram em vigência – as respectivas Angra 1 e Angra 2. O Brasil passou a desenvolver programas nucleares paralelos, mas continua renovando o acordo, apesar dos problemas que tem apresentado.
    Entretanto, é válido analisar as críticas feitas ao acordo, considerando que, de fato, grande parte de seus objetivos não foram cumpridos.

  37. Sabias palavras as do deputado alemão. Concordo que no contexto das relações internacionais o principio da soberania, desde que resguardada as normas pactuadas referentes ao uso pacifico da energia nuclear deve ser de fato respeitada. Alias a Teoria Realista reza pelo equilíbrio de forças. Já que os alemães não querem mais os conhecimentos a longa data adquiridos por eles nesta área, que sejam eles repassados então para o Brasil, para que melhore um pouco nossas fontes de energia, visto que concentramos muito em um só tipo, a hidráulica. Precisamos desse mecanismo da autoajuda.
    Será esse equilíbrio de poder que se baseia pela falta de uma autoridade central que nenhum Estado poderá coibir o outro, como no caso, o Brasil de fazer uso pacifico da energia nuclear. Isso nos leva então a Anarquia Internacional. Na lógica realista os estados não se atem a questões morais simplesmente. Vejo o instituto da Realpolitik, meio de política externa que via de regra mesclam- se com traços e princípios advindos do realismo e sabemos, que a auto-ajuda contribui para o fortalecimento da democracia e diminuição dos “nacionalismos” que sabemos ser as vezes perigosos dentro das relações internacionais.

  38. Em novembro de 1975 começou a vigorar o acordo assinado por Alemanha e Brasil para cooperação bilateral na utilização pacífica de energia nuclear. Na teoria, o Brasil se comprometia a desenvolver um programa com empresas alemãs para a construção de oito usinas nucleares, além do desenvolvimento de uma indústria teuto-brasileira para a fabricação de componentes e combustível para os reatores. Além disso, o país tinha interesse no repasse da tecnologia para poder dominar o ciclo de enriquecimento de urânio. O acordo completa 40 anos em 2015 inicialmente deveria vigorar por 15 anos, o resultado da parceria foi bem diferente do idealizado, e muitas propostas acabaram ficando somente no papel e na imaginação de seus idealizadores, apenas duas das oito usinas nucleares foram construídas.
    A Alemanha não recomenda a outros países a construção de usinas nucleares para geração de energia, o país optou por não utilizar mais energia nuclear mas defendeu que o acordo não é utilizado para aprimorar a tecnologia nuclear em si, há a possibilidade de se recorrer ao know-how alemão ( expressão refere-se ao conhecimento prático de como fazer alguma coisa) no caso de desligamento de usinas e quanto à segurança. O debate também gira em torno e abrange questões como a soberania e autonomia de cada país, resguardada as questões de segurança, assim como a Alemanha optou pela não utilização da energia nuclear, cada país tem o direito de definir seu próprio sistema de geração de energia.

  39. Cada país tem realmente a soberania de poder escolher qual será sua matriz energética. E tal acordo entre Brasil e Alemanha é um importante passo para que o Brasil adquira o conhecimento em tecnologia nuclear. Pois a energia nuclear representa uma parcela irrelevante no quadro energético brasileiro e pode ser uma forma de impulsionar o crescimento da matriz energética brasileira, além de ser uma fonte de energia limpa. A critica a ser feita está no fato de que até hoje não foi criada uma politica para analisar uma forma eficaz de se armazenar o lixo atômico. No entanto, a oposição vai exigir que as promessas de análise do acordo e alterações sejam cumpridas, garantindo que ele seja focado somente nas questões da segurança, do armazenamento do lixo atômico e do desligamento de usinas e não voltado a fomentar a geração de energia nuclear. O que é algo positivo na renovação de tal contrato. Outro fator importante que a permanência de tal acordo importa é na maior independência do Brasil a medida do tempo em relação aos combustíveis fosseis, que hoje são tido como um tabu mundial.

