David Harvey fala sobre a crise do capitalismo


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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

11 respostas em “David Harvey fala sobre a crise do capitalismo

  1. David Harvey fala com lucidez sobre a incerteza que permeia a situação econômica global, com crises mais frequentes e mais devastadoras, trazendo a urgência de se repensar o que chamamos de “desenvolvimento”. Destacou a crise imobiliária, que atingiu inclusive Dubai, lembrando que grande parte dos investimentos urbanos é especulativo. No cenário construído nos últimos 30 anos, o epicentro da produção se deslocou para os países em desenvolvimento, numa nova estratégia de exportação de capital. Já não é mais possível buscar mercado nas colônias; Harvey cita como exemplo neste caso a relação entre Grã-Bretanha e Índia, onde esta última teve sua produção industrial dizimada para que se tornasse um mercado frutífero. O que se exporta, agora, é o próprio capital, que teve seu ciclo de rotação acelerado pela compressão de tempo e espaço vivida nos últimos anos; os países em desenvolvimento se tornaram produtores, a indústria praticamente desapareceu dos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha, e destaca-se então a China, que Harvey afirma não saber se traz a chance de um capitalismo global sem hegemonia ou apenas emerge como um novo líder.

  2. O histórico das crises periódicas do capitalismo é a narrativa da exploração dos trabalhadores. É nela que encontramos o particular de vastas aparências através das quais os economistas burgueses tentam esconder as crises do capitalismo. Também tem sido de conhecimento geral sobre o desenvolvimento capitalista a questão de que a solução temporária de uma crise produz de forma potenciada uma nova crise. Por isso alguns estudiosos defendem a tesa de que não há solução para a crise. Porém, nem todos são pessimistas assim. Uma teoria de o que está no centro da essência das crises econômicas, na verdade, é o binômio formado pela lei da queda tendencial da taxa de lucro e a superprodução relativa. Teorias não faltam. Outros conceituam simplesmente como “oscilações em torno de uma média nos níveis de negócios da economia em nações democráticas com sistema econômico liberal”.

  3. Tratando-se de explicações sobre a maior crise econômica mundial após a crise da década de 30, é difícil teorizá-la com maior clareza do que fez David Harvey. Demonstrando extrema lucidez e conhecimento a respeito das relações comerciais internacionais, ele identifica a crise em sua gênese, diferenciando de muitos teóricos que atrelam-se apenas à fatores atuais para explicá-la (por exemplo, atribuir a crise apenas à especulação imobiliária). Harvey remonta às décadas de 70 e 80, lembrando de medidas adotadas por Margaret Thatcher (Inglaterra) e Ronald Reagan (EUA), quando visualizaram a verdadeira força do proletariado e o perigo que ela trazia para a hegemonia do capital. Ocorreu então um excesso de poder do capital em si, ocasionado em cortes de salários e diminuição qualitativa das condições de trabalho. Tal medida veio se popularizando entre os países (principalmente nas grandes potências), o que geraria, mais tarde, segundo Harvey, uma desindustrialização destes grandes centros econômicos. As grandes potências praticamente pararam de produzir e este pólo produtivo passou para os “países emergentes” (China e Brasil, por exemplo). Daí logicamente surgiu o desequilíbrio, pois os investimentos passaram da produção para a suposta valorização de ativos econômicos (aluguéis, preços de imóveis, ações e quotas de empresas). Tal fato, segundo o geógrafo inglês, explica a propensão do sistema capitalista à crise, que, iniciam-se urbanas (pois são o centro dos investimentos especulativos) e tomam proporções mundiais.

  4. Para elucidar sobre a atual crise, inicialmente, David Harvey, pensador marxista, faz referência à economia de produção, totalmente concreta e sensivelmente palpável, diferente da atual crise, que é extremamente especulativa e totalmente abstrata, apoiada em investimentos urbanos, hipotecas e habilitações. É interessante a forma como Harvey apresenta a crise, não de forma isolada, buscando um motivo, uma origem, uma explicação uma, mas sim, como um processo complexo e multifacetado, ele não apresenta um momento, uma causa, um contexto, um fato, ele entende a crise como uma totalidade histórica, de forma que a crise atual do capitalismo se resume a uma incerteza, demonstrada inclusive pelo próprio Harvey, que se refere ao futuro com possibilidades, como possíveis acontecimentos, aperitivos do que está por vir.
    Elucida a questão dos países emergentes, de forma que são peças importantes, no cenário, uma vez que passaram a uma posição de produtores, causa do maior desequilíbrio econômico, de forma que , antes, o mercado que investia em produção, inovou, e se apoia, agora, em ativos, aluguel, investimentos, praticamente, jogos econômicos, expressão utilizada por Harvey, o que nos coloca em uma posição propensa a crises sem proporções, anotando que,
    as maiores crises atualmente foram urbanas devido a investimentos urbanos e especulativos
    hipotecas e habilitações .

