O preconceito contra o estrangeiro


Na antiguidade clássica, a descrição que Homero fez dos míticos Ciclopes, na Odisséia, já era uma representação alegórica do preconceito dos gregos antigos em relação aos estrangeiros, sentimento este que, desde sempre, teve seguidores ilustres, como Aristóteles e Platão.

Carmen Tiburcio

Dois acontecimentos recentes reacenderam as discussões sobre a situação dos estrangeiros. Recente declaração de autoridade alemã causou enorme repercussão ao afirmar que os alemães “estavam ficando mais burros em razão do alto número de estrangeiros no país”. Mais polêmica ainda foi a proposta legislativa apresentada por partidos políticos, visando introduzir um teste de inteligência para ingresso de estrangeiros no país.

Longe do velho continente, no Estado norte-americano do Arizona, foi aprovada em abril deste ano a lei SB1070, que tem sido considerada a medida mais drástica já tomada no país contra a imigração ilegal. Os Estados de Utah, Carolina do Sul e Oklahoma, também se movimentam no sentido de aprovar legislação semelhante, que prevê, entre outras medidas, a possibilidade de prisão sem decisão judicial se “o oficial tiver fundados motivos para acreditar que o indivíduo cometeu qualquer infração que torne a pessoa passível de remoção dos Estados Unidos“.

Nos dois casos, na Alemanha e nos Estados Unidos, prevaleceu a opinião de que os estrangeiros são piores do que os nacionais e que devem ser evitados. A ideia não é nova. Na antiguidade clássica, a descrição que Homero fez dos míticos Ciclopes, na Odisséia, já era uma representação alegórica do preconceito dos gregos antigos em relação aos estrangeiros, sentimento este que, desde sempre, teve seguidores ilustres, como Aristóteles e Platão.

Na Europa, o nacionalismo está na origem de duas grandes guerras e até hoje a nacionalidade de um indivíduo é determinada pela de seus pais. Na França, as manifestações realizadas por filhos de estrangeiros de segunda geração, ainda não integrados à sociedade local – que continua a vê-los, juridicamente e de fato, como estrangeiros – são outro exemplo do problema.

Em países que, como o Brasil, atribuem a nacionalidade não apenas em função dos pais do indivíduo, mas também em razão do local de seu nascimento (quem nasce no Brasil é, em geral, brasileiro), a integração dos estrangeiros é facilitada.

Apesar do esforço das organizações humanitárias, que sempre procuraram disseminar a ideia de igualdade, vê-se que ainda vigora o preconceito contra os estrangeiros. Quanto ao ponto, há que se distinguir o direito à entrada e permanência num país, que só pertence ao nacional, do direito ao tratamento igualitário do estrangeiro já admitido no país. O Estado tem o direito de não receber estrangeiros, mas, uma vez recebendo-os, estes devem ser equiparados em seus direitos aos nacionais, salvo algumas exceções, como o direito ao voto e à candidatura a cargos públicos, tradicionalmente reservados aos nacionais.

Francisco de Vitoria e Hugo Grotius, fundadores do direito internacional, defenderam o tratamento igualitário, afirmando que “é típico dos bárbaros repelir estrangeiros”. Nessa linha, a legislação brasileira é uma das mais adiantadas do mundo, pois desde a primeira Constituição republicana, de 1891, o estrangeiro residente é, em geral, equiparado ao nacional.

Carmen Tiburcio é professora de direito internacional da UERJ e da pós-graduação da UGF 

Fonte: Valor Econômico – 12/08/2010 [link]

Postado por Flávio Vieira

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62 comentários sobre “O preconceito contra o estrangeiro

  1. A imigração no Brasil deixou fortes marcas na demografia, cultura e economia do país. Antes de 1870, dificilmente o número de imigrantes excedia a duas ou três mil pessoas por ano. Contando de 1872 (ano do primeiro censo) até o ano 2000, chegaram cerca de 6 milhões de imigrantes ao Brasil.Desse modo, os movimentos imigratórios no Brasil podem ser divididos em algumas etapas:
    • Colonização, entre 1500 e 1822, feita praticamente só por portugueses e escravos provenientes da África sub-saariana;
    • Imigração como fonte de mão-de-obra para as fazendas de café na região de São Paulo, entre o final do século XIX e início do século XX, com um largo predomínio de italianos, portugueses, espanhóis e japoneses;
    • Imigração para os centros urbanos em crescimento com italianos, portugueses, espanhóis, japoneses e sírio-libaneses, além de várias outras nacionalidades;
    • Imigração mais recente, reduzida e de pouco impacto demográfico, iniciada na década de 1970.
    E sem dúvida alguma esses imigrantes ajudaram a construir o Brasil e o transformaram nesse país cheio de misturas, de povos de todos os cantos do mundo…e não é a toa que todos se encantam com nosso país, que, apesar da violência dos estrangeiros na colonização, hoje em dia recebe tão bem seus visitantes.

    • O comentário da colega Elisa pode ser confirmado pela matéria disponível no site da prefeitura de São Paulo que trata da história da imigração ao longo dos 451 anos da fundação da cidade de São Paulo, que é hoje a quarta maior população de centro urbano do mundo (dados de até 2010).Hoje a população paulistana é formada por pessoas de mais de 70 países do mundo. Desde 1908 a imigração para São Paulo era incentivada pelo próprio governo do estado e hoje pode ser confirmada pela localização de descendentes destes imigrantes nos diversos bairros de São Paulo, sem falar que os costumes destes imigrantes hoje podem ser considerados costumes dos paulistanos, ou seja, foram incorporados aos costumes da cidade. São Paulo é hoje exemplo de hospitalidade para as demais cidades do Brasil e países do mundo.
      O Brasil neste ponto, tem algo a ensinar aos demais povos do mundo, pois tal hospitalidade se repete ao longo de todo o país.
      Não penso que tais políticas de incentivo à imigração possam ser hoje utilizadas pelos países desenvolvidos sem quaisquer restrições, mas lamentável o preconceito, que desiguala, humilha e ofende a condição e a dignidade das pessoas que, por quaisquer motivos tiveram que se estabelecer em outro país, diferente do seu.
      Tal preconceito impede o enriquecimento da cultura de um povo, ferindo de morte a dignidade das pessoas.

  2. Agora, leiam esta matéria>>>
    Sarkozy começa a deportar ciganos

    19/08/2010

    AP
    Internacional

    França ignora críticas e pretende destruir metade dos acampamentos ilegais do país

    Jamil Chade, enviado especial, Thonon, França

    Perseguidos. Crianças cigadas dividem comida doada por ONG no campo francês de Roubaix O presidente francês, Nicolas Sarkozy, começa hoje a expulsar ciganos que vivem de forma irregular no país. O primeiro grupo sairá em um avião fretado pelo governo em direção à Bulgária e à Romênia, levando 79 pessoas. O objetivo é remover mais de 700 ciganos da França em apenas 10 dias e destruir 300 dos 600 acampamentos ilegais que existem no país.

    A política adotada por Sarkozy causou um mal-estar na União Europeia, já que a medida se refere à expulsão de cidadãos de países da própria UE. A ONU alerta para as medidas “de cunho racista” do governo francês. Para a Romênia, a decisão ameaça provocar um “surto de xenofobia”.

    No acampamento visitado pela reportagem do Estado, na estrada que liga as cidades de Évian e Thonon, o clima é de tensão. “Somos europeus, mas não somos bem-vindos”, afirmou Nicolau, representante da comunidade, que trabalha na construção civil da região. “Tenho visto de trabalho porque a França precisa de mim. Mas se não fosse pelo fato de fazer algo que um francês se recusa a fazer não teria sido aceito”, disse o rapaz, de 32 anos, de Bucareste.

    Um dos pilares da UE é a livre circulação de seus cidadãos, exceto no caso de Bulgária e Romênia, dois dos países mais pobres do bloco e principais locais de origem dos ciganos na Europa. Pelo acordo assinado em 2007, romenos e búlgaros podem viajar para a França, mas a permanência fica restrita a apenas três meses. O acesso ao mercado de trabalho é limitado a 150 áreas que enfrentam escassez de mão de obra.

    “Não adianta expulsar. Se somos enviados para um lugar onde não existe trabalho, voltaremos”, garantiu Anica, jovem de 17 anos que vende rosas para os turistas que passam pelas cidades francesas.

    No total, 15 mil pessoas da comunidade cigana vivem em acampamentos na França. Para Laurent El Ghozi, da entidade que reúne o grupo na Europa, Sarkozy não conseguirá expulsar os 700 que prometeu, mesmo que tenha destruído 51 acampamentos. Isso porque a viagem é voluntária e parte dos que viviam nos lugares destruídos simplesmente fugiu.

    No acampamento de cerca de 200 pessoas nos arredores de Thonon, as imagens são bem diferentes das que a França tenta vender ao mundo. Luz elétrica existe para os poucos que conseguiram comprar um gerador. Mais da metade das crianças não vai à escola, já que os pais temem que as famílias ilegais sejam identificadas. Não há sistema de esgoto e o lixo só é coletado quando o cheiro se torna insuportável.

    A estratégia do grupo é deixar os trailers na área visível do acampamento, impedindo que os barracos e a situação degradante sejam vistas. O terreno foi dado pela prefeitura de Thonon, mas fica estrategicamente situado nos limites da estrada.

    Ao saber da presença de um jornalista no local, um dos ciganos trouxe um jornal francês para mostrar que o líder da comunidade na Áustria chama-se Rudolf Sarkozi e tem origem húngara, assim como o presidente francês. “Sarkozy deveria saber de onde vem”, disse Adrian, de 63 anos.

