Protecionismo brasileiro gera preocupação na América Latina


MONTEVIDÉU, 20 Mar (Reuters) – Os países latino-americanos mais comprometidos com o livre comércio estão disparando o alarme com os sinais de protecionismo às suas portas. A Argentina e, mais recentemente, o Brasil, adotaram medidas para diminuir as importações e fortalecer sua indústria, em face da valorização das moedas locais e dos elevados custos tributários e trabalhistas.

“Os maiores países da América Latina têm de entender que precisam de todos nós, porque neste mundo eles sozinhos não são nada”, disse o presidente do Uruguai, José Mujica, durante uma reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na segunda-feira.

Patrícia Espinosa, chanceler do México -país com o qual o Brasil travou uma recente disputa sobre quotas de importação de veículos-, disse que a região deve responder à desaceleração econômica global fortalecendo seus vínculos comerciais, ao invés de restringi-los.

Conversas nos corredores da reunião do BID focavam no excesso de dinheiro com origem nos bancos centrais das economias ricas, e em como ele está fluindo na direção dos lucrativos mercados latino-americanos. Isso está puxando para cima o valor das moedas locais, prejudicando a competitividade e deixando alguns países tentados a adotarem medidas para diminuir as importações.

Pesquisas mostram, no entanto, que derrubar barreiras comerciais estimula o crescimento no longo prazo -algo de que a região precisa desesperadamente. O BID e o FMI projetam uma expansão de 3,6 ou 3,7 por cento na economia latino-americana para este ano, bem aquém dos 6,1 por cento registrados em 2010.

“O protecionismo pode ser uma boa forma de evitar o trabalho sujo no curto prazo, mas, para a nossa região (…), é simplesmente o pior inimigo que temos”, disse Nicolas Eyzaguirre, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI.

O BID estima que o comércio exterior represente 39 por cento do PIB da região, bem abaixo dos 70 por cento alcançados nos países em desenvolvimento do Leste da Ásia e Pacífico. Cifras da Organização Mundial do Comércio indicam que as exportações das Américas do Sul e Central compuseram apenas 4 por cento de todo o comércio internacional em 2010.

BRASIL

O Brasil tem enfrentado uma forte apreciação do real, que atingiu máxima de 12 anos no ano passado. Uma série de medidas adotadas pelo país para proteger a indústria local pode afetar as importações dos vizinhos latino-americanos, que triplicaram desde 2005 para 36,7 bilhões de dólares.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior examina um pedido dos fabricantes de vinhos por proteção contra a concorrência estrangeira, especialmente na ponta inferior do espectro de preços, com o Chile correndo o risco de ser o país mais afetado.

Justificando sua posição, o Brasil argumenta que está tentando criar defesas contra a excessiva valorização do real e contra a relutância da China em permitir maior valorização do iuan.

“O país está se protegendo contra práticas comerciais injustas”, disse o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

A China, principal parceiro comercial do Brasil, compete com a América Latina para vender aos consumidores na América do Norte, que continua sendo o principal mercado externo da região.

Os Estados Unidos recebem agora tantas importações da China quanto da América Latina.

A força da China tem sido sentida também nos mercados domésticos. No ano passado, o Brasil importou cerca de 33 milhões de dólares de produtos chineses, quatro vezes mais do que em 2006.

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P)alertou que se medidas protecionistas tornarem-se enraizadas, elas podem ter um impacto sobre os ratings de crédito soberano. Muitos países, como Brasil, Colômbia e Peru apenas recentemente têm conseguido os desejados ratings de grau de investimento, que ajudam a reduzir os custos dos empréstimos.

“Se essas medidas são apenas uma resposta de curto prazo a um ambiente extraordinário, então elas não terão implicações severas para os ratings”, disse o diretor de ratings da S&P, Sebastian Briozzo. “Se virarem algo mais permanente, no médio prazo, acho que elas podem.”

Fonte: Reuters

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97 comentários sobre “Protecionismo brasileiro gera preocupação na América Latina

  1. Concordo com as medidas protecionistas adotadas, afinal não deve-se esperar o dano, para, posteriormente, o Estado agir. Não há razão para o Brasil importar produtos, prejudicando seu potencial de investimento e qualidade de bens. O que ele está fazendo, como citado no texto é criando defesas contra a excessiva valorização do real e contra a relutância da China em permitir maior valorização do iuan.

    Citando o ex- presidente do Banco Central, a atitude de nosso governo é simples, “O país está se protegendo contra práticas comerciais injustas”, por não ser justo tomar prejuízo em algo possivelmente modificável.

    Assim, se a China permitir a maior valorização do iuan, consequentemente, a pressão sobre o Brasil diminuirá, e o comércio internacional colherá benefícios. A máxima da não intervenção e da livre iniciativa deve prevelecer nas relações internacionais comerciais, pois assim prevê nossa CF.

  2. Ana Clara Amaral Arantes Boczar - turma 303 turno da manhã da faculdade de direito Milton Campos em disse:

    O protecionismo é um mecanismo em que o Estado dificulta a entrada de produtos estrangeiros no país a fim de proteger seu mercado interno. Para isso, aumenta as taxas de importação e impõe exigências técnicas severas em relação à qualidade das mercadorias, fazendo com que os preços dos produtos importados fiquem mais elevados, o que reduz a concorrência dos mesmos com os produtos nacionais.
    Recentemente, o Brasil tem adotado algumas medidas protecionistas para proteger seu mercado interno da guerra cambial que o mundo está vivendo. O aumento do IPI (Imposto sobre o Produto Industrializado), do IOF (Imposto sobre as Operações Financeiras) e até mesmo o aumento da taxa sobre os empréstimos feitos no exterior que tenham prazo inferior a três anos foram alguns meios encontrados pelo governo para assegurar a valorização do real. Porém, tais medidas, a princípio, têm caráter de curto prazo, de forma que, se elas se prolongarem, poderão causar um desequilíbrio na economia nacional e, consequentemente, afetar outros países. Portanto, de imediato, essas medidas podem ser eficientes, mas, a longo prazo, ela poderão trazer grandes malefícios à economia brasileira, como os já mencionados na reportagem acima.

  3. É lamentável que em pleno o século XXI, época em os países do globo caminham rumo à formação de blocos econômicos tendo como baliza o livre comércio, alguns países da América Latina (aqui se incluem o Brasil e a Argentina) estão gerando preocupações na região em função das medidas protecionistas que vem adotando. O protecionismo é prática que propõe um conjunto de medidas econômicas que favorecem as atividades internas em detrimento da concorrência estrangeira.
    É certo que nas atuais contingências, em curto prazo, o protecionismo pode ser prática saudável para a economia interna dos praticantes, haja vista que, a grande intensidade de importações, muitas vezes, implica na perda de competitividade do mercado interno. Entretanto, as especificidades latinas devem ser consideradas, nesse ínterim, seus integrantes devem construir políticas que vão ao encontro dos seus interesses reciprocamente, e não individualmente. Além disso, pesquisas evidenciam que, em longo prazo, a eliminação de barreiras comerciais estimula o crescimento. Como disse o presidente Uruguaio José Mujica: “Os maiores países da América Latina têm de entender que precisam de todos nós, porque neste mundo eles sozinhos não são nada”.
    É imprescindível que haja uma mudança nos rumos das conjunturas econômicas internas, de modo a refletir na América Latina como um todo, caso contrário o desenvolvimento tornar-se-á intangível.

  4. Rodrigo Baptista S. de Souza - Faculdade de Direito Milton Campos -FDMC em disse:

    No hodierno sistema político-econômico brasileiro, a imposição de medidas para conter o crescimento do elevado índice de importação é indubitável por meio de politicas protecionistas. Como uma das causas, podemos mencionar a apreciação do Real e a desvalorização do Dólar que, fatores esses, consequentemente, estimulam a importação no mercado da América Latina que, como o Brasil, possui países em desenvolvimento e com suas economias em expansão.

    Contudo, a imposição de medidas protecionistas tem o condão de tornar inabalável a economia de quem está no comando em detrimento da economia adversária, criando barreiras para essa de modo a dificultar ao máximo o seu desenvolvimento à custa de benesses do país impositor. Embora busca-se a proteção da economia interna, essa não me parece ser a melhor solução no atual contexto econômico, tanto na América Latina como no restante do mundo se se considerarmos, principalmente, a expansão substancial econômica da América Latina. Aquele Estado que se vale de medidas protecionistas,age de forma infrutífera, pouco eficiente, pois, como pode-se perceber, não há acréscimo substancial naquilo que se busca proteger e, muitas das vezes, o resultado que se obtido é adverso. A solução mais plausível e racional é aquela que visa criar maior competitividade entre as partes, agir de maneira convergente, mutua; de modo que ambos consigam atingir suas metas econômicas em relação à economia alheia.

    Por fim, mas não menos importante, uma outra solução para esse impasse seria “uma guerra” contra a “guerra cambial”. Atualmente, o que acontece é que quando a liquidez sobe o a moeda brasileira também sobe. Desse modo, o país teve de fato avanços que ocasionaram à apreciação do real. Os problemas da política econômica hoje são complexos e o arsenal do governo é de armas obsoletas ou muito óbvias. Mas espera-se que essa munição não possa ser o mesmo protecionismo com que o Brasil vem enfrentando em sua história, recorrentemente, qualquer ameaça sobre a indústria.

  5. O Brasil vem adotando inúmeras medidas protecionistas visando proteger a indústria nacional. No entanto, tais medidas não parecem ser, em um primeiro, a melhor solução. Isso porque, embora o país deva adotar medidas preventivas para se proteger pois, em um curto prazo elas podem fazer surtir algum efeito, a longo prazo tais medidas podem afetar a economia de maneira a gerar péssimas consequências. Neste sentido, pode-se dizer que, aparentemente, as medidas protecionistas adotadas por um pais são vantajosas, uma vez que possuem a finalidade de proteger a economia nacional da concorrência estrangeira. Por outro lado, estas medidas, no futuro, podem ser negativas para o país, já que em alguns casos isso pode fazer como que o país perca espaço no mercado externo. Isso tanto pode acontecer que o comissário europeu para o comércio exterior, Karel De Gucht, disse, durante a Cúpula União Europeia-Brasil realizada no fim do ano passado, que as medidas adotas pelo Brasil e Argentina podem comprometer as negociações para um acordo de livre comércio entre União Européia e Mercosul. Deste modo, entendo que o Brasil deveria buscar outra forma de proteger sua economia, pois se ele deixa de fazer concessões a determinados países, estes países dificilmente farão concessões ao Brasil, o que pode afetar drasticamente a sua economia futura.

  6. A valorização das moedas locais e a elevação de tarifas por parte dos países latino-americanos tem criado uma tendência de adoção de medidas protecionistas, para evitar um enfraquecimento econômico por parte dos demais países que compõe o mercado.
    A Argentina e o Brasil são exemplos de países que adotaram tal comportamento, aplicando medidas como o fortalecimento das indústrias e a diminuição das importações.
    Esta forma de proteção é uma solução a curto prazo para o problema gerado pela valorização das moedas de certos países. No entanto, ficou comprovado que a diminuição de barreiras comerciais é um estímulo para o crescimento a longo prazo.
    Dessa forma, os países devem buscar se proteger, sempre tendo em vista as consequências das medidas adotadas. Não se pode analisar o problema buscando uma solução atual, quando existem outras medidas que futuramente podem ser mais benéficas.
    Ainda deve-se observar que o aquecimento da economia latino-americana garante o crescimento dos seus países e, consequentemente, barra a intervenção de países alheios, como foi citado no caso a China, na competição do mercado.

  7. Bruna Nogueira de Andrade - turno manhã - Faculdade de Direito Milton Campos em disse:

    O protecionismo propõe um conjunto de medidas econômicas que favorecem as atividades internas em detrimento da concorrência estrangeira. Essa política contrasta com o livre comércio, onde as barreiras governamentais ao comércio e circulação de capitais são mantidos a um mínimo. Algumas medidas protecionistas são: aumento da carga tributária sobre a importação de gêneros agrícolas e manufaturados, criação de diversas regras e normas para a entrada de produtos estrangeiros e utilização de subsídios para baratear os produtos nacionais. O dinheiro que flui de economias ricas para os países latino americanos eleva o valor da moeda local, e facilita providencias tomadas para redução de importação. Porém a aplicação de medidas que restringem o comercio afetam a todos. No longo prazo, colocam em perigo a habilidade de atingir alguns dos objetivos que a região tem, e gera uma instabilidade na economia. Há muitas medidas que podem ser aplicadas como uma política fiscal saudável ou o controle seletivo dos fluxos de capital que entram no país com taxas de juros baixas antes de implementar restrições ao comércio, já que estas afetam os consumidores, reduzem a previsibilidade dos produtores e investidores, e tendem a ser muito mais difíceis de reverter.

  8. O Brasil se vê em uma fase onde o real está se valorizando, com isso o país aumenta seu fluxo de importação enquanto o de exportação diminui fazendo com que a balança comercial fique menor. Para evitar o excesso de importação causado pela apreciação do real o governo decide implantar medidas protecionistas para dificultar o fluxo dos produtos oriundo de outros países. Esse fato vem sendo mais enfatizado na indústria automobilística onde o Brasil não tem vantagem comparativa. É fato que o uso de barreiras protecionistas desestimula o crescimento do país. Ao invés de criar esse tipo de restrição o governo deveria fazer com que nossos produtos tenham vantagem comparativa com os outros, investindo em tecnologia, assim seria uma alternativa mercadológica, se nosso produto fosse bom ninguém iria querer importar.

