Representante da ONU para questões humanitárias elogia capacidade de reação do Brasil a desastres naturais


Valerie Amos

Na primeira visita oficial ao Brasil, a subsecretária-geral de Assuntos Humanitários da Organização das Nações Unidas (ONU), Valerie Amos, disse hoje (3) que a experiência brasileira na resposta a desastres naturais em áreas urbanas, como enchentes e desabamentos, pode ajudar outros países a desenvolver planos de ação para situações de emergência.

Segundo ela, um dos objetivos das Nações Unidas é conhecer melhor como se dá a interação entre as esferas de governo para promover ações nessa área. “Tenho interesse, especificamente, em como o Brasil prepara as comunidades para que elas possam suportar o impacto dessas tragédias e como as autoridades federais, estaduais e locais se articulam para garantir uma preparação mais eficiente”, afirmou.

Sobre os casos de demora na liberação de recursos ou de desvio de verba para recuperação de cidades sistematicamente atingidas por enchentes e deslizamentos de terra, Valerie Amos disse que todos os países aprendem novas lições a cada experiência. “É uma questão crucial o modo como os países reagem baseados em experiências anteriores, em lições aprendidas anteriormente. Mesmo o Japão, que é um país extremamente preparado, aprendeu lições importantes com a tragédia do ano passado [do terremoto seguido de tsunami que provocou mortes e destruição]. Em todos os países que visito, ouço a mesma frase: ‘Podíamos ter feito melhor’”.

A subsecretária-geral da ONU informou que, antes de vir ao Rio, ela se encontrou, em Brasília, com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota; o ministro da Defesa, Celso Amorim; e com o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para discutir mecanismos de fortalecimento da relação da ONU com o Brasil em temas humanitários.

Fonte: Agência Brasil

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4 respostas em “Representante da ONU para questões humanitárias elogia capacidade de reação do Brasil a desastres naturais

  1. A Organização das Nações Unidas, no seu papel de plataforma de diálogo entre as nações, o que é a base das relações internacionais, demonstra em ações humanitárias, a exemplo da relatada no artigo acima, a proteção preventiva a países mais pobres.
    É louvável da parte da secretaria procurar países em desenvolvimento, caso do Brasil, para buscar formas de incentivar o desenvolvimento educacional, prevenção a desastres e políticas sociais de outras nações com menor desenvolvimento, haja visto que os problemas inerentes a boa parte destes países ainda acontecem com frequência em nosso país.
    Os avanços alcançados pelo Brasil nos assuntos relatados por Valerie Amos ainda servem como base de espelhamento, já que nossa realidade ainda é próxima de países de menor poder financeiro, logo a aplicação das políticas sociais são evidentes e não apenas um passado de sucesso.
    Entretanto, é no mínimo estranho os elogios da subsecretária-geral de assuntos humanitários à “experiência brasileira na resposta a desastres naturais em áreas urbanas, como enchentes e desabamentos”, porque o que observa-se é um despreparo total de nossa defesa civil na prevenção de desastres, exemplo: as chuvas que arrasaram Teresópolis no ano de 2011 causaram novas vítimas fatais em 2012. Isso seria o preparo adequado na prevenção a desastres ?

  2. É realmente louvável o objetivo da ONU de através de sua subsecretária-geral de Assuntos Humanitários, conhecer melhor como se dá a interação entre as esferas de governo no preparo das comunidades para que elas possam suportar o impacto de tragédias de âmbito natural e utilizar desta experiência um modelo a nível internacional, para promover planos de ação para diferentes nações em situações ocasionais de emergência.
    Entretanto, o que se questiona aqui, não são os fins, mas os meios pelos quais o objetiva.
    Ao considerar o Brasil como um exemplo à resposta à estes desastres, não há dúvida que muito honrou sua presidente, mas o fez embasada em pura demagogia que obviamente não reflete a realidade deste país, que no âmbito do preparo e eficiência emergencial, mal deu seus primeiros passos.
    O Brasil tem vivenciado sobretudo na última década, um replay anual de tragédias, com mês, local e quase sempre, resultados fatais antecipados inclusive pela lógica popular.
    A chuva mata, destrói, retira famílias inteiras do âmbito domiciliar e lhes põe a margem da dignidade da pessoa humana na menor alteração temporal. As cidades crescem sem planejamento e consequentemente não há o menor estudo a respeito das áreas construídas. O governo é omisso. Vidas são levadas anualmente pelas águas e faz com a anuência dos governantes, uma repetição de todo cenário da tragédia anteriormente vivenciado, no ano seguinte. A população mal tem tempo de se recuperar de um trauma antes de adquirir outro. E o dinheiro que se prometera em “águas passadas” escoa pela pia imunda do desvio de verbas já tão cultural…

  3. É importante ressaltar que a Organizações das Nações Unidas (ONU) tenha procurado um país em desenvolvimento, caso do nosso país Brasil, pois são os países que precisam buscar formas de incentivar a educação de seu povo, a prevenção contra desastres e melhoras suas políticas sociais, espelhando nos desenvolvidos, onde a população conta com esses serviços, para melhor atendê-los. Todavia o discurso de Valerie Amos, representante da ONU para questões humanitárias, não foi espelhado na realidade. Para a presidente pode ter sido algo honroso mas não se encaixa na realidade do país quanto aos desastres naturais. O maior desastre natural do país, que ocorreu em Janeiro de 2011 no estado do Rio de Janeiro, atingindo as cidades de Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto, que ficam na Região Serrana do estado, tiveram entre escombros, lama, lixo e poeira um total de 905 mortos de acordo com a Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil. Isso tudo ocorreu no princípio do ano e com base na matéria do site R7, do dia 09/07/2011, após 6 meses dos desastres, a população ainda convive com os escombros, lama e muito lixo. Tem casas que continuam cobertas com camada de lama de mais de 3 metros, uma grande quantidade de lixo se concentra nas calçadas e os escombros não foram retirados. Isso tudo depois de 6 meses da tragédia, o Governo federal, Estadual e Municipal foram omissos e deixaram a população a merce de serviços púbicos. No estado em que se encontram essas cidades há o aumento de chance da proliferação de doenças e não contam com serviços de água e luz que foram interrompidos. É por isso que podemos afirmar que o discurso de Valerie Amos é demagogo e não mostra a dura realidade das populações que sofrem com desastres naturais. A ONU deve auxiliar esses países e cobrar deles pois o que aconteceu com a população da região serrana do Rio de Janeiro é uma falta de responsabilidade do poder público e desrespeita os Direitos Humanos.

  4. Sérgio Buarque de Holanda, notório historiador brasileiro, criou a tese do “brasileiro cordial”.Embora o entendimento comum seja muito diferente do criado por ele, a cordialidade brasileira em tempos de crise é algo admirável.
    O tempo chuvoso do inicio do ano brasileiro, traz consigo uma serie de desastres ambientais.A região serrana da cidade do Rio de Janeiro foi devastada pelos problemas climáticos, casas destruídas, cidades devastadas e ,inúmeras, vitimas.São fatos tristes que compõe realidade brasileira, mas uma coisa é inegável.Somos um povo solidário.
    Há uma serie de demandas a serem cumpridas, mas , em tempos de calamidade, como a que houve no Rio, os brasileiros se mobilizam para fazer doações, trabalho voluntário e outras formas de ajuda.
    Dessa forma, temos muito o que ensinar ao mundo.O sentido de cooperação existente nessas terras não ocorre no resto do mundo.

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