As aporias do sistema geopolítico mundial na era nuclear

Desde os tratados de Westfália no século XVII que o sistema internacional esteve governado segundo uma peculiar aporia: primeiro, em tese, nada se sobrepõe à soberania dos Estados na relação com os outros Estados; segundo, na prática do direito internacional, a soberania de um Estado está sujeita à violação pela força superior de seus eventuais oponentes na promoção do que definem como seus interesses soberanos. Esse segundo princípio foi formalizado por Clausewitz (“Da Guerra”) pelo enunciado de que a guerra é um instrumento racional dos Estados para a promoção de seus interesses.

O sistema vigorou por 300 anos até a Segunda Guerra Mundial quando, ao fim dela, um novo sistema internacional começou a ser configurado pela explosão da bomba atômica pelos Estados Unidos e, quatro anos depois, pela União Soviética. Já a Guerra Fria indicava que a guerra “quente” não podia ser considerada um instrumento “racional” para uma solução de força dos conflitos de interesse entre potências nucleares. O fim da Guerra Fria, não tendo sido o fim da era nuclear, mas sua dispersão, apenas acentuou esse pressuposto.

O mundo tem hoje cinco potências nucleares plenas e declaradas (com capacidade de lançar mísseis intercontinentais e por submarinos), duas potências nucleares de segunda ordem (Índia e Paquistão), uma potência nuclear encoberta (Israel) e dois candidatos a potência nuclear (Irã e Coreia do Norte). Os demais países não nuclearizados aparentemente se conformam com essa situação, quando menos por temor explícito ou implícito de retaliações econômicas por parte do clube nuclear no âmbito do Tratado de Não Proliferação.

Tal sistema, por mais assimétrico, injusto e instável que pareça, no âmbito das  potências nucleares leva à paz, não à guerra. Na vigência do virtual duopólio de poder da Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética teriam ido à guerra (no mínimo naval, mas ninguém sabe como acabaria) em face da crise dos mísseis em Cuba, ou mesmo por motivos ideológicos, não fossem elas potências nucleares. Pelo mesmo motivo a União Soviética não se meteu diretamente na Guerra do Vietnã e os Estados Unidos não se imiscuíram diretamente quando da invasão do Afeganistão pela União Soviética.

Se uma paradoxal estabilidade instável prevaleceu, conforme esses exemplos, no período de extremo conflito ideológico da Guerra Fria, muito maior é a razão para que prevaleçam a partir dela. Enquanto sistemas de Estados soberanos, e não de sistemas sociais conduzidos por ideologias  radicalizantes, não temos mais um bloco ocidental nem um bloco oriental rígidos no campo ideológico: são Estados governados cada um por seus interesses particulares, e em grau maior ou menor controlados por processos democráticos internos, onde dificilmente surgiria um demagogo propagandeando a guerra externa com objetivos políticos internos.

Contudo, nada impede guerras na periferia do clube nuclear conduzidas ou não por potências nucleares, como é o caso das guerras do Afeganistão, do Iraque, da Chechênia, de Óstia do Sul, ou a miríade de guerras civis desde a Síria aos deserdados países africanos. O que não se concebe são guerras diretas entre potências nucleares. A Índia e o Paquistão, que haviam travado três guerras depois da descolonização, só não travaram a quarta, justificada pelo atentado terrorista de Bombai, porque são potências atômicas, mesmo que de segunda linha.

O poder nuclear, portanto, revelou-se que não é para ser usado, mas para ser manobrado como instrumento de pressão e de dissuasão. Esta última se aplica sobretudo às próprias potências nucleares entre si. Nesse caso a guerra já não é mais a continuação da política por outros meios, como em outro enunciado de Clausewitz, mas a política passa a ser o instrumento absolutamente exaustivo das relações internacionais no âmbito de potências nucleares. É uma novidade histórica que requer, certamente, uma também nova filosofia da guerra.

Voltemos a Clausewitz e à parte mais relevante de seu primeiro enunciado:  “a guerra é um instrumento racional dos Estados”. Onde estaria a racionalidade de uma guerra nuclear que se arrisca a generalizar-se? Fora os conceitos dos filósofos que consideram a história um ente em si, movido por forças abstratas impessoais, a guerra, na prática, é uma decisão de governo. Em essência, de elites governamentais que, em algum grau, e sobretudo nas democracias, têm de prestar contas de seus atos ao povo.

Claro, uma guerra nuclear não começa necessariamente como guerra nuclear: pode ser o fim de uma escalada de guerra convencional. Isso, porém, não elimina a dissuasão interna em relação aos atos daqueles que conduzem as decisões políticas: nenhum governante com algum grau de responsabilidade perante o povo iniciaria uma escalada bélica convencional contra outra potência nuclear sabendo que ela não se renderia  ao ponto de entregar-lhe seus arsenais atômicos na hipótese de uma derrota “convencional”.

