“Nunca antes na história da humanidade …” Petrobrás faz maior capitalização do capitalismo (R$ 120 bi) e transforma BOVESPA na 2ª maior do mundo


“No fechamento do pregão de ontem, a BM&F Bovespa se tornou a segunda maior do mundo em valor de mercado. Éramos até a abertura a terceira maior.Como empresa o valor chegou R$ 30,4 bi. Isso é 25% maior que a soma das três bolsas consideradas as catedrais do capitalismo. O valor certamente esta ligado ao potencial do crescimento do país. O que vemos hoje é a comprovação do seu compromisso com a estabilidade econômica que deu e continuará dando frutos.”

Num cenário montado em pleno pregão a BM&F/Bovespa — um dos maiores centros do capitalismo mundial — o presidente Lula destacou a importância do processo de capitalização da Petrobras que permitirá aos cofres da companhia arrecadar US$ 69,97 bilhões (R$ 120,36 bilhões). Os recursos servirão para a empresa fazer frente aos compromissos como investimentos na exploração do petróleo e gás na camada do pré-sal e manter o plano de investimento 2010-2014. Segundo o presidente Lula, tal fato representou “a decisão soberana de uma sociedade de capitalizar o seu futuro”.

A maior oferta de ações já registrada na história econômica mundial acontece nesta bolsa verde-amarela, com uma empresa em cujo nome reluz o interesse nacional: Petrobras.”

O presidente Lula destacou que “ao contrário do passado, não estamos aqui para debilitar o Estado ou alienar o patrimônio público. Um Estado fraco nunca foi sinônimo de iniciativa privada forte. Segundo o presidente, “o que se materializa aqui é a decisão soberana de uma sociedade de capitalizar o seu futuro, o futuro do seu sistema produtivo, em benefício das gerações do presente e das que virão depois de nós.”

“No próximo 3 de outubro, a festa democrática das urnas coincidirá com a festa histórica dos 57 anos de existência da Petrobrás. É preciso lembrar que em nenhuma crise internacional nossa economia ficou sem petróleo. A consciência política de sucessivas gerações criou esse patrimônio público estratégico; soube defendê-lo quando esteve ameaçado; e consolida hoje um novo marco histórico com essa capitalização. O empenho extraordinário que nos levou à auto-suficiência pavimentou a descoberta dos campos do pré-sal. E comprovou, mais uma vez, a competência brasileira para explorar essa riqueza com tecnologia de ponta, sem equivalência no mercado internacional. A maior descoberta de petróleo dos últimos 30 anos permite-nos agora ampliar o canteiro de obras do presente e fortalecer os alicerces do futuro.”

” Nunca antes na história da Humanidade, nunca antes na história do capitalismo aconteceu o que vai acontecer amanhã na Bolsa de Valores de São Paulo. Nós vamos capitalizar a Petrobras por conta do pré-sal, e vai ser a maior capitalização já feita na história da Humanidade. A maior até agora foi feita na China e valeu US$ 27 bilhões. A nossa não será menos do que US$ 70 bilhões, e isso vai acontecer amanhã, e aí, quem sabe, a Petrobras possa até ajudar a patrocinar mais a Seleção de vôlei.”

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=9Hd-2oZpSQg&feature=player_embedded#!

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Luiz Albuquerque

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Sobre Luiz Albuquerque

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7 respostas em ““Nunca antes na história da humanidade …” Petrobrás faz maior capitalização do capitalismo (R$ 120 bi) e transforma BOVESPA na 2ª maior do mundo

  1. Importante processo econômico foi iniciado no Brasil com a descoberta das bacias de petróleo localizadas na camada pré-sal, dentro do mar territorial e da zona de expoloração econômica exclusiva do Brasil. Hoje, tal processo consolida o plano hercúleo da economia brasileira em projetar-se no cenário econômico mundial como o país do futuro, que há quarenta anos atrás se planejou com a inauguração de Brasília.

    A capitalização megalomaníaca da Empresa criada para explorar aquelas reservas de petróleo, que sabe-se, são imensas, já não escondem os anseios do Governo Brasileiro em despontar no seio da economia e política globais como um país de valores, cultura e economia fortes. Muito mais do que atrair empresas, o Brasil almeja o poder global que advém da solidez econômica e política.

    Fruto desse “trabalho”, são as recentes investidas do Brasil a uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, através de disponibilização de contingente militar e ajuda humanitária ao devastado Haiti. Há pouco, inclusive, viu-se o esforço inglório e por vezes criticato do Governo Brasileiro em pacificar a violenta onda nacionalista que cuminou com diversos incidentes diplomáticos entre seus vizinhos sulamericanos.

