Ascensão chinesa ‘preocupa EUA e Europa mas é bem vista na África’


Poder militar da China preocupa mais que ascensão econômica

Uma pesquisa feita em 27 países a pedido do Serviço Mundial da BBC revelou que a ascensão econômica e militar da China gera preocupações nos países ricos, mas que a potência asiática é bem vista pelas nações emergentes.

O levantamento ouviu quase 27 mil pessoas. No Brasil, onde as opiniões negativas da China diminuíram em relação à primeira edição da pesquisa, foram feitas 800 entrevistas em nove capitais do país.

Em média, 50% das pessoas ouvidas mundialmente disseram ter uma visão positiva da ascensão econômica chinesa, enquanto 33% disseram ter uma visão negativa.

Comparada com 2005, a visão negativa aumentou nos Estados Unidos, México e Canadá, e nos países mais avançados da Europa (França, Canadá, Alemanha, Itália).

Atingidos em cheio pela depressão econômica, os cidadãos dos países do G7 (o grupo das nações mais industrializadas do planeta) estão menos seguros de como competir com a China, tão presente hoje nas suas vidas“, explicou o presidente da empresa responsável pela pesquisa, GlobeScan.

Não há dúvida de que a ascensão da China, junto com um sentimento de estagnação e paralisação entre os países ocidentais, é psicologicamente perturbador“, afirmou à BBC o premiado articulista do jornal The New York Times Tom Friedman.

Mas esse ponto de vista é contrabalançado pela visão amplamente positiva da ascensão chinesa em países africanos que têm se beneficiado de investimentos chineses em infraestrutura e recursos naturais, como Nigéria, Quênia e Gana (82%, 77% e 62% de visão positiva, respectivamente).

Também no Brasil a China goza de uma imagem melhor: de 2005 para cá, as opiniões negativas do crescimento chinês caíram nove pontos, para 26%. As visões positivas somaram 44%.

Na América do Sul, a visão da China também é majoritariamente positiva no Peru (65%).

Potência militar

Já a ascensão militar da China é vista com mais reservas pelos entrevistados na pesquisa. O Japão foi o país onde a visão negativa superou com mais folga a positiva (88%, contra menos de 1% de visão positiva).

Na Coreia do Sul e na Austrália a visão negativa foi 76% e nos EUA, 79%.
As divergências voltaram a se repetir entre os países da Europa ocidental (que veem o poderio militar chinês com cada vez mais reservas) e os africanos e emergentes asiáticos, para quem o crescimento militar de Pequim preocupa menos.

No Brasil, a visão negativa superou a positiva (46% – 29%), assim como no México (53% – 17%).

O analista de Economia da BBC, Andrew Walker, disse que a visão da China é reforçada pelas diferentes percepções das relações econômicas chinesas no mundo.

Os respondentes que consideraram “injustas” as relações comerciais da China estão majoritariamente nos países da Europa ocidental, nos EUA e em seus parceiros econômicos, no Japão e na Coreia do Sul.

Walker lembra que a China é acusada, nos meios empresariais e políticos, de manter seu câmbio artificialmente desvalorizado – o que aumenta a competitividade dos produtos chineses no exterior.

Já na África, nos emergentes asiáticos, e no Chile e no Peru a percepção é de que a China atua corretamente. A questão não foi colocada para os brasileiros.

Fonte: BBC Brasil [Link]

Postado por Tuanny Campos

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24 comentários sobre “Ascensão chinesa ‘preocupa EUA e Europa mas é bem vista na África’

