Rússia, Brasil e África do Sul estudam desenvolver produção militar conjunta.


A Rússia, o Brasil e a África do Sul estão considerando a possibilidade de desenvolver produção militar conjunta. A informação é do vice-diretor do Serviço Federal Russo de Cooperação Técnico-Militar, Anatoly Punchuk. Ele é o líder da delegação russa na Conferência Internacional de Defesa Naval e Exposição Marítima Euronaval 2014, que começou na segunda-feira, em Paris.

Segundo ele, “no contexto do grupo BRICS, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, uma série de grandes projetos com o governo indiano está sendo implementado atualmente, e o sul-africano vem mostrando mais interesse em cooperação com a Rússia no desenvolvimento conjunto de produção de armamento militar”.


O governo brasileiro negocia a compra de sistemas de defesa aérea e artilharia russos Pantsir-S1

Anteriormente, o diretor-geral da empresa estatal de exportação de produtos militares russa (Rosoboronexport), Anatoly Isaikin, havia declarado que a Rússia, Brasil e África do Sul estavam planejando realizar conversações entre os BRICS antes do final do ano. Além disso, Moscou propõe melhorar a cooperação tecnológica com Brasília no âmbito do fornecimento de sistemas de defesa aérea e artilharia Pantsir-S1.

Anatoly Punchuk afirmou que, após os testes de demonstração para a delegação brasileira em setembro, “as conversações continuam ativas”.

FONTE:http://www.diariodarussia.com.br/internacional/noticias/2014/10/28/russia-brasil-e-africa-do-sul-estudam-desenvolver-producao-militar-conjunta/

17 respostas em “Rússia, Brasil e África do Sul estudam desenvolver produção militar conjunta.

  1. O BRICS é um mecanismo formado por países considerados emergentes. Esse grupo de países possui um grande peso econômico e político e pode desafiar as grandes potências do mundo. O fortalecimento desse agrupamento econômico através de uma cooperação militar pode ser uma estratégia importante se levarmos em consideração a riqueza de recursos naturais que os respectivos países possuem. O Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul são países populosos que despertam o interesse de outras potências mundiais em função do crescimento econômico que esses países apresentam. Para garantir a soberania e defender os seus interesses é fundamental o investimento no setor de defesa e segurança. Uma cooperação entre as nações representa o intercâmbio de tecnologias e desenvolvimento científico a favor dos interessados.

  2. O Brasil, a Rússia e a África do Sul fazem parte do BRICS, um grupo de potências médias emergentes que ainda inclui a Índia e a China. Os membros desse grupo atualmente encontram-se todos em um estágio similar de mercado emergente, devido ao seu desenvolvimento econômico. Apesar de ainda não ser um bloco econômico como a União Européia, o BRICS reforça ainda mais a influência geopolítica desses países no mundo. Trazer isso também para o âmbito militar com essa possível produção de armamentos conjunta não só potencializa a relevância global do grupo, como também pode reforçar a segurança desses países e estimular o desenvolvimento tecnológico no setor armamentista. A iniciativa partiu da Rússia que possui tradição na indústria bélica, sendo essa uma decisão lógica, tendo em vista a conjuntura atual, em que a Europa reduziu as relações com o país. Esperamos que acordos como esse estabeleçam parâmetros de cooperação e sejam benéficos para ambos os países tanto nas relações entre os membros do BRICS quanto em suas relações com o resto do mundo.

  3. O contexto atual do mercado mundial abre oportunidade para países emergentes, como os que compõe o BRICS, se destacarem visto a necessidade da economia em contar com grandes mercados consumidores. A consolidação do grupo como um bloco econômico influente na contexto social mundial cada vez se faz mais presente, e a cooperação entre eles fortalece ainda mas essa ideia, visto que o potencial mostrado por todos esses países é imenso e as reservas naturais e mão de obra são fatores cruciais para esse avanço.
    A cooperação no campo militar é um passo fundamental na manutenção desse grupo, fortalecendo a segurança e a proteção de todos esses bens relevantes para o desenvolvimento de uma nação, e ajuda também a mostrar o potencial que os países tem para crescer. A iniciativa partindo da Russia é obvio visto que a mesma é uma grande potência armamentista desde o pós segunda-guerra mundial e devido as tensões na Ucrânia as relações da Russia com países europeus e os EUA estão estremecidas.
    Portanto a expectativa de novos acordos em outros âmbitos parece ser coisa de tempo, fazendo com que os países avancem ainda mais em seu desenvolvimento e num futuro próximo se tornem grandes potências.

