James Galbraith: “Brasil vem dando exemplo ao mundo”


O Brasil acertou ao enfrentar a crise econômica com maior presença estatal na economia ao invés do tradicional corte de gastos proposto pelos neoliberais

Brasil vem dando exemplo ao mundo, diz James Galbraith

 “A desigualdade social no Brasil está sendo reduzida nos últimos anos porque o país gasta menos dinheiro para ajudar o setor financeiro e mais dinheiro para ajudar o próprio Brasil”, disse o economista norte-americano James Galbraith no seminário internacional sobre governança global promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Para Galbraith, Brasil atravessa um período de “estado de bem-estar democrático” que revela aos países mais desenvolvidos um caminho diferente daquele proposto pelos dogmas neoliberais.

 Maurício Thuswohl

 BRASÍLIA – O economista norte-americano James Galbraith afirmou na quinta-feira (16) que o Brasil vem dando ao mundo um exemplo de como enfrentar com sucesso a crise econômica global. Segundo Galbraith, que participou em Brasília de um seminário internacional sobre governança global organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), “a desigualdade social no Brasil está sendo reduzida nos últimos anos porque o país gasta menos dinheiro para ajudar o setor financeiro e mais dinheiro para ajudar o próprio Brasil”.

Ao optar por aumentar os investimentos em infra-estrutura, emprego e renda ao invés de promover arrocho para combater a crise, o Brasil, segundo Galbraith, atravessa atualmente um período de “estado de bem-estar democrático” que revela aos países mais desenvolvidos um caminho diferente daquele proposto pelos dogmas neoliberais: O Brasil joga na cara do mundo neoliberal que pode haver crescimento social e econômico sustentável ao lado de um processo democrático funcional”, disse.

Galbraith afirmou que “o processo de governança global comandado pelo mercado financeiro e pela ideologia neoliberal desde o final dos anos oitenta foi um fracasso constrangedor”. O economista lembrou seu livro “O Estado Predatório” para afirmar que o maior perigo econômico da atualidade é deixar que as forças do mercado financeiro voltem a dominar as ações de estado: “A prosperidade dos banqueiros geralmente é contrária à prosperidade geral da população”.

A evolução da desigualdade mundial, segundo Galbraith, está diretamente ligada às diversas crises pelas quais passou o capitalismo financeiro nas três últimas décadas: “Aconteceu uma mudança abrupta e dramática a partir dos anos oitenta. As crises na América Latina, a queda do comunismo no Leste Europeu e a crise asiática de 1997 fazem parte de um fenômeno comum, proporcionado pelo domínio do mercado financeiro, que fortaleceu os países mais ricos e as pessoas mais ricas de cada país”, disse.

Essa sucessão de eventos, segundo a análise do economista norte-americano, culminou com a mais recente crise financeira global, iniciada com o estouro da bolha das hipotecas nos Estados Unidos: “Não aconteceu uma crise da Grécia, mas sim um desdobramento da grande crise de 2008, que foi a maior fraude financeira da história. E, devo dizer, não vamos sair desta crise facilmente ou em breve”.

Desmatamento
Durante o seminário, que foi organizado em parceria com a Associação Internacional de Conselhos Econômicos e Sociais e Instituições Similares (AICESIS), o Brasil, graças a sua política de combate ao desmatamento, também mereceu elogios do argentino Eduardo Viola, que é professor titular do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.

Viola citou os esforços do país para deter o desmatamento na Amazônia: “De 2004 a 2009, o Brasil reduziu o desmatamento da floresta de 24 mil hectares para sete mil hectares. É um caso único no mundo. Na medida em que o Brasil vai tomando medidas internas acertadas, torna-se um personagem cada vez mais importante nas discussões globais sobre o clima”.

O professor, no entanto, afirmou não acreditar que seja ainda válido o conceito de responsabilidades comuns, porém diferenciadas, entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento estabelecido pelo Protocolo de Quioto: “É claro que os EUA e os países da União Européia tiveram um papel histórico decisivo no aumento das emissões de gases estufa. Atualmente, no entanto, a China aumenta cada vez mais suas emissões”, exemplificou, lembrando que o país asiático_ que lança anualmente na atmosfera seis toneladas per capita de carbono enquanto os EUA emitem 20 toneladas per capita _ ainda tem “espaço” para aumentar suas emissões.

No caso dos EUA, Viola afirmou que o governo de Barack Obama “avançou muito pouco” na luta contra o aquecimento global, apesar da aprovação no ano passado de uma lei de energia e clima: “A lei aprovada é insuficiente e, em caso de vitória do Partido Republicano nas eleições parlamentares de novembro, a possibilidade de aprovação de uma lei do clima mais abrangente certamente será abandonada”, avaliou.

 Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16971

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50 respostas em “James Galbraith: “Brasil vem dando exemplo ao mundo”

  1. Tudo indica que o Brasil esteja se acertando desta vez, já que parece estar aprendendo que o antigo liberalismo do laissez- faire há muito não vem sendo empreendido como a Solução para os problemas econômicos, pois, realmente, não se acredita mais na mão invisível do mercado equilibrando e ordenando as relações econômicas. Além disso, já se tornou ultrapassada a visão neoliberalista, aplicada na América Latina do final da década de 80 e meados da de 90, vista como o supra-sumo das relações financeiras em detrimento da participação do Estado nas áreas social e econômica. O que se vivencia é um Brasil que nos mostra estar se desvencilhando das velhas concepções político-econômicas que dominaram as ações estatais. O país está demonstrando que é possível conciliar desenvolvimento sócio-econômico sustentável com um processo político democrático e funcional. Isso porque o Brasil optou por investir mais em infra-estrutura, emprego e renda ao invés de “cortar gastos”, como bem dizem os neoliberalistas, na tentativa de conter a crise. Dessa forma, o Brasil revela aos demais países uma outra via a ser seguida, bem diferente da preconizada pelos dogmas neoliberais. Também, no que tange as questões ambientais, o Brasil vem atraindo atenções da comunidade internacional, tornando-se personagem de relevância internacional considerável na proporção em que vem tomando medidas internas mais acertadas, a exemplo da política de combate ao desmatamento que vem surtindo bons efeitos. Nesses aspectos citados, nosso país parece estar dando mais que bons exemplos, mas desvelando oportunidades de novos caminhos aos demais países sobre a real necessidade de comprometimento com as políticas públicas e o crescimento sustentável da economia e do social.

  2. O Brasil tem demonstrado cada vez mais ser capaz de lidar com situações adversas, como “gente grande”, tem sido um exemplo para superar a crise financeira e desde que ela se instaurou no mundo o nosso país tem recebido muitos elogios com medidas adotadas pelo governo para que nao sejamos atingidos por um maremoto e sim por uma leve marola, como disse o Presidente Lula. É necessário que continuamos nesse caminho, temos ganhado força e importância no cenário internacional, o que pode nos ser bastante útil em determinadas situações.
    A floresta Amazônica sempre teve uma atenção do mundo todo, sua importância para a vida dos animais e seres humanos justifica a preocupação e atenção dada a ela, o Brasil tem feito sua parte e combatido o desmatamento, mas ainda nao foi o suficiente, grandes áreas ainda sofrem desse mal, entretanto acredito que está sendo feito o possível para que toneladas de madeiras sejam cada vez menos extraídas ilegalmente.
    Bruno Calazans dos Reis