  1. É bastante claro que a opinião das pessoas sobre a ascensão econômica e militar da China está diretamente ligada ao contexto em que elas vivem. É a mesma lógica de um político que está no poder em relação a outro que está crescendo nas pesquisas e ameaça tomar o seu lugar no futuro. A tendência é sempre o que está no poder ir de encontro com o ascendente. O mesmo vale para os países considerados desenvolvidos (G7 por exemplo), que tendem a ir contra um novo país candidato a entrar no seleto grupo. No caso da ascensão militar da China, cabe algumas ressalvas, pois um poderoso arsenal militar envolve outra questão mais importante que não se enquadra na questão da economia, a segurança. O ideal seria que todos os países vivessem em paz, sem que fosse necessário nenhum tipo de poder militar. Mas, como isso é impossível, é preciso analisar com cautela as verdadeiras intenções da China ao se fortalecer militarmente; se é apenas uma forma de precaução ao se isso envolve intenções mais audaciosas. Já no aspecto econômico, penso que os países deveriam pensar mais conjuntamente, ao passo que com mais um país forte economicamente ficaria mais fácil ajudar os outros menos favorecidos a crescerem. Para isso, teriam que deixar o orgulho e o egoísmo de lado, para que o protagonista seja o progresso dos países em geral e não o de meia dúzias destes.

  2. Atualmente, as camadas populares com relativo poder aquisitivo é o grande mercado consumidor mundial. Isso porque, a partir do desenvolvimento econômico dos países que forma o BRIC mais da metade da população mundial teve um aumento no seu poder de compra. Associado a isso, a China inundou o mercado mundial com inúmeros produtos desejados por essa nova classe de consumidores, uma vez que oferecia menor preço, ainda que em detrimento da qualidade. Apesar de questionáveis as práticas adotadas pela China para prosseguir nessa estratégia, positiva a quebra da hegemonia norte americana e européia no mercado mundial, de modo que tais potências devem se colocar mais dispostas a atender exigências dos países em desenvolvimento para não perder espaço no comércio mundial. Por fim, os índices demonstrados na pesquisa refletem a realidade econômica mundial, no sentido de que os países em desenvolvimento ainda vêem a China como parceira econômica, aumentando o risco de perda econômica para os membros do G7.

  3. O crescimento econômico da China e a preocupação dos países ocidentais, diz respeito ao sentimento de estagnação que é vivido atualmente por vários países europeus.O recém divulgado relatório “3 G – Geradores Globais de Crescimento”, do Citigroup, prevê que a China Supere os EUA antes de 2020 e ainda mais, em 2050 a Índia terá ultrapassada a China até 2050. Segundo o mesmo ranking, o em 2050, o PIB da Índia vai chegar a US$ 85,97 trilhões, enquanto a economia chinesa será de US$ 80,02 trilhões e dos EUA ficará em US$ 39,07 trilhões. Já o Brasil, a eterna menina dos olhos azuis do mundo, aparecerá em 5º lugar com um PIB de US$ 11,58 trilhões.
    As economias ocidentais, atualmente ditas como ricas, e como já afirma Tom Friedman sairão do Ranking. A participação do ocidente no PIB mundial irá despencar de 41% para 18% em 2050 segundo as previsões do 3 G.
    Porém, são somente previsões e vale lembrar que o mundo já viu algo semelhante com o que ocorre com a China já foi vivenciado pelo Japão. Após a segunda guerra, Japão passou a ter um crescimento estrondoso, foi considerado que ultrapassaria os EUA como maior potência econômica mundial e após um avassalador ataque especulativo e diversas crises na década de 80 e 90, abandonou este posto.
    Acredito que a China realmente esteja em pleno crescimento, porém toda cautela é necessária para não se fazer especulações infundadas.

  4. A China é, de fato, o grande concorrente das tradicionais potências econômicas mundiais. Entretanto, o vigoroso crescimento chinês, que parece não terminar nunca, deve ser visto com muitas reservas.
    O dito dragão asiático obteve os invejáveis índices de crescimento recente às custas de um modelo político que tolhe as garantias individuais, submetendo a enorme população a um regime sem que não pode ser questionado, e um modelo econômico baseado na falta de livre iniciativa, desigualdade social e na exploração da mão-de-obra. A legislação trabalhista chinesa permite absurdos como cargas semanais de 80 horas e ausência de remuneração das férias e indenização por acidentes de trabalho. Os sindicatos, por óbvio, são vinculados ao Partido Comunista. E, por fim, a degradação ambiental tem aumentado de forma exponencial.
    Todos esses fatores podem levar a economia chinesa à implosão, a menos que o país adote novos rumos no âmbito interno e cresça de forma sustentável, mesmo que essa medida sacrifique seus impressionantes índices de crescimento momentaneamente.

