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BBC: “O ‘Soft Power’ brasileiro”

O “soft power” brasileiro

Enviado por luisnassif, qua, 04/04/2012 – 19:00

Da BBC Brasil

Rodrigo Pinto
Da BBC Brasil em Londres

Gilberto GilSoft Power brasileiro requer mais organização, dizem produtores e especialistas – Foto: Marcos Hermes (Back2Black)

ngress”>O Brasil pode estar desperdiçando uma oportunidade única de fortalecer o chamado “soft power” no cenário internacional, com impacto positivo na sua economia, aproveitando o corrente interesse por sua produção cultural. Essa é a opinião de especialistas ouvidos pela BBC Brasil, que dizem que esse interesse tem aumentado nos últimos anos, em parte pela projeção do país como nova potência econômica, mas também turbinado por ações isoladas de setores ligados ao governo e de grupos privados.Enquanto o governo instala bibliotecas de fronteira e incentiva o lançamento de escritores brasileiros em outras línguas, agentes privados levam ao exterior eventos antes só disponíveis no Brasil, caso do festival Back2Black, uma das mais de dez grandes atrações brasileiras a desembarcar em Londres até os Jogos Olímpicos (veja quadro abaixo).

Mas especialistas alertam: se estas iniciativas não forem coordenadas e representarem uma estratégia deliberada, os benefícios que a crescente economia brasileira teria por meio da exportação e poder de sedução de seus valores – o chamado soft power – podem ser limitados.

“Soft Power” é um conceito elaborado pelo professor americano Joseph Nye para definir a capacidade de países influenciarem relações internacionais e intensificarem trocas comerciais através da sedução de produtos como filmes, música, moda, mídia e turismo. A economia dos Estados Unidos, por exemplo, se beneficia da ampla exposição de seus produtos por meio dos filmes de Hollywood.

O termo se contrapõe ao chamado “hard power”, que define ações militares e bloqueios comerciais, por exemplo.

“O Brasil exerce naturalmente o soft power”, diz Nye em entrevista à BBC Brasil. “Se você observar a cultura brasileira e seu impacto, verá que a imagem do país é originalmente positiva, mesmo antes do avanço econômico recente. Pode ser que isso tenha a ver com o futebol, mas o fato é que há uma percepção de que o Brasil lidou bem com questões caras a outros países, como a racial. Ou seja, é portador de valores como tolerância. E isso é importante”, resume.

Mais artistas brasileiros do que nunca

Nye e outros especialistas alertam para o fato de que, para funcionar, o soft power requer capacidade de articulação entre agentes públicos e privados, o que muitas vezes pode exigir a criação e uma entidade específica. “Não é essencial, mas ajudaria muito. O British Council (órgão de promoção da cultura britânica no exterior), por exemplo, é muito bem sucedido e prova que não é preciso gastar muito, mas apenas coordenar ações, para se obter grande impacto”, exemplifica Nye, antes de lembrar que os setores cultural, de mídia e de entretenimento tendem a ser os primeiros a se beneficiar. “Mas isso depois se espalha por toda a economia.”

Além da Grã Bretanha, países como França, com a Aliança Francesa, Alemanha, com o Instituto Goethe, e a emergente China, com o Instituto Confúcio, optaram por este tipo de organização.

Foto: Kieron McCarron - Southbank CentreJude Kelly diz que ‘há mais artistas (brasileiros) do que nunca’ na Grã-Bretanha (Foto: Kieron McCarron – Southbank Centre)

“É preciso notar, porém, uma diferença histórica. Os poderes coloniais montaram estas instituições quando estavam em declínio e precisavam aumentar trocas comerciais. O caso do Brasil é diferente, porque o país está em ascensão”, pondera o professor de História Econômica da América Latina Colin Lews, da London School of Economics.

“Como o país está mais afluente e confiante, há uma pressão natural por institucionalizar a ação de soft power. E, de fato, é preciso haver um espaço institucional. O Itamaraty sempre teve uma postura independente – até mesmo dos governos, civis ou militares – e sabia onde queria ver o país. Mas agora a ação brasileira se tornou mais extracontinental”, diz o Colin.

