Confronto em penitenciária mexicana mata pelo menos 44 pessoas


Um confronto entre detentos deixou pelo menos 44 mortos neste domingo em uma prisão no norte do México.

Segundo autoridades de segurança, os internos teriam forçado ou subornado agentes penitenciários para abrir as portas que separavam duas alas da prisão de Apodaca, no Estado de Nuevo León.

Com a abertura dos portões, os detentos iniciaram uma briga, que resultou nas mortes.

O porta-voz de Segurança Pública de Nuevo León, Jorge Domene Zambrano, disse que o confronto ocorreu devido a uma disputa de poder entre integrantes dos cartéis do Golfo e dos Zetas, ambos ligados ao narcotráfico.

Confrontos entre presos são comuns no México. No mes passado, 31 detentos morreram em uma rebelião em Altamira, no Estado de Tamaulipas, quando grupos rivais se enfrentaram com facas e armas caseiras.

Além disso, as prisões mexicanas são notórias por sua superlotação, pelos motins e pela corrupção disseminada entre agentes penitenciários.

Domene afirmou ainda que os presos atearam fogo a colchões e outros objetos inflamáveis.

Segundo o porta-voz, as forças de segurança estão com a situação sob controle.

Parentes dos detentos se aglomeraram do lado de fora da prisão, atrás de informações sobre mortos e feridos. Domene pediu a eles que sejam pacientes.

“Temos mais de 3 mil internos nesta cadeia, e temos que contabilizar todos eles”, afirmou.

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Uma resposta em “Confronto em penitenciária mexicana mata pelo menos 44 pessoas

  1. Qual o resultado da política antidrogas realizada pelo presidente Felipe Calderon no México? Deixo as notícias e as estatísticas falarem por mim. São 35 mil homicídios cometidos pelo crime organizado entre dezembro de 2006 e janeiro de 2011, apenas mil casos foram investigados pelas autoridades federais, só 22 condenados, notícias de desaparecimento forçados, casos de tortura e agora, por último, o controle das penitenciárias pelos cartéis do tráfico. O que concluímos disso? A atual política contra as drogas do presidente mexicano, apoiada e financiada pelos americanos, falhou e deixou um rastro de mortes e medo por todo o país. E os reflexos estão para serem colhidos agora. A candidata apoiada pelo partido do atual governante para as eleições de Julho de 2012 está 20 pontos percentuais abaixo do candidato melhor posicionado nas intenções de votos. Além disso, ativistas mexicanos de direitos humanos, em 25 de novembro, pediram a Corte Penal Internacional (CPI) para investigarem Calderon por ser conivente com crimes cometidos pelo exército e pela polícia mexicana durante a guerra contra as drogas. Será ele mesmo julgado pela Corte? Acho improvável, seu julgamento com certeza será nas urnas, com a derrota da sua candidata nas eleições que estão por vir. Por fim deixo uma dica. Enquanto os países acreditarem que o problema das drogas se resolve com armamento e não com políticas públicas de conscientização, vão sempre fracassar.

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