Dilma se reúne hoje com Obama na Casa Branca


Brasília – A presidenta Dilma Rousseff se reúne hoje (9), a partir das 11h45 (12h45 de Brasília), com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca, em Washington, capital norte-americana. Em discussão, pelo menos dez acordos de cooperação bilateral, nas áreas de ciência, tecnologia e energia, além de temas como a crise econômica internacional, a Conferência Rio+20 e questões de direitos humanos.

Obama e Dilma farão uma declaração à imprensa ao fim do encontro. Obama oferecerá um almoço para Dilma e, em seguida, ela se reunirá com os empresários do grupo Estados Unidos-Brasil, no Eisenhower Executive Office Building. No fim da tarde, a presidenta participa do seminário Brasil-Estados Unidos: Parceria para o Século 21, na Câmara de Comércio. Amanhã (10), ela segue para Boston, onde fará duas palestras.

Há 24  mecanismos bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos, alguns deles considerados prioritários, como o Diálogo de Parceria Global, o Diálogo Econômico e Financeiro e o Diálogo Estratégico sobre Energia. Um dos temas em discussão entre Dilma e Obama é a questão da concessão de vistos. Os Estados Unidos passaram a facilitar a concessão a partir deste ano e a expectativa é acabar com a obrigatoriedade do documento.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Tovar Nunes, reiterou que a decisão é definida pelo governo norte-americano, pois a questão migratória faz parte dos temas de política interna dos países.

No ano passado, o Brasil foi o sexto país que mais enviou visitantes para os Estados Unidos – atrás do Canadá, México, Japão, Reino Unido e da Alemanha. Depois da Argentina, os Estados Unidos são os que mais enviam turistas ao Brasil.

A expectativa é que durante a visita de Dilma sejam definidas parcerias para o programa Ciência sem Fronteiras. Atualmente, dos cerca de 800 bolsistas do Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos, 31 estudam em oito universidades de destaque.

Paralelamente, temas da política internacional devem ser mencionados na reunião entre os dois presidentes. Assim como o Brasil, os Estados Unidos apoiam a missão do enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi Annan, à Síria. Porém, o governo brasileiro insiste na defesa da busca pelo diálogo e da negociação pacífica na região.

Dilma vai reiterar o convite para que Obama participe da Conferência Rio+20, em junho. Porém, na ocasião Obama estará a cinco meses das eleições presidenciais, nas quais tentará a reeleição, enfrentando duras críticas dos adversários e o desafio da crise econômica internacional.

A crise econômica também é tema que deve predominar na Cúpula das Américas, em Cartagena das Índias, na Colômbia, nos próximos dias 14 e 15. A cúpula virou assunto polêmico, pois alguns presidentes sul-americanos, como Hugo Chávez (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia), ameaçaram boicotar a reunião devido à ausência de Cuba, por pressão norte-americana. A posição do Brasil é que esta deve ser a última cúpula sem Cuba.

Fonte: Agência Brasil

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5 respostas em “Dilma se reúne hoje com Obama na Casa Branca

  1. Entre tantos assuntos que foram discutidos pela nossa Presidenta Dilma em sua visita aos Estados Unidos um, em especial, chama a atenção de nós, universitários.
    Dilma esteve nas duas melhores universidades norte-americanas, a Universidade de Harvard e o Massachusetts Institute of Technology (MIT) par, as mais tradicionais do mundo, para falar sobre um projeto de seu governo, o “Ciência sem fronteiras”.
    Com esse projeto nosso país poderá encurtar a distância entre universitários e o conhecimento. É muito interessante pensar que pessoas que nunca puderam fazer um intercâmbio por falta de condições financeiras, poderão através do “Ciência sem fronteiras” conhecer uma nova cultura e aprender com os sistemas educacionais mais competitivos sobre tecnologia e inovação
    Podemos nos entusiasmar com a preocupação do nosso país na capacitação dos brasileiros. Esse é um esforço que poderá, enfim, combater o problema de escassez de mão-de-obra qualificada no país. Problema este que só gera atraso ao nosso desenvolvimento.
    Nos resta esperar o sucesso que esta iniciativa vem prometendo…

  2. A presidente Dilma Roussef se voltou novamente para a questão cambial, criticando a desvalorização da moeda e atribuindo essa depreciação à política expansiva dos EUA, além de criticar a guerra cambial promovida pelos norte-americanos e chineses, que de fato prejudica as exportações brasileiras. O efeito cascata produzido pelo lançamento de dinheiro no mercado também embaraça o combate a bitributação entre os países. A presidente também atribuiu papel primordial aos EUA na contensão da crise econômica mundial. A relação entre Brasil e EUA é boa, mas ainda pode avançar, principalmente em assuntos como tecnologia, educação e luta contra o crime organizado. Também foi pauta da reunião o G-20, e as propostas para reduzir o desequilíbrio global. Houve também discussão sobre o projeto “Ciências sem fronteiras”, que custeia estudantes e pesquisadores brasileiros no exterior.