  5. Justificada está o fato de os países desenvolvidos não verem com bons olhos a ascensão chinesa posto que a China se solidifica cada vez mais como uma grande potência se apresentando como uma ameaça para os países de Primeiro Mundo sobretudo para alguns países eurpeus os quais passam por uma grande estagnação econômica. Para os países emregentes, por outro lado, a China se apresenta como um modelo a ser seguido.

  6. O crescimento econômico da China é espantoso e a preocupação das grandes potências mundiais não é em vão. A China é hoje a segunda maior economia mundial (perdendo apenas para os Estados Unidos da América, sendo ainda 1/3 da economia americana), e a sua produção aumenta a cada dia, gerando um crescimento anual com média de 10%. Sabe-se, entretanto, que esse crescimento acentuado se deve também em razão da exploração da mão de obra em abundância. Assim, como a oferta de trabalhadores é alta, os salários são baixos, fazendo com que grande parte da população chinesa se encontre em situação de pobreza, sendo certo que os chineses recebem uma das menores remunerações do mundo, precarizados, portanto, os direitos dos trabalhadores daquele país. Isto pode ser considerado Dumping Social Internacional, que consiste na precarização dos direitos dos trabalhadores a fim de obter vantagens no mercado e, no caso em tela, no mercado internacional. As grandes potências internacionais se sentem ameaçada inclusive porque não tem condições de competir com a China no aspecto acima mencionado. Os trabalhadores das grandes potências tendem a ser mais qualificados, recebendo maiores salários, sem conseguir uma produção em tão grande escala como a chinesa, até porque os direitos já garantidos aos trabalhadores não podem ser retirados. Além das vantagens chinesas supracitadas, há quem diga ainda que a China mantenha um câmbio artificialmente desvalorizado, o que aumenta a competitividade dos produtos chineses no mercado internacional. Outra preocupação diz respeito ao regime chinês autoritário e avesso as práticas democráticas, por isso, inconfiável sobre o ponto de vista das liberdades individuais e conquistas indissociáveis ao ser humano. Fato é, assim, que o crescimento da China vem se tornando insuperável pelas grandes potências mundiais.

  7. Apesar de interessante, não há como levar essa pesquisa como uma parâmetro sério para inferir a opinião do país sobre a ascensão econômica e militar da China. Primeiro, porque perguntar a opinião dos cidadãos sobre tais questões é pressupor que eles estão devidamente informados e podem emitir uma opinião suficientemente coerente para inferir algo de valor. Ora, a pesquisa usou uma amostragem que envolve cidadãos que não têm qualquer envolvimento com a China, a não ser a compra de bugigangas com o rótulo “made in china”. Diferente seria se a pesquisa fosse feita a determinados setores da indústria e do comércio que se envolvem diretamente com a China. Além do mais, a opinião dos cidadãos de um país sobre as questões Chinesas não é necessariamente a opinião do governo desse país. Segundo, em relação à questão militar, é mais do que óbvio que países próximos, tais como Japão e Coréia do Norte teriam números de reprovação maiores do que outros. Também tem de se levar em conta de que esse tipo de pergunta já tem um efeito psicológico negativo, dada a própria reprovabilidade de políticas belicistas. Assim, o resultado de que a maioria não vê com bons olhos o crescimento militar não é espantoso nem clarificador.
    O comentário do presidente da empresa responsável pela pesquisa demonstra que ele mesmo não entende a limitação de tal metodologia de pesquisa. Dizer que os “cidadãos dos países do G7 (o grupo das nações mais industrializadas do planeta) estão menos seguros de como competir com a China” a partir da pesquisa feita é concluir algo sem base alguma. A única coisa que se dá pra concluir dessa pesquisa é que os cidadãos de um país aprovam ou não aprovam as questões perguntadas, nada mais. Inferir algo mais disso é o mesmo que adicionar dados aleatórios a elas.
    Lucas M. Lopes