    PARA ENTENDER
    Grupo reúne 12 milhões na Europa

    Se a origem da população cigana é alvo de debates acadêmicos, a realidade é que o grupo representa entre 10 milhões e 12 milhões de pessoas na União Europeia. A primeira onda de migração teria ocorrido há mil anos na região onde hoje é a Romênia. A partir de 1450, os ciganos alcançaram cidades da Europa Ocidental.
    O nazismo e seus aliados fascistas perseguiram a população cigana. Durante os regimes ditatoriais das décadas de 30 e 40, cerca de 25% da população de 1 milhão de ciganos que vivia na Europa foi morta. Na Alemanha, o Parlamento admitiu apenas em 1979 que as vítimas poderiam pedir compensações, com os mesmos direitos que os judeus.
    Em um recente relatório, a Anistia Internacional alerta que a população cigana vem sofrendo uma crescente onda de discriminação na Europa, com casos de violência na Itália, França, no Leste Europeu e até mesmo na Romênia. Para a ONU, a comunidade é atualmente o maior desafio enfrentado pela União Europeia em termos de garantias de direitos humanos entre seus próprios cidadãos.
    Fonte: http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midias-nacionais/brasil/o-estado-de-sao-paulo/2010/08/19/sarkozy-comeca-a-deportar-ciganos

  3. Mas importante que um país abrir as portas para a entrada de estrangeiros, é recebê-los com respeito e não tratá-los como invasores. O Brasil, nesse quesito, tem uma postura muito desenvolvida e é, provavelmente, um dos países mais receptivos à entrada de estrangeiros. A Alemanha, França e Estados Unidos estão demonstrando uma postura xenofóbica ao inferiorizá-los, o que nos remete ao nazismo alemão, quando pretendiam preservar uma raça pura, e nos faz pensar que essa postura já devia ter sido superada há muitos anos. O fato de na Europa, até hoje, a nacionalidade do indivíduo ser determinada pela de seus pais é uma posição conservadora e ultrapassada, típica da Roma antiga, quando até o direito era divido entre o direito dos cidadão (ius civile), ou seja, os que nasciam e eram filhos de romanos, e o direito dos estrangeiros (ius gentium). Atribuir nacionalidade a quem nasce no país é um forma de integralização. Além do desenvolvidos economicamente, esses países deveriam procurar desenvolverem-se intelectualmente, pois qualquer forma de descriminação é ignorante. Devemos encarar que o estrangeiro não está no país para roubar o lugar de um nacional, mas para acrescentar ainda mais ao país.

  4. O Brasil, portanto, é um país receptivo. Mas, qual o fundamento? O que tem o Brasil que não tem os demais – ou quase todos os demais? Talvez a história. Somos acostumados com a ditadura do países mandantes; primeiro Portugal, Espanha com a colonização e, no desenvolver do dinamismo econômico, as Treze Colônias da América, fundadoras dos EUA. No plano objetivo nunca tivemos o poder e, por isso transpusemos ao nosso subjetivo. Como nunca ditamos as regras, não ficamos na posição do mandante e o sentimento para com o outro sempre fora de igual, pois não necessitamos nos sentir melhores, já que por muito nos sentimos piores. Da construção da economia litorânea brasileira vieram os lusitanos, os mestiços, os mulatos, os negros, os cafuzos. E depois os holandeses, os franceses, os alemães, os japoneses. Nossa história é diferente pois fora construída por todos e por um; o povo brasileiro. E o nacionalismo supracitado, portanto, não é a atribuído à quesitos de discriminações, assim como a inferioridade de estrangeiros inexiste. Portanto, ao Brasil devemos um aplauso devido à distância de pensamentos de países como a Alemanha neste quesito contextualizada na Segunda Guerra e os EUA, na política do Big Stick.

  5. Nós, brasileiros, temos de fato umas das legislações no que concerne a proteção ao estrangeiro, mais evoluídas. A questão desta evolução é facilmente explicável. Historicamente, observamos que o povo brasileiro, como diria Darcy Ribeiro, é uma confluêcia de várias culturas. Inicialmente, no Brasil colonial, os portugueses e os indígenas aqui coabitavam. Posteriormente com a necessidade de mão de obra vieram os negros africanos. E mais recentemente, durante os séculos XIX e XX, os imigrantes europeus ( italianos, alemães, poloneses,russos, espanhóis etc). Todos esses povos reunidos formaram os brasileiros, desprovidos de uma real identidade física e étnica. Tal fato contribuiu para que o legislador pátrio não exteriorizasse em nosso ordenamento preconceito similar ao acima exposto. Exemplo disso, e a contra-senso do ocorre nos EUA (apenas alguns estados-membros), nossa lei fundamental garante a todos o direito a aprecição pelo judiciário ( Art. 5º, XXXV, da CR). Diante ao exposto cumpre salientar que devemos respeitar o direito dos outros Estados em não acolher os estrangeiros, principalmente pelo fato de que a sua pátria que lhe deve fornecer as garantias fundamentais para seu desenvolvimento. Todavia o que deve ser questionado são os critérios de admissão dos estrangeiros em outros países. Não podemos, portanto, aceitar uma plausível “seleção natural” darwiniana no cenário internacional.

  6. É inaceitável o comportamento dos alemães e norte americanos, bem como de qualquer outro país que age de forma semelhante. Diversas organizações humanitárias procuram disseminar a idéia de igualdade entre nacionais e estrangeiros, porém infelizmente este nacionalismo exacerbado não diminui. Nos Estados Unidos, por exemplo, os latinos americanos são os que mais sofrem. Além de encontrarem grandes dificuldades para entrar no país ainda são vistos como marginais e os principais responsáveis pelos problemas sociais existentes. Porém, quando o inverso ocorre, não só com o Brasil, mas com algum país subdesenvolvido, estes são alvos de severas críticas. O Brasil, por exemplo, segundo informações da Polícia Federal, impediu pelo menos 24 espanhóis de entrar no país entre 6 e 12 de março de 2008, enquanto entre 2005 e 2007, apenas quatro cidadãos daquele país não puderam entrar no Brasil. Porém, ao tratar com mais rigor a entrada de estrangeiros no país, o Brasil não age de maneira arbitrária, tendo em vista que a reciprocidade é uma prática que encontra fundamentos no direito internacional. Acredito que o tratamento concedido aos estrangeiros residentes em território nacional revela o grau de humanitarismo e civilização daquele país.

    • Quando descobrirmos que tanto a Alemanha quanto os Estados Unido são de fato o berco dos Illuminatis entederemos porque não somente eles são diabólicos mas outros países que aplaudem suas leis sanguinárias!Mas devemos termuito cuidado pra generalizar e confundir os políticos e seus povos menos favorecidos!

  7. O tratamento dispensado aos estrangeiros no Brasil, de fato, se distingue bastante do conferido àqueles não nacionais em países como Alemanha e Estados Unidos.
    As declarações feitas por autoridade alemã traduzem mais do que simples preconceito, demonstram uma ignorância, com claros resquícios do nacionalismo exacerbado vivido pela Alemanha no período entre guerras. Comparando estas recentes declarações à uma passagem de um discurso feito por Erich Koch, comissário do Reich na Ucrânia, em 1943, é possível perceber que, embora estejam em época distintas, o pensamento parece bastante contemporâneo. A referida passagem diz assim: “…Somos uma raça superior que precisa lembrar que o mais humilde operário alemão é, racial e biologicamente, mais valioso que a população daqui…”
    Quanto a Lei SB1070, que prevê, dentre outras, a possibilidade de prisão sem decisão judicial, há um nítido caráter de retrocesso das instituições democráticas, das garantias e liberdades individuais. A referida legislação se, de fato, praticada criará um ambiente propício para práticas discriminatórias, xenofóbicas, discricionárias e pouco tolerantes.
    O preconceito contra o estrangeiro pura e simplesmente pela sua condição, que seria aquela pessoa nascida fora do Estado onde se encontra e que não tenha adquirido a nacionalidade deste Estado, parece um contrasenso, na medida em que à cada Estado, em decorrência de sua soberania e independência, é reservado o direito de admitir ou não o ingresso do estrangeiro em seu território. Mas, tendo os aceitado, devem ser garantidos direitos inerentes à qualidade de pessoa humana, como à vida, à liberdade, à integridade, à segurança física etc.
    E não obstante tudo isto, o que se percebe é que a troca de experiência entre nacionais e estrangeiros gera, muito frequentemente, contribuições científicas, tecnológicas, artísticas, literárias e culturais.

  8. Será que estamos vivendo um retorno do nazismo? Deus queira que não. Mas, infelizmente, é o que tem se depreendido das medidas que foram tratadas nos artigos trazidos até aqui.

    É melhor acreditar que tais iniciativas não decorrem de mero preconceito quanto a outro ser humano. Sabe-se que à época do nazismo, Hitler pretendia proteger o emprego e o comércio alemão combatendo os judeus que, supostamente, inflavam tal mercado. Mas ainda assim, o fim justificaria os meios? Justificaria matar para justificar um sucesso de uma política exagerada? Acredito que não.

    Não se sabe se os franceses pretendem extirpar os ciganos por motivos comerciais ou simplesmente étnicos. Também não se sabe se os alemães querem, por meios tortos, demonstrar que são mais “inteligentes” que os outros. O que se sabe é que a conduta de ambos é digna de repulsa.

    Se estes forem os padrões de referência da superioridade da raça humana, quero emburrecer com bastante alegria!