Isso pode parecer kantiano, e de alguma forma o é. Kant, idealisticamente,  argumentava que a paz perpétua só poderia ser atingida quando todos os países fossem repúblicas, no suposto de que o poder republicano responderia ao povo, não à vontade das elites aristocráticas ou de outra natureza. A questão em tempos de democracia de cidadania ampliada, no que se refere à guerra nuclear, é, pois, essencialmente de informação. Bem informado das consequências catastróficas de uma guerra nuclear, o “povo” há de dissuadir a aventura das elites.

Creio que, no contexto da sociedade de informação, mesmo que elites aventureiras ou demagógicas tenham a sua mão instrumentos clássicos de manipulação da opinião pública, estes são virtualmente inócuos no que diz respeito à guerra nuclear: ninguém a deseja ou justifica emocional ou racionalmente, e o líder que tentasse justificá-la por motivos de honra, de prestígio ou mesmo de interesses econômicos  correria o risco de uma rebelião interna. É que o uso do poder nuclear infunde terror público, independentemente de quem o proponha.

Por certo que podem acontecer guerras convencionais aéreas diretas entre potências nucleares, seguindo algum código de prevenção de uso de poder nuclear. Houve exercícios de guerra nesse sentido durante a Guerra Fria, inclusive por Herman Kahn. Isso, entretanto, é tão racionalmente implausível quanto a própria guerra nuclear. Possibilidades existem, porém, de guerras convencionais indiretas entre potências nucleares em territórios de outros países, como aconteceu de fato no Vietnã e no Afeganistão, mas neste caso envolvendo sobretudo motivos ideológicos. De qualquer modo, isso será discutido adiante.

Uma vez feitas essas ponderações quanto à inviabilidade da guerra nuclear entre potências nucleares, voltemos ao tema realmente crucial das relações internacionais contemporâneas: o uso do poder nuclear como instrumento de pressão contra nações não nucleares. Note-se que não é necessário poder nuclear para subjugar outras nações: basta superioridade em força militar convencional. A novidade é que o poder nuclear constitui um sistema de proteção para aliados militarmente fracos de potências nucleares concorrentes.

O sistema internacional, depois do fim da União Soviética, está assumindo rapidamente uma configuração similar á do século XIX no que diz respeito ao estabelecimento de alianças multipolares e áreas de influência, em diferentes graus de prioridade, em torno dos países nucleares. É uma espécie de contrapartida dialética do processo de globalização das últimas três décadas. Uma diferença é que, ao contrário do sistema de alianças do século XIX que levou a várias guerras, o sistema atual, por causa do poder nuclear, parece tender à paz.

O primeiro indicador desse processo é o cuidadoso respeito a áreas de influência que os países nucleares consideram vitais. Na guerra imposta pela Rússia a Óstia do Sul, considerada vital para Moscou por causa da presença de uma grande população russa no país, alguns dirigentes da direita europeia ensaiaram uma intervenção da OTAN, o que foi fulminantemente abortado pelos Estados Unidos pela óbvia razão de que aquilo representava o risco de um confronto direto com a Rússia, ainda uma potência nuclear de primeira linha.

Os russos, por sua vez, toleraram de má vontade as intervenções da OTAN nas revoluções da Primavera Árabe, já que eram países que de maneira alguma representavam áreas de interesse vital para ela; mas nenhuma potência ocidental se meteu com a guerra civil em curso na Síria, aliada estratégica de russos e chineses, pelo menos por enquanto. Da mesma maneira a França pode jogar sua economia em crise na guerra civil do Mali pois isso não confronta nenhum interesse relevante de outras potências nucleares.

A guerra externa, portanto, está se tornando um instrumento obsoleto da política internacional. Trata-se de efeito direto do poder nuclear. Os Estados Unidos começaram a aprender isso na Coreia e no Vietnã, tiveram um breve gosto de vitória no Iraque, e se enterraram virtualmente no Afeganistão – de onde Obama, com dificuldade, ensaia uma maneira honrosa de dar o fora. Isso não significa que se deve  descartar, de antemão, um surto de guerras externas neocolonialistas sob o escudo nuclear. É apenas improvável.

É nesse contexto que se deve considerar as tentativas da Coreia do Sul e, supostamente, do Irã de ter acesso a tecnologia nuclear bélica. Em termos dos tratados de Westfalia, eles têm todo o direito de construir a bomba. É uma prerrogativa de sua soberania. Contudo, no âmbito desses mesmos tratados, sua vontade pode ser confrontada por um poder militar mais forte. Mas esse poder, ao menos formalmente, está institucionalizado numa instância superior à soberania dos Estados, o Conselho de Segurança da ONU.

Essa instância foi, em termos conceituais, a grande novidade do pós-guerra. Contudo, no ambiente da Guerra Fria, ela se revelou inteiramente ineficaz quando os Estados Unidos empreenderam à margem de decisões do Conselho a Guerra da Coreia, a Guerra do Vietnã e outros guerras de menor dimensão (inclusive a extraordinária “conquista” de Granada, uma minúscula ilha-nação do Caribe, pelo Governo Reagan). Também a União Soviética ignorou o Conselho ao se meter, via Cuba, em guerras civis em desenvolvimento na África e no Afeganistão.