    O Presidente teve muitos méritos nesse engenhoso plano que alia a dependência global à economia e ao apoio político brasileiro. Inclusive o atual Presidente americano, Governante Democrata da maior economia mundial, referiu-se ao presidente como o maior Chanceler da atualidade.

    Não há dúvidas de que as ambições brasileiras trarão à economia brasileira, nos próximos anos, elevadas benécies. O que se espera é que a extrema determinação com que o Brasil almeja os louros do poder político da sociedade global, traduzam-se na erradicação da pobreza, da corrupção, em comunhão com a pacificação social.

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  2. Não há que se questionar os enormes benefícios que a descoberta do pré-sal trarão – e começam a trazer – para a economia brasileira. Os altos investimentos destinados a explorar as reservas recém descobertas tem o condão de estimular a inovação tecnológica, em busca de métodos mais eficazes de produção, intensificar a participação brasileira no mercado internacional e, principalmente, gerar empregos e fomentar o desenvolvimento técnico do cidadão brasileiro.
    Entretanto, especialmente em se tratando de ano eleitoral, cumpre distinguir a informação manipulada, com fins meramente políticos, da informação em seu estado puro, condizente com os fatos efetivamente verificados. Nesse sentido, muito se disse acerca da tão sonhada auto-suficiência brasileira com relação ao petróleo, uma vez que o Brasil, historicamente, sempre precisou importar tal insumo para a produção de combustível, com destaque para o óleo diesel. A auto-suficiência conquistada pela nação refere-se tão somente a sua capacidade de produção excedente de petróleo “pesado”, para exportação, de forma a balancear as contas da necessária importação do chamado petróleo “leve”. Mérito da Petrobrás, de sua competente diretoria e, principalmente, das reservas naturais brasileiras.

    Ressalta-se ainda o trecho da notícia ora comentada que assim dispõe: “é preciso lembrar que em nenhuma crise internacional nossa economia ficou sem petróleo”. Leiamos com olhar crítico. O Brasil, em 1975, criou o Pró-Álcool, consistente em programa de substituição em larga escala dos combustíveis derivados do petróleo. Tal programa se deu em função da crise do petróleo que assolou a economia mundial em 1973 e, de forma mais gravosa, em 1979. O resultado verificado foi a redução de mais de 10 milhões de veículos movidos a gasolina em circulação. Ou seja, evidentemente que não ficamos sem petróleo, o que seria um contra-senso dada a estrutura da Petrobrás, bem como a evidente manutenção das importações, mesmo em situação de crise. Ocorre que a frase em questão, para os olhos mais leigos, passa um sentimento ufanista, de exacerbada valorização nacional, quando, em verdade, sofremos tanto com as crises do petróleo quanto outras nações em mesmas condições que a nossa.
    Comemoremos os novos tempos, com a chegada dos investimentos bilionários. Resta-nos trabalhar e, de certa forma, torcer para que a riqueza seja bem distribuída, que os investimentos sejam duradouros e que o maior beneficiado seja o povo brasileiro, sem detrimento da exploração sustentável do meio-ambiente. O que não se pode admitir é a utilização mal intencionada de fatos com fins meramente políticos.

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  3. A descoberta das bacias de petróleo localizadas na camada pré-sal, dentro do mar territorial e da zona de expoloração econômica exclusiva do Brasil, foi um marco importante para a economia nacional. Afinal, os altos investimentos destinados a explorar essas reservas irão estimular a inovação tecnológica, em busca de métodos mais eficazes de produção, intensificar a participação brasileira no mercado internacional e, principalmente, gerar empregos e fomentar o desenvolvimento técnico do cidadão brasileiro.
    Todo esse investimento internacional é possível dada a grande solidez economica que o país se encontra. Caba a política aproveitar esse momento de enormes invenstimentos internacionaris e mostrar melhor eficiência nos investimentos nacionais e a tão marcada corrupção.

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  4. Observa-se na macro e micro economia mudial uma expectativa de propoção avassaladora no tocante à anunciada, recentemente, capitalização da Petrobrás. A capitalização em tela está sendo considerada a maior oferta de ações já registrada na história econômica mundial que ja aconteceu na bolsa brasileira, com uma empresa em cujo nome reluz o interesse nacional: Petrobras.
    Entende-se que a aludida empresa passa por uma fase de instabilidade na bolsa devido às recentes incertezas quanto à fixação do preço do barril do pré-sal pelos governantes, que por sua vez, no curso de um ano eleitoral, estão tendo a maior cautela possível para a divulgação desta informação. Não há nenhuma possibilidade do pré-sal ser negativo ao Estado Brasileiro sob o ponto de vista de abastecimento e comércio de petróleo e seus derivados, no entanto, salienta-se que o governo federal não deve conduzir a situação como quando da descoberta do pré-sal, sendo este anunciado pelo Presidente República em manobra publicitária ao invés de ser apresentada à população pelos diretores da empresa mundialmente conceituada. Há que se definir até onde vai o dedo do Estado ou a força política na gestão desta que pode ser a maior expansão do século da empresa em tela.