  9. Não é nova a ideia de que o diferente é inferior e, portanto, deve ser desprovido de privilégios oferecidos aos iguais. A história da humanidade é marcada por guerras, massacres, destruições, realizados com o objetivo de extinguir grupos étnicos estranhos à própria cultura, religião, língua, etc. A crescente onda de imigração tem como consequência o desenvolvimento do sentimento de xenofobia, os nacionais passam a marginalizar o estrangeiro por medo de perder a identidade própria de seu país.
    O preconceito alemão e norte-americano citado no artigo é inaceitável, a partir do momento que determinado país aceita a entrada de estrangeiros este deve ser tratado com respeito e dignidade.
    O Brasil protege o estrangeiro, possui uma legislação favorável à entrada de pessoas com nacionalidade diferente da nossa, o que é totalmente válido, visto que nossa história foi moldada com a contribuição de diferentes povos, que contribuem ainda hoje para o crescimento do país.
    Estrangeiros ou nacionais, o importante é que se estabeleça direitos e obrigações para que seja possível o convívio harmonioso.

  10. É inaceitável aceitar o comportamento humano, ou melhor falando “desumano”, narrado no artigo acima. Sobre o tema, é importante ressaltar que atualmente, mesmo com os esforços das organizações humanitárias, com o intuito de disseminar a idéia de igualdade, o preconceito contra os estangeiros prevalece em diversas localidades. À meu ver, a partir do momento em que o estado recebe um estrageiro, deve tratá-lo da mesma forma que trata um nacional. Nesse aspecto, entendo que o Brasil está um passo à frente dos demais países pois, desde a primeira Constituição republicana, de 1891, o estrangeiro residente é, em geral, equiparado ao nacional. Digo isto porque, a história não foi construída por um único povo e sim por diferentes povos. A nacionalidade não deve ser vista como um fator capaz de tornar mais digno, capaz ou inteligente. Ele deve ser utilizada positivamente para aquele país. Nesse ponto, cumpre ressaltar que não são poucas as noticais esportivas, científicas, sociais, etc, que demonstram a colaboração dos estrangeiro àquele país que o recebeu. Diante do exposto, é imprescindível que o estrangeiro tenha tratamento digno e respeitoso em qualquer lugar do mundo. Somente assim, seria possível o desenvolvimento da humanidade!

  11. Alemanha, Estados Unidos e Franca, países desenvolvidos e com altos índices de taxa imigratória e de visitantes internacionais, causaram repercussão na mídia devido a declarações, para alguns, de cunho discriminatório e preconceituoso contra imigrantes.
    Pois bem, questiono, a que se deve essa reação??
    Nação e’ reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, falando o mesmo idioma e tendo os mesmos costumes, formando assim um povo, que trazem consigo as mesmas características étnicas e se mantêm unidos pelos hábitos, tradições, religião, língua e consciência nacional. Mas o elemento dominante e’ determinado pela convicção de um querer viver coletivo. É a consciência de nacionalidade, em virtude da qual se sentem constituindo um organismo ou um agrupamento, distinto de qualquer outro, com vida própria, interesses especiais e necessidades peculiares.
    Alemanha, Estados Unidos e Franca, antes de se tornarem grandes Estados, ja eram uma nacao, uma nacao que muito batalhou (Revolucao Francesa, Revolucao Americana, Primeira e Segunda Guerra Mundial,… ) ao longo da historia para se constituirem tal como os vemos hoje. Isso porque a nação preexiste sem qualquer espécie de organização legal. O Estado é a forma política adotada por um povo com vontade política, para que se submetam a um poder público soberano, emanado da sua própria vontade, que lhes vem dar unidade política.
    Acredito que seja o sentimento de nacao, de identidade de luta de vida, origens e costumes os fatos geradores do mal estar que o excesso de estrangeiros e sua invasao cultural causam nos nacionais destes paises. Ha’ um espirito de protecao da propria cultura, de tudo aquilo que a nacao patria conquistou arduamente ao longo da historia. E as conquistas evoluiram para um processo de globalizacao, nao apenas de conhecimento, informacoes, e atuacao de empresas transnacionais, mas de circulacao de pessoas. E nao ha nada mais diferenciado, belo e complicado que PESSOAS. Esta ai, a formula para problemas e polemicas, somado a outra realizao, a LIBERDADE (de religiao, ideologia, de falar, de ir e vir, de ser, de vestir,…), que muitas vezes impactam com cultura local. Há sim o direito de proteger sua nação e a própria cultura, contudo medidas arbitrárias e em dissonância com os direitos humanos, de nítido caráter preconceituoso e discriminatório devem ser rechaçados!

  12. Alemanha, Estados Unidos e Franca, países desenvolvidos e com altos índices de taxa imigratória e de visitantes internacionais, causaram repercussão na mídia devido a declarações, para alguns, de cunho discriminatório e preconceituoso contra imigrantes.
    Pois bem, questiono a que se deve essa reação?
    Nação e’ reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, falando o mesmo idioma e tendo os mesmos costumes, formando assim um povo, que trazem consigo as mesmas características étnicas e se mantêm unidos pelos hábitos, tradições, religião, língua e consciência nacional. Mas o elemento dominante e’ determinado pela convicção de um querer viver coletivo. É a consciência de nacionalidade, em virtude da qual se sentem constituindo um organismo ou um agrupamento, distinto de qualquer outro, com vida própria, interesses especiais e necessidades peculiares.
    Alemanha, Estados Unidos e Franca, antes de se tornarem grandes Estados, já eram uma nação, uma nação que muito batalhou (Revolução Francesa, Revolução Americana, Primeira e Segunda Guerra Mundial,…) ao longo da historia para se constituírem tal como os vemos hoje. Isso porque a nação preexiste sem qualquer espécie de organização legal. O Estado é a forma política adotada por um povo com vontade política, para que se submetam a um poder público soberano, emanado da sua própria vontade, que lhes vem dar unidade política.
    Acredito que seja o sentimento de nação, de identidade de luta de vida, origens e costumes os fatos geradores do mal estar que o excesso de estrangeiros e sua invasão cultural causam nos nacionais destes países. Ha’ um espírito de proteção da própria cultura, de tudo aquilo que a nação pátria conquistou arduamente ao longo da historia. E as conquistas evoluíram para um processo de globalização, não apenas de conhecimento, informações, e atuação de empresas transnacionais, mas de circulação de pessoas. E não ha nada mais diferenciado, belo e complicado que PESSOAS. Esta ai, a formula para problemas e polemicas somado a outra realização, a LIBERDADE (de religião, ideologia, de falar, de ir e vir, de ser, de vestir,…), que muitas vezes impactam com cultura local. Há sim o direito de proteger sua nação e sua cultura, contudo medidas arbitrárias e em dissonância com os direitos humanos e de nítido caráter preconceituoso e discriminatório devem ser rechaçados!

  13. Cada país possui a sua soberania, e sendo soberano nas suas decisões pode receber ou não imigrantes em seu território. O fato de um país ter na sua legislação a liberdade de receber imigrantes, já o faz com o compromisso de recebê-los bem, devendo garantir a estes o mínimo de direitos que o faz digno como pessoa humana.
    O Brasil apesar de um país em desenvolvimento mostra que nesta parte sua legislação é muito mais desenvolvida, sendo considerado um país onde os estrangeiros são bem recebidos. A Alemanha, França e Estados Unidos nos mostra que apesar de serem desenvolvidos economicamente, sua legislação se encontra nesta parte defasada, mostrando com isto uma postura não democrática no ponto de vista dos direitos fundamentais da pessoa humana.O que se percebe e que os estrangeiros não devem ser tratados como cidadão, mas como um indivíduo de segunda categoria, isto é como um intruso que quer te causar algum mal, ou esta fugindo de algo de errado que cometeu etc. É de causar muita indignação a postura destes paíse que tratam os estrangeiros como “utensílios de reserva” que só servem para fazer o que os nacionais não querem fazer como se fossem algo descartável que depois de utilizado não serve para mais nada, e como um lixo tóxico que não deve se chegar perto para não se contaminar. Devemos perceber que o nazismo já se foi.Todos são seres humanos e devem ser tratados como tal, sem distinção de raça, cultura, religiao etc. O que se mostra é que para muitos paises os direitos humanos são inerentes apenas a seus nacionais.

  14. Em que pese o Brasil ser um país ainda em desenvolvimento, possui legislação muito desenvolvida, sendo até mesmo um país considerado bem receptivo, no que tange ao estrangeiro, contrariamente da Alemanha, Estados Unidos e França, que demonstram defasagem na seara legislativa, relativamente a esse aspecto. Isso demonstra uma evidente falta de democracia do ponto de vista dos direitos e garantias da pessoa humana. Tratar um estrangeiro como nao sendo um cidadão, isto é, como alguem que se intromete tentando causar algum mal, ou que foge porque algo de ruim aconteceu é extremamente repugnante. A atitude destes países que tratam os estrangeiros dessa maneira só faz com que os nacionais sintam cada vez mais repúdio. Devemos perceber que todos nós somos seres humanos e devem ser tratados igualmente, como tal, e sem quaisquer distinções. De fato, é de direito a proteção do seu país e da sua cultura, mas medidas tão arbitrárias como estas, em completa divergencia com os principios fundamentais da pessoa humana e direitos humanos, são com certeza discriminatórias e preconceituosas. Ademais, estamos na época de globalização, em que as relações sociais tendem a se estreitar cada vez mais.

  15. O conceito de estrangeiro é muito mais perigoso de uma maneira socio-política que legal. A visão do outro como estrangeiro já é um problema em si, já que acreditamos que os Direitos Humanos são aplicáveis a todos de uma maneira igualitária e ao mesmo tempo acreditamos que somos merecedores de mais direitos que os considerados como não pertenecedores à nação. Isso também aumenta a noção de nacionalismo que leva a existência dos conhecidos como “neonazistas” ou nacionalistas exacerbados.
    Deve-se aumentar a noção de igualidade, não apenas de gênero e idade, mas também de nação, já que podemos ver que muitos dos refugiados da atualidade utilizam-se da perseguição para serem aceitos como não recebedores de proteção dentro de seu próprio Estado.

