Pepe Escobar: O Brasil interpõe-se entre Israel e Irã


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18/3/2010, Pepe Escobar, Asia Times Online

Por falar em Via Dolorosa, Luiz Inacio Lula da Silva foi o primeiro presidente do Brasil a visitar oficialmente Israel. Louvado por seu carisma, habilidade e formidáveis capacidades de negociador – Obama, dos EUA, refere-se a ele como “O cara” –, mal sabia o presidente Lula que, para conseguir conversar seu anfitrião, essa semana, teria de passar a perna no próprio profeta Abraão em pessoa, nada mais, nada menos.

Ao fim e ao cabo, Lula não se deixou enrolar. Não fez concessões. E, diferente do vice-presidente dos EUA Joseph Biden, semana passada, conseguiu não ser humilhado publicamente pelos donos da casa.

Lula é homem habituado a enfrentar interlocutores duros. Avigdor Lieberman, ministro de Negócios Internacionais de Israel, boicotou seu discurso no Parlamento e o encontro com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O motivo: Lula não visitou o túmulo do fundador do sionismo Theodor Herzl. Ora essa! Nem Nicolas Sarkozy da França, nem Silvio Berlusconi da Itália visitaram o tal túmulo, quando visitaram Israel.

Brasília – como Paris e Roma – sabe muito bem que visitar túmulos não é obrigatório em viagens presidenciais. Ainda assim, um coro dos colonos judeus sionistas fanáticos do partido Likud em Israel não mediu palavras para ‘diagnosticar’ que a não-visita feriria de morte a competência do governo do Brasil para atuar com o mediador no conflito Israel-Palestina.

Lula ovacionado

No Parlamento, Lula enfrentou tentativa de linchamento, inclusive por Netanyahu, por sua política de não-confrontação e de diálogo com o Irã. O presidente do Brasil nem piscou. Condenou, com igual peso, tanto o holocausto quanto o terrorismo; lembrou os donos da casa que o Brasil e a América Latina têm posição assumida contra as armas nucleares; insistiu nas vias do “diálogo” e da “compaixão” para superar o conflito no Oriente Médio; defendeu uma solução viável de dois Estados para Israel e Palestina. Nem por isso deixou de criticar as construções de casas exclusivas para judeus em Jerusalém Leste. Foi ovacionado. Segundo depoimento de deputados israelenses, “foi muito mais aplaudido que George W. Bush”.

O profeta tropical

Nem que encarnasse o Abraão dos Abraões, Lula conseguiria convencer os sionistas fanáticos e seus lugares-tenentes. Mas, sim, Lula disse ao jornal israelense Ha’aretz o que os atores mais sérios no Oriente Médio já sabem mas não dizem; o “processo de paz” está sem rumo; não há outra alternativa além de incluir novos mediadores na mesa de negociação – parceiros novos, como o Brasil.

O mesmo se aplica à discussão do dossiê iraniano: “Os líderes mundiais com os quais conversei creem que temos de agir rapidamente, ou Israel atacará o Irã.” Lula está convencido de que novas sanções contra o programa nuclear iraniano serão contraproducentes. E suas palavras ecoaram pelo planeta: “Não podemos permitir que aconteça no Irã o que aconteceu no Iraque. Antes de novas sanções, temos de tentar, por todos os meios possíveis, construir a paz no Oriente Médio”.

A visão oficial do governo do Brasil – que ecoa e é ouvida em praticamente toda a comunidade internacional (vale dizer, não só no clube exclusivo de Washington e entre os suspeitos europeus de sempre) – é que nada, até agora, foi satisfatoriamente discutido com o Irã, sobre seu dossiê nuclear. Lula foi muito firme e claro: o Irã tem, sim, direito de desenvolver um programa nuclear para fins pacíficos nos termos admitidos pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear do qual o país é signatário.

O Brasil ocupa hoje um dos assentos do Conselho de Segurança da ONU. Como a China, o país também não aprova e não apoiará novas sanções que os EUA querem impor ao Irã – e diga o que disser o secretário de Estado Robert Gates, que anda espalhando boatos de que os EUA já teriam os votos necessários para aprovar uma quarta rodada de sanções, porque a Arábia Saudita teria afinal convencido a China. A China jamais votará contra seus próprios interesses de segurança nacional – e o Irã é, sim, assunto de segurança nacional para os chineses.

