Mercosul e Aliança do Pacífico podem firmar acordo de livre comércio


Mercosul e Aliança do Pacífico podem firmar acordo de livre comércio

By | outubro 20, 2014 at 8:58 am | No comments | Mercado

Do O Globo em 20/10/2014

Inicialmente vistos como blocos rivais na América Latina, Mercosul e Aliança do Pacífico darão o primeiro passo para um acordo de livre comércio que vai englobar toda a região no próximo dia 24 de novembro, em uma reunião em Santiago, no Chile. Em meio a uma série de fóruns de discussões sobre o tema, que reúnem representantes dos países envolvidos, haverá um encontro de chanceleres com o objetivo de começar uma negociação cujo fim é acabar com as fronteiras tarifárias no intercâmbio entre as nações latino-americanas.

— A Aliança do Pacífico e o Mercosul são fenômenos do mesmo movimento integrador da América do Sul. É natural que integrações comecem em pequenos grupos. Assim foi na Europa e assim é na América do Sul. Vemos com muita tranquilidade essa convergência progressiva — disse ao GLOBO o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo.

TRATADO COM UNIÃO EUROPEIA

A ideia da aproximação entre os dois blocos partiu do Chile que, junto com México, Peru e Colômbia, integra a Aliança do Pacífico. Porém, segundo fontes, embora vejam com simpatia a tentativa, os sócios do Mercosul consideram prioritário, antes de qualquer outra coisa, fechar o tratado de livre comércio com a União Europeia (UE).

As negociações com a UE se encontram em fase de apresentação de ofertas dos dois lados. Um acordo com os europeus é um dos desafios do próximo presidente da República, seja ele quem for: a petista Dilma Rousseff ou o tucano Aécio Neves. Da mesma forma, a proximidade com os países da Aliança do Pacífico faz parte dos programas de campanha de ambos os candidatos à presidência.

— A integração da América do Sul é um dos preceitos cardeais da política externa brasileira — disse Figueiredo, ao ser perguntado sobre o tema.

O Brasil já trabalhava com a hipótese de antecipar a tarifa zero no comércio regional, prevista atualmente para 2019. Mas essa hipótese excluiria o México, uma vez que se aplica apenas à América do Sul. Chile, Colômbia e Peru já conversaram sobre essa possibilidade com o governo brasileiro. Agora, a conversa passou a abranger os mexicanos que, desde junho de 2012, passaram a integrar a Aliança do Pacífico.

FONTE:http://igepri.org/news/2014/10/mercosul-e-alianca-do-pacifico-podem-firmar-acordo-de-livre-comercio/

8 respostas em “Mercosul e Aliança do Pacífico podem firmar acordo de livre comércio

  1. O fortalecimento da economia de um país está diretamente ligado às alianças que ele desenvolve com outras nações. A criação de blocos econômicos permite esse desenvolvimento por meio da união de interesses e valoração das demandas entre os países envolvidos. Um possível acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico possibilitaria a redução de tarifas alfandegárias e por consequência um estímulo ao comercio entre os blocos. Entretanto, o fomento do comércio pode resultar em um desequilíbrio interno em países com menor potencial de concorrência com países industrialmente mais desenvolvidos. No mundo econômico todas alianças envolvem riscos e podem ser prejudicial para alguma das partes, mas isso só poderá ser aferido após a efetivação do acordo de livre comércio.

  2. O cenário internacional complicou-se na segunda metade do século XX e no inicio do século XXI, em decorrência da multiplicação dos centros de poder .Os países latino-americanos tem em comum uma realidade sociológica: o Estado patrimonial que se originou a partir de uma formação histórica do colonialismo espanhol e português.
    Os blocos econômicos que se formaram permitiram o desenvolvimento de políticas internacionais dessas nações a partir de convergências de interesses as fortaleceram e permitiram um certo equilíbrio entre os Estados.
    Para evitar um desequilíbrio entre os países o possível acordo entre o Mercosul e Aliança do pacífico devem ter cautela antes de sua celebração.

  3. Um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico é extremamente positivo e importante. Vai levar a uma grande integração entre os países da América do Sul, o que trará força para o continente. Como o próprio ministro das Relações Exteriores em vigência à época, Luiz Alberto Figueiredo, afirmou, o movimento que originou o Mercosul e a Aliança do Pacífico é o mesmo, trata-se de um movimento integrador. Além de ser extremamente natural que as integrações partam de pequenos grupos que buscam, posteriormente, uma maior integração. Com isso, é possível afirmar que uma maior integração é basicamente inevitável e até mesmo desejável e este acordo será marco de um grande avanço econômico para os blocos. O ministro Figueiredo afirma ainda que a integração da América do Sul é um dos “preceitos cardeais da política externa brasileira”, dando a entender que não abriríamos mãos disso nunca! A esperança que fica é que o acordo seja apenas o primeiro passo desta tão importante integração entre os blocos e consequentemente entre todos os países do continente sulamericano.