O crescimento da procura por produtos brasileiros no mercado internacional de arte e entretenimento é claro. “Há mais artistas vindo do que nunca. Neste ano, há eventos com brasileiros em todos os grandes centros culturais britânicos”, sublinha Jude Kelly, diretora artística do gigante Southbank Centre, à beira do rio Tâmisa, em Londres.

Com nove viagens ao Brasil carimbadas no passaporte, Kelly promoveu há dois anos um festival de um mês integralmente dedicado a mostrar “como a cultura brasileira está sendo usada para transformar comunidades”. Neste ano, o Southbank sedia o espetáculo “Hotel Medea”, que Kelly assistiu no Festival Internacional de Edimburgo do ano passado, e a instalação “aMAZEme”.

‘Nova Bossa Nova’

Envolvido há quase duas décadas com produções teatrais no Brasil e na Grã-Bretanha, o produtor inglês Paul Heritage diz que, no passado, levava mais ingleses ao Brasil do que o contrário. Hoje, diz, há interesse e movimentação semelhante – e crescente – nos dois lados.

“O Brasil tem que aproveitar este momento. O país tem usado com sucesso uma tecnologia social das artes muito particular. O Ministério da Cultura investiu muito nas redes e criou um mercado alternativo ao capitalismo que vem ajudando as comunidades. E esta tecnologia, única, pode ser exportada. A Inglaterra, por exemplo, não tem”, diz Heritage. “Esta tecnologia social das artes é a nova Bossa Nova”, compara o produtor, responsável pela vinda de grupos como o Afro Reggae, Galpão e Nós do Morro à Grã-Bretanha.

Para Heritage, a área cultural do Itamaraty não está afinada com o crescimento da demanda por produtos artísticos do país. “É preciso mais coordenação, porque em um mundo de poucos recursos, é necessário haver mais diálogo. Está na hora de criar um novo órgão. O British Council, por exemplo, une forças”, exemplifica Heritage.

Organizadora do festival Back2Black, que há duas edições vem estabelecendo a ponte entre a música brasileira e seus semelhantes na África e nos Estados Unidos, Connie Lopes concorda com o colega britânico.

“É a hora de o Brasil ter seu instituto cultural permanente para representar interesses e divulgar valores que são comungados por artistas, produtores e empresas que apoiam estes eventos. Nós, de forma geral, nos articulamos, mas seria bom uma ação coordenada”, pontua ela, à frente do segundo festival brasileiro a chegar ao exterior – o primeiro foi o Rock in Rio, com versões em Portugal e na Espanha. “A partir da gestão do Gilberto Gil no Ministério da Cultura, o setor se profissionalizou muito e requer nos níveis de organização”, defende.

O Itamaraty não nega que a conjuntura mudou. “Há espaço para interação (entre agentes econômicos e poder público) mais lógica, sim. Não há uma unidade”, reconhece o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Tovar Nunes da Silva. “Mas não necessariamente haverá um novo organismo, especificamente destinado a cuidar das ações de soft power”, adianta.

Nunes da Silva afirma que o Brasil é o único país emergente que “só tem soft power”. “Optamos conscientemente pela não militarização. Basta ver que somos um dos poucos países do mundo em que o herói nacional é um diplomata (Barão do Rio Branco) e não um general. Não temos escolha, nossa história é de soft power”.

‘Ocidental plus’

O porta-voz cita organismos como os Centros de Estudos Brasileiros e a Agência Brasileira de Cooperação como exemplos de institucionalização do soft power. No entanto, defende diversidade na condução das ações públicas e privadas. “Somos um país ‘ocidental plus’. Ocidental não é suficiente para classificar o Brasil. Os modelos dos países desenvolvidos talvez não satisfaçam esta alma meio solta, que é parte do que somos. Há um processo de sofisticação que talvez demande que este país seja representado de mais de uma forma. Não há um kit Brasil”, diz.

Em meio ao crescimento constante da procura por produtos (muitos dos quais culturais) brasileiros na Grã-Bretanha, o embaixador Roberto Jaguaribe concorda com Nunes da Silva. O diplomata diz que a imagem brasileira está mudando “do alegórico, festivo, para o da potência econômica, ambiental, democrática e capaz de incluir socialmente”. “No entanto, pessoalmente acho que uma organização específica não é a melhor forma de articular esforços. Buscar homogeneidade em tudo limita um universo mais amplo de representação”, reforça.