  5. O capitalismo sempre foi um sistema desigual e falho. Baseado no acúmulo de riquezas, na propriedade privada, na mais valia, nesse sistema para que alguém tenha mais outros precisam ter menos. As forças produtivas conflitam com as relações sociais de trabalho, tanto que chegam a se contradizer, e é admirável que tudo isso seja considerado “desenvolvimento”. Marx acreditava que essa contradição nos levaria ao socialismo, mas não foi o que aconteceu. As relações de domínio estabelecidas nesse sistema tiram a liberdade do homem. A própria cultura reafirma que as relações produtivas devem ser dessa forma, e assim continuará a ser até que haja uma mudança que permita que as pessoas percebam seu papel na sociedade. Além disso, existe a inocência sociológica. A sociedade faz o homem, e esta sociedade “ensinou” ao homem que ele deve sempre querer mais que o outro, e por isso não importa que haja riquezas em abundancia, uma igual distribuição, a desigualdade está na essência do homem das sociedades capitalistas modernas.
    David Harley fala com clareza sobre todo esses problemas e a incerteza que domina a situação econômica global, cada vez com mais crises.

  6. O comentário a seguir será feito pela aluna Sofia Perez, estudante da Faculdade de Direito Milton Campos, 4º período – manhã. David Harley discursou com bastante clareza sobre os problemas constantes que o capitalismo traz, além da insegurança no que tange a crise econômica. De fato, o capitalismo nunca foi um sistema completamente benéfico, apresentando falhas e deslizes frequentes. Porém, vale ressaltar que o problema vai ultrapassa o sistema, alcançando pensamentos sociológicos e culturais de cada território. Por vezes, tive a convicção de que o capitalismo seria suficiente para suportar a sociedade contemporânea. Entretanto, o indivíduo vive cada vez mais alienado e interessado em se beneficiar. De certa forma, há um influencia do capitalismo nos problemas diários da sociedade, alcançando patamares alarmantes. David Harley, diz que a incerteza e falta de credibilidade estão dominando o mundo, onde as crises econômicas são cada vez mais recorrentes. Talvez, o capitalismo seja mesmo um problema, ao invés de um solução. Mas, vale ressaltar, que extremos nunca são benéficos, e que um equilíbrio diante desse assunto seria mais plausível.

  7. Alguns especialistas se esmeram em alegar que crise atual é uma crise das hipotecas subprime ou é o estouro de um capitalismo que se financeirizou demais, mas David Harvey prefere falar de “crises urbanas”, provocadas por uma febre da construção “sem importar o quê”. Autor de “Breve história do neoliberalismo”, Harvey não só acusa a desregulação do setor financeiro como um dos fatores que levaram ao descalabro atual, mas adverte que a supremacia do capital concentrado sobre as decisões políticas seguirá sendo um impedimento para sair da crise.
    O geógrafo sustenta que a sucessão de crises no sistema é alimentada, entre outras coisas, por uma febre da construção que, por sua vez, provoca crise no capitalismo em sua atual etapa hegemonizada pelas finanças. Harvey defende ainda que existe uma estreita relação entre urbanização e formação das crises. Além dos Estados Unidos, cita como exemplo a Grécia e a Espanha. Parte da explicação da crise nestes países, defende o geógrafo, está vinculado a péssimos investimentos em infraestrutura. A relação entre urbanização e formação da crise. Nas décadas de 50 e 60, o capitalismo se estabilizou com uma forma de suburbanização massiva: estradas, automóveis, um estilo de vida. Uma das perguntas é se isso é sustentável no longo prazo. No sul da Califórnia e na Flórida, que são epicentros da crise, estamos vendo que este modelo de suburbanização não serve mais. “Alguns querem falar da crise do subprime; eu quero falar das crises urbanas”, afirma o geógrafo.