  3. Por muitos anos, assistiu-se a vinda de técnicos estrangeiras ao Brasil para, talvez com um conhecimento apenas acadêmico da economia brasileira, prescreverem soluções mágicas, que tirariam a economia do “rumo errado” e a poriam no “rumo certo”: redução de gastos públicos, redução da máquina pública, da massa de salários, liberalização de preços e de comércio internacional. Em troca, empréstimos do FMI e a “garantia” para a banca internacional de que o País se “comportaria bem”. Se não o fizesse, pediria perdão, mas pagaria bem os juros e as dívidas. Esse modus operandi reflete a lógica do colonialismo sem colônia e emergiu após a II Guerra Mundial no bojo da estrutura jus política criada para concretizar os Estados Unidos como a grande nação.
    Mas sempre houve, aqui e alhures, posições diferentes. Uma delas, ainda no regime militar, de Severo Gomes (Ministro da Agricultura, com Castelo Branco e Ministro da Indústria e Comércio, com Ernesto Gaisel) referia-se a importância do fortalecimento do mercado interno. E os governos militares, que fizeram grandes investimentos em infra-estrutura não fizeram um grande programa nesse sentido. Ficaram no tradicional elevar o PIB para aumentar a oferta de emprego e desta forma, o mercado interno.
    O grande mérito do governo atual foi trabalhar com foco no crescimento do mercado interno, adotando iniciativas distributivistas e também políticas públicas mais focadas na oferta de emprego que culminaram com o crescimento de um mercado popular, repleto de necessidades de consumo e de oportunidades. Quando veio a crise, esse mercado já estava robustecido o suficiente para dar sustentação a uma política diferente do receituário tradicional. Analisando-se essa política a posteriori se pensa em ousadia e conhecimento das idiossincrasias da economia brasileira. Mas, quando isto era feito à época, com o Presidente da República indo à TV para incentivar as pessoas a consumirem, tinha-se uma certa sensação de afoiteza, de pulo no escuro, um certo receio.
    Efetivamente, o Brasil está bem, apesar de remunerar o capital com as maiores taxas de juros do mundo, fato que o economista James Galbraith parece desconhecer.

  4. O Brasil tem uma história política-econômica que não favoreceu o seu desenvolvimento. Colonizado pelos portugueses, teve explorada grande parte de sua riqueza, tornou-se independente politicamente em 1822, mas permaneceu sofrendo influência econômica das grandes potências, exportava a matéria-prima e tinha um mercado interno pequeno, era necessário importar produtos industrializados, o que gerava déficit na balança comercial. Durante a Primeira Guerra mundial, o Brasil teve um avanço industrial por meio da substituição de importação. Valendo-se de políticas econômicas desenvolvimentistas o país investiu em infra-estrutura e em pouco tempo alcançou elevadas taxas de crescimento econômico, mas o governo ampliou a dívida externa e causou grande onda inflacionária, foram criados vários planos ecônomicos para estabilizar a economia, mas que não resultavam em nada. A estabilidade monetária foi alcançada com a implantação do Plano Real, houve uma melhoria de renda para as classes mais baixas. Atualmente, está sendo implantada políticas redistributivas que ajudaram a reduzir a concentração de renda, a desigualdade social, “a desigualdade social no Brasil está sendo reduzida nos últimos anos porque o país gasta menos dinheiro para ajudar o setor financeiro e mais dinheiro para ajudar o próprio Brasil”. A análise desse processo econômico torna o país um exemplo de superação, hoje o Brasil dá ênfase ao bem-estar social, à qualidade de vida da sua população, busca-se de fato o desenvolvimento econômico baseado na democracia que reflete também na preservação das nossas riquesas (houve redução do desmatamento da Amazônia). O Brasil está no caminho certo e deve continuar a promover o “estado de bem-estar democrático.

  5. A história do Brasil expõe exploração de suas riquezas causando grandes impactos na economia do país. As diversas crises ocorridas nas ultimas décadas estão diretamente ligadas a evolução da desigualdade social, que fortaleceu os países mais ricos e os mais ricos de cada país, como disse Galbraith. Passamos por diversas políticas econômicas, como a desenvolvimentista, a qual acarretou uma grande dívida externa e hoje estamos em uma redistributiva que tem por objetivo a redução das desigualdades sociais e coloca o país em um período de “estado do bem-estar democrático”. O Brasil, através de uma política que visa o bem estar da população, investe em aspectos que beneficiam o seu povo, como por exemplo em empregos, construindo, como consequência, uma economia sólida que foi afetada em pequenas proporções pela crise mundial, ao contrário dos países desenvolvidos que agem ligados a política neoliberal e investem no setor financeiro. O desenvolvimento do país nos dias atuais está diretamente ligado com a sustentabilidade, devendo cada país contribuir com as questões ambientais, sendo a redução do desmatamento na Amazônia uma importante contribuição do Brasil.

  6. O Brasil está servindo de exemplo ao mundo de como enfrentar com sucesso a crise econômica global investindo em infra estrutura, emprego e renda ao invés de aplicar medidas para combater a crise. Em contrapartida, reafirma a possibilidade de haver crescimento econômico ao lado de um processo democrático, sobre o prisma do neoliberalismo. O maior perigo econômico da atualidade é deixar que as forças do mercado financeiro dominem as ações do Estado, o que de fato supervalorizaria o aspecto econômico em detrimento do social. Um exemplo disso é a própria evolução da desigualdade mundial que está diretamente ligada a crise do capitalismo. Também no que concerne às questões ambientais, o Brasil tem aplicado medidas internas para conter o desmatamento, tornando-se personagem importante no cenário ambiental mundial enquanto países desenvolvidos evoluíram pouco, inclusive atuando de forma incisiva para emissões de gases estufa, bem como inertes a contenção do aquecimento global. É importante ressaltar que neste aspecto, o Brasil está a frente, dando bons exemplos para maior comprometimento dos países em geral.

  7. Não tem jeito, por mais que os neoliberais acreditem que o desenvolvimento econômico é inversamente proporcional à intervenção do Estado na economia, a prática mostra que, em momentos de apuros do setor privado, este busca a salvação no setor público. No capitalismo, os poucos detentores do capital dominam os muitos escravos dele. Chega ao ponto de alguns grandes capitalistas provocarem uma crise internacional e ainda auferirem vantagens delas, graças às atitudes do Estado em não deixar que a crise piore ainda mais a situação da maioria prejudicada, exemplo: EUA. O Brasil foi um dos poucos que soube fugir bem das consequências da crise. Embora algumas áreas da economia interna tenham sofrido sensivelmente, é o caso por exemplo das siderurgias, de modo geral, o país soube se desvencilhar. A União ao não ajudar diretamete o setor financeiro beneficiando somente a uma minoria, investiu em áreas que rendem, efetivamente, mais riquezas ao povo como um todo como em infra-estrutura e emprego, conquesitando, assim, uma independência econômica. No que tange ao meio ambiente, discordo do professor, Eduardo Viola. Primeiro, o meio ambiente brasileiro não se reduz tão-somente à Amazônia. Segundo, o país pode até ter leis ambientais que objetivam uma política de combate ao meio ambiente, porém o que observamos na prática e na mídia, rotineiramente, é que o país ainda está longe de ser um ideal em combate ao desmatamento.

  8. Impressionante como a política do bem estar social democrático, implantada nos últimos anos, é tão elogiada mundo afora, mas sistematicamente e insistentemente criticada por uma parcela do povo brasileiro.
    O mais interessante é que símbolos dessa parcela de “críticos” brasileiros, como Miriam Leitão, Arnaldo Jabour e tantos outros, são aclamados por grande parte dos brasileiros como verdadeiros símbolos de inteligência e cultura, imortais perante a opinião pública brasileira.
    São esses “símbolos” brasileiros, que defendem por exemplo a Alca, a total liberalização de preços e do mercado internacional, bem como a política do Estado-econômico, a grande bandeira do neoliberalismo, onde o Estado é tão somente instrumento de desenvolvimento econômico, não serve e não deve intervir em setores que possam possibilitar o desenvolvimento social e democrático da população, afinal, isso deve ficar a cargo da tão “democrática” lógica do capitalismo.
    Na sabedoria dos antigos “senhores” desse país, como também de alguns novos “senhores”, por exemplo, os que implantam o chamado “choque de gestão”, o Estado funciona mais ou menos como um “porquinho”, daqueles que nós guardavamos moedinhas quando crianças. A lógica é cortar gastos e implantar metas no funcionalismo público, utilizar a máquina pública como tão somente instrumento de desenvolvimento econômico. Todas as ações estatais devem estar diretamente ligadas ao fomento do capital, simplesmente ignorando o resto da população, tão necessitada de políticas sociais que possam gerar um desenvolvimento social-econômico mais democrático da população.
    Para Galbraith, o Brasil está no caminho certo, somos elogiados por nossos gastos com o povo brasileiro, difícil é entender e ouvir quase todos os dias na imprensa nacional, duras e covardes críticas ao aumento dos gastos públicos.