  40. As Relações Internacionais são baseadas numa relação de interesses entre os países. Cada um busca garantir suas preferencias dentro da politica internacional. Nesse jogo entre as nações, uns saem ganhando e outros saem perdendo, isso depende do nível diplomático de cada país e do quanto a esfera de influência de cada um atinge. Podemos comparar as relações internacionais como um jogo de poder entre as nações. O Brasil está buscando obter controle e fontes de energia nuclear para se igualar aos Estados que já possuem o controle, o que garante assim sua soberania nacional sem perder para países que possam fazer o uso dessas fontes nucleares para armas ou energia.

  41. Com a grande onda de conservação do meio ambiente se espalhando pelo mundo, o certo seria cada País exercer sua soberania para que haja produção segura, ao meio ambiente, de energia. O acordo em questão feito entra a Alemanha e o Brasil mostrava uma cooperação para a produção de energia alternativa. Porém, com os grandes riscos das usinas nucleares, o certo e optado pela Alemanha, seria reduzir a produção. Como qualquer tratado pode ocorrer a denuncia, basta a Alemanha comunicar que não tem mas interesse na produção, seria, ao meu ver, um poto de partida para que o Brasil desisti-se da produção, uma vez que, a crise econômica atingiu nosso país e este precisara de recursos de outros países investidores. Alem de uma garantia da segurança a paz mundial, ja que o Brasil passou a ter apenas interesses na energia e passou a pesquisar recursos para uma bomba atômica. Por fim, é notória a grande diferença entre um pais de grande escala econômica e um em desenvolvimento, no qual as prioridades se afastam seja pensando num futuro limpo sem riscos ao meio ambiente, em quanto o em desenvolvimento pensa somente em se desenvolver sem considerar os riscos.

  42. A parceria entre o Brasil e a Alemanha para a construção de usinas nucleares, iniciada em 1975 demostrou-se fracassada a partir do momento em que se constatou a construção de apenas 2 usinas nucleares, de ante das 8 que inicialmente eram planejadas. Portanto, desnecessário é que haja uma discussão e uma revogação expressa do acordo, visto que já houve sua revogação tácita. Não há motivo para que o acordo seja renovado mais uma vez,principalmente por estar em voga questões ambientais, nas quais é de opinião quase unanime que usinas nucleares são prejudiciais.
    Mesmo assim, tanto a Alemanha quanto o Brasil são Estados soberanos munidos de liberdade de acordar entre si e de expressar suas insatisfações com o modo de cumprimento do acordo.
    Assim, é de grande pertinência a moção movida pelo Partido Verde , por suas questões ambientais , mas como a cooperação bilateral entre Brasil e Alemanha sobre essa matéria mostrou-se um fracasso não porque cogitar em desfazê-la , já que não há efeitos ambientais e há, mais nitidamente uma troca de conhecimentos sobre a matéria do que efetivamente a construção das usinas acordadas. Além disso, parece ser uma politica de “boa vizinhança” , na qual os Estados mantem a cooperação para não gerar efeitos negativos em demais acordos e politicas internacionais.

  43. O acordo de cooperação energético, assinado por Brasil e Alemanha em 1975, tinha como meta a criação de oito usinas nucleares em território brasileiro com o uso de tecnologia alemã, além de compartilhamento de técnicas e pesquisas por partes dos alemães aos brasileiros. Entretanto, durante esse período somente duas usinas foram criadas. O acordo já foi renovado cinco vezes, se opondo a uma moção movida pelo Partido Verde para que fosse cancelado. A partir disso, percebe-se que a manutenção do mesmo visa aprofundar relações muito mais profundas do que somente a utilização da energia nuclear em si, como consolidar seus laços políticos, sociais e econômicos. A renovação desse pacto terá uma análise rígida por contrariar aos interesses de muitas pessoas, o que é algo positivo para o avanço das tecnologias, da boa negociação internacional e para a busca de formas limpas e seguras de produção de energia. Contudo, há sempre uma preocupação com o uso dessa tecnologia para criação de uma bomba atômica e não é para menos, pois não é interessante que aumente o número de países com esse tipo de conhecimento, o que poderia causar graves problemas, como divergência de interesses e conflitos com outros países.

