CAMEX APLICA DIREITO ANTIDUMPING DE ACORDO COM NOVA LEGISLAÇÃO

14/08/2014

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Brasília (14 de agosto) - Em reunião realizada hoje, em Brasília, o Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex), presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), aprovou a aplicação de direito antidumping definitivo, por até cinco anos, às importações brasileiras pirofosfato ácido de sódio (SAPP), comumente classificado no item 2835.39.20 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), originárias do Canadá, China e Estados Unidos, a ser recolhido sob a forma de alíquota específica fixada em dólares estadunidenses por tonelada, nos montantes abaixo especificados:

 País   Produtor/Exportador   Direito Antidumping Definitivo
(US$/t)
Canadá  Innophos Canada Inc.  546,30
 Canadá  Demais  2.281,23
 China  Hubei Xingfa Chemicals Group Co., Ltd  850,97
 China  Thermphos (China) Food Additive Co., Ltd (também denominada Tianfu Food Additive Co., Ltd. (China))  684,27
China  A. H. A International Co., Ltd., Chemaster International, Inc., Dalian Coringlory International Co., Ltd., Foodchem International Corporation, Fooding Group Limited, Hainan Zhongxin Chemical Co., Ltd, New Step Industry Co., Limited, Shanghai Trustin Chemical Co., Ltd, Shanghai Zhongxin Yuxiang Chemical Co., Ltd., Shenzhen Bangjiebang Trading Co., Ltd., Shifang Kindia May Chemical Co., Ltd. e Wenda Co., Ltd  2.522,12
China  Demais  2.534,07
 EUA  Innophos Inc.  418,13
 EUA  Prayon Inc.  2.147,30
 EUA  Demais  2.147,30

Cabe destacar que esta foi a primeira investigação conduzida pelo Departamento de Defesa Comercial do MDIC ao amparo da nova regulamentação antidumping brasileira, o Decreto n° 8.058/2013. A investigação foi encerrada no prazo inferior a nove meses, cumprindo a meta de reduzir o prazo médio de conclusão destes processos em até dez meses. Além da atualização legislativa, foi importante, para esta redução do prazo, o reforço na equipe de investigadores, aprovados em concurso público.

O pirofosfato ácido de sódio, de grau alimentício, é um sal solúvel em água e é utilizado em vários segmentos de produtos, como caldos e sopas, gelados comestíveis, molhos e condimentos, laticínios (queijos, leite e requeijões), preparações culinárias industriais, produtos de batata processados, balas, confeitos, bombons, chocolates e similares (coberturas e xaropes), cereais (massas alimentícias, barras de cereais, outras subcategorias), panificação e biscoitos, produtos cárneos, óleos e gorduras (creme vegetal e margarinas) e snacks (petiscos), entre outros.

Resina de policloreto de vinila obtida por processo em suspensão  (PVC-S)

A Camex aprovou também a aplicação de direito antidumping definitivo, por até cinco anos, às importações brasileiras de resina de policloreto de vinila obtida por processo em suspensão, comumente classificada no item 3904.10.10 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), originárias  da China e da Coreia do Sul, a ser recolhido sob a forma de alíquota ad valorem, nos montantes abaixo especificados:

 País  Produtor/Exportador  Direito Antidumping Definitivo (em %)
 China  Shanghai Chlor-Alkali Chemical Co., Ltd.  21,6
 China  Suzhou Huansu Plastics Co.,Ltd.  21,6
 China  Tianjin Dagu Chemical Co., Ltd.  21,6
 China  LG Dagu Chemical Co., Ltd.  21,6
 China  Demais empresas  21,6
 Coreia do Sul  LG Chem Ltd.  2,7
 Coreia do Sul  Demais, exceto Hanwha Chemical Corporation  18,9

O policloreto de vinila obtido por processo em suspensão é um homopolímero termoplástico sintético do grupo das poliolefinas halogenadas, de fórmula estrutural – (-CH2-CHCl)n – obtido por processo de polimerização do monômero cloreto de vinila (MVC) – em processo em suspensão. As resinas de PVC-S são comercializadas em alguns subtipos básicos, cujas aplicações principais são a produção de tubos, conexões, perfis rígidos e flexíveis, laminados rígidos e flexíveis, embalagens, calçados, fios e cabos, dentre outras.

