COM AÉCIO, ACABA PACIÊNCIA ESTRATÉGICA COM MERCOSUL.


7 respostas em “COM AÉCIO, ACABA PACIÊNCIA ESTRATÉGICA COM MERCOSUL.

  1. O discurso do Rubens Barbosa é bastante coerente, mas esconde a possibilidade de uma política de falta de vontade e cooperação de nosso país com o MERCOSUL. Não obstante sua condição de líder e integrador naquele bloco, o Brasil é, fundamentalmente, um global trader com interesses muito mais diversificados do que pode oferecer uma simples união aduaneira como o MERCOSUL. Os interesses do Brasil de uma inserção na economia mundial vão muito além do comércio de mercadorias. O Brasil quer acesso a recursos financeiros e à tecnologia provenientes primariamente de países desenvolvidos, o que torna secundária uma política de integração sul-americana.

  2. O candidato Aécio Neves criticou o Mercosul e deu a entender que, num eventual retorno do PSDB ao poder, o Brasil proporá a reformulação do mercado comum. Ele diz que, o Mercosul “está muito engessado”.
    Para ele, já não há a certeza de que “a união aduaneira é ainda o melhor caminho.” Acha que não se deve “perder as alianças comerciais do Brasil com a Argentina.” Porém, sustenta que, do modo como está, o Mercosul não ajuda a nenhum dos dois países.
    Acha que deveria transformar o Mercosul em uma área de livre comércio, que permita a cada Estado-membro firmar acordos comerciais com outros países.
    Acredito ser de extrema importância um fortalecimento do grupo Mercosul por ser uma forma de ajuda mutua e proteção desses países na economia e política. Porém, não enxergo seu plano de “política externa pragmática” (termo que ele usa frequentemente) seja baseada em interesses estratégicos e econômicos do Brasil ou uma política externa mais orientada por valores que promovem a democracia e os direitos humanos (mesmo que arrisque ferir interesses empresariais brasileiros). Se for o último, o termo “pragmático” parece estar fora do lugar. Nesse caso, ele teria que explicar como ele lidaria com crescentes laços econômicos do Brasil com cleptocracias como Angola ou a Guiné Equatorial, ou com ditaduras como a China.

  3. No dizer de Aécio já não há a certeza de que “a união aduaneira é ainda o melhor caminho.” O tucano sustenta que não se deve “perder as alianças comerciais do Brasil com a Argentina.” Porém, sustenta que, do modo como está, o Mercosul não ajuda a nenhum dos dois países. O Brasil precisa ser reintegrado no comercio internacional. Segundo Aécio, o bloco econômico prejudica o desenvolvimento do país. “O Mercosul pode fazer acordos desde que haja interesse comum. A prioridade é através do Mercosul. Mas quando, por exemplo, houver restrições na Argentina ou Venezuela, não pode amarrar o desenvolvimento do Brasil.” Concordo que, no âmbito internacional, devemos dar prioridade aos nosso vizinhos, mas, sem que nos prejudiquemos.

  4. O descumprimento dos tratados e acordos firmados pelos países do Mercosul é de fato motivo de preocupação. Como fonte principal de direito internacional, eles gozam de uma força vinculante importante – ainda que diferente da coercitividade que marca o direito interno. A posição tomada pelo presidenciável é relevante, o país realmente deve procurar maior projeção internacional e zelar pelo cumprimento dos tratados.
    Todavia, em época de eleições, o que não se menciona é o fato de que, em grande parte, os tratados são cumpridos. Mas o cumprimento ordinário deles não vende jornal e nem ganha eleições.

  5. Recentemente o candidato a presidência pelo PSDB, Aécio Neves, criticou a estrutura do Mercosul e propôs o fim do mesmo. A declaração partiu de uma palestra no Fórum da Liberdade em Porto Alegre-RS, em abril deste ano. Nas palavras do candidato, o bloco “não está servindo a nenhum interesse dos brasileiros”. Ainda, o candidato insinuou que o Brasil não teria “complementariedade” com seus parceiros, ao afirmar que essa atual união deveria ser substituída por novas que tivessem essa característica. Esse discurso é muito próximo ao de José Serra, candidato a presidência em 2010. Por essas declarações tão próximas, podendo concluir que essa oposição é uma ideologia fixa e até mesmo imutável do PSDB, que numa provável ascensão ao poder presidencialista poderia por fim as chamadas “amarras” do Mercosul e levar o país para uma área de livre comércio, onde poderia fazer acordos bilaterais, pois, no entendimento de ambos os candidatos pelo mesmo partido, esse bloco econômico estaria prejudicando o Brasil por não haver tanto interesses em comum quanto deveriam.

  6. A proposta, ainda que sútil, de descumprimento dos tratados firmados pelo Mercosul poderão ser motivo de futuros problemas entre os países membros. Defender uma política ostensiva e prepotente não terá respaldo em momento de corrida eleitoral. Cabe fazer uma análise crítica das consequeências que a postura autoritária e pouco democrática que o caditado propõe à conjuntura internacional na relacão com os países do Mercosul. Fechar as portas aos problemas decorrentes da crise na Venezuela, pois que trouxe ao país atrasos econômicos não fomentam a política de contribuicão e tolerância entre os países que estabelecem tratados. O objetvo é inverso a esse.
    Não restam dúvidas de que a busca pelo progresso e expansão são importantes e necessários a toda e qualquer potência, no entanto, deixar de comprometer com acordos já firmados que dão (ou deram) ao país retorno, bem como não abrir um diálogo para propostas, trarão um retrocesso daquilo que antes fora pactuado.

  7. Na notícia em epígrafe Rubens Barbosa assevera como foi a participação brasileira no Mercosul durante o atual governo. Na sua visão o Brasil descumpriu regras entabuladas pelo Mercosul, foi omisso em demasia nas relações internacionais durante o mandato petista. Além disso, Barbosa sustenta que não houve nenhuma tentativa de flexibilização das regras do bloco que impedem seus membros de negociarem acordos comerciais com terceiros ou blocos de forma individual, sendo que para ele tal restrição constitui um entrave para o mercado internacional brasileiro.
    Apesar de ser muito sedutor o discurso feito por Barbosa, o mesmo -discurso- precisa ser observado com cuidado, ainda mais que Rubens Barbosa vem assessorando a campanha do PSDB e é um dos nomes cotados para ocupar a posição de Ministro das Relações Exteriores num possível governo de Aécio.

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