  44. O partido verde não faz nada mais do que lutar pela sua ideologia, o que hoje em dia é difícil de se notar entre os demais partidos. Alguns deputados alegaram que a cooperação nesse setor não condiz com a atual politica alemã de mudar sua matriz energética, o que pra nós é de difícil realmente saber as verdadeiras intenções da Alemanha..
    Particularmente não concordo com a utilização da energia nuclear, por ser principalmente desastrosa os seus efeitos ambientais e ao ser humano, afetando drasticamente assim todas as formas de vida. Foi dito que devido aos grandes avanços tecnológicos as chances de uma usina nuclear da sofrer um acidente são poucos, mas por ser acidente nada o impede de acontecer.
    Além do mais o Brasil tem outras fontes de recursos renováveis para se investir, a principal delas é a energia Solar que é tão abundante em nosso país.
    Para João Manoel Losada Moreira, especialista em Energia Nuclear da Universidade Federal do ABC, o programa se tornou irrelevante ao longo dos anos. “Quando ele foi feito, as expectativas sobre energia nuclear eram muito grandes. Mas isso acabou não ocorrendo. A importância do acordo ficou reduzida. O Brasil chegou a desenvolver tecnologia nuclear de forma mais independente e com mais sucesso. O possível fim do acordo não vai trazer consequências importantes”, afirma o professor. Mas o que de fato ocorreu foi a prorrogação DESNECESSÁRIA por mais 5 anos.

  45. No dia 06 de novembro de 2015, foi realizada uma sessão com pouco mais de 50 parlamentares, onde ficou decidido a respeito da prorrogação do contrato entre Alemanha e Brasil acerca do acordo nuclear existente entre eles. O Partido Social Democrata e o partido União Democrata Cristão votaram contra o requerimento do Partido Verde para a finalização do tratado internacional firmado por Brasil e Alemanha em 1975. Dessa forma, a moção movida pelo Partido Verde alemão foi negada e, pela sexta vez, o tratado será renovado. Ocorre que, em decorrência das divergências havidas, ambos os países signatários deverão realizar uma análise do acordo para que possíveis alterações sejam feitas. Isso porque, mesmo que conste no ato a construção de 8 usinas nucleares no Brasil por empresas alemãs, apenas duas foram devidamente construídas, Angra 1 e Angra 2. Além disso, tem-se que a Alemanha vem buscando uma alteração na sua matriz energética, o que visa o desligamento de todas as usinas do país, o que contrariaria o acordo celebrado. Ademais, insta salientar que o Brasil não aceitaria o término do contrato, pois vem buscando obter mais opções de fontes de energia nuclear, para que possa se nivelar a outros países que já possuem o domínio da mesma, para garantir uma maior soberania na esfera mundial.

  46. A questão nuclear é um assunto muito discutido atualmente. Com ele, vêm os riscos que se corre ao investir em uma espécie de energia poluente, no qual um acidente afetaria uma longa região territorial. No entanto, é um tema que deve sim ser mantido em pauta, em pesquisa.

    O Partido Verde costuma opor-se a projetos que prejudiquem o meio ambiente. Isso é importante, uma vez que se busca, cada vez mais, preservar as riquezas do Brasil. No entanto, isso se choca com uma tendência mundial: manter pesquisas nucleares para garantir a segurança do país (principalmente o país canarinho, que possui a maior reserva de urânio do mundo). Dessa forma, deve-se manter a parceria com a Alemanha, visando justamente desenvolver técnicas nucleares, a fim de impor respeito aos demais países.

    Portanto, o Brasil está com uma boa parceria, que traz mais segurança a todos os brasileiros, visto que ele, mesmo que implicitamente, trabalha com o material radioativo e conhece características que poderão ser importantes no futuro, caso seja preciso amedrontar outro Estado.