  8. Em primeiro lugar, com relação à percepção negativa que os países desenvolvidos possuem acerca da ascensão econômica da China, sabe-se que em grande parte ela se deve à dificuldade das indústrias destes países conseguirem concorrer com os produtos chineses, especialmente tendo em vista a desvalorização do “yuan” ante o dólar.
    Embora o a moeda chinesa já tenha sido valorizada no importe de 3,6% em relação ao dólar, desde junho de 2010, com base em políticas de flexibilização que vem sendo adotadas pelas autoridades chinesas, a subvaloração da sua moeda se manterá tendo em vista que a China não deseja prejudicar as suas exportações, de tal forma que a princípio, Estados Unidos e potências européias permanecerão prejudicadas nos seus interesses.
    Importante lembrar também que, no que tange a estes países desenvolvidos, a preocupação com a expansão militar da China, em vários casos, está muito mais atrelada ao medo dos impactos econômicos proporcionados por um país de governo forte do que propriamente com a violação de princípios democráticos e questões relativas a direitos humanos, pura e simplesmente. Não é de hoje, que as intervenções norte-americanas em locais de expressivo potencial militar ocorrem disfarçadamente com o intuito de pacificar e “humazinar” os locais em que adentra.
    Por fim, essencial analisar a percepção positiva do crescimento chinês por parte dos países africanos, por exemplo. A quantidade significativa de investimentos chineses nestes locais é uma das razões para que eles “vejam a China com bons olhos” e ela realmente fomenta a economia deles, contudo também pode ser alvo de várias críticas se a política chinesa neste contexto (por muitos denominada de “novo imperialismo”) for estudada como um todo. Ocorre que, em resumo, a China se beneficia de recursos naturais ali disponíveis, sem retribuir na mesma proporção, realizando ou fornecendo recursos para obras de má-qualidade, quase que descartáveis, segundo informam analistas africanos.

  9. Sem dúvida que, como tem mostrado através de uma participação cada vez mais influente, a China, num futuro próximo, se firmará, através de sua atuação criativa, de forma definitiva como potência influente na economia mundial, indicando que a transição ao socialismo passa pelo domínio do mercado.
    O que, definitivamente, assusta os países mais desenvolvidos, os chamados “imperialistas”, pois a medida que a economia chinesa se desenvolve, vemos o fortalecimento do partido comunista chinês na sua intricada política do avanço ao socialismo, percebendo que as vertiginosas transformações tecnológicas, prejudicam cada vez mais o domínio da burguesia imperialista.
    Contudo, devemos ressaltar que a China tem um olhar comercial enviesado e contraproducente, pois quando votou na ONU pelo bloqueio contra Irã mesmo fazendo o contrário posteriormente, minou ampliação de investimento naquele país.
    O caso da Líbia só contribuiu para que mais uma vez percebêssemos o amadorismo diplomático chinês.
    Dessa forma a China perderia muitos investimentos se na Líbia ocorrer o mesmo que no Iraque e de quebra vai perder na África como um todo, tendo minada a sua ascensão na região.

  10. O crescimento da China, o qual parece não ter sofrido qualquer impacto com a crise mundial, tem assustado os países europeus e os Estados Unidos.
    Por óbvio, os países mencionados não veem com bons olhos o incontrolável crescimento chinês pois, após anos de hegemonia daqueles, começa a surgir uma nova potência no cenário internacional.
    O que não deve ser visto com bons olhos não é o crescimento da China, mas sim o modo como este país está conseguindo tal crescimento, às custas da exploração de trabalhadores, sem qualquer respeito aos direitos humanos e, também, ao meio ambiente. Assim, tais situações prejudicam a população local e, o fato de a China manter sua moeda artificialmente desvalorizada, prejudica a população de outros países, tendo em vista que mediante o uso do citado artifício, os produtos chineses são vendidos a preços bem menores.