  9. É de assustar como os comentários que “vem de fora” não são os mesmos que “vem de dentro”.
    Muito embora as afirmativas sejam de que o Brasil vem sendo reduzida a desigualdade social no brasil em razão do gasto do dinheiro esteja sendo direcionado para ajudar o própria Brasil, e de que ele atravessa um período de “estado de bem-estar democrático”
    Afirmam que ao optar pelo aumento dos investimentos em infra-estrutura, emprego e renda acarreta essas vantagens. Dizem que o marcado “lá fora” vê esse crescimento como possibilidade de crescimento social e econômico sustentável como um processo ao lado do processo democrático funcional.
    Ademais, elogia-se, inclusive, os fatos da política de combate ao desmatamento ter diversos resultados, ecologicamente falando.
    Mas é notório que essa citada política de bem estar social democrático, supostamente implantada nos últimos anos, mesmo que elogiada externamente é profundamente atacada internamente, criticada por grande parte dos brasileiros, que alegam não visualizar e nem “sentir” os seus tão elogiados resultados.

  10. Deparando-se com situações como essas, pode-se pensar que existem “Dois Brasis” diferentes. Internamente, vemos diariamente o lado sujo das políticas, a exacerbada corrupção, violência e jogos de poder. No entanto, cada vez mais nosso país Tupiniquim vem se tornando figura central em relações internacionais, atuando diretamente em diversos e importantes aspectos. Recentemente, vimos o importante papel do Brasil no impasse mundial com o Irã, no qual nosso país atuou inclusive como mediador de toda a situação.
    Agora, vemos o reconhecimento de todo o trabalho desenvolvido no nosso país, que se estende por décadas, e que nos faz alcançar novos patamares de desenvolvimento.
    Estamos mostrando que é possível obter um desenvolvimento social e econômino de forma sustentável, sem destruir países e vidas, sempre “na nossa”, fazendo o que deve ser feito e garantindo um belo futuro aos nossos sucessores.
    Que seja assim…que continuemos servindo de exemplo ao mundo, pois por trás de tanta corrupção e violência, há um povo bom, com muitas coisas boas a oferecer.

  11. É certo que o Brasil vem adotando medidas acertadas para lidar com situações adversas, superando a crise financeira, que enfraqueceu as grandes potencias mundiais.
    Mas, não podemos esquecer que muito ainda deve ser feito, pois para que o país continue crescendo positivamente, deve-se investir na educação, saúde, combate a corrupção, entre outras coisas, para que os resultados possam ser vistos a longo prazo, melhorando o bem estar da população.
    A preservação da Amazônia deve ser intensificada, disponibilizando um maior número de agente para o controle do desmatamento ilegal e tráfico de animais.
    O Brasil está no caminho certo, deve se fortalecer internamente para um dia, poder combater em pé de igualdade com as grandes potências mundiais.

  12. A diminuição da desigualdade no Brasil é notória do ponto de vista social, uma vez que a renda do trabalhador brasileiro vem aumentando consideravelmente comparado a tempos em que se congelava o preço e enfratávamos a inflação. Porém, do ponto de vista econômico, há muito o que se fazer. Não seria certo afirmar que o Brasil possui economia de país desenvolvido, mas está no caminho certo.
    Nos dias atuais, se existe um responsável pela melhor distribuição de renda que é o atual governo, regido pelo Presidente Lula. Homem, operário, sem escolaridade, guia um Estado de forma correta e bem direcionada demonstrando o que é democracia.
    Ainda existem setores em que devem haver extremas mudanças, mas nada que possa ser realizado com o fluir do desenvolvimento. Não desmatar a Amazônia, por exemplo, é um grande passo para quem até poucos anos atrás vivia diante de uma ditadura cruel e opressora.
    É a hora de acertarmos os defeitos e seguirmos rumo ao desenvolvimento econômico igualitário, sem medo de olhar para trás.

  13. Acredito que a situação atual de economia brasileira é, de fato, muito positiva, e a forma que sua economia conseguiu lidar com os efeitos da crise econômica de 2008 são formidáveis. O comentário de Galbraith é muito oportuno ao ressaltar que a economia brasileira não teria tido tanto sucesso se não tivesse um investimento intenso em infra-estrutura producional, um estímulo à renda (tanto à renda nacional quando à pessoal) e, consequentemente, ao emprego, pois estes são áreas estratégicas para o crescimento econômico e desenvolvimento de um país.
    Ao incentivá-los, os planejadores econômicos do Governo brasileiro se viram pensando no longo prazo, e, ironicamente, aproveitaram dos benefícios dessa estratégia também no curto prazo da crise.
    No entanto, acredito ser ingênua a caracterização do autor de uma ideologia neoliberal, na qual perversas forças de mercado são deixadas para livre atuação, extraindo lucros à custa da prosperidade da população.
    A liberalização dos mercados foi uma exigência do processo de globalização do final do século XX; a integração da economia do Brasil nos mercados globais é um dos fatores mais importantes para explicar o por quê da economia brasileira no início do século XXI.
    Os governos intitulados ‘neoliberais’ dos anos 80 e 90 (especialmente na América Latina) podem ser criticados sim, mas apenas por conduzir essa abertura de forma alinhada com algumas potências, dando pouca ênfase à diversificação de suas relações de produção internacionalmente integradas com vários outros países.
    O que o Brasil buscou, pelo menos nos últimos 10 anos, é exatamente reverter esse processo de abertura a seu interesse, com orientações mais realistas, e com a aproximação de países que haviam sido deixados de lado.
    A ideologia liberal continua a motivar os processos de integração econômica mundial, mas o Governo agora passou a fazer uma maior parte do intermédio e acompanhamento de sua economia e mercado internos, ampliando e pluralizando as relações comerciais.
    Até agora, podemos dizer, ideologias à parte, tem obtido sucesso.

  14. O Brasil vem, cada vez mais, sendo reconhecido no plano internacional. As políticas sociais, visando promover a igualdade e melhor distribuição de renda para a população, adotadas pelo país se contrapõem ao modelo neoliberal. Tal modelo, em que se há a mínima intervenção estatal na economia, seguido pela maior parte das nações do mundo se mostrou, entretanto, ineficaz durante a crise econômica mundial.
    Já que, nem sempre é possível o mercado se reestruturar sozinho, o auxílio que o governo brasileiro presta ao setor econômico acaba repercutindo nas questões sociais e trazendo, consequentemente, grandes benefícios para a população, como por exemplo, a maior geração de empregos. Provando, segundo James Galbraith, que é possível conjugar desenvolvimento social e democracia.
    Além de ser elogiado por ser um “estado de bem-estar democrático”, o país também vem ganhando o respeito pela forma com que lida com as questões ambientais. Segundo o texto houve nos últimos anos uma grande redução no desmatamento da floresta Amazônica o que coloca o Brasil como importante aliado na luta para se suavizar os efeitos das mudanças climáticas que atingem o planeta e prova que é possível crescer economicamente de uma maneira sustentável.

  15. A desigualdade social no Brasil está sendo reduzida pela adoção do governo de programas de transferência direta de renda como o BOLSA FAMÍLIA, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Segundo os dizeres do próprio site do governo trata-se do “maior e mais ambicioso programa de transferência de renda da história do Brasil”. Através do BOLSA FAMÍLIA, o governo federal concede mensalmente benefícios em dinheiro para famílias mais necessitadas. Porém, o que nasceu para enfrentar o maior desafio da sociedade brasileira, ou seja, combater a fome e a miséria e promover a emancipação das famílias mais pobres do país, não passa de um programa assistencialista que gera acomodação e não tem planos para promover a inserção destas famílias no mercado de trabalho, gerando cada vez mais dependência. Num primeiro momento pode parecer positivo o reflexo nos números da desigualdade social, mas com passar do tempo este tipo de programa não se sustenta. Cada vez menos pessoas estarão inseridas no mercado formal de trabalho e a carga tributária terá que ser crescente. A informalidade, a sonegação fiscal, o descaminho, o contrabando, a falsificação e todos os demais tipos penais tendem a crescer, assim como o apetite arrecadatório da máquina estatal. A ciranda da economia não pára de girar, em outras palavras, menos emprego e renda para a população em geral e mais pessoas entrando no programa assistencialista, com conseqüente novo aumento da carga tributária. É um ciclo que não tem fim, assim como apagar fogo com combustível.