  47. O assunto abordado, energia nuclear, é muito complexo e ao mesmo tempo controverso, gerando diversas discussoes. Diante disso, deve ser ressaltar que a energia nuclear tem seus pontos positivos e negativos. Por um lado, ela consiste numa ameaça de grande peso para a sociedade (baseando-se em efeitos passados), entretanto, constitui ao mesmo tempo, em uma energia alternativa especial e de grande importancia! Nesse artigo entao, foi citado um acordo feito entre Brasil e a Alemanha que garante sua prorrogaçao por mais cinco anos. Porém, tal acordo é questionado devido a atual política energética da Alemanha, que veem sendo contraditória ao pacto realizado. Na minha opiniao, nao é a melhor maneira cancelar o pacto, visto que mesmo tendo feito isso, nao irá impedir que seja escolhido a política energética dentro do território.
    Há, ainda, o ganho em vários aspectos que o Brasil poderia ter, devido a alta seguranca contida nas usinas nucleares da Alemanha. Entretanto, é importante mencionar em uma revisao do acordo ( que pode consistir em uma opcao ), visto que nem todas as metas do pacto foram alcancadas e a minoria das previsoes inicias do pacto vieram a ser realizadas.

  48. Brasil e Alemanha assinaram no ano de 1975 um acordo de cooperação no setor nuclear. A vigência era de 15 anos e passou, portanto, a ser prorrogado por períodos de 5 anos. Houve, pela segunda vez, uma tentativa alemã de cancelar tal acordo, porém a coalização do governo votou contra a moção que pedia o cancelamento. A grande polêmica gira em torno de que o Partido Verde, autor da moção, tinha como objetivo “banir a energia nuclear”.
    É necessário compreender que o uso da energia nuclear, provocou, diversas vezes, grandes tragédias e devido a esse fato tem-se grande receio do que isso pode vir a provocar. Além de que a destinação do lixo atômico é também um grande problema.
    O Partido Verde está simplesmente defendendo sua ideologia e pensando no bem social de todos, por outro lado, há quem considera importante manter esse vínculo jurídico com o Brasil para que outros não sejam prejudicados. Apesar de todas as desvantagens e dos acontecimentos passados, a energia nuclear promove uma tecnologia extraordinária, porém seu uso deveria ser conscientizado.
    Fato é que o acordo foi renovado e durante mais cinco anos vigorará até que seja decidido o contrário.

  49. O Partido Verde é conhecido pela importância que da à questão ambiental no meio político. E por esse motivo, muitas vezes se posiciona de maneira contrária aos países fazem uso da tecnologia nuclear tanto para a questão ligada ao fornecimento de energia elétrica, e principalmente pelo domínio da tecnologia nuclear. E o Brasil garantiu a prorrogação do acordo nuclear com Alemanha por mais cinco anos. A moção que pedia o cancelamento da cooperação bilateral foi votada desfavoravelmente e, portanto não passou. Por isso a oposição se alegou que vai exigir as questões da importâncias para a segurança, do armazenamento do lixo atômico e do desligamento de usinas. Pois os acidentes nucleares ocorridos há muito tempo atrás deixaram um grande receio na população mundial. Contudo, é evidente que nos últimos tempos as pesquisas na área nuclear avançaram, o que é motivo suficiente para acreditar que os erros cometidos no passado sejam evitados no presente. Levando em consideração a capacidade de gerar um rendimento infinitamente maior do que outras fontes de energia, a exploração da energia nuclear, realizada com todas as cautelas necessárias é muito importante para a população.