  11. Mesmo com a crise econômica que devastou a maioria dos Estados, dentre eles potências mundias, a China não se intimidou e continuou a crescer vertiginosamente.
    Os países ainda se recuperam da forte turbulência na economia mundial. Assustados, veem os chineses assumirem a dianteira em vários setores econômicos.
    No entanto, a pergunta que quase nunca é feita: qual é o preço de tamanha opulência?
    O preço é alto.
    A população chinesa trabalha em péssimas condições, ganha salários irrisórios pelo o que produz , sofre com a pobreza extrema, pricipalmente nas zonas rurais e se submete a um regime de desrespeito aos direitos individuais.
    Provavelmente inspirada em outras potências mundiais que fazem o mesmo, a China privilegia o crescimento economico em detrimento aos Direitos Humanos. Talvez fosse melhor o equilíbrio.
    O mercado mundial, por sua vez, também paga um preço alto pela ascenção chinesa. A prática desleal de manter o câmbio artificialmente desvalorizado (somando isso ao baixo custo da mão de obra produtiva) provoca a conheciada invasão de produtos chineses no mercado externo. Torna-se impossível disputar com o que é produzido na China sem destruir empresas nacionais.
    O crescimento econômico deve se aliar ao respeito aos Direitos Humanos e à práticas que não furtem de outros países o direito de se desenvolverem plenamente.

  12. O rápido crescimento econômico da China, que hoje já se encontra como a 2° maior potência econômica mundial (perdendo apena para os Estado Unidos da América), vem causando grande impacto na economia e política interna dos países, obrigando os governantes, as empresas e os consumidores a adotarem certas medidas para não sofrerem com as políticas adotadas por este gigante, que não se pode mais dizer que está adormecido.
    A China vem mudando os parâmetros no que se refere às exportações e importações no mundo inteiro. O país, com sua mão de obra em abundância (o que permite pagamento de salários aviltantes), e uma política interna que tenta a todo custo favorecer a indústria nacional (investimentos do governo em todos os ramos do país), entra no mercado internacional numa disputa que, para a maioria dos países, oferece uma concorrência desleal.
    A preocupação dos países que tem empresas competindo internacionalmente com as empresas chinesas têm fundamento: o baixo custo de produção a que se submetem tais empresas faz com que o preço final dos produtos sejam baixíssimos, e isto pode ocasionar a quebra das empresas que tentarem concorrer com as chinesas, uma vez que não conseguem inserir no mercado produtos de boa qualidade e com preços finais que consigam competir “de igual para igual” com as mercadorias fabricadas pelas indústrias chinesas.
    Não há país no mundo que não se assuste com o posicionamento ofensivo adotado pelo governo e pelas indústrias deste país. O foco da reportagem em análise é, no entanto, no sentido de que as medidas adotadas pela China tem conseqüências diferentes nos países, podendo inclusive, no ponto de vista da população de alguns deles, ter efeitos positivos, principalmente no que se refere aos países em desenvolvimento. Países estes que possuem uma população, em sua maioria, de baixa renda que passam a ter acesso a produtos antes inacessíveis (a concorrência é um dos maiores benefícios trazidos pelo livre comércio) e que se beneficiam de investimentos e empregos proporcionados pelo governo e pelas indústrias chinesas.
    Já os países desenvolvidos não vêem com bons olhos a postura chinesa, já que acabaram por perder mercado para as empresas deste país. Cabe ressaltar que o papel da China na economia mundial continuará a se tornar cada vez mais importante e caberá às indústrias do mundo inteiro se adaptarem a tais mudanças impostas pelo Gigante Chinês.