No ambiente internacional contemporâneo, a força do Conselho de Segurança reside justamente no seu poder de “congelar” alianças no sentido definido acima. Isso ocorre, porém, de forma contraditória, não por sua capacidade de tomar decisões, mas pelo inverso, ou seja, pela capacidade de veto do seu núcleo permanente. Assim, uma guerra “legitimada” contra a Coreia do Norte ou contra o Irã sob a justificativa de impedir que tenham acesso pleno ao poder nuclear só seria tecnicamente possível com a concordância da Rússia e da China.

Isso não impede, porém, que os Estados Unidos e as demais potências ocidentais, assegurando por via política a neutralidade da Rússia e da China, se decidam a promover  uma outra guerra da Coreia e uma primeira contra o Irã. Os Estados Unidos, apelando ao conceito da segurança mundial, poderiam fazê-lo unilateralmente mesmo sem essa neutralidade sob o estímulo de Israel. Nos dois casos, a questão passa ao nível técnico: qual a viabilidade de guerras contra esses dois países e qual seria seu custo em termos humanos e materiais?

Nos dois casos, entraria em jogo, como justificação subjetiva da guerra, o conceito de ameaça à segurança mundial. E nisso há substanciais diferenças entre Coreia do Norte e Irã. A Coreia do Norte é o país mais fechado do mundo, submetido a uma ditadura familiar,  de cujas relações com a sociedade interna pouco se sabe no ocidente, inclusive quanto ao grau de responsabilidade da elite dirigente em relação aos próprios cidadãos (se, realmente, existe cidadania no país). Diante disso, é controverso falar em responsabilidade internacional.

Evidentemente que, nessas circunstâncias, fazer a guerra à Coreia para desarmá-la preventivamente do poder atômico depende sobretudo de julgamentos subjetivos sobre o comportamento internacional de suas elites. Aqui não se trata de uma questão ideológica, mas de evidências concretas: o que se pode deduzir subjetivamente das ações efetivas da elite dirigente da Coreia do Norte em relação à comunidade internacional, a começar pela Coreia do Sul e o Japão?  E, sobretudo: poderia a Coreia do Norte, dados os precedentes de sua retórica, comportar-se como uma nação suicida?

O terrorismo suicida foi o segundo elemento, junto com o poder nuclear, que introduziu um novo paradigma nas relações internacionais no pós-guerra. A combinação de poder nuclear e terrorismo suicida materializaria uma ameaça real à segurança do mundo. Antes, o poder nuclear apenas podia efetivar-se se houvesse vetores capazes de transportá-lo a longas distâncias por submarinos ou mísseis. Agora, como se viu nos atentados de 11 de setembro, o terrorista vai junto com a bomba. E mesmo uma bomba nuclear “suja” poderia causar estragos catastróficos.

Isso acentua a questão da responsabilidade das elites dirigentes e, também, o efetivo controle delas quanto ao (não) uso de armas nucleares que venham a possuir. A  simples possibilidade de que um Estado ditatorial, como a Coreia do Norte, com sua retórica belicista, venha a disponibilizar tecnologia nuclear “caseira” para grupos terroristas representa óbvios riscos de segurança sobretudo para os Estados Unidos. Assim, é pouco provável que os Estados Unidos deixem de usar seu poder militar para dissuadir a Coreia do Norte de ter a bomba exceto se a Coreia do Norte evoluir para um sistema mais aberto e democrático.

Note-se que em circunstâncias muito mais complexas da Guerra Fria, no confronto com o único poder militar que poderia equiparar-se ao seu, os Estados Unidos praticamente impuseram a “glasnost” à União Soviética como preliminar de tratados mais abrangentes de redução de arsenais nucleares. Agora, confrontando um poder muito menor como a Coreia do Norte, os Estados Unidos certamente empreenderão todos os esforços políticos para se assegurar da neutralidade russa e chinesa em seus esforços para impedir a bomba coreana e, caso não consiga essa neutralidade, tomarão provavelmente uma decisão unilateral.

A questão iraniana é mais complexa. Trata-se de uma república regida por códigos democráticos formais sob autoridade última religiosa. O braço executivo do Governo nega que esteja construindo a bomba. Os aiatolás, o grande conselho moral e político do país, asseguram que a interpretação do Islã veda a busca do poder nuclear. Em termos históricos, algo que o ocidente se nega a reconhecer, o Islã, em suas guerras santas, tinha um protocolo de guerra que vedava o assassinato de mulheres, crianças e camponeses desarmados, assim como a destruição de colheitas – tudo isso incompatível com a arma nuclear.

Nessa mesma época histórica de ascensão do Islã, a Guerra Santa dos cruzados levava ao massacre indiscriminado de crianças, idosos e mulheres na Palestina, ao incêndio de cidades inteiras, à prática de torturas e a toda sorte de crueldades contra presos. No ocidente, sob o patrocínio da Igreja, instituiu-se a Inquisição como forma de controle de consciências pela fogueira, a caça às bruxas, ao terror contra seitas alternativas (cátaros), à conversão forçada de judeus. É claro que, com esses currículos, os islâmicos pareceriam bem mais civilizados e humanos que os ocidentais. Em outras palavras, fariam melhor (não) uso da bomba atômica.