  16. Talvez James Galbraith não conheça a realidade de nosso país. Dizer que nossa economia vem melhorando, que a desigualdade tem diminuído ou mesmo que o país passa por um ‘estado de bem-estar democrático’, é uma opinião de alguém que não sabe o que realmente se passa por aqui. Políticos que desviam verbas públicas e programas ineficazes feitos pelo governo estão totalmente na contramão do verdadeiro desenvolvimento de um país. Pouco adianta mascarar problemas com programas que apenas mantém a desigualdade e acomodam os cidadãos. É hora de governar com seriedade, é hora de governar sem máscaras. Antes de termos uma boa aparência internacional, temos que conquistar a confiança dos próprios brasileiros.

  17. O reconhecimento de uma política pública voltada para a estruturação social, o que nunca se viu neste país, representa a internalização do que sempre se fez lá fora, a política voltada para a própria população, o que nunca foi noticiado no Brasil, pelo menos não dessa forma. Digo para a própria população, porque o retorno gerado pela administração pública em países desenvolvidos não se compara ao que já foi promovido neste território, seja observando a estrutura, seja analisando as oportunidades. Países são chamados de desenvolvidos exatamente por conseguirem gerar e manter uma estrutura social eficiente e sólida, razão pela qual garantem oportunidade igual a quase todos. Jamais foi noticiado dessa forma aqui, pois nunca houve interesse. A noticia até aqui trazida foi a necessidade de implantar teorias mágicas com o suposto escopo de gerar desenvolvimento sustentável, o que não me convence, pois quem cria, cria a um fim, e quem está com o poder de impor, impõe a fim de manutenir o poder.
    Como se não bastasse, e, tenho que dizer, na eventualidade, concedendo o benefício da dúvida, conforme se verificam, as teorias foram criadas por estudiosos completamente alheios à realidade brasileira. Teóricos criando emaranhados de idéias sem mesmo pisar em territórios em desenvolvimento. Ou, se pisando, observando a rotina de um povo por uma ou duas semanas, mas sempre comendo Mc´Donalds e bebendo água mineral. Ora, criar idéias sob realidades distintas das aplicáveis, por óbvio, leva a um resultado infrutífero, situação a qual constatada pelo autor. O Brasil já passou por esse período, e, sem objetivar comparações de governos, vem se dando melhor com as fórmulas antigas dos desenvolvidos, evoluídas às peculiaridades tupiniquins. Assim, concordo com o autor quanto ao caminho diferente travado pelo Brasil, merecedor de aplausos de pé, que se vale dos instrumentos a seu alcance para, mudando padrões já existentes, conseguir criar nova forma de administrar, conforme denominado “Estado do bem-estar democrático”.

  18. A situação econômica atual comprova, cada vez mais, que a ideia de boa economia vinculada a um mercado livre sem a intervenção Estatal é extremamente ultrapassada. Temos visto que, apesar das crises internacionais que influenciam todo o mundo, o Brasil vem progredindo muito devido às políticas sociais aplicadas pelo próprio Estado. Entretanto, este mesmo Estado muito ainda precisa fazer. Dizer que a política econômica do Brasil vem proporcionando um estado de bem-estar democrático é uma hipocrisia quando comparado com as estatísticas de desigualdade e miséria do país. Temos sim que reconhecer uma progressão, mas ficarmos satisfeitos com esta é fecharmos os olhos para a realidade social que o Brasil ainda enfrenta.

  19. A crise econômica insidiu sobre todos os países no mundo , uns conseguiram lidar melhor outros sofreram severa recessao tanto econômica quanto social .O Brasil vem inegávelmente dando exemplo vez que vem lida de maneira que mescla investimento em diversos setores durante esse periodo de crise.O país é emergente em todos os sentidos . Existe a necessidade de se aproveitar a oportunidade de momento favorável a econômia juntamante com a melhora da qualidade de vida , diminuiçao da probreza dentre outras questões socias. O foco social que vem sendo aplicado pelos ultimos governos é o que fez com que o Brasil atrevessase a crise não ileso , mas de maneira reconhecidamente mais serena do que países que são mais fortes no quesito econômia . Esse desenvolvimento social deve ser levado adiante para a continuidade desse bem estar social visto que um crescimento na economia mais rapido pode acarretar futuramante muito mais tempo e gastos para organizaçao social interna .A maneira com que o governo conduz o país poupa tempo e dinheiro .

  20. A situação do Brasil vem melhorando de fato, sua economia em direção contrária aos princípios neoliberais, sustentada pela idéia de mínima intervenção do estado, que são adotados pelas grandes potências que acabaram afetadas pela crise. O Brasil ao focar, como exposto por Galbraith, no social e não somente no financeiro, optando por aumentar os investimentos em infraestrutura, emprego e renda ao invés de promover cortes nesses setores para combater a crise se destaca no cenário internacional, consolidando uma estrutura política que tem dado certo e vem sido reconhecida.
    Mesmo não satisfeitos com a realidade do nosso país a respeito de corrupção, falta de eficiência e inclusive respeito dos cidadãos pelos agentes públicos, o caminho traçado em relação à política econômica vem melhorando a situação de muitos cidadãos. O direcionamento objetivo de investimento de capital pelo Governo, amortecendo nosso sistema econômico.
    Também na questão ambiental o Brasil vem se destacando no cenário internacional, mesmo porque possuidor de riquezas naturais, com iniciativas de proteção do meio ambiente, notadamente da floresta tropical da qual somos detentores.
    O Brasil apesar dos tropeços enunciados vai caminhando rumo ao crescimento, em suas várias nuances, e o melhor, promovendo o bem-estar dos cidadãos e zelando das nossas riquezas naturais.

  21. O Brasil está investindo cada vez mais em infra-estrutura. Com isso, tem se mostrado muito bem sucedido,embora saibamos que o caminho ainda é longo, para chegarmos a possuir uma economia equivalente à de um país desenvolvido. A mão de obra mais barata e o mercado consumidor interno extenso têm atraído investidores de fora, contribuindo para essa melhora na economia brasileira.
    Por ter sido colonizado pelos portugueses, grande parte da riqueza brasileira foi explorada, e isso culminou com um longo período em que dependia-se muito mais da importação de produtos estrangeiros, não havia ainda desenvolvimento satisfatório do mercado interno. No entanto essa realidade vem mudando, e o crescimento econômico no primeiro semestre desse ano foi tão grande que foi comparado ao ‘’ritmo chinês’’. Segundo o economista Gustavo Loyola ,para que o país continue no caminho certo é preciso investir mais, e para que isso ocorra, é necessário aumentar a poupança do setor público. Também se faz importante o aumento da produtividade, que tem a ver com políticas na área de educação, treinamento, tecnologia, etc.
    Além do avanço na economia, o Brasil tem demonstrado uma grande preocupação com o meio-ambiente, já que, segundo o professor argentino Eduardo Viola, “De 2004 a 2009, o Brasil reduziu o desmatamento da floresta de 24 mil hectares para sete mil hectares’’. Já os Estados Unidos, grande potência mundial, apresentaram uma decepção, tendo em vista que avançaram muito pouco na luta contra o aquecimento global.

  22. Com as políticas sociais adotadas pelo atual governo, o Brasil cresce sustentavelmente investindo menos para ajudar o setor financeiro, intensificando os investimentos que geram consumo, logo geram empregos e movimentam a economia.
    Diante da crise financeira que atingiu vários países, o Brasil se propôs com êxito a intensificar as políticas sociais conseguindo assim aumentar o consumo, fazendo com que a economia sofresse um menor impacto frente à crise. Alguns países como EUA e da União Européia sofreram um grande impacto, pois, visualizaram a proteção de seus bancos e bolsas de valores, sem importar com o consumo de bens e serviços.
    O desmatamento tem sido tema de constantes debates sobre aquecimento global. Com grandes investimentos o Brasil tem dado um ótimo exemplo aos países desenvolvidos tendo ótimos resultados em combater o desmatamento. Países como EUA e China que ainda insistem em destruir o clima do planeta, se sustentam com a desculpa de que estão procurando métodos para diminuir a emissão de gases poluentes, mas acabam retardando a decisão de realmente efetivar campanhas contra a emissão de gases.