  50. O Brasil é detentor de uma das maiores reservas de urânio do mundo. Esse é a matéria prima responsável pela produção de energia nuclear. Além disso, o país é detentor de uma das maiores tecnologias para enriquecimento da matéria prima, muito embora não são todas as etapas que se tem conhecimento por aqui.
    Em decorrência disso, aliar-se à Alemanha, principalmente no contexto da crise petrolífera cujo mundo estava enfrentando na década de 70, época da assinatura do acordo entre as duas nações, consistia em uma excelente ideia. Isso porque a busca por fontes alternativas de energias era objeto de desejo da grande maioria das nações.
    Todavia, muitas das tentativas de construções de usinas nucleares no mundo se mostraram fracassadas. Exemplo disso ocorreu em 1968 na Ucrânia com a Usina Nuclear de Chernobyl, ou em 2011 em Fukushima, decorrente de um terremoto em larga escala que foi responsável pela disseminação de lixo radioativo. Essa substância acarreta em sérios problemas à saúde humana, tais como câncer e o surgimento de anomalias genéticas, as quais, até hoje, perduram em Chernobyl.
    Além disso, muito embora alguns especialistas afirmem que a energia nuclear é uma fonte limpa, uma vez que não intensifica o efeito estufa, o fato de ela não só ser muito cara, como também não ser renovável implica na preponderância dos efeitos negativos sobre os positivos no caso dessa fonte energética alternativa. Ademais, os projetos de Angra I e II já nasceram obsoletas, já que comportam tecnologias ultrapassadas, responsáveis, inclusive, por alterar o ecossistema marinho, uma vez que os reatores eram resfriados com água do mar e esta voltava para o oceano com temperaturas muito acima do normal.
    Assim, torna-se claro que mesmo uma parceria entre a Alemanha e o Brasil seja de bom tom, nessa situação, por ser tão criticada e mal quista, uma anulação do acordo serial o ideal. Até porque outras potências mundiais podem enxergar isso como uma tentativa dos dois países desenvolverem armas nucleares.

  51. No ano de 1975 Brasil e Alemanha assinaram um acordo de cooperação no setor nuclear que tinha como vigência 15 anos e foi renovado pelo período de mais cinco anos. O Partido Verde alemão, titular da moção e que se preocupa com a questão ambiental, foi eminente contrariado com essa renovação, pois tinha o desejo de banir a energia nuclear. A grande polêmica gerada em torno desta situação é que a aceitação de ambas as partes acerca deste acordo gera algumas indagações. Analisando o Brasil, pode-se dizer que este é detentor de várias fontes de produção de energia, inclusive mais econômicas, acessíveis, eficientes e que não geram tanto risco de acidentes quanto as usinas nucleares.
    A base de conclusão da aceitação desse projeto por parte do Brasil, se enquadra no possível interesse que o país tem em desenvolver nesse setor de equipamentos nucleares através de pesquisas mais elaboradas. Na perspectiva alemã, não há como opinar ou clarificar qual é o seu real motivo para a renovação do acordo, já que o país possui alto desenvolvimento de tecnologia nuclear.
    Em síntese, ainda que o Partido Verde alemão tenha sido contrariado, o acordo está renovado e será vigente por cinco anos, salvo disposto o contrário.

  52. Devido a seu posicionamento ideológico e postura voltada ao ambiental no qual se fundou o Partido Verde, ele mostra – se contrário a esse acordo. Vale lembrar porém que o acordo apresenta cláusulas que determinam um controle sobre esses países e legitimam a segurança dos mesmos e controle sobre a produção dessa energia. Além disso, a produção de energia nuclear no Brasil não chega a 3% do que se produz o que torna desnecessário qualquer grande alarde em torno desse acordo. Investimentos vêm sendo feitos mas porque é de conhecimento mundial de que novas formas de obtenção de energia devem ser cada vez mais aprimoradas já que vários recursos se encontram escassos.
    O perigo que norteia essas usinas e os riscos que muitas vezes causaram acidentes gravíssimos e traumatizantes podem ser facilmente superados com provas do avanço tecnológico e segurança que estas possuem. É inquestionável que com o tempo estas terão muito importância em uma conjuntura de escassez de recursos energéticos e não há mal nenhum em iniciar políticas e fazer acordos que preparem os países para essa situação.
    Concluo ressaltando que devido ao baixíssimo número de produção de energia nuclear do Brasil e de sua quase insignificância em um cenário mundial esse acordo é basicamente político entre Brasil e Alemanha.