  9. O acúmulo do valor das moedas locais está prejudicando a competitividade e deixando alguns paises tentados a adotarem medidas para diminuir importações. O pretecionismo são medidas econômicas pela qual o Estado dificulta a entrada de produtos estrangiros no país a fim de proteger seu mercado interno. Favorecendo sua industria e criando defesas contra excessiva valorização do real no caso do Brasil.
    Proteger o mercado interno é a prova de que o governo brasileiro não investiu em ciência, tecnologia e infra estrutura, mantendo uma alta carga tributáriae tirando chances de compatitividade de nossas empresas. A corrupção custa caro. A curto prazo as barreiras protecionistas resolvem mas o crescimento a longo prazo vem da queda dessas barreiras.

  10. Atitudes do Brasil como uma maneira de tentar barrar as importacoes ao seu comercio local, é visto para muitos como uma desacelaracao da ecomia, pois bem, tal questao é afirmativa, porem, nao ha que se pensar somente no ambito de economia crescente de 6% a 10% todos os anos, pois se fizermos uma observacao mais aprofundada do caso em tela conluiremos que o pais Brasil nunca esteve com uma ecomia tao pugente como nos ultimos anos. Pois bem, para concluir tal raciocinio foi preciso desviar um pouco do assunto, retomando-o, quero chegar no seguinte ponto. A economia brasileira cresceu tao rapidamente, e tao desordenamente que agora precisa de um equilibrio, nao digo pois que a economia esta indo para um lado errado, pois é de muita sabedoria nao impor barreiras as importacoes, pois com importacoes vem a confianca, e com a confianca vem o investimento. Nota-se que o Brasil quer tao somente buscar uma forma de estabilizar sua economia, aplicando uma politica economica equilibrada protecionista para nao entrar em recessao, como muitos paises estao,

  11. O protecionismo, em oposição ao livre comercio é uma prática que prioriza a economia interna em detrimento da extrangeira atraves de uma série de medidas, tais quais; criação de altas tarifas para impedir a entrada de produtos estrangeiros no país,subsídios à indústria nacional e fixação de quotas que reduzem o número de produtos de outros países que podem entrar no país. É uma pratica que favorece a economia interna e cria empregos, além de gerar tecnologia. Mas tal prática também tem seus aspectos desfavoráveis, ja que reduzem a participação do país no mercado externo, o que cria uma série de desvantagens como o aumento do preço dos produtos nacionais, por exemplo.
    O Brasil tema dotado política protecionista em relação aos demais países latino americanos, o que vem preocupando-os, sob o argumento de que isso irá restringir os vínculos entre os países, sendo que os mesmos, deveriam tentar fortalece-lo. O Brasil, por sua vez afirma que tal prática se faz necessária na medida em que visa combater a excessiva valorização do real e a relutancia da China em permitir a valorização do IUAN.
    O fato é que há pros e contras no que diz respeito ao protecionismo brasileiro, sendo que a curto prazo o crescimento economico é algo admissível e até mesmo aceitável. Mas será que a longo prazo essa prática se mostra eficiente?

  12. O tratamento protecionista, já foi tema bastante polêmico, discutido no artigo 171 da Constituição Federal, revogado pela Emenda Constitucional nº 6/1995, a Constituição distinguia dispunha que a lei poderia conceder proteção e benefícios para desenvolver atividades consideradas estratégicas para a defesa nacional e para o desenvolvimento do País. Permitia ainda controle das atividades tecnológicas das empresas, imposição de percentuais de participação no capital, de pessoas físicas domiciliadas e residentes no País.
    Medidas estas adotadas no sentido de favorecer as atividades econômicas internas, reduzindo e dificultando a importação de produtos e a concorrência estrangeira.
    Nesse sentido, o Brasil já adotava medidas altamente protecionistas e conservadoras, a fim de proteger as empresas brasileiras dos riscos da concorrência.
    Na análise do texto em comento deve se levar em conta duas vertentes de pensamento que se confrontam: De um lado a abertura da economia aos investimentos estrangeiros e de outro, a proteção da economia nacional.
    O Brasil tem sido criticado pela sua postura no comércio internacional, devido às acusações feitas pelo governo brasileiro de que os países riscos desvalorizam suas moedas. Ao exercer seu papel de agente normativo e regulador da atividade econômica, o governo tem adotado medidas para diminuir a importação e fortalecer suas indústrias, com isso, poderá prejudicar a competitividade dos mercados emergentes e provocar aumento de custos no Brasil, a desindustrialização e consequente perda de empregos.

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  13. As medidas protecionistas adotadas pelos governos brasileiro e argentino são motivas pela valorização das suas moedas, possivelmente se trata de uma prática temporária, reflexo da recente crise econômica de 2008-09 que direcionou investimentos aos países latino americanos, entre outros.
    Essa política protecionista se mostra a melhor opção atualmente, dado o fluxo de capital que entra, sendo bom momento para investir e atualizar a indústria interna. No entanto essa política é interessante se funcionar apenas pelo tempo necessário ao desenvolvimento interno, seguido pelo momento em que as indústrias nacionais estarão aptas a oferecer elevado grau de competitividade mesmo com baixas barreiras comerciais pelo governo. Estimulando assim o crescimento efetivo de longo prazo.
    O Brasil tenta de outras formas não se juntar ao tsunami monetário e ainda contornar práticas comerciais injustas, como a desvalorização forçada do iuan chinês que torna este produto mais competitivo no mercado consumidor americano, sendo a competitividade o real motivo da prática protecionista de curto prazo. Essa política não perdura e não se justificada, o país busca aliados fortes e escoamento das suas mercadorias tanto por integrar o próprio Mercosul, como para que se fundamente a criação do banco de desenvolvimento junto ao BRICS. Agir de forma protecionista é também contrário a política comercial externa que o Brasil transmite, refletida nas recentes palavras da presidenta Dilma, em Nova Déli:
    “(A crise) não será superada por meio de meras medidas de austeridade, consolidação fiscal e desvalorização da força do trabalho. Menos ainda por meio de políticas expansionistas que ensejam uma guerra cambial e introduzem no mundo novas e perversas formas de protecionismo

  14. A medida protecionista tem como finalidade a diminuição das importações, fortalecendo, assim, a indústria nacional.
    Assim sendo, o protecionismo é claramente vantajoso aos produtos nacionais, sendo que o Brasil, agindo assim se protege contra práticas comerciais injustas.
    Analisando o lado desvantajoso, estas políticas podem fazer com que o país perca espaço no mercado externo e falte atitude para o desenvolvimento por parte das empresas nacionais, já que estão acomodadas pelos benefícios da medida. Uma desvantagem também é o aumento do preço interno, já que não há concorrência externa, não havendo porquê de os preços se manterem baixos para concorrerem com os demais.
    A presidente Dilma Rousseff já adotou uma série de iniciativas para proteger a indústria nacional da invasão dos importados, cerca de 40 medidas aplicadas ou em análise.
    O protecionismo, então, protege a economia nacional da concorrência externa, garante empregos e desenvolve tecnologias nacionais, o que, claro, é muito vantajoso, desde que usado moderadamente para mininorizar as consequências desvantajosas.

  15. Em face do cenário econômico atual, o governo brasileiro adotou uma serie de medidas, como o aumento do IOF para estabilização da moeda e também a elevação do IPI para automóveis importados, com o objetivo de proteger a indústria nacional da invasão dos produtos importados. Essas medidas são denominadas protecionistas e geram, de fato, a apreensão e desconfiança dos países que mantém solidas relações de comércio com o Brasil. Apesar de utilizar de mecanismos lícitos para o fortalecimento da economia interna, o Brasil deve se manter atento quanto ao protecionismo, pois muitas vezes com o objetivo de estabilizar a economia interna o pais acaba por se desestabilizar no campo do comércio exterior gerando grandes dificuldades nas relações econômicas internacionais. Um claro exemplo disto é a Argentina que sempre manteve uma postura protecionista e hoje em dia sofre os efeitos econômicos conseqüentes das medidas pro economia interna adotadas. A indústria brasileira não necessita proteção, más sim de uma iniciativa do governo para que possa ter condição de dividir o mercado com as grandes potências.

  16. O Brasil vem utilizando em maior grau o protecionismo, em que é adotado um conjunto de medidas no sentido de favorecer as atividades econômicas internas, reduzindo ao máximo, a importação de produtos e a concorrência estrangeira, em face da valorização do Real e dos elevados custos tributários e trabalhistas. O protecionismo é vantajoso, em tese, pelo fato de proteger a economia nacional da concorrência externa, garantir a criação de empregos e incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias. No entanto, estas políticas podem, em alguns casos, fazer com que o país perca espaço no mercado externo; provocar o atraso tecnológico e a acomodação por parte das empresas nacionais, já que essas medidas tendem a protegê-las; além de aumentar os preços internos. O Brasil, especificamente, recentemente aumentou o IOF para estabilização da moeda e também elevou o IPI para automóveis importados, mas, por outro lado possibilitou a abertura da economia aos investimentos estrangeiros. Assim, correta a postura brasileira pois visando o cenário da economia atual, estabeleceu prioridades, porém o Brasil vem sendo criticado pela sua postura no comércio internacional.

  17. O Brasil, um dos países mais comprometidos com o livre comércio na América Latina, diante da atual conjuntura internacional, vem adotando medidas protecionistas como forma de fortalecimento da indústria nacional e diminuição das importações.
    Nesse contexto de guerra cambial, as medidas protecionistas acabaram se tornando uma espécio de mal necessário, sendo, a curto prazo, capazes de tornar a indústria nacional mais competitiva, mas podendo, caso continuem sendo adotadas a longo prazo, causar danos à economia nacional.
    A grande maioria dessas medidas não precisariam ser adotadas caso tivessem sido resolvidos problemas estruturais na economia brasileira, como a alta carga tributária e a alta burocratização estatal, além da questão trabalhista, que acabam por aumentar o custo dos produtos nacionais, tornando-os menos competitivos no mercado internacional.
    O governo poderia estar adotando medidas mais abrangentes, mas, ao contrário, com a adoção dessas medidas protetivas vem enfrentando o problema da guerra cambial de forma pontual.

  18. O protecionismo faz com que o país reduza as importações fazendo com que o produto brasileiro torne mais atraente no mercado nacional, no entanto, o protecionismo a longo prazo pode fazer com que a falta de concorrência faça que a indústria nacional não tenha desenvolvimento equivalente ao desenvolvimento das empresas do exterior, desta maneira ficaria cada vez mais difícil que o Brasil conquiste mercados no exterior e o desenvolvimento das empresas nacionais tenderiam ao estagnamento, uma vez que o mercado nacional já teria sido conquistado e o mercado externo teria muito mais competitividade.

  19. A forte apreciação do real e a relutância da china em permitir a valorização do iuan forçam o Brasil a adotar medidas que visam proteger a indústria local, e, ao mesmo tempo, proteger o país contra práticas comerciais injustas. Porém, essas medidas devem ser apenas uma resposta de curto prazo a um ambiente extraordinário para não impactarem sobre os ratings de crédito soberano.

  20. O protecionismo é uma medida utilizada por alguns países para priorizar o mercado nacional, a atividade industrial interna visando a não concorrência estrangeira e a diminuição das importações.
    Tanto a Argentina quanto o Brasil começaram a adotar algumas medidas protecionistas consideradas como um “último” instrumento. Esse que é utilizado pelos países mais pobres que veem aí uma grande chance de fortalecer suas indústrias e também sua economia. Porém, essas barreiras estão atingindo o mercado de outros países, inclusive dos que também compõem a América Latina. No entanto, a união faz a força e, sozinhos, Brasil e Argentina não são nada.
    Para Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central: “o país está se protegendo contra práticas comerciais injustas”. Porém, no Brasil, o fechamento da economia não é a melhor opção mesmo com a valorização do real e os elevados custos tributários e trabalhistas. O ideal é contrabalançar defendendo e valorizando as empresas e os empregos locais e ao mesmo tempo trazer investimentos estrangeiros produtivos.

  21. O Brasil vem, recentemente, adotando medidas protecionistas a fim de diminuir as importações e fortalecer a indústria interna, tendo em vista o atual contexto de guerra cambial. Sendo vítima de uma competição predatória da indústria estrangeira não resta ao governo brasileiro outra alternativa a curto prazo que não seja a imposição de barreiras comerciais para restringir a entrada dos produtos estrangeiros. Sendo tais medidas setoriais e provisórias, elas se justificam, devendo a indústria brasileira, neste interregno, buscar ser mais competitiva e menos vulnerável aos produtos estrangeiros. No entanto, como bem alertou o artigo acima, tais medidas não devem permanecer por um longo prazo, sob pena de verificarmos efeitos inversos, que tragam prejuízo para o mercado e economia brasileira. Por fim, vale ressaltar que a favor do governo está um levantamento feito por uma organização que monitora diariamente políticas que afetam o comércio mundial, o qual mostra que o Brasil está longe de ser um dos países mais fechados do mundo, sendo que, por exemplo, a Argentina e os Estados Unidos adotam mais medidas protecionistas que o Brasil.

  22. Essas medidas protecionistas de limitação das importações têm por objetivo favorecer o mercado interno brasileiro e evitar a concorrência estrangeira, uma vez que o Real sofreu forte valorização. A excessiva valorização do Real pode causar uma desindustrialização do país, já que há uma forte concorrência de produtos importados a preços menores do que os praticados no mercado interno brasileiro, cujos produtos, entre outros fatores, enfrentam altos custos trabalhistas e tributários. Essas medidas afetam bastante os países da América Latina que exportam vários produtos para o Brasil o que impacta de modo considerável a economia deles. Medidas protecionistas, em regra, são tomadas por todos os países, porém, em menor ou maior grau dependendo dos fatores econômicos. Tais medidas tomadas pelo Brasil, não devem ter grandes efeitos, já que elas só estão ocorrendo por causa da excessiva valorização da moeda, que o governo está tentando controlar. Com a diminuição dos efeitos da crise econômica mundial o Brasil deve reduzir essas medidas e assim não teremos os efeitos negativos do protecionismo permanente, como a diminuição do crescimento dos países da America Latina e a estagnação tecnológica. Em tempos de crise econômica medidas não tão amistosas precisam ser tomadas, apesar de o país ter boa relação econômica com a América Latina, em regra.