  4. A Rússia, Índia e China são grandes potências militares, e sempre engajadas em termos armamentistas bem diferentes do Brasil, que nunca seguiu essa linha. Já a África do Sul teve um programa nuclear na década de 70, mas desmantelou o programa em 1991, após assinar o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.
    Além disso, dois membros do BRICS, Rússia e China, são membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Enquanto que os outros dois membros, Brasil e Índia, integram as Nações G4, cujo objetivo é ter um lugar permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A África do Sul foi um membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas entre 2007 e 2008 gerando polêmica ao votar contra uma resolução criticando o governo de Myanmar em 2006 e contra a aplicação de sanções contra o Zimbabué, em 2008. Os BRICS também diferem entre si em outros quesitos como, recursos naturais, graus de industrialização e capacidade de impacto na economia mundial.

  5. O BRICS é o grupo das chamadas potências médias emergentes (Brasil, Rússia, Índia China e recentemente África do Sul) que são detentoras de grande parte do PIB mundial, formando o grupo de países que mais crescem no planeta. Além disso, representa grande parte da população mundial ,da força de trabalho e de poder de consumo Destacam-se também pela abundância de suas riquezas nacionais e as condições favoráveis que atualmente apresentam para explorá-las.
    O BRICS abrem para seus cinco membros espaço para diálogo, identificação de convergências e concertação em relação a diversos temas; e ampliação de contatos e cooperação em setores específicos. Por serem países de grande influência regional e característica que possibilitam essas nações terem assuntos convergentes ,principalmente em questões econômicas .Essa cooperação no âmbito militar ,apresentada no post ,mostra como como esse grupo reforça sua influência política perante outros blocos econômicos como a União Europeia como também para os Estado Unidos.

  6. Fazendo uma análise econômica dos BRICS formado por Brasil, Rússia, Índia, China e agora Africa do Sul entre 2003 e 2007, o crescimento dos quatro países representou 65% da expansão do PIB mundial. Em paridade de poder de compra, o PIB dos BRICS já supera hoje o dos EUA ou o da União Europeia. Para dar uma ideia do ritmo de crescimento desses países, em 2003 os BRICs respondiam por 9% do PIB mundial, e, em 2009, esse valor aumentou para 14%. Em 2010, o PIB conjunto dos cinco países (incluindo a África do Sul), totalizou US$ 11 trilhões, ou 18% da economia mundial, relação esta que avança de forma exponencial para produção militar onde temos a Rússia como grande fornecedor de tecnologias para os BRICS.

  7. A situação semelhante vivida pelos países emergentes levou à criação do BRICS e entre alguns dos países membros falou-se sobre um possível desenvolvimento de produção militar conjunta. Entre esses países estão Brasil, Rússia e África do Sul, tendo apenas o segundo um histórico marcante na área militar. O BRICS possui grande parcela do PIB mundial e conforme se aliam em diversas áreas apenas aumentam sua influência mundial e sua força perante outros grupos e países. Essa união provavelmente também reforçaria a segurança de cada um dos países envolvidos, além de aumentar de forma relevante a autonomia no estudo e criações armamentistas. Essa aliança no campo militar tende a se destacar não só pela força econômica que os países têm mostrado, mas também pelo claro privilégio territorial que possuem, o que permite que recursos naturais sejam explorados, fortalecendo sua soberania e segurança.

  8. Os países conhecidos como BRICS vivem na ultima decada uma semelhante situação economica de grandes promessas e desenvolvimento relativamente rapido. Entre esses países estão Brasil, Rússia e África do Sul, tendo apenas o segundo um histórico marcante na área militar. O BRICS possui grande parcela do PIB mundial e ao passo que se aliam nas mais diversas áreas aumentam sua força e influencia no cenário economico, politico e cultural do mundo. Essa aliança também traz, ao passo em que é fortalecida, maiores niveis de segurança aos países envolvidos, além de aumentar de forma relevante a autonomia no estudo e criações bélicas. As alianças travadas entre esses países tende a se mostrarem relevantes não só pelo poderio economico que, agregados, estes paises alcançam, mas também pelo vasto campo territorial e natural de que estes paises dispoem a ser explorado.