Fonte: CAMEX

CAMEX APROVA ANTIDUMPING DEFINITIVO PARA RESINAS DE POLIPROPILENO

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28/08/2014

Brasília (28 de agosto) - Foi publicada hoje, no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução Camex n° 75 que aplica direito antidumping definitivo às importações brasileiras de resinas de polipropileno, originárias da África do Sul, da Coreia do Sul e da Índia. O produto está classificado nos códigos 3902.10.20 e 3902.30.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e será ser recolhido nos percentuais abaixo especificados:

Origem Produtor/Exportador Direito Antidumping Definitivo
África do Sul  Grupo Sasol
Demais empresas
16%
16%
Coreia do Sul LG Chemical Ltd.

Lotte Chem Ltd. (Honan Petrochemical Corp.)

GS Caltex
Hyosung Corporation
Samsung Total Petrochemicals Co., Ltd 2,6%

SK Chemical
Demais empresas

3,2%

2,4%

2,6%
6,3%

6,3%

Índia   Reliance Industries Limited
Demais empresas
 6,4%
9,9%

A resina de polipropileno é utilizada para produção de ráfia para sacarias, filmes, fibras para telhas, tecelagens e cordoaria, utilidades domésticas, tampas descartáveis, não-tecidos, embalagens diversas, eletrodomésticos, peças automotivas, entre outros produtos.

Não estão incluídos no escopo de aplicação da medida os seguintes produtos:

• Copolímero randômico de polipropileno de uso específico, com baixa temperatura inicial de   selagem (SIT), ou seja, até 110º C medidos pelo método ASTM F 88, considerando a força de selagem   mínima de 0,5 N;
• Copolímero de polipropileno destinado à cimentação petrolífera;
• Copolímero de polipropileno e estireno contendo bloco triplo estrelado;
• Homopolímeros e copolímeros de bloco produzidos pelo processo de reação por catalisadores metalocênicos;
• Polipropileno copolímero randômico de alto peso molecular e alta viscosidade, com Melt Flow Index (ASTM D 1238) inferior a 0,40 g/10 min, medido à temperatura de 230ºC e 2,16 kg, empregado na produção de tubos para água quente de PP (tubos PPR) (NCM 3902.30.00)

Fonte: CAMEX

Aprovados novos incentivos para investimentos industriais

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12/09/2014

Brasília – Foram publicadas hoje, no Diário Oficial da União (DOU), duas novas Resoluções Camex contendo a relação de 439 ex-tarifários que diminuem custos de aquisição no exterior de máquinas e equipamentos industriais sem fabricação no Brasil. A Resolução Camex nº 80 reduz de 14% para 2% o Imposto de Importação para 433 bens de capital (256 novos e 177 renovações). Já a Resolução Camex n° 79 diminui a alíquota de 16% para 2%, nas compras externas de 6 bens de informática e telecomunicação (quatro novos e duas renovações).

Segundo informações das empresas que solicitaram o benefício, os itens com redução de imposto serão utilizados em projetos que somam US$ 1,7 bilhão em investimentos globais e US$ 1,3 bilhão em importações de equipamentos. Os principais setores beneficiados, em relação aos investimentos globais, são os de bens de capital (31,16%), o automotivo (21,20%), o farmacêutico/químico (13,44%) e o de construção civil (4,19%). Os itens com alíquota reduzida serão importados principalmente dos Estados Unidos (48,75%); da Alemanha (20,76%); da Finlândia (6,12%); do Japão (5,57%) e da Itália (5,26%).