  23. Quando se fala em medidas protecionistas, deve-se sempre ter em mente o caráter político das críticas e defesas que atingem a decisão. A decisão, por si só, é extretamente influenciada pela política internacional. O protecionismo alarmado pelo Brasil é apenas uma consequência às barreiras impostas pelos países desenvolvidos, como Estados Unidos, Europa e China. O país precisa sim se defender da ingerência das economias mais fortes, que se protegem de todas as formas.

    Lembre-se sempre que o discurso do liberalismo econômico vem da vontade de que o outro liberalize, mas nunca da vontade de abrir o seu próprio mercado interno aos produtos mais competitivos das economias em desenvolvimento. Defende-se sim a liberalização, quando sabe-se que é você quem vai ganhar a concorrência. Ora, se os países estrangeiros protegem sua economia logo onde o Brasil sabe que tem condições de ganhar a concorrência, faremos o mesmo quanto aos produtos vindos de lá.

  24. O protencionismo, sempre em pauta nas discussões internacionais, é, ao mesmo tempo, uma ação, uma medida imposta por um governo soberano para proteger seu mercado interno, mas, ao mesmo tempo, também é uma reação. Ou seja, é a “única saída” de vários países, em especial os mais frágeis economicamente, diante de políticas econoômicas adotadas por outros países, mais fortes e das quais ele depende. Veja o exemplo da China, e também o Estados Unidos e Europa: estão buscando a desvalorização de suas moedas. Diante disso, para que seu mercado interno não sofra um colapso, restam poucas medidas que um país como o Brasil pode tomar. Se de um lado, o Brasil vai se proteger contra esses “gigantes”, de outro lado, vai prejudicar outros países menores da qual importa, como é o caso dos países latino-americanos, que vão sofrer com isso. Os efeitos são muitos e, obviamente, em cascata.
    O valorização do real, em virtude do excesso de dinheiro fluindo em direção ao mercado latino-americano, é um passo para a inflação e ameaça as indústrias internas, mas, como mencionado, pode ser algo que gere um maior crescimento ao longo prazo. O que fazer? Proteger o mercado interno agora? Pensar no crescimento de amanhã? Conforme exposto no final do artigo, essas medidas, mantendo o caráter extraordinário, podem não prejudicar os investimentos feitos no país, contudo, se perdurarem, a situação não será a mesma. Mas o que fazer levando isso em consideração, e vendo as agressivas políticas protencionistas dos países mais fortes?

  25. O conjunto de medidas adotado pelo Brasil revela mais claramente como o protecionismo comercial ainda é um problema sério na economia mundial, ainda mais em tempos de crise econômica. Entretanto, essa escalada que o país está vendo é explicada, em grande parte pela ausência das reformas, que são urgentes mas sempre adiadas. A elevada carga tributária engessa os setores produtivos da economia e impede um maior grau de investimentos pelos empresários e, à falta de competitividade causada pela redução nos incentivos se segue que o governo tem de arranjar uma maneira de compensar essas deficiências, e o faz reduzindo ou aumentando impostos conforme entende necessários. No caso do Brasil, percebe-se que o objetivo de integração da América do Sul, com o Mercosul e a Unasul, fica em segundo plano, ante a imperiosa questão de cada país resolver urgente e de forma isolada seus problemas, ainda que promova o desequilíbrio do vizinho. O fantasma do imperialismo brasileiro, que não passa de uma visão distorcida dos países sul-americanos, incapazes de entender que se trata de política econômica interna, ainda que exagerada, aumenta a escala desse problema em uma região com economias tão díspares quanto Brasil e Paraguai. À adoção temporária de medidas protecionistas por um país deve se seguir as conversas entre eles para buscar uniformizar as políticas comerciais, tendentes a construir uma América do Sul mais igualitária também economicamente. É uma tarefa árdua, mas que em algum momento será cobrada dos países.

  26. O Brasil, ao adotar medidas protecionistas visa fortalecer a economia interna, para que as empresas nacionais não sejam prejudicadas, por alguma eventual concorrência desleal com produtos importados. Em vista da atual conjuntura, o Brasil adota medidas protecionistas, em razão da valorização do real frente ao dólar, vez que, o real valorizado, faz com que as importações sejam mais baratas, o que ocasiona o crescimento das importações e o enfraquecimento da economia nacional. Desse modo, as medidas protecionistas são totalmente válidas, em razão da economia nacional prevalecer em relação à economia externa. Medidas protecionistas nada mais são do que um forma de proteger o mercado interno de uma concorrência desleal com produtos importados.

  27. A prática protecionista consiste em um conjunto de medidas a serem tomadas no sentido de favorecer as atividades econômicas internas, reduzindo e dificultando, ao máximo, a importação de produtos e a concorrência estrangeira. Praticamente todos os países, em maior ou menor grau, utilizam-se dessa prática.
    O Brasil, vivendo um momento de valorização da moeda local e de elevados custos tributários e trabalhistas, tem adotado medidas para diminuir as importações e fortalecer sua indústria local.
    Tem- se que o protecioniso é vantajoso, em tese, pelo fato de proteger a economia nacional da concorrência externa, garantir a criação de empregos e incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias. No entanto, estas políticas podem, em alguns casos, fazer com que o país perca espaço no mercado externo, provocar o atraso tecnológico e a acomodação por parte das empresas nacionais, já que essas medidas tendem a protegê-las, além de aumentar os preços internos.
    Nesse sentido, a preocupação dos país da América Latina é de extrema relevância. Como qualquer atitude, no âmbito internacional, tem-se as vantagens e desvantagens. É necessário programar e estipular um equilíbrio para que o Brasil e os demais países da América Latina sintonizem uma relação vantajosa. Claro, o protecionismo deve permanecer, mas de uma maneira moderada, a fim de que nenhum país seja isolado ou prejudicado ao extremo.

  28. A crise econômica mundial de 2008 desencadeou uma onda protecionista por todos os países, principalmente os desenvolvidos.Com o Brasil não poderia ser diferente, isso porque o pais hoje enfrenta a concorrência com produtos chineses elaborados com mão de obra barata e bem menos burocracia do que a enfrentada pelos empresários brasileiros para montar uma empresa.
    Os paises latino-americanos não podem reclamar do protecionismo. Ele está sendo inclusive mais praticado pelos paises desenvolvidos, como EUA e Reino unido, que, juntos, adotaram, respectivamente, 105 e 86 medidas de defesa comercial desde 2008, enquanto o Brasil adotou apenas 80 no mesmo período.
    Um caso, muito relatado pela mídia, pode exemplificar a prática de protecionismo. Recentemente, a Embraer negociava a venda de 20 aviões super tucano para o Governo Norte Americano.A venda, contudo, foi cancelada sob alegação de que o relatório enviado pela indústria brasileira era incompleto.O problema era um só: na crise americana, o lobby da industria aeronautica pressionando os congressistas norte americanos, pois seria muito incongruente comprar aviões da industria brasileira, sendo que eles poderiam ser comprados da norte-americana e gerar empregos americanos.
    Sendo assim, o Brasil só está agindo para defender alguns setores que estão sofrendo na crise da mesma forma que em outros paises.E, se os empresários daqui não fizerem lobby para proteção da industria nacional, fatalmente, ocorrerá o fenômeno da desindustrialização.

  29. Protecionismo é o conjunto de medidas que visa favorecer as atividade econômicas internas de um país. Para isso é imprescindível dificultar a importação de produtos estrangeiros, seja criando tarifas ou mesmo subsidiando a indústria nacional.
    Por óbvio, quando se trata de criticar o protecionismo realizado por outros países todos os demais criticam, levantando a bandeira da liberalização. Entretanto, por mais injusto que possa, a princípio, parecer, é uma tecnica utilizada por todos os países, em maior ou menor grau.
    Assim, tendo em vista que é uma prática corriqueira entre os países e não é exclusiva do Brasil, acredito que o protecionism em muitos casos é uma medida vantajosa para o país. Deve-se, porém, avaliar antes o que o país vai ganhar com o protecionismo e qual serão as retaliações que o país sofrerá pela aplicação da medida, se, ao final, o protecionismo for mais benéfico, não há dúvidas de que está é a melhor solução.

  30. Entendo que a adoção de salvaguardas é um jogo de perde-perde. Nossas barreiras comerciais vão implicar respostas à altura. Algumas medidas são polêmicas, discriminatórias e vão no sentido contrário das práticas mais modernas do comércio internacional. As medidas poderiam até ser aceitáveis, mas se fossem temporárias e acompanhadas de reformas estruturais. Esse é o ponto-chave, o governo vem buscando adotar medidas mais estruturais, mas não consegue.
    Concordo com o entendimento do diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, que sugeriu que o país tem uma série de outras ações que pode adotar para o desenvolvimento da indústria automotiva nacional, como melhora da produtividade, qualificação e infraestrutura.

  31. Primeiramente, há de ser ressaltado que se por um lado as medidas protencionistas podem levar a uma melhoria no mercado interno, por outro, fere claramente, interesses de outras nações. É muito fácil observar que o Brasil tem um histórico de lutas no que tange a derrubada de medidas protecionistas no mercado europeu, sobre os produtos brasileiros. Porque luta em busca da redução de barreiras em um lugar se em seu próprio Estado adota tais medidas? No mínimo distoante. Concordo com o diretor da OMC, quando este relata haver outras ações cabíveis visando o fortalecimento do mercado interno, mesmo que não sejam restrigidas dasticamento a importação, por meio de barreiras. Cabe, salientar, ainda, que o Brasil, integrante do Mercosul, deve adotrar medidas cabíveis dentro dos limites do pacto realizado, caso contrário, será um representante que não segue as diretrizes. Países em desenvolvimento, que visam, principalmente, crescimento a longo prazo tedem a adotar fortemente medidas protencionistas, acreditando que irão possibilitar o fortalecimento do mercado interno. Assim, penso que o Brasil, não deve adotar medidas tão fortes, mas sim adotar outras medidas que poderão lhe dar defesas.

  32. Apesar de em alguns momentos o Banco Central atuar de maneiras questionáveis, entendo que no caso em tela as medidas protecionistas demonstram-se necessárias. Os países estrangeiros, muitas vezes, propõem um comércio desleal em comparação com a produção e indústria brasileiras. Sendo assim, o uso das tarifas e de certas barreiras para promover o mercado interno brasileiro, demonstram-se necessárias. A China, por exemplo, é grande parceira do Brasil, mas, ao mesmo tempo, tem uma forma de produção altamente competitiva e difícil de se combater. Caso não haja barreiras alfandegárias nesse espectro, os produtos brasileiros ficarão absolutamente em segundo plano, já que os produtos chineses, em regra, são de alta qualidade e muito mais baratos. Acredito que o sistema de defesa comercial do Brasil ainda tem muito a melhorar, mas Henrique Meirelles, no caso em questão, adotou medidas oportunas. Há que se salientar, todavia, que toda medida restritiva deve ser ponderada, isto é, há que se verificar cotidianamente a situação do mercado, para que as medidas sejam canceladas ou aprimoradas. Isso porque a dinâmica mundial exige que o Brasil sempre esteja atento a quais medidas adotar, e em quais momentos.

  33. O protecionismo consiste em um conjunto de medidas a serem tomadas no sentido de favorecer as atividades econômicas internas, reduzindo e dificultando ao máximo, a importação de produtos e a concorrência estrangeira.
    Atualmente, o Brasil adotou algumas medidas protecionistas para proteger seu mercado interno, fortalecer as indústrias internas e a diminuir as importações. Apesar de receber críticas de vários países é o correto a se fazer.
    No atual contexto econômico, o protecionismo brasileiro é necessário para proteger o mercado interno da guerra cambial que o mundo está vivenciando. O Brasil está perdendo muito mercado no comércio internacional, principalmente para a China. O custo do produto brasileiro é muito caro comparado com os de outros país, a carga tributária é alta e lei trabalhista tem muitos encargos paras empresas, o que reflete diretamente no produto nacional. Na china há muito subsídios, além do custo da produção ser bem menor, o que faz com que ela ganhe na exportação de produtos industrializados. A consequência disso é que os produtos importados acabam saindo mais baratos do que os nacionais. Por isso, o Brasil deve fortalecer seu mercado interno primeiro para que depois possa competir internacionalmente.
    Dessa forma, pode-se concluir que adoção de medidas protecionistas é o correto a se fazer no momento. No entanto, ela precisa ser monitorada de acordo com as mudanças do mercado, pois o protecionismo permanente pode ser prejudicial.

  34. A tensão entre a liberalização e o protecionismo sempre foi um marco do comércio internacional. No atual contexto, o governo brasileiro justifica o protecionismo pela necessidade de fomentar o desenvolvimento nacional, e fortalecer a indústria e a produção nacional (como os fabricantes de vinho citados na reportagem). Talvez o maior desafio do mercado globalizado seja encontrar o ponto de consenso entre as nações. Ou seja, as idéias e almejadas concessões recíprocas são extremamente difíceis de obter. Além disso, por trás desse debate há a necessidade da nação de se impor como soberana. Afinal, a adoção de medidas sugeridas por órgãos externos e que a primeira vista possam lhe parecer desfavoráveis, passa a imagem de um país enfraquecido e sem convicção de suas medidas. Entendo que isso volta a ocorrer neste momento. Não se superam problemas e se encontram soluções no atual contexto de economia globalizada, adotando-se medidas solitárias e isoladas do grupo econômico. A postura conservadora, defensiva, e até mesmo “ufanista” do Brasil neste momento é eficiente, mas desprezível a longo prazo. Falta ao governo brasileiro o arrojo e ousadia de continuar promovendo a integração do mercado, mesmo que a princípio o mais correto seja a postura protecionista.