Entretanto, por trás da questão nuclear iraniana está Israel. E Israel, única potência nuclear do Oriente Médio, coloca-se numa posição radical contra o acesso do Irã à bomba, por óbvias razões geopolíticas, e, entre outros motivos, porque a elite dirigente iraniana expressa publicamente a retórica irrealista de que Israel deve ser destruído. A esse respeito, trata-se de uma banalidade demagógica para efeito interno, de péssima repercussão internacional: como disse a então secretária de Estado Hillary Clinton, se o Irã atacar Israel para destruí-lo os Estados Unidos “deletam” o Irã!

Por sua parte, é possível que o Irã não vise mesmo a construir a bomba num primeiro momento, mas, sim, afirmar sua soberania no sentido de poder fazê-la quando quiser, haja vista a capacidade nuclear existente de seu principal inimigo, Israel. O exercício efetivo desse direito implica três situações: primeiro, da inserção efetiva do Irã no sistema de alianças russo-chinês; segundo, como consequência disso, da capacidade norte-americana de convencer politicamente a Rússia e a China a ajudá-los a dissuadir o Irã de fazer a bomba e submeter-se  ao sistema de fiscalização da AIEA; terceiro, em vista do fracasso dessa iniciativa, da vontade norte-americana de submeter-se a pressão de Israel e de fazerem, ambos, uma guerra aérea de destruição das instalações nucleares iranianas.

Essa terceira situação, que remete ao foco principal deste ensaio, coloca complexidades ainda maiores que a questão coreana. As instalações nucleares coreanas são muito mais vulneráveis a um ataque aéreo, inclusive por mísseis, do que as iranianas. Um relatório de um ex-agente de informação vazado na imprensa norte-americana deu conta de que as principais instalações nucleares iranianas estão enterradas a 10 a 12 metros de profundidade e são invulneráveis a ataques aéreos convencionais – ao gosto daqueles feitos por Israel em suas guerras, e inclusive no ataque nos anos 80 a instalações nucleares do Iraque.

Além disso, o poderio antiaéreo iraniano, já considerável tendo em vista anos de preparação para uma eventual guerra, seria, no caso de uma guerra decidida fora do âmbito do Conselho de Segurança, certamente reforçado, em termos materiais e humanos, por russos e chineses, seus supridores de equipamentos bélicos.  Nesse caso, teríamos um confronto convencional de potências nucleares numa guerra aérea em terceiro país. (A invasão por terra, claro, seria fora de propósito em função de perdas humanas dos agressores: Irã não é Iraque.) Até que ponto isso poderia desencadear uma escalada de forma a estabelecer um confronto direto entre as próprias potências nucleares? Não sabemos, mas podemos inferir.

O risco é suficientemente alto para o destino da humanidade para que nos recusemos a especular sobre ele. Portanto, tentemos estabelecer um curso ideal para reduzir o risco. O primeiro passo seria estabelecer, com o concurso de Rússia e China, um processo que leve ao reconhecimento da boa fé dos iranianos quando afirmam que não têm intenção de construir a bomba. Isso chegou a ser iniciado com o concurso de Brasil e Turquia no Governo Lula (irresponsavelmente criticado por parte da grande mídia brasileira, por certo inspirada pela inteligência norte-americana), mas foi recusado, depois de previamente combinado com ele, pelo Governo Obama. Como poderia ser retomada iniciativa similar?

Há uma preliminar concreta: a questão iraniana não pode ser dissociada da questão palestina. Portanto, o primeiro passo caberia aos Estados Unidos no sentido de pressionar Israel a voltar à mesa de negociações. Nesse contexto, seria proposto à elite dirigente iraniana que retirasse de sua retórica a destruição do Estado de Israel. Considerando, por outro lado, que a política interna iraniana em nível de governo é extremamente instável, com diferentes correntes disputando o poder (e a busca da construção da bomba, mais do que seus riscos, acaba sendo objeto de pregação demagógica), seria exigido do Conselho Supremo de aiatolás, o poder supremo efetivo do país, um posicionamento formal dirigido à comunidade internacional de que o país renuncia ao propósito de construção da bomba atômica, preservando seu direito de desenvolvimento da energia nuclear para fins pacíficos sujeito à fiscalização da AIEA.

É claro que essa pauta é um exercício idealista. Contudo, é racional. Se se pensou a guerra convencional como instrumento racional de promoção de interesses dos Estados é porque se tratava de racionalização de processos reais. O processo real, como acontece no momento, tem a dimensão contraditória do racional e do irracional: um nos leva à relativa estabilidade nas relações internacionais; outro, ao possível desastre para toda a humanidade. Um segue a um paradigma em construção, instrumentalizado pela negociação e a cooperação entre os povos; outro, ao paradigma clausewitziano do século XIX anterior à existência do poder nuclear. O mundo, por suas elites dirigentes, não terá como deixar de fazer a escolha.