Entre os projetos que terão redução de custos, em função da queda do Imposto de Imposrtação, estão a implantação de uma fábrica para produzir 32 mil veículos por ano; o aumento da capacidade de processamento de rejeitos na mineração de bauxita; a produção de biomassa a partir da cana de açúcar; o aumento da capacidade de produção de peças estampadas em aço para automóveis e motos; o aumento da capacidade de produção de amido e adoçante; e a implantação de uma fábrica de polímeros, utilizados nos sistemas de segurança (covers para airbags) e selantes para o mercado automotivo.

O que são ex-tarifários

O regime de ex-tarifários visa estimular os investimentos para ampliação e reestruturação do setor produtivo nacional de bens e serviços, por meio da redução temporária do Imposto de Importação de bens de capital e bens de informática e telecomunicações sem produção no Brasil. Cabe ao Comitê de Análise de ex-tarifários (Caex) verificar a inexistência de produção nacional dos bens pleiteados, bem como a análise de mérito dos pleitos tendo em vista os objetivos pretendidos, os investimentos envolvidos e as políticas governamentais de desenvolvimento. As fabricantes brasileiras de máquinas e equipamentos industriais também participam do processo de análise de produção nacional.

Fonte: CAMEX

Camex reduz Imposto de Importação para carros híbridos

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18/09/2014

Brasília (18 de setembro) – O Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex), presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), decidiu hoje aprovar a inclusão de quatro novos produtos na Lista Brasileira de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec), com redução do Imposto de Importação. Dois destes produtos são veículos híbridos sem tecnologia de recarga externa (motor de combustão que trabalha com auxílio de sistema de tração elétrica ou pneumática), conforme as descrições abaixo.

• Veículos automóveis de passageiros híbridos sem tecnologia de recarga externa, de cilindrada superior a 1.000 cm3, mas não superior a 1.500 cm3, com capacidade de transporte de pessoas sentadas inferior ou igual a seis, incluindo o motorista, classificado no código 8703.22.10 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), com redução do Imposto de Importação de 35% para 0%, 2%, 4%, 5% e 7% (a depender do ex-tarifário), até 31/12/2015;

• Veículos automóveis de passageiros híbridos sem tecnologia de recarga externa, de cilindrada superior a 1.500 cm3, mas não superior a 3.000 cm3, com capacidade de transporte de pessoas sentadas inferior ou igual a seis, incluindo o motorista, classificado no código 8703.23.10 da NCM, com redução do Imposto de Importação de 35% para 0%, 2%, 4%, 5% e 7% (a depender do ex-tarifário), até 31/12/2015;

A partir da eficiência energética do veículo, o importador poderá enquadrar o produto no ex-tarifário correspondente. A lista completa dos ex-tarifários integrará a Resolução Camex que será publicada no Diário Oficial da União (DOU). A Camex informa que a redução do Imposto de Importação para veículos híbridos faz parte de um conjunto de medidas necessárias para a criação de um mercado e atração de investimentos para produção nacional de veículos que usem novas tecnologias de propulsão. A introdução dessas novas tecnologias vai disponibilizar ao consumidor veículos com maior eficiência energética, e com reduzida emissão de poluentes. A decisão da Camex também contribui para a qualificação de mão de obra, além de incentivar o desenvolvimento de engenharia e fornecedores locais.

Tratores rodoviários

Outra medida aprovada hoje foi a redução do Imposto de Importação de tratores rodoviários, que transportam cargas superiores a 400 toneladas em obras de infraestrutura. O produto está classificado no código NCM 8701.20.00, e terá alíquota alterada de 35% para 0%, com criação de ex-tarifário e prazo de 12 meses, conforme descrição abaixo:

NCM Descrição Alíquota (%)
8701.20.00
Tratores rodoviários para semi reboques

Ex 001 – Veículo trator rodoviário com trem de força com CMT (Capacidade Máxima de Tração) igual ou superior a 400 toneladas, autopropulsado por motor diesel com potência igual ou superior a 590 HP atendendo ao PROCONVE P7, caixa de transmissão automatizada e caixa de transferência de velocidade, com tração 8 x 8, com 2 eixos dianteiros direcionais, com dispositivos para acoplamento de reboques ou semi reboques.