Em maio, Lula estará em Teerã e, outra vez, reunir-se-á com o presidente Mahmud Ahmadinejad. Os sionistas linha-dura estão – como é rotina – fumegando.

Lula sabe muito bem que as chamadas “sanções espertas” [ing. smart sanctions], que visam principalmente o Corpo dos Guardas Revolucionários Islâmicos [ing. Islamic Revolutionary Guards Corps (IRGC)] – que controla o centro do poder econômico e político no Irã – também afetarão milhões de civis conectados às empresas e negócios controladas pelo IRGC, ou seja, imporá novos sofrimentos à população em geral, que já paga o alto preço imposto pelas atuais sanções. O IRGC controla pelo menos 60 portos no Golfo Persa. Impedir que a Ásia negocie c om o Irã implica bloqueio naval. E bloqueio naval é declaração de guerra.

Não pressionar o Irã

Lula chega ao Oriente Médio em conjuntura muito especial: no momento em que o governo de Netanyahu decidiu construir mais casas exclusivas para judeus em Jerusalém Leste e na Cisjordânia, mesmo ao preço de perder o apoio crucial dos EUA no front iraniano.

Ironicamente, o Brasil pode estar começando a seduzir o establishment israelense, mas mais no front econômico, que no front geopolítico.

Israel assinou um acordo de livre-comércio [ing. “free-trade agreement” (FTA)] com o Mercosul – o quinto maior bloco em termos de produto interno bruto. O acordo não agradou aos palestinos, para quem o FTA que foi assinado fortalecerá o complexo industrial-militar de Israel.

E é nesse momento que o Brasil diz bem claramente que defende um Estado palestino viável, nos limites das fronteiras demarcadas em 1967. Esse acordo de livre-comércio implica uma cláusula estratégica: permite transferir tecnologia de armas aos países-membro do Mercosul. As armas que fazem a repressão em Gaza estarão, em pouco tempo, disponíveis na América Latina.

Num front paralelo, ao elogiar o papel do Brasil como mediador, o presidente Shimon Peres sugeriu pessoalmente a Lula que o Brasil fizesse coincidir, em território brasileiro, duas visitas: do presidente da Síria Bashar al-Assad e a de Netanyahu. Assad visitará o Brasil ainda esse ano; e, na semana corrente, Netanyahu também aceitou convite para visitar o Brasil. Uma reunião tropical, informal, entre Síria e Israel, poderia criar a circunstância ideal para começar a quebrar o gelo. Lula e Netanyahu organizaram um sistema bilateral de encontro entre chefes de Estado e principais ministros a cada dois anos.

Mas… e quanto aos EUA, em tudo isso? Há vigente hoje um acordo estratégico entre EUA e Brasil, pelo qual estão previstos dois encontros de nível ministerial (ministérios de Relações Exteriores) por ano, um nos EUA, outro no Brasil.

O ministro brasileiro de Relações Exteriores chanceler Celso Amorim tem excelentes relações com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Em recente visita ao Brasil, Clinton insistiu muito fortemente para que Lula e Amorim apoiassem nova rodada de sanções contra o Irã. Os brasileiros recusaram polidamente e firmemente.

À Clinton restou a alternativa de reclamar, em conferência de imprensa, que o Irã estaria “usando” o Brasil, a Turquia e a China para escapar das sanções. Amorim, por sua vez, sempre lembra o desastre iraquiano: “Eu era embaixador na ONU nos dias críticos das decisões sobre o Iraque. E o que nós vimos lá foi um enorme erro.”

Lula foi meridianamente claro e específico: “Não é inteligente empurrar o Irã contra a parede. Quero para o Irã o que quero para o Brasil: usar a energia nuclear para fins pacíficos. Se o Irã for além disso, então não aceitaremos.” Exatamente a posição dos chineses.