J. Carlos de Assis é eEconomista, professor de Economia e Política Internacional da UEPB, autor, entre outros livros, de “A Razão de Deus”, ed. Civilização Brasileira.

 

Fonte: RUMOSDOBRASIL

Coreia do Norte ameaça desfazer armistício que encerrou guerra

Por Jack Kim e Louis Charbonneau

SEUL/NAÇÕES UNIDAS, 5 Mar (Reuters) - A Coreia do Norte ameaçou nesta terça-feira desfazer um armistício que pôs fim à guerra civil de 1950-1953 e cortar uma “linha direta” militar com os Estados Unidos, se a Coreia do Sul e os norte-americano prosseguirem com um exercício de guerra com dois meses de duração.

Foi uma notável elevação da retórica belicosa do Norte, e seguiu comentários de diplomatas da ONU de que os Estados Unidos e a China haviam chegado a um acordo provisório sobre um projeto de sanções do Conselho de Segurança da ONU que puniria a Coreia do Norte por seu terceiro teste nuclear, realizado no mês passado.

“Vamos anular completamente o armistício coreano”, disse o porta-voz do Comando Supremo do Exército Popular Coreano (KPA), segundo relatou da agência de notícias norte-coreana KCNA.

“O exercício de guerra que está sendo feito pelos Estados Unidos e pelo seu fantoche Coreia do Sul é um ato de destruição sistemática que visa o armistício coreano.”

As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra desde que o conflito de 1950-53 terminou com uma trégua e não um tratado de paz.

“Vamos suspender as atividades do escritório de representação do KPA em Panmunjom (local de trégua) que tinha sido provisoriamente operado por nosso Exército como o corpo de negociação para estabelecer um regime de paz na península coreana”, acrescentou o porta-voz, segundo a KCNA.

“Relacionado a isso, nós estaremos tomando a decisão em paralelo para cortar a linha direta militar Panmunjom RPDC-EUA”.

A Coreia do Norte, oficialmente chamada de República Popular Democrática da Coreia (RPDC), já chamou muita atenção para as linhas diretas com o Sul e os Estados Unidos ao longo dos anos, mas não é conhecida por ter alguma vez utilizado em momentos de maior tensão.

Cerca de 200.000 soldados coreanos e 10 mil soldados dos EUA devem ser mobilizados para o exercício defensivo “Foal Eagle”, sob o Comando das Forças Combinadas, que começou em 1 de março e vai até o final de abril. Treinos separados simulados em computador chamados “Key Resolve” começam em 11 de março.

Falando sob condição de anonimato, diplomatas da ONU disseram que esperavam receber o texto do projeto de resolução sobre a Coreia do Norte na sessão de terça-feira do Conselho. Eles acrescentaram que gostariam de ver a votação do Conselho sobre a resolução até o final desta semana.

“Espero ver um projeto talvez amanhã, mas você sabe que depende dos norte-americanos”, disse um diplomata à Reuters sob condição de anonimato. Detalhes do projeto não estavam imediatamente disponíveis.

A assessoria de imprensa da ONU anunciou separadamente que a Rússia, que detém a presidência do Conselho de Segurança de 15 nações este mês, iria convocar consultas a portas fechadas sobre a Coreia do Norte às 13h (horário de Brasília), em Nova York, nesta terça-feira.

O Ministério das Relações Exteriores da China se recusou a confirmar que tinha chegado a um acordo com os Estados Unidos.

“Nós já dissemos muitas vezes que a China apoia uma resposta apropriada do Conselho de Segurança e também expressamos a nossa posição de que somos contra a Coreia do Norte realizar seu teste nuclear”, disse a porta-voz Hua Chunying a repórteres.

Fonte: Reuters

“Irã vai defender a Síria, EUA e Israel têm que levar isso a sério”

Vídeo

‘Iran will defend Syria, US & Israel should take that seriously’.
ublicado em 31/01/2013
Syria has filed an official complaint to the United Nations over an Israeli airstrike on a military research center near Damascus. The move followed a threat from Iran that Israel would face “serious consequences” for the attack. RT spoke to Prof. Seyed Mohammad Marandi – Iranian academic and political analyst. He says that Israel should be concerned about Iran’s possible answer to the airstrike in Syria.
Fonte: Russia Times

RT: “Reino Unido exige apoyo francés en una posible guerra por las Malvinas”

Publicado em 23/01/2013

Francia debe apoyar al Reino Unido en caso de un eventual conflicto bélico por las islas Malvinas, según la exigencia al país galo realizada por un grupo de parlamentarios británicos.

Para ellos, la guerra con Argentina es una posibilidad muy real y quieren asegurarse el apoyo de París a cambio de la ayuda logística para el conflicto de Mali que Londres le proporciona en la actualidad.