Ex 002 – Veículo trator rodoviário, com largura igual ou superior a 3,0 m, com trem de força com CMT (Capacidade Máxima de Tração) igual ou superior a 400 toneladas, autopropulsado por motor diesel com potência igual ou superior a 590 HP atendendo ao PROCONVE P7, caixa de transmissão automatizada e caixa de transferência de velocidade, com tração 6 x 6, com chassi reforçado composto por 2 longarinas, sendo cada uma formada por 3 vigas em “U”, uma dentro da outra, para adaptar dispositivo para acoplamento de reboques ou semirreboques

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0

0

Hidrogeno ortofosfato de diamônio

O Conselho de Ministros da Camex também aprovou a inclusão na Letec do produto “Outros (hidrogeno ortofosfato de diamônio – DAP)” classificado no código 3105.30.90 da NCM, e que terá redução da alíquota de 6% para 0%. O hidrogeno ortofosfato de diamônio é um fertilizante utilizado na produção de adubos e está classificado em dois códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM 3105.30.10 ou NCM 3105.30.90) conforme o teor de arsênio. A redução tarifária para o item classificado na NCM 3105.30.90 tem como objetivo uniformizar o tratamento tarifário dado aos dois códigos, tendo em vista que a alíquota do Imposto de Importação do primeiro é de 0 %, enquanto que a do segundo é de 6%.

Exclusões

A Letec é um mecanismo de alteração temporária do Imposto de Importação e o Brasil está autorizado pelo Mercosul a manter até 100 códigos da NCM na lista, até 31 de dezembro de 2015. Assim, para incluir os quatro itens, a Camex excluiu quatro produtos da Letec, cujas alíquotas retornarão ao nível consolidado da Tarifa Externa Comum (TEC), conforme discriminado abaixo:

NCM Descrição Alíquota na Letec TEC
2809.20.19 Outros, ácido fosfórico (insumo para indústria alimentícia, farmacêutica e química) 0% 4%
2915.40.20 Monocloroacetato de sódio (insumo para indústria alimentícia e farmacêutica) 2% 12%
7102.39.00 Outros (Diamantes, mesmo trabalhados, mas não montados nem engastados – não industriais) 2%
10%
9508.90.90 Outros (Carrosséis, balanços, instalações de tiro-ao-alvo e outras diversões de parques e feiras; circos e coleções de animais ambulantes; teatros ambulantes) 0%
20%

Fonte: CAMEX

Estado Islâmico: Assad atrai Obama para sua rede.