  8. Em relação a atual crise, David Harvey, pensador marxista, faz analogias à economia de produção, totalmente concreta e sensivelmente palpável, que se difere da atual crise, quese mostra especulativa e abstrata, fixada em investimentos urbanos, hipotecas e habilitações. Torna-se relevante a forma como Harvey explica a crise, não de forma isolada, encontrando um motivo, uma origem, uma explicação. O autor retrata a crise como um processo complexo e multifacetado, não apresentando um momento, uma causa, um contexto, um fato, mas sim, entendendo a crise como uma totalidade histórica, de forma que a crise atual do capitalismo se encontra em um momento de incerteza, retratada inclusive pelo próprio Harvey, que se refere ao futuro com possibilidades, como possíveis acontecimentos, aperitivos do que está por vir. Também é trabalhada a questão dos países emergentes, mostrando que são peças importantes, no cenário, uma vez que passaram a uma posição de produtores, causa do maior desequilíbrio econômico, de modo que, anteriormente, o mercado que investia em produção, inovou, e se concentra no atual momento, em ativos, aluguel, investimentos, praticamente, jogos econômicos, expressão utilizada por Harvey, o que nos fixa em uma posição que permite a ocorrência de crises sem proporções, ressalvando que, as maiores crises atualmente foram urbanas por hipotecas e habilitações, e investimentos urbanos e especulativos.

  9. É quase automático pensar a concepção de Havey sob o viés das comparações que faz sobre as posturas tomadas diante da crise por EUA e China, o que significa por em questão as diferentes estruturas políticas de cada país. No que se refere a sua concepção ideal expressa por ele no sentido de que a política seja determinante da economia, nos quais os interesses públicos são determinantes dos interesses privados, ou seja, a coletividade determina e regulamenta as relações econômicas de interesses, está mais efeitivamente posta em prática de maneira relativa no sistema político Chines, dado a sua condição centralizadora e regulamentadora das aspirações financeira. Por sua vez, os EUA dado a coptação e assédio constante das grande corporações, que mantém o congresso americano em suas mãos, deixa impotente o poder central instituído para impor regulamentações aos projetos privados de tais corporações, o que explica a ineficiência das medidas tomadas para que o país ressurja das cinzas. Portanto, se concluí que a democracia enquanto regime político que permite as incursões,a manipulação dos interesses privados sobre os interesses públicos, em tempo de crise é mais ineficiente que um poder ditatorial central, o que a história nos dá exemplo, sobretudo no berço da democracia. A democracia Ateniense na Guerra do Peloponeso desatada em 470 a.C, a qual se travou contra a oligarquia De Esparta fim de impor-se como potencia hegemônica, entra em derrocada por ser incapaz de consiliar os interesses internos em jogo. Enfim, em tempos de crise, será preferível uma ditadura a uma democracia ? Será que só um governo forte pode conter este caos?

  10. No que se relaciona a crise instaurada no mundo,um grande pensador marxista denominado David Harvey, faz analogias à economia de produção, totalmente concreta e sensivelmente palpável, que se difere da atual crise, quese mostra especulativa e abstrata, fixada em investimentos urbanos, hipotecas e habilitações. Torna-se relevante a forma como Harvey explica a crise, não de forma isolada, encontrando um motivo, uma origem, uma explicação. O autor retrata a crise como um processo complexo e multifacetado, não apresentando um momento, uma causa, um contexto, um fato, mas sim, entendendo a crise como uma totalidade histórica, de forma que a crise atual do capitalismo se encontra em um momento de incerteza, retratada inclusive pelo próprio Harvey, que se refere ao futuro com possibilidades, como possíveis acontecimentos, aperitivos do que está por vir. Também é trabalhada a questão dos países emergentes, mostrando que são peças importantes, no cenário, uma vez que passaram a uma posição de produtores, causa do maior desequilíbrio econômico, de modo que, anteriormente, o mercado que investia em produção, inovou, e se concentra no atual momento, em ativos, aluguel, investimentos, praticamente, jogos econômicos, expressão utilizada por Harvey, o que nos fixa em uma posição que permite a ocorrência de crises sem proporções, ressalvando que, as maiores crises atualmente foram urbanas por hipotecas e habilitações, e investimentos urbanos e especulativos.

  11. No vídeo acima David Harvey faz uma análise objetiva dos inúmeros fatores que levaram à maior crise econômica em escala global registrada desde a Crise de 1930. Fatores como especulação, excesso de capital e mercados obsoletos são apontados como catalisadores da crise. Uma crise que inicialmente parecia estar restrita ao mercado imobiliário norte americano, mostrou todo seu potencial ao afetar de forma gradativa outros setores e países. O cenário econômico mundial não se apresentava mais como favorável nem as grandes economias nem as emergentes. Grandes potencias europeias, além da China e EUA foram fortemente abalados causando diminuição do crescimento. Houve um desgaste econômico e político enfrentado por esses países que gozavam de certa estabilidade (tanto no âmbito interno quanto no externo) pois a crise de certa forma revelou que a forma como a situação está sendo conduzida não permitirá que esse modelo econômico capitalista se sustente sem que culmine em crises cíclicas .

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