  4. É importante ressaltar que uma aliança entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico será muito benéfica para os países da América do Sul, visto que trará uma forte integração comercial entre os dois blocos, aumentando ainda mais os acordos econômicos entre ambos.
    Essa aliança contribuirá para que os países cheguem a um acordo de tarifa zero entre os países latinos, contribuindo para uma melhora significativa em suas economias,
    Mostra-se que assim como o ocorrido com a União Européia, os pequenos blocos tendem-se a unir para que seja criado um mega bloco com o propósito de melhorarem suas relações com o resto de blocos existentes no mundo. É nesse sentindo, que os países pertencentes ao Mercosul e os que pertencem às Aliança do Pacifico vislumbram um futuro próximo.
    As alianças que um determinado país exerce é fundamental para sua força no cenário mundial. Desse modo, essa integração econômica entre os blocos latino americanos será uma grande aliança para se fortalecerem em todo o cenário econômico mundial, tornando seus preços mais competitivos no mercado, aumento suas exportações e consequentemente a melhora gradual e significativa no mercado interno individual.

  5. Tendo por base o Direito Internacional, todos os agentes econômicos visam maximizar seus lucros, portanto, acabam buscando outros mercados, para além das fronteiras de seu país. Já os consumidores, buscam uma maior utilidade do produto com um menor preço e acabam buscando muitas vezes esses produtos em outros países. Como cada país tem uma tendência a produzir determinado tipo de bem, devido ao clima, região etc, há a necessidade de integração entre os países para que os produtos que são mais onerosos sejam buscados em outros países com um custo mais baixo. Por isso há os blocos econômicos, de forma benéfica para o comércio entre países. Todos os governos querem liberdade para acessar o mercado consumidor de outro país e por isso algumas medidas protecionistas acontecem. Como deve haver uma ajuda mútua entre esses Estados e há uma dependência de produtos, a redução de tarifas é muito benéfica para ambos. Sendo assim, esse acordo entre os integrantes do Mercosul e os da Aliança do Pacífico é extremamente saudável e benéfico. Vai haver uma integração do comércio, trazendo força para os países-membro. Na história desses blocos, como da União Europeia, tem-se notado a integração de pequenos blocos para formar um maior, o que trará um grande avanço econômico e um intercâmbio de mercadorias entre os entes desses blocos. Agora está na mão da presidente Dilma dar o primeiro passo para essa grande integração e o mercado sulamericano.

  6. Várias são as vantagens de uma integração regional, tais como uma maior concorrência, mais justa; uma capacidade de negociação muito mais forte no plano internacional, redução de tarifas de importação de mercadorias o que permite um maior benefício aos consumidores, além de ser um instrumento de garantia ao acesso futuro do mercado mundial.É muito interessante e importante a convergência entre dois mecanismos de integração diferentes, mas que apresentam metas similares, como neste caso entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico. Em meio há essa crise econômica, manter uma relação como esta garante um pouco mais de estabilidade aos países integrantes, aumento os seus crescimentos econômicos. Esta aliança poderia servir como forma de incentivo para o crescimento de integrações dos países do continente sul-americano. A união é um plano que além de ser ambicioso irá atingir outros assuntos e objetivos que nenhuma outra integração na América Latina já conquistou.

  7. Júlia Gomide Antunes Rabelo (19516) - Direito Internacional Econômico- FDMC em disse:

    Na ótica do direito internacional, os países de modo individual ou coletivo buscam maximizar seus lucros, auferir vantagens, proteger a indústria local e em última instância o consumidor nacional. No presente caso, dois blocos americanos, que antes aparentavam ser apartados, resolvem se aproximar na busca pelos objetivos supracitados. A economia mundial está sendo construída sobre a base de macrorregiões, na atualidade, as alianças com países diferentes se torna essencial para o superávit no mundo altamente globalizado, daí a redução de barreiras e a busca por negociação em blocos. Tornou-se urgente fortalecer a economia latino-americana por meio de alianças e as diferenças da política econômica e a inserção internacional não constituem um obstáculo para acordos de benefício mútuo. Se ambos os blocos buscarem se fortalecer de modo cooperativo, um acordo de comércio internacional se torna medida adequada ao crescimento econômico e à proteção das indústrias locais.

  8. Os países tendem a expandir seus mercados e conquistar os mercados consumidores de outros países igualmente soberanos. É necessário manter o desenvolvimento das industrias nacionais e abrir o comércio para a importação de produtos estrangeiros, a fim de conquistar o mercado consumidor exterior e equilibrar as relações comerciais entre os países envolvidos. Com esse objetivo se criam os blocos econômicos que reduzem as tarifas alfandegárias entre si e adotam políticas econômicas comuns frente aos outros países não pertencentes aos blocos, gerando uma menor competitividade e maior equilíbrio entre países aliançados e uma força econômica maior para com os outros países.
    O possível acordo entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico pode trazer muitos benefícios para os dois grupos, permitindo maior importação e exportação entre eles e maior força frente a União Européia, Estados Unidos e China, possibilitando relações econômicas mais igualitárias entre os países participante do possível novo bloco e essas potências comerciais referidas.

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