ISIS/ISIL desfila em Mosul, Iraque
Síria pediu que Washington engaje-se em colaboração militar e de inteligência para derrotar o inimigo de ambos, o ISIL. Também convidou congressistas e senadores dos EUA a visitarem Damasco para discutir ação conjunta contra os jihadistas que ameaçam os dois, os EUA e o regime do presidente Bashar al-Assad.
É convite que o presidente Barack Obama será obrigado a recusar – mas não sem passar por algum embaraço. Depois de decidir bombardear as forças do ISIL, autodenominadas Estado Islâmico, na Síria e no Iraque, o Sr. Obama teve de ouvir o aviso de Vladimir Putin, de que qualquer ação unilateral desse tipo na Síria seria “ato de agressão”.
Agora, o presidente dos EUA terá de explicar outra vez por que não pode cooperar, contra os inimigos “apocalípticos” dos EUA, com um regime sírio que ele também jurou derrubar – apesar de esse regime estar combatendo contra exatamente os mesmos inimigos.
A carta enviada aos Deputados da Câmara convida explicitamente os membros do Congresso e Senado dos EUA – que ano passado condenaram o governo sírio por ataques químicos nos subúrbios de Damasco – a colaborarem para “salvar vidas sírias e norte-americanas de um provável ataque de bombas terroristas” pelo ISIL, a Frente al-Nusra e outros grupos.
Míssil capurado pelo ISIS/ISIL no Iraque foi transportado para a Síria  (Raqqa)
A oferta síria, apresentada ontem em carta assinada por Mohamed Jihad al-Laham, presidente do parlamento sírio – dirigida, dentre outros, a John Boehner, presidente da Câmara de Representantes, e a Nancy Pelosi, Líder da Minoria na Câmara – diz também que a oposição síria “moderada”, que os EUA prometem ajudar e treinar, é idêntica aos grupos jihadistas que apoiam o ISIL (fórmula que os sírios preferem, das várias siglas que designam o mesmo grupo).
A oposição dita “moderada”, escreve o presidente da Câmara de Deputados sírios, “vendeu ao ISIL o inocente jornalista norte-americano que o ISIL degolou. Nada impede que esses grupos vendam armas norte-americanas ao ISIL (…) como se sabe que já fazem como prática habitual”. Armar “indivíduos islâmicos jihadistas não estatais” prossegue a carta, “é clara violação da Resolução nº. 2.170 do Conselho de Segurança da ONU (…), que ordena que qualquer cooperação para combater contra terroristas tem de ser construída entre estados membros”.
A Resolução n. 2.170, aprovada mês passado, diz que os estados membros “devem suspender o fluxo de combatentes estrangeiros, o financiamento e outros tipos de apoio a grupos extremistas islâmicos no Iraque e Síria” – identificados no documento da ONU como oISIL e a Frente al-Nusra ligada à al-Qaeda – e “impedir que milicianos viajem de seus países natais para unir-se àqueles grupos”.
Blindado capturado pelo ISIS/ISIL no Iraque desfila em Raqqa, Síria
A Síria, claro, insiste que não há qualquer oposição “moderada” hoje no país, declaração que leva a marca da verdade; e que todos os opositores do governo do presidente Assad sempre foram, desde o início, jihadistas sunitas de orientação wahhabista. A carta do Sr. Laham – que não poderia ter sido enviada sem aprovação do governo – acusa a Arábia Saudita, que financia os inimigos do presidente Assad, de manter escolas que “ensinam a ideologia do ódio,takfiri [quando um muçulmano acusa outro muçulmano de apostasia] e a jihad como deveres religiosos”.
Re-enfatizando as próprias críticas contra o regime saudita, a carta dos sírios diz que todos os “terroristas” são produto “dessa ideologia salafista, wahhabista e jihadista – do 11/9 às bombas de Boston e à degola de dois jornalistas norte-americanos, degola que é prática governamental legal comum na Arábia Saudita”. Obama não deve constituir qualquer coalizão ao arrepio da Resolução nº. 2.170 da ONU, “especialmente com estados que com os quais há conflito de interesse, devido à ideologia que praticam”.
A carta pode ter sido influenciada por Khaled Mahjoub, cidadão norte-americano e empresário sírio que também é amigo pessoal e confidente do presidente Bashar al-Assad, e repete observação frequentemente citada do Sr. Mahjoub, de que só a reeducação de famílias e comunidades “terroristas” mediante o “sufismo do amor” pode reabilitar seres humanos habituados ao uso da violência. O sufismo, com sua poesia mística e o desejo de encontrar o amor divino, é visto por muitos sírios como perfeito antídoto para o “jihadismo”; missionários sufistas disseminam o Islã pela África e Ásia Central e também pela Índia.
FONTE: http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/09/robert-fisk-estado-islamico-assad-atrai.html?spref=fb

Putin acusa a Occidente de violar las reglas de la OMC al sancionar a Rusia

El presidente ruso, Vladímir Putin, acusó hoy a Occidente de ignorar las reglas de la Organización Mundial de Comercio (OMC) al imponer sanciones económicas a Rusia por su papel en la crisis ucraniana.