  35. As medidas protecionistas são medidas econômicas que visam proteger as atividades internas em detrimento das estrangeiras.
    O aumento das taxas tributárias de importação, a imposição de exigências técnicas severas em relação à qualidade das mercadorias, a criação de diversas regras e normas para a entrada de produtos estrangeiros e a utilização de subsídios para baratear os produtos nacionais são exemplos típicos de mecanismos protecionistas utilizados pelos Estados com o fito de proteção interna vez que com tais medidas, os preços dos produtos nacionais ficam abaixo dos importados.
    O Brasil vem adotando medidas para proteger seu mercado interno da guerra cambial que o mundo está vivendo, fortalecendo a indústria interna e diminuindo as importações, tais medidas decorrem da valorização das moedas locais e a elevação de tarifas por parte dos países latino-americanos que, assim, tem criado uma tendência de adoção de medidas protecionistas, para evitar um enfraquecimento econômico por parte dos demais países que compõe o mercado.
    A adoção de tais medidas tem um viés protecionista, mas também, se adotadas excessivamente, poderão restringir o comercio, afetando a todos da coletividade. Além de poder gerar instabilidade na economia e fragilizar a pretensão de atingir determinados objetivos para a região.
    Desta feita, as medidas protecionistas devem ser tomadas racionalmente e de forma saudável, como realizando um controle seletivo dos fluxos de capital que entram no país com taxas de juros baixas antes de implementar restrições ao comércio, já que estas afetam os consumidores, reduzem a previsibilidade dos produtores e investidores, e tendem a ser muito mais difíceis de reverter.
    Dessa forma, os países devem buscar se proteger, sempre tendo em vista as consequências das medidas adotadas. Não se pode analisar o problema buscando uma solução atual, quando existem outras medidas que futuramente podem ser mais benéficas. Ainda deve-se observar que o aquecimento da economia latino-americana garante o crescimento dos seus países e, consequentemente, barra a intervenção de países alheios, como foi citado no caso a China, na competição do mercado.

  36. A doutrina do protecionismo, adotada nesse cenário especifico pelo Brasil, visa introduzir medidas a serem tomadas no sentido de favorecer as atividades econômicas internas, o que, consequente, implica em reduzir a importação de produtos e a concorrência estrangeira. Tal teoria é utilizada por praticamente todos os países, em maior ou menor grau. No entanto, em uma economia globalizada tal medida deve ser adotada com parcimônia, tendo em vista que a atitude de um país pode prejudicar de sobremaneira as relações comerciais dentro do bloco econômico a que pertencem, como o caso especifico do MERCOSUL.
    No caso brasileiro tal proteção ao seu mercado interno se justifica pela concorrência, muita das vezes, desleal que é praticada por parte da China que adota uma política artificial de desvalorização de sua moeda tornando inviável a competição dos produtos nacionais com os produtos advindos do gigante asiático. Como consequência, nos últimos anos se verifica a perda de espaço da fatia do comércio internacional, sobretudo na União Europeia e EUA, por parte dos produtos oriundos do Brasil em face dos produtos chineses.
    Apesar de justificada tal política adotada pelo Governo brasileiro, o país não deve perder de vista os princípios que regem o Direito Internacional econômico e zelar, sobretudo, pela integridade do MERCOSUL, uma vez que, com esse Bloco mais solidificado maior o poder de barganha de seus integrantes nas discussões econômicas e maior será a fatia do mercado consumidor por eles abrangidos.

  37. O Brasil precisa ter cautela na estratégia de adoção de medidas protecionistas. È inegável que estas medidas alcançam os objetivos de diminuição de importações e fortalecimento da indústria nacional, face um cenário de valorização das moedas locais e dos elevados custos tributários e trabalhistas. Ocorre que, ao mesmo tempo, a utilização destas medidas protecionistas em grau mais elevado pelo Brasil, prejudica de sobremaneira as relações comerciais com outros países do MERCOSUL, podendo gerar uma reação negativa, como a crítica do presidente do Uruguai, José Mujica.
    O texto destaca que pesquisas mostram que a derrubada de barreiras comerciais estimula o crescimento no longo prazo e não só isso, Nicolas Eyzaguirre, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, nesse sentido critica o protecionismo e afirma que este é simplesmente o pior inimigo. Concordo. Claro que num cenário internacional competitivo, como ocorre entre produto brasileiro face ao produto chinês, o Brasil não poderia ficar inerte e continuar perdendo fatia de mercado.
    Assim, na minha opinião, a política adotada pelo Brasil neste contexto é aceitável, no entanto, é preciso cautela na adoção dessas medidas que podem prejudicar o Brasil a longo prazo, e, à curto prazo as relações comerciais com o MERCOSUL.

  38. Susan N. Diniz Guedes - Faculdade de Direito Milton Campos - sl. 202 Manhã em disse:

    Inicialmente, cumpre esclarecer que medidas protecionistas são aquelas que visam a proteção do mercado interno. Então, para tentar proteger os seus mercados os países adotam essas medidas. Exemplo recente que podemos verificar é a exigência de licença de importação para mercadorias entrarem na Argentina e a elevação de impostos sobre veículos de fora do Mercosul no Brasil.
    No contexto atual, é fácil perceber que a valorização da moeda brasileira faz com que a importação de bens se torne maior que a exportação, fator esse que traduz na alteração da balança comercial e serve de argumento para a adoção das medidas ditas protecionistas.
    Contudo, estas podem resultar em perdas para os países envolvidos no médio e longo prazo, uma vez que podem gerar a redução da participação do país no mercado externo e ainda tende a proporcionar uma “barreira” para o desenvolvimento das empresas nacionais, uma vez que estarão acobertadas pelos benefícios das medidas. Há que se ressaltar ainda, que com a restrição da concorrência externa, o consumidor também poderá ser atingido, já que poderá ocorrer a elevação dos preços dos produtos internos.
    Desse modo, tais medidas devem ser usadas moderadamente e por prazo determinado, apenas para que sejam reparadas as desvantagens comerciais.
    Como solução a esse problema, melhor alternativa para enfrentar a concorrência com os produtos importados não seria a adoção das medidas protecionistas, mas a concessão de linhas de crédito e incentivos fiscais para o desenvolvimento das empresas, para que possam investir em tecnologia e terem condições de concorrer de forma igualitária com as outras economias mundiais.

  39. A adoção de medidas protecionistas pelo Brasil mostra-se necessária para proteger o mercado e fortalecer a indústria brasileira e, a curto prazo, diminui a concorrência, criando monópolio e incentivando a indústria. No entanto, a longo prazo, pode conduzir à ineficiência desse setor, diminuindo-lhe a produtividade e aumentando os preços, tendo o consumidor brasileiro que arcar com essas consequencias. Portanto, melhor seria que o Brasil adotasse medidas duradorouras, que afetassem as causas estruturais e originárias da falta de competitividade, conduzindo a um desenvolvimento da indústria brasileira. Os economistas, em geral, acreditam que a melhor forma seria abrir o mercado e, concomitantemente, investir em educação de mão de obra e alterar a legislação trabalhista. Em contraposição, essa é uma decisão política que exige investimento e resta saber se a sociedade quer arcar com isso.

  40. O protecionismo citado no texto é um conjunto de medidas adotadas pelo Brasil que visam a proteção do mercado interno contra vários fatores, sejam eles a concorrência desleal, ou mesmo uma forma de impedir e evitar um dano à economia local. De qualquer forma o objetivo destas medidas é favorecer o mercado local e o produtor local. Todos os países adotam medidas protecionistas em maior ou menor grau. Tais medidas são propostas de duas formas, as barreiras taraifais e as não tarifais. O importante é balancear estas medidas de forma a não prejudicar outros países no âmbito internacional, evitando denúnicas aos órgãos internacionais e medidas recíprocas.
    Não concordo com algumas das opiniões que eu observei nos comentários anteriores. A China por exemplo exporta para o Brasil muitos produtos que não possuem similares locais. A indústria de eletrônicos chinesa domina a classe social mais pobre que busca produtos de qualidade moderada de custo baixo. De nada adianta medidas protecionistas sem uma indústria local forte ou fraca para defender! Claro, que em setores como têxtil deve-se aplicar fortes medidas protecionista, vez que temos um forte setor têxtil local. Eu imagino que estas medidas protecionistas estão sendo desenvolvidas em antecipação a uma mudança de paradigma da produção industrial brasileira. Tais medidas servem como forma de proteger o mercado interno a curto prazo, garantindo uma exploração do setor industrial brasileiro como forma de incentivo ao produtor local. Recentemente a presidente Dilma anunciou que seria aumentado o imposto de importação de vinhos estrangeiros em 150%! Contudo não temos um mercado local que possa suprir a demanda por vinhos de qualidade (produto este que não temos, vide chapinha).
    Contudo, deve ser zelado o interesse regional. Deve haver um equilíbrio entre as medidas protecionistas e o avanço econômico regional. Tais medidas não podem ser tomadas ser prejudicam os países integrantes do Mercosul. Deve-se haver uma negociação para discutir o futuro das relações comerciais regionais garantindo uma integração justa e sem desequilibrios.

  41. O protecionismo brasileiro é correto no momento e visa proteger as atividades internas em detrimento das estrangeiras. Porém, deve-se atentar ao tema, pois um protecionismo estendido no tempo pode comprometer as metas de crescimento da América Latina.
    O desenvolvimento da economia brasileira no mundo oportuniza para que a própria América Latina se desenvolva conjuntamente e adquira maior importância na economia global.
    Conclui-se que seria mais vantajoso aos países da América Latina avançarem juntos, até para o próprio Brasil, isso à longo prazo, portanto tais medidas protetivas são totalmente cabíveis no atual curto período de tempo.
    Uma possível solução menos traumática seria um meio termo em relação ao protecionismo, pois sempre existirão vantagens e desvantagens em acordos e medidas internacionais. Moderando o protecionismo na medida certa, não se prejudicaria o desenvolvimento do Mercosul e da América Latina, e para isso, deve dotar-se o Brasil de estudos e pesquisas significativas para a definição correta das medidas protecionistas.

  42. A reportagem demonstra que o governo brasileiro, face a valorização do real, que atingiu a máxima de 12 anos no ano passado, está adotando um grande número de medidas para proteção da indústria local.
    Tal medida pode afetar as importações dos outros países latino-americanos que, calcula-se que triplicaram desde 2005.
    O motivo de o Brasil estar realizando esses tipos de ações é para criar defesas, por exemplo, contra a excessiva valorização do real e elevados custos tributários e trabalhistas, além de intencionar a valorização da indústria brasileira.
    Na minha opinião, o que deve observar é que o protecionismo pode ser importante na presente fase da economia brasileira, mas devemos possuir algum receio em relação a essas medidas vez que, com as restrições do governo brasileiro, outros países também poderão restringir os produtos do Brasil, o que poderá acarretar graves e negativas conseqüências para nossa economia, que encontra-se em grande desenvolvimento.

  43. O protecionismo consiste em um conjunto de medidas a serem tomadas no sentido de favorecer as atividades econômicas internas, reduzindo e dificultando ao máximo, a importação de produtos e a concorrência estrangeira.
    Atualmente, o Brasil adotou algumas medidas protecionistas para proteger seu mercado interno, fortalecer as indústrias internas e a diminuir as importações. Apesar de receber críticas de vários países é o correto a se fazer.
    No atual contexto econômico, o protecionismo brasileiro é necessário para proteger o mercado interno da guerra cambial que o mundo está vivenciando. O Brasil está perdendo muito mercado no comércio internacional, principalmente para a China. O custo do produto brasileiro é muito caro comparado com os de outros país, a carga tributária é alta e lei trabalhista tem muitos encargos paras empresas, o que reflete diretamente no produto nacional. Na china há muito subsídios, além do custo da produção ser bem menor, o que faz com que ela ganhe na exportação de produtos industrializados. A consequência disso é que os produtos importados acabam saindo mais baratos do que os nacionais. Por isso, o Brasil deve fortalecer seu mercado interno primeiro para que depois possa competir internacionalmente.
    Dessa forma, pode-se concluir que adoção de medidas protecionistas é o correto a se fazer no momento. No entanto, ela precisa ser monitorada de acordo com as mudanças do mercado, pois o protecionismo permanente pode ser prejudicial.

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  44. É unânime o entendimento de que o Brasil vêm nos últimos anos se consolidando como importante ator no cenário econômico mundial e, principalmente, na América do Sul. Por sua vez, a China, com seu baixo custo de produção e moeda de baixo valor, tem dominado cada vez mais o comércio mundial com seus produtos, oferecendo grande perigo as demais economias que buscam seu espaço como o Brasil.
    Face tal panorama, torna-se indiscutível o fato de que a economia brasileira não pode correr a rédeas soltas, pois entendimento contrário tornaria o Brasil frágil e exposto a consideráveis perdas na disputa com a potência oriental.
    O crescimento da economia brasileira contribui para a valorização da moeda nacional de modo que as pessoas passam a comprar mais produtos importados. Ocorre que, a preferência dos brasileiros pelos produtos estrangeiros enfraquece a economia interna, fato o qual obriga o país a adotar determinado protecionismo sob pena de crise econômica em relevantes setores produtivos.

    Embora o país esteja agindo conforme o costume internacional, os países da América do Sul de menor expressão econômica mundial reinvindicam a queda de tais barreiras haja vista que, não bastasse a fragilidade de suas economias, o protecionismo pode vir a fragilizar importantes parceiros regionais do Brasil.

    Ou seja, o Brasil se encontra em meio a uma complexa problemática para a qual a solução ideal seria buscar aliar o controle do valor de sua moeda para competir com a China, de modo que não prejudique a economia sul-americana.