  9. A intenção dos BRICS em formar uma possível aliança militar pode ser entendida se observada a riqueza de recursos naturais, principalmente da Rússia e do Brasil, e o grande potencial de fortalecimento da aliança diplomática e da economia dos países emergentes.
    O Brasil, nos últimos 10 anos, tem adotado uma política mais impositiva diante dos países desenvolvidos. No passado, o governo brasileiro era relativamente submisso aos EUA e à União Européia, economicamente e diplomaticamente. Com as notáveis melhorias sociais e econômicas nos últimos anos, o país, fortalecido, pôde assumir uma posição não mais de submissão, mas de atuação decisiva. Na minha opinião, esse é um importante motivo para a formação de uma estrutura de defesa internacional.

  10. Acredita-se ser excelente estratégia brasileira aliar-se a estes países para o fortalecimento de sua produção militar, haja vista a notória especialidade russa nessa área. Iniciativas desse porte estreitam ainda mais a relação dos BRICS que têm ocupado papel de destaque no cenário mundial, por exemplo, com a criação no ano de 2.014 de um banco próprio para investimentos em projetos de infraestrutura com capital inicial de US$ 50 bilhões, segundo dados do Itamaraty.
    É notório o fortalecimento das defesas brasileiras nos últimos anos com a construção do submarino nuclear, aquisição de caças suecos, entre outros. Assim, uma parceria com a Rússia e África do Sul para produção militar poderá elevar o poderio bélico brasileiro aumentando a segurança de seus habitantes e a defesa de seus interesses frente à comunidade internacional.

  11. A carência de material bélico do Brasil o faz buscar meios pelos quais o possibilite ter o mínimo de aparato militar em caso de um conflito com outro país, ou para própria segurança e prevenção interna. Ainda contando com armamento e aparato muitas vezes provindos da segunda guerra,para o Brasil essa parceria com a Russia e África do Sul , todos membros do BRIC, pode ser uma oportunidade para se renovar e melhorar sua aparelhagem militar. Esse projeto se mostra interessante pelo fato de os países, de acordo com seus recursos e experiências com guerra, possam executar um projeto mais sólido e benéfico a todos . A participação do governo indiano se mostra muito interessante pelo fato de a índia hoje ter forte desenvolvimento na área de tecnologia de informática , tão necessária em qualquer desenvolvimento de projeto de qualidade. A experiencia da Russia em guerra também é ponto positivo nesse projeto internacional. Diante disso o Brasil tem a oportunidade de participar de um acordo internacional com esses países que irá agregar em questão militar, mas também serve de alerta para o país analisar seu invertimento em tecnologia de guerra, saber o quanto está preparado nesse quesito .

    Daniel Felipe Fernandes Silva

  12. A Rússia, Brasil e África do Sul, membros dos Brics, estão estudando a possibilidade de desenvolver uma produção militar conjunta. Está parceria, caso realmente ocorra, tende a ser extremamente vantajosa. Ressalta-se que não se trata da formação de uma aliança militar entre os mencionados países e nem mesmo uma tentativa de intimidar, ou até mesmo desafiar, outras nações, principalmente aquelas desenvolvidas, que exercem certa hegemonia no âmbito internacional. Nesta linha, salientou Guilherme Patriota, integrante da assessoria especial da Presidência da República, que os Brics não pretendem confrontar ninguém, mas deseja uma reforma da ordem global hierarquizada, a fim de criar uma situação de mais igualdade entre os países. Trata-se, pois, de um projeto que prevê uma cooperação mútua entre os países integrantes dos Brics, capaz, até mesmo, de realçar a importância desse grupo político no cenário econômico internacional.

  13. Como membros dos BRICS: o Brasil, Rússia e a África do Sul possuem como características comuns: o recebimento de grandes investimentos estrangeiros em seus mercados de capitais, índices sociais em processo de melhoria, investimentos em setor de infra-estrutura, boas reservas de recursos minerais, níveis de produção e exportação em crescimento e grande quantidade de mão de obra em processo de qualificação. Todas as características contribuirão significativamente para o desenvolvimento desse projeto de cooperação para desenvolvimento de produção militar. Em função do desenvolvimento econômico crescente desses países, os quais estão caminhando para um futuro desenvolvido, necessário será um aparato militar, o qual é importante para grandes potências. Resta saber qual o posicionamento dos Estados Unidos, atual potência econômica, em face de tal projeto.