  16. O Brasil é uma terra natal para estrangeiros.
    Isso pode ser facilmente constatado, de acordo com os dados da polícia, que apontam que até abril de 2010, existiam no país 942.000 estrangeiros. Até a presente data, este número certamente aumentou.
    Isso se dá pelo bom momento econômico vivido pelo país. Em um momento de crise econômica, como o vivenciado atualmente, nada mais razoável do que as pessoas irem em busca de melhores condições de vida e oportunidades de trabalho em locais onde isto é possível, mesmo que tenham que deixar para trás familiares, bens e toda uma história de vida.
    Além deste aspecto econômico, a receptividade que os brasileiros têm para com os imigrantes é tão grande que reforça a permanência deles no país.
    No Brasil, diferentemente de vários outros países, o estrangeiro é bem visto e bem quisto. Existe uma ideologia de que o estrangeiro deve ser tratado com muito respeito, tal qual os seus nacionais, razão pela qual a legislação brasileira confere vários direitos a eles, bem como total proteção.
    Dificilmente, um estrangeiro que mora no Brasil por alguns anos volta para seu país de origem.
    Concordo com o comentário feito acima por Rafaela Viana, segundo o qual, o Brasil, em toda a sua história, jamais deteve o poder para com outras nações, razão pela qual nunca ficou na posição de mandante e, por isso, o tratamento para com o outro sempre fora de igual para igual.
    Certamente, o Brasil merece todos os nossos aplausos. Não é preciso que haja discriminação contra estrangeiros para que um país possa se auto afirmar. Em pleno século XXI, creio que esse tipo de preconceito não deveria existir, claro que para isso deve ser levado em conta a contribuição positiva que este estrangeiro possa trazer para o país.

  17. É um tanto quanto revoltante ao saber que existem declarações feitas como essas dos alemães perante os estrangeiros. Uma coisa não condiz com a outra, esse preconceito contra os estrangeiros nesses países mostra que apesar de todo o desenvolvimento do país ainda existem algumas concepções muito ultrapassadas e inaceitáveis ainda mais nos dias de hoje. O que deveria ser uma troca de cultura e experiências passa a ser transformado em preconceito o que acarreta em discriminação e até mesmo assassinatos. Acredito que o Brasil supera nesse quesito esses países, pois além de existir a integração dos estrangeiros facilitada no Brasil através da própria constituição, somos um povo muito caloroso e receptivo. Como brasileira não consigo entender como essas barbaridades são possíveis e tão freqüentes. E como esperar isso de um país, como a frança, que criou a tão famosa frase”liberdade, igualdade e fraternidade”? O que me revolta é saber que isso não vai acabar tão fácil e tão rápido como deveria. Sendo assim, o que fazer? Esperar? Ou tentar mostrar de alguma forma que esse é um preconceito fútil e antiquado ainda mais com a globalização mundial sendo como é.

  18. Contrariamente a Alemanha, Estados Unidos e França, o Brasil, apesar de ainda estar em desenvolvimento, se mostra um dos países mais receptivos na questão do estrangeiro. A começar pela nossa legislação, que atribui à nacionalidade não apenas em função dos pais do indivíduo, mas também em razão do local de seu nascimento; o que facilita a integração dos estrangeiros. Alem disso, o nosso país sempre foi construído pela imigração, recebendo não só portugueses e espanhóis, mas holandeses, franceses, alemães e japoneses. Assim, percebe-se que a nossa história é fundada pela miscigenação, temos uma nação construída por todos. Mas será que esta atitude tão preconceituosa e xenofóbica têm razão de ser? Muitos Alemães costumam reclamar que os estrangeiros lhes tiram as oportunidades de trabalho. Entretanto, não podemos nos esquecer que os estrangeiros que trabalham na Alemanha incentivam o crescimento do Produto Interno Bruto e pagam suas contribuições sociais da mesma forma como o fazem os alemães. Um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas da Renânia-Vestfália revelou que os 7,3 milhões de estrangeiros que vivem na Alemanha produzem para a coletividade 15 bilhões de euros a mais do que recebem de volta dos cofres públicos. Ademais, muitos empresários estrangeiros produzem empregos no país. Assim, percebe-se que muito do discurso político contra os estrangeiros não tem fundamento lógico racional. São discursos que aproveitam da questão para justificar períodos de maior vulnerabilidade económico-social dentro do país. Entretanto, por mais que cada país tenha o direito de defender a sua cultura, atitudes como estas só degradam a relação com o outro, e se mostra completamente contra o direito de cada ser humano ser tratado com igualdade e respeito, infringindo tanto os direitos humanos como os princípios fundamentais da pessoa humana.

  19. É um absurdo na atualidade existir tal preconceito. Hoje vivemos num mundo globalizado, onde com o avanço tecnológico diminuem-se as distâncias entres os povos. Hoje é possível se comunicar instantaneamente com pessoas do outro lado do mundo. Hoje são realizadas diversas transações comerciais entre países. Assim é um absurdo pensar em preconceito entre pessoas estrangeiras.
    Parece que os alemães não aprenderam nada com a história deles. Essa autoridade alemã que pronunciou a frase afirmando que os alemães “estavam ficando mais burros em razão do alto número de estrangeiros no país”, não deve se lembrar que Hitler com o mesmo discurso de raça pura, fez com que o mundo entrasse em guerra.
    O Brasil por se tratar de um país de várias raças, possuindo tanto descendentes de europeus, asiáticos e africanos, tem uma das mais modernas legislações quanto ao tratamento ao estrangeiro.
    Estamos partindo para um mundo globalizado, prova disso são as criações dos blocos econômicos. Assim tal preconceito é inconcebível na atualidade.

  20. Muitas pessoas sentem a necessidade de abandonar o País em determinadas alturas, ou porque há guerra ou porque há poucas condições…Ou até porque apenas decidiram assim. O Mundo não é de posse de ninguém e cada um tem direito a fazer as suas escolhas! Assim como varios países sempre estão de portas abertas ao estrangeiros (geralmente países subdesenvolvidos), os paises de 1° mundo, deveriam fazer igual. O que o governo alemão propôs, é ridiculo, desmerece as pessoas que decidem ter tal país como sua nova casa. A culpa dos alemães estarem mais burros é deles. Em relação ao Estados Unidos, não é novidade que eles tem preconceito com estrangeiros, pois segundo a cultura deles, todos os estrangeiros, vão para la, “roubar” seus empregos, sua famílias, e tudo mias que for possivel.
    É uma lastima ainda pensar que países como esses, pensam dessa maneira, evitando um crescimento como ser humano, podendo desfrutar da companhia de pessoas especiais com culturas e vidas diferentes.

  21. A crise da economia e do Estado de bem-estar social, associada às rápidas transformações tecnológicas, ocasionou um crescente desemprego e colocou a competitividade a qualquer custo como única alternativa de sobrevivência. Esta conjuntura gera insegurança, ressentimento e violência. Com o gradativo desmonte do Estado de bem-estar social por parte dos governos social-democratas, os quais até agora se apresentaram como alternativa contra os partidos de direita, a população ficou desorientada, especialmente os desempregados, trabalhadores e jovens. Se, nestas circunstâncias, as pessoas estão sem perspectiva e não oferecem uma clara linha e alternativas políticas, abre-se o espaço aos velhos charlatões políticos. Procura-se enfocar os problemas dos países que afetam diretamente a maioria da população e propõe soluções simples e discriminadoras, mas que exercem um forte poder de atração. É, por exemplo, mais fácil responsabilizar os estrangeiros pelo desemprego, pela criminalidade e pela insegurança, do que entender as complexas razões dos problemas. As soluções apresentadas são, então, também bem simples e conduzem à xenofobia, quando os estrangeiros são tratados como concorrência indesejada.
    Mas, a xenofobia expõe os países europeus a uma séria contradição econômica. Por causa do baixo índice de natalidade e da crescente expectativa de vida da população, existe a tendência de que a Europa venha a ser a sociedade mais idosa do mundo.
    As evidências demonstram o absurdo e a contradição da xenofobia na Europa, com seu discurso nacionalista, se coloca contra os próprios interesses de seus países. Pode ser também que, em função da sua superficialidade, a ideologia do racismo seja tão difícil de ser combatida. Quando os interesses particulares das pessoas são manipulados de tal forma, que o passado não tenha mais sentido e que as perspectivas racionais de futuro sejam concebidas como inalcançáveis, operam idéias que nem sequer mais eram levadas a sério.
    Mas a realidade, que novamente confirma o caráter contraditório da existência humana, demonstra que a história não necessariamente ruma numa direção positiva, como se quer acreditar, mas que avanços contrastam com recuos. Idéias que se tinha como fora de moda, absurdas e retrógradas, podem novamente vir a ser atuais e modernas. Isso significa que as idéias não morrem pelo simples decurso do tempo e que, em conformidade com o espírito de uma época, podem retornar. Leandro Amaral Costa.