  45. Inicialmente cumpre salientar que o protecionismo é uma medida que visa a proteção nacional de um determinado setor, muitas vezes considerado vulnerável, através de medidas intervencionistas que restringirão as importações de um país
    De forma contrária temos o fenômeno da liberalização comercial, que visa a exportação dos produtos para um determinado país , requerendo, para tanto, que haja uma negociação das medidas restritivas apresentadas pelo próprio país, a fim de permitir que existam importações estrangeiras.
    Diante da resportagem apresentada sobre o protecionismo brasileiro e argentino, concluimos que o protecionismo não deverá ser feito de forma exacerbada, pois apesar de influenciar positivamente o desempenho interno das pequenas empresas, afeta negativamente as grandes empresas ao diminuir sua competitividade e , consequente, impedir o desenvolvimento dessas.
    Dessa forma, concluimos que o Brasil não deve fechar sua economia por meio do protecionismo exagerado. É importante que existam concessões recíprocas entre os países diante de um sistema multilateral que garanta a abertura de mercados para as exportações brasileiras a partir da abertura do próprio mercado aos produtos estrangeiros.

  46. A questão do protecionismo sempre foi muito discutida, principalmente no que se refere ao comércio internacional. A máxima “mais exportação e menos importação” deve, sim, ser almejada por todos os países, mas com precaução. Isto porque, como demonstrado por várias vezes na história da economia mundial, a adoção por medidas protecionistas pode, a longo prazo, criar uma barreira, uma espécie de bloqueio essencialmente prejudicial ao país.
    O Brasil, conforme se verifica da reportagem em análise, vem adotando medidas protecionistas, principalmente em razão da concorrência chinesa. Não se trata apenas de incentivo à exportação, mas criação de barreiras à exportação, através do encarecimento do produto estrangeiro.
    Essa prática enseja ao problema da guerra cambial, bem como à falta de concorrência com o produto nacional – o que é extremamente preocupante, principalmente ao se considerar a industrialização tardia do Brasil e a tendência de se “acomodar” das indústrias nacionais.
    A meu ver, os objetivos pretendidos com o protecionismo poderiam ser alcançados com uma revisão da esmagadora carga tributária suportada pela indústria nacional, assim como com uma revisão da questão trabalhista – medidas já adotadas pelos países que o Brasil tem como “concorrentes” no comércio exterior.

  47. Não concordo com a posição do governo brasileiro. Ora, o caminho mais fácil é realmente adotar medidas protecionistas que limitam a entrada de produtos estrangeiros no país. Tais medidas devem ser utilizadas apenas em caráter extremo, pois podem gerar efeitos adversos. Por que não incentivar a melhora na qualidade dos produtos nacionais e estimular o consumo?! O Brasil ocupa o sétimo lugar entre os países mais protecionistas do mundo. O governo brasileiro está usando desculpas protecionistas para justificar nossa deficiência produtiva em desonerar a produção e aumentar, consequentemente, a competitividade. É preciso simplificar a burocracia, melhorar a infraestrutura, distribuir a renda, estimular o consumo. Tais medidas são fundamentais. Não podemos utilizar de práticas protecionistas para apagarem nossos problemas. É preciso um meio termo. Essa instabilidade gera insegurança e afasta investimentos no país. Precisamos ter cautela e priorizar o investimento no mercado interno que naturalmente será capaz de por si só combater a concorrência de fora. Ressalto que as medidas protecionistas devem ser utilizadas apenas em caráter extremo de modo que certamente não é esse o caminho para o desenvolvimento de um país como o Brasil.

  48. O protecionismo é um mecanismo no qual o Estado dificulta a entrada de produtos estrangeiros em seu país a fim de proteger seu mercado interno. Visando tal objetivo, aumenta as taxas de importação e impõe exigências técnicas severas em relação à qualidade das mercadorias, fazendo com que os preços dos produtos importados fiquem mais elevados, o que reduz a concorrência dos mesmos com os produtos nacionais.
    Recentemente, o Brasil tem adotado algumas medidas protecionistas para proteger seu mercado interno, visando diminuir as importações e fortalecer sua indústria.
    Uma crítica que se pode fazer a tais medidas é que elas são de curto prazo, sendo que estudos mostram que a derruba de medidas comerciais estimula o crescimento a longo prazo, o que visa a América Latina.
    O Brasil argumenta que utiliza de tais medidas pois observa a economia da China. Esse país adota, frequentemente, medidas protecionistas, principalmente de não valorização de sua moeda, objetivando a exportação, já que por esse motivo (baixo valor da moeda) e devido ao baixo custo tributário e trabalhista.

  49. Conforme já expus na notícia “Em meio a desaceleração industrial, Brasil e Índia buscam estimular comércio”, o protecionismo brasileiro é evidente e já começa a causar preocupação nos demais países da América Latina.
    Como justificativa para a adoção de inúmeras medidas protecionistas, o governo brasileiro afirma veementemente que está apenas se defendendo da chamada pelo Ministro Guido Mantega, “Guerra Cambial”. Ou nas palavras do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, “O país está se protegendo contra práticas comerciais injustas”.
    No entanto, afirmar que a “Guerra Cambial” é o principal problema do Brasil é apenas uma forma de fugir do que realmente vem ocorrendo com a economia brasileira.
    Encontrar um inimigo externo e enxergar conspirações internacionais contra o país são manobras clássicas dos governantes para desviar a atenção do povo de seus reais problemas. Não se pode negar o impacto negativo do real forte sobre a indústria brasileira, tão pouco que a sobrevalorização da nossa moeda tem um forte componente externo, portanto, fora do raio de ação do governo brasileiro. Mas as distorções que tiram a competitividade da economia brasileira são mais complexas e mais amplas do que aquelas derivadas do câmbio. O foco no câmbio é uma cortina de fumaça para esconder do povo brasileiro o alto custo Brasil, como resultado de nossos péssimos índices de produtividade, da péssima infraestrutura e da carga tributária paralisante.
    Portanto, a adoção de medidas protecionistas pode até ser bom a curto prazo, mas ao longo dos anos se perceberá que não foram nada boas para o desenvolvimento econômico do país.

    Olívia Caetano Salgado de Paiva- FDMC sala 202 noite

  50. O Brasil bem como a Argentina, através das medidas protecionistas (que podem funcionar temporariamente), dificulta a entradas dos produtos de outros países justamente para proteção do seu mercado interno. Assim, os produtos importados elevam seus preços e automaticamente faz com que o consumidor opte pelo produto produzido nacionalmente. Entretanto, essas barreiras impostas pelo país podem, ao longo prazo, acarretar diversas consequências para o mercado interno, para as indústrias nacionais e, principalmente, estreitar relações com países estrangeiros.
    Mesmo o Brasil argumentando que “está tentando criar defesas contra a excessiva valorização do real e contra a relutância da China em permitir maior valorização do iuan”, a melhor alternativa seria, talvez, investir no produto brasileiro fazendo com que a concorrência seja de forma equilibrada com o oferecido pelo mercado externo. A desculpa dada pelo ex-presidente do banco central de que “o país está se protegendo contra práticas comerciais injustas” só nos mostra que uma medida drástica não resolverá o problema interno da economia e concorrência brasileira, temos que competir igualmente com o que é oferecido la fora.

  51. O problema de se adotar medidas protecionistas é que elas acabam virando uma “bola de neve”, ou seja, um país que tem sua economia interna prejudicada pela medida protecionista de outro país, adota medidas protecionistas contra este país. E assim por diante, gerando um círculo vicioso. Realmente, todos sabemos que não há bons e maus em se tratando de economia internacional. Cada país tenta se proteger, obviamente. No entanto, quando essas medidas fogem ao controle, pois cada país tenta se proteger demais, todos acabam perdendo. É por essa razão que é tão necessária a interferência de
    órgãos internacionais, como a OMC, para fazer o controle de tais medidas. Claro que num momento de economia internacional ruim, o primeiro impulso de qualquer país é proteger sua economia interna. Ocorre que isso, como dito no próprio texto, gera consequências ruins a longo prazo. Portanto, as medidas adotadas pelo Brasil podem ser consideradas um pouco impulsivas e, sobretudo, não levam a qualquer solução permanente. Seria mais aconselhável que o governo brasileiro se preocupasse mais em desenvolver os setores da economia em que é mais fraco, e isso só se faz por meio de investimentos em educação. Claro que isso também é a longo prazo, mas já passou da hora de intensificar esse processo. Assim, poderemos nos fortalecer em áreas econômicas nas quais ainda somos fracos e não nos preocuparemos tanto em abrir nossos mercados. Acredito ser essa uma solução mais racional, pois fechar o mercado num momento ruim acaba prejudicando a todos, inclusive o Brasil, num longo prazo.

  52. “Os maiores países da América Latina têm de entender que precisam de todos nós, porque neste mundo eles sozinhos não são nada”. O Brasil parece não entender. A política econômica adotada pela esquerda, que se encontra no poder, nada mais é do que a continuação das diretrizes econômicas plantadas no início do plano Real. Ou seja, quanto mais impostos tivermos, mais dinheiro nos cofres da união e de seus beneficiários. Se por um lado, temos a abertura do mercado com o aumento de produtos de qualidade, na outra ponta, temos a industria nacional, carente de incentivos e de tecnologia.

    Entendo que o caminho correto para enfrentar os novos tempos, seria uma política baseada em incentivos fiscais, programas de financiamento a longo prazo e a busca da modernização das industrias brasileiras, e a tão aclamada reforma tributária.

    De nada adianta, ser signatário de vários tratados, se submeter a OMC, ganhar disputas devido a práticas desleais de outros países e na hora de fazer a diferença, se espelhar na falha dos outros e seguir o mesmo caminho, ou seja, criar mecanismos para barrar o que vem de fora, mantendo o que já está aqui dentro, da mesma maneira.

  53. No caso em questão, realmente se verifica a prática do protecionismo, porém, não há outro modo dos Estados combaterem a concorrência desleal, uma vez que os produtos estrangeiros, em razão do baixo valor de sua moeda, entram no país a um valor muito abaixo do praticado no mercado internacional, em razão dos autos custos presentes na produção interna.

    Porém, deve-se lembrar que o protecionismo somente é benéfico a curto prazo, uma vez que o liberalismo incentiva a concorrência e dinamiza o mercado.

  54. A ferramenta nomeada de protecionismo, dentro do mercado internacional que é altamente competitivo, é um macanismo onde a entrada de produtos estrangeiros, no mercado interno do país que adota referido instrumento, se torna difícil por opção do governo de tal País, visando proteger o seu mercado interno e as peculiaridades do mesmo.
    Almentando as taxas de importação e impondo medidas para dificultar a entrada de produtos estrangeiros no seu mercado, o Brasil com o protecionismo impede que produtos de baixa qualidade penetrem em sua esfera economica.
    Com o preço dos produtos importados nas alturas, é evidente que o consumo de produtos produzidos nos Brasil se eleve em detrimento do consumo dos produtos estrangeiros. Dessa forma, o Brasil tenta proteger o seu mercado interno, eis que essa medida diminue a concorrencia internacional.
    Por um lado, tal medida restritiva a produtos estrangeiros, se revela boa, já que dessa forma é possível a valorização de empresas internas, não prejudicando assim o potêncial de investimento do Brasil, que é cada vez mais claro, no que tange à qualidade dos bens produzidos aqui e que podem ser comparados à qualidade dos produtos desenvolvidos nos países de primeiro mundo.

  55. Recentemente, o Brasil, adotou medidas protecionistas, estas dificultam a entrada de produtos estrangeiros no país a fim de proteger seu mercado interno diminuindo as importações e fortalecendo a indústria. Tal pratica, torna os preços dos produtos importados mais elevados, reduzindo a concorrência com os produtos nacionais. Para que isso aconteça, as taxas de importação são aumentadas e são impostas exigências em relação à qualidade das mercadorias. Esse foi o meio encontrado pelo governo para assegurar a valorização da moeda local. A principio, tais medidas estimulam o crescimento em longo prazo, mas futuramente poderá vir a causar desequilíbrio na economia, inclusive afetando outros países.

  56. Em meio a crise que o mundo vive nos dias de hoje, nada mais normal do que um país que está “crescendo” em meio a está crise adotar medidas para que esse crescimento não cesse.
    O protecionismo nada mais é do que medidas impostas por um Estado para que a importação de produtos diminua e a industria nacional tenha bons resultados, e para que isso ocorra o Estado costuma aumentar a alíquota do imposto de importação além de fazer varias exigências nos padrões de qualidade do produto importado fazendo com que o seu preço suba, e assim, o produto nacional cujo preço é mais baixo será mais consumido. Como tudo no mundo, esse protecionismo tem seus benefícios e malefícios, em curto prazo tal protecionismo pode ser eficiente, porém, como citado na reportagem, tal medida pode causar um impacto negativo na economia brasileira e mundial quando adotada em longo prazo.

  57. Mais uma vez, a dialética entre a liberalização e o protecionismo provocando combustão nas relações internacionais. Como centro econômico da America Latina, as decisões do Brasil repercutem de forma incisiva nas políticas econômicas de seus vizinhos do MERCOSUL. Assim, a partir do momento em que o Brasil busca a defesa do mercado frente à excessiva valorização de sua moeda, e para tanto adota medidas para diminuir as importações e fortalecer sua indústria, consequentemente, barreiras são criadas para os produtos importados que perdem força para competir com os produtos nacionais. Essa medida gera consideráveis conseqüências vez que incentivam outros países a reagir da mesma forma, travando graves conflitos para o comércio internacional.
    A postura protecionista adotada pelo Brasil e também pela Argentina foi alvo de críticas, pois seria uma solução a curto prazo, e potencialmente prejudicial a longo prazo. Vale salientar a o posicionamento exposto pela chanceler do México ao dizer a forma correta de lidar com a desaceleração econômica global seria fortalecendo seus vínculos comerciais, e não restringi-los. O que nos resta é aguardar para avaliar quais serão as reais conseqüências na economia e principalmente nas futuras negociações internacionais.