Lula e Obama deram sinais de estar em sincronia sobre o Irã, desde o encontro que tiveram durante uma reunião dos Grupo dos 8+5 em Aquila, Itália, há nove meses. Então, Obama chegou a encorajar o diálogo Brasília-Teerã, desde que o Brasil pressionasse o Irã a aceitar o compromisso de manter seu programa nuclear estritamente para finalidades pacíficas. Foi exatamente o que Lula disse a Ahmadinejad quando se encontraram no Brasil. O que mudou foi a posição do governo de Obama, o qual, depois daqueles dias endureceu muito.

Os diplomatas brasileiros insistem que Ahmadinejad jamais fechou a porta a negociações. Em encontros diplomáticos bilaterais discretos, funcionários dos EUA admitem a diplomatas brasileiros que Ahmadinejad não é, de modo algum, intransigente; como tampouco é intransigente o Líder Supremo Aiatolá Ali Khamenei. Em discurso de 19 de fevereiro no batizado de um destróier iraniano, Khamenei mais uma vez negou que o Irã esteja trabalhando para ter armas atômicas; e destacou que as armas atômicas são ilegais, nos termos da lei islâmica, porque sempre mataram grande número de civis inocentes.

O problema, se não foi inventado, foi, no mínimo, muito aumentado pela mídia dos EUA e Europa. Por causa disso, a própria Clinton, em momento de rara sinceridade, durante viagem à América Latina, teve de admitir que as sanções ainda demorariam “vários meses” para ser implantadas, se o forem.

Mesmo antes da visita de Clinton, o ministro das Relações Exteriores do Irã Manouchehr Mottaki já admitira a jornalistas brasileiros, sem pedir sigilo, que o Brasil poderia ser uma “ponte” entre o Irã e a frente EUA-União Europeia, por causa da “posição realista” do governo e da diplomacia brasileira. Mottaki não vê o Brasil como “mediador”. Prefere falar de “um facilitador de consultas”, uma vez que Teerã entende que nenhum outro país deva falar pelos interesses iranianos.

Brasília tampouco pediu para mediar coisa alguma. Mottaki informou que ele próprio tem “trabalhado substancialmente, fazendo diplomacia telefônica” com o chanceler Amorim. Teerã evidentemente vê os benefícios de estabelecer um canal de diálogo com o ocidente industrializado mediante um país em desenvolvimento.

Os BRICs como a nova superpotência

A estratégia do presidente Lula de tentar posicionar-se como uma “ponte” é especialmente bem-vinda, uma vez que o dossiê iraniano está chegando a fase crucial, na qual as facções mais linha-dura do bloco EUA-UE-Israel estão fazendo de tudo para desmentir e apagar qualquer prova (mesmo dos serviços de inteligência) de que o Irã não está construindo bomba alguma; e já houve tentativas sistemáticas de ‘corrigir’ informes de inteligência para que sirvam como ‘prova’ do oposto do que de fato comprovam (ecos do Iraque?).

A entrada de Lula nesse cenário e arena também implica maior destaque para os BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China), que já atuam como uma nova superpotência – ante uma ‘dominação’ cada vez mais desorientada e sem rumo, dos EUA. Nenhum dos BRICs é favorável ao isolamento do Irã; muito mais contrários são, é claro, a qualquer ataque ao Irã. E assim continuará, enquanto acreditarem que o Irã realmente não está próximo de construir sua bomba atômica, como o comprovam montanhas de evidências; nesse caso, um ataque ao Irã terá o efeito altamente indesejável de acelerar a proliferação nuclear no Golfo Persa.

Os BRICs também sabem que EUA e Irã podem, sim, se entender bem e bem rapidamente, mesmo nas questões mais espinhosas. Por exemplo, sobre o Afeganistão.

Só resta, pois, sobre a mesa, a estratégia do elefante na loja de porcelanas, de Israel. É hora de os BRICs pagarem para ver o jogo de Israel.

Se o governo de Netanyahu pode humilhar Obama e Biden no que digam sobre expansão de colônias exclusivas para judeus em Jerusalém Leste e na Cisjordânia, é razoável assumir que ignorará todas as súplicas do comandante do Estado-maior do Exército dos EUA Mike Mullen, que já disse repetidas vezes que qualquer ataque contra o Irã criará “problemas grandes, grandes, muito grandes, para todos nós”.