“Optamos conscientemente pela não militarização. Basta ver que somos um dos poucos países do mundo em que o herói nacional é um diplomata e não um general. Não temos escolha, nossa história é de soft power”

Tovar Nunes da Silva, porta-voz do Itamaraty

“Sem uma instituição, de fato há mais diversidade”, concorda o professor Colin Lewis, da London Schoool of Economics. “Mas corre-se o risco de se perder o foco.”

Além da Grã-Bretanha, onde, segundo Jaguaribe, há crescimento do interesse pela produção brasileira nos últimos 20 anos, as artes brasileiras são destaque na Alemanha, na Colômbia e em Nova York, onde o Sesc acaba de assinar um acordo com o selo Nublu e o festival Globalfest para garantir destaque permanente a artistas brasileiros no evento, que acontece todo mês de janeiro. Acordos também estão sendo fechados no Leste Europeu e na Ásia, sempre com ação pública e privada.

Fonte: BBC

NatGeo – Zonas De Guerra – Irã. Conheça um pouco mais sobre um país que está sendo vilanizado pela imprensa corporativa belicista pró-EUA

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

Fonte: NatGEO

Mundialização da cultura: argentino jogando esporte inglês em time espanhol desperta um sentimento comum em pessoas países diferentes.

Fonte

Justiça da França pune primeiras muçulmanas por uso de véu

A Justiça da França aplicou pela primeira vez nesta quinta-feira a lei que proíbe o uso de véus em locais públicos, multando duas muçulmanas que desafiaram a polêmica proibição.

Hind Ahmas e Najate Naït Ali usaram o niqab – que cobre o rosto, deixando apenas o olho à mostra – e foram multadas em 120 euros e 80 euros (R$ 200), respectivamente. Mas prometeram recorrer da sentença e acionar a Corte Europeia de Direitos Humanos.

A lei que veta o uso de véus em espaços públicos foi implementada em abril, e, desde então, a polícia francesa emitiu diversas multas para islâmicas que estivessem com a face coberta. Mas os casos desta quinta foram os primeiros punidos judicialmente.

A decisão pode ter implicação em outros países europeus que já impuseram ou discutem a imposição de vetos semelhantes, apesar de críticas de que a lei fere liberdades constitucionais.

Em contrapartida, grupos muçulmanos alegam que, por conta da lei, mulheres com véus têm sido agredidas no país.

Briga legal

As duas mulheres punidas nesta quinta haviam sido presas em maio, quando levaram um bolo de aniversário para Jean-François Cope, líder do partido direitista UMP, o mesmo do presidente Nicolas Sarkozy e que patrocinou a criação da lei antivéu.

Hind Ahmas disse, antes da audiência, que esperava receber a punição, para poder levar o caso à Corte Europeia de Direitos Humanos.

Segundo correspondentes da BBC, o caso ainda teria que passar por muitas instâncias até chegar à corte europeia. Mas uma decisão nessa instância teria amplo efeito na Europa.

“Fomos sentenciadas sob uma lei que viola a lei europeia. Não é o tamanho da multa, é o princípio. Não podemos deixar que as mulheres sejam condenadas por seguir livremente suas convicções religiosas”, disse Ahmas, segundo a agência France Presse.

À BBC, Ahmas, uma mulher divorciada de 32 anos, disse que sua família não segue o islã de maneira rígida e que ela decidiu usar o niqab há apenas seis anos, como uma mulher adulta solteira e educada que redescobriu sua fé.

Política

A França foi o primeiro país europeu a banir o uso público dos véus. Segundo a nova lei, qualquer mulher – francesa ou estrangeira – que andar nas vias públicas ou parques usando vestimentas islâmicas como niqab ou burqa (que cobre tudo, deixando uma tela sobre os olhos) pode ser parada pela polícia e multada.

