16/11/2012, M K Bhadrakumar*, Asia Times Online
| Ataques aéreos de Israel sobre Gaza com bombas de fósforo branco, proibidas pela Convenção de Genebra |
| Netanyahu avança sobre Obama |
| Mohamed Mursi |
| Robert Ford |
| Benyamin Netanyahu |
| Hamás |
16/11/2012, M K Bhadrakumar*, Asia Times Online
| Ataques aéreos de Israel sobre Gaza com bombas de fósforo branco, proibidas pela Convenção de Genebra |
| Netanyahu avança sobre Obama |
| Mohamed Mursi |
| Robert Ford |
| Benyamin Netanyahu |
| Hamás |
Fonte: Alex Jones
Obama disse que soldados deixavam um Iraque “estável” e de “cabeça erguida”
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu por acabada nesta quarta-feira a Guerra do Iraque ao recepcionar alguns dos últimos soldados americanos que serviam no país árabe, que será desocupado até o fim deste ano.
Em uma cerimônia na base militar de Fort Bragg, na Carolina do Norte, ele homenageou os soldados que lutaram e os que morreram na guerra. Os últimos militares que ainda permanecem no Iraque retornarão aos EUA nos próximos dias.
A retirada das tropas, uma promessa de campanha de Obama, foi criticada por setores republicanos, preocupados com a instabilidade reinante no Iraque. A volta dos soldados, no entanto, é apoiada pela maioria da população.
No discurso, Obama deu as boas vindas aos militares.
“Como seu comandante em chefe, representando uma grande nação, estou orgulhoso de finalmente dizer essas palavras: bem-vindo ao lar”, disse a milhares de tropas em um hangar da base militar.
Obama anunciou em outubro a retirada de todas as tropas até o fim de 2011, data que já havia sido acertada pelo ex-presidente George W. Bush em 2008.
Ao lado da esposa Michelle, Obama disse que os soldados americanos deixam o Iraque de “cabeça erguida”.
Cerca de 1,5 milhão de soldados americanos lutaram no país. Quase 4.500 morreram e 30 mil sofreram algum tipo de ferimento. Segundo Obama, esses números “não contam toda a história do Iraque”.
“Tudo o que as tropas americanas fizeram no Iraque, toda a luta e toda morte, todo sangue derramado e toda a construção, treinamento e parceria nos conduziram a este momento de sucesso”, disse.
“A Guerra do Iraque logo pertencerá à história e o trabalho de vocês será lembrado por séculos”, disse.
As tropas chegaram a somar 170 mil homens durante o ápice da ocupação. Nesta semana, apenas 5.500 permanecem no país.
Obama lembrou que a retirada foi uma promessa feita na sua campanha em 2008, quando ele se posicionou como um candidato contrário à guerra.
O conflito, iniciado durante o governo George W. Bush, em 2003, tornou-se muito impopular. Na ocasião, Bush acusou o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein de produzir armas de destruição em massa e dar apoio à rede Al Qaeda, o que se mostrou uma mentira depois.
Obama afirmou que a ocupação não foi perfeita, mas disse aos soldados que eles deixavam para trás um país “soberano, estável e autoconfiante, com um governo representativo eleito por seu povo”.
Fonte: BBC Brasil
Material Didático sobre a crise econômica nos EUA
The Herbert Hoover Guide to the Economy, Debts, and Depression: With economist Richard Wolff
Keith Olbermann: The Four Great Hypocrisies of the Debt Deal
Apesar da aprovação do aumento do teto da dívida americana, os mercados de ações do país caíram fortemente nesta terça-feira, em meio a temores relativos ao ritmo de recuperação da economia dos Estados Unidos, a maior do mundo.
Os três principais índices da Bolsa de Nova York apresentaram quedas maiores que 2%, enquanto a divulgação de mais dados econômicos pessimistas fizeram os investidores apostarem no ouro, levando o metal a uma cotação recorde.
Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 2,2%, a 11.867 pontos, enquanto o Nasdaq – índice das empresas de alta tecnologia – caiu 2,8%, a 2.669 pontos. Já o índice Standard & Poor’s 500 fechou em baixa de 2,6%, a 1.254 pontos, a sua pior cotação em 2011.
Dados oficiais divulgados nesta terça-feira indicam que os consumidores americanos cortaram seus gastos em junho, enquanto a renda chegou a seu pior patamar neste ano.