Fonte; RT em espanhol

Pepe Escobar: “O estupro da Síria será a maior tragédia geopolítica de 2013″

Escobar: Rape of Syria will be top geopolitical tragedy of 2013

Syria has reportedly opened the New Year with a horrifying discovery of dozens of corpses in the capital Damascus. Some of the bodies were decapitated and bore traces of torture. They have not yet been identified. This comes amid widespread doubt there will be any major breakthrough in Syria’s bloody civil stand-off any time soon. Asia Times Correspondent Pepe Escobar predicts that the conflict could follow the Lebanese Civil War scenario and continue for another fifteen years

Fonte: Russia Today

Conselho de Segurança discute ataque de Israel à Gaza: EUA vetam condenação de Isreal de novo, apesar do forte bombardeio à Gaza (14/11/12)

JESSICA DESVARIEUX (produtora da TRNN): Bem-vindos à The Real News Network. Sou Jessica Desvarieux, em Baltimore.

Semana muito importante para a ONU e os EUA. Temos hoje conosco Vijay Prashad, professor de Estudos Internacionais no Trinity College em Hartford, Connecticut. Dentre seus livros mais recentes estão Uncle Swami: South Asians in America e Arab Spring, Libyan Winter. Vijay é colaborador regular das revistas FrontlineeCounterPunch. Obrigada por nos receber, Vijay.
VIJAY PRASHAD: Obrigado a vocês.
DESVARIEUX: Então, Vijay, fale-nos sobre a reunião do Conselho de Segurança da ONU, que aconteceu dia 14/11.
PRASHAD: Dia 14 de novembro, à noite, os representantes de Marrocos e do Egito convocaram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir o ataque israelense contra Gaza. Você sabe, a questão de Gaza é sempre sensível. Houve várias discussões na ONU, não só sobre Gaza, mas também sobre a política das colônias de Israel na Cisjordânia. Recentemente, dia 6/11, houve uma reunião importante, na qual a ONU alertou Israel sobre o que foi apresentado como flagrante violação em áreas cultivadas na Cisjordânia. Você sabe, Israel iniciou e, de fato, nunca parou, de arrancar oliveiras, mas, dessa vez, a ação aconteceu em época de colheita das azeitonas. Quero dizer: a ONU várias vezes tentou levantar questões sobre a ação dos israelenses nos Territórios Ocupados e em Gaza.
Fato é que essas áreas estão sob ocupação israelense. Não há nação palestina soberana. Gaza não tem soberania. Não existe Gaza soberana. Assim, quando o ataque acontece contra Gaza, não se trata de um país atacando outro país ou em disputa contra outro país. O que há ali é uma potência ocupante que usa força desproporcional contra uma região mantida sob ocupação desde 1967.
Hardeep Singh Puri
Nesse contexto, Egito e Marrocos e outros países convocaram uma sessão de emergência do Conselho de Segurança. Nessa sessão de emergência, vários países, os 15 membros do Conselho, dessa vez, todos disseram que alguma coisa tem de ser feita. O presidente do Conselho de Segurança, atualmente, é o representante da Índia e membro permanente, Hardeep Singh Puri. Depois da reunião, ele disse que houve unanimidade no Conselho de Segurança, que todos concordam que é preciso fazer alguma coisa, que a situação dos palestinos é atroz.
O problema foi que não houve acordo sobre o que fazer. E o Conselho de Segurança ficou paralisado. Em outras palavras, a maioria dos 15 membros disseram que Israel tem de ser condenado por usar força desproporcional, não só pelo assassinato premeditado de membros do Hamás, mas, também, pela prática de bombardear estações de tratamento de água e outras instalações indispensáveis à sobrevivência da população palestina. O que uma estação de tratamento de água em Khan Yunis teria a ver com foguetes lançados de Gaza, contra Israel? Por que destruir uma caixa d’água? As questões levantadas lá foram desse tipo.
Susan Rice
Mas os EUA bloquearam qualquer tentativa de tentar redigir algum tipo de Resolução. A embaixadora Susan Rice insistiu e deixou bem claro que os únicos culpados de tudo são os membros do Hamás, não o governo de Israel.
É muito estranho, porque ela fala do conflito como se fosse guerra entre dois governos, entre dois Estados soberanos e, portanto, a ONU teria de interferir e condenar os dois “estados”. O que ela quer é alguma espécie de “proporcionalidade” na condenação, apesar de todos saberem que se trata de guerra fundamentalmente desproporcional. Isso, aliás, foi o que disseram s representantes do Egito.