O governo francês alega que os véus vão contra os princípios que guiam a vida em sociedade, além de relegar as mulheres a um status inferior, incompatível com as noções francesas de igualdade.

A sentença desta quinta foi acompanhada com atenção por países como Bélgica, Itália, Dinamarca, Áustria, Holanda e Suíça, países que já têm – ou planejam – legislações semelhantes à francesa.

Em novo capítulo da polêmica, uma conhecida ativista muçulmana francesa e defensora do niqab, Kenza Drider, anunciou nesta quinta sua candidatura à Presidência da França nas eleições de 2012.

Drider se tornou representante de francesas muçulmanas que insistem em usar o véu, alegando que se trata de uma escolha pessoal e um direito tolhido pela lei em vigor.

“A realidade é que há muito desemprego e muitos problemas na França. Então não vamos dar atenção ao que eu uso, vamos lidar com esses problemas”, declarou Drider ao anunciar a candidatura.

Autoridades francesas citadas pela AFP estimam que apenas 2 mil mulheres, de uma população de muçulmanas calculada entre 4 e 6 milhões, usam véus que cobrem o rosto inteiro. Por isso, críticos acusam Sarkozy de patrocinar a lei para conquistar votos do eleitorado conservador.

Fonte: BBC Brasil

Jornalista agredida e violentada

A jornalista colombiana Jineth Bedoya, vítima de um rapto e abuso sexual em 2000, vai processar o governo colombiano perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pela falta de resultados na investigação de caso, que permanece impune. “Não há uma pessoa relacionada (com caixa), após onze anos de pesquisa”, disse à Agência Efe Pedro Vaca, advogado Bedoya e relacionado com a fundação não-governamental para a Liberdade de Imprensa (FLIP), que recebeu apoio judicial a jornalista. O caso antes de a Comissão ser formalmente apresentado hoje e amanhã, coincidindo com o décimo primeiro aniversário dos acontecimentos, disse Vaca.
Em 25 de maio de 2000, enquanto se prepara para realizar uma entrevista na prisão de La Modelo no jornal El Espectador de Bogotá, onde eu trabalhava, então, Bedoya foi seqüestrada na porta da escola, supostamente por paramilitares.
A jornalista permaneceu refém por 16 horas, sofreu tortura e agressão sexual, e, finalmente, foi abandonada próximo à cidade de Villavicencio, cerca de 75 quilômetros ao sul de Bogotá.
O “rigor, diligência e rigor” necessário para qualquer investigação “não existe”, no caso de Bedoya, e “atraso” e “injustificada” na administração da justiça “torna-se um adicional de violação dos direitos humanos”, argumentou Vaca.
Ela passou “muito tempo esperando para tais resultados ruins”, comentou o advogado. Enquanto isso, a FLIP recordou em comunicado que, “embora na época o caso foi dado a conhecer ao Ministério Público e que a Comissão solicitou à proteção especial e de inquérito, os avanços judiciais têm sido mínimas”. Onze anos depois, o processo ainda está sob investigação na Unidade de Direitos Humanos do Instituto, sem alguma pessoa que está sendo processado pelo que aconteceu”, disse ele FLIP. Segundo a ONG, o governo colombiano “falhou em seu dever de investigar e punir os responsáveis ​​por um período razoável de tempo” e “impunidade” em torno do caso “deve ser um embaraço para as autoridades.”

Fonte:Tribunal Penal Internacional

Pelo mundo: museus que você deve conhecer!

Templos de história, curiosidades e beleza, os museus são parte importante da vida das cidades e dizem muito sobre cada uma delas. Tal importância é reconhecida mundialmente durante o Dia Internacional dos Museus, comemorado no dia 18 de maio.

Museu Guggenheim, em Nova York

Museu do Louvre, em Paris: visitantes observam a "Mona Lisa" de Leonardo da Vinci

Museu de Arte Moderna, em Nova York, conhecido como MoMA

Um palácio que virou museu: vista da casa real da ópera no Palácio de Versalhes, em Paris

Museu do Prado, em Madri

Museu Pushkin, em Moscou

Memorial do Holocausto, em Jerusalém

Fonte: http://viagem.br.msn.com/galeriadefotos.aspx?cp-documentid=28772628