Israel (e também Washington) pode estar querendo apenas uma mudança de regime no Irã – que, sim, pode ser bem útil e necessária. Para isso, pode usar armas atômicas táticas e destruir as instalações nucleares do Irã. É possível que Israel esteja pronta para declarar outra guerra preventiva (conceito e ideia desenvolvidos em Israel e completamente encampados pelo governo de George W Bush). Claro que os israelenses contam com apoio logístico e político dos EUA.

Lula não avançou até tão longe. Mas o posicionamento do governo Lula do Brasil contêm embriões de todas essas espinhosas questões com as quais os BRICs devem fazer frente a Israel. Então, sim, quando isso acontecer, todo o planeta saberá que rabo, afinal, está mesmo sacudindo o cachorro.

Pepe Escobar[1] é autor de Globalistan: How the Globalized World is Dissolving into Liquid War [O Globalistão: Como o mundo globalizado está se dissolvendo em guerra líquida] (Nimble Books, 2007) e Red Zone Blues: a snapshot of Baghdad during the surge [O blues da Zona Vermelha: instantâneos de Bagdá sob ataque]. Acaba de lançar Obama does Globalistan [Obama cria globalistões] (Nimble Books, 2009).

Recebe e-mails em pepeasia@yahoo.com

Tradução e comentários de Caia Fittipaldi

Vejam outras matérias com Pepe Escobar

Fonte: http://www.viomundo.com.br/diversos/pepe-escobar-o-brasil-interpoe-se-entre-israel-e-ira.html   ( conheçam o site do Viomundo do Azenha)

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Luiz Albuquerque

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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto , sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

15 respostas em “Pepe Escobar: O Brasil interpõe-se entre Israel e Irã

  1. O Brasil tem, principalmente a partir do Governo Lula, conquistado uma posição de destaque no cenário internacional. Além do crescimento econômico do país na última década, o que invariavelmente traz melhores relações ao país, bem como faz com que tenha mais voz, a postura do Presidente Lula e do corpo diplomático brasileiro como um todo é louvável. Sendo um país sem um histórico de guerras e conflitos externos, com formação extremamente plural, e, mais recentemente, tendo crescido economicamente, o país serve aos interesses de dois lados: países desenvolvidos de um lado e do outro países em desenvolvimento ou ainda não desenvolvidos. Além disso, a figura do Lula cativa os demais chefes de governo de outros países, o que, em se tratando de diplomacia, já é “meio caminho andado”. Se continuarmos nessa esteira, não tenho dúvida que em um futuro próximo o Brasil será um líder dos novos países desenvolvidos, representando-os frente à Europa e EUA. A dúvida é, o próximo Presidente terá as características que Lula tem que o fez ser “o cara” ou estamos vivendo somente um momento de 15 minutos de fama?

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  2. O oriente médio, bem como grande parte da Ásia continua sendo para países do ocidente uma grande incógnita.
    Me parece bastante interessante o Brasil, pais que ate então não tem quase nenhuma experiência internacional diplomática, interpor-se em uma questão bastante delicada. Irã e Israel têm sido ao longo da última década inimigos mortais.
    De um lado Israel, e do outro Irã. O primeiro insiste em construir novos assentamentos em território palestino, aumentando a instabilidade política e social da região, e de outro, Iranianos que desmentem o holocausto e pregam o fim do Estado de Israel. Ao observarmos o histórico diplomático da região pode-se concluir, após curta analise, que ate o presente momento nenhum pais ocidental ou oriental consegui resultados confiantes e concretos.
    A participação do governo brasileiro mostra-se como uma luz no fim do túnel. Lula, presidente reeleito do Brasil, querendo destacar-se, mais uma vez, no cenário político mundial, apresenta-se com um novo interlocutor, que bem quisto pelos países de todo o mundo pode aproximar o ocidente do oriente, afastado-se da política global norte americana. O Brasil de Lula apresenta-se com um novo mediador ocidental.
    Israel, quando através de seu ministro de Negócios Internacionais, Avigdor Lieberman, boicotou o discurso do presidente brasileiro no Parlamento e o encontro com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, escusando sua gafe devido a falta grave cometido pelo presidente brasileiro ao deixar de visitar o tumulo do criador do sionismo, deixa um recado claro para o presidente do Brasil e para os demais países. Israel não tolera negociações com o Irã, e mais, a amizade do governo brasileiro com o Irã não é bem vista pelo governo israelense. O que a este último apetece é a mudança de regime no pais vizinho.
    O governo Lula apresenta-se como um novo mediador em um território tão hostil a todas as interferências externas e internas. O posicionamento do governo brasileiro a frente dos BRIC’s é uma via de acesso para Brasil tomar decisões internacionais mais importantes na ONU. (Conselho permanente!?!?).