  23. Talvez um dos maiores erros da humanidade seja desprezar a história. Na atualidade, sem dúvida o Brasil está em alta e o neoliberalismo está em baixa. Afinal, nosso Presidente “é o cara”, na opinião do chefe da nação mais poderosa do mundo. Mas o próprio prefixo do neoliberalismo mostra a alternância de necessidade da intervenção do Estado na economia. O liberalismo vai e volta em um movimento pendular e assim deve ser por muitos séculos. O homem parece ter uma grande dificuldade para encontrar o meio termo e necessita ir de um extremo ao outro para alcançá-lo. Pelos próprios comentários, observa-se que no momento a grande maioria apenas considera os defeitos do neoliberalismo e esse anti-liberalismo exacerbado, acaba por provocar grande intervenção do Estado na economia. Por sua vez, esta intervenção acaba gerando custo elevado para os cofres públicos e como conseqüência o liberalismo retorna com força total e mais uma vez o ciclo se repete. Será que o social e o capital não podem caminhar em harmonia? Mas não é preciso pânico, pois sempre aparece um economista com todas as explicações.

  24. O Brasil conseguiu diminuir as diferenças sociais elevando o nível de vida da população com as seguintes medidas: primeiro controle da inflação que prejudicava somente os mais pobres e concentrava bastante renda e segundo com políticas públicas como o aumento do salário mínimo e a renda bolsa família para pessoas a margem da sociedade de consumo. Com a estabilidade da inflação foi possível as pessoas comprarem a crédito promovendo o chamado “boom” de consumo aumentando a renda e transferindo 36 milhões de pessoas para a classe média e conseqüentemente tirando 20 milhões da pobreza absoluta. O Brasil saiu bem dessa crise, pois ao contrário dos países desenvolvidos principalmente os EUA o crédito no Brasil ainda era reduzido por causa da inflação e não ocorreu o excesso de endividamento onde o consumo era feito por pessoas sem poupança. A medida que o pais vai desenvolvendo as pessoas vão criando consciência e exigindo atitudes do governo para preservar o meio ambiente, melhorando assim a qualidade de vida e preservando riquezas.Espero que o Brasil continue dando exemplo ao mundo.

  25. Durante um período de turbulência na economia mundial, o Brasil tem se mostrado preparado para enfretar este problema. O economista James Galbraith elogiou a maneira como o país tem encarado essa situação.
    Diferentemente das outras economias, que tem apoiado o setor financeiro durante o período de crise econômica, o Brasil procurou investir no próprio país por meio de políticas que incentivaram obras, empregos e serviços para a população a fim de que essa mantivesse o seu poder de compra.
    O período do Bem-Estar Democrático parece ter sido, realmente, a melhor solução para o Brasil. Por meio dela, o país tem conseguido um desenvolvimente social, atrelado a um regime democrático funcional, o que vem despertando o interesse de todo o mundo pelo país.
    Outro ponto destacado na reportagem foi a redução do desmatametno na região amazônica, que foi elogiada pelo professor argentino Eduardo Viola. Ele destacou o grande potencial brasileiro para a colaboração para o controle do clima no planeta.

  26. Parece tudo muito bom quando ouvimos dizer que o Brasil atravessou a crise com mérito, ou mesmo que a desigualdade social vem diminuindo… Discursos a parte, a verdade é que não tinha muito como a desigualdade aumentar e, de fato, não tem nenhum milionário que esteja um pouco menos rico em face desta “evolução”. O fato do Brasil ter “sentido” a crise com menos intensidade não se traduz em mérito do governo. Com muito mais razão é possível perceber que isso significa tão somente que a economia brasileira é insignificante perto das grandes economias do mundo. Ora, sofreram muito com a crise os países que tem uma economia expressiva. Mas tudo bem, melhor pensarmos em mérito próprio do que em insignificância perante as potências mundiais. Outro ponto interessante a ser questionado é a alegação desse autor americano que o país vive um período de bem-estar democrático. Importantíssimo relembrar algumas passagens da nossa recente história: não muito distante, mais ou menos depois da segunda guerra mundial até o início dos anos 70, os Estados Ocidentais viveram um período chamado de “Bem Estar Social”. Esse período foi consagrado na história como sendo os anos gloriosos do capitalismo. A economia nunca crescera tanto e o Estado nunca foi mais interventor. Algo similar? Pois é, apenas para ficar evidente, o Brasil também cresce muito, também tem um Estado que intervêm cada vez mais nas relações dos particulares e, por coincidência ou não, também vive um período de bem estar – só que democrático, conforme explicou o autor. Agora, sabe-se que a manutenção de uma estrutura tão grande como essa do Estado Brasileiro é muito onerosa para a população e muito pouco sustentável, principalmente porque a humanidade já passou por isso antes. As políticas adotadas no Brasil têm um caráter de assistência, quero dizer, o governo dá esmolas para satisfazer imediatamente a população em detrimento de políticas que constroem um Estado Democrático de verdade. Democrático, para mim, é o Estado que fornece a cada cidadão os instrumentos necessários para a participação social.

  27. O Brasil apesar de ser um pais pouco desenvolvido que na maioria das vezes é noticia pelos escândalos políticos que protagoniza, sendo alvo de muitas criticas negativas a seu respeito, dessa vez, tornou-se exemplo. A política adotada diante da crise econômica mundial rendeu bons resultados. O Brasil, diferentemente dos países desenvolvidos, que adotam política neoliberal, tem priorizado os investimentos e o controle da economia interna. Esta postura governamental tem sido responsável pelo equilíbrio econômico do Brasil, em relação aos outros países, que foram muito atingidos pela crise mundial. Foi adotada uma postura democrática, que ajuda primeiramente o próprio país, esta tem proporcionado a diminuição da desigualdade social, o que é admirável, levando em consideração principalmente o fato de estamos em “tempos de crise”. A questão da Amazônia é um ótimo exemplo do investimento que o país tem feito em si mesmo, pois visa valorizar seus recursos, tomando precauções para evitar seu desperdício e sua destruição. Todas essas providencias que vem sendo tomadas com o intuito de melhorar o desenvolvimento do país, tem tido eficiência e trazendo bons resultados que são reconhecidos não só no Brasil, como também internacionalmente, servindo inclusive de exemplo para outros países. Os reflexos de todas essas modificações serão percebidos a longo prazo, apesar de já serem notórios, tendo a evoluir cada vez mais.

  28. James Galbraith fez uma brilhante análise acerca de como o Brasil lida com a crise econômica financeira ainda existente, mas cumpre salientar que os impactos de tal crise não foram tão negativos para nosso país em virtude da política adotada pelo governo atual, tendo em vista que o enfoque do mesmo foi a criação de empregos e projetos sociais para diminuir a desigualdade existente em nosso país. Ocorre que as medidas governamentais adotadas foram de grande importância para o fortalecimento da economia interna que deu sustentação para que a crise não abalasse sensivelmente nossa economia.

    A política adotada contra o desmatamento da Amazônia também merece ser enaltecida, tendo em vista a importância que tal território tem para o mundo e principalmente para o Brasil, em razão da enorme biodiversidade ali existente e pouco aproveitada até o presente momento.

    Entretanto, cumpre salientar que embora a política interna adotada sirva de exemplo para as demais nações, nosso país ainda tem muito que melhor em diversas áreas, inclusive no que diz respeito aos gastos públicos excessivos, aos constantes casos de corrupção e os impostos excessivos e exorbitantes como exemplo.

  29. Não é a primeira vez que conselheiros de países desenvolvidos elogiam o Brasil quanto ao seu desenvolvimento social. Em um país de desigualdes tão grandes como o nosso qualquer evolução já seria um grande salto. O desenvolvimento social no Brasil é feito de forma totalmente descabida e nada sutentável, é uma máscara, são medidas para inglês ver. Através de programas assistencialistas o Brasil deixa de investir no que é mais importante na estrutura basilar de qualquer democracia, a educação. O bol-família é um exemplo de algo que não passa de um paleativo e logo se tornanará um mero placebo. Ao conceder benesses a alguém por não ter condições e para cada filho menor em casa, essa pessoa realiza um simples raciocínio matemático de “quantos mais filhos tiver, mais dinheiro eu ganho”. Nesse caso em particular a política assistencialista brasileira está fulminando o planejamento familiar e incentivando o crescimento da população de baixa renda. Mas brasileiro não pode ser educado não, temos que continuar felizes com pão e circo enquanto nossa oligarquia nos joga migalhas, que aceitamos tranquilamente.