  58. É verdade que, atualmente, o Brasil tem incrementado suas medidas protetivas, mas é fato também que por muitos anos, especialmente nos anos 90, o Brasil teve suas portas abertas para o mercado estrangeiro de uma forma que se mostrou não ser a ideal.
    É importante a aplicação das referidas medidas pois, com o real em baixa, a tendência é o aumento das importações o que pode prejudicar seriamente o desenvolvimento da indústria nacional. Se uns afirmam que em tempos de crise o importante é a união, isso só é verdade se internamente o país tiver estrutura para se sustentar. Se os mercados entrarem em crise é indústria nacional que terá o sustentar o país, afinal como contar com a economia de parceiros externos se esses mal conseguem se sustentar?
    O Brasil está seguindo no caminho certo para se tornar uma grande potencia na economia mundial, por vezes, infelizmente, é necessário não agradar tanto alguns aliados para atingir metas maiores, porém é importante lembrar que, realmente, o apoio local, especialmente dos países da América-latina, é, e sempre foi, essencial para economia nacional.

  59. As medidas protecionistas adotadas pelos países da America Latina mencionados, em um primeiro momento, trazem resultados satisfatórios para a economia interna, no sentido de aumentar a força das suas indústrias nacionais, ao passo que é restringida a quantidade de importações. Apesar dessa primeira impressão, esta medida pode acabar por significar um retrocesso econômico, uma vez que estes países se fecham em suas economias, acarretando muitas vezes, inclusive, em atraso tecnológico para a nação. Além desse malefício, estes países devem entender as suas economias nacionais como parte integrante de uma economia mundial, da qual são apenas uma fagulha, e, dessa forma, se fechar de modo a impedir a importação, pode significar dar um tiro no próprio pé, uma vez que o crescimento a longo prazo, que deve ser considerado mais importante, se dá ao passo que as barreiras comerciais são derrubadas , como esclarecem pesquisar realizadas neste campo. Prova disto é a projeção da expansão dos países latino-americanos (adotantes de medidas protecionistas), realizada pelo BID e pelo FMI, que chegou a índices de 3,6 ou 3,7% para o ano de 2012, significativamente abaixo dos 6,1% alcançados em 2010.

  60. Tendo em vista a valorização da moeda dos países sulamericanos e dos elevados custos tributários e trabalhistas, os países membros do MERCOSUL começaram a adotar medidas protecionistas, evitando, dessa forma, as importações.
    É salutar lembrar que o estímulo aos produtos nacionais e, por consequência, a diminuição das importações é um investimento e uma perspectiva de crescrimento a longo prazo. Isso porque, com o fortalecimento da indústria nacional, a economia do país tende a ser cada vez mais autosustentável.
    O autor do artigo faz uma importante observação sobre a projeção de crescimento da economia latinoamericana para os próximos anos, o que indica que, quanto menos importações, mais forte economicamente o país se tornará.
    Em relação à disputa entre América Latina e China os números são interessantes. Esta ainda continua sendo o maior exportador para os USA. Todavia, recentemente as pesquisas indicam uma equiparação no montante de exportação para os USA, demonstrando que a economia dos países sulamericanos está mais competitiva.

  61. O Brasil tem sofrido maior vigilância entre os 151 membros da Organização Mundial do Comércio, a OMC, uma vez que há a suspeita de crescente protecionismo, no cenário de tensão causado pela queda da demanda global (podendo destacar eventos como a crise que afeta a Europa).
    Saliente-se que a Organização Mundial de Comércio possui um novo mecanismo para fazer o monitoramento de perto de todos os países e solicita aos governos a confirmação das suas medidas comerciais, entretanto,sem fazer sequer um comentário sobre a compatibilidade ou incompatibilidade com os ditames de suas regras internacionais.
    Nos últimos anos, a lista concernente ao Brasil não cessa nunca de aumentar, iniciando em aplicação de licença não automática à importação, perpassando por preferência nacional nas licitações e até o aumento de subsídios no crédito e crescimento das tarifas.
    Para os parceiros, as restrições que rodeam o comércio advindas do Brasil tornaram-se cada vez mais relevantes devido à conjuntura frágil que mostra a economia internacional. Entretanto levando em conta a posição agressiva até recentemente do país com vitórias contra os Estados Unidos no caso do setor têxtil com a fabricação do algodão e da União Europeia no cultivo do açúcar.
    A credibilidade brasileira está sendo bombardeada em várias áreas na cena comercial, sendo elas principalmente no setor primário. O país, antes sempre reclamante, passou a ser mais questionado nos comitês de diferentes temas na OMC. Também mudaram os pesos que ficaram bem menores, tanto nas discussões sobre preparações de conferências quanto o futuro das negociações.

  62. Em um mundo globalizado, pelo qual as operações comerciais internacionais compõe, direta ou indiretamente, o ativo de grandes empresas, medidas protecionistas se tornam um mecanismo eficiente para alavancar a economia nacional. Entretanto, deve-se ter cautela à sua efetivação,pois, como bem dito pelo presidente do Uruguai, José Mujica, “neste mundo eles (Brasil e Argentina, no caso) sozinhos não são nada”.
    Fez-se uma abordagem sobre os efeitos advindos da derrubada das barreiras comerciais, pelo que as benesses constatáveis a curto prazo são evidentes à economia e ao mercado interno. Contudo, o crescimento verificado a longo prazo demonstra ser relevante, uma vez que a integração econômica internacional se mostra vital na atual ordem. Tanto é assim, que há projeção de crescimento considerável da economia latino-americana pelo BID e FMI, assim como aquele já registrado em 2010.
    A justificativa brasileira encontrada para o aumento das barreiras comerciais, por si só, parece ser obsoleta. Há meios diversos para se combater a excessiva apreciação cambial que, se desenvolvidos de maneira correta, poderão encontrar harmonia com a aludida integração econômica.

  63. É triste quando nós temos que nos deparar com situações protecionistas como está, mais triste ainda quando me sinto obrigado a concordar com as medidas.
    Sempre fui um defensor da livre concorrencia e acredito que é o melhor caminho para o desenvolvimente economico de qualquer país.
    Porém mais uma vez nos deparamos com o monstro chines. A razão pela qual se faz necessaria a imposição de medidas protecionista é a artificial desvalorização do iuan promovido pelo governo da China.
    O erro – se é que pode-se considerar como erro, afinal de contas era algo inevitável – foi reconhecer a China como economia de mercado na OMC. A partir deste momento estamos à mercê de mais um país que se acha ( e de fato é) mais poderoso que os organismos internacionais criados para a regulamentação do mercado internacional.
    As praticas chinesas de desvalorização artificial da moeda assim como a promoção de trabalho em condições de escravidão desrespeitam qualquer conceito de livre concorrencia. Porém em 2002 abaixamos a cabeça e aceitamos a China como economia de mercado.
    A realidade que enfretamos atualmente nada mais é do que a consequencia direta das atitudes tomadas em 2002, e infelizmente tais medidas devem tomadas para evitar maiores danos.

  64. O artigo demonstra de forma clara as controvérsias que a adoção de medidas protecionistas adotadas por um País, no caso o Brasil, pode trazer. Se por um lado o país exportador deseja a adoção do livre comércio para garantir o crescimento de sua economia naqueles setores em que se destaca, por outro lado, a nação importadora, a fim de proteger aqueles produtores de determinado setor de sua economia considerado frágil, pouco competitivo, se vê no dever de adotar medidas protecionistas, como o fez o Brasil no caso em tela. Diante disso, são constantes os conflitos e debates relacionados a este tema. A solução para o presente problema é balancear o interesse de proteção ao mercado interno e aumento de suas exportações, sob pena de se ver estagnado o comércio internacional. Ora, se determinada nação não suprime medidas protecionistas em determinado setor, para entender os interesses do exportador, certamente encontrará diversos obstáculos no momento em que desejar exportar determinado produto. Trata-se de um jogo de interesses, no qual todos têm que ceder.

  65. As medidas protecionistas devem ser adotadas moderadamente e em algumas situações para de fato proteger as atividades e indústrias nacionais no mercado interno em detrimento da concorrência estrangeira. Digo que deve ser usado de maneira prudente, porque vivemos em um mundo extremamente globalizado, onde o comércio internacional se tornou bastante dinâmico, fazendo com que tais medidas se tornem barreiras ao livre-comércio que está sendo aos poucos praticado no mundo.
    Nesta seara, o Brasil se tornou um dos maiores atores internacionais da atualidade, sendo a sexta maior economia do mundo. Há ainda, porém, uma grande dependência dos Estados Unidos da América e da China, sendo esse último um dos nossos maiores consumidores de produtos primários, como os que advêm da mineração.
    Portanto, torna-se necessário muita cautela para praticar tais medidas e mudar o que está sendo praticado hoje no Brasil, pois em breve elas não terão mais os efeitos desejados, já que os Estados afetados irão atuar para que ele não fique prejudicado.

  66. Quando um setor é fraco, ineficiente e vulnerável à concorrência estrangeira ou quando há uma importância estratégica por razões políticas ou econômicas , o que ocorre no caso, pressiona-se o governo para que ele proteja este setor através de uma intervenção no domínio econômico que implique na adoção de medidas que restringem as importações.
    O Brasil agiu com a necessária cautela com relação as medidas protecionistas adotadas; está criando defesas contra a excessiva valorização do real.
    Além disso, a diminuição das importações com a consequente valorização dos produtos nacionais é manifestamente um investimento para crescimento a longo prazo.

  67. O protecionismo é um conjunto de medidas a serem tomadas no sentido de favorecer as atividades econômicas internas, reduzindo e dificultando a importação de produtos e a concorrência estrangeira. Entre as medidas protecionistas mais adotadas, está a criação de taxas e normas técnicas para a entrada de produtos no país, o que aumenta consideravelmente o preço dos produtos importados, e incentiva o crescimento da indústria nacional, fomentando o mercado interno.
    Como já citado na reportagem, o Brasil vem adotando medidas protecionistas há algum tempo. Podemos perceber tal atitude considerando a redução do IPI (imposto sobre produtos industrializados) para produtos das indústrias nacionais e o aumento do mesmo para carros importados, por exemplo.
    Tais medidas são válidas, vez que protegem temporariamente o mercado interno, garantindo a criação de empregos, o desenvolvimento da indústria nacional, dentre outras vantagens. No entanto, medidas protecionistas devem ser adotadas temporariamente e cautelosamente, devendo ser cuidadosamente analisadas em todos os seus efeitos. Dentre os efeitos negativos das medidas protecionistas, deve-se atentar ao fato que o país poderá perder espaço no mercado externo, o que deve ser visto com atenção, vez que tais medidas podem acarretar em acomodação por parte das empresas nacionais, porquanto tendem a protegê-las da concorrência externa. No caso do Brasil, tal desatenção pode custar caro, vez que a China é uma grande exportadora e concorrente direta.

  68. A política de protecionismo adotada pelo Brasil no interesse de proteger sua indústria interna é eficaz em curto prazo, mas se extendida por períodos maiores pode ocasinar problemas na economia brasileira como também influenciar na econimia de outros países.

    Como sabemos a prolongação de medidas protecionistas estagna o desenvolvimento econômico, pois as transações comérciais entre países são de grande valia para o aquecimento da economia, e consequentemente para um desenvolvimento mais acelerado.

    No entanto é necessária a atenção ao mercado interno, e tomar medidas que dificultem a entrada de produtos importados traz um benefício para a indústria interna, que consegue ser mais competitiva em relação às estrangeiras.

  69. Alguns países latinos americanos têm enfrentado diversos problemas no tocante ao seu comércio internacional. Suas economias estão inchadas de dinheiro proveniente de mercados estrangeiros, tornando as moedas locais valorizadas, o que prejudica o produto nacional devido à menor competitividade destes, resultado de um preço mais caro. Por outro lado, a proteção do iuan pela China torna a concorrência dos produtos chineses desleal, prejudicando seu mercado interno. Assim, estes países, principalmente Brasil e Argentina, estão tomando medidas mais protecionistas, com o intuito de fechar um pouco seus mercados e não prejudicar as empresas nacionais. Contudo, tais medidas desagradam profundamente os demais países latino americanos, que ainda mantêm uma forte dependência dos países mais desenvolvidos do continente. Ainda, esta linha de ação poderá prejudicar os próprios países que estão se fechando, vez que, sem tanta concorrência, suas empresas não desenvolverão novos produtos, de melhor qualidade e mais barato, investimento menos em pesquisa e privando os consumidores de uma maior variedade para escolha, além de produtos mais em conta. Não bastante, as agencias de classificação de risco já se pronunciaram, alertando-os sobre o perigo de suas notas de crédito caírem, tornando mais difíceis e custosos os empréstimos a eles concedidos, o que pode atravancar diversas obras e políticas dos mesmos.

  70. O cenário mundial não se conforma em ver um Brasil atual, forte, passando incólume pela crise econômica. Para as nações desenvolvidas, seria muito interessante que voltássemos às décadas de 70 e 80 quando nossa economia era raquítica e extremamente fraca. As nações consideradas desenvolvidas, sempre usaram de protecionismo e hoje são as que se queixam da nossa maneira de nos proteger.
    O protecionismo e as sobre taxas, foram a causa de duas grandes guerras mundiais. Existem dois prismas a ver: quando usado como proteção a curto prazo ou quando institucionalizado como é o caso dos EUA. Certamente se nos queixamos do protecionismo exacerbado, e com razão, não podemos ter o mesmo comportamento, mas isso não indica que não tenhamos que nos proteger. Certamente se o Brasil está se esforçando para desvalorizar o Real a patamares seguros, a china deveria fazer o mesmo ou pode sofrer um boicote da comunidade internacional.

  71. As medidas adotadas pelo Brasil, de cunho protecionista, são, a meu ver, válidas e até mesmo necessárias para a valorização do mercado nacional e consequente crescimento da economia brasileira, uma vez que constituem uma forma de se resguardar e proteger, obviamente seu mercado.
    Contudo, deve-se ter o cuidado para não exagerar quando da realização de tais medidas, uma vez que podem não ter o objetivo principal alcançado, correndo o grande risco de um desgaste perante toda a comunidade internacional.