  14. Com a evolução natural dos países e em nesse grande contexto da globalização, os países para questão de sobrevivencia tendem-se a se unir. Por questão de estarem no mesmo nivel de evolução e acima disso de possibilidades de crescimento, os países que compoem o BRIC possuem as caracteristicas como grandes detentores de investimentos, mão de obra a disposição e possibilidades de crescimento. Há possibilidades sim para que tal projeto avance, afinal seria uma proteção importante para tais países. Mas se vê que tais projetos podem atingir a politica da maior nação: Os Estados Unidos. Como se é conhecido eles repudiam qualquer país que almeje projetos assim, com o discurso de que a paz mundial poderia ser abalada. Apesar de tal discurso ser contraditorio afinal eles são os maiores detentores de armas nucleares. Enfim, tal projeto do mesmo modo que traria grandes possibilidades a tais países, poderia originar grandes conflitos no cenario internacional.

  15. O Brasil mantém relações com muitos Estados e participa de muitas organizações. Aliás, Sempre foi uma característica nossa, o bom relacionamento com os outros Estados integrantes da Sociedade Internacional.
    A notícia acima, fala sobre a participação do Brasil no BRICS e ideia de se desenvolver uma produção militar conjuntamente com Rússia e África do Sul. Estuda-se a inserção dos otros membros do da organização posteriormente, China e Índia, como explicou o diretor-geral da empresa estatal de exportação de produtos militares russa, Anatoly Isaikin.
    Todos os membros da BRICS estão em um estágio similar de mercado emergente e se uniram, justamente com a ideia de cooperarem entre si, como mostra a notícia. Brasil, Rússia, Índia e China, são os países fundadores, admitindo a entrada da África do Sul posteriormente. Eles não formam um bloco econômico como parece, mas sim um grupo de cooperação mútua. Estudou-se a inserção de México e Coréia do Sul do grupo, mas a ideia não saiu do papel.

  16. A notícia apenas explicita o atual movimento do grupo de Estados chamado BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e Africa do Sul) de se consolidar no cenário internacional econômico e de poder. O contínuo desenvolvimento de tais países os aproximam e o crescimento aliado a tal proximidade os ajudam a conseguir destaque na comunidade internacional. Os países tradicionalmente hegemônicos neste cenário, apesar de ter suas reservas, estão se vendo cada dia mais obrigados a dar atenção e a agir com cautela com movimentos políticos do BRICS, considerando que estes significam grande parcela da economia mundial e se tornam politicamente influentes com o passar do tempo. Não desatentos a esse fenômeno, os BRICS vem se consolidando e procurando meios de aumentar sua influência, exemplo claro disso é a própria notícia aqui veiculada e na atuação do Brasil de forte pressão para ingresso entre os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

  17. Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os países integrantes do BRICS, são muito diferentes em diversos aspectos. A cultura, a língua, a religião, o nível de desenvolvimento humano e claro, a distância geográfica entre eles os torna um grupo bastante heterogêneo. A semelhança mais evidente, a econômica, é a que mais tem se solidificado, sobretudo com a recente decisão de criarem um banco internacional.
    A sugestão de se criar uma parceria militar é, nesse sentido, ousada por envolver países com poderios militares também muito diferentes. A cooperação militar do grupo pode torná-los bem mais fortes, somado ao fato de possuírem, com China e Rússia, dois assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU.
    Poderio econômico e militar. Um tema que interessou um pensador clássico das Relações Internacionais: Norman Angell. Em sua obra “A Grande Ilusão”, Angell faz uma análise de que a o política do poder (realpolitk) empreendida pelos países industrializados na segunda metade do século XIX e primeiros anos do XX são, na verdade, prejudiciais à economia. Fundamentalmente, o teórico liberal argumenta que os conflitos bélicos entre os países são incompatíveis com o capitalismo, o poderio militar não se traduz em bem-estar e prosperidade econômica e que os tratados possuem força para garantir a paz.
    No entanto, a visão da tradição teórica da qual Angell participa foi taxada de “idealista” e “utópica”. Os anos que se seguiram a sua obra talvez foram os mais violentos do século XX. O poderio militar ainda é extremamente importante nos tempos hodiernos. Acertam os BRICS em cooperar militarmente? A resposta não é evidente nem tampouco fácil. Exige-se uma discussão profunda de teóricos, pensadores, e da sociedade desses países a fim refletir acerca do mundo que querem viver e construir. E com o devido cuidado para não cair em ilusão, como a de Norman Angell.

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