“La imposición de sanciones contra Rusia no es otra cosa que la renuncia a los principios fundamentales de la OMC. Se viola el principio de acceso en igualdad de condiciones de todos los países al mercado de productos y servicios”, dijo Putin, citado por las agencias locales.

En una reunión en el Kremlin para analizar la situación económica nacional, Putin aseguró que los países occidentales “ignoran el principio de justicia y libre competencia”.

“De hecho, un grupo de países se permitió tachar de manera unilateral estos y otros principios y reglas de la OMC en el caso de Rusia, una de las seis mayores economías del mundo”, subrayó.

El jefe del Kremlin añadió que las medidas de respuesta adoptadas por Rusia, como la prohibición de la importación de alimentos, frutas y verduras por espacio de un año, “no responden a un deseo de castigar a los socios o influir de alguna forma en sus decisión”.

“Nada de eso. Antes que nada, nosotros pensamos en nuestros intereses y objetivos de desarrollo, en la defensa de nuestros productores y mercados de la competencia hostil”, señaló.

“Hay cosas que para nuestros socios son, por lo visto, más importantes que el buen estado de la economía mundial”, agregó.

Putin recordó que “el ingreso en la OMC” demostró que Rusia “construye una economía abierta” y que “está dispuesta a la más estrecha de las cooperaciones con los socios extranjeros”.

“Evidentemente, con el ingreso en la OMC Rusia elevó drásticamente el listón de exigencia en el ámbito de la competencia nacional: nos comprometimos a bajar las tarifas y a limitar el apoyo a los sectores clave de nuestra economía”, señaló.

No obstante, agregó, “en los últimos meses la situación ha cambiado” debido a las sanciones introducidas por Estados Unidos y la Unión Europea.

Recientemente, Putin advirtió de que las sanciones económicas perjudican a sus autores, mientras que las pérdidas para Moscú “son mínimas”.

“Conocemos las cifras de pérdidas que sufren las empresas europeas y estadounidenses como consecuencia de las medidas rusas de respuesta. Pero, como nos gusta decir en estos casos, esta no fue nuestra elección”, dijo.

Y encargó el Gobierno que estudie la posibilidad de introducir nuevas medidas de respuesta tras el nuevo paquete de sanciones impuestas por la UE y EEUU, pero siempre que no perjudiquen a la economía nacional.

Fonte: Russia Beyond the Headlines

PEPE ESCOBAR: “O QUEBRA-CABEÇAS DAS SANÇÕES EUA-UE-RÚSSIA”

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17/9/2014, [*] Pepe EscobarRT, Moscou

The US-EU-Russia sanctions puzzle

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Façam os russos o que fizerem, ninguém nem pensa: a solução é aplicar sanções, sanções e mais sanções. Agora, lá nos vamos outra vez… O mais recente pacote de sanções, do Tesouro dos EUA & União Europeia, ataca bancos, a indústria de energia e a indústria de defesa russos.

As atuais sanções são mesquinhas. São imundas. Não há eufemismo que mascare o que são as sanções contra a Rússia; são, de fato, uma declaração de guerra econômica.

O Sberbank, maior banco russo não terá acesso a capitais ocidentais para financiamentos de longo prazo, inclusive a qualquer tipo de empréstimo com prazo superior a 30 dias. E as atuais sanções contra empréstimos de 90 dias que afetam seis outros grandes bancos russos – de um pacote anterior de sanções – passam a aplicar-se também a partir de 30 dias.

No front da energia, o que EUA-UE querem é pôr fim aos novos projetos russos de exploração na Sibéria e no Ártico, impedindo as empresas do Grande Petróleo ocidentais de vender equipamento e tecnologia para projetos de exploração de gás de xisto no oceano, em águas profundas.