  13. O crescimento econômico chinês agrada, e muito, diversos países, possibilitando uma flexibilização no cenário de parcerias econômicas e gerando novas opções para os países que necessitam de investimentos.
    As antigas grandes economias se vêm ameaçadas no cenário mundial, enquanto a China, um dos países mais populosos do mundo, com uma grande disposição de mão de obra e uma grande potência consumidora, se vê em um cenário cada vez mais otimista.
    Já em relação ao crescimento do poderio militar chinês, este não é bem visto pelos que se contentam com o crescimento de sua economia. Por se tratar de um país extremamente autoritário, conhecido por sua política de supressão aos direitos individuais e coletivos, teme-se que esse desrespeito ultrapasse as fronteiras asiáticas. A China, com seu grande contingente populacional, forte poder econômico e conhecido desrespeito aos direitos humanos pode se tornar uma potência militar bem perigosa.

  14. A recente industrializaçao chinesa, com a melhora da qualidade dos seus produtos e o seu baixo custo, têm causado bastante desconforto nos paises industrializados. A razao alegada para esse desconforto est’a nas praticas comerciais pouco ortodoxas da China, que pratica um escancarado dumping que, somado a uma enorme escala de produçao e uma moeda artificialmente fraca, começou a gerar uma competiçao desleal com danos à industria desses paises. Entretanto, os paises em desenvolvimento vêem a China como um excelente mercado comprador de commodities, como minerais, produtos agricolas, petroleo, alem de um novo investidor.
    Quanto à questao militar, a China vem dando sinais de que ira aumentar o seu espaço de influencia, tanto na Asia como em certas regioes de paises emergentes, como no continente africano, por exemplo. é crescente o investimento em equipamentos bélicos, o que ira garantir essa maior area de influencia, alterando o atual statuos quo das grandes potencias.

  15. é lógico que a ascensão da econômia chinesa é vista com maus olhos pelos países desenvolvidos. O PIB chinês vem crescendo a cada ano em contrate com o desempenho deprimente das maiores potências capitalistas. Desde a década de 70, a economia chinesa vem avançando num ritmo médio superior a 9% ao ano, enquanto o PIB dos EUA evoluiu a passos de tartaruga: pouco mais de 2% ao ano.
    A economia chinesa é hoje, a mais dinâmica do mundo. O desempenho economico da China favorece o desenvolvimento de outros países não só da Ásia, mas na América Latina, na África e em outras regiões, amenizando sensivelmente os impactos da crise exportada pelos norte-americanos.

  16. A China hoje representa a grande quebra de paradigma da indústria moderna, isso porque consegue agrupar em suas fabricas condições de trabalho semelhantes à europa do século XVIII e XIV e a mais alta tecnologia existente no planeta. A isso some o cambio desvalorizado artificialmente e diversos incentivos do Estado chines e teremos como resultado o desespero de grupos empresariais europeus e americanos frente aos seus produtos.
    Enquanto nesses países as industrias locais penam com a concorrencia chinesa, países pobres da africa e mesmo da américa latina aproveitam o baixo custo para importar seus produtos e poderem se preocupar apenas com a exportação de comodities. Esta é a equação politica do séculos XXI. Vender matéria prima a china para que ela devolva em produtos baratinhos de qualidade suspeita. Isto pode ser vantajoso? Só se for para ajudar países com setor industrial fraco e sem perspectiva de desenvolvimento. qualquer outra hipotese remeterá diretamente ao sucateamento das industrias locais, perda de emprego e diminuição do ritmo de desenvolvimento dos paises envolvidos. A China está mudando a forma como o mundo enxerga os negócios, tanto da perspectiva particular quanto estatal, sendo esta última a única capaz de salvar o mundo da dominação comercial chinesa, que aparenta estar cada vez mais proxima.