  22. O mundo, atualmente, vive uma fase de grande globalização em que há maior interação entre os diversos países e grande fluxo de pessoas devido aos processos migratórios. Entretanto, ao saírem de seus locais de origem e se instalarem em outros países esses imigrantes ainda enfrentam intolerância e preconceito. As atitudes do governo norte-americano e alemão citadas no texto são exemplos clássicos de xenofobia. Segundo o dicionário Houaiss, xenofobia é a desconfiança, temor ou antipatia por pessoas estranhas ao meio daquele que as ajuíza, ou pelo que é incomum ou vem de fora do país. Talvez, esse sentimento seja causado, em grande parte, pelo medo que os nacionais desses países têm com relação aos estrangeiros ocuparem seus postos de trabalho. Essa é, porém uma situação paradoxal, pois, principalmente os países europeus necessitam de mão-de-obra externa devido ao envelhecimento de sua população. Torna-se cada vez mais necessário, então, procurar meios de tornar a convivência entre essas pessoas respeitosa e digna.
    No Brasil, entretanto, esse preconceito não é tão exacerbado. Isso se deve em parte a suas peculiaridades de miscigenação e diversidade cultural, mas também, como dito no texto, ao critério adotado para se atribuir a nacionalidade em que, se leva em conta não apenas a filiação (Jus Sangunis) como também o local de nascimento (Jus Soli). Dessa forma a integração do estrangeiro a sociedade é facilitada.

  23. No mundo de hoje, uma questão que já deveria estar muito bem resolvida é o preconceito contra o estrangeiro. Aliás, o não preconceito contra o estrangeiro. É inadmissível na atual conjuntura, em um mundo globalizado, onde as pessoas cada vez se encontram em paises diferentes do de origem, seja a lazer ou a trabalho, que ainda haja preconceito ao estrangeiro.
    Não é de fácil compreensão o que uma pessoa, de carne e osso como a outra, possa ter de diferente, para merecer tratamento desigual. Todos somos iguais, não so perante a lei, mas na realidade também. O pior é ver tais atitudes sendo tomadas por paises desenvolvidos que deveriam dar o exemplo.
    Ao contrário da declaração de autoridade alemã que afirmou que os alemães estavam ficando mais burros em razão do alto número de estrangeiros no país, creio que tais comportamentos são de pessoas que se sentem ameaçadas pelas outras, com medo de que novas opiniões ou posições, possam prevalecer sobre a delas e serem mais coerentes, o que seria um enorme afronto.
    O Brasil, nesse quesito, merece destaque, pela receptividade e respeito para com o estrangeiro, tratados igualmente, como se nacionais fossem.

  24. É um absurdo países como a Alemanha ter que introduzir teste de inteligência aos estrangeiros e ainda dizerem que estavam mais burros pela convivência com os estrangeiros. Como um País de tão alto gabarito, que são rígidos em suas leis e que preocupam com outro de tal modo que se verem que alguém esta levando um produto mais caro do normal, eles avisam a pessoa para que não levem. Sei que devido à 2ª Guerra Mundial, o alto índice de nacionalismo foi preponderante à formação da cultura do País e das personalidades; mas; os seres humanos são dignos, independentemente do País que veio; não é o País que decidirá quem é a pessoa; pois acima de tudo os estrangeiros são seres humanos e são protegidos pelos Direitos Humanos. O que pode ocorrer se esta tendência aumentar é uma enorme pressão psicológica na vida de cada um desses estrangeiros, de modo que viveram sempre com a sombra de uma “perseguição”. Tanto Alemanha quanto os Estados unidos precisam revisar suas condutas e agirem como o Brasil; receberem os estrangeiros cordialmente e com o devido respeito que um ser humano merece.

  25. Apesar de vivermos em um mundo cosmopolita, alguns países bastante desenvolvidos como França, Alemanha e EUA têm adotado medidas antiquadas em relação a admissão de imigrantes em seu territótio. O Brasil, pelo contrário, subdesenvolvido, parece ter uma legislação mais moderna em relação a este assunto.
    Dotados de um sentimento de insegurança, com medo de ataques, aqueles países acabam criando leis mais rígidas para os estrangeiros. Nada mais certo do que garantir a proteção da sua população. No entanto, é preciso saber dosar essa rigidez. É inadimissível confundir-se a proteção com a xenofobia.
    Por muitas vezes, o excesso de proteção causa o preconceito contra as pessoas vindas de outros lugares. Isso vai totalmente contra busca pela igualdade social, que é um dos objetivos principais das organizações humanitárias.
    O Brasil tem se mostrado um país bastante moderno neste ponto. A integração do imigrante na sociedade é tão forte, que em alguns pontos equipara-o aos nacionais, tornando o país atraente para o estrangeiro.

  26. A maioria das migrações ocorre por motivos religiosos e econômico-sociais. Motivos esses que são convincentes, visto que esses indivíduos migrantes precisam de outros países para se integrarem e buscarem uma vida digna. Os Estados têm o direito de dificultar a entrada de pessoas no país através da exigência de alguns requisitos, mas depois de aceitá-los tem o dever de tratá-los com o devido respeito.
    A xenofobia se manifesta muito no continente europeu. Isso é resultado dos preconceitos de que os estrangeiros ganham dinheiro do país e envia-o ao seu país de origem, de que diminuem as ofertas de trabalho aos nacionais e da prepotência dos europeus de que creem serem mais civilizados. Muito pelo contrário, a maioria dos imigrantes ajuda a produzir, aumentam o PIB do país e pagam suas contribuições como qualquer outro nacional. Dizer que os imigrantes são menos inteligentes que os natos e atribuir a nacionalidade pela descendência são atos explícitos de discriminação.
    Essas políticas xenófobas devem ser rejeitadas pelos países do mundo todo, com a contribuição das organizações humanitárias. O preconceito contra o estrangeiro não é compatível com a sociedade moderna.

  27. É decepicionante em pleno ano 2010 nos depararmos com pensamentos e atitudes que refletem o preconceito contra estrangeiros. A globalização aproximou as nações de forma que o nacionalismo e o patriotismo não podem ser aceitos como fundamento para o preconceito.
    O Brasil neste aspecto é um exemplo a ser seguido por outras nações,como bem colocou a professora Carmen Tiburcio. A constituição de 1891 já traziam a equiparação do estrangeiro residente no Brasil ao Brasileiro nato. A constituição de 1988 resguarda esse direito igualitário, somente ressalvando que alguns cargos públicos devem ser ocupados necessariamente por brasileiro, mas essa ressalva justifica-se em razão da proteção da ordem e segurança publica. No entanto o Brasil facilita a integração de estrangeiro em seu território e reconhece como Brasileiro aqueles que nascem em nosso solo, pelo critério “ius soli”. Essa é uma demonstração de que não há aqui esse preconceito que podemos observar do comportamento da Alemanha e de alguns outros países, e essa postura brasileira deveria influenciar essas nações que estão embuídas desse sentimento discriminatório.
    Esse preconceito contra estrangeiro não pode prosperar no cenário internacional atual, que é marcado pela integração das nações.

  28. Ao nos depararmos com demonstrações como essa de preconceito a estrangeiros acabamos pensando se a xenofobia está de volta,ou se ela sequer foi superada, normalmente só se discute sobre isso quando um perigo emergente se torna tão perceptível que a situação possa vir a piorar.Enquanto não nos atinge costuma-se acreditar que esse problema seja coisa passada e que a discriminação nos últimos anos tenha diminuído. Mas a realidade, que novamente confirma o caráter contraditório da existência humana, demonstra que a história não necessariamente vai em direção positiva, como se quer acreditar, mas que avanços contrastam com recuos. Idéias que se tinha como fora de moda, como se ter sua cultura como superior as demais, absurdas e retrógradas, podem novamente vir a ser atuais e modernas.
    Os valores disseminados em conferências de direitos humanos e recepcionados por Constituições em todo o mundo, não parece ser observado quando diante dessas situações, de desprezo e repudia aos estrangeiros. Precisa-se evoluir a idéia de que quando aceitos então no país passem a integrar ao próprio povo, podendo oferecer melhorias. Desprender de velhos clichês como na Alemanha, que para 37% da população, os imigrantes viriam “para explorar o Estado de bem-estar” ; 39% consideram o país “perigosamente superpovoado de estrangeiros”, e 26% gostariam que houvesse “um único partido forte para representar a comunidade alemã”.
    Tudo isso é uma visão retrógrada em face do mundo globalizado e dinâmico em que vivemos hoje, e que clama por evolução.

  29. O preconceito aos estrangeiros é muito comum nos países da Europa e nos EUA devido à ideia de que os requerentes de asilo político vivem às custas dos cidadãos nacionais e que os estrangeiros lhes tiram as oportunidades de trabalho. Porém, atualmente, quase todos os partidos constataram a importância da imigração para o país e vêem nela uma necessidade também no futuro. Entendo que se o país abre as portas para imigração, o Estado, as pessoas e as autoridades devem tratar de forma igualitária os nacionais e os estrangeiros, sem nenhuma forma de discriminar ou oprimir. O posicionamento brasileiro quanto a essa questão é exemplar, pois somos um país de grande extensão, em desenvolvimento no plano econômico e muitos problemas na distribuição de riqueza, e nunca colocamos algum desses argumentos para afastar estrangeiros. Pelo contrário, cada dia aprimoramos setores como o turismo para compartilhar as riquezas naturais e claro aumentar nosso capital. Enfim, entendo que a luta em qualquer lugar contra esse tipo de preconceito deve continuar, devemos mostrar o que temos de melhor sem medo der ser julgado, mostrar nossas opiniões e direitos conforme a situação e nunca deixar que atitudes ignorantes mudem nosso objetivos de aprender e crescer.