  53. Primeiro vamos falar sobre o acordo entre Brasil e Alemanha, um acordo de cooperação no setor nuclear assinado em 1975, onde o papel do Brasil era criar um programa com empresas alemãs para a construção de oito usinas nucleares, que na verdade foram construídas apenas duas, no caso da Angra 1 e Angra 2, como também se comprometeu a desenvolver uma indústria teuto-brasileira para que se fabricasse combustíveis para reatores, esse acordo teria uma duração de quinze anos, mas já foi prorrogado mais cinco vezes pelo período de cinco anos.
    A renovação desse acordo era pretensão do partido verde alemão, que alega que a renovação não condiz c a politica atual praticada pelo país, visto que o brasil ao longo desses anos desenvolveu projetos paralelos que podiam vir a conseguir a criação de bombas atômicas. É um assunto muito complicado, pois, o investimento em usinas nucleares, para o bem da sociedade é um ponto a ser levado em conta, pois, podem vir a serem criadas muitas melhorias não relacionadas a bombas atômicas, que as pessoas tanto temem, mas a pretensão do partido verde alemão é só um reflexo que as pessoas estão envolvidas com a sua nação e deixam claro sua opinião contra esse acordo.

  54. Sabe-se que o motivo pelo qual querem a anulação do acordo entre Brasil e Alemanha não é exatamente por causa do acordo, e sim pela vontade de extinguir o uso de energia nuclear.
    Essa energia é bastante criticada principalmente por motivos de segurança, algum problema que ocasionar com a usina pode gerar acidentes gravíssimos como os que já conhecemos e isso acaba gerando um “preconceito,” mas sabemos que o Brasil precisa ampliar suas fontes de energia alternativa, e a nuclear é sim uma ótima opção afinal o combustível é barato, não precisa de condições climáticas, baixa quantidade de produção de lixo, e a inexpressividade da área ocupada.
    Mas o maior problema é que o aperfeiçoamento dos conhecimentos nucleares não são apenas para fornecimento de energia elétrica e sim para fabricação de armas, o que causa muita discórdia politica com diversos países. Hoje o brasil tem técnicas suficientes para criar uma bomba atômica.
    Então gera aquela dúvida: o que seria melhor investir na energia nuclear ou extinguir o acordo e buscar outas fontes?

  55. A questão energética tem sido um problema em todo o mundo. Conseguir energia segura, a custo razoável é o desafio não só da comunidade cientifica, mas também de políticos e qualquer cidadão razoavelmente consciente. A posição da Alemanha vem, mais uma vez, demonstrar que de fato os países previam amadurecer até alcançar o status de pais desenvolvido. Há uma incoerência estrutural em se manter um acordo para produzir, em outro pais, um tipo de energia que já não se deseja em seu próprio território e para sua própria população. Esse argumento é, acima dos demais interesses, humanitário. Mas, é claro, não são os interesses humanitário os que mais frequentemente prevalecem em grandes negociações internacionais. Além disso, Alemanha e Brasil são mundos opostos quando se trata de solucionar problemas de forma competente, eficiente e previdente. O Brasil, cuja matais energética sempre foi elogiada pelo fato de ser limpa, não se empenhou, ao longo dos últimos anos em fazer os investimentos necessários para garantir o fornecimento de energia necessário ao pais. Precisa agora, a qualquer custo, correr atras do prejuízo e a energia nuclear continua sendo a eterna promessa de energia farta e rápida. Quanto ao segura, seria necessário toda uma mudança de cultura para que pudéssemos imprimir padrões alemães a condução da produção dessa energia em território nacional.