Significa que Exxon e Shell, por exemplo, estão com suas operações congeladas em cinco projetos com empresas gigantes de petróleo/gás/gasodutos russas: Gazprom, Gazprom Neft, Lukoil, Surgutneftegaz e Rosneft.

Ninguém jamais perdeu dinheiro apostando na imbecilidade dos “altos funcionários dos EUA” de sempre – que hoje se dedicam a “comentar” o mais recente pacote de sanções, como “instrumento” para “forçar Moscou a respeitar a lei internacional e a soberania do estado”. Qualquer passar de olhos, rápido que seja, sobre os registros históricos relacionados ao tal “instrumento” já provoca convulsões de gargalhadas.

E há também o subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira do Tesouro dos EUA, David Cohen, que só faz insistir que o pacote “isola” ainda mais a Rússia do sistema financeiro global.

Membros do Parlamento Europeu aplaudem de pé, durante votação do acordo entre Ucrânia e União Europeia, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, dia 16/9/2014
(foto: Vincent Kessler)

O pacote também foi descrito pela imprensa-empresa ocidental como capaz de “irritar ainda mais os mercados financeiros, já super sensíveis”. Ora! Nenhum mercado deu qualquer sinal de “irritação”. Na Rússia, as ações das empresas sancionadas subiram de valor. Nos EUA, as ações das empresas de energia despencaram. Tradução taquigráfica: os mercados “irritados” e “super sensíveis” interpretaram o novo pacote de sanções como mais um gol-contra, de Washington e Bruxelas.

A Eurásia distancia-se

Quanto a “isolar” a Rússia, as empresas estão impedidas de se aproximar, na novilíngua de Washington-Wall Street, “de importantes fontes de financiamento denominadas em dólar”. Dito eufemisticamente, não podem nem chegar perto de “capital ocidental” – e quem fala de capital ocidental fala de dólar e euro. Quem acompanha os grandes movimentos que se vão sobrepondo em direção a um mundo multipolar, já sabe que a Rússia já não precisa de dólares norte-americanos e de euros.

Moscou pode usar essas moedas para comprar-trocar por bens e serviços nos EUA e na União Europeia. Mas, mesmo esses bens e serviços, podem ser comprados em outros pontos do mundo. Para tanto, você não precisa de “capital ocidental” – com Moscou fazendo avançar rapidamente o uso das respectivas moedas nacionais com outros parceiros comerciais. A gangue atlanticista assume que Moscou precisaria de bens e serviços dos EUA e UE, muito mais do que EUA e UE precisariam de bens e serviços da Rússia. Não passa de falácia.

A Rússia pode vender seus abundantes recursos de energia em qualquer moeda exceto dólares norte-americanos e euros. A Rússia pode comprar da Ásia e da América do Sul todas as roupas de que precisa. No front eletrônico e de alta tecnologia, praticamente tudo já é fabricado, mesmo, na China.

Crucialmente, será muito excitante assistir à União Europeia – que ainda não tem política comum de energia para todo o bloco – forçada a negociar com fornecedores alternativos. Azerbaijão, Turcomenistão e Qatar, por grande número de razões complexas – que vão de gás em quantidade insuficiente para vender, à ausência de gasodutos – não entram nessa dança.

O governo Obama, por sua vez, simplesmente não permitirá que a União Europeia ponha-se a importar energia do Irã a partir de, pode-se dizer, amanhã cedo. Mesmo que o acordo nuclear hoje cambaleante venha a ser assinado antes do final de 2014 – e presumivelmente abra o caminho para o fim das sanções contra o Irã.

Os mercados ditos “irracionais” nada têm de irracionais: os mercados estão vendo o que realmente está acontecendo. Mercados são movidos pela busca de lucro máximo, derivado darealpolitik.