  30. O fenômeno da globalização repercute em um menor distanciamento entre os povos continentais. Mas os avanços que favorecem e alargam a comunicação global ainda não são capazes de permitir uma maior integração ou aceitação das diferenças étnicas, culturais ou religiosas que decorrem da pluralidade de seres humanos que habitam o planeta terra. O receio de que o estrangeiro vai invadir o seu território, destruir a sua cultura, roubar o seu emprego reflete nos surtos de xenofobia que se alastram pelos continentes. A história nos mostra que o nacionalismo exacerbado resultou em duas grandes guerras, sem contar no holocausto decorrente da faxina étnica contra os judeus feita por Hitler. O que podemos tirar desses episódios é que o excesso de nacionalismo criou páginas sangrentas no curso da história, mas mesmo assim, certos países parecem ter apagado da memória esses acontecimentos, cometendo novamente os mesmos erros do passado. Hoje é introduzido um teste de inteligência para o ingresso na Alemanha ou a permissão de prisão do estrangeiro sem decisão judicial nos EUA, Sarkozy ja mandou expulsar os ciganos irregulares da França. E ai? Quais as novas medidas para o futuro? Necessita-se um despertar de consciência dos lideres mundiais antes que o pior aconteça. A questão não é somente ver o outro como inimigo, uma ameaça constante, mas também ressaltar os benefícios que este “diferente” pode proporcionar, conjugando os interesses colocados em jogo.

  31. A globalização deve ser entendida como um cenário amplo que vem acontecendo em todos os setores das relações sociais e econômicas. Muitas vezes as pessoas continuam enraizadas no conceito de que a globalização acontece somente no plano econômico, porém a globalização de pessoas e cultura acontece todos os dias em diversos países. A Europa e os USA sofrem constantemente com a entrada de imigrantes ilegais, o que gera muitas vezes o xenofobismo. Fato este tão prejudicial ás relações internacionais. Tanto os USA quanto a Europa precisam dos imigrantes para girar a sua economia, o que parece um tanto pecipitado agir dessa forma xenofóba. O que deve ser feito a fim de evitar a entrada indesejada de estrangeiros é equipar e preparar melhor o serviço de imigração além de pactuar internacionalmente a melhor forma de mitigar a entrada de imigrantes indesejados. O xenofobismo e o preconceito com os estrangeiros não vão resolver o problema e sim prejudicar ainda mais o choque cultural preexistente entre as pessoas e as relações internacionais.

  32. Com nitidez podemos observar que alguns países possuem um nacionalismo exacerbado, cultivado, repassado de gerações em gerações. A fonte deste nacionalismo na proporção em que se encontra se remete à formação histórica, cultural, às lutas de cada nação. Algumas medidas tomadas para tentar proteger a cultura contra os estrangeiros são completamente desproporcionais, e ferem a dignidade e moral do homem. A partir do momento que um país aceita estrangeiros em seu território, deve tratar este com igualdade (salvo as exceções necessárias) e respeito. A relação diplomática entre os países são marcadas pela formas de tratamento, remetidas reciprocamente aos estrangeiros que se encontram em seus territórios. As medidas tomadas contra a imigração no Estado Norte-Americano do Arizona, citada no texto em análise, é completamente oposta aos preceitos dos Direitos Humanos. Assim como a expulsão dos ciganos que se encontravam no território Frances. O Brasil de fato é um país recepcionista a entrada de estrangeiros, talvez pela falta de nacionalismo existente, que se configura pela pouca participação popular nas decisões ocorridas, que se estende da independência até os dias atuais. A constituição brasileira é uma das mais amplas e evoluídas no que se refere aos direitos dos estrangeiros, minimizando de fato os preconceitos, que são excepcionais.

  33. O Brasil protege o estrangeiro, possui uma legislação favorável à entrada de pessoas com nacionalidade diferente da nossa, o que é totalmente válido, visto que nossa história foi moldada com a contribuição de diferentes povos, que contribuem ainda hoje para o crescimento do país.O Brasil tem se mostrado um país bastante moderno neste ponto. A integração do imigrante na sociedade é tão forte, que em alguns pontos equipara-o aos nacionais, tornando o país atraente para o estrangeiro.

  34. O artigo da respeitável professora Carmen Tiburcio nos deixa claro como o preconceito contra o estrangeiro é ainda muito comum na sociedade mundial. As medidas e propostas legislativas de Estados norte-americanos e da Alemanha são políticas xenófobas, representativas da aversão aos estrangeiros.
    Concordo inteiramente com a digníssima professora quando ela diz que o Estado tem o direito de não receber estrangeiros, mas, uma vez recebendo-os, estes devem ser equiparados em seus direitos aos nacionais. Isto porque a globalização gerou um constante fluxo migratório mundial de modo a influenciar nas alterações sociais, econômicas e culturais dos países que recebem a maioria desse fluxo migratório. Sendo assim é compreensível que tais países adotem medidas mais rigorosas sobre a entrada de estrangeiros em seu território, porém quando permitida a entrada destes devem ser assegurados direitos e deveres equiparados aos nacionais.
    Todavia, o artigo não enfatizou a entrada clandestina dos estrangeiros. Atualmente muitos estrangeiros encontram-se ilegais nos países em que residem. Sendo assim medidas adotadas contra estrangeiros ilegais com o intuito de manter a ordem não devem ser confundidas com aquelas medidas tomadas apenas por intolerância ao estrangeiro, estas últimas medidas ferem os princípios da igualdade e liberdade.

  35. O preconceito contra estrangeiros é comumente característica dos países imperialistas. O sentimento nacionalista e patriótico é geralmente muito forte, e a intenção de proteger a pátria muitas vezes se disvirtua no sentido de banir estrangeiros como um modo de manter a cultura. Não podemos esquecer, no entanto, de que esses mesmos países já foram invasores e impuseram sua cultura aos invadidos. Não generalizando, tais ações atrasaram o desenvolvimento de vários países, empobrecendo-os, alem de economicamente, culturalmente (haja vista os grandes museus do mundo: muito do que se está exposto na seção internacional foi fruto de “conquistas”). No outro lado da moeda, a chegada de povos de outras nações a países como Alemanha, como cita a reportagem, gera um sentimento de ameaça à cultura. Ela tem um valor capital a esse povo, ainda mais que ainda carregam feridas de uma época recente em que seu pais esteve fragmentado e vêem a identidade como fator de agregação e integração. Ainda estão reconstruindo seu orgulho perante o mundo, e a chegada de estrangeiros, na visão deles, pouco acrescenta a esse processo, já quê que mantêm valores de seus países de origem. Por esse lado, torna-se compreensível o “instindo de proteção” da nação, o que não justifica, é claro, atos homofóbicos.

  36. Países europeus e os EUA por serem países tão desenvolvidos economicamente deveriam ser os primeiros a deixar de lado esse enorme preconceito a estrangeiros, acaba sendo contraditório. Países tão desenvolvidos num aspecto e tão atrasados em outro.
    Esse xenofobismo é ainda resquício se uma cultura em que tudo que era diferente e de fora era ruim.
    Para países como o Brasil que foi colonizado por diferentes povos e que é hoje o resultado de uma mistura de culturas, de todos os cantos do mundo, é bem mais fácil a aceitação de estrangeiros, a própria constituição do país trata de maneira igual os estrangeiros residentes aqui.
    O preconceito a estrangeiros só acarreta mais problemas ao país que impõe uma série de restrições a eles, gerando muitos conflitos desnecessários para o desenvolvimento do país. Com a crescente globalização a tendência é cada vez mais os diferentes povos se interligarem diminuindo as diferenças existentes.

  37. Tanto o comentário da autoridade alemã de que a Alemanha estaria ficando “burra” em virtude da entrada de muitos estrangeiros no país, quanto a medida adotada pelo governo francês deixam transparecer o quanto a União Europeia, apesar de ser a mais bem sucedida tentativa de criação de uma comunidade de Estados no mundo, não está preparada para uma integração plena. Se a França recusa (ou melhor, expulsa) até mesmo aqueles que são oriundos da própria União Europeia, como é o caso dos ciganos, que dizer dos indivíduos de outras partes do mundo?

    Contudo, ainda precisamos averiguar com mais precisão as razões que motivam essas medidas. Seriam apenas motivadas pela situação ilegal dos estrangeiros? Ou seria uma maneira encontrada pelos governos de se escusarem de cumprir seu dever de dar a esses indivíduos condições básicas de sobrevivência?

  38. Ficamos encabulados ao saber que uma autoridade alemã recentemente afirmou que os alemães “estavam ficando mais burros em razão do alto número de estrangeiros no país”. Como se não bastasse, há ainda alguns países realizando teste de inteligência para ingresso no país. Isso ocorre devido ao fato das pessoas se acharem superiores aos outros, e achar que estão fazendo a eles um “favor”, recepcionando-as em seu país. Desse modo, se acham no direito de tratá-los como inferiores. É um absurdo que preconceito contra estrangeiros estejam ocorrendo em pleno ano de 2010.
    No Brasil, podemos notar que não há um preconceito visível contra o estrangeiro. Pelo contrário, o povo brasileiro é muito bem receptivo e caloroso com relação aos estrangeiros.
    O preconceito contra os estrangeiros é inaceitável e tal situação precisa mudar urgentemente.

  39. Mais um absurdo para ser presenciado no mundo atual, porque se você está interessado em morar em outro país, trabalhar lá etc, agora você tem de fazer um teste para analizar sua inteligência e somente assim será autorizado para ingressar no país. Mais um vestibular no currículo! Isso é somente uma das medidas tomadas por um dos países preconceituosos a respeito dos estrangeiros em seus países. Pergunto a vocês, mentes pensantes que se preocupam com nosso mundo, para onde estamos caminhando, cadê a igualdade entre os seres humanos e a proteção aos direitos humanos!?? Temos que combater esse preconceito contra os estrangeiros porque como nós são trabalhadores que estão a colaborar para a economia e desenvolvimento do nosso país!