  72. As medidas protecionistas recentemente adotadas pelo Brasil não devem ser vistas como um freio à economia latino-americana. A supervalorização de nossa moeda e nossos encargos tributários altos devem ser controlados para que possamos competir com países como Índia e China no mercado internacional, que vêm ganhando cada vez mais espaço e deixando a America Latina para trás.
    Com economia e mercado interno aquecidos é mais fácil atrair investimentos para a América Latina como um todo. Não acredito que as medidas econômicas brasileiras sejam realizadas com o intuito de fechar nossa economia para o comércio exterior e dar as costas para nossos vizinhos, nem venham durar por um longo prazo. O que necessitamos é organizar nossa economia interna para que possamos atrair cada vez mais investimentos, para o país e toda a região.

  73. Acho que essas medidas protecionistas, visando o fortalecimento do mercado interno, até demoraram. Não é de hoje que se fala em valorização do mercado interno e veio em boa hora.
    Porém, são necessárias temporariamente, até que surja a valoração esperada. A longo prazo estaria empatando o crescimento econômico do País. A atitude do governo brasileiro é plausível na medida que tende a valorizar o que vem de fora em detrimento de sua própria cultura e métodos.
    As criticas latina americanas são o medo desses países de perder um aliado como o Brasil, um dos maiores, se não o maior, em poderio econômico. Acontece que o Brasil ganhou novas alianças, mais fortes e perigosas ao monopólio das grandes potencias. O programa de cooperação mutua entre China, Brasil, Rússia, Índia e mais recentemente a Africa do sul, dividiu a atenção brasileira dada a esses países da América Latina.
    Para o Brasil, tais medidas são ótimas estratégias de crescimento econômico a curto prazo, porém, não podem perdurar no tempo a longo prazo, o que poderia trazer grandes malefícios à economia brasileira. Já para os outros países latino americanos acarretará uma perda mercantil.

  74. O Brasil adotou medidas que não agradaram principalmente os países da América Latina. Essas medidas já haviam sido tomadas pela Argentina em busca dos mesmo objetivos: fortalecer a indústria interna em face da valorização das moedas locais. Segundo economistas, essas medidas devem ser vistas com cautela e não devem ser estendidas por muito tempo para que não se tornem um transtorno. Isso porque, a longo prazo, o estímulo a maior produção nacional pode elevar os preços internos, aumentando a inflação. Essa “defesa comercial” deve proteger a economia brasileira temporariamente e o governo não acredita que seja um “protecionismo” e sim um pacote de medidas contra uma ampla concorrência de importados que prejudicam o desenvolvimento da indústria nacional. Medidas como preferência por indústrias nacionais em licitações, aumento de impostos para importados devem ser transitórias. Deve haver um cuidado com as relações entre os países vizinhos, pois medidas a respeito do acordo automotivo com o México e a restrição com o vinho chileno devem ser reconsideradas para que isso não prejudique as relações comerciais entre esses países.

  75. Brasil tem sido criticado por sua postura no comércio internacional. O governo brasileiro foi o recordista na aplicação de novas medidas protecionistas no mundo, e está entre os cinco países em desenvolvimento que mais adotaram medidas antidumping, desde que a crise econômica internacional ganhou maior intensidade.O Brasil tem direito a se defender das disputas internacionais. O que não pode é ter um protecionismo que beneficie a ineficiência. As importações estão avançando muito além das exportações, porém não adianta proteger o comércio exterior brasileiro, sem resolver as dificuldades internas. A carga tributária ainda é muito alta no País, o que prejudica o setor privado , inclusive os exportadores.O que vêm sendo observado nos últimos tempos, principalmente quando o mundo se deparou com a crise econômica, é que os governos, apesar de discutirem muito sobre abertura comercial, vêm tomando medidas que sem admitirem que são “protecionistas”, utilizam-se de algumas práticas que acabam ferindo acordos firmados através de Tratados, como por exemplo o que está ocorrendo no Mercosul entre Argentina e Brasil.
    Medidas de restrição comercial bem equilibradas são salutares para a estabilidade dos acordos comerciais. Ao mesmo tempo em que restringem o comercio , essas medidas podem permitir uma pausa da concorrência das importações para que as empresas nacionais se ajustem no que for necessário

  76. No âmbito da globalização dos mercados, a China, por seu contingente populacional elevado e esquizofrenia do regime político-social, que assume contornos capitalistas e comunistas simultaneamente, tem uma vantagem competitiva que outros estados de direito não tem: a da celeridade na tomada de decisões e consequente adaptação frente aos desafios atuais. Além disso, por se tratar de um regime autoritário, mesmo quando o custo de eventuais equívocos seja suportado unicamente por seu povo, os eventuais acertos se tornam expressivos, pois não há a morosidade típica da submissão à apreciação de normas estruturantes ao poder legislativo e consequentes revisões, sanções, vetos, controles de constitucionalidade ou qualquer outra forma de contraposição de forças capaz de influenciar e delongar os processos tipicamente democráticos. Dessa forma, a China sempre poderá fornecer produtos ao mundo por preços baixíssimos, pois sua massa de trabalhadores muitas vezes labora em condições análogas à de escravos, ao passo que outros países dispõem de leis que garantem um patamar mínimo de condições, fazendo com que o custo de produção seja sistematicamente superior e pouco atrativo. No que concerne ao Brasil, vale ressaltar a estruturação jurídico-tributária que há muitas décadas clama por uma reforma, para simplificar, agilizar, e incentivar a produção, de maneira que o custo para o empreendedorismo seja reduzido e o preço dos produtos mais atrativo.
    No âmbito político, tendo em vista os mandatos curtos dos poderes executivo e legislativo que quase sempre visam à manutenção de poder ou a constituição de sucessores, as medidas tomadas em âmbito macroeconômico seguirão a lógica do curto prazo, de simplesmente sobretaxar produtos estrangeiros, para proteger a pesada e sucateada indústria nacional.
    Não há dúvidas que a taxação de produtos importados pode ser concebida como importante mecanismo de proteção, mas é imperioso que seja acompanhada de outras medidas, de longo prazo, que desonerem o custo de se empreender, permitindo a qualificação dos produtos fabricados e consequente incremento de seu valor agregado, além de desenvolver a malha industrial brasileira, para que a lógica dos livres mercados seja benéfica à indústria nacional, cujos produtos poderão se destacar com base na qualidade e tecnologia do produto ofertado. Para tanto, são necessárias reformas estruturais, com atuação célere e efetiva dos três poderes, concatenados em prol do desenvolvimento nacional, sem perder a característica de estado democrático e respeito aos direitos e garantias individuais e sociais.

  77. As medidas protetivas tomadas pelo Brasil ao fundamento de estar se “protegendo de práticas comerciais injustas”, citando inclusive a relutância da China em permitir maior valorização de sua moeda, parece-me ser, de certo modo, contraditória em relação à intenção do Governo em incentivar a exportação de produtos de média e alta tecnologia (vide artigo “Governo prepara medidas de incentivo às exportações”, de Adriano Gontijo, em http://neccint.wordpress.com/2012/01/03/governo-prepara-medidas-de-incentivo-as-exportacoes/). Isso porque uma medida protetiva como a tratada no presente artigo pode dar ensejo a uma resposta por parte dos países latino americanos sobre a importação dos produtos brasileiros, sendo certo que são justamente estes países os principais destinos dos produtos brasileiros de média e alta tecnologia. Dessa forma, por mais que a moeda brasileira esteja valorizada e leve o governo a adotar medidas restritivas quanto às importações, há de se ponderar os efeitos indiretos que tal medida pode trazer para o país.

  78. As medidas protecionistas visam a proteção do mercado interno, com a criação de instrumentos que dificultam a entrada de produtos estrangeiros, reduzindo dessa forma a competição externa e garantindo o desenvolvimento da indústria nacional.
    Todos os países adotam em algum momento político econômico tais medidas, como exemplo podemos citar: a criação de tarifas, subsídios à indústria nacional e a fixação de quotas.
    O Brasil adotou algumas medidas que desagradaram nossos vizinhos latinos americanos, que ainda dependem muito de países mais desenvolvidos.
    Entretanto, o protecionismo deve ser utilizado com cautela, sendo portanto necessário que seja moderado e por prazo definido.
    Uma vez que, ao longo prazo as medidas protecionistas podem ser prejudiciais ao país que as adotam, pois as empresas poderão ficar acomodadas, em virtude da deterioração da competitividade, perdendo assim espaço no mercado externo.

  79. O Brasil, amplo defensor do livre comércio, nos últimos meses, juntamente com a Argentina, decidiram criar medidas protecionistas para protegerem a indústria nacional. O Brasil e a Argentina, os maiores países da América Latina, em atitude contrária aos preceitos da OMC, criaram barreiras tributárias para elevar o valor da moeda da nacional e diminuir a importação de bens e produtos. A restrição dos vínculos comerciais é, e sempre será extremamente prejudicial, vez que acarreta, em consequência, medidas protecionistas dos outros países que foram prejudicados. O protecionismo pode sim estimular o crescimento, só que a curto prazo, pois somente o livre comércio pode elevar verdadeiramente as riquezas dos países, já que estimula o comércio e estreita relações.
    O protecionismo brasileiro atinge mesmo os países integrantes do Mercosul, como, por exemplo, a restrição da importação de vinhos do Chile, em razão do apelo das empresas nacionais. Outro exemplo do protecionismo exacerbado do Brasil é a imposição de limite de quotas a importação de carros produzidos no México.
    O protecionismo é um péssimo meio de lidar com a crise econômica, como já restou provado em diversas ocasiões. Pode funcionar em curto prazo, como já dito, mas suas implicação no futuro são desastrosas e não justificam o seu uso.

  80. A atitude do Brasil e de outros países em proteger a indústria nacional através de medidas protecionistas em setores específicos e de interesse nacional, pode gerar um desgaste e possibilitar que o país que se sentir prejudicado haja do mesmo modo em relação aos nossos produtos que adentram seu mercado de modo competitivo com seus produtos nacionais, mas, principalmente, pode fazer com que estes países sejam acionados na OMC. Este instrumento deve ser utilizado em casos específicos e com cautela, de modo a coibir práticas comerciais injustas.

    Esta prática, além disso, tem prejudicado outros parceiros comerciais, como, por exemplo, o Uruguai, membro do MERCOSUL, e o Chile. A longo prazo, conforme exposto na matéria, esta medida seja prejudicial a longo prazo, vez que a queda das barreiras comerciais proporcionaria o tão desejado crescimento econômico, que por sua vez também envolve investimentos em diversos setores nacionais, de modo a possibilitar a produção de produtos industrializados de maior valor agregado, e diminuir a dependência da produção de produtos agrícolas, manufaturados, que possuem menor valor agregado.

  81. A Argentina e o Brasil vêm adotando medidas protecionistas com o objetivo de diminuir as importações e fortalecer a indústria nacional. Referida medida tem gerado “revolta” nos países da América Latina, conforme opinião emitida pelo presidente do Uruguai ao dizer que os maiores países da América Latina tem que ter consciência que todos os países latinos dependem de ajuda comum e recíproca. Da mesma forma opinou a chanceler do México, dizendo que as nações devem fortalecer seus vínculos ao invés de restringi-los.
    O Brasil por sua vez, nas palavras de Henrique Meirelles alega que referidas medidas protecionistas é apenas uma medida de proteção do Brasil contra práticas comerciais injustas.
    Além disso, as pesquisas mostraram que não usar de medidas protecionistas tentem a gerar um crescimento interno no longo prazo, e não prejuízo para a industria nacional como vários pensam.
    Sabemos que medidas como essas, realmente visam o desenvolvimento da indústria brasileira, pois evitam a concorrência de indústrias estrangeiras já estabelecidas e que muitas vezes tem um custo de produção mais baixo devido a mão de obra barata e leis trabalhistas moderadas, como a China, por exemplo. Além disso, favorecendo o crescimento da industria nacional, há a criação de novos empregos e desenvolvimento da economia brasileira.
    Porém, devemos sempre balancear referidas medidas, pois, ao fecharmos as portas para indústrias estrangeiras, estamos favorecendo as indústrias nacionais, mas muitas vezes não estamos estimulando as empresas a inovarem tecnologicamente, a diminuir seus custos, etc.
    Além disso, o Brasil deve se preocupar com referidas medidas, pois ao limitar a entrada de produtos estrangeiros no Brasil, estes países também limitarão a entrada de produtos brasileiros, prejudicando o setor de exportação brasileira.

  82. Apesar da notícia ser de março, até a presente data o Brasil e Argentina estão se comportando da mesma maneira.

    Neste próprio núcleo de notícias foi publicado matéria comprovando o protecionismo brasileiro.

    Ocorre que, neste momento de instabilidade financeira todos os países estão se fechando, protegendo os mercados internacionais, e até agora nenhum procurou os órgãos controladores.

    Certo de que, apenas uma representação internacional é capaz de incendiar e desestruturar todo o sistema vigente.

    O momento é de instabilidade e extrema tensão, todos aumentando a proteção aos seus mercados internos, e de forma conturbada tentam fechar parcerias e tratados, ganhando força blocos independentes e com menos membros, como por exemplo o BRIC, principalmente com a crise evidente dos grandes blocos como a UE.

  83. Este protecionismo brasileiro varia muito do produto a qual se quer refletir. Nem sempre o mercado, como um todo, sai ganhando.
    Um exemplo disto é o mercado de vinhos no Brasil no qual recentemente se pediu proteção ao país devido ao fato dos consumidores recorrerem aos vinhos Chilenos, argentinos, dentre outros… Isto porque seus preços são mais acessíveis, estando assim em consonância ao preço mundial. Entretanto no Brasil o preço dos vinhos nacionais está acima do preço mundial e sua qualidade não está condizente com o mesmo, ao contrário, está bastante inferior, com isso o excedente total do mercado acaba perdendo.
    As vantagens decorrentes do comércio Internacional excedem mais que o nacional, pois assim ocorrerá maior variedade de produtos, custo menor por meio de economias de escala, maior competição e melhor fluxo de ideias. Sempre temos que olhar como isto irá refletir no mercado internacional como um todo, uma vez que os ganhos do livre comércio são superiores às perdas.
    Como bem disse Voltaire “O país onde o comércio é mais livre será sempre o mais rico e próspero, guardadas as proporções.”