  30. O Brasil, país emergente com uma nova visão. O dinheiro entra nos setores de infra-estrutura, emprego e renda. Cresce o número de emprego devido às várias obras de infra-estrutura, um maior incentivo na educação promete formar profissionais competente aumentando assim a renda da população. A atual política de governo, visando o bem estar da população investe em aspectos que beneficiam o seu povo, e como conseqüência surge daí uma economia mais sólida. Nosso país incentiva a sustentabilidade, participa de programas mundiais de conscientização e ajudam como por exemplo na contenção do aquecimento global. Porém para continuar com esse crescimento, muito ainda deverá ser feito, pois existem setores que é necessário passar por grandes mudanças. O crescimento deve ser diário e de forma geral, não podemos focar em um único setor deixando assim outros abertos para corrupção.

  31. O Brasil vem tomando decisões acertadas em questões de desenvolvimento interno, como quando decide intervir, gastando menos dinheiro para ajudar o setor financeiro e mais dinheiro para solucionar os problemas do país, como por exemplo a desigualdade social. O país tem investido em infra-estrutura, renda, empregos. Como se pode notar o Neoliberalismo já não resolve mais problemas econômicos e principalmente sociais, se faz necessária a presença do Estado fomentando, incentivando e direcionando recursos de forma a solucionar os problemas internos. O governo deve tomar as rédeas da situação econômica, contrariando a ideologia neoliberal, com o objetivo de alcançar o bem comum da população. Assim, o Brasil tem mostrando aos outros países como é possível conciliar desenvolvimento social e econômico e com medidas tão satisfatórias vem ganhando cada vez mais força e destaque no cenário internacional.
    Quanto a proteção da Amazônia, o Brasil também tem recebido elogios, uma vez que têm sido tomadas importantes medidas para evitar o desmatamento, mostrando seu comprometimento em questões ambientais. Dessa forma, nosso país se torna personagem importante nas discussões sobre o clima.

  32. Ou o Sr. James Galbraith quis ser excessivamente gentil com o anfitrião brasileiro, ou está muito desinformado sobre o desempenho dos bancos privados brasileiros nos últimos anos, ou as duas coisas, pois uma citação do seu comentário contradiz a situação folgada que vive o sistema bancário brasileiro. Digo isso, porque, comparando-se a frase dita por ele no seminário internacional sobre governança global promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES): “A prosperidade dos banqueiros geralmente é contrária à prosperidade geral da população”, com a seguinte o artigo publicado no portal IG em 03.08.2010:
    “Itaú Unibanco tem lucro de R$ 3,3 bilhões no 2o trimestre
    Resultado cresceu 35,7% entre abril e junho e cerca de 39,6% no primeiro semestre para R$ 6,4 bilhões…”
     constata-se que, mesmo que o governo brasileiro esteja mais propenso em gastar mais com a população brasileira, e menos com o setor financeiro, e não esteja ajudando o setor financeiro de forma direta, os números confirmam, sem sombra de dúvidas, que ainda assim a conjuntura econômica brasileira continua extremamente favorável ao crescimento astronômico dos lucros do setor bancário. Isso sem falar na enxurrada de dólares especulativos que entram no páis diariamente, atraída pelas altas taxas de juros, levando a cotação da moeda americana para debaixo do tapete!

  33. Excelente notícia.Confesso que a muito tempo não tomava conhecimento de uma notícia tão agradável.É gratificante saber que o Brasil está no rumo para se tornar uma nação desenvolvida, com uma economia forte, que ofereça melhores condições de vida para sua população. Acho que por todo o contexto, toda as evidências, podemos afirmar com muita segurança que o Brasil mudou de “fase”, deixando de ser um país pouco confiável aos olhos externos , para nos tornarmos referência para outros países que estão em desenvolvimento. Espero que o próximo governo possa dar continuidade a todas as medidas que contribuam para o desenvolvimento econômico e social do Brasil, incrementando e atraindo cada vez mais investimentos estrangeiros.

  34. O Brasil teve uma decisão acertada ao decidir pela interferência do governo na economia, visto que, se trata de país em desenvolvimento, onde essa situação peculiar, faz com que seja essencial a intervenção do estado na economia, para implementar uma política econômica que vise a distribuição da riqueza gerada pelo mercado e para tentar garantir também, uma economia popular. Assim, o liberalismo econômico de Adam Smith não deve ser medida adotada pelos países em desenvolvimento, já que é legítimo o estado criar barreiras protecionistas para garantir a sobrevivência e soberania econômica interna. Apesar da economia se auto-regulamentar, pela dinâmica própria de mercado, o estado deve intervir para implantar políticas econômicas, garantindo além do acesso do mercado internacional aos seus produtos, como também o acesso do mercado interno à esses mesmos produtos.É essencial para um país fortalecer a economia interna, para que possa competir no mercado internacional e primordialmente, para que possa promover uma vida digna para o seu povo, com a valorização do trabalho e distribuição das riquezas geradas pelo mesmo. Assim, o liberalismo econômico é interessante para os países desenvolvidos que possuem uma estrutura forte de mercado, mas para os países em desenvolvimento, deve haver sim uma política de intervenção na economia. Devendo ainda, os países desenvolvidos serem solidários aos países em desenvolvimento, para que haja o acesso desses últimos, ao mercado internacional.
    Stefânia Gomes Alves

  35. O desenvolvimento humano é essencial para que o desenvolvimento econômico se solidifique nos países pretendentes ao rol dos economicamente desenvolvidos. A afirmação de que países como o Brasil não atingem o pleno desenvolvimento em função da sua histórica desigualdade social é indubitavelmente relevante.
    O crescimento econômico conseguido por meio dos avanços tecnológicos e industriais e das relações de mercado tem parte inquestionável na conquista do desenvolvimento econômico. No entanto, enfatiza-se que o investimento no ser humano aparece como complemento primordial para a formação de um ciclo econômico bastante equilibrado. Disponibilizam-se oportunidades aos indivíduos, os quais as aproveitam, desenvolvem-se como pessoa humana e passam a apresentar condições de trabalhar para o desenvolvimento econômico de seus países.
    A concepção de que as riquezas advindas das relações de mercado devem ser utilizadas pelos governos dos Estados em benefício de suas populações é certamente bastante aceitável. Investimentos em educação básica de qualidade, em saúde pública, em habitação digna e em outras qualificadoras da existência humana são muito bem-vindas não apenas para fins de direitos humanos, mas também para alcançar o objetivo desenvolvimentista. Esse tipo de melhoria dos indivíduos auxilia para a formação de indicadores econômicos positivos, como é o caso do aumento da expectativa de vida, o que faz crer em sua eficácia no âmbito do desenvolvimento econômico.

  36. Certamente a reportagem reflete claramente a questão do intervencionismo x liberalismo, sendo o Brasil um dos exemplos de um país que se adaptou ás medidas intervencionistas e ao mesmo tempo sofreu as críticas do neoliberalismo, que, expondo as empresas nacionais á concorrência de estrangeiros, contribuiui para a crise.
    O economista norte-americano elogiou o Brasil pelo fato de que a nossa economia vem melhorando, se aprimorando, passo a passo abrindo espaço no mercado. E as relações internacionais também vêm se aprimorando. Pois, como podemos perceber, o Brasil mantém respeito na comunidade internacional. E não obstante o fato de ainda ser considerado uma economia em crescimento, adota medidas que são direcionadas para diminuir desigualdades e direcionadas também ao desenvolvimento econômico.
    Ao citar questões como por exemplo as políticas para combater o desamatamento, quer dizer também que o Brasil é um de um país que por estar em crescimento, não visa o desenvolvimento econômico apenas, e também o desenvolvimento social, ambiental e geográfico. E que as medidas intervencionistas, podem ajudar a melhorar a crise, não só no setor econômico, como nos outros setores acima referidos.