  40. Espanto é a palavra correta para definir o sentimento de quem lê tais notícias em relação ao projeto proposto na Alemanha, eis que o país sabe bem o que implica o nacionalismo exarcebado, que culminou no regime totalitário e nazista de Adolph Hitler.
    O etnocentrismo europeu, no texto em questão o da Alemanha, está presente desde o período das navegações e mesmo hoje, no mundo contemporâneo ainda se faz presente. Cabe indagar em quais bases científicas ou morais se sustenta a afirmação de que o alemão está ficando “burro” face ao contato com estrangeiros. Tal afirmação demonstra a aversão à diversidade cultural, o que para um país arrasado por duas guerras mundiais, por essas razões é lamentável.
    No que tange aos norte americanos, expulsarem qualquer estrangeiro sem o devido processo legal, demonstra também a aversão à diversidade, mas também uma desculpa, calcada nos atentados de 11 de setembro, de se restringir cada vez mais os direitos civis dos norte-americanos e principalmente dos estrangeiros vivem nos EUA.

  41. De fato o Brasil está adotando atitudes contrárias da Alemanha, Estados Unidos e França. A Constituição da Republica brasileira é extremamente receptiva em relação aos estrangeiros, de modo que atribui a nacionalidade em razão do local do seu nascimento (o que facilita a integração dos estrangeiros), dentre outros direitos aos estrangeiros. Assim, o Brasil realmente se caracteriza como um dos países mais adiantados do mundo no que tange a questão dos estrangeiros, uma vez que o estrangeiro residente é, em geral, equiparado ao nacional.
    Países como a Alemanha são tão xenófobos que atribuem aos estrangeiros os problemas tais como: desemprego. Alegam que essas pessoas tiram as oportunidades de emprego dos nacionais e que a Alemanha não é um país de imigração. Devo salientar, entretanto, que estes que pregam o ódio contra os estrangeiros estão equivocados, uma vez que esta idéia hoje já é acatada mesmo nos altos escalões da política. Isto se deve ao fato dos estrangeiros proporcionarem muitas vantagens, dentre as quais: incentivam o crescimento do Produto Interno Bruto e pagam suas contribuições sociais da mesma forma como o fazem os alemães; além de propiciar a integração mundial.
    Neste ponto, então, evoluído está o Brasil que aceita e incentiva os estrangeiros.

  42. No Brasil, a integração dos estrangeiros é facilitada em grande parte pelo “jeito brasileiro”, receptivo, caloroso, que faz questão de tratar bem os estrangeiros como se brasileiros fossem, de forma respeitosa, igualitária, contribuindo inclusive para sua permanência em nosso país. O Brasil, diante dos estrangeiros, apresenta um comportamento extremamente evoluído e que deve ser valorizado.
    Quando o artigo fala que é típico dos bárbaros repelir estrangeiros, é verdade, visto que diante do grau de desenvolvimento de países como Alemanha e EUA, é assustador ver comportamento tão rude, atrasado, discriminatório e até mesmo ignorante.
    È importante acrescentar que acima de qualquer nacionalidade deve estar a condição de ser humano, todos são iguais, e assim devem ser tratados, com dignidade e respeito independente de seu país de origem.

  43. É impressionante, porque a imagem que nos vêm a cabeça quando pensamos nessa questão da igualdade é ver os patinhos andando na lagoa e mais atrás sozinho e triste o patinho feio( feio para aqueles que acreditam que tenha que existir a discriminação).
    Vemos essa desigualdade em tantos aspectos de nossas vidas, sendo elas na homofonia, sendo na discriminação de raças, cores e vemos isso há tantos milênios, como também na antiguidade clássica, a descrição que Homero fez dos míticos Ciclopes, na Odisséia, quando se tratava dos estrangeiros.
    No Brasil será considerado brasileiro aquele que for “jus solis, ou seja, aquele que for brasileiro porque nasceu aqui no Brasil ou aquele que se naturalizou. Diferentemente dos italianos que considera apenas os “jus sanguinis”.
    Nos EUA e nos países nórdicos europeus a imigração é muito grande, pois são países desenvolvidos que podem dar melhores oportunidades de vida àqueles que são deficitários. Uma melhor condição de moradia, de emprego, de educação. Pensando como os europeus realmente isso deve atrapalhar os seus cidadãos, pois não quer dizer que pelo fato de uma pessoa não ser russa que ela não é inteligente e capaz de ascender. Ou os mexicanos que vão atrás de boas oportunidades nos EUA e podem se tornar grandes médicos, engenheiros, cientistas ou qualquer outra profissão de destaque. É um absurdo ainda criarem leis para coibirem os estrangeiros de fixarem residência nesses países… Como o que ocorreu em Oklahoma.
    Estamos em pleno século XXI, e não podemos mais apoiar esse ou qualquer outro tipo de discriminação, seja ela de qualquer gênero.
    Temos que ter mentes abertas, pois o mundo é grande e se houver respeito e um mínimo de inteligência saberemos que todos nós podemos ter oportunidades na vida, basta querer e correr atrás delas. O que qualquer Constituição no mundo deve zelar, é pela igualdade entre homens e mulheres.

  44. Muito é de se admirar a posição da nação alemã acerca do ingresso de estrangeiros no país e ainda, aquela de três estados norte-americanos ao repelir de forma explícita a presença estrangeira.
    Primeiramente, remetendo-nos à história mundial, não é novidade o nacionalismo excessivo apresentado pela Alemanha, visto que uma das maiores atrocidades cometidas em desrespeito aos direitos humanos foi praticada no governo de um de seus representantes (dispensa-se qualificação). Entretanto, ainda mais surpreendente é a posição norte-americana acerca do assunto, visto que ingressou na segunda guerra mundial, de certa forma, em prol daqueles desfavorecidos.
    Caso é de um retrocesso em relação ao tão almejado e atualmente prezado princípio da igualdade no direito internacional, inspirando e sendo, na medida do possível, utilizado na legislação interna dos Estados.
    De fato, medidas restritivas ao ingresso de estrangeiros nos Estados são de grande valia, mas em momento algum a arbitrariedade prestou-se como solução de quaisquer conflitos.
    Sabemos que com o grande fluxo de pessoas e bens trazidos com a globalização, a intensificação da presença de estrangeiros adentrando países que não os seus é, obviamente, conseqüência daquela. Seria o caso destes países negarem o próprio desenvolvimento econômico? Não seria ESTA uma prova de falta de inteligência?
    Talvez, ao invés de expor o estrangeiro ao ridículo na realização de um teste de inteligência ou medidas arbitrárias, simplesmente por acreditar que o indivíduo POSSA vir a praticar ou ter praticado ato ilícito, deveria ser instituído um teste de aprimoramento histórico e cultural aos próprios nacionais.
    Nesse sentido, créditos infindáveis à legislação brasileira são devidos ao equiparar o estrangeiro residente ao nacional, não podendo deixar de ressaltar que o Brasil é por eles considerado um país subdesenvolvido (um tanto quanto irônico).
    Realmente, os alemães estão ficando mais burros, mas por suas próprias crenças e falta de espírito empreendedor trazido pela intensificação das relações internacionais, bem como os Estados Unidos, por prezarem somente sua cultura em detrimento do que ocorre no mundo.
    Por fim, trata-se da necessidade de um teste de falta de inteligência aos estrangeiros ou outro que avalie o desinteresse cultural dos nacionais?
    Fica o questionamento em aberto.

  45. Um mundo globalizado, pretensamente sem fronteiras, tende a fortalecer a impressão de que estaríamos no limiar de uma civilização realmente ecumênica. Por que, então, ao mesmo tempo, ritos étnicos tão particulares estão presentes?
    Não se pode deixar de perceber que nosso século começou e está terminando com o mesmo conflito nos Bálcâs. Os tiros disparados em Sarajevo, em 1914, ainda lá ressoam nos dias de hoje. “Faxina étnica” tornou-se um eu­femismo para extermínios racistas de toda espécie. O fato é que o século XX se caracterizou pelo brutal assassinato de dezenas de milhões de pessoas, vítimas de uma ou outra filosofia — bolchevista, nazista, fascista, comunista. O Holocausto marcou o apogeu da bestialidade, com o massacre de seis milhões de judeus europeus. A eliminação de povos inteiros por meio da industrialização da morte é o sinal distintivo deste século. Duas guerras mundiais e inúmeros conflitos locais em todos os continentes são o triste ponto de partida para uma reflexão religiosa sobre o significado do milênio que ora chega-se ao fim.
    A intolerância predomina no mundo de hoje. O fanatismo se propaga nas mais diversas esferas. O fanatismo sempre age em nome de algum grande ideal. O preconceito contra o estrangeiro, a xenofobia, é um velho cúmplice da Humanidade.
    Para combater efetivamente a intolerância, o racismo a violência, o fundamentalismo religioso, o preconceito, temos que mudar mentalidades. Temos de promover, por meio de todos os processos educacionais disponíveis, a consciência da unidade da humanidade. Assim, ingrediente básico para a construção da paz em nossa sociedade é a humildade.

  46. Em matéria de relações com estrangeiros, a nossa legislação está no rol das mundialmente mais avançadas. Temos uma política liberalista, permissiva, igualitária, que trata o estrangeiro residente de maneira uniforme com a qual é tratado o próprio brasileiro, com algumas ressalvas legais. A política excessivamente bloqueadora de alguns países, nos leva a crer que os estrangeiros não são bem-vindos dentro de suas fronteiras. Se trataria de um protecionismo excessivo, de um conservadorismo cultural, ou de uma pretensão em acreditar que o envolvimento internacional não possui nada novo suficientemente bom a acrescentar a uma nação. Ocorre que o momento e as condições nas quais um país se encontra, estão diretamente ligadas àquilo que foi vivido anteriormente. Nosso país, fruto da colonização e imigração em grandes escalas, se encontra aberto ainda hoje aos que desejam conhecer e fazer parte. Outros paises, como a china, separada no passado com uma muralha do resto da humanidade, trás consigo até os dias atuais uma separação quase que completa, cultural, política, religiosa. Olhamos com olhos de indignação, ao contemplarmos realidades como estas, da privação completa da liberdade de ir, agir, escolher. Com grande polêmica quanto ao tema também deparamos ao constatarmos a quantidade de brasileiros retidos e extraditados nas fronteiras internacionais, enquanto aqui, os turistas estrangeiros dos mesmos países encontram ampla receptividade. Acredito que a reciprocidade deve ser primordial na análise das relações internacionais, inclusive no que tange as fronteiras e limites geográficos.