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  5. Indubitavelmente a Petrobrás irá crescer muito nesses próximos anos por causa da exploração da reserva de petróleo do Pré-Sal. A capitalização da Petrobrás gerou a maior ofertas de ações no mundo capitalista, isso irá possibilitar à empresa uma aquisição de enormes divisas para investir na exploração do petróleo e gás na camada do pré-sal.
    De fato, esse investimento todo que será realizado para investir na exploração do pré-sal contribuirá muito com o país em vários aspectos. Primeiro, esse investimento gerará no Brasil: mais empregos; independência energética com relação ao petróleo e ao gás; desenvolvimento de tecnologias; e por fim, crescimento econômico.

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  6. O artigo publicado no ano passado a respeito da captação de capital efetuado pela Petrobrás, com efeito, extensão estatal atuante no mercado econômico petrolífero nacional e internacional. Representa a dicotomia atual referente à “fuga para o direito privado” efetuada pelos Estados, no caso em tela o Brasil, no intuito de aumentar a porcentagem de participação no mercado internacional de empresas, não subsidiadas, mais, controladas faticamente pelo Estado.
    Diferentemente do entendido e pregado pelo FMI, e pelos países desenvolvidos de dogmática liberal, tal sucesso de marketing ( pois os poços do pré-sal, ainda não se encontram ungidos de exploratividade), e de valor adquirido junto ao público nacional e internacional, configuram o sucesso de uma empresa, que a menos de 25 anos foi considerada um “paquiderme”. Glorifica ainda a idéia de que ” Com o sucesso da Petrobrás, o Brasil mostra ao mundo a força de sua economia; e mostra que o Estado tem – sim – papel fundamental no desenvolvimento, sobretudo em economias que tentam sair da periferia para entrar no centro do jogo econômico mundial.” conforme alude Rodrigo Viana em seu site.
    A presente afirmativa, sustentando-se no sucesso de captação da Petrobrás, processo de sucesso, em grande parte, também devido à oferta ativa efetuada por outra Sociedade de economia mista brasileira, o Banco do Brasil, corrobora, ao lado da recuperação da crise de 2010, a importância do Estado, conforme aludiu Keynes, na condução da economia.
    O mais importante é que esta interação entre Estado e mercado deve encontrar limites, para que os privilégios legais instituídos por um governo para determinado setro mercadológico não vire a regra, o que internacionalmente acarretaria em desigualdades concorrenciais determinadas pelo maior ou menor interferência estatal em áreas , discutivelmente, determinadas pela administração pública como de interesse nacional, más que em regra encontram-se no cenário mundial, atribuídas à iniciativa privada.
    “Gerônimo Gustavo Gonçalves”

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  7. Hoje podem ser vistos os reflexos dos desmazelos da administração da Petrobras, sob a égide do famigerado Partido dos Trabalhadores. De um suposto ápice até o fracasso, baseando-se numa retórica vazia e no populismo o ‘Partido’ se apresenta como paladino da justiça e defensor da sociedade e está levando ao colapso não só a Petrobras como também a economia brasileira. O aparente sucesso da administração Lula conseguiu encaminhar e eleição da até então desconhecida Dilma Rousseff, esperava-se dela uma tecnocrata competente, uma gerente eficaz, o que levamos no entanto foi uma administradora desastrada, incapaz de lidar com os anseios da população e do mercado interno bem como do internacional. Se vendia a ideia do sucesso da Petrobras atrelado ao sucesso do país e de sua administração nos últimos anos. Infelizmente, ou felizmente, a verdade veio a tona. A corrupção endêmica foi exposta, envolvendo até as entranhas membros do partido e comprometendo a governabilidade do recém eleito governo. E os desmazelos na economia também terminaram por ser expostos. Nem isso é suficiente para trazer a presidente de volta para a realidade, continua-se apegada a fantasia de que a economia vai bem e o modelo é um sucesso, tudo é culpa de uma suposta crise internacional, esta sim a “grande culpada” pelo nosso descalabro econômico.

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