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  3. As relações internacionais se formam com o objetivo principal de permitir a convivência pacifica e amigável entre as nações.Por isso não deve ser criticada a postura do governo brasileiro em optar pelo diálogo com o Irã ao invés da imposição de barreiras comerciais.
    A visita do presidente Lula a Israel, por sinal o primeiro presidente brasileiro a fazê-la oficialmente, demonstra que a via do diálogo é sempre a mais sensata a ser tomada para solucionar os conflitos e divergências entre os estados.
    É no mínimo irônico que países de “mentalidade aberta ocidental” critiquem a postura brasileira de negociar com o Irã, enquanto os países de “mentalidade fechada oriental”, em especial os do oriente médio, não se opunham à intervenção de um país ocidental democrático, o Brasil na negociação de desamamento e manutenção da paz.

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  4. É relevante destacar a importância da viagem do Presidente Lula a Israel, vez que, não obstante ser a primeira visita de um presidente brasileiro ao referido local, em termos práticos, a pretensão brasileira de tentar a busca da paz defrontou-se com uma realidade muito mais complexa. Embora tenha sido uma visita muito criticada por muitos estudiosos, convém destacar que o Brasil vem conquistando um papel peculiar no cenário internacional e aspira a uma vaga permanente no Conselho se Segurança da ONU, onde esta agora temporariamente.

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  5. Porquê um ser humano se diz ter o direito de entrar no País do outro e submetê-lo a “guerras preventivas”? O domínio é a questão principal.

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  6. Obama é realmente um presidente diferenciado. Chamar o presidente Lula de “o cara” só tem a contribuir com sua imagem de presidente diplomático e carismático.
    Verdade seja dita não a como negar as realizações do governo Lula, conseguindo equilibrar a economia do país e diminuindo as diferenças sociais com certeza têm seu mérito, entretanto, com mesmo destaque de suas realizações positivas não há como esquecer de todas as polemicas que envolviam seu nome durante seu governo. Talvez seja justamente essa dicotomia que faz com que Lula seja Ocara.

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  7. Com o “processo de paz” sem rumo no Oriente Médio e a histórica posição brasileira de neutralidade e de não confrontação com outros países, o Brasil aparece no cenário internacional como um potencial mediador de conflitos. E é esse um dos objetivos do presidente Lula que já deixou claro no jornal israelense “a necessidade de novos mediadores na mesa de negociação- parceiros novos como o Brasil.”
    Entende-se como mediação o modo diplomático de resolução de conflitos, sendo o mediador aquele interlocutor privilegiado escolhido pelas partes que se encontra em litígio para que apresente uma proposta que dê fim ao conflito. Por não ter caráter jurisdicional, a mediação tem a vantagem de gerar, no máximo, um ônus político para as partes que não acatarem a proposta. Nota-se, porém, que o fato do Brasil passar a ser um mediador em conflitos seculares como é o caso, por exemplo, entre Israel-Palestina, dará ao país uma grande credibilidade internacional, pois é sinal de que Estados litigantes confiam nele para a resolução de suas controvérsias. Nota-se assim que o presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, ao ser identificado no cenário internacional pelo seu “carisma, habilidade e formidável capacidade de negociador” ao ponto do presidente norte-americano referir-se a ele como “o cara” nada mais faz do que refletir a política externa do Brasil de ‘amigabilidade’ e de diálogo, o que favorece a posição do Brasil de mediador nos conflitos internacionais.

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  8. A situação de conflitos históricos no Oriente Médio vem dando ao Brasil uma posição de destaque no âmbito internacional. Na visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Israel, ficou clara a posição neutra do Brasil. O presidente destacou, ainda, a importância da mediação como forma de negociação e solução de conflitos. O mediador deve ser visto como uma figura neutra, confiável, com autoridade moral e habilidade diplomática; e é essa a imagem que Lula parece ter conquistado, principalmente sob o ponto de vista de Obama, que se refere a ele como “o cara”. A mediação visa propor uma base de um acordo, uma fórmula de entendimento, e é exatamente isso que Lula propõe ao destacar a necessidade do “diálogo” e da “compaixão” para superar o conflito, sugerindo uma solução de dois Estados para Israel e Palestina. Além disso, Lula se ofereceu para prestar os bons ofícios, promovendo a visita simultânea do presidente da Síria Bashar al-Assad e a de Netanyahu ao Brasil. Assim, ele ofereceu um campo neutro e um canal de comunicação para incentivar as partes ao diálogo e ao entendimento. Esses são pontos positivos na atuação internacional do Presidente Lula, que tem conseguido colocar o Brasil numa posição de fomentador da paz mundial.

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  9. É interessante observar que apesar, das criticas que tem sido feitas ao governo do nosso presidente, sua política de mediação e a importância dada as relações internacionais, estão nos gerando um ônus de grande valia.
    Demonstrando que não é necessário possuir um vasto arsenal nuclear, para que um país seja respeitado pelos outros, inclusive pelas potências mundiais, mas que através da solução pacifica de controvérsias, também é possível chegar-se a um acordo.
    Além da mediação, solução de grande valia tem sido também a prestação de bons ofícios, que consiste em propiciar um local onde não haja enfrentamento entre países, propiciando um campo neutro para que as partes resolvam seus conflitos. Este modo de solução é observado através dos encontros que Lula pretende realizar entre as nações conflitantes do Oriente Médio.
    Contudo, é importante destacar que mesmo visando ser um país neutro , o Brasil não tem deixado de se manifestar a respeito de seus pensamentos e ideias a respeito de controvérsias internacionais.
    Acredita-se que com essa nova política do Brasil , mesmo demonstrando seus ideais, conseguiremos a cada dia tomar uma posição melhor no âmbito internacional, conquistando, eventualmente, a posição de país conciliador mundial.

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  10. O presidente Lula tem se mostrado um ótimo mediador de conflitos, porém a sua habilidade não foi suficiente para promover a paz no Oriente Médio, Israel mostra- se irredutível com relação a Palestina, porém penso que não só os membros do Conselho de Segurança da ONU, como também todos os países devem se juntar para tentar um acordo entre esses dois Estados,uma vez que, Israel possui armas nucleares e se essas forem usadas todo o mundo será afetado, além do fato de esse conflito ter liquidado inúmeras vidas, sendo as vítimas muita das vezes pessoas que nada tem a ver com a história.Por isso não podemos desistir de estabelecer a paz entre Israel e Palestina, já foi-se o tempo desse conflito acabar.

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  11. O presidente Lula, nas suas diversas investidas à frente das relações internacionais brasileiras, vem conquistando pouco a pouco, posição de destaque de âmbito internacional. Aproveitando do excelente momento econômico que vivencia o país, o presidente, bem como todo o seu corpo diplomático, investe na tentativa de colocar o Brasil na mesa de negociação com diversos países de todos os continentes. Com a notória postura de bom articulador e bom negociador, corroborado pelo bom momento por que passa o Brasil, Lula esteve à mesa de negociação interpondo-se a Israel e Irã na tentativa de se chegar a um acordo entre estas duas nações quanto a não proliferação de armamento nuclear. É importante que o presidente sinta-se motivado e capaz de participar em mesas de negociações entre países, servindo como mediador de interesses comuns entre eles, indiferentemente de terem crenças e convicções divergentes, o que de certa forma consolida não só o seu carisma de grande mediador como a posição brasileira no cenário internacional. Porém, os povos do oriente possuem um vasto histórico de guerra ligado a própria cultura do povo, dificilmente diálogo poderá ser a “arma” para pacificar conflito. É necessário que o Brasil, olhe primeiramente os seus conflitos internos, muito bem representados na educação, saúde e na segurança. Vale lembrar que essa manifestação do Lula, passa por cima dos interesses dos EUA, que recebe desse povo grande parte das suas riquezas, não acredito que esse seria o caminho certo para uma boa política. Mas penso também que, por trás desse interesse negociação, Lula está visando um interesse pessoal, pensando lá na frente na vaga de Secretário-Geral da ONU, ou seja, pura politicagem. Não duvido na capacidade do Brasil de se destacar na política internacional, mas acho que antes de tudo, o presidente deve se lembrar que essa guerra não territorial e sim religiosa.

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  12. Entende-se como mediação o modo diplomático de resolução de conflitos, sendo o mediador aquele interlocutor privilegiado escolhido pelas partes que se encontra em litígio para que apresente uma proposta que dê fim ao conflito. Por não ter caráter jurisdicional, a mediação tem a vantagem de gerar, no máximo, um ônus político para as partes que não acatarem a proposta. Nota-se, porém, que o fato do Brasil passar por ume melhor situação economica e não ter aceitado de alguma forma os efeitos da Crise , não pode-se relevar o ônus político em uma proposta como essa….

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  13. Ver o Brasil se “intrometer” nessa, que podemos classificar como a questão mais delicada da atualidade (mundialmente falando) é, ao mesmo tempo, motivo de contentamento e preocupação.
    Partindo do aspecto positivo, temos o fortalecimento do país, através da atuação do nosso atual Presidente, como “lampejo” de sensatez e imparcialidade nas recentes discussões nas quais se interpôs; papel este, que se consolida a medida que nos deparamos com posicionamentos como o que possui o Presidente Francês Nicolas Sarkozy, quando da possível candidatura de Lula ao cargo de Secretário-Geral da ONU, além, daqueles vinculados pelo diário israelense Haaretz, na reportagem (de autoria do jornalista Adar Primor) em que o Presidente é apontado como “Profeta do Diálogo”.
    Passando ao que nos deixa apreensivos, no que tange a este caso, temos o fato de não termos garantias quanto ao sucesso desta “intromissão” brasileira, dadas a própria natureza delicada do “conflito” e a proporção que tomam quaisquer posicionamentos defendidos; posicionamentos que podem, e devem, acabar por influenciar nas relações do Brasil com países que vão muito além daqueles diretamente envolvidos na questão.
    Por fim, o que nos resta é torcer pelo sucesso do país no papel de “ponte” (de diálogo) entre Israel e Irã. Ficando na esperança de que seja alcançada uma paz – que seja duradoura – nesta região tão sagrada, e tão castigada por um conflito que nos dá a impressão, Deus queira que falsa, de ser eterno.

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  14. Penso que nosso ex-presidente Lula fez muito pela política externa brasileira, por meio de visitas a vários países, fazendo acordos, etc. Sem dúvidas, estes atos muito contribuem para melhoras na economia brasileira, dentre outros aspectos, haja vista que vivemos em um mundo globalizado, onde as transformações que determinado país sofre, influenciam no mundo inteiro.
    A entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU é muito positiva. A opinião brasileira no cenário internacional é extremamente importante, pois somos um país em crescimento potencial. Temos muito a contribuir para o desenvolvimento das nações como um todo.

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  15. Penso que nosso ex-presidente Lula fez muito pela política externa brasileira, por meio de visitas a vários países, fazendo acordos, etc. Sem dúvidas, estes atos muito contribuem para melhoras na economia brasileira, dentre outros aspectos, haja vista que vivemos em um mundo globalizado, onde as transformações que determinado país sofre influenciam no mundo inteiro.
    A entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU é muito positiva. A opinião brasileira no cenário internacional é extremamente importante, pois somos um país em crescimento potencial. Temos muito a contribuir para o desenvolvimento das nações como um todo.

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