  17. Não resta dúvida quanto a ascensão dos chineses na economia. Possuem a maior mão-de-obra mundial, aliada a cultura oriental que sempre busca o perfeccionismo. Seus produtos estão invadindo as prateleiras mundiais, o que deixa, cada vez mais alarmados as grandes potencias, especialmente as do G7, (o grupo das nações mais industrializadas do planeta) que “estão menos seguros de como competir com a China, tão presente hoje nas suas vidas“.“Não há dúvida de que a ascensão da China, junto com um sentimento de estagnação e paralisação entre os países ocidentais, é psicologicamente perturbador“. Esses países estão temerosos por suas economias internas e quais as consequências esse avanço chinês poderia trazer à economia mundial. Sabe-se que a China pratica uma economia de subsídio à sua moeda, consequentemente, seus produtos chegam no mercado mundial a preços módicos e imbatíveis. Essa ascensão é bem vista pelos países subdesenvolvidos pois estes, não são ameaçados, ao passo que os desenvolvidos “estão preocupados” por não se saber até aonde os chineses poderão chegar como uma potencia militar e econômica.

  18. O crescimento econômico, militar e educacional chinês é uma realidade com a qual os países desenvolvidos, principalmente os Estados Unidos vão ter que aprender a lidar. A pesquisa mencionada no post é apenas mais uma de inúmeras que consolidam a demonstração do poder chinês e de sua influência sobre o resto do mundo. Como era de se esperar, os membros de países que controlam (ou controlavam) a economia mundial não se sentem confortáveis com a ascensão de outro país a patamares tão elevados. Não querem dividir o bolo. Já os membros de países beneficiados com a ascensão chinesa, obviamente aprovam-na. Porém é de se ressaltar que a ascensão militar de qualquer país, questionada a cidadãos comuns, não deveria ter a aprovação que teve na pesquisa realizada. Qual o motivo para a visão positiva no Brasil, de 29% dos entrevistados, a respeito do ganho de poderio bélico chinês? Apesar de não possuirmos dados precisos do público entrevistado, prefiro crer que tais números se devam à respostas dadas de maneira despretensiosa ou sem análise mais aprofundada. Ademais, a informação de que a China mantém seu câmbio artificialmente desvalorizado é fortemente divulgada no ambiente empresarial, tendo grande fundo de verdade, o que aumentaria, de fato, a competitividade dos produtos chineses no exterior. Porém, tal fato deve ser visto e julgado pela organização mundial do comércio, de maneira que, caso entenda ilícita tal prática, recomende a sua abolição pela China.

  19. A preocupação dos países considerados desenvolvidos quanto à ascensão econômica e militar da China é compreensível já que a China é um país candidato a competir pelo mercado desses países, ainda mais após serem atingidos em cheio pela depressão econômica.
    Já quanto aos países como Brasil, vem na China um parceiro para seu próprio crescimento econômico.
    Entretanto esse crescimento está sendo fundado em péssimas condições para a população chinesa que trabalha em condições inapropriadas , ganha salários baixos salários , sofre com a pobreza extrema, desrespeitando os direitos individuais, ou seja, o crescimento econômico em detrimento
    dos Direitos Humanos.

  20. A China como potência econômica nos dias atuais é hoje uma realidade, não mais sendo apenas uma previsão.

    Só em 2010 o produto interno bruto (PIB) chinês atingiu US$ 6,05 trilhões ou 39,8 trilhões de yuan em 2010, fazendo deste país a segunda maior economia do mundo. Neste mesmo ano a economia chinesa cresceu cerca de 10,3%, demonstrando de forma indubitável a sua recuperação em relação à crise mundial de 2008.

    Já os EUA tem apresentado dados tais como uma taxa de desemprego de quase 10% no ano de 2010, apesar das previsões otimistas que prevêem um crescimento de 3 a 4% da economia americana no ano de 2011.

    Devido a estes fatos se justifica essa preocupação e visão negativa da elite mundial sobre o crescimento chinês, tendendo os países emeregentes e que encontram-se em pleno processo de expansão econômica, como o Brasil, a enxergarem de uma forma positiva este crescimento da China.