Entrementes, Moscou ainda nem contragolpeou. E pode ser contragolpe letal – que vise exportadores para a Rússia e mesmo consumidores de energia russa. Na sequência, a União Europeia retaliará. E a Rússia contrarretaliará. É exatamente o que Washington quer: guerra econômica/comercial que devaste e rache a Eurásia.

Sobre aqueles US$ 20 trilhões…

No front político, Ucrânia e União Europeia já concordaram, inicialmente, em “adiar o Acordo de Associação com a União Europeia para o final de 2016”.

O tal acordo é absolutamente irrealizável; fizeram, agora, o mesmo que Yanukovich havia feito em novembro passado, porque sabia que Kiev não podia perder praticamente todo o comércio que a liga a Ucrânia à Rússia, em “troca” de um muito vago “livre comércio” com a União Europeia. O acordo para “adiar” o acordo foi, de fato, supervisionado por aquela indescritível insuperável mediocridade que atende pelo nome de José Manuel Barroso, presidente em final de mandato da Comissão Europeia.

Mas foi quando o Parlamento Europeu, em sessão plenária em Estrasburgo, correu a ratificar o Acordo de Associação da Ucrânia, no mesmo momento em que o presidente Petro Poroshenko submetia o documento ao Parlamento ucraniano. Não significa que o Acordo passa(ria) a ser imediatamente vigente. A “integração” econômica com a União Europeia – fórmula eufemística para a invasão de mão-única, da Ucrânia, por produtos da União Europeia – só começará em janeiro de 2016. E não há como uma União Europeia detonada pela crise vir a incorporar a Ucrânia, antes daquela data, ou jamais, seja quando for.

Na 5ª-feira (18/9/2014), Poroshenko reúne-se com patrão dele, o presidente Barack Obama dos EUA, e falará em sessão conjunta do Congresso dos EUA. Preparem-se para um choque de retórica contra o “império do mal” de dimensões intergalácticas.

Mas será no sábado, em Berlim que a coisa real começa a desdobrar-se: negociações de energia entre Rússia, União Europeia e Ucrânia. Desnecessário repetir: Moscou tem todas as cartas decisivas.

A dívida-monstro de Washington já está chegando aos US$ 20 trilhões – e não para de aumentar. Com crise-monstro se aproximando como tsunami vindo do inferno, não surpreende que Washington tenha tido de recorrer à tática diversionista perfeita: o retorno do “império do mal”. É a escola Marvel Comics de política, tuuuuuuuuuuuudo outra vez.

A Rússia tem enorme reserva de capital estrangeiro – e pode atravessar a tempestade. A Alemanha – principal economia da União Europeia – por sua vez, já começou a sofrer. O crescimento ali já é negativo (-0,2%). O vento histérico das sanções está soprando precisamente nessa direção – desencaminhando ainda mais as economias europeias. E ninguém tem qualquer esperança de que a UE tenha colhões para enfrentar Washington. Não naquela Bruxelas infestada de vassalos.

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[*] Pepe Escobar (1954) é jornalista, brasileiro, vive em São Paulo, Hong Kong e Paris, mas publica exclusivamente em inglês. Mantém coluna (The Roving Eye) no Asia Times Online; é também analista de política de blogs e sites como: Tom Dispatch, Information Clearing HouseRed Voltaire e outros; é correspondente/ articulista das redes Russia TodayThe Real News Network Televison e Al-Jazeera. Seus artigos podem ser lidos, traduzidos para o português pelo Coletivo de Tradutores da Vila Vudu e João Aroldo, no blog redecastorphoto.

Livros:

− Globalistan: How the Globalized World is Dissolving into Liquid War,  Nimble Books, 2007.

− Red Zone Blues: A Snapshot of Baghdad During the Surge,  Nimble Books, 2007.

− Obama Does Globalistan,  Nimble Books, 2009.

Fonte: Rede Castor Photo

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