  84. A crise econômica mundial, somada a outros fatores, como a invasão chinesa em todos os setores de mercado, têm gerado uma crescente preocupação aos governantes. Não só o Brasil vêm adotando medidas protetivas, mas todos os países têm essa preocupação.
    Recentemente a Argentina estatizou a petrolífera espanhola YPF, como um exemplo dessa preocupação generalizada.
    As medidas protecionistas podem atingir o objetivo almejado, e fortalecer o mercado interno. A proteção pode proporcionar um meio apto para crescimento da indústria nacional. No entanto, pode ser também um verdadeiro “tiro no pé”, já que pode causar um “engessamento” da indústria nacional e impedi-la de voltar a competir globalmente.
    É evidente que cada governo deve buscar proteger e desenvolver seu próprio mercado, mas tudo deve ser pensado não apenas a curto prazo, sob pena de ver frustrados, no futuro, os plano traçados com a adoção de medidas dessa natureza.

  85. O Brasil e a Argentina estão adotando medidas para diminuir as importações e com isso fortalecer sua indústria, através da valorização das moedas locais e dos elevados custos tributários e trabalhists.
    Os demais países latino-americanos criticam esss medidas, alegando que todos precisam uns dos outros, como ataca o presidente do Uruguai; já a chanceler do México, Patrícia Espinosa, alega que os países devem fortalecer seus vínculos comerciais ao invés de restringi-los.
    O protecionismo, na verdade, pode ser o meio mais seguro de um país defender sua economia, protegendo inicialmente seus produtos.

  86. O protecionismo consiste na utilização de medidas que modificam as práticas comerciais, buscando priorizar o comércio interno, o que se opõe à liberalização, dificultando a entrada de produtos externos, mediante o aumento de tributos sobre tais mercadorias. Não obstante a necessidade de proteger, de fato, o mercado interno, tais práticas quando demasiadamente utilizadas prejudicam o país, bem como as suas relações com os países vizinhos, que dependem do fluxo comercial para subsistirem. Ressalta-se também a importância da prática de comércio com outros países, tais como a China, principalmente quando estamos tão próximos da Copa do Mundo e das Olimpíadas, faz-se imprescindível a busca do incentivo e tecnologia de países que têm suporte para nos auxiliar. Todavia, as restrições políticas ao comércio afugentam os investidores chineses, motivo pelo qual estas práticas devem ser repensadas, de modo que seja possibilitada a entrada de investimento estrangeiro nas áreas que o país é mais defasado. Para isso, é necessário que os impostos de importação, dentre outros tributos, sejam minorados, a fim de facilitar o comércio exterior e impedir que as práticas protecionistas prejudiquem a nossa economia.

  87. O protecionismo brasileiro provoca justificada apreensão nos parceiros comerciais da America Latina, como o Mexico e o Uruguai. País que sempre criticou o protecionismo argentino vem adotando medidas semelhantes e sendo contraditório com seu comprometimento com o livre comercio. Para tanto o governo brasileiro vem reforçando os mecanismos de defesa comercial tradicionais, como alterações na alíquota e no prazo do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), intervenções rotineiras do Banco Central no mercado de câmbio para impedir a alta do real, maior fiscalização dos produtos importados, dentre outros. É verdade que essas medidas protecionistas visam proteger o mercado interno e fortalecer a industria brasileira, evitando a concorrência de indústrias estrangeiras, que muitas vezes possuem um custo de produção mais baixo devido a mão de obra barata e leis trabalhistas moderadas, como a China, por exemplo, e favorecendo a criação de novos empregos e desenvolvimento da economia brasileira. No entanto, ao dificultarmos a entrada de produtos estrangeiros, não estamos estimulando as empresas a inovarem tecnologicamente, a diminuir seus custos, etc, e ao limitar a entrada de produtos estrangeiros no Brasil, o setor de exportação também estaria prejudicado, por isso, devemos sempre balancear a adoção de determinadas medidas. Ao meu ver, essas medidas podem ser consideradas graves e fator que dificulta o crescimento econômico da America Latina, tais medidas seriam favoráveis se fossem temporárias, a curto prazo e se viessem acompanhadas de reformas estruturais, porém, a longo prazo, poderemos ter futuros problemas.

  88. Defini-se protecionismo como um conjunto de medidas a serem tomadas com a finalidade de favorecer as atividades econômicas internas, dificultando ao máximo a importação de produtos e a concorrência estrangeira. Tal medida é utilizada por praticamente todos os países, em maior ou menor grau. O Brasil, por exemplo, quando adotou medidas para diminuir as importações e fortalecer sua indústria, estava reagindo face à valorização da moeda local e dos elevados custos tributários e trabalhistas.
    De modo geral, com a turbulência dos mercados internacionais, os países mais ciosos de suas finanças passaram a buscar meios de incentivar os seus mercados internos, impondo barreiras alfandegárias elevadas.
    Contudo, impende salientar que tais medidas devem ser analisadas, porquanto isolar e proteger a indústria da concorrência pode trazer benefícios para a indústria doméstica, contudo tem custos a longo prazo e impede o desenvolvimento de uma base industrial verdadeiramente competitiva e inovadora.

  89. Se por um lado, em uma situação excepcional de guerra cambial, os países procurem adotar medidas protecionistas criando barreiras às importações com aumento de taxas e maior rigor aplicado às normas técnicas, no intuito de fortalecimento do mercado interno, no que se refere aos produtos e serviços onde os países tenham grande potencial de competitividade, eles buscam a redução ou eliminação de medidas protecionistas a fim de expandir suas exportações. Assim, verifica-se que a adoção de medidas protecionistas, como vem ocorrendo no Brasil e Argentina, pode ser vantajoso num curto período, mas acarretar sérios danos econômicos no médio e longo prazo, especialmente por estarem se individualizando e não respeitando a cooperação mútua entre os membros de seu bloco econômico. Juntamente a essas medidas, devemos incentivar o avanço tecnológico e a diminuição de custos da indústria interna, para que não se perca potencial de competitividade externo uma vez que o mercado interno já possa suprir toda a sua oferta.

  90. As medidas adotadas para diminuição das importações inegavelmente trazem um fortalecimento da indústria nacional.
    O objetivo dessas medidas é beneficiar o produto nacional em detrimento do produto importado.
    Favorecem as atividades econômicas internas.
    O protecionismo protege a economia nacional da concorrência externa, garante o desenvolvimento de novas tecnologias e empregos, isola a indústria da concorrência.
    O aumento de tarifas de importação representa com clareza essas medidas de proteção.
    Mas é necessário que haja um equilíbrio entre a proteção nacional e o desenvolvimento de uma região.
    Para estimular ainda mais os empregos e o desenvolvimento é importante que não fiquemos totalmente isolados, algumas barreiras devem ser quebradas para evitar a retração econômica

  91. A guerra cambial entre Brasil e China não justifica a postura brasileira diante dos demais países latino-americanos. Evidente que ao evitar a valorização de sua moeda, os chineses acabam por ganhar mercados que seriam brasileiros, como o americano, visto que o custo de importação de produtos provenientes da China torna-se muito menor que aqueles vindos do Brasil, que apresenta uma moeda mais valorizada em relação ao dólar do que o Yuan, moeda chinesa. Contudo, somente a guerra cambial com a China não se mostra capaz de fundamentar a postura do Brasil, e também da Argentina, as grandes potências latinas, diante dos demais países da América Latina. Lamentável é a constatação de que Brasil e Argentina fazem uso da mesma política adotada pelos Estados Unidos ao lidar com o os países latinos. Uma postura que se caracteriza claramente pelo abuso de poder, de forma a manipular políticas econômicas comerciais, visando ganhar o mercado tanto interno e externo, por meio de medidas protecionistas, valorizando o produto nacional frente ao estrangeiro.

  92. Uma das ferramentas utilizadas pelo governo atual é adotar medidas protecionistas visando proteger a indústria nacional e criar estímulos para o desenvolvimento de tecnologia no país num momento de crise econômica mundial. Estas medidas devem contribuir para o crescimento sustentável do país. Mas, muitas vezes, contribui para o enfraquecimento dos laços já estabelecidos do Brasil com o mundo. Em alguns casos, pode ocorrer de medidas adotadas transmitirem a imagem de um país que não possui estratégia econômica e que se mostra pouco competitivo frente ao mercado internacional. O protecionismo é necessário, porém nas devidas proporções, nunca deixando de lado a livre concorrência, a qual é um princípio econômico constitucionalmente previsto. Além disso, o protecionismo excessivo também pode afetar as perspectivas de injeção de investimentos estrangeiros na economia brasileira, desestimulando futuros negócios. Sendo assim, uma medida que inicialmente deveria incrementar a economia poderia acabar se tornando mais prejudicial do que favorável, caso certos limites fossem desrespeitados.

  93. A proteção do mercado interno de qualquer país é sempre um assunto delicado que envolve vários lados, posicionamentos e implicações. Já que os países estão inseridos em um mercado internacional que funciona com relações de coordenação, subordinação, auxílio e até de dependência. Assim, as medidas protecionistas devem ser pensadas com todo cuidado técnico político-econômico necessário para as diversas implicações e consequências que poderão gerar. Principalmente num contexto, como o brasileiro, de inserção em um bloco econômico, qual seja o Mercosul. De modo que cada vez que o Brasil toma medidas para proteger sua economia, seus produtos nacionais, como aplicando alíquotas do imposto de importação mais altas ou criando outras barreiras irá influenciar também na economia desses países com os quais se relaciona, essa influência pode se dá diretamente, causando prejuízos e déficits nas exportações desses outros países. Tal fato pode ensejar consequências no Brasil, já que, como na Lei da Física, para toda ação existirá uma reação, assim os países afetados com as medidas protecionistas brasileiras irão tomar medidas internas e até externas, considerando ações dentro do bloco econômico, para minimizar ou extirpar os danos causados pelas medidas brasileiras. Dessa forma, percebe-se que a adoção desenfreada de medidas extremamente protecionistas da economia nacional pode levar a um caos e desarmonia externas e que refletirá de forma negativa inclusive no país que inicialmente adotou as medidas buscando proteção e lucros internos.

  94. o Brasil toma medidas para proteger sua economia, seus produtos nacionais, como aplicando alíquotas do imposto de importação mais altas ou criando outras barreiras irá influenciar também na economia desses países com os quais se relaciona.
    O protecionismo é usado quando o estado dificulta a entrada de produtos estrangeiros no país a fim de proteger seu mercado interno. Visando a proteção do mercado interno, o estado aumenta as taxas de importação e impõe exigências em relação à qualidade das mercadorias, fazendo com que os preços dos produtos importados fiquem mais elevados, o que reduz a concorrência dos mesmos com os produtos nacionais.
    Ocorre que as medidas protencionistas são de curto prazo, uma vez que reduz a eficiência dos fabricantes. a falta de concorrência com os produtos estrangeiros diminui a qualidade das mercadorias, as encarece, além de tornar o mercado sujeito a interesses políticos prejudicando assim a população e o seu comercio.
    As medidas protencionistas não são aconselháveis se fizerem um estudo a longo prazo, pois desestimula o país a desenvolver novas tecnologias além de prejudicar as exportações.

  95. Como se sabe as medidas protecionistas visam proteger o mercado interno através da criação de mecanismos que dificultam a entrada de mercadorias importadas no país, reduzem a competição externa e assim permitem o livre desenvolvimento das atividades econômicas internas. A teoria contrária ao protecionismo é o livre-comércio. Através desta linha de atuação, garante-se a independência de um país, enquanto ao se optar pelo caminho inverso, atinge-se o estágio da interdependência entre Estados concorrentes.
    No Brasil, enfrenta-se uma grande ameaça como mercado chinês. Ademais, a competição com essa grande potência no campos dos preços não é possível, mas na esfera dos recursos tecnológicos, planejamento dos produtos e o ampla disponibilidade dos recursos naturais, é o campo que o Brasil se destaca.
    Portanto, as medidas protecionistas são muito importante para o desenvolvimento econômico da economia interna do país, mas se cada nação adotasse de forma radical essa medida seria uma autarquia isolada, não haveria contato entre os Estados. Sem a disputa e o intercâmbio necessários para o crescimento, cada economia tenderia a uma provável estagnação.

  96. O protecionismo, em oposição ao livre comercio é uma prática que prioriza a economia interna em detrimento da extrangeira atraves de uma série de medidas, tais quais; criação de altas tarifas para impedir a entrada de produtos estrangeiros no país,subsídios à indústria nacional e fixação de quotas que reduzem o número de produtos de outros países que podem entrar no país. É uma pratica que favorece a economia interna e cria empregos, além de gerar tecnologia. Mas tal prática também tem seus aspectos desfavoráveis, ja que reduzem a participação do país no mercado externo, o que cria uma série de desvantagens como o aumento do preço dos produtos nacionais, por exemplo.
    O Brasil tema dotado política protecionista em relação aos demais países latino americanos, o que vem preocupando-os, sob o argumento de que isso irá restringir os vínculos entre os países, sendo que os mesmos, deveriam tentar fortalece-lo. O Brasil, por sua vez afirma que tal prática se faz necessária na medida em que visa combater a excessiva valorização do real e a relutância da China em permitir a valorização do IUAN.
    O fato é que há pros e contras no que diz respeito ao protecionismo brasileiro, sendo que a curto prazo o crescimento econômico é algo admissível e até mesmo aceitável. Mas será que a longo prazo essa prática se mostra eficiente?

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