    Por outro lado, no âmbito da política externa tanto Brasil como grande parte dos países sul-americanos têm historicamente reconhecida sua posição de países pacificadores, por isso se explicando sua visão negativa do crescimento bélico chinês.

  21. Não há duvidas que qualquer país que outrora fora considerado uma potência “imbativel”, diante de uma atual estagnação econômica, consiga ver com bons olhos países que eles mesmos exploraram, e agora não bastasse sua forte emergência, ainda são fortes candidatos à novas potências mundiais, como é o caso da China. Muitos países, ainda se encontram em guerra, com o discurso de implantação da democracia. Ora, se assim o é, por que o confundir a inclinação política com o desenvolvimento econômico, sendo que este é a maior afirmaçao das práticas capitalistas?? Pois bem, o desenvolvimento economico acaba por refletir no desenvolvimento militar, mas aí nos encontramos diante de outra indagação, qual dos países desenvolvidos não aprimoram sua capacidade militar? Por que então o preconceito com a China? E o que mais é de se admirar, é que justamente as grandes potências que criam obstáculos para os passos dos emergentes, pois nao querem ver “seu espaço” ocupado por outro, com medo de terem que passar de senhores à servos. E é por isso que países latinos e africanos, não criam impecilhos à China, por acreditarem que assim como ela, estes também têm a possibilidade de crescerem, principalmente, porque como eles (latinos e africanos) que dão apoio e chance aos chineses, estes que retribuem investindo naqueles. Ou seja, não se trata de um imperar sobre o outro e sim de dividir o espaço a fim de crescer juntos. Lembrando que o fato de um país ser mais influente que outro pode ser uma questao de tempo.
    Desta forma, seria bom que as comunidades internacionais abrissem a cabeça e se mobilizassem para fomentar o crescimento e não o oligopólio.

  22. Os paises orientais crescem muito a cada ano e de fato a China, o grande concorrente das tradicionais potências econômicas mundiais. O crescimento chinês, que parece não terminar nunca, deve ser visto com muitas reservas.
    No entanto para crescer desta forma a China vem submetendo sua enorme população a um regime sem que não pode ser questionado, e um modelo econômico baseado na falta de livre iniciativa, desigualdade social e na exploração da mão-de-obra. A legislação trabalhista chinesa permite absurdos como cargas semanais e ausência de remuneração das férias e indenização por acidentes de trabalho. Acredito que mais cedo ou mais tarde a po´litica da China mudará, passrá a ter tendências mais Capitalistas. Hoje o Capitalismo só ocorre para o que bom para o governo e não para sua população. Acho que a China merece uma supervisão maior da OMC. Para o caso em tela por mais que a China cometa essas aberrações com sua população. Acredito que para os países africanos seja uma boa já que fora abandonado por todasua história pelo resto dos países.

  23. É completamente natural a China ser uma preocupação para os países desenvolvidos, especialmente agora, já que o mundo sofre uma crise econômica e o país não parece se abalar. A ameaça chinesa é enorme, pois todos os dados mostram que ela será a próxima economia dominante mundial. Vários economistas acham que o Yuan será o próximo dólar, que cada vez mais se enfraquece e perde o posto de moeda padrão, sendo substituído progressivamente pelo ouro (http://www.chinadaily.com.cn/opinion/2011-09/01/content_13594325.htm). É claro que as condições de trabalho na China e sua falta de democracia são fatores que, embora favoreçam sua ascensão econômica, a impedem de se tornar um país, uma cultura, um modo de vida modelo, como são os EUA hoje. Mas o domínio econômico por si só é o bastante para tirar o poder das mãos dos EUA e de países europeus. É claro que há também a questão do poder militar chinês, que, com o desenvolvimento econômico e a numerosa população, se torna uma preocupação para o mundo todo, especialmente com o governo rigoroso e austero que controla seu povo através de uma dura censura.

    Sarah Martins Mendes
    Código 14099.

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