  37. Na conjuntura atual, em tempos de crise econômica global, o Brasil tem revelado notadamente seu avanço na cena internacional, demonstrando uma política voltada para o combate a desigualdade social, na qual o país trata do setor financeiro de forma secundária, priorizando investimentos em infra-estrutura, emprego, renda e o combate ao desmatamento.
    Nesse contexto, o Brasil não se deixou influenciar pela política adotada pelos países mais desenvolvidos, ou seja, colocar o capitalismo financeiro em primeiro plano, mostrando que é possível o desenvolvimento econômico a partir de uma política mais social.
    O Brasil está no caminho certo, pois para haver crescimento na ceara internacional é preciso fortalecer a economia interna e minimizar as desigualdades sociais, investindo em educação, saúde, emprego, garantindo assim melhores condições de vida ao seu povo.

  38. Já é sabido que o liberalismo não se explica em tempos de crise (a exemplo da crise de 1929). A nova roupagem do laissez-faire também não pode ser levada a extremos. A falta de intervenção, deixando tudo à mercê da mão invísivel, pode levar ao caos. Isso não significa, no entanto, que devemos suprimir o ideal capitalista de que o mercado deve seguir de forma natural seu curso, sem atuação estatal. O segredo é o equilíbrio – e é nesse ponto que o Brasil acertou. Como bem pontuado, o mercado financeiro dominando as ações de estado significa uma condução política em prol de poucos, com objetivos de acumulação de riquezas (obviamente em desfavor da sociedade como um todo). É aí que deve atuar o Estado. Acredito que políticas liberais tem sim sua grande vantagem, Smith propôs um pensamento muito lógico de que cada indivíduo procura o máximo de efetividade em sua atividade ecônomica (equilíbrio entre oferta e procura, gerando lucro máximo); dessa forma fundamenta o foco do liberalismo – a sociedade livre tende naturalmente a esse equilíbrio. Como a economia e a própria vida em sociedade não se explicam por simples proposições matemáticas, dada sua complexidade, é imprescindível uma boa observação estatal nesse processo e sua intervenção a nível máximo, quando necessário. Aí nosso governo acertou em cheio!

  39. Parece-me que o Keynesianismo ganha nova força diante a crise neo-liberal. É no mínimo ˙nostalgiante˙ escutar elogios do economista norte-americano James Galbraith, mas o Brasil, de fato, merece aplausos. Podemos dizer que o Brasil enfrentou a crise mundial rompendo com Liberalismo Clássico, assim como John Maynard Keynes, em 1926. Entretanto, o Brasil tem conseguido equilibrar o intervencionismo e a liberdade comercial. O País tem investido em políticas sociais expressivas para superar a crise do mercado financeiro, estabelecida em 2008, mostrando para o mundo que é possível o desenvolvimento econômico e social. Vale lembrar que o Estado brasileiro tem a adotado uma política externa invejável, pois encontra na economia uma variedade de investimentos que não tem ligação direta com os Estados Unidos, mas em vários países, o que diminui a nossa dependência em relação a economia Norte-Americana. A eleição de Barak Obama evidência ânsia de novas diretrizes econômicas e sociais nos Estados Unidos com o objetivo de instalar um Estado de bem-estar democrático parecido, por incrível que pareça, com o adotado pela política brasileira. O Brasil tem ensinado ao mundo que se deve investir mais em infra-estrutura, emprego e renda para superar a crise.
    O Brasil, também, tem mostrado eficiência no combate ao desmatamento na Amazônia. Os índices que indicam pelo menos 75% de diminuição no desmatamento da floresta Amazônica o que serve de exemplo para os demais países, vez que a proteção ao meio ambiente deve ser uma meta, principalmente, interna dos Estados. Assim se cada país adotar metas de proteção ao meio ambiente o sucesso mundial na redução de emitentes poluentes será alcançado mais facilmente.

  40. Está claro que o Brasil vem crescendo e desenvolvendo bastante nos últimos anos, principalmente no que diz respeito às classes sociais, que estão cada vez mais difundidas, pois a renda do cidadão brasileiro está, mesmo que aos poucos, se igualando, da mesma maneira que ocorreu com os países mais desenvolvidos. Ocorre que o Governo não pode se acomodar, porque ainda está muito longe de alcançar o ideal, embora talvez seja impossível, é preciso tentar.
    Mesmo com muitos elogios vindos de várias outras economias mundiais, o Brasil ainda sofre de um grande problema que é a Política!!! Na verdade é a péssima representação do povo que está presente em alguns deputados, senadores, vereadores e governadores ao redor do país que provaca a lentidão no desenvolvimento, pois o que poderia estar bem melhor, apenas não está por culpa da falta de vergonha de certos corruptos que infelizmente foram eleitos para legislar e governar.

  41. O Brasil qual caminho seguir ?

    O radicalismo ideologico extremo vem se demonstrado útopico a decadas

    O reconhecimento da ineficiencia do modelo ideológico de Cuba e a recente crise do capitalismo nos Estados Unidos que se alastrou por todas as potecias nos demonstra que o extremismo não nos da margem para erros. Por outro lado a ciencia economica não é reconheciada como uma ciencia exata, e quando não sabemos a medida certa das consequencias de uma tomada de decisão nada mais sensato do que estabelecer uma margem de segurança para equilibrar a balança até que o auto equilibrio se retorne ao estado a quo.
    Devido a recente crise o Brasil inchou a maquina pública, mas já está na hora de desacelerar esse endividamento para não esbarrar no outro extremo. O ponto de equilibrio é um ideal a ser perseguido nunca será uma realidade. Não é realidadede porque a todo momento entra um peso nesta balança, e mesmo que esta balança esteja perto do equilibrio qualquer quantidade de preso fará a diferença. No entando é melhor estar cada dia perseguindo o equilibrio, para diminuir o sacrificio na perseguição ao ideal. Mesmo com o reconhecimento de Cuba da ineficiencia de seu modelo, o atrazo economico é muitas vezes inirecuperável, pessoas morreram e sofrerá muito para aproximar do equilibrio. Lado outro encotramos o extremo norte que mais extremo só a politica economica capitalista adotada por aquele País que recentemente teve que investir varios esforços para salvar os irresponsaveis se não quizessem um desastre pior. Lula foi chamado de maluco mas na verdade foi um bom chutador chamou de marolinha sem qualquer fundamentação mas derrubou espectativas de varios economistas. Neste sentido penso que não há nação segura por mais rica que seja deve estar sempre perto do equilibrio entre socialismo e capitalismo para diminuir a força do governo em momentos que necessite de interferencia estatal.

  42. “a desigualdade social no Brasil está sendo reduzida nos últimos anos porque o país gasta menos dinheiro para ajudar o setor financeiro e mais dinheiro para ajudar o próprio Brasil” – apesar de todo o processo histórico do Brasil, as políticas sociais e de desenvolvimento vem a muito sendo elogiada pelos países estrangeiros.
    A muito não se via tanto investimento no brasileiro e na sua melhora social. Programas de incentivo são sabiamente criados visando retirar a população da pura miséria e dar condições dignas para se viver.
    Certamente com uma população melhor estruturada e com condições melhores, as pessoas investem mais, fazendo girar a economia como um todo, trazendo um avanço econômico e consequentemente cada vez mais investimento na própria população.
    É a melhora da condição social da população em geral que traz mais recursos.

  43. O Brasil tem apresentado ao mundo uma nova proposta de crescimento quem vem gerando resultados positivos. Tem-se investido nas pessoas, no bem-estar social, a fim de consolidar um crescimento decorrente deste investimento. Os investimentos aplicados na infra-estrutura, emprego e renda garantem a conciliação entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Outro grande exemplo dado pelo Brasil é o investimento no controle do desmatamento da Amazônia, o que concedeu ao mesmo importante papel nas decisões globais referentes ao meio ambiente. Atualmente, ignorar a alarmante situação ambiental existente chega a ser surreal. Investindo no bem-estar social e no meio ambiente, como vem fazendo, o Brasil garante o tão desejado desenvolvimento sustentável que deve ser ao menos reconhecido, senão seguido, pelos demais países.