Mas Susan Rice segue uma doutrina criada em 2002, chamada de “Doutrina Negroponte”. Leva o nome do embaixador John Negroponte, o qual, quando estava na ONU, estabeleceu bem claramente que os EUA sempre bloqueariam qualquer ação da ONU que implicasse qualquer tipo de crítica a Israel. Essa posição é conhecida como “Doutrina Negroponte”. E desde 2002, de fato desde antes de 2002, isso é exatamente o que os EUA fazem.
Sempre que houve qualquer tentativa de censurar Israel, fosse pela invasão do Líbano em 2006, pela Operação Chumbo Derretido contra Gaza em 2009, ou agora, dia 14 de novembro, pela Operação Pilar de Nuvens, que depois passou a ser chamada Pilar de Defesa, [1] em cada momento desses, os EUA bloquearam qualquer possibilidade de discussão séria sobre a ocupação israelense de terras palestinas e sobre a violência dos ataques israelenses – os jatos F-16s, os helicópteros Apache, violência sempre altamente desproporcional.
A verdade é que, quando se fala em “foguetes” palestinos, fala-se de canos de chumbo disparados pela combustão de um produto feito com esterco; e a bomba propriamente dita é feita de TNT e ureia, quer dizer, de mais esterco. Nada disso se compara aos jatos F-16 super equipados, à frota de barcos de guerra atracados ao largo e que bombardeiam Gaza, ou aos helicópteros Apache.
Fato é que a reunião do Conselho de Segurança deu em nada, porque a reunião foi paralisada. É importante lembrar os discursos moralistas da Embaixadora Susan Rice, quando russos e chineses bloquearam a resolução que os EUA desejavam ver aprovada, em fevereiro de 2012, contra o governo da Síria. Ela esbravejava que o sangue derramado na Síria estaria manchando as mãos de chineses e russos. Se se acredita nela, pode-se dizer que o sangue derramado em Gaza a partir de 14 de novembro mancha, hoje, as mãos do governo Obama. Parece-me muito grave, mas, de fato, é raciocínio que os EUA inventaram.
Comandante Ahmed al-Jaabari, do Hamás, ferido, 14/11/2012
(Haaretz, Israel)
DESVARIEUX: Vijay, e sobre o líder do Hamás que foi assassinado? A mídia o apresenta como comandante militar, Ahmed al-Jaabari. Você tem melhor informação, de fontes que não sejam norte-americanas?
PRASHAD: Não há qualquer dúvida de que Jaabari era comandante da ala militar do Hamás. Isso é verdade. Mas muito mais importante é uma matéria publicada dia 15 de novembro, matéria de capa do jornal Haaretz  [2], que é jornal liberal publicado em Israel, em que se diz que, algumas horas antes de ser assassinado, o comandante Jaabari recebera a mais recente versão de um documento a ser negociado, o que sugere que o Hamás e alguns setores do governo de Israel já estavam em negociações por canais paralelos ao governo de Netanyahu, para construir um acordo de paz.
Ahmed al Jaabari
A matéria do Haaretz foi a primeira vez que ouvi falar sobre essa negociação “paralela” é um desenvolvimento, de fato, surpreendente. Se o comandante Jaabari estava, de fato, trabalhando com vistas a algum tipo de acordo de paz e nesse preciso momento é assassinado pelo governo Netanyahu… o que se deve pensar sobre a seriedade ou sobre a confiabilidade de quem quer que, dentro do governo israelense, estivesse negociando alguma paz com o Hamás?
Deve-se lembrar também que, em 2006, quando o Hamás venceu as eleições no setor Gaza dos Territórios Palestinos Ocupados, quando o Hamás foi eleito, o líder do Hamás escreveu ao presidente George W. Bush dos EUA e declarou que o seu grupo estava pronto a assinar uma trégua com Israel, desde que Israel devolvesse os Territórios Ocupados e retornasse às fronteiras de 1967.
Na mesma carta, tratou-se também de outros assuntos. E aquela carta, que era simples movimento para começar a abrir negociações, jamais obteve resposta. O governo Bush jogou a carta no lixo e declarou o Hamás “organização terrorista”. Esses fato, a carta sem resposta, de 2006, e, se é verdade que o comandante Jaabari estava trabalhando em algum tipo de negociação de paz, e é assassinado… Tudo isso obriga a desconfiar muito da honestidade dos EUA como negociadores; e obriga a desconfiar também de qualquer suposta agenda de paz que envolva Israel. De fato, tudo isso mostra que Israel não tem interesse algum em fazer paz alguma com o povo palestino, e só se interessa por manter a atual ocupação, sempre modificando os fatos em campo, sempre sufocando Gaza, até que, como por milagre Israel consiga fazer sumir o problema palestino…
DESVARIEUX: Vamos continuar cobrindo os eventos na Palestina, pelo The Real News. Muito obrigado, Vijay, por nos receber.