  56. Apesar de algumas manifestações contrárias, no Brasil e na Alemanha, principalmente por parte do Partido Verde (PV) dos dois países, equivalente alemã da Câmara dos Deputados, decidiu na noite de ontem (6/11) pela continuidade do acordo de cooperação com o Brasil na área de energia nuclear.
    Durante a campanha presidencial brasileira, o candidato Eduardo Jorge (PV) pediu audiência com a presidente Dilma e o embaixador alemão no Brasil para tratar do assunto. O PV alemão entrou, em setembro, com moção contra a continuidade da parceria entre os dois países. Hoje, no entanto, a maioria dos deputados, da base do governo alemão, votou contra a moção.
    Assinado em 1975, o acordo é renovado automaticamente a cada cinco anos, caso nenhuma das partes se posicione contrariamente pelo menos um ano antes da renovação, no máximo. Para que não seja renovado em 2015, a posição deve ser evidenciada até 18 de novembro deste ano.
    Os parlamentares da União Democrata Cristã (CDU) e do Partido Social-Democrata (SPD) se comprometeram, no entanto, a avaliar a necessidade de alterações no texto do acordo.

  57. O acordo nuclear Brasil-Alemanha foi assinado no ano de 1975, sendo este aprovado pelo Congresso Brasileiro através do Decreto Legislativo nº 85/75, promulgado pelo Decreto 76.695/75. A questão da busca por energias renováveis, aquelas que não causam grandes danos ao meio ambiente, vem sendo um grande propósito de todos os países atualmente. Em relação à produção da Energia Nuclear, o Brasil com as Usinas de Angra dos Reis 1 e 2 gera atualmente uma quantidade de mais ou menos 2 mil megawatts de energia elétrica e com a previsão da entrada em funcionamento de Angra 3 será acrescido mais 1.800 megawatts de energia. Na perspectiva de produção de energia, é importante que o Brasil mantenha o acordo internacional com a Alemanha para que seja viável a continuidade da produção da referida energia, inclusive para ajudar o pais nesse momento de crise hídrica. No entanto, é de se salientar também que se deve manter uma política de proteção ambiental e reformas no acordo para que a parceria entre os dois países seja tão somente para a produção energética, não deixando margem para questões de produção de armamento bélico. Necessário também que haja parâmetros de segurança a serem seguidos, para que não haja acidentes nucleares como o que ocorreu em Chernobil – Ucrânia – na década de 1980.

  58. A questão nuclear é um assunto muito discutido atualmente, porém, apresenta muitos riscos em seu investimento por se tratar de uma espécie de energia poluente. Riscos estes que podem ser, por exemplo, um acidente que, consequentemente, afetaria um longa região territorial.
    O Partido Verde tem o costume de se opor a projetos que prejudiquem o meio ambiente, uma vez que, o objetivo é preservar as riquezas do Brasil. Isso, porém, conflitua- se com a tendência mundial de manter pesquisas nucleares para garantir a segurança do país. Diante disso, é necessário manter a parceria com a Alemanha objetivando desenvolver técnicas nucleares para que, assim, o Brasil imponha respeito aos demais países caso seja necessário amedrontar um outro Estado.

  59. O acordo cooperação energética foi assinado entre Brasil e Alemanha em 1975, esta é sua sexta renovação, o acordo inicial tinha como meta a construção de 8 usinas nucleares no Brasil, apenas 2 (Angra 1, Angra 2 e Angra 3 esta última ainda em construção) estão em operação.
    A energia nuclear é relativamente limpa, uma vez que não emite gases CFC, porém os resíduos da fissão nuclear são extremamente perigosos em razão do enriquecimento de elementos radioativos.
    A preocupação do partido verde com a expansão do uso da energia nuclear tem fundamento, haja vista o problema em Fukusyma poucos anos atrás quando um reator superaqueceu, ademais o risco da atividade, é necessário manter estudos sobre a energia nuclear em virtude do seu potencial de dissipação de energia capaz de manter cidades inteiras durante meses.
    O Brasil utiliza em pequena escala a energia proveniente do enriquecimento de elementos radioativos, nossa principal fonte de energia vem das grandes hidrelétricas, ainda sim, ambas as usinas nucelares brasileiras são voltadas para pesquisas científicas pacíficas.
    Desse modo não seria lógico suspender o acordo entre os países, apenas porque a atividade possui riscos.

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