  44. O Brasil resolveu seguir os preceitos do art. 170, “caput”, que diz “a ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da JUSTIÇA SOCIAL (…)” (destaque meu). Isto é, o Estado deve ainda, de alguma forma, garantir a justiça social, ainda que o liberalismo hoje seja a regra. E, a população de um país estando no status de igualdade social, faz com que se consuma e venda mais. Talvez por isto o Brasil não tenha passado por tantos problemas nesta crise que tomou proporções globais. Realmente, como dito no texto, foi um tapa de luva nos países neoliberais, denotando que estes, ao permitir o mercado ditar as regras do jogo, deixou que os efeitos da crise la se instaurassem. De certa forma, é um novo paradigma a que o Brasil se adequa, mostrando-nos que “laissez-faire, laissez-passer” não mais condiz com a realidade mundial.

  45. Ao contrario do que vem ocorrendo nessas ultimas crises vividas pelos paises desenvolvidos, principalmente da Europa e América do Norte, o Brasil vem dando o exemplo de superação no que tange ao seu desenvolvimento social. Ao invés de investir no seu mercado financeiro beneficiando os poderosos banqueiros preferiu investir no desenvolvimento interno, já que o mundo vinha mostrando, diante das crises financeiras, que aquele não era o caminho. Nesse sentido, o governo brasileiro, resolveu investir em infra-estrutura, com geração de empregos e consequente melhoria de vida da população. Preferiu investir no bem estar social garantindo renda e melhoria das condições de vida digna para grande parcela da população. Dessa forma o poder aquisitivo dos pequenos aumentou e melhorou o mercado interno do país. Por essa razão houve um crescimento nos lucros internos do país em detrimento dos lucros externos, embora este ainda continuasse forte no mercado internacional valorizado.
    A política do estado do bem-estar democrático é o caminho para que a crise econômica não afete de forma abrupta a administração interna do país e os efeitos da crise financeira sejam sentidos brandamente. Levar em consideração os problemas internos dos países com o intuito de solucioná-los, diante do visto acima, talvez seja o melhor caminho ao invés de se preocupar demais com apenas o setor financeiro que só beneficia aquele com maior poder aquisitivo, esquecendo da maioria pobre do país.

  46. O Brasil agora é um país dos brasileiros, da massa da população, optou por dar mais apoio a sua população e menos aos banueiros, que diga-se de passagem, foram quem sempre tiveram apoio, mesmo em paradigmas liberais e neo-liberais, que pregam a não -intervenção. Exemplo disso é o socorro ue foi dado às empresas norte-americanas na sua última crise. Se está tudo bem(ricos ficando mais ricos e pobres mais pobre), nada de intervenção. Mas se as coisas pioram, aí o Estado vai intervir.Por que será?
    O Brasil tem dado exemplo para o mundo e esperança para aqueles que já a haviam perdido: É POSSÍVEL UMA VIDA DIGNA FORMAL E MATERIALMENTE.

  47. O texto que se pretende comentar faz uma análise do comportamento do Brasil face à crise econômica que atingiu o mundo recentemente. Concordo com James Galbraith que o Brasil acertou ao investir em setores carentes, priorizando uma estruturação interna e não focar seus cuidados exclusivamente na área financeira. Claro que o caminho para o desenvolvimento passa pelo investimento em setores que precisam de melhoria no país como a educação e a saúde, contudo, acredito que não se pode fazer uma leitura equivocada do papel do liberalismo tem na sociedade atual. Percebo que há uma concepção errônea de que o liberalismo existente nos dias de hoje é ainda aquele idealizado por Adam Smith, que pregava uma total não intervenção do Estado na economia. O liberalismo não pode ser entendido como uma política que permite que “as forças de mercado financeiro dominem o Estado”, e sim como uma política que impede o protecionismo exacerbado e permite o comércio entre os países.
    Não estou desconsiderando o fato de que o liberalismo permite situações de abuso por parte de economias mais desenvolvidas, ocasionando o enfraquecimento dos mercados mais vulneráveis, mas é para garantir o adequado funcionamento da economia que foram criados órgãos como a OMC, existem tratados, princípios acordados entre as nações e sanções para eventuais abusos de direito.
    Quanto ao tema também tratado no artigo relacionado aos avanços do Brasil na questão do desmatamento e emissão de gases poluentes, entendo que não basta que o país tome medidas isoladas, apenas no âmbito interno. É preciso que a comunidade internacional se reúna e pressione os grandes emissores de gases como China e Estados Unidos para que estes também manifestem sua adesão às políticas de luta contra o aquecimento global.

  48. Concordo plenamente com o título dado à matéria tratada, qual seja: “Brasil vem dando exemplo ao mundo”.
    Diante da dicotomia intervencionismo x liberalismo, o Brasil tem se saído muito bem “…ao optar por aumentar os investimentos em infra-estrutura, emprego e renda ao invés de promover arrocho para combater a crise…”, ou seja, o intervencionismo estatal tem guiado melhor as diretrizes da economia nacional sustentável. Pelo lado do liberalismo, o setor financeiro, por meio das empresas privadas, se sairia muito bem, ao insistir em suas políticas de juros altos (no caso de bancos), cominando no lucro visado. Ante tais considerações e a matéria tratada, o cenário atual do desenvolvimento economico e social brasileiro é marcado pela tentativa da erradicação da pobreza, com a consequente diminuição das desigualdades sociais. O governo investe em políticas públicas para a juventude por meio de dezenas de programas que vão da educação escolar básica do jovem até sua inserção no mercado de trabalho, sendo que existem vários mecanismos de manutenção dessa condição de empregado. Os idosos também são contemplados com programas de apoio integrado aos mesmos. Por meio do poder democrático que é conferido ao povo, as políticas de assistência social são lembradas e elogiadas.
    No que tange ao desmatamento e a emissão de gases poluentes na atmosfera, o Brasil tem se saído muito bem, diminuindo em grandes proporções o desmatamento na Amazônia, por meio de medidas protetivas, consubstanciadas em fiscalizações intensas aos locais ameaçados e, em relação à emissão de gases poluentes, o Brasil tem estado dentro dos índices de emissão permitidos pelo protocolo de Quioto. Espelhando-se nos exemplos que vem dando o pais, há a necessidade de que se discuta, a nível internacional, todos os aspectos aqui tratados, no sentido de que se tenha leis ainda mais rígidas, que consigam coagir os países infratores a não destruirem o “bem-estar social”.

  49. O economista James Galbraith ao afirmar que o Brasil acertou em sua estratégia de combate à crise, demonstra uma posição contrária à política neoliberal que domina os demais países. A política neoliberal vem como disse o economista, canalizando a quase totalidade dos gastos públicos para regular o mercado, quando na verdade a função do Estado democrático é a de garantir e proteger os anseios daqueles que o compõe. Dentro desse contexto, parece claro que os anseios da população brasileira, carente de medidas de infra-estrutura, não seguem o rumo da política neoliberal.
    A medida do governo brasileiro é louvável, uma vez que defende os interesses de sua população em primeiro plano ao conquistar a solidez econômica com base em medidas de infra-estrutura que visam à diminuição da desigualdade social. Com isso, o Brasil vem ganhando respeito no cenário mundial por se mostrar capaz de atingir o pleno desenvolvimento por meio de medidas políticas e econômicas próprias, ao invés de simplesmente acatar as chamadas “leis de mercado”. Assim o país consegue exercer sua soberania ao se apresentar como uma potência em ascensão que visa o crescimento da sua população ainda que para isso tenha que contrariar os donos do mercado.

    Outro tema de fundamental importância nas políticas econômicas atuais é a busca pelo desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, o Brasil vem implantando políticas de combate ao desmatamento na Amazônia, que têm sido vistas como um exemplo para a Comunidade Internacional. Dessa forma, mais uma vez o governo nacional acerta por tentar defender os interesses nacionais em primeiro plano, ao preservar seus recursos naturais e buscar o desenvolvimento sustentável, e em contrapartida desponta no cenário mundial como uma referência nas discussões globais sobre o clima. Com essas medidas no plano econômico e ambiental, o Brasil acerta por defender os interesses nacionais e se firmar como uma potencia emergente ao impor sua posição através do uso de sua soberania.

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