Fonte: The ReEal News

Exército libanês sai às ruas e promete reprimir conflitos em Beirute

Em comunicado, Forças Armadas afirmam que país “está passando por momentos muito críticos”

 
O exército libanês saiu às ruas nesta segunda-feira (21/10) com o objetivo de controlar o caos nas ruas de Beirute. Desde a última sexta-feira, com a morte do chefe da Inteligência da Polícia, Wisan al-Hassan, durante um atentado, diversos conflitos foram registrados na capital do país.

As Forças Armadas do Líbano prometem reprimir “qualquer ação” que afete a paz no país

Em nota, o comando das Forças Armadas avisou que reprimirá qualquer ação para preservar a paz civil. “Pedimos aos dirigentes de todas as forças políticas que expressem suas opiniões com cuidado, porque o destino da nação está em jogo. É necessário se comprometer a manter a paz.”

O comunicado acrescenta que “os eventos que aconteceram nas últimas horas demonstraram que o país está passando por momentos muito críticos e os incidentes em algumas partes chegaram a níveis sem precedentes”.

No domingo, durante o funeral de Al-Hassan, o ex-primeiro-ministro Fouad Siniora pediu a renúncia do chefe de governo, Najib Mikat. Pouco depois, um grupo de jovens tentou invadir a sede do Executivo, o que desencadeou choques com as forças da ordem. Nas últimas horas, ao menos três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

As ações das Forças Armadas ocorrerão iniciaram “especialmente nas regiões onde há atritos sectários e confessionais, para evitar que o Líbano se transforme no terreno de um acerto de contas regionais e evitar a exploração do assassinato do mártir Hassan”.

Os soldados foram alvo de disparos quando tentavam abrir as ruas bloqueadas por manifestantes no bairro de maioria sunita Tariq Yadid, palco de um tiroteio ontem à noite.

O atentado – no qual, além de Al-Hassan, faleceram outras duas pessoas e 126 ficaram feridas – aumentou a tensão no Líbano, dividido entre partidários e opositores do regime de Bashar Al-Assad. Al-Hassan dirigiu as investigações que, em agosto, desvendaram a trama na qual estavam envolvidos o ex-ministro libanês Michel Samaha e o chefe da segurança síria, Ali Mamluk, acusados de planejar atentados contra líderes políticos e religiosos contra sírios.

Fonte: OperaMundi

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Primeiro-ministro do Mali pede intervenção militar no país em discurso na ONU

27/09/2012 Emerson Penha Correspondente da EBC na África

 Maputo (Moçambique) – Em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o primeiro-ministro do Mali, país africano no Deserto do Saara, pediu a formação de uma força militar multinacional para intervir em seu território. Cheick Modibo Diarra declarou que o Norte do Mali está ocupado por terroristas, traficantes e criminosos de vários tipos. Segundo ele, “só esta ação pode ajudar o exército do país a reconquistar o território e garantir a segurança das pessoas”.

O chefe de governo interino do país assumiu em meio a uma crise política generalizada que se instalou depois de um golpe de estado, em março, que derrubou o presidente Amadou Toumani Touré. A junta militar que liderou o golpe formou um governo às pressas, e Cheick Modiabo Diarra – que era o principal executivo da empresa americana Microsoft na África – pediu demissão de seu trabalho e aceitou participar do gabinete, com a tarefa principal de reorganizar as forças políticas do país e convocar eleições.

Mas a crise política permitiu que rebeldes Tuaregue – nômades do Deserto do Saara – dominassem quase dois terços do país, declarando a independência do Azawad, mesmo sem reconhecimento internacional. No local não há presença do Estado Malinês, e o vácuo de governo permitiu ações bárbaras: bandos saqueiam aldeias, roubam gado e alimentos estocados, torturam, estupram e matam, segundo a UNHCR, entidade da ONU para refugiados.

Além disso, os tuaregues, na maioria ligados a grupos radicais islâmicos, querem impor a Sharia – a lei muçulmana – e perseguem quem não se sujeita. O Departamento de Estado Norte-Americano recentemente denunciou ligações entre esses grupos e a organização terrorista Al Qaeda. Os rebeldes também estariam recebendo apoio de milícias da Líbia, que já teriam cedido a eles armas usadas na recente derrubada do regime de Muammar Khadafi.

As consequências da violência no Mali ultrapassam as fronteiras nacionais. Milhares fogem de suas casas nas regiões de conflito todos os dias. Além de 185 mil pessoas que vagam pelas cidades do país, principalmente na capital Bamako, mais 265 mil, de acordo com a UNHCR, já cruzaram os limites dos países vizinhos, principalmente, da Mauritânia, Argélia, de Níger e Burkina Faso. Nesses países, os malineses vivem em campos de refugiados perto da fronteira, e dependem da insuficiente ajuda de instituições de apoio humanitário ou da caridade de habitantes locais para terem água e comida.

Edição: Aécio Amado

Fonte: Agência Brasil

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Guerra de Israel contra Irã acabará por chegar, afirma comandante iraniano

A guerra de Israel contra o Irã “acabará por chegar”, declarou neste sábado o general Mohamad Ali Jafari, comandante em chefe da Guarda Revolucionária (Pasdaran), que disse ainda que o país está preparado e destruirá o Estado hebreu.

“A guerra acabará por chegar, mas não se sabe quando e onde acontecerá”, disse o comandante da tropa de elite do regime islâmico, citado pelas agências ISNA e FARS.

“Este tumor canceroso que é Israel busca lançar uma guerra contra nós. Mas não sabemos quando acontecerá. (Os israelenses) consideram agora a guerra como o único meio de nos enfrentar, mas são tão estúpidos que seus amos (Estados Unidos) deveriam impedi-los”, completou o general Jafari.

“Se eles começarem, isto levará a sua destruição”, declarou.

Israel ameaçou em várias oportunidades atacar as instalações nucleares iranianas, caso as sanções e os esforços diplomáticos não consigam convencer Teerã de interromper as atividades nucleares sensíveis.

Na sexta-feira, o Irã advertiu o Estado hebreu e seu aliado americano contra qualquer ataque, além de afirmar que sua resposta será “imediata”.

Fonte: Carta Capital

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