  47. É inacreditável que países tão desenvolvidos como os Estados Unidos, Alemanha e França ainda tenham atitudes deploráveis como esta.
    É decepcionante ver a aprovação de uma lei que prevê a possibilidade de prisão sem decisão judicial, se o oficial tiver fundados motivos para acreditar que o estrangeiro cometeu qualquer infração que o torne passível de remoção dos Estados Unidos.
    Como acontece no Brasil, todos os países devem garantir aos estrangeiros, bem como à qualquer pessoa, os direitos básicos inerentes ao ser humano. Posturas como essa, preconceituosas, discriminatórias, e extremamente radicais, devem ser absolutamente afastadas.
    Nesse ponto, o Brasil tem uma legislação bastante evoluída, pois garante aos estrangeiros direitos equiparados aos nacionais, salvo exceções como o direito ao voto e à candidatura a cargos públicos.
    Vale ressaltar também que é gratificante ver o avanço do Brasil perante os outros países citados, ao atribuir a nacionalidade não apenas em função dos pais do indivíduo, mas também em razão do local do nascimento.

  48. Pela alta taxa de imigração que tem estes países é comum que eles tendam a repelir a presença dos estrangeiros, tratando-os inclusive com desigualdade. O que não se justifica, nem se fundamenta. Está é sim uma atitude bárbara e inaceitável para países com tamanhas histórias e evoluções.
    É estranho comparar esse pensamento ultrapassado, com as pretensões comerciais destes países, como podem eles querer fechar acordos comerciais internacionais com outros países que eles julgam ter uma população pior que a deles, ou menos digna, já que é assim que os estrangeiros são tratados nos citados países?
    Nesses momentos eu agradeço a Deus por ser brasileira e, que apesar de o patriotismo não ser tão elevado como em outros lugares do mundo, nós aprendemos a respeitar as diferenças e a valorizar o SER HUMANO, vindo ele de onde vier e, acredito ser isso o que importa.
    Muitos ainda têm que aprender a respeitar as diferenças de cultura, etnia e etc., pois só com isso pode-se falar em segurança mundial, onde os conflitos diminuam e finalmente não se tenha perspectivas de guerra.

  49. Fica a pergunta… quando se trata de trabalho no Brasil o estrangeiro sobre algum preconceito? Tenho a impressão que sim. Gostaria de saber por parte da comunidade.

    • Exite preconceito e xenofobia sim, esta é uma triste realidade que só se conheçe quando se vive como estrangeiro, estou realizando um trabalho sobre isso como TCC do curso de direito .

  50. Essa hospitalidade brasileira é nota dez!
    Estrangeiro aqui é gente que tem grana, é gente da Europa, gente bacana, loiro dos olhos azuis…
    E como é o tratamento de brasileiros lá fora?? Será que somos vistos como “gringos”, ricos, bonitos, inteligentes?? Acredito que a nossa realidade seja bem diferente.
    O preconceito contra estrangeiros já é algo natural na maioria dos países e que deveria ser repensado.
    Aonde estao os direitos humanos? Direito à igualdade?
    Vamos repensar nisso.

  51. Vcs acham isso que o Brasil é muito bom e não há quase preconceito contra estrangeiros, pq vcs não são estrangeiros. So da pra se saber o que se passa qdo vc vive na própria pele. Eu sou estrangeira legalizada com meus papéis ao dia sempre fazendo td certo mas sempre que vou pra pedir informação ou solicitar algo na polícia federal sou tratada como ladra, delinquente e etc; tanto é assim que pedi permanência a minha mãe idosa e doente para morar aqui comigo e a polícia federal local fez tanto empecilho e pediu tantos documentos que até necessitava de advogado e ainda por nada apenas o nome de casada dela que agora é viúva que já desistimos de continuar com o requerimento, a pobre sra vai ter que se virar morando na cidade natal sozinha sem ter quem a cuide. Se isso não é preconceito então já não sei o que é. O brasileiro tem mania de negar o grande preconceito que existe aqui; se até entre vcs se discriminam como acontece com o pobre nordestino não dira um estrangeiro. As leis de imigração nesse país chegam a ser mais rigorosas e mais dificéis que nos EUA, aqui pra ter cidadania necessita ter 15 anos de residência nos EUA se necessitam 5 anos. Ah e sobre trabalho se for pra prestar concurso o estrangeiro so pode participar mesmo que ja tenha permanência se se naturalizar.

    Chega de utopia. Aqui tb há e muito PRECONCEITO!

  52. Achei bastante interessante a colocação de Carmen Tiburcio a respeito dos estrangeiros, quando ela afirma sobre a necessidade de “(…) se distinguir o direito à entrada e permanência num país, que só pertence ao nacional, do direito ao tratamento igualitário do estrangeiro já admitido no país”. É muito importante o governo do país, ser bastante claro sobre sua escolha de querer receber ou não estrangeiro. E admitindo o estrangeiro, algumas exceções como foi mencionado no artigo são de grande relevância, como direito ao voto e à candidatura a cargos públicos, tradicionalmente reservados aos nacionais. Aquele estrangeiro que permanece no país, especialmente no caso do Brasil, contribui bastante para o crescimento da economia brasileira. Como aconteceu com a vinda dos italianos.
    Se tratando de âmbito internacional, a reportagem sobre os ciganos deportados pelo Nicolas Sarkozy, revela uma situação bastante delicada na Europa, pois ao mesmo tempo em que os cidadãos da União Europeia têm livre circulação, os romenos e os búlgaros só podem ficar por tempo determinado na França. E como descreve a reportagem não é o que vem acontecendo, já que os ciganos têm se fixado na capital francesa. Teria então, o presidente francês direito de deportar os ciganos? Este é mais um motivo para o governo do país ser bastante claro a respeito de querer ou não receber estrangeiros quando for assinar um acordo ou até mesmo em qualquer situação.

  53. - É difícil de aceitar que em pleno sec. XXI, depois de tantos conflitos já tidos por conta de nacionalismo radical., falarmos ainda de preconceito com estrangeiros. Não se qualifica uma pessoa pelo seu país de origem, pela sua cor, nacionalidade ou qualquer coisa do gênero. Liberdade de ir e vir deve ser respeitada em qualquer lugar do mundo, desde que respeitando a ordem, a lei seguida pelo país ao qual se visita. É de total liberdade dos países criarem leis de proteção ao território, a cultura, ao seu povo. Porém nada os impedem também, de promoverem mudanças constitucionais facilitando a aceitação de estrangeiros na vida social, a permanência no país, assim como foi feito no Brasil pelo presidente Lula. Estrangeiro muitas vezes representam crescimento, o que não é reconhecido por alguns países que consideram sua raça superior. Mais do que permitir a entrada de estrangeiros no país, tem-se a obrigação de respeitá-los e tratarem igualmente. Vale ressaltar que a recíproca é verdadeira, cabe aos estrangeiros também se informarem do funcionamento do país ao qual se destina para que se tenha um respeito mutuo, tanto de quem está recebendo, quanto de quem está sendo recebido.

  54. Autoridade alemã causou enorme repercussão ao afirmar que os alemães “estavam ficando mais burros em razão do alto número de estrangeiros no país”. Mais polêmica ainda foi a proposta legislativa apresentada por partidos políticos, visando introduzir um teste de inteligência para ingresso de estrangeiros no país. No entanto com o intuito de protegerem seus cargos, as autoridades da Alemanha não irão criar a mesma proposta, para aqueles que pretendem ingressar na vida pública, pois se tal teste for eficiente nunca ira aprovar as pessoas que elaboraram tal projeto, descabido, preconceituoso e incoerente com as perspectivas futuras da humanidade. E que são merecedoras de sanção!

  55. É muito gratificante saber que o Brasil é um país onde desde sua Constitução de 1891 o estrangeiro residente é, em geral, equiparado ao nacional, o que mostra a evolução das ideologias nacionais, comparadas a países muito mais desenvolvidos em outros aspectos, como, por exemplo, EUA e Alemanha. Estes países, com toda a xenofobia, só se mostram ultrapassados e cruéis, já que as pessoas, independente de sua cultura, raça, ou identidade, merecem ser tratadas com o mínimo de dignidade.
    Essa xenofobia é um medo irracional, aversão e profunda antipatia em relação aos estrangeiros. Existe uma desconfiança em relação a pessoas estranhas ao meio daquele que as julga ou que vêm de fora do seu país. Isso porque existe o medo da perda da identidade, agressão e desejo de eliminar a presença do estrangeiro, aspirando uma suposta pureza. O medo do desconhecido pode ser mascarado no indivíduo como aversão ou ódio, gerando preconceitos.
    Isso tudo só mostra que não basta os países serem desenvolvidos apenas economicamente. Há um retrocesso na forma de pensar das pessoas que mostram que elas estão, na verdade, “andando para trás” agindo dessa forma. Há uma necessidade das nações se desenvolverem mais intelectualmente, e pararem com toda essa ignorância que é a descriminação. Tudo que é novo e diferente pode acrescentar muito mais nas nossas vidas, sem prejudicar nosso devido lugar.

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