  3. O encontro dos dois Presidentes abordou assuntos importantes, principalmente relacionados a economia. Nesse ponto, pesou muito a crítica feita pela Presidente Dilma pela desvalorização da moeda, verdadeira guerra cambial promovida pelos Estados Unidos da América e China. Um assunto, porém, não discutido e que deixou todos na expectativa, foi a respeito da Revolta Popular vigente na Síria. A fim de “suprir tanta curiosidade”, a Secretária de Estado dos EUA prometeu discutir o tema na sua visita ao Brasil, mas até então nenhuma notícia sobre. O Brasil e os EUA têm ideias diferentes sobre as sanções propostas por este último. E como, no momento, discutem temas sobre economia, a exemplo do acordo de livre comércio proposto pela Secretária em reunião com empresários na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), não seria muito vantajoso tocar em uma tema que pode trazer desarmonia entre os países e, principalmente, entre suas economias.

  4. O Diálogo de parceria global, criado em 2010, tem encontros anuais para dar direcionamento político à coordenação bilateral em áreas como educação, ciência e tecnologia, inclusão social e direitos humanos. Um dos temas do encontro foi a Rio+20. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chegou nesta segunda-feira (16/04/2012) ao Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, para uma reunião que deve durar cerca de uma hora. Hillary e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, comandam a 3ª Reunião do Diálogo de Parceria Global (DPG) Brasil-Estados Unidos. Hillary chegou a comentar que não vê no futuro um Conselho de Segurança da Oraganização das Nações Unidas que não incluaum país como o Brasil. Disse, ainda, que os Estados Unidos admiram, sem dúvidas, o papel de liderança crescente que o Brasil desempenha e a aspiração de ter assento permanente no Conselho de Segurança.
    Como duas das maiores economias do mundo, a relação Brasil – Estados Unidos oferece grandes oportunidades econômicas para americanos e brasileiros. O Diálogo Econômico visa a aprofundar o relacionamento entre os países, nos planos bilateral e multilateral, por meio de maior colaboração entre as autoridades responsáveis pelas políticas econômicas e financeiras e, assim, promover interesses comuns e explorar as oportunidades econômicas entre os dois países.
    No dia 9 de abril do corrente ano de 2012, em Washington, o presidente Barack Obama e a presidente Dilma Rousseff analisaram as realizações do Diálogo Estratégico sobre Energia (DEE), de nível presidencial. Por ocasião da visita do presidente Obama ao Brasil em março de 2011, eles anunciaram a criação desse Diálogo para dar apoio às metas comuns dos dois países de desenvolver fontes de energia seguras, confiáveis e baratas para crescimento econômico, segurança energética e transição para uma economia de energia limpa. As áreas prioritárias de cooperação do DEE incluem petróleo e gás natural, biocombustíveis, energia limpa e eficiência energética. Desde então, os Estados Unidos e o Brasil realizaram atividades colaborativas com o objetivo de fortalecer nossas relações em questões energéticas, aumentando o comércio bilateral de bens e serviços relacionados à energia e aperfeiçoando a segurança energética nacional e compartilhada. Em janeiro, os dois governos também se comprometeram, pelo Diálogo Comercial Brasil-EUA, a desenvolver um plano de trabalho relacionado com o setor energético para incrementar o papel do setor privado no DEE. As parcerias resultantes desse Diálogo procurarão criar empregos nos dois países, tornar os fornecimentos de energia mais seguros e ajudar a enfrentar o desafio das mudanças climáticas globais.
    Após o anúncio da implantação de mais dois consulados norte-americanos no Brasil, o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que pretende acabar de vez com a obrigatoriedade do visto para que brasileiros entrem no território americano. A medida, que pode se tornar realidade até 2016, seria possível somente se Obama fosse reeleito. Fora isso, ainda existem novas políticas que serão aplicadas pela Casa Branca para facilitar a entrada de brasileiros nos EUA. Entre elas está o fim das entrevistas para grupos formados por executivos em viagens de negócios e para os estudantes que fazem parte do programa brasileiro Ciência sem Fronteira.
    Todas estas políticas exteriores somam generosos avanços no plano internacional do nosso país, ainda que em âmbito norte-americano, porém, incontestável que isto mostra como o Brasil está bem-visto ou pelo menos como ele tem muitos interessados.

  5. O Ciência sem fronteiras poderá encurtar a distância entre universitários e o conhecimento. É muito interessante pensar que pessoas que nunca puderam fazer um intercâmbio por falta de condições financeiras, poderão através do “Ciência sem fronteiras” conhecer uma nova cultura e aprender com os sistemas educacionais mais competitivos sobre tecnologia e inovação. Sem falar na experiência vivida em outro país, como aprimoramento de língua estrangeira, convívio com outra cultura, que hoje em dia é muito bem visto no mercado de trabalho.
    Além de abrir portas para um novo mundo cheio de possibilidades e oportunidades, irá qualificar os brasileiros que terão mais chances de fazer um curso para aprimorar seu conhecimento.

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