Leonardo Ramos: “BRICS no G20: Há um modelo alternativo de desenvolvimento?”

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O professor Leonardo Ramos publicou na última edição da revista Contracorrente o artigo abaixo – uma versão resumida e com poucas alterações do artigo “Potências médias emergentes e reforma da arquitetura financeira mundial? Uma análise do BRICS no G20”, que será publicado na Revista de Sociologia e Política.

Conforme o professor: A partir de 2000, na cúpula de Okinawa, o sistema G7/8 começou um movimento de outreach, ou seja, tanto de “alcançar” aqueles que se encontravam fora quanto de “expandir” o sistema G7/8. Neste sentido, pela primeira vez países não-participantes do sistema G7/8 foram envolvidos tanto em encontros do G8 quanto em consultas pré-cúpula. Neste processo a cúpula de Gleneagles (2005) foi um marco, pois nesta pela primeira vez há um documento conjunto emitido por Brasil, Índia, China, África do Sul e México (BICSAM). Tal articulação ocorre até a cúpula de L’Aquila (2009); não obstante, como desde 2008 o G20 vem lidando com tais questões como um fórum de líderes e a partir de 2009 o BRIC passa a se reunir como coalizão, tal articulação paralela ao sistema G7/8 perde sua relevância. Neste contexto, uma questão que surge diz respeito à relação entre BRICS e G20. Como se dá a ação de tal coalizão emergente neste fórum?

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