O acordo fechado entre os partidos Democrata e Republicano, e aprovado pelo Senado, para evitar um potencialmente desastroso calote da dívida americana não teve o efeito positivo desejado junto às agências de classificação de risco.
O ouro bateu em US$ 1.640,39 a onça (ou US$ 57,86 o grama), com os investidores buscando no metal um “porto seguro” em meio à crise. Também houve forte demanda por francos suíços.
As ações nos mercados italiano e espanhol também tiveram fortes quedas nesta terça-feira, com a volta dos temores em relação a possíveis calotes da dívida em alguns países da zona do euro.
No Brasil, a Bovespa fechou em baixa de 2,09%, a 57.310 pontos. O dólar comercial subiu 0,45%, sendo negociado a R$ 1,568 na venda.
Possível rebaixamento
A queda nos mercados de ações ocorreu apesar do acordo entre o Congresso e a Casa Branca, há muito aguardado, para aumentar o teto do endividamento do governo americano.
As agências de classificação de risco Moody’s e Standard and Poor’s se mostraram cautelosas. Embora tenha mantido a nota máxima “AAA” do crédito americano, a Moody’s acrescentou uma “perspectiva negativa” à classificação, afirmando que um rebaixamento ainda pode ocorrer caso o crescimento dos EUA se deteriorar significativamente.
Já o diretor-gerente do Standard and Poor’s Moritz Kraemer disse à BBC que “a probabilidade de um rebaixamento não pode ser descartada”. Ele disse que a agência precisa “analisar o acordo em detalhes, em vez de somente ver os números que estão no topo”.
Estagnação
As notícias sobre a aprovação do acordo chegaram no momento em que os investidores já estavam nervosos com os novos sinais da fragilidade econômica americana.
Mais cedo, o Departamento de Comércio americano disse que os gastos com consumo no país caíram 0,2% em junho, a primeira queda para o mês em quase dois anos. Ao mesmo tempo, a renda aumentou 0,1% no mesmo mês, o menor avanço do indicador em nove meses.
Em termos de empregos, junho registrou somente 18 mil novas vagas, o pior aumento em nove meses. Já o desemprego aumentou para 9,2%, o maior patamar do ano.
“Se a recuperação ganhar alguma velocidade, isto terá de vir das famílias decidindo que querem gastar dinheiro novamente”, disse o economista-chefe da consultoria Naroff Economic Advisors, Joel Naroff.
Muitos economistas começaram a rebaixar as suas previsões de crescimento para o terceiro trimestre do ano para os EUA, passando de 3% para 2,5%.
Os números vêm depois que um relatório divulgado na semana passada informou que o PIB (Produto Interno Bruto) americano cresceu apenas 1,3% no segundo trimestre de 2011.
Na segunda-feira, uma pesquisa indicou que a atividade da indústria dos EUA ficou estagnada em julho. O resultado se seguiu a sinais de igual fraqueza econômica vindos da Europa e da Ásia.
Fonte: BBC

A Secretária do Estado dos EUA, Hillary Clinton chega para uma conferência de imprensa após a terceira reunião de contato na Libia, no palácio dos Emirados em Abu Dhabi, 9 de Junho de 2011
A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, está em discussões com a Casa Branca sobre deixar o cargo no próximo ano para ocupar a chefia do Banco Mundial, disseram fontes familiares com as discussões nesta quinta-feira.
A ex-primeira-dama dos Estados Unidos, que já foi rival do presidente Barack Obama nas últimas eleições presidenciais, tornou-se rapidamente um dos integrantes mais influentes no gabinete de Obama após assumir como secretária de Estado no início de 2009.
Hillary tem dito publicamente que não planeja ficar no Departamento de Estado por mais de quatro anos. Colegas de Hillary dizem que ela tem expressado interesse em chefiar o Banco Mundial após o final do mandato de Robert Zoellick, previsto para a metade de 2012.
“Hillary Clinton quer o cargo”, disse uma fonte que conhece a secretária muito bem, confirmando a fala de outra fonte.
Uma terceira fonte afirmou que Obama já expressou apoio para a mudança. Não está claro se o presidente formalmente concordou em nomeá-la para o posto, o que exigiria a aprovação dos 187 países-membros que integram o Banco Mundial.
A Casa Branca não quis fazer comentários.
Um porta-voz de Hillary, Philippe Reines, negou que ela queira o cargo ou que tenha conversado com a Casa Branca sobre